sexta-feira, 6 de agosto de 2010
LIBERTADORES OFUSCA DEBATE
Talvez alguns não acreditem, mas o jogo do São Paulo e Inter chamou muito mais a atenção do telespectador do que o primeiro debate presidencial, promovido pela Rede Bandeirantes.
Só para queimar a lingua do Fernando Mitre, Diretor do Telejornalismo, que ajustando, a seu gosto, um empate técnico das pesquisas eleitorais, montava um argumento de que este debate daria a direção para todo o eleitorado se definir.
Como se nada tivesse acontecido até então, ou fossem posiões ainda irracionais, precisando daquela injeção milagrosa.
3% de audIência do debate significa 180 000 residências antenadas, o que é inexpressivo diante do universo televisivo. Arrisco-me a dizer que este debate, só por causa desta baixa audiência, não trará maiores repercussões.
Tudo deve continuar como está, Dilma crescendo, Serra se arriscando mais, Marina com sua auto-estima crescendo, mas com discurso coincidente ao de Dilma.
Plínio foi a novidade, mas para quem? Os 3% de telespectadores que assistiram o debate são os "já posicionados", ou "engajados", a "inteliguência" de Manheim.
Se alguma modificação vier deste debate será o roubo de votos da Marina para Plínio. Serra pareceu estar à vontade, mas suas propostas de realização ("ministério dos lesionados", "ministério dos mutirões", exames dentários e oftamológicos) não são suficietes para apagar a ansiedade do eleitor por uma continuidade de Lula. Não resite sequer a pergunta: O Sr. fez isto em seu governo?
Dilma respondeu dentro do figurino, não errou; gaguejou um pouco, mas perdeu grandes oportunidades para nocautear Serra, que foi sentindo-se mais à vontade para criticar. Dilma pode trabalhar mais sua naturalidade, e expressões faciais, que aparecem um pouco rígidas, destoando com o que é falado. É preciso sal.
Mas tudo isso são comentários extemporâneos, porque 3% de audiência, diante da urgência da Libertadores, não teve nem comparação.
O eleitorado está se informando de atravessado, depois do jogo.
Assim, permanece a tendência atual de crescimento de Dilma.
O Mitre que me perdoe, mas o debate deu com os burro n'água
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
MÍDIA DÁ MAIS QUE UM EMPURRÃOZINHO
Inacreditável, mas saiu na Folha de São Paulo de hoje ,04 de agosto, na página 4 do primeiro caderno, ao acompanhar a ida do candidato José Serra à uma escola técnica e um abulatório inaugurado por ele mesmo no ano passado, na favela de Heliópolis. Transcrevo o trecho do artigo: "Apesar de estar em uma das regiões mais pobres de São Paulo, o tucano só fez o clássico corpo a corpo após pedido da reportagem da Rede Globo, que sugeriu que ele cumprimentasse moradores da região, para poder captar imagem para o Jornal Nacional, que desde segunda feira, acompanha as agendas dos candidatos." E termina "Serra aceitou".
Concluo que realmente a mídia tem muito mais visão sobre os efeitos das imagens junto ao público, sabendo diferenciar o que é uma imagem fechada e escondida, e seu impacto, e outra aberta, com a pessoa circulando nomeio do povo. O negócio de sair para comer o tradicional pastel de bacalhau e sanduiche de mortadela no Mercado Municipal de Sampa, eu também quero. Agora lá em Marsilac, só onça mesmo.
Concluo que realmente a mídia tem muito mais visão sobre os efeitos das imagens junto ao público, sabendo diferenciar o que é uma imagem fechada e escondida, e seu impacto, e outra aberta, com a pessoa circulando nomeio do povo. O negócio de sair para comer o tradicional pastel de bacalhau e sanduiche de mortadela no Mercado Municipal de Sampa, eu também quero. Agora lá em Marsilac, só onça mesmo.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS NEGROS DA PERIFERIA NA FIGURA DO NETINHO
Estava demorando aparecer a voracidade racista contra Netinho. Todos sabemos que sua figura mistura o cantor de pagode da periferia com uma imagem política bem recente, mas eficiente(se o leitor tem acompanhado suas atividades na Câmara municipal). Sou obrigado a admitir, que conversando com pessoas que pensava fossem progressistas, percebi que até hoje tem gente que não quebrou o paradigma de cor, de cantor, de periferia, e vestem o salto alto pequeno burguês
O jornal "O Estado de São Paulo" publicou on line a "denúncia e compra de votos" do candidato ao senado. Nem esperou a resposta do mesmo. Os comentários preconceituosos que o artigo suscitou dos leitores lembram que o poder legislativo deve ser ocupado apenas por "doutores", uma vez que a maior parte dos comentários considera sua candidatura ao senado "de baixo nível".
