domingo, 14 de junho de 2020
BUSCA IMPOSSÍVEL
Minhas
lágrimas
nunca
terminam
de correr
até caírem
no lago
da tristeza
de Neruda.
Jogam
cal
sobre
a falência
das razões.
O que
segue
perdeu
sentido.
Tua
ausência
absoluta
abre
um abismo
no meio
do caminho.
Não gostaria
de divulgar
o fim
porque
continuamos.
Como
explicar
a alegria
da vida
nesta
ausência?
Como
Pudeste
fazer
um tecido
tão
entremeado
um
ao outro?
Vou
seguindo
arrítmico
pés aqui
pés ali,
Não há mais futuro.
Há
Você
Em algum
Lugar,
Inatingível,
e eu
Só.
Sem
encontrar
Consolo.
Mas
como
justificar
a vida
sem
sofrimento?
Como
amar
sem
sofrer?
quarta-feira, 10 de junho de 2020
DECANTANDO
Estou retornando
lentamente
para ti, Senhor,
em revolta
de quem
me tiraste...
Teu silvo
desperta-me
às noites.
És tu?
Às vezes
não resisto
durmo.
Mas tu
nunca descansas!
Penso
no mistério
que puseste
à frente,
de construir
e desconstruir...
Mistério nenhum!
Tempo perdido.
Reflito sobre
o principal...
Está no armário
do corredor,
guardado.
Às vezes o uso.
Sei que está lá!
Gostaria
de escala-lo,
e sinto estar
sempre
à base
da montanha.
Fizeste-me
produzir vida,
e a tiraste.
Aprecias o sofrimento?
Mas percorro
meus pecados
todos...
Intermináveis !
Não sou
merecedor
de nada.
As madrugadas
contigo
começam
nas lutas
diárias,
terminam
sempre
em descobertas.
Não as conto
a ninguém.
Não se interessam!
Os livros estão
postos à mesa.
Leio-os
leio-os.
A incompreensão
permanece...
Minhas orações
mudam de lugar
linguajar
tratar.
Sofrem
uma desconhecida
forma de buscar
sem saber como.
Mas levanto
Acaricias
leve
e brevemente
o semblante
insensível.
um conforto
à minha
pequenez.
Não serei mais o mesmo.
Nunca fui!
Quem sabe
quiseste
deixar-me
assim
para que
a humildade
e a consciência
da brevidade
nunca me abandonem.
Então seguirei como queres...
Meio sorriso
meio pranto
meio afago
meio distância
equilibrando
sentimentos e palavras.
Ainda explodirei!
Ainda explodo!
Trago um germe
revolucionário
que teima
em não dormir.
É teu?
João Paulo Naves Fernandes
10/06/2020
05H15
segunda-feira, 8 de junho de 2020
O Brasil sob Bolsonaro
Sinto que pretendem impor uma camisa de força ao país, como se estivesse enlouquecido.
Nem está enlouquecido, nem é necessária a camisa de força.
Mas, de ambas estamos próximos.
O Brasil, regido pelo capitalismo neoliberal, acostumou-se a se banquetear em individualismo, com suas variantes, o egoísmo, o elitismo, o consumismo, a corrupção,...
Antes de chegarmos a este isolamento epidêmico do covid19, já praticávamos outro pior: O isolamento humano.
E nele permanecíamos, como se tivéssemos chegado ao cume da humanidade.
Nada mais falso.
Em resposta, vários segmentos foram se dando conta da necessidade de se proteger, e formaram grupos de todo tipo. Formariam de qualquer jeito, mas este fator também contribuiu.
E seguíamos neste contexto, exclusivista, de um lado, e, protecionista, de outro.
O estranho a tudo isto, foi o fedor resultante do rescaldo social, beirando a política, sem alterá-la, e alimentando-se de uma concepção de que somente a violência e o poder absoluto, de cima para baixo, somado a uma crença da prosperidade, e a escolha do deus mercado poderiam por o país de volta aos trilhos.
Isto produziu um tipo fétido, arquétipo do demônio, como solução.
