terça-feira, 14 de novembro de 2023
CONVITE
domingo, 12 de novembro de 2023
AGONIA DA MORTE
AGONIA DA MORTE
Entre o último suspiro
e o primeiro choro
ao nascer,
há uma vida
a ser descoberta.
Não a vida
como se mostra,
mas a outra,
a completa.
Grande é a distância entre elas.
Igualmente grande
é o segredo
que as perpassa.
São mundos diferentes,
muitas vezes excludentes.
Interagem entre si
possuem canais de ligação.
Fácil é viver o mundo.
Difícil encontrar a nova terra.
Existe uma vida
para se descobrir
este mistério.
Alguns sequer
se perguntam
tem noção disto.
Outros seguem
não perseguem.
Outros ainda
são diuturnos
nesta experiência
alcançam de maneiras
variadas,
múltiplas.
O último suspiro virá.
Fará a transformação definitiva
de um mundo velho e antigo,
para um mundo novo
nova humanidade.
Muito do que se procura
está já dentro de nós.
Precisa de nosso
discernimento interior.
sexta-feira, 10 de novembro de 2023
FERIDO
Tenho com uma ferida
aberta .
Não cicatriza,
não cura,
fica purgando...
Por vezes
Inflama,
incha,
dói.
Mantém
boa relação
comigo.
Está sempre
a lembrar
a transitoriedade,
rebaixa o orgulho
exalta a humildade.
Hoje
ocupa
grande parte
de mim,
está por todo
corpo.
Desdenha
a incapacidade
de corrigir-me,
diverte-se.
Passeia
onde vou,
dá pontadas
quando desvio
o olhar,
finjo não ver
outras dores expostas
males cometidos
debaixo do Sol.
Já não ando mais,
arrasto-me.
Força-me a amar
ser solidário
dizer apenas
a verdade
defender
a justiça,
eu que não sei
viver sem esta
ferida.
terça-feira, 7 de novembro de 2023
FERIDO
Tenho com uma ferida
aberta no corpo.
Não cicatriza,
não cura,
fica purgando...
Por vezes
Inflama,
incha,
e dói
como dói.
Paradoxalmente
mantém
boa relação
comigo.
Está sempre
a lembrar
a transitoriedade,
rebaixa o orgulho
exalta a humildade.
Hoje
esta ferida
ocupa
grande parte
de mim.
Já não pode
mais chamar-se
ferida,
inverte-se
torna-se corpo;
Desdenha
a incapacidade
de corrigir-me
deste aguilhão,
diverte-se.
Passeia por lugares
onde vou,
dá pontadas
quando desvio
o olhar,
finjo não ver
as dores expostas
erros cometidos
debaixo do Sol.
Já não ando mais,
arrasto-me.
Força-me a amar
ser solidário
dizer apenas
a verdade
defender
a justica,
eu que não sei
viver sem esta
ferida.
REFLETINDO O TEMPO
Hoje o dia se foi.
Ficou no passado.
Guardo uma lembrança
ainda fresca.
Surpreende, no entanto,
o grau de esquecimento
que temos,
como descartamos
muito do que fazemos.
A "memória é curta"
diante de um amplo presente.
Não abarca o todo,
não detém poderes,
forma uma constante
enzima
interferindo no modo
como agimos
no presente.
O futuro não existe...
é um sonho
a se conferir,
realizável ou não.
O futuro não se sustenta, coloca permanentemente
este sonho,
na dura realidade.
De fato, já,
só presente.
Idealmente,
o passado nos segura,
com seus valores,
e o futuro os destrói,
no afã de conquistas.
Tentarei administrar
um hoje respeitoso
revendo a memória,
aplacando ânsias
intempestivas.
sábado, 4 de novembro de 2023
FONTES SECAS
Deixo consignado
o silêncio.
Ele
opõe-se
ao volume
de informações
inúteis.
Chama a nada
e nada é chama.
Pratica
a compreensão
do olhar,
guarda da palavra;
deixando-a submersa,
sintonia gráfica
das grandes torrentes,
irrefreável.
Quando o céu abrir-se
olhos absortos,
quem sabe
as palavras fujam
de seus esconderijos recônditos
explodam gratuitas
desfazendo as lógicas
da grande ordem.
Assim a vida mostrará
sua graça novamente
entrelaçando letras
viajando
livres conhecimentos
amorosas declarações
palavras novas...
Uma torrente aguarda
as fontes secas,
sedenta...
quinta-feira, 2 de novembro de 2023
FINADOS
Breve tempo
breve caminhar
agir
Tardias descobertas
próximos pesares.
Infinitas esperas
impossíveis desejos.
Um mistério
permanece,
vai e vem
de interrogações,
Rápidas juventudes
longas velhices.
Maria se foi
Antônio partiu.
José, por onde anda?
A surpresa da morte
limite da razão.
Apostei no tempo,
o tempo não apostou
em mim.
Corre um rio
sob o barco
da vida,
flui.
Nada pergunta
deixa o rastro
de um trajeto
errante
nada nítido...
Tudo é breve
para o tanto
que não se faz
PORQUÊS
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