O pano de fundo é que um negro da periferia está aspirando ao cargo de Senador , causando espécie para a alta sociedade paulista. Afinal das contas, ele deveria fazer parte das rodas de Amaury Jr, e estar frequentando shoppings. Mas não, ele quis transformar gente abandonada em princesa, o que pode parecer ridículo aos olhos do Jardim américa e do alto Morumbi. Mas, no fundão esquecido da cidade, ele sempre foi bem recebido, porque veio de lá, e tem projetado a periferia, com orgulho.
Existe o voto nazista e racista? lógico. Ele provém das altas rodas e se espalha naqueles que reclamam de tudo na vida e não contribuem em nada para tornar o Brasil melhor.
Vamos parar de dar golpes na democracia e respeitar o contraditório.
Deixem o negão falar, antes de julgarem
O jornal "O Estado de São Paulo" publicou on line a "denúncia e compra de votos" do candidato ao senado. Nem esperou a resposta do mesmo. Os comentários preconceituosos que o artigo suscitou dos leitores lembram que o poder legislativo deve ser ocupado apenas por "doutores", uma vez que a maior parte dos comentários considera sua candidatura ao senado "de baixo nível".
O pano de fundo é que um negro da periferia está aspirando ao cargo de Senador , causando espécie para a alta sociedade paulista. Afinal das contas, ele deveria fazer parte das rodas de Amaury Jr, e estar frequentando shoppings. Mas não, ele quis transformar gente abandonada em princesa, o que pode parecer ridículo aos olhos do Jardim américa e do alto Morumbi. Mas, no fundão esquecido da cidade, ele sempre foi bem recebido, porque veio de lá, e tem projetado a periferia, com orgulho.
Existe o voto nazista e racista? lógico. Ele provém das altas rodas e se espalha naqueles que reclamam de tudo na vida e não contribuem em nada para tornar o Brasil melhor.
Vamos parar de dar golpes na democracia e respeitar o contraditório.
Deixem o negão falar, antes de julgarem
SIRENE DAS SEIS
No embalo da sacola
sacode o coração
por aquele vestidinho macio,
contrário da máquina e do brutalhão.
Sim,
ali vai toda perfeita,
com a silhueta cheia
e a cintura estreita,
fazendo tapete do chão.
No bar
a vista ainda acompanha
a total ignorância de quem vai;
e não tendo,
conhecendo a sanha,
pensa mal e diz um: "Sai"!
Então vem a cachaça...
soma de cansaço
submissão
desistência
e ódio,
jogando minério de alcool
no forno estomacal.
E, quando o dia se apaga,
lá vai junto o operário,
sem rosto
nem gosto
esquecido do mundo
para sua casa tosca.
Fotos da mãe na parede,
vazinho de plantas de plástico,
café aguado e morno.
Oh! Amor de oprimido,
ejaculado num banheiro em construção,
com o sexo arrebentado,
por uma secretarinha
de nariz arrebitado.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O CENSO DO CORAÇÃO
1) O senhor(a) foi gerado com amor?
2) Recebeu carinho de pai e mãe, na infância?
3) Teve professores dedicados contido? Aprendeu a buscar o conhecimento e a verdade?
4) Descobriu que no mundo e em seu país existem grandes problemas, que precisam de seu engajamento para serem resolvidos?
5) Já percebeu quem está ao lado do povo, e quem está do outro lado? Fez a sua escolha?
6) Após algumas frustrações e dificuldades, já chegou à conclusão de que trabalho e dedicação devem ser assumidos diariamente, com alegria?
7) Consegue sensibilizar-se com o sofrimento do mais próximo? Tem prontidão para ir ajudá-lo?
