terça-feira, 30 de março de 2010

CONDENAR OS NARDONI É SER CRISTÃO?

Impressionou-me muito a repercussão do caso do assassinato da menina Isabela Nardoni, pelo Pai Alexandre Nardoni e Ana Jatobá, a madrasta. Porque o ódio generalizou-se no meio das pessoas, exigindo a condenação de ambos, a ponto de não se poder ter outra opinião. Mas tem uma questão que incomoda sobremaneira:

Afinal, Jesus Cristo condenaria também este assassinato, como a grande maioria do povo o fez?

Mas Jesus mesmo diz que não veio para condenar, mas para salvar?

Ué? Então posso pensar que Jesus lhe perdoaria? Penso que sim. São inúmeras as situações tanto no Antigo, como no Novo Testamento em que este perdão é possível. Lógico, dependeria de ambos terem se arrependido sinceramente de seu ato criminoso, e se disporem a iniciar uma vida nova, corrigindo-se.
Não vai retroceder a vida da Isabela, bem sabemos. Certamente ela deve estar neste momento na Glória de Deus, como um anjinho, junto com todos os santos, que contemplam Deus face a face.
Mas não posso fazer parte do coro da fogueira santa, inquisição midiática, que quer me colocar um ódio aos assassinos.

"A mim a justiça". Não é assim que Deus diz?

Estamos em plena Semana Santa. Quantos de nós não chorarão a condenação de Jesus, vendo o povo pedir que o Senhor seja crucificado.

"Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra" Esta frase de quem é?

Vamos jogar as pedras ao chão, e pedir pela cicatrização do coração da mãe, Ana Carolina, pais, avós, porque pior do que o crime, é o revanchismo e o ódio que satanás planta nas pessoas, depois de ter conseguido seus objetivos.

Paz e bem!!

Exemplo de fé

Tive a oportunidade de visitar neste sábado passado um senhora de aproximadamente sessenta e poucos anos, que perdera as duas pernas, na altura dos joelhos. fora o fato de ter ficado impressionado com a amputação, por atropelamento de ônibus, o que mais me chamou a atenção foi sua coragem e naturalidade com sua situação, mantendo-se serena e disposta com a vida. É nestas horas que nós percebemos a quantidade de fé que a pessoa tem, que supera as dificuldades e deposita a esperança alegremente em Deus. Eu que visitava, acabei visitado por ela, por sua fé. Vivendo e aprendendo.

Policial infiltrado em manifestação da Apeoesp, como professor


Sem levar em conta os prós e contras, que não nos cabe comentar, é de se estranhar a prática de se infiltrar policiais como se fossem professores. Esta prática era para estar erradicada do país.

Isabel Azevedo Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) recebeu nesta segunda-feira, logo cedo, uma ligação de um colega da subsede de Osasco: “Aquele rapaz que socorreu a policial é um professor daqui da cidade. Nós vamos encontrá-lo, para esclarecer tudo isso”.Por Conceição Lemes, no blog Viomundo

