quarta-feira, 7 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
A difícil comunicação interior
Ando meio descrente da comunicação verbal e permaneço longos períodos em silêncio.
Porque fala-se o óbvio, ou para reforçar crenças já consolidadas, ou para concordar com outros que dizem o mesmo.
Quando se percebe o tempo passou e a situação continua inalterada.
A comunicação pressupõe uma concordância vulgar, que só se justifica pela necessidade do auto convencimento contínuo.
Daí meu silêncio.
Onde os outros vêem grandes problemas e falam bastante, enxergo que este não é tão grande assim; tornou-se grande por força da expressividade verbal.
Quando em silêncio, aí sim, minha mente se comunica comigo em várias dimensões e diversas profundidades.
Tenho pensamentos recônditos, distantes, que não conseguem transformar-se em uma forma nítida, mas me invadem cá e lá, e logo desaparecem antes que possa refletir melhor.
Tenho pensamentos invasores, carnais, vinculados aos meus instintos e que me assombram a todo instante, após os olhos, questionando minha lógica e minha fé.
Os pensamentos profundos, muitos permanecem em um poço, de onde posso apreciar, de longe, sua importância, mas não afloram, e isto me incomoda sobremaneira.
Dizem respeito aos caminhos da espiritualidade, aos verdadeiros engajamentos que nunca faço, aos meus erros e pecados, desde os medonhos até os bem elaborados e sutis.
Ali também estão guardadas todas as mágoas e incompreensões.
Às vezes, no final da noite alguém fala muito rapidamente em minha mente, e preciso decodificar que mensagem traz; não parece deste mundo.
Quer que eu seja profeta.
Minha boca anda fechada, mas a leitura interior está bem aberta.
A verdade?!
Bem, a verdade continuaria uma incógnita, se Jesus Cristo não tivesse dito que Ele é a verdade e a vida.
Porque fala-se o óbvio, ou para reforçar crenças já consolidadas, ou para concordar com outros que dizem o mesmo.
Quando se percebe o tempo passou e a situação continua inalterada.
A comunicação pressupõe uma concordância vulgar, que só se justifica pela necessidade do auto convencimento contínuo.
Daí meu silêncio.
Onde os outros vêem grandes problemas e falam bastante, enxergo que este não é tão grande assim; tornou-se grande por força da expressividade verbal.
Quando em silêncio, aí sim, minha mente se comunica comigo em várias dimensões e diversas profundidades.
Tenho pensamentos recônditos, distantes, que não conseguem transformar-se em uma forma nítida, mas me invadem cá e lá, e logo desaparecem antes que possa refletir melhor.
Tenho pensamentos invasores, carnais, vinculados aos meus instintos e que me assombram a todo instante, após os olhos, questionando minha lógica e minha fé.
Os pensamentos profundos, muitos permanecem em um poço, de onde posso apreciar, de longe, sua importância, mas não afloram, e isto me incomoda sobremaneira.
Dizem respeito aos caminhos da espiritualidade, aos verdadeiros engajamentos que nunca faço, aos meus erros e pecados, desde os medonhos até os bem elaborados e sutis.
Ali também estão guardadas todas as mágoas e incompreensões.
Às vezes, no final da noite alguém fala muito rapidamente em minha mente, e preciso decodificar que mensagem traz; não parece deste mundo.
Quer que eu seja profeta.
Minha boca anda fechada, mas a leitura interior está bem aberta.
A verdade?!
Bem, a verdade continuaria uma incógnita, se Jesus Cristo não tivesse dito que Ele é a verdade e a vida.
domingo, 4 de novembro de 2012
Hoje aniversário de morte de Carlos Marighella, o seu soneto LIBERDADE
LIBERDADE
soneto de Carlos Marighella
Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sombranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente alheio à própria sorte.
Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto , e de tal modo em suma,
que não existe força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.
E que por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome.
São Paulo, Presídio Especial, 1939
sábado, 3 de novembro de 2012
Interessante reflexão do Professor Paulo Roberto sobre o Novo Acordo Ortográfico
PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.
publicado por solpaz às 16:50
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LAURENTINO SABROSA - O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO E ALGUMAS DIVAGAÇÕES A PROPÓSITO - Vl
Quando se diz que o povo é que faz a língua, referimo-nos, por só assim ser verdade, à linguagem falada, na sua fonética e na sua sintaxe, não na ortografia.