8) Sabe ler um jornl ou assistir a um noticiário, extraindo nas entrelinhas intenções outras que estão subjacentes?
9) Caminha no sentido da humildade e da solidariedade, ou está só nas intenções?
10) Decidiu-se pela paz?
A avareza está por trás das guerras e da violência no mundo
Este papel de avarento quer dominar o mundo, as mentes e corações das pessoas. Está por trás das guerras, dos estelionatos, da exploração impiedosa dos mais fracos, de seus trabalho, sem recompensar-lhes dignamente. Padre Cucci reflete sobre a questão da avareza, das pessoas que só pensam em acumular e se esquecem da solidariedade no mundo. Mas há uma solução, que começa igualmente no coração das pessoas, e desemboca num mundo melhor, quem sabe numa civilização do amor.
ROMA, segunda-feira, 2 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Aprender a doar o que se recebeu gratuitamente é a única maneira de superar a solidão causada pela ânsia por posses que caracteriza a avareza.
Esta é a síntese do ensinamento que está no coração do artigo assinado pelo Pe. Giovanni Cucci SJ, docente de filosofia e psicologia junto à Pontifícia Universidade Gregoriana. O artigo, intitulado “A avareza, a tentativa ilusória de possuir a vida”, foi publicado na revista La Civiltà Cattolica em 3 de julho passado.
No ensaio, o sacerdote jesuíta explicita os aspectos essencialmente espirituais deste vício, que conduz a atribuir ao dinheiro e coisas semelhantes “um valor simbólico exagerado”, transformando-os em “sinônimos de estima, paz, segurança e poder”.
A avareza, portanto, se identifica com “a cobiça e a ânsia por posses, que endurecem o coração e conduzem à presunção de autossuficiência, de se bastar a si mesmo e de nada mais precisar”.
Daí se compreende o aspecto religioso da avareza, sublinha Pe. Cucci, “pois o dinheiro oferece a ilusão de onipotência: o dinheiro, por sua natureza, confere uma autossuficiência que nenhum outro objeto pode fornecer. Para Péguy, constitui a única alternativa verdadeiramente ateia a Deus, porque dá a ilusão de que se pode obter tudo, de forma que qualquer realidade pode ser convertida em dinheiro, que por sua vez possibilita possuir qualquer coisa”.
Também Marx, ao analisar a mentalidade capitalista, salientou “o caráter de consagração de todo o próprio ser a uma realidade considerada absoluta, superior a qualquer outra”.
“A avareza, uma vez que não se refere a nenhuma necessidade do corpo nem a nenhum prazer corporal, busca uma satisfação de tipo afetivo, mas ao mesmo tempo intangível, ligada à imaginação”, explica o sacerdote.
Dessa forma se configura “como uma forma mundana de consagração a um ídolo, algo para o qual se está disposto a oferecer a própria vida, sacrificando para isso a própria liberdade e dignidade”.
De fato, o dinheiro, longe de pacificar, ao se tornar um fim em si mesmo gera sempre novos temores, ansiedades e inseguranças: “o medo de perder o que foi conquistado, medo de que um rival consiga um bem cobiçado, ou de ainda de ser superado na escala social, tornando vãos todos os esforços de uma vida”.
Outro sentimento típico do avarento é a tristeza, ligada à frustração de não poder nunca encontrar algo que o satisfaça, fazendo-o sentir-se cada vez mais indigente. De modo que o “estranho masoquismo” que caracteriza este vício está em pensar que “a única fonte de felicidade é na verdade aquilo que está por arruinar a própria vida”.
Além disso, há uma estreita ligação entre a avareza e a solidão: “o avarento se encontra somente em companhia de coisas, a única realidade na qual pode confiar”.
Assim, o melhor tratamento para o vício da avareza é a prática de “abrir mão do que se recebeu para o bem-estar dos outros”.
“Esta disposição – explica Pe. Cucci – promove o desejo de viver bem a própria vida, tornando a pessoa capaz de sacrifícios notáveis, uma vez que seu coração se torna sensível ao sofrimento e às necessidades dos demais”.
Paradoxalmente, escreve Pe. Cucci, talvez “no fundo da avareza se encontre este esforço sobre-humano de querer dar valor à própria existência, a merecer viver; uma forma doentia de auto-estima”.