As três versões sobre a foto estão desmoralizadasDiretores de subsede da Apeoesp de Osasco passaram a manhã e a tarde investigando. Lembravam-se de tê-lo visto em Osasco em meio aos professores. Conferiram listas dos que vieram para a assembleia da sexta-feira, 26 de março, no Palácio dos Bandeirantes. Conversaram com muitos colegas.No começo desta noite descobriram que o suposto professor é um policial militar do serviço reservado (ou secreto) da Polícia Militar paulista. É um P2, como são chamados.A caráter para não levantar suspeitas (garotão barbado, jeans, mochila nas costas), o jovem policial infiltrado embarcou no ônibus dos professores de Osasco, como se fosse um deles. Daí o pessoal da subsede de Osasco ter achado inicialmente ele que era um colega.A descoberta da Apeoesp derruba três versões oficiais da PM paulista.A primeira, no sábado, a Terra Magazine, de que o PM não-identificado “era um dos policiais da região, que estavam empenhados na operação”.As outras duas são de hoje. Ao Viomundo, disse que o policial militar à paisana “estava no local”. A Terra Magazine, informou que ele estava “passando” pela manifestação.Aos poucos a verdade sobre a foto famosa da manifestação dos professores vai se revelando. Mas ainda há muitas perguntas sem respostas. Por exemplo, qual era a missão dele na assembleia dos professores? Levantar informações sobre o andamento do movimento? Fazer provocação? Ou o quê? A mando de quem? Qual a intenção? Criminalizar a Apeoesp?“A partir dessa noite, uma das hipóteses que passamos a considerar é a de armação para sensibilizar a sociedade e jogá-la contra os professores”, lamenta a presidente da Apeoesp. “A figura da policial feminina, frágil, indefesa atacada por nós, professores, uns bárbaros. Curiosamente o capacete dela está direitinho. A roupa alinhada, como se tivesse saído da lavanderia. Para quem levou uma paulada, como disse a PM, é estranho. Os dois muito arrumadinhos, ajeitadinhos… Esquisito demais. ”“O fato é que seremos mais rigorosos na fiscalização de quem entra nos nossos ônibus”, cogita Isabel Noronha. “Talvez passemos a exigir o holerit, para ter certeza de que aquela pessoa é professora mesmo e essa história não se repita.”

domingo, 28 de março de 2010

AQUARELA DO BRASIL

Há um Brasil negro
Que quebra,
Requebra,
Põe colares,
inova.

Um Brasil branco
Assiste imóvel,
Duro,
A dança
Nunca escravizada,
Desvencilhando-se
Das correntes.

Um Brasil amarelo,
Emerge,
Raiz,
Brasil dos Brasis,
Incômodo,
Meio dono,
Desterrado.

Outro Brasil amarelo,
Estrangeiro,
Incomunicável,
Aporta
Sobre o cimento,
Incremento,
Naturalizando-se
Em gerações.

Um Brasil midiático,
Internacionalizado,
Pactuado nas sombras,
Poderoso,
Aventura-se.

Há um Brasil misto,
Buscando identidade,
Pacífico
E destemperado.
Brasil destronado,
Amnésico.

Um Brasil
Ainda perdido,
Pujante e inexplorado.
E outro encontrado,
Sob controle
dominado.

Há no Brasil
Uma confluência
Nacional
De diásporas
Internacionais.

Brasil rítmico
De convívios
emprestados,
que se remodela
Antes de se descobrir,
Possuído e virgem,
Alegre e tolerante.
Que desperta,
adormece
desperta,
adormece,
Cheio de coração.

Brasil incógnito.

Domingo de Ramos: sinal de contradição do povo

Sacudir os ramos ao ver Jesus entrar em Jerusalem, e no mesmo período pedir a Pilatos para crucificá-lo... Muitas vezes ouvimos:" Vox populi vox Dei". Não se aplica neste caso, não é mesmo? E não pode ser uma frase sempre verdadeira, pois há exceções. Isto me faz lembrar do velho conceito de "verdade possível", se não me engano de Lucien Goldman, onde o autor circunscreve a verdade ao conceito de classe social. Sendo a classe operária a maior, este conceito relativiza a sua verdade com o setor social de maior significância, e elite, ficando com uma ótica relativamente menos verdadeira, vamos dizer assim. Mas, ainda assim, a verdade fica limitada. Mas a verdade não pode também ser um conceito individual? Não pode ser aplicada também para pequenas situações corriqueiras? Porque ela está disponível para todas as dimensões, e, frequentemente o valor de sua aplicação pode estar em uma situação considerada inexpressiva. Grandes decisões dependem de como as pessoas resolveram pequenas coisas. Por exemplo, não é possível eu defender o direito a alimentação dos mais pobres, e entrar num baita restaurante chique, atravessando um grupo de pedintes, do lado de fora. Vocês poderão me dizer, que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Bem, isto fica para a consciência de cada um, mas a verdade questiona. Creio que não nos é possível domar a verdade, sujeitá-la a nós. ao contrário, a verdade é que nos confronta no dia a dia, testando-nos em nossos valores, formação familiar, crenças, perfis profissionais e políticos. Se sobrevivemos às suas investidas, então estamos em um caminho bom. Mas ocorrem ocasiões em que a verdade está subjacente a um fato, e nem sempre é percebido quando a evitamos, e caminhamos para o erro, ou o crime, ou ao pecado. Como acredito que Deus é Onisciente, sei que Ele sabe que a verdade foi subtraída naquele caso, em que passou desapercebida das pessoas. Ter consciência das contradições da vida deve ser uma meta sempre à nossa frente, e deixarmos o Espírito Santo ir nos conformando à semelhança do semblante de Cristo, verdadeiro, justo, paciente, pacífico, humilde, respeitoso, compassivo, manso, direto, solidário, alegre, presente, transformador, cheio de esperança, solidário. A lista é grande, e por nós apenas será uma tarefa difícil de alcançar. "Só por Deus" mesmo.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Orar, cair, levantar. Orar, cair levantar, orar cair levantar