É evidente que esta é posterior à pronúncia e à construção da frase. Como foi fixada a pretendida correcção da grafia da palavra? Basicamente, essencialmente, por convenção. Esta palavra convenção encerra em si uma convenção : a de que se deve escrever convenção e não convenssão . E por que não é convenssão? Porque a etimologia da palavra assim o indica. Devo dizer ao leitor, porventura menos informado que a formação das palavras não obedece sempre à etimologia – há muitas vezes intervenção de fenómenos linguísticos complexos, entre os quais os relacionados com o aparelho fonador do ser humano. A Fonética, que no seu estudo também tem em conta esse aparelho fonador, é um capítulo essencial e nada fácil, quando se quer abordar toda a estrutura de uma língua.
Se convencionarmos estabelecer uma ortografia segundo a pronúncia, então alguns milhares de palavras, para que haja uma certa lógica, devem ser alteradas. Em minha opinião, não faz muito sentido virem-nos dizer que deve ser batismo e nãobaptismo, em virtude de o p ser consoante muda, mas continuar a ser habilidade e hífen, apesar de aí termos um h como consoante muda. Quer-se fazer uma total aproximação da ortografia à pronúncia por fases? Parece. Já se escreveu herva, estando o h inicial abolido por não ser pronunciado. No entanto, continua a ser herbáceo. Vá-se lá compreender! A linguagem falada, em expressões populares, em manifestação de ideias e sentimentos, muitas vezes não tem lógica, e isso enriquece-a muito; a linguagem escrita, essa sim, talvez tivesse mais beleza e perfeição se tivesse mais lógica do que a falada. Se sempre se tivesse escrito erva e herbáceo, eu atribuía isso aos tais fenómenos linguísticos, a que me referi; mas se me vêm dizer, ao fim de tantos anos, que herva afinal deve ser erva (sem h) mas continua a ser herbáceo (com h), eu começo a duvidar da justeza da ordem e da idoneidade de quem a dá. Portanto, para uma aproximação da ortografia à pronúncia, como parece ser preocupação do Acordo, o h inicial devia desaparecer por em português ser consoante muda. E muitas outras coisas deviam ser modificadas. Por exemplo: deve ser pessoua e abençoua, nãopessoa e abençoa; se o e soa como i, porque não ser mesmo i?; se o o soa como u, porque não ser mesmo u ?
O que é português vernáculo? O termo vernáculo tem na sua origem uma certa ideia de escravidão, ou, pelo menos, de obediência às origens, à terra, à casa em que se nasceu. Por extensão de significado, um termo é vernáculo se no seu uso, na sua grafia, obedecer à pureza com que foi formado. Será que, por exemplo, ator, fator, setor, seleção, batismo, é português vernáculo? quando no latim de que derivam, existe a consoante que o Acordo lhes roubou, e ainda continua a existir em francês, em inglês e, em certos casos, até em alemão?
Os teóricos do Acordo dizem pretender uma simplificação do idioma. Mas, na verdade, se simplificam em alguns pontos, em muitos mais complicam grandemente. A “ortografia unificada”, conforme designação oficial, estabelece que:
1) – pára (do verbo parar) passa a ser para, não se distinguindo de para (preposição)
2) – mas pôr (verbo) continua a ser pôr para se distinguir de por(preposição);
3) – forma (subst.) pode ser, forma ou fôrma, se a quisermos distinguir de forma (do verbo formar)
4) – mas substantivos como acordo, acerto, cerca, que agora não têm acento, continuam sem acento, não havendo preocupação de os distinguir das formas verbais;
5) – pode (pretérito perf. de poder) tanto pode ser pode comopôde, conforme quisermos, embora se recomende a forma pôdepara a distinguir de pode (presente do indicat. de poder);
6) – demos (presente do conj.), poderá ser demos ou dêmos, para se distinguir de demos (pret.perf. do indicat. de dar);
7) – as formas verbais em -amos (pretérito perfeito dos verbos de tema em ar, como amar), poderão ser escritas sem acento, embora possam confundir-se com as formas verbais do presente do indicativo; assim o que agora se escreve passámos, pode ser escrito passamos, e só pelo sentido se pode saber se é presente ou não : “nós passamos”, é agora ou foi há duas horas?
8) – são abolidos os acentos de palavras graves com ditongo emoi; assim, passa a ser
joia e boia – mas a verdade é que vai custar bastante não ler aquele oi como na palavra boi .
