sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mídia faz a desconstrução da imagem de Lula

Passado o Governo para Dilma, a mídia aproveita todas as chances disponíveis para fazer a desconstrução da imagem que Lula deixou de aprovação inconteste de seu governo pela maioria "jamais vista neste país".

Unem o novo estilo Dilma, de rapidez e eficiência, com toda sorte de matérias que possam desgastar a imagem do ex-presidente.

São as férias em litoral na área de quartel que somente os presidentes podem usufruir;  o passaporte diplomatico para os seus filhos fugindo as regras do Itamarati; é o guarda roupas de mais de 100 ternos que chegaram em 200 caixas no seu apê. Até as bicicletas ergométricas que ele e dona Marisa usavam foram computadas quando saíram do apartamento de São Bernardo. Gostaríamos de mais austeridade, como também não vibramos com os 60% de aumento dos parlamentares, mas existe a nítida intenção de montar um quebra cabeça enxadrista para dar um cheque mate em 4 anos. 

A "denúncia" vai para o consumo de alimentos pagos por fora do salário, além das assistências médicas sem ônus, que agora deverão ser assumidas por ambos. Procuram dar a impressão de que Lula continua com privilégios mesmo depois de deixar o cargo..

Assim querem indispor Dilma com o seu padrinho.

Primeiro desconstroem Lula.

Depois desconstroem Dilma.

Aí colocam um pé rapado qualquer para entregar o pre sal para os grupos internacionais.

Dá para notar a pegadinha?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Natal sangrento para cristãos em vários países

Vou mexer num vespeiro, mas  vamos lá.

O fundamentalismo religioso gera a intolerância da convivência, e por fim, incendeia o fanatismo violento.

Este tem sido o cenário em países de maioria muçulmana, onde os cristãos são minorias.  São atentados, perseguições, mortes de inocentes.

Não importam as igrejas cristãs, todas são atingidas sem distinção.

Os países de maioria cristã, onde estão estruturado estados laicos, atingiram níveis de convivência inter-religiosa madura e pacífica, mas encontram-se também exceções, principalmente onde se localiza o renascimento do racismo e de tendências fascistas.

Não se pode dizer o mesmo dos chamados Estados Teocráticos, que impõem uma religião de Estado. Professar outra fé nestes países é viver segregado, senão perseguido

O Zenit listou os últimos acontecimentos de perseguições e mortes em alguns países.

Não citou, entretanto o Paquistão onde uma cristã foi condenada a morte por afirmar sua fé, e até mesmo o governador muçulmano de um província, foi assassinado por defender a convivência pacífica de religiões. Também os bahais no Irã, e o candomblé no Brasil(secular), etc(são muitos).

É a contradição entre os chamados Estados Teocráticos e o processo de globalização. Há o cerceamento desde a internet até a prática de cultos.

Existem matizes variados de Estados Teocráticos, a maior parte muçulmana, mas também budistas e induístas, desde os que conseguem conviver com relativa paz, até os que tem minorias de outras seitas e religiões sendo perseguidas, mortas e expulsas de suas terras.

Para radicalizar estas perseguições, os EUA invadindo o Iraque e o Afganistão, incentivou a intolerância e guerra religiosa moderna, se pudermos dizer, uma "cruzada evangélica" de novo tipo.

Falam tanto das antigas cruzadas incentivadas pela Igreja Católica, mas sequer nomeiam as atuais guerras como cruzadas de países de maioria evangélica. Não será?

Assim chegamos à situação de hoje, onde vemos a burca sendo reconhecida na França como discriminatória à dignidade da mulher ocidental (é o etnocentrismo ocidental), enquanto cristãs são obrigadas a usar o véu em países muçulmanos(etnocentrismo oriental).

O Brasil tem muito a ensinar ao mundo como um todo, em matéria de liberdade religiosa e convivência religiosa.

Por isto o Brasil e o Governo Dilma devem incentivar o nosso modelo para o mundo globalizado. Mundo carente de convivência

É certo que devem ser analisadas criticamente as situações onde se usa da religião para se desestruturar as identidades nacionais(o Brasil foi objeto disto nos últimos 50 anos), e países devem se defender disto, mas não ao ponto de  se obrigar as igrejas a rejeitarem seus lideres, e estruturarem organizações segundo o perfil que desejam.

