domingo, 20 de setembro de 2015
Fim de domingo.
Ainda há sonho?
ou ocorrem
pequenas realizações?
Percursos possíveis
sensoriais
epidérmicos.
Mais um redescobrir
o adormecido,
que descortinar
o inusitado.
Ele está
bem real
palpável,
existencial
perceptivo.
Há o descanso
de uma guerra,
o abrigar-se
das sequências
cotidianas,
o esquivar-se
do lado oficial
proclamado
e emoldurado,
que serve
de referência
a quem precisar
de uma postura.
Porque
simples
e natural
é a vida.
Porque
o ser
clama
a integridade
destruída
nesta volúpia
capitalista.
Agora, dormir
será um fim.
Um fim
de domingo.
Aos amigos, este presentinho de final de domingo
João Paulo Naves Fernandes
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
"O ocidente diz fazer de tudo em defesa dos direitos humanos, mas continua a alimentar a guerra da Síria"
Palavras do Bispo Audo, Presidente da Cáritas Síria
Por Redação
Roma, 08 de Setembro de 2015 (ZENIT.org)
O apelo do Papa Francisco para que cada paróquia e santuário europeu acolha uma família de refugiados “expressa a sua solicitude para com os que sofrem e é um convite a todos os cristãos a ajudarem com concretude evangélica quem se encontra em situações de emergência, como aquelas vividas por quem foi rechaçado nas fronteiras”. Ao mesmo tempo, “diante das guerras que sacodem o Oriente Médio, o nosso desejo como cristãos e como Igreja é permanecer em nosso país, e fazemos de tudo para manter viva a esperança”. Assim, o jesuíta Dom Antoine Audo, Bispo de Aleppo dos Caldeus e Presidente da Caritas Síria, expõe à Agência Fides algumas considerações a respeito da iniciativa pontifícia para mobilizar as comunidades cristãs da Europa na acolhida aos refugiados provenientes das áreas de conflito da África e da Ásia. Justamente os imigrantes fugidos da Síria que se dirigem à Alemanha – que abriu suas portas – estão nestes dias no centro da atenção da mídia do mundo inteiro.
Os critérios com os quais o Presidente da Caritas Síria enfrenta tais fenômenos são os do lúcido realismo geopolítico e da solicitude pastoral. “A situação de degrado, o aumento da pobreza, a dificuldade de curar doenças depois de mais de quatro anos de guerras”, conta Dom Audo “estão nos dilacerando. Em Aleppo, no verão passado, com problemas de abastecimento hídrico e elétrico, foi horrível. Hoje a cidade foi envolvida por uma tempestade de poeira, não se vê nada, e comentamos entre nós: só faltava isso... ao mesmo tempo, não podemos dizer às pessoas: vão embora, fujam alguém os acolherá. Respeitamos as famílias que têm crianças e fogem.
Jamais direi uma palavra, um juízo não benévolo sobre quem vai embora porque quer proteger os seus filhos dos sofrimentos. Mas para nós é uma dor ver as famílias partir, e entre elas muitas são cristãs. É um sinal de que a guerra não acabará, ou que no final prevalecerá quem quer destruir o país”.
O cenário previsto pelo Bispo caldeu é de uma lenta e mortal hemorragia que esvaziará o país de suas melhores forças: “Também em Aleppo ouço as conversas de jovens que dizem entre si: vamos fazer um grupo e ir embora, fujamos sozinhos, sem pedir a permissão às nossas famílias... É um fenômeno grave, de desespero. Mas é o que está acontecendo. Isso quer dizer que aqui permanecerão somente os idosos”. Além disso, em relação ao fenômeno dos refugiados e das fugas em massa, o Presidente da Cáritas Síria denuncia a sistemática ocultação das dinâmicas geopolíticas e militares que provocaram essa situação: “Nós fazemos de tudo para defender a paz”, explicou a Fides o Bispo Audo, “enquanto no Ocidente dizem que fazem de tudo em defesa dos direitos humanos, e com este argumento continuam também a alimentar esta guerra infame. Este é o paradoxo terrível em que nos encontramos. E não conseguimos mais nem mesmo entender o que querem realmente”.