(continua)
PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.
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Quando se diz que o povo é que faz a língua, referimo-nos, por só assim ser verdade, à linguagem falada, na sua fonética e na sua sintaxe, não na ortografia.
É evidente que esta é posterior à pronúncia e à construção da frase. Como foi fixada a pretendida correcção da grafia da palavra? Basicamente, essencialmente, por convenção. Esta palavra convenção encerra em si uma convenção : a de que se deve escrever convenção e não convenssão . E por que não é convenssão? Porque a etimologia da palavra assim o indica. Devo dizer ao leitor, porventura menos informado que a formação das palavras não obedece sempre à etimologia – há muitas vezes intervenção de fenómenos linguísticos complexos, entre os quais os relacionados com o aparelho fonador do ser humano. A Fonética, que no seu estudo também tem em conta esse aparelho fonador, é um capítulo essencial e nada fácil, quando se quer abordar toda a estrutura de uma língua.
Se convencionarmos estabelecer uma ortografia segundo a pronúncia, então alguns milhares de palavras, para que haja uma certa lógica, devem ser alteradas. Em minha opinião, não faz muito sentido virem-nos dizer que deve ser batismo e nãobaptismo, em virtude de o p ser consoante muda, mas continuar a ser habilidade e hífen, apesar de aí termos um h como consoante muda. Quer-se fazer uma total aproximação da ortografia à pronúncia por fases? Parece. Já se escreveu herva, estando o h inicial abolido por não ser pronunciado. No entanto, continua a ser herbáceo. Vá-se lá compreender! A linguagem falada, em expressões populares, em manifestação de ideias e sentimentos, muitas vezes não tem lógica, e isso enriquece-a muito; a linguagem escrita, essa sim, talvez tivesse mais beleza e perfeição se tivesse mais lógica do que a falada. Se sempre se tivesse escrito erva e herbáceo, eu atribuía isso aos tais fenómenos linguísticos, a que me referi; mas se me vêm dizer, ao fim de tantos anos, que herva afinal deve ser erva (sem h) mas continua a ser herbáceo (com h), eu começo a duvidar da justeza da ordem e da idoneidade de quem a dá. Portanto, para uma aproximação da ortografia à pronúncia, como parece ser preocupação do Acordo, o h inicial devia desaparecer por em português ser consoante muda. E muitas outras coisas deviam ser modificadas. Por exemplo: deve ser pessoua e abençoua, nãopessoa e abençoa; se o e soa como i, porque não ser mesmo i?; se o o soa como u, porque não ser mesmo u ?
O que é português vernáculo? O termo vernáculo tem na sua origem uma certa ideia de escravidão, ou, pelo menos, de obediência às origens, à terra, à casa em que se nasceu. Por extensão de significado, um termo é vernáculo se no seu uso, na sua grafia, obedecer à pureza com que foi formado. Será que, por exemplo, ator, fator, setor, seleção, batismo, é português vernáculo? quando no latim de que derivam, existe a consoante que o Acordo lhes roubou, e ainda continua a existir em francês, em inglês e, em certos casos, até em alemão?
Os teóricos do Acordo dizem pretender uma simplificação do idioma. Mas, na verdade, se simplificam em alguns pontos, em muitos mais complicam grandemente. A “ortografia unificada”, conforme designação oficial, estabelece que:
1) – pára (do verbo parar) passa a ser para, não se distinguindo de para (preposição)
2) – mas pôr (verbo) continua a ser pôr para se distinguir de por(preposição);
3) – forma (subst.) pode ser, forma ou fôrma, se a quisermos distinguir de forma (do verbo formar)
4) – mas substantivos como acordo, acerto, cerca, que agora não têm acento, continuam sem acento, não havendo preocupação de os distinguir das formas verbais;
5) – pode (pretérito perf. de poder) tanto pode ser pode comopôde, conforme quisermos, embora se recomende a forma pôdepara a distinguir de pode (presente do indicat. de poder);
6) – demos (presente do conj.), poderá ser demos ou dêmos, para se distinguir de demos (pret.perf. do indicat. de dar);
7) – as formas verbais em -amos (pretérito perfeito dos verbos de tema em ar, como amar), poderão ser escritas sem acento, embora possam confundir-se com as formas verbais do presente do indicativo; assim o que agora se escreve passámos, pode ser escrito passamos, e só pelo sentido se pode saber se é presente ou não : “nós passamos”, é agora ou foi há duas horas?