Ao contrário, porém, “é no encontro com o outro, na relação, que o homem encontra a verdade de si mesmo”.
“A verdadeira riqueza, que de fato nos pertence, é aquele que se recebe ao se oferecer o melhor de si, tornando-nos assim participantes da generosidade abundante de Deus” – conclui.
“Somente doando é possível superar a solidão infernal na qual se aprisiona o avarento”.
ROMA, segunda-feira, 2 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Aprender a doar o que se recebeu gratuitamente é a única maneira de superar a solidão causada pela ânsia por posses que caracteriza a avareza.
Esta é a síntese do ensinamento que está no coração do artigo assinado pelo Pe. Giovanni Cucci SJ, docente de filosofia e psicologia junto à Pontifícia Universidade Gregoriana. O artigo, intitulado “A avareza, a tentativa ilusória de possuir a vida”, foi publicado na revista La Civiltà Cattolica em 3 de julho passado.
No ensaio, o sacerdote jesuíta explicita os aspectos essencialmente espirituais deste vício, que conduz a atribuir ao dinheiro e coisas semelhantes “um valor simbólico exagerado”, transformando-os em “sinônimos de estima, paz, segurança e poder”.
A avareza, portanto, se identifica com “a cobiça e a ânsia por posses, que endurecem o coração e conduzem à presunção de autossuficiência, de se bastar a si mesmo e de nada mais precisar”.
Daí se compreende o aspecto religioso da avareza, sublinha Pe. Cucci, “pois o dinheiro oferece a ilusão de onipotência: o dinheiro, por sua natureza, confere uma autossuficiência que nenhum outro objeto pode fornecer. Para Péguy, constitui a única alternativa verdadeiramente ateia a Deus, porque dá a ilusão de que se pode obter tudo, de forma que qualquer realidade pode ser convertida em dinheiro, que por sua vez possibilita possuir qualquer coisa”.
Também Marx, ao analisar a mentalidade capitalista, salientou “o caráter de consagração de todo o próprio ser a uma realidade considerada absoluta, superior a qualquer outra”.
“A avareza, uma vez que não se refere a nenhuma necessidade do corpo nem a nenhum prazer corporal, busca uma satisfação de tipo afetivo, mas ao mesmo tempo intangível, ligada à imaginação”, explica o sacerdote.
Dessa forma se configura “como uma forma mundana de consagração a um ídolo, algo para o qual se está disposto a oferecer a própria vida, sacrificando para isso a própria liberdade e dignidade”.
De fato, o dinheiro, longe de pacificar, ao se tornar um fim em si mesmo gera sempre novos temores, ansiedades e inseguranças: “o medo de perder o que foi conquistado, medo de que um rival consiga um bem cobiçado, ou de ainda de ser superado na escala social, tornando vãos todos os esforços de uma vida”.
Outro sentimento típico do avarento é a tristeza, ligada à frustração de não poder nunca encontrar algo que o satisfaça, fazendo-o sentir-se cada vez mais indigente. De modo que o “estranho masoquismo” que caracteriza este vício está em pensar que “a única fonte de felicidade é na verdade aquilo que está por arruinar a própria vida”.
Além disso, há uma estreita ligação entre a avareza e a solidão: “o avarento se encontra somente em companhia de coisas, a única realidade na qual pode confiar”.
Assim, o melhor tratamento para o vício da avareza é a prática de “abrir mão do que se recebeu para o bem-estar dos outros”.
“Esta disposição – explica Pe. Cucci – promove o desejo de viver bem a própria vida, tornando a pessoa capaz de sacrifícios notáveis, uma vez que seu coração se torna sensível ao sofrimento e às necessidades dos demais”.
Paradoxalmente, escreve Pe. Cucci, talvez “no fundo da avareza se encontre este esforço sobre-humano de querer dar valor à própria existência, a merecer viver; uma forma doentia de auto-estima”.
Ao contrário, porém, “é no encontro com o outro, na relação, que o homem encontra a verdade de si mesmo”.
“A verdadeira riqueza, que de fato nos pertence, é aquele que se recebe ao se oferecer o melhor de si, tornando-nos assim participantes da generosidade abundante de Deus” – conclui.