Isto foge dos objetivos de um Estado Laico, que separa nitidamente os papéis de cada um, pois há clara intromissão em questões domésticas das igrejas. 

Cuba é um exemplo de superação e de convivência entre  o estado e as religiões.

Outros países podem caminhar também neste sentido.

Mostramos abaixo os últimos acontecimentos de perseguições e mortes de cristãos no mundo.

"Egito

A loucura anticristã teve lugar pouco depois da noite do Ano Novo e atingiu a comunidade copta de Alexandria, no Egito. De acordo com relatórios recentes, a explosão de uma bomba na Igreja dos Santos (Al-Qiddissine), localizada no bairro de Sidi Bishr, causou - 30 minutos após a meia-noite - pelo menos 21 mortos e 79 feridos entre os fiéis, que saíam do culto religioso por ocasião do ano novo. Embora algumas testemunhas falem da explosão de um carro-bomba, o Ministério do Interior egípcio acredita que tenha sido um atentado suicida. "É provável que a bomba tenha sido detonada por um kamikaze, que morreu junto com outros", afirmou um comunicado do Ministério enviado à agência AFP. Em um discurso transmitido pela televisão egípcia, o presidente Hosni Mubarak condenou o ataque e o "terrorismo cego", que "não faz distinção entre um copta e um muçulmano". De acordo com o chefe de Estado, é um "ato criminal" de origem estrangeira que teve como objetivo "todo o Egito". O ataque aconteceu após as recentes ameaças de militantes da Al Qaeda, no Iraque, contra os cristãos do Egito.  Até mesmo o patriarca latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, disse: "Esta nova matança deveria levar a refletir sobre a nossa vocação de cristãos nessa região, que não pode ser dispensada de abraçar a cruz. O discípulo não está acima do seu Mestre". Durante a homilia na Missa celebrada na sede do patriarcado, ele concluiu dirigindo-se a Jesus: "Se nos envias a cruz, dá-nos a coragem para seguir-te".
Iraque
Depois de um Natal relativamente calmo, a fúria anticristã atingiu novamente a martirizada minoria iraquiana em 30 de dezembro. Segundo um funcionário do Ministério do Interior, a explosão de dez bombas em casas de cristãos provocou na capital, Bagdá, pelo menos 2 mortos e 16 feridos. "No total - declarou em 31 de dezembro a agência AFP - 14 bombas foram colocadas perto de casas de cristãos", 10 das quais explodiram completamente. "As outras 4 foram encontradas antes da explosão e as forças de segurança provocaram sua explosão em segurança", indicou a mesma fonte. As duas vítimas dos atentados, que não foram reivindicados, mas que têm a assinatura de um ramo iraquiano da rede terrorista Al Qaeda, foram mortas no bairro de al-Ghadir, no centro da capital, devido à explosão de uma bomba artesanal. Após o ataque sangrento à catedral siro-católica de Bagdá, em 31 de outubro, que matou mais de 50 pessoas, a Al Qaeda havia anunciado que todos os cristãos tornaram-se alvos legítimos.
Filipinas
Nas Filipinas, uma bomba explodiu na manhã de 25 de dezembro, durante a Missa de Natal celebrada na capela dentro do quartel policial de Jolo, na Região Autônoma Muçulmana de Mindanau. A explosão da bomba, lançada sobre o telhado da capela do Sagrado Coração por alguns homens em uma motocicleta, provocou, segundo a agência Asianews (27 de dezembro), pelo menos 11 feridos, entre os quais pelo menos um padre. Embora o ataque não tenha sido reivindicado, os especialistas sinalizam o grupo extremista muçulmano de Abu Sayyaf. Fundada no início dos anos 90, o grupo armado efetuou inúmeros sequestros para extorquir, além de atentados, incluindo o incêndio de uma balsa com destino à capital, Manila (fevereiro de 2006), que causou 116 vítimas.
Nigéria
Na Nigéria, no entanto, outra onda de violência anticristã já ceifou pelo menos 86 vítimas no país mais populoso da região centro-norte da África, que em abril próximo irá às urnas para eleger um novo presidente. O "massacre de Natal" começou na noite do dia 24, com o assalto contra duas igrejas cristãs em torno da capital do Estado de Borno, Maiduguri, no qual morreram pelo menos 6 pessoas, incluindo um ministro batista, reverendo Bulus Marwa, segundo informou Compass Direct News em 28 de dezembro. A violência continuou com uma série de atentados contra alvos cristãos na periferia de Jos, capital do Estado do Plateau, definido por Avvenire (28 de dezembro) como o "muro de separação" entre as duas Nigérias: a muçulmana, formada por pastores de gado, no norte, e a cristã, animista e agrícola, do sul."

