quarta-feira, 21 de setembro de 2011
CAIXA 150 Anos: Machado de Assis ficou branco. Acreditem!
A Caixa até retirou a publicidade do ar.
Afinal mudar a cor do grande escritor brasileiro é do perú !
Ele não poderia ter sido um "mulatinho"?
Ou mesmo um branco?
Ora, o racismo brasileiro tem suas sutilezas e ignorâncias atrozes.
São Paulo X Corinthians, duelo que esquenta o Brasileirão
O confronto entre o tricolor do Morumbi, o mais querido, versus o Corínthians, o Timão está no centro das discussões, piadas, e conversas em geral que circulam pela Cidade de São Paulo. Não vou contar nenhuma, porque as considero de muito baixo nível. Prefiro manter a reflexão num patamar respeitoso
Formou-se um ódio nos corações corintianos, desde que o tricolor estabeleceu uma cota mínima para os adversários que jogassem no Morumbi, que persiste até hoje.
O Presidente do Corinthians adquiriu um ódio eterno ao tricolor e passou este ódio a toda torcida, pois ele mesmo veio de torcida organizada. Ele aceita tudo, menos perder para o São Paulo.
Já o tricolor está de bem com a torcida, e encara o confronto com mais naturalidade, mas com desejo de vitória.
A torcida corintiana já demitiu o técnico Tite, embora o treinador esteja fazendo um bom trabalho no timão; mas onde tem fanatismo, falta de racionalidade, e bom senso. Assim, os dias do Tite como técnico do Corinthians estão contados, e são poucos. Tite precisa ganhar de qualquer jeito do tricolor, para não cair
Se o coringão perder, o Tite será demitido, mas não depois do jogo, pois o ódio corintiano é tão grande que não querem vincular a demissão com o jogo, entre ambas as agremiações.
O coitado do Adriano, que atrasou-se pela primeira vez ao tratamento, coincidentemente em meio a este frenesi corintiano, que não deveria existir, afinal eles chamam o tricolor de bambi, acabou sendo multado no seu salário e ameaçado de demissão pelo próprio presidente Sanches.
Para se ver como as coisas estão para o lado da Fazendinha.
O que vale, na verdade, é no campo, e agora chegou a hora de se ver quem é melhor. Em minha opinião os dois times se equivalem, com ligeira vantagem ao tricolor, o que torna a partida uma incógnita.
O Vasco assiste de camarote, junto com o Fogão, o Mengo, o Verdão, o Inter, e até o Peixe.
Se o Corinthians se acha o tal, o rei da cocada preta, então mostre hoje, e faça por merecer o retorno à liderança.
Minha sensibilidade diz que nervozismo não combina com vitória.
É mais provável o coringão meter a botina hoje, para satisfazer a sede de sangue da torcida, e deixar o futebol de lado.
Já o tricolor quer a vitória para passar o Vasco.
Vamos ver se o Jason acordou.
Formou-se um ódio nos corações corintianos, desde que o tricolor estabeleceu uma cota mínima para os adversários que jogassem no Morumbi, que persiste até hoje.
O Presidente do Corinthians adquiriu um ódio eterno ao tricolor e passou este ódio a toda torcida, pois ele mesmo veio de torcida organizada. Ele aceita tudo, menos perder para o São Paulo.
Já o tricolor está de bem com a torcida, e encara o confronto com mais naturalidade, mas com desejo de vitória.
A torcida corintiana já demitiu o técnico Tite, embora o treinador esteja fazendo um bom trabalho no timão; mas onde tem fanatismo, falta de racionalidade, e bom senso. Assim, os dias do Tite como técnico do Corinthians estão contados, e são poucos. Tite precisa ganhar de qualquer jeito do tricolor, para não cair
Se o coringão perder, o Tite será demitido, mas não depois do jogo, pois o ódio corintiano é tão grande que não querem vincular a demissão com o jogo, entre ambas as agremiações.
O coitado do Adriano, que atrasou-se pela primeira vez ao tratamento, coincidentemente em meio a este frenesi corintiano, que não deveria existir, afinal eles chamam o tricolor de bambi, acabou sendo multado no seu salário e ameaçado de demissão pelo próprio presidente Sanches.
Para se ver como as coisas estão para o lado da Fazendinha.
O que vale, na verdade, é no campo, e agora chegou a hora de se ver quem é melhor. Em minha opinião os dois times se equivalem, com ligeira vantagem ao tricolor, o que torna a partida uma incógnita.
O Vasco assiste de camarote, junto com o Fogão, o Mengo, o Verdão, o Inter, e até o Peixe.
Se o Corinthians se acha o tal, o rei da cocada preta, então mostre hoje, e faça por merecer o retorno à liderança.
Minha sensibilidade diz que nervozismo não combina com vitória.
É mais provável o coringão meter a botina hoje, para satisfazer a sede de sangue da torcida, e deixar o futebol de lado.
Já o tricolor quer a vitória para passar o Vasco.
Vamos ver se o Jason acordou.
Crimes e transgressões de todos os tipos, clamam por leis mais rígidas.
Abro o jornal e leio matéria da morte, por atropelamento, de 5 operários que estavam trabalhando na reforma da pista da Rodovia Anhanguera.
Na noite anterior, via mesma reportagem na TV, com os corpos dos operários sendo colocados no camburão do Serviço Funerário, acompanhados dos demais funcionários, que choravam copiosamente.
Atropelamentos e batidas envolvendo motoristas alcoolizados, corrupção nítida de deputada de Brasília, absolvida por seus pares, com o apoio de um sinistro voto secreto, na Câmara Federal; compra suspeita de terras em Minas Gerais, por multinacional (Vale), para explorar nosso subsolo, passando por cima de tudo e de todos.
O problema continua mundo afora, mostrando que não é uma característica exclusivamente brasileira, mas que faz parte de um tempo de impunidades e transgressões gerais no planeta.
Falar sobre a conscientização da preservação do meio ambiente passa a ser jocoso neste cenário.
Os desesperados, ao buscarem soluções nas igrejas, encontram seitas que os exploram através de milagres, do toma lá dá cá, onde o dízimo vai enriquecendo o milagreiro.
A Otan bombardeia a Líbia, mas fecha os olhos ao Iemen. É que um país é aliado e o outro não. Perverso.
Um Shopping da cidade encontra-se instalado sobre um antigo lixão, cheio de gás metano por baixo. Uma bomba prestes a explodir.
Quem pagará pelo investimento e emprego de tantas lojas e comerciários deste shopping, que já devem estar sofrendo pela queda da frequência, devido às notícias veiculadas pela mídia.
Ninguém é responsabilizado por isto, e se o é, a punição é extremamente fraca, não impedindo a repetição do erro, não inibindo absolutamente nada.
Tempos difíceis, cheios de violência e morte.
Encontramos verdadeiros fascínoras, pessoas que fazem perversidade com a maior naturalidade.
Tempos de fanatismos fundamentalistas, e de desvios de formação, tornando as religiões co-patrocinadoras daquilo que elas combatem. E atingem as criancinhas, as mais inocentes.
Tempos de ampliação do conceito de família, onde se pode tudo, se aceita tudo.
As drogas de combatidas passam a ser defendidas.
O sexo liberado, sem formação, nem informação, engravida menina aos 13 anos, pondo a perder projetos educacionais e profissionais. Mas como é gostoso fazer. Não se pensa num sentimento sincero, no futuro, em nada.
Apenas se quer gozar o prazer