Cai a mortalidade infantil no mundo
Em 25 anos, crianças mortas antes dos 5 anos caíram de 91 para 43 por mil – mas o progresso ainda é menor que o projetado
Por Redação
Roma, 09 de Setembro de 2015 (ZENIT.org)
Diminuiu em mais de metade a mortalidade infantil no mundo, mas o progresso é menor do que foi projetado pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, informou o Unicef em relatório de 2015 publicado na revista científica The Lancet.
O estudo mostra que o número de crianças que morrem antes dos cinco anos de idade caiu de 91 por mil em 1990 para 43 por mil em 2015. No entanto, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio pediam redução de dois terços dessas mortes de crianças. "Conseguimos progressos enormes globalmente", disse Geeta Rao Gupta, vice-diretor do Unicef, que acrescentou: "As mortes infantis por causas evitáveis continuam sendo excessivas e exigem o dobro do esforço feito até agora".
O novo compromisso é reduzir os casos de mortalidade infantil para 25 por mil até 2030, através de um pacote de medidas aprovadas pela Assembleia Geral da ONU. "Se a taxa de mortalidade se mantiver constante, 94 milhões de crianças morrerão antes de completar um ano ao longo dos próximos 15 anos. Mas se continuarmos melhorando, o número cairá para 69 milhões e para 56 milhões se respeitarmos o novo objetivo".
O estudo mostra que o número de crianças que morrem antes dos cinco anos de idade caiu de 91 por mil em 1990 para 43 por mil em 2015. No entanto, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio pediam redução de dois terços dessas mortes de crianças. "Conseguimos progressos enormes globalmente", disse Geeta Rao Gupta, vice-diretor do Unicef, que acrescentou: "As mortes infantis por causas evitáveis continuam sendo excessivas e exigem o dobro do esforço feito até agora".
O novo compromisso é reduzir os casos de mortalidade infantil para 25 por mil até 2030, através de um pacote de medidas aprovadas pela Assembleia Geral da ONU. "Se a taxa de mortalidade se mantiver constante, 94 milhões de crianças morrerão antes de completar um ano ao longo dos próximos 15 anos. Mas se continuarmos melhorando, o número cairá para 69 milhões e para 56 milhões se respeitarmos o novo objetivo".
Arábia Saudita: censurada capa da "National Geographic" com foto do papa
Edição de agosto foi barrada por "razões culturais", explicaram no Twitter os responsáveis pela edição árabe da revista
Roma, 10 de Setembro de 2015 (ZENIT.org)
"Razões de caráter cultural" foram a justificativa da Arábia Saudita para censurar a versão árabe da edição de agosto da revista National Geographic, cuja capa exibe a imagem do papa Francisco. Com uma breve mensagem postada na rede social Twitter, o diretor da edição saudita da revista pediu desculpas aos leitores e informou que o número foi barrado por essas razões culturais.
Segundo a Foreign Policy, o motivo da censura seria principalmente o título da capa: "O papa Francisco refaz o Vaticano". O anúncio seria "perigoso" para os wahabitas no poder, pois uma "revolução no Vaticano" mostraria que mesmo uma "monarquia absoluta" pode "adaptar" a fé aos tempos modernos.
A Arábia Saudita segue a sharia, a lei islâmica baseada na interpretação rígida do alcorão, que impõe a pena de morte em casos de assassinato, violência sexual, tráfico de drogas e bruxaria, por exemplo. Nesta visão ultraconservadora do islã, as mulheres são proibidas de dirigir e devem estar sempre acompanhadas por um homem ao qual sejam ligadas por laços estreitos de parentesco.
Segundo a Foreign Policy, o motivo da censura seria principalmente o título da capa: "O papa Francisco refaz o Vaticano". O anúncio seria "perigoso" para os wahabitas no poder, pois uma "revolução no Vaticano" mostraria que mesmo uma "monarquia absoluta" pode "adaptar" a fé aos tempos modernos.