“Somente doando é possível superar a solidão infernal na qual se aprisiona o avarento”.
QUAL É O DESENVOLVIMENTO QUE QUEREMOS PARA O BRASIL?
IDADE ESPERADA (NORMAL) AÇÃO MÉDIA FAIXA
Sentar sozinho 06 meses 05-09 meses
Engatinhar 09 meses 06-12 meses
Ficar em pé 11 meses 08-17 meses
Andar sozinho 14 meses 09-18 meses
Primeira palavra 12 meses 08-23 meses
Frase c/ 2 palavras 02 anos 15-32 meses
Sorriso em resposta 01 mês 01-03 meses
Comer c/ as mãos 10 meses 07-14 meses
Beber no copo 13 meses 09-17 meses
Uso da colher 14 meses 12-20 meses
Vestir-se 04 anos 03-05 anos
O desenvolvimento vem desde a infância e deve ser acompanhado de perto para que nada dê errado. A nação também precisa que tenhamos a mesma preocupação, e embora pareça distante do que façamos em nosso dia a dia, é preciso pensar e opinar, porque há uma responsabilidade social envolvida, como a do desenvolvimento de uma criança. Queremos chegar a um país adulto.
Sim teremos a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil, na próxima década do século XXI. Muito se tem falado sobre estes desafios, e um grande compromisso está firmado para criar as condições ideais de realização dos mesmos. Construir o trem-bala ligando Campinas ao Rio, realizar a reforma e a construção de estádios, nos vários Estados que sediarão estes eventos, ampliar a infraestrutura de água e esgoto, energia elétrica, dos serviços de transporte, etc, muito tem a ser feito.
Temos a impressão de que o processo de desenvolvimento do país está subordinado a estes desafios, e que ele é a única alternativa , o que não é verdade. Existe isto sim, um desafio, uma vitrine brasileira exposta ao mundo, um julgamento de nossa estatura, nossa capacidade, via estes eventos.
Mas a discussão do desenvolvimento brasileiro deve ir em outra direção, sob pena de construirmos uma década de ilusões, e passarmos pelo vexame de sediarmos eventos num pais onde a estrutura social continuará excluente, e com poucas oportunidades para sua população.
Ser campeão sim, mas em um país de oportunidades crescentes. É precsio ampliar urgentemente a quantidade de jovens atendidos em cursos profissionalizantes e de nível superior. O crescimento do país exige isto. Há uma demanda por profissionais a ser preenchida. O desenvolvimento científico e tecnológico também, deve receber grande apoio pois servirá de base para este desenvolvimento.
É preciso ampliar a oferta de empregos e, ao mesmo tempo, dos produtos primários e secundários, com controle inflacionário, ambiguidade difícil de conciliar. O governo Lula conseguiu unir, de certa forma, esta montagem contraditória, porque a administração de altos juros no mercado financeiro, tem servido para "impedir o desenvolvimento com inflação", mas redundou também numa espécie de freio do desenvolvimento.
É preciso investir na sáude preventiva, com acompanhamento familiar, o chamado médico de família, caso contrário os custos do serviço médico hospitalar continuará alto e ineficaz. O Estado deve assumir o médico de família, em vez de ficar apenas dando atendimento corretivo, reativo.
O SUS que por aqui é tão criticado, acaba de ser adotado pelo presidente Obama nos EUA. Até a "matriz", que sempre sacralizou a inicitiva privada, está se rendendo à intervenção do Estado em esferas até então negadas, como é o caso do atendimento hospitalar. São coisas dos novos tempos.
O enterro do neoliberalismo com a privatização de tudo, e a redução do papel do Estado na economia, caiu por si só, sem ter sido derrotado pelos socialistas, mas com causa mortis própria, das chamadas crises cíclicas do sistema capitalista, que, por sinal, ainda continuam, agora atingindo o Estado, com na Grécia, Espanha, e...
O que se coloca é a necessidade do Estado suprir o que for necessário para o desenvolvimento, seja na área que for. É o que vemos na China e na Ìndia. Uma vez resolvido, pode-se discutir um compartilhamento com empresas, e mesmo a transferência destes setores, se isto significar um impulso maior. As cooperativas, e a pequena e média empresa urbana e rural devem fazer parte destas oportunidades, sendo as maiores beneficiárias, mas não únicas. Cada caso é um caso a ser analisado.
