quinta-feira, 5 de junho de 2025

LUTA PELO MEIO AMBIENTE










 Estive em um ato político em Ubatuba em repúdio a um projeto de lei aprovado no Senado brasileiro, que praticamente retira toda a proteção ambiental e libera geral as obras no país. 

Levei a posição da CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, contrária a este Projeto de Lei

CORRENDO CONTRA O TEMPO

 Estou correndo 

contra o tempo.


O que mais temo 

se aproxima.


Seja uma flor, 

uma toxina, 

em tudo fico atento.


Não se afaste, 

evite desgastes... 

O mundo  é aberto,  

a realidade é o olhar...


Não é mais tempo de conversas ...


O vento bate às avessas 

das conquistas  

que aguardam 

em céu cinzento.


Rompa o lacre 

das impossibilidades

Viver é fazer

OCULTO INSEPULTO



Tenho incontáveis segredos.

Guardo-os até de mim, 

disfarçando não tê-los.


Guardo 

o velho rabugento 

que mal se controla,  

o conquistador 

que não olhou o tempo, 

o doente 

que esconde a enfermidade, 

o intelectual 

solitário sem interlocutor. 


Guardo 

rosas não colhidas, 

nuvens disformes, 

amizades perdidas.


Segredos em degredo.


Expulsos, 

internalizados em mim.


A cada instante 

um se forma, 

se aloja num canto, 

esquecido,  

e ali pernoita 

tempos sem fim.


O ciúme compreendido, 

os amores comedidos, 

mortos insensatos.


De tempos em tempos 

provocam uma rebelião, 

afrontam minha ordem 

com altivez.


"Nosso é o tempo" 

"Somos o contratempo"

A verdade completa!

DERRADEIRO (em memória de Jorge Barroso)

 



Ao final 

tudo é derradeiro, 

desemboca 

na mesma foz.


Ser feito assim, 

ou assado, 

tem sua verdade 

até a consumação, 

quando percebemos 

o mesmo destino 

dos opostos..


O rio corre para o mar...

as nuvens passageiras 

se vão...

capturo logo 

o sentido dos ventos

no afã invisível 

dos movimentos,

peixes em corredeiras, 

aves longínquas 

apreciam campos 

íngremes escarpas.


Vou como quem vê o fim 

e não se importa, 

marco a presença 

dos pés na terra, 

e percorro...


Depois vejo

o que ficou, 

se fincou âncoras,  

adernou-se 

no caminho.


Depois vejo

se cresceu, 

emudeceu, 

ou transformou.


Arranco do fundo 

das entranhas 

a enzima da vida, 

corrida, 

escorrida,  

e a prendo 

entre os dentes, 

cerrados.


Onde vou dar 

neste mar, 

é um dilema 

pouco meditado 

da busca 

de um diadema oculto, 

em algum lugar


Observo o balanço 

dos acontecimentos, 

como uma gangorra, 

ora vento em frente, 

ora  atrás... 

e sigo essa aventura 

chamada vida, 

que nunca tem tempo, 

lugar, 

até encontrar 

o oceano imenso

à espera, 

e cumprimento, onde vai dar

QUEM SE IMPORTA?



Hoje quero chorar, 

baixinho, 

a ninguém incomodar.


Despir a dureza 

da educação, 

os grandes objetivos, 

e confessar-me pequeno 

e frágil.


Hoje abro mão de tudo 

dou ao coração 

a vazão 

da prisão 

que o segura 

tempos sem fim...


Dizer que ainda 

sou eu 

e estou aqui...


Sim, choro por mim 

e pelo mundo...


Quantas dores 

me esbofeteiam 

diariamente 

o rosto 

permaneço impassível...


Hoje quero declarar-me 

sempre pequeno 

e necessitado, 

descobrindo Deus 

nas entranhas 

dos sofrimentos.


Quem se importa?

SONHO E REALIDADE.



O sonho é construção da realidade, e a realidade é como se vê a vida.

Tudo está em nós e se desembaraça em nós. 

Somos sonhos despertos.

Quando não os temos, o terror se sobrepõe, ao tê-los, a esperança aflora, e realizamos maravilhas.

A flor só é bela porque vivo o belo, singela,  por ser singelo.

Por onde vem o que sou, deságua no entremeado da mente e do chão percorrido.

A essência está no coração, dele deriva como será a construção 

Mergulho no sentido de tudo isso, as vezes como expectador, contemplando a riqueza do ser humano, as vezes como construtor de vida e realidade.

...e uma linha perpassa o caminho.

segunda-feira, 2 de junho de 2025

OCULTO INSEPULTO

 


Tenho incontáveis segredos.

Guardo-os até de mim, 

disfarçando não tê-los.


Guardo 

o velho rabugento 

que mal se controla,  

o conquistador 

que não olhou o tempo, 

o doente 

que esconde a enfermidade, 

o intelectual 

solitário sem interlocutor. 


Guardo 

rosas não colhidas, 

nuvens informes, 

amizades perdidas.


Segredos em degredo.


Expulsos, 

internalizados em mim.


A cada instante 

um se forma, 

se aloja num canto, 

esquecido,  

e ali pernoita 

tempos sem fim.


O ciúme compreendido, 

os amores comedidos, 

mortos insensatos.


De tempos em tempos 

provocam uma rebelião, 

afrontam minha ordem 

com altivez.


"Nosso é o tempo" 

"Somos o contratempo"

A verdade completa!

PORQUÊS

Porque esvoaçam os brilhos que descansam no olhos? Os ninhos que se ocultam na boca, chocam verdades? Não eclodem? As sombras disfarçadas pe...