Quando acordo cumprimento a Deus pela vida, mas é na hora do café da manhã que eu e Meg, minha esposa, nos colocamos de fato diante do Senhor em oração. Temos o cuidado de não repetir toda a manhã a mesma coisa, para não deixar Jesus enfadado conosco, nossa falta de criatividade em conversar com Ele.
Não escapa, entretanto sempre um pedido para o Espírito Santo nos acompanhar durante o dia, e que estejamos cheios de santidade durante este período. A verdade é que basta pôr os pés prara fora de casa, para começar uma quantidade enorme de situações que vão nos colocando fora do controle.
São surpresas inesperadas, armadilhas preparadas, novidades desagradáveis. Quando vemos, já nos desesperamos, iramos, discutimos , destemperamos. Aí, percebemos os erros que cometemos, e nos envergonhamos.
Os dias tem sido assim: acordamos, pedimos santidade pelo Espírito Santo, saímos cheios de fé, e em seguida tropeçamos, nos arrependemos e nos levantamos. Retirando o lado de ser música de bebum, lembra a canção "beber, cair, levantar". Só que neste caso é beber a Água da Vida, que sacia toda a sêde. Como diz o povão: "Só por Deus".
Concluo que somos extremamente frágeis, todos nós, sujeitos às situações que nos atingem diariamente. Somente um procura constante por Deus poderá ao longo do tempo ir nos tornando mais estáveis, e firmes em todas as conjunturas. Não gosto de fingir-me de bom para mostrar uma falsa idéia a meu respeito, pois não sou uma pessoa toda certinha.
Ao contrário sinto-me confrontado permanentemente pelas situações de pecado, sendo que muitas vezes caio nas armadilhas. Quero refugiar-me numa palavra de Jesus, quando o jovem rico lhe chamou de "bom Mestre", ao perguntar-lhe como alcançar o Reino. E Jesus lhe respondeu: "Porque me chamas bom. Só Deus é bom". Assim, vejo-me protegido pela misericórdia divina. E vou vivendo....