Aliás, casos de polícia devem ser resolvidos como foi no combate à máfia na Itália. Refiro-me ao insuportável crescimento do tráfico de drogas, já com um lastro perigoso de influência no país como um todo, e presença já na economia formal das cidades.Ouço que existem empresas "dominadas". É necessário dar um basta, equipando os setores de segurança pública com tecnologia de ponta, e eficiência científica. E combater com o objetivo de erradicar, e não de conviver, "administrar".
Para isto o Judiciário precisa deixar o império e republicanizar-se, agilizando-se e estabelecendo leis mais rígidas e rápidas. Os atuais concursos públicos no âmbito do judiciário, não tem impedido a perpetuação de famílias tradicionais de magistrados, o que corrobora com o modelo imperial. Que se democratize o judiciário, com eleições para os cargos estratégicos.
A cultura, que é o coração do povo, refletindo o que se passa na vida cotidiana do país, deve ser francamente incentivada pelo Estado, em suas diversas modalidades, cinema, teatro, literatura, música e artes em geral, sem privilégio desta ou daquela área.
Estamos em ano eleitoral. Devemos observar quem vai ter um enfoque mais voltado aos anseios da maioria, quem pode efetivar, e quem ficará no discurso. O Brasil tem urgência.
Acredito na percepção do eleitorado, de que fará uma boa escolha, mas devo admitir, que comparativamente com outros tempos, estamos adquirindo uma civilidade eleitoral. Irracionalidade aqui e ali, destemperos verbais, ocorrerão, mas deve prevalecer o confronto de idéias, e não de pegadinhas, ou conflitos pessoais, ou fabricação de manchetes falsas, e domínio da mídia.
Os desafios são crescentes, e não podemos nos dar ao luxo de errar. Seremos cobrados por nossa ignorância política. Lembro-me que Bertold Brescht nos lembra do ignorante político, como o mais deplorável de todos os indivíduos. Pois bem, rompamos com nossos preconceitos, e passemos a discutir, com abertura sobre todas as possibilidades. É um novo Brasil que está acontecendo e precisamos reformar nosso perfil. Rápido, agora.
Sentar sozinho 06 meses 05-09 meses
Engatinhar 09 meses 06-12 meses
Ficar em pé 11 meses 08-17 meses
Andar sozinho 14 meses 09-18 meses
Primeira palavra 12 meses 08-23 meses
Frase c/ 2 palavras 02 anos 15-32 meses
Sorriso em resposta 01 mês 01-03 meses
Comer c/ as mãos 10 meses 07-14 meses
Beber no copo 13 meses 09-17 meses
Uso da colher 14 meses 12-20 meses
Vestir-se 04 anos 03-05 anos
O desenvolvimento vem desde a infância e deve ser acompanhado de perto para que nada dê errado. A nação também precisa que tenhamos a mesma preocupação, e embora pareça distante do que façamos em nosso dia a dia, é preciso pensar e opinar, porque há uma responsabilidade social envolvida, como a do desenvolvimento de uma criança. Queremos chegar a um país adulto.
Sim teremos a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil, na próxima década do século XXI. Muito se tem falado sobre estes desafios, e um grande compromisso está firmado para criar as condições ideais de realização dos mesmos. Construir o trem-bala ligando Campinas ao Rio, realizar a reforma e a construção de estádios, nos vários Estados que sediarão estes eventos, ampliar a infraestrutura de água e esgoto, energia elétrica, dos serviços de transporte, etc, muito tem a ser feito.
Temos a impressão de que o processo de desenvolvimento do país está subordinado a estes desafios, e que ele é a única alternativa , o que não é verdade. Existe isto sim, um desafio, uma vitrine brasileira exposta ao mundo, um julgamento de nossa estatura, nossa capacidade, via estes eventos.
Mas a discussão do desenvolvimento brasileiro deve ir em outra direção, sob pena de construirmos uma década de ilusões, e passarmos pelo vexame de sediarmos eventos num pais onde a estrutura social continuará excluente, e com poucas oportunidades para sua população.