A Arábia Saudita segue a sharia, a lei islâmica baseada na interpretação rígida do alcorão, que impõe a pena de morte em casos de assassinato, violência sexual, tráfico de drogas e bruxaria, por exemplo. Nesta visão ultraconservadora do islã, as mulheres são proibidas de dirigir e devem estar sempre acompanhadas por um homem ao qual sejam ligadas por laços estreitos de parentesco.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Papa Francisco: "É mais fácil dizer que Jesus é o Senhor do que confessar-se pecador"
Homilia diária do Papa Francisco na casa Santa Marta
Por Redação
Roma, 03 de Setembro de 2015 (ZENIT.org)
Na homilia dessa manhã, na casa Santa Marta, o Papa Franciscou comentou o Evangelho do dia sobre a pesca milagrosa, com Pedro que lança as redes confiando em Jesus depois de toda a noite sem apanhar nada. O Papa destacou a fé como ‘encontro com o Senhor’.
“Antes de tudo – afirmou o Pontífice – gosto de pensar que Jesus passava a maior parte de seu tempo nas ruas com o povo. Depois, no fim da noite, ficava sozinho e rezava; mas ele encontrava o povo, procurava as pessoas”.
Nós, por vez, temos dois modos de encontrar o Senhor. O primeiro é o de Pedro, dos apóstolos, do povo, disse o Papa.
“O Evangelho usa a mesma palavra para esta gente, para o povo, para os apóstolos, para Pedro: ficaram ‘espantados’. O espanto invadiu ele e todos. O Povo sentia Jesus e sentia este espanto e dizia: ‘Este homem fala com autoridade, ninguém nunca falou assim’. Outro grupo que encontrava Jesus não deixava que este ‘espanto’ entrasse em seu coração. Os doutores da lei ouviam Jesus, faziam suas contas e pensavam ‘que ele era inteligente, dizia coisas verdadeiras’, mas tomavam distância”.
O Papa prosseguiu lembrando que os mesmos demônios confessavam, proclamavam que Jesus era o ‘Filho de Deus’, mas como os doutores da lei e os fariseus ruins, “não tinham a capacidade de se espantar, eram fechados em sua suficiência, em sua soberba. Pedro reconhece que Jesus é o Messias, mas confessa também que é um pecador:
“Os demônios chegam a dizer a verdade sobre Ele, mas não falam nada deles, porque não podem: a soberba é tão grande que os impede de dizê-lo. Os doutores da lei dizem: ‘É inteligente, é um rabino capaz, faz milagres!’... mas não dizem ‘Nós somos soberbos, nós somos pecadores’. A incapacidade de nos admitirmos como pecadores nos afasta da verdadeira confissão de Jesus Cristo. Esta é a diferença”.
“Esta capacidade de dizer que somos pecadores nos abre ao espanto do encontro de Jesus Cristo, o verdadeiro encontro. Também em nossas paróquias, em nossas sociedades e entre as pessoas consagradas. Quantas pessoas são capazes de dizer que Jesus é o Senhor? Muitas! Mas como é difícil dizer sinceramente: ‘Sou um pecador, sou uma pecadora’. É mais fácil dizê-lo aos outros, não? Quando se comenta ‘este, aquele’... todos somos doutores nisso, não? Para se chegar a um verdadeiro encontro com Jesus é necessária uma dupla confissão: ‘Tu és o Filho de Deus e eu sou um pecador’, mas não apenas na teoria: por isso, por aquilo e por aquilo outro’”.
Concluindo a homilia, o Papa destacou que Pedro se esqueceu do espanto do encontro e renegou o Senhor, mas já que era humilde, deixou-se encontrar com o Senhor quando seus olhares se encontram. Ele chorou e voltou a confessar: “Sou um pecador”.
“Que o Senhor nos dê a graça de encontrá-lo, mas também de deixarmo-nos encontrar por Ele. Nos dê a graça, tão bela, deste espanto do encontro, e a graça de termos a dupla confissão em nossa vida: ‘Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo, creio. E eu sou um pecador, creio’”.
PORQUÊS
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