PAPA NÃO ENCOBRIU O CASO MURPHY

Papa não encobriu o caso MurphyResposta ao caso do sacerdote que abusou de crianças com deficiência auditivaPor Jesús ColinaCIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org).- “Não houve encobrimento algum”, garante o jornal vaticano em sua resposta a um artigo do New York Times, que tenta envolver a Congregação para a Doutrina da Fé, quando tinha como prefeito o então cardeal Joseph Ratzinger, no gravíssimo caso de um sacerdote americano acusado de abusar sexualmente de crianças com deficiência auditiva.Trata-se do Pe. Lawrence C. Murphy, responsável por abusos cometidos contra menores de idade em um centro católico especializado, onde ele trabalhou de 1950 a 1974. Este caso, como explica o próprio jornal nova-iorquino, foi apresentado muito depois, em 1996, pela arquidiocese de Milwaukee, à Congregação para a Doutrina da Fé, cujo prefeito era o cardeal Ratzinger e seu secretário era o então arcebispo Tarcisio Bertone, hoje cardeal secretário de Estado.Como explicou um comunicado do Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, a arquidiocese americana não apresentou o caso por denúncias de abusos sexuais do sacerdote – uma questão que, para a justiça americana, havia sido arquivada anos atrás –, e sim pela violação do sacramento da penitência, perpetrada através de solicitações sexuais no confessionário, delito castigado pelo cânon 1387 do Código de Direito Canônico.“Como se pode deduzir facilmente lendo a reconstrução realizada pelo New York Times sobre o caso do Pe. Murphy, não houve encobrimento algum”, assegura o L’Osservatore Romano na edição de 26 de março.“Isso se confirma na própria documentação que complementa o artigo do jornal americano – acrescenta o L’Osservatore Romano –, na qual aparece a carta que o Pe. Murphy escreveu em 1998 ao então cardeal Ratzinger, pedindo que a investigação canônica fosse interrompida devido ao seu grave estado de saúde”. De fato, ele faleceu poucos meses depois, em estado de isolamento.“Também neste caso, a Congregação respondeu, através do arcebispo Bertone, convidando o arcebispo de Milwaukee a aplicar todas as medidas pastorais previstas pelo cânon 1341 do Código, para reparar o escândalo e restabelecer a justiça”, garante o jornal vaticano.“É importante observar, como declarou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, que a questão canônica apresentada à Congregação não estava relacionada de forma alguma com um possível procedimento civil ou pena contra o Pe. Murphy, contra quem a arquidiocese já havia empreendido um procedimento canônico, como evidencia a abundante documentação publicada na internet pelo jornal de Nova York”, acrescenta o artigo.“A pedido do arcebispo, a Congregação respondeu com uma carta assinada pelo então arcebispo Bertone, em 24 de março de 1997, indicando que se procedesse segundo estabelece a Crimen sollicitationis”, carta da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os delitos mais graves, revela o jornal da Santa Sé.L’Osservatore Romano explica quais são os critérios indicados à Igreja pelo cardeal Ratzinger e por Bento XVI para esclarecer os diferentes casos de abusos sexuais cometidos por sacerdotes ou religiosos: “transparência, firmeza e severidade”.“Uma forma de agir coerente com sua história pessoal e com mais de 20 anos de atividade como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que evidentemente é temida por quem não quer que se afirme a verdade e que preferiria poder manipular, sem nenhum fundamento, episódios horríveis e casos dolorosos que se remontam a décadas”, afirma o jornal vaticano.O professor Massimo Introvigne, sociólogo e diretor do Centro de Estudos europeu sobre as Novas Religiões, em uma análise compartilhada com a Zenit, constata que os fatos narrados pelo New York Times não são precisos em alguns trechos e inclusive, segundo ele, foram manipulados.“Para desonrar a pessoa do Santo Padre, agita-se um episódio ocorrido há 35 anos, já conhecido e discutido pela imprensa local na década de 70, cuja gestão – enquanto era da sua competência e 25 anos depois dos fatos – por parte da Congregação para a Doutrina da Fé foi canônica e moralmente impecável, e muito mais severa que a das autoridades estatais americanas.”“De quantas destas ‘descobertas’ ainda temos necessidade para perceber que o ataque contra o Papa não tem nada a ver com a defesa das vítimas dos casos de pedofilia – certamente graves, inaceitáveis e criminais, como Bento XVI recordou com tanta severidade –, mas que tenta desacreditar um pontífice e uma Igreja que incomodam os lobbies pela sua eficaz ação de defesa da vida e da família?”, pergunta-se o sociólogo.

PORQUÊS

Porque esvoaçam os brilhos que descansam no olhos? Os ninhos que se ocultam na boca, chocam verdades? Não eclodem? As sombras disfarçadas pe...