Ser campeão sim, mas em um país de oportunidades crescentes. É precsio ampliar urgentemente a quantidade de jovens atendidos em cursos profissionalizantes e de nível superior. O crescimento do país exige isto. Há uma demanda por profissionais a ser preenchida. O desenvolvimento científico e tecnológico também, deve receber grande apoio pois servirá de base para este desenvolvimento.
É preciso ampliar a oferta de empregos e, ao mesmo tempo, dos produtos primários e secundários, com controle inflacionário, ambiguidade difícil de conciliar. O governo Lula conseguiu unir, de certa forma, esta montagem contraditória, porque a administração de altos juros no mercado financeiro, tem servido para "impedir o desenvolvimento com inflação", mas redundou também numa espécie de freio do desenvolvimento.
É preciso investir na sáude preventiva, com acompanhamento familiar, o chamado médico de família, caso contrário os custos do serviço médico hospitalar continuará alto e ineficaz. O Estado deve assumir o médico de família, em vez de ficar apenas dando atendimento corretivo, reativo.
O SUS que por aqui é tão criticado, acaba de ser adotado pelo presidente Obama nos EUA. Até a "matriz", que sempre sacralizou a inicitiva privada, está se rendendo à intervenção do Estado em esferas até então negadas, como é o caso do atendimento hospitalar. São coisas dos novos tempos.
O enterro do neoliberalismo com a privatização de tudo, e a redução do papel do Estado na economia, caiu por si só, sem ter sido derrotado pelos socialistas, mas com causa mortis própria, das chamadas crises cíclicas do sistema capitalista, que, por sinal, ainda continuam, agora atingindo o Estado, com na Grécia, Espanha, e...
O que se coloca é a necessidade do Estado suprir o que for necessário para o desenvolvimento, seja na área que for. É o que vemos na China e na Ìndia. Uma vez resolvido, pode-se discutir um compartilhamento com empresas, e mesmo a transferência destes setores, se isto significar um impulso maior. As cooperativas, e a pequena e média empresa urbana e rural devem fazer parte destas oportunidades, sendo as maiores beneficiárias, mas não únicas. Cada caso é um caso a ser analisado.
Aliás, casos de polícia devem ser resolvidos como foi no combate à máfia na Itália. Refiro-me ao insuportável crescimento do tráfico de drogas, já com um lastro perigoso de influência no país como um todo, e presença já na economia formal das cidades.Ouço que existem empresas "dominadas". É necessário dar um basta, equipando os setores de segurança pública com tecnologia de ponta, e eficiência científica. E combater com o objetivo de erradicar, e não de conviver, "administrar".
Para isto o Judiciário precisa deixar o império e republicanizar-se, agilizando-se e estabelecendo leis mais rígidas e rápidas. Os atuais concursos públicos no âmbito do judiciário, não tem impedido a perpetuação de famílias tradicionais de magistrados, o que corrobora com o modelo imperial. Que se democratize o judiciário, com eleições para os cargos estratégicos.
A cultura, que é o coração do povo, refletindo o que se passa na vida cotidiana do país, deve ser francamente incentivada pelo Estado, em suas diversas modalidades, cinema, teatro, literatura, música e artes em geral, sem privilégio desta ou daquela área.
Estamos em ano eleitoral. Devemos observar quem vai ter um enfoque mais voltado aos anseios da maioria, quem pode efetivar, e quem ficará no discurso. O Brasil tem urgência.
Acredito na percepção do eleitorado, de que fará uma boa escolha, mas devo admitir, que comparativamente com outros tempos, estamos adquirindo uma civilidade eleitoral. Irracionalidade aqui e ali, destemperos verbais, ocorrerão, mas deve prevalecer o confronto de idéias, e não de pegadinhas, ou conflitos pessoais, ou fabricação de manchetes falsas, e domínio da mídia.
Os desafios são crescentes, e não podemos nos dar ao luxo de errar. Seremos cobrados por nossa ignorância política. Lembro-me que Bertold Brescht nos lembra do ignorante político, como o mais deplorável de todos os indivíduos. Pois bem, rompamos com nossos preconceitos, e passemos a discutir, com abertura sobre todas as possibilidades. É um novo Brasil que está acontecendo e precisamos reformar nosso perfil. Rápido, agora.
PORQUÊS
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