E passou...a maioria pensou haver aí a saída.
Passados pouco mais de um ano, a maioria já se deu conta do erro, mas o mal já estava feito, e cresceu com o apetite em destruir tudo o que encontrava pela frente, voraz e irracional.
Este o perigo.
Atingiu brutalmente os mais elementares conceitos que aprendemos a respeitar: a DEMOCRACIA.
Agora, não se visualizamos saídas.
Todas levam a um beco.
Por outro lado, não temos como permanecer do jeito que está.
Como diz o ditado popular, "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".
É como nos encontramos.
Então lutemos, mesmo com esta falta de opções, acreditando no poder do povo brasileiro de resolver seus problemas.
Criatividade política é do que precisamos agora, para sair da epidemia fascista
Nem está enlouquecido, nem é necessária a camisa de força.
Mas, de ambas estamos próximos.
O Brasil, regido pelo capitalismo neoliberal, acostumou-se a se banquetear em individualismo, com suas variantes, o egoísmo, o elitismo, o consumismo, a corrupção,...
Antes de chegarmos a este isolamento epidêmico do covid19, já praticávamos outro pior: O isolamento humano.
E nele permanecíamos, como se tivéssemos chegado ao cume da humanidade.
Nada mais falso.
Em resposta, vários segmentos foram se dando conta da necessidade de se proteger, e formaram grupos de todo tipo. Formariam de qualquer jeito, mas este fator também contribuiu.
E seguíamos neste contexto, exclusivista, de um lado, e, protecionista, de outro.
O estranho a tudo isto, foi o fedor resultante do rescaldo social, beirando a política, sem alterá-la, e alimentando-se de uma concepção de que somente a violência e o poder absoluto, de cima para baixo, somado a uma crença da prosperidade, e a escolha do deus mercado poderiam por o país de volta aos trilhos.
Isto produziu um tipo fétido, arquétipo do demônio, como solução.
E passou...a maioria pensou haver aí a saída.
Passados pouco mais de um ano, a maioria já se deu conta do erro, mas o mal já estava feito, e cresceu com o apetite em destruir tudo o que encontrava pela frente, voraz e irracional.
Este o perigo.
Atingiu brutalmente os mais elementares conceitos que aprendemos a respeitar: a DEMOCRACIA.
Agora, não se visualizamos saídas.
Todas levam a um beco.
Por outro lado, não temos como permanecer do jeito que está.
Como diz o ditado popular, "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".
É como nos encontramos.
Então lutemos, mesmo com esta falta de opções, acreditando no poder do povo brasileiro de resolver seus problemas.
Criatividade política é do que precisamos agora, para sair da epidemia fascista
PROCURA INFINITA
Envio-te
um Abraço
infinito
sem
saber
como
o acolherás.
Que
atravesse
esta
substância
corpórea
e penetre
neste
desconhecido
até
que
o afagues
Ainda
o tenho
no colo
chorando
embalado
de esperanças ...
Solto
a voz
da oração.
Quem sabe
alcance
lá
onde
te perdeste...
Vou aguardar
o dia,
examinar
caminhos
Rever
Escolhas,
Como
caminhamos
juntos...
Tantos
sorrisos
gratuitos
tantas
aventuras
perigosas
tantas
posições
necessarias.
Aguardo
tua
resposta
nos ventos
e névoas
do outono,
nas velas
noturnas
que
sonham
te encontrar.
Joao Paulo Naves Fernandes
08/06/2020
domingo, 7 de junho de 2020
PARA AS MANHÃS AUSENTES
Tu me queres
escondido
no tempo?
Te apraz
deixar-me
dissolver
no Sol
de cada dia?
Como faz-me
sair
dos corações
e mentes
abatidos?
Que mistério
mais rude
implantaste
no cerne
humano?
De quem
corro
se nao
fujo,
se mal
pude
Despedir-me?
Quantas manhãs
me contam
nos jardins
etéreos?
Quantos
despertam
adormecendo
a morte
até que
se vá
definitivamente?
PORQUÊS
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