PAC da miséria. Dilma substitui palavras por ações

Tenho acompanhado com grande interesse a proposta de nossa querida presidenta Dilma em erradicar a miséria no país. Dilma chamou vários ministros de estado e está fazendo um mega projeto que envolve vários setores.

Estudos do IPEA apontam que grandes contingentes de pobres ascenderam a nova posição social devido ao processo de crescimento econômico do país. Isto nos deixa a impressão de que esta melhoria veio mais como um resultado complementar e paralelo do desenvolvimento econômico.

Agora vemos uma tentativa de se fazer ações planejadas em direção a uma erradicação da miséria. É o que esperávamos. Será um mega  projeto.

O desafio é grande porque a inclusão para o homem miserável é de característica completamente diferente das demais inclusões. Há um sobre esforço que requer um misto de motivação, formação adequada, e oportunidades possíveis e adequadas.

Outro ponto, o primeiro fator a se analisar está na correta definição de pobreza e miséria, que tem sido caracterizadas em patamares menores dos aceitos internacionalmente.

Não é possível fazer-se qualquer acompanhamento de pobreza e miséria não definindo corretamente seus principais componentes.

Deve-se também montar um score de miséria e pobreza por municípios, com metas de erradicação, e planejamento claros.

Vamos acompanhar de perto o que estão fazendo, mas é positivo ver a Presidenta tomar rápida iniciativa.

Estamos gostando muito da iniciativa e da rapidez de sua gestão. É o que sempre desejamos.

Afinal estamos tratando de bens públicos, não é mesmo? E eficácia não é prerrogativa exclusiva da iniciativa privada, mas também do estado.

Segundo matéria do IG, "O programa vai atuar em três frentes: inclusão produtiva, ampliação da rede de serviços sociais e de benefícios. Como resultado da promessa repetida na campanha de erradicar a pobreza extrema no Brasil, a presidenta Dilma Rousseff decidiu lançar o PAC da miséria. O programa, discutido em reunião com ministros nesta quinta-feira, terá como modelo de gestão o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com prestação de contas anuais e um comitê gestor formado por oito ministérios: Desenvolvimento Social, Planejamento, Fazenda, Casa Civil, Educação, Saúde, Trabalho e Desenvolvimento Agrário.

O programa, segundo a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, vai atuar em três frentes: inclusão produtiva, ampliação da rede de serviços sociais do governo e a continuação da ampliação da rede de benefícios.“Vamos construir um modelo de gestão, como fizemos para o PAC, com metas e condições de monitoramento claras, para prestar contas à sociedade e à imprensa sobre o andamento dessa metas”, disse a ministra. A exemplo do PAC, o programa deverá agrupar outras ações implantadas por governo anteriores. “Não se trata apenas de uma soma de programas”, disse a ministra ao caracterizar a iniciativa como um modelo de gestão. Além disso, de acordo com a ministra, o governo trabalha na definição de uma linha de pobreza para identificar quem será beneficiado pelo programa. Com a reunião desta quinta-feira, iniciou-se o período de coleta de sugestões dos integrantes do novo governo. A expectativa é que uma nova reunião ocorra na próxima semana e que, a partir daí, elas sejam realizadas com mais regularidade. A ex-secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Social Ana Fonseca, responsável pelo programa Bolsa Família no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será responsável agora pelo programa de erradicação da extrema pobreza. “Estamos trabalhando no sentido de universalizar a rede de serviços. Essa é uma expectativa do governo. Não vamos atacar a agenda da pobreza apenas com políticas de transferência de renda. Nossa agenda é de inclusão social e produtiva, de ampliação da rede de serviços públicos, de saneamento, oferta de água, saúde, educação e qualificação profissional”, disse a secretária."



quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Dilma mostra a cara.

Nada como a novidade para se ter nova leitura do passado. O passado está em constante transformação, conforme o presente vai se realizando

Para quem pensava em "continuidade" de governo, começa agora a perceber que o Governo Dilma será qualitativamente diferente.

Não com as questões de princípios, pois estes devem seguir na mesma direção.

Mas na forma de governar, usando a rapidez para agir, sem esperar, e dando autonomia aos Ministros para falar, começam a ser características novas que destoam do governo Lula.

Lula, pela própria liderança expressiva acabava por canalizar muito das ações governamentais.

Era só o Mântega dizer algo que o Presidente não gostasse e pronto, dali a um tempo o Lula o criticava em público, e este acabava se retratando.

Aconteceu assim também com outros ministros, principalmente no segundo governo.

O inverso também, isto é faltou inspeção, análise, e intervenção em tempo, antes de degringolar, principalmente no primeiro governo.

E o protelar, o postergar foi sendo também uma marca do governo Lula, seja para a questão dos jatos para a Aeronáutica, seja o caso Battisti, e outros mais. Isto não comprometeu seu governo devido à alta popularidade

O próprio PAC demorou em muitos aspectos para deslanchar, além das intervenções dos Tribunais de Contas, e outras aberrações ambientais, e falsas Ongs, que "naturalmente" sempre atrapalhavam.

Era como se houvessem desgovernos dentro do governo, representando os setores sociais se degladiando dentro da máquina governamental

Dilma parece querer diferenciar-se do Governo Lula bem rapidamente, desde seu início, com todo respeito.

Já chamou os Ministros e deu prazo para levantamento de dados de suas pastas, e propostas.

A mulher vai fazer a "cobra fumar" como se diz no piso das fábricas.

Alegra-nos sobremaneira este formato novo. Desejamos que a Presidenta continue assim.

Sucesso!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Reflexões sobre a paz

A paz tornou-se uma palavra vazia e sem sentido nos dias de hoje, onde a violência e a intolerância são marcas de normalidade.

A paz é vista mesmo como algo ultrapassado, jargão de uso retórico e intencionalmente colocado para esconder outras intenções, avessas a ela.

Parece até que a paz se circunscreve apenas ao palavreado religioso, como modo de vida particular, e no político, como meta distante dos discursos.

Poucos os expoentes, celebridades, ou líderes que encarnaram a paz como uma marca, sangue nas veias deles mesmos, a correr e a jorrar continuamente como razão de vida.

Conto nos dedos de uma mão, se tanto, em todo o período da História da Humanidade.

De maneira geral vejo a guerra como expressão das muitas ações humanas.

O uso da guerra para se erradicar a guerra, a guerra para acabar com a exploração, a guerra para defesa, a guerra para conquistar direitos, a guerra, a guerra , a guerra.

Parece que a guerra é mais integrante de nosso DNA do que a paz.

Alguns  definem a paz como "um período entre guerras", e a política como a ocasião em que "as partes não conseguem sobrepor-se umas às outras", entrando num período de entendimento chamado político.

Talvez aos poetas a paz seja possível, pois inspiram-se nas dificuldades de sua inexistência.

Aos religiosos também, se conseguirem superar o período das guerras religiosas.

Peter Weiss dizia que o Estado jamais seria misericordioso.

Tendo a concordar com este seu pensamento.

A paz, para surgir dentro de nós e crescer, precisa de alguns adubos.

A humildade é um deles, não a humildade de forma, de aparência, beata, mas a humildade de fundo, de se rever em seus atos, em suas relações, e buscar transformar-se no sentido de se restringir aos ímpetos, às dominações, e em aceitar a diferença.

Alguns chamam a isto de mortificações, isto é, matar a si mesmo em muitos aspectos de sua vida, e buscar descobrir novas atitudes, novas razões por viver.

A paz é compromisso com a verdade, mas sem impor a verdade.Isto é humildade na verdade

A paz sem a verdade é paz submissa, paz dos cemitérios, paz do dominador, em suma, ausência de paz, falsa paz.

Esta paz, talvez seja a que mais subsiste nos dias de hoje, sustentando tantos poderes perfeitos, justificáveis, que a instalam sob controle, para que ela não morra.

Triste paz.

A paz que sonho é livre e aceita e tolerável.

É paz de convencimento, paz de argumentação, não paz forçada, impostada.

