terça-feira, 8 de novembro de 2016

Querem encontrar-me?


É fácil.
Estou ao lado 
do oprimido,
ao lado 
do que sofre,
que geme 
sobre 
uma cama,
que chora
diante
da mesa
vazia.

Aí posso ser encontrado.
Encontrar-me-ão 
vestido
com simplicidade
não importam 
as cores
o vestuário.

Basta cobrir.
Para quê mais?
Vejo pessoas
preocupadas
com grifes
em ocupações
como relações
importantes
prestígios.

Tudo sem sentido.
Olham pobres
com desdém.
e a si mesmos
como pérolas
da humanidade.

Observo 
a altivez
destes falsos
"donos"
do mundo,
e me entristeço.

A vida 
é uma 
obra 
inacabada
a ser sempre
construída
olhando
em volta,
solidária.

Ela guarda 
um segredo
escondido
de todos,
a ser
descoberto
obrigatoriamente
por cada
um.

O segredo do amor.
Se despertassem....

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo convocam para o dia 11 - Portal Vermelho

Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo convocam para o dia 11 - Portal Vermelho: Documento divulgado nesta quinta-feira (3) pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo convoca movimentos sociais e centrais de trabalhadores integrantes das frentes para a construção do Dia Nacional de Greve que realizará manifestações na sexta-feira, 11 de novembro. Os atos são para denunciar as medidas do governo de Michel Temer que retiram direitos sociais e trabalhistas.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Você sabe o que está por trás das 10 Medidas Contra a Corrupção?

Reflexões esquisofrênicas

Não consigo escrever poemas por lógica, por decisão.

Assalta-me o pensamento vindo dos abismos interiores, e inicio uma tradução não verbal, até adquirir letra.

Não convida, impõe, não pede licença, interrompe.

Apresenta talento que desconheço em mim mesmo, e surpreendo-me.

Não é estranho mas não se submete à minha realidade.

Passa-se como se me visse íntegro.

Aceito de bom grado este eu escondido, remoendo vísceras, estancando hemorragias, antenando canais interiores.

Acostumei-me a estas delícias.

Fazem o contraponto de minhas quimeras cheias de incensos e ambrosia.

Atinge o batimento cardíaco regando compassadamente o cérebro.

Vem quando quer e como quer.

Às vezes é raro, nunca tardio; outras, um aluvião (e eu observando atônito).

Acontece, simplesmente, sem sinos, relógios, em plena cama, no carro, boteco, vaso sanitário, cheio de movimentos peristálticos.

Não pede livros, não se arroja em querer ser conhecido, não me interroga.

Apenas vem.

Posso recusá-lo, mas conto nos dedos as ocasiões de tanta desfaçatez.

De vez em quando consigo reuní-los num corpo único, e lanço sem pretenções.

Dois ou três já me alegram o compartilhamento, ainda mais, se entronizam e saboreiam.

Da mesma forma que vem, vai.

Passa meses ou ano imbutido, no meu subconsciente, ou sei lá em que área seja, mas não está morto.

Despreza (nunca me disse) a forma como vivo, e a trata como a um afogamento, tentendo ressuscitar-me.

Faz o contraponto do que nunca serei.

Por isso o admiro pelo inusitado esforço de vir à tona.

Somo irmãos, desconhecidos e sem convívio.

Ele lá, eu aqui.

Ele noite, eu dia.

Não nos confrontamos, mas nos respeitamos.

Sou eu que não me conheço nele.

E ele quem me conhece por rejeição.

PÓ DAS ESTRADAS: "Provisório e Definitivo"

PÓ DAS ESTRADAS: "Provisório e Definitivo": Ama-me! antes que seja tarde. Uma aflição desconhecida  acompanha-me por todos os lugares. Somente os teus beijos ser...

ENTRE A PASÁRGADA E A REALIDADE.


Estou me despedindo.
de um velho
que teima
em me acalmar.
com um saber
de idade,
conformidade.

Despedindo
despido,
pedinte
do mesmo 
lugar
de sempre.

Não sairei,
não permanecerei
não mudarei
de identidade.

Onde estarei?
Despedida
cansada
de tantas
repetições
que matam
antes do tempo.

Não busco
horizontes,
Conheço-os

Não almejo 
conquistas,
já as tenho,
guardadas,
desconhecidas.

Não mudarei 
estruturas;
estão emolduradas.

Evitarei palavras
discursos,
considerações.

Desviar-me-ei
do beijo
fatal,
imóvel
anestésico.

Viajarei
sem destino
como
um andarilho

Qualquer
estrada
serve.

Porque
as lupas
ampliam
a ordem,
apalparei
às cegas.
a relva
o córrego
a nuvem.

Conforto
que evitei
civilizadamente.

Por enquanto
fica esta amostra
do derradeiro
do inusitado
temído
e desprezado

Fica
o tempo
que sempre
volta
e uma pobreza
que nunca 
acaba.

Fico eu
neste meio
despedindo-me
distonante.

01/11/2016

PORQUÊS

Porque esvoaçam os brilhos que descansam no olhos? Os ninhos que se ocultam na boca, chocam verdades? Não eclodem? As sombras disfarçadas pe...