8) – são abolidos os acentos de palavras graves com ditongo emoi; assim, passa a ser
joia e boia – mas a verdade é que vai custar bastante não ler aquele oi como na palavra boi .
(continua)
Novos desafios à partir de 05/11/2012
A partir do dia 05/11/2012 estarei começando nova atividade profissional dentro de uma perspectiva de profunda valorização humana.
Começo a trabalhar no IBCC, Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. É uma instituição Camiliana de primeira grandeza.
Pode-se afirmar que é quase um hospital público, pois perto de 60% dos atendimentos são pelo SUS, mas com característica de hospital privado, com sua organização, limpeza e condições de trabalho espaçosas e de tecnologia avançada.
Estreio em uma função singular, a qual já trago uma experiência de 17 anos, como suporte para bem desempenhá-la: trabalharei assessorando as Pastorais de Saúde que existem lá.
A função principal é a de visita e conforto ao enfermo. Tudo o mais gira ao redor desta atividade.
Trata-se de um grande presente de Deus para este pó, em escolher-me para papel tão altivo e nobre.
Pois estarei diante de pessoas com vários graus de enfermidade e compreensão da vida, dispostas ou não a falar.
Com todas seguirei o que quiserem.
Se necessário farei silêncio absoluto.
Nunca ultrapassarei o desejo destes meus patrões.
Começo a trabalhar no IBCC, Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. É uma instituição Camiliana de primeira grandeza.
Pode-se afirmar que é quase um hospital público, pois perto de 60% dos atendimentos são pelo SUS, mas com característica de hospital privado, com sua organização, limpeza e condições de trabalho espaçosas e de tecnologia avançada.
Estreio em uma função singular, a qual já trago uma experiência de 17 anos, como suporte para bem desempenhá-la: trabalharei assessorando as Pastorais de Saúde que existem lá.
A função principal é a de visita e conforto ao enfermo. Tudo o mais gira ao redor desta atividade.
Trata-se de um grande presente de Deus para este pó, em escolher-me para papel tão altivo e nobre.
Pois estarei diante de pessoas com vários graus de enfermidade e compreensão da vida, dispostas ou não a falar.
Com todas seguirei o que quiserem.
Se necessário farei silêncio absoluto.
Nunca ultrapassarei o desejo destes meus patrões.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
A temperatura em Sampa enlouqueceu e já faz tempo
Hoje e ontem em Sampa foram dias de muito, muito calor, batendo recordes em décadas.
Podem dizer o que quiserem, mas vejo nisto o resultado predatório do ser humano sobre a natureza como um todo.
Estamos assistindo a um paulatino fim de nosso planeta.
E o que é o pior: o ser humano mostra-se incapaz de fazer um movimento na direção da preservação do meio ambiente, ainda que muitos estejam conscientes de que estão destruindo o planeta.
Lembra o boi quando percebe que está indo para o matadouro: muge sofrido, mas não consegue evitar a sua morte.
Estamos no limiar de uma guinada nas políticas públicas ambientais. O Estado Pós Contemporâneo deverá inventar uma nova política onde o homem e a mulher responderão pelo seu descaso.
Podem dizer o que quiserem, mas vejo nisto o resultado predatório do ser humano sobre a natureza como um todo.
Estamos assistindo a um paulatino fim de nosso planeta.
E o que é o pior: o ser humano mostra-se incapaz de fazer um movimento na direção da preservação do meio ambiente, ainda que muitos estejam conscientes de que estão destruindo o planeta.
Lembra o boi quando percebe que está indo para o matadouro: muge sofrido, mas não consegue evitar a sua morte.
Estamos no limiar de uma guinada nas políticas públicas ambientais. O Estado Pós Contemporâneo deverá inventar uma nova política onde o homem e a mulher responderão pelo seu descaso.
PORQUÊS
Porque esvoaçam os brilhos que descansam no olhos? Os ninhos que se ocultam na boca, chocam verdades? Não eclodem? As sombras disfarçadas pe...
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O caso da advogada Mércia Nakashima está bastante esclarecido, mas onde está o truculento Mizael Bispo, ex namorado da Pobre Mércia. Estar...
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julho 23, 2024 A verdade dói, quisera não dizê-la. Calar-me? Não posso, a maioria não suporta. A verdade exclui seus defensores, mata-...
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