Paz e verdade são sinônimas, alimentam-se uma da outra, na caminhada da construção de uma vida superior, onde os diferentes possam abrir-se à novidade e buscarem ser um, embora não sendo.

Paz e humildade, paz e verdade.

A paz supõe compreensão, supõe superação dos próprios limites constantemente.

A paz tem na justiça seu bastião principal.

Não há paz sem justiça, a não ser que a relativizemos em nossas vidas adequando-a ao possível, em morna substância.

Não, a paz é libertadora, é íntegra, cheia de verdade e alegria de ser. Autônoma.

Não tem compromissos com o mal, a exploração, a dominação, mas se enche de prazer em descobrir como pode alcançar grandes feitos tão facilmente.

Por isso a paz perdoa, tolera, espera.

Por isso a paz tem esperança.

A paz é cheia de esperança.

Não há esperança sem paz. Toda esperança é boa e pacífica.

Não há esperança com ódio, porque o ódio se nutre do presente e do passado.

A paz, por outro lado, se nutre do futuro, do sonho impossível que pode ser possível.

Paz sem perdão é guerra futura.

Paz e perdão, duas condições obrigatórias.

Desejo um mundo de paz. Nada melhor para se desejar isto no início de um ano novo. Desejo ardentemente alcançá-la.

A começar por mim, de minhas guerra interiores, silenciando-me de minhas falsidades, de minhas exterioridades, descobrindo a substância principal, submersa no mar da vida.

A paz desejo a todos, com humildade, verdade, justiça, perdão, tolerância.

E o expurgo das guerra também desejo.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O que o discurso de Dilma nos chama à responsabilidade

Passou-se o tempo em que depositávamos a responsabilidade de governar a terceiros.

Hoje, e cada vez mais a responsabilidade de gerir uma casa, um negócio, e até administrar o país passa pela CO-RESPONSABILIDADE.

Por isso, tomei a liberdade de fazer um comparativo entre o discurso de Dilma ao tomar posse no Congresso Nacional, e nossa co-gestão deste projeto para o Brasil. Vejamos então:

1) Ao "cingir o ombro de uma mulher com a faixa presidencial", Dilma convida todas as mulheres a deixarem a dependência, a subserviência, a pequenez, e assumirem a nova maioridade pessoal, psicológica, e política da mulher na sua vida.

2) Dar continuidade ao "maior processo de afirmação que este país viveu". Com isto ela nos convida a assumirmos uma nova identidade brasileira, cheia de disposição para fazer de nosso país uma nação rica e solidária, generosa e de exemplo de paz para o mundo.

3) "Consolidar esta passagem". Quer dizer fazer mais do que foi feito durante o governo Lula. Avançar mais nas conquistas populares e no processo de crescimento com distribuição de renda. Principalmente "inovar nos caminhos e buscar novas soluções", segundo suas próprias palavras, representa despojamento de regras e criatividade para se alcançar soluções a curto prazo, com inteligência. Devemos ser assim, e não Dilma, apenas.

4) "Tornarmos uma das nações mais desenvolvidas e e menos desiguais do mundo". Aqui está um desafio que é principalmente nosso. Depende muito de cada brasileiro mudar seu próprio figurino, buscando ser uma pessoa presente em seu país,  e ajudando diretamente a presidentA neste grande desafio que ela nos colocou.

5) "Fazer a reforma política, a reforma tributária, ampliar e valorizar o parque industrial, exportar mais, apoiando o grande e o pequeno". Aqui estão grandes tabus que ficaram obscurecidos na incrível aprovação do governo Lula, e não foram tratadas como deveriam ser, merecendo de Dilma rapidez e competência. Devemos, de nossa parte, nos especializarmos em competência também para atingir o máximo em nossas atividades. Fazer o melhor é obrigação de cada um a cada dia. É o nosso motivo de viver. Ninguém deve viver para ser mediano.

6)Valorizar o desenvolvimento regional, é ver o país como um país de irmãos em vez de nos deixarmos levar por idéias segregacionistas e claramente racistas. Todos são importantes no Brasil, principalmente os estados mais fracos devem ser mais apoiados.

7) "Aperfeiçoar as instituições e aperfeiçoar os serviços básicos, principalmente  a segurança, a educação e a saúde". Aqui pergunto, porque o Brasil deixou a corrupção e a política de influência irem tomando conta de nossas instituições e de preterirem os pequenos em suas necessidades básicas?.  Aqui deve haver mão dura e pesada para punir e erradicar os que se locupletam nas instituições como parasitas, e impedem a máquina pública de ser mais eficiente.

8) "Fortalecer nossas reservas". Fundamental, pois nossas reservas não são moeda de troca para algum golpe econômico internacional das grandes potências, que desejam "aliviar" suas crises específicas, jogando o ônus desta sobre o Brasil.

9) "O PAC e a Minha casa minha vida", são pérolas que devem ser cada vez mais lapidadas. /e como brasileiros devemos dar nosso apoio efetivo a estes dois programas. "Tornar o SUS o maior programa de saúde pública do mundo". Que maravilha ouvir de Dilma estas palavras. É urgente uma rápida transformação deste programa, atendendo o povo brasileiro cada vez melhor.

10) "Combate à droga, principalmente o crack" é fundamental para libertarmos grande número de jovens prisioneiros desta droga. Política de vigilância das fronteiras deve ser apresentado com rapidez.

11) "O Pré-Sal é nosso passaporte par o futuro". O governo FHC transformou a Petrobrás numa subsidiária das grandes empresas petrolíferas mundiais, ao vender suas ações na bolsa de Nova York. O Pré Sal é uma afirmação nacional que deve ser mantida, a todo custo, e defendida por todos.

12) "Apoiar fortemente o desenvolvimento científico e tecnológico". Aqui está o X da questão. Se não formos capazes de avançar decididamente nesta área, tudo pode ir pelo ralo do esgoto. Celso Furtado já escrevia sobre isto desde os anos 60, e não perdeu atualidade. O mundo de hoje é de alta tecnologia e não podemos perder o barco da história. A China soube trazer tecnologia e assimilá-la ao seu parque industrial. Já o Brasil está sendo constantemente assediado a transferir tecnologia diariamente para outras nações. Atenção e coragem devem ser a regra.

13) "Investir em cultura". Eu diria retomar a cultura nacional contra a a despersonalização cultural do império. e isto não é jargão conservador não, mas oportunidade nova para a expressão de um sem número de atividades culturais que são preteridas a todo instante.

14) "Combater a miséria" é ponto de honra e é responsabilidade de todos.

15) "Derubar as discriminações de todo tipo", fazendo de nosso país um exemplo de convivência.

16) "Lutar pelas liberdades individuais, de imprensa e opinião, de culto e de religião". O Brasil pode fazer sua lição de casa de construir um governo popular numa democracia cada vez mais apurada e de participação crescente da população. O governo Lula inaugurou uma nova fase de democracia na República nova, uma fase popular, que dará cara nova à democracia brasileira. E isto não ocorrerá smomente através do consenço, mas também do conflito, o que é bom. Que vença sempre o melhor, e espero que seja o povo, e não as elites. Haverá um momento que este processo colocará um divisor de águas e deveremos estar atentos para isto, para caminharmos com força e segurança.

17) "Ter coragem para mudar". Grande Dilma!!!!

18) "Ter as mãos abertas e estendida a todos". Deve ser algo real e não palavras apenas. Só o tempo dirá se Dilma agiu assim desta forma, com abertura, para além do discurso.

19) "Que Deus abençoe o Brasil e o povo brasileiro, e possamos construir um mundo de paz". Deus foi lembrado no apagar das luzes de seu discurso, como um esquecido. Eu diria mais, que possamos dar bom testemunho disto tudo que foi proposto no discurso, diante de Deus e do povo brasileiro. Porque Ele não é apêndice mas autor.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Alegria e tristeza na posse de Dilma e saída de Lula

Estamos num momento especial da vida brasileira.

Uma fase popular, da Nova República que se consolida.

Agora é avançar eliminando a miséria.

Dedicarei este blog ao acompanhamento cerrado desta política de erradicação da miséria.

Vamos avançar nas conquistas.

A saída de Lula ns traz muita tristeza, mas é para uma boa causa.

Uma continuidade com aprofundamento das políticas de desenvolvimento com distribuição de renda.

Parabéns Dilma, estaremos ao seu lado exigido e apoiando os avanços nas conquistas populares

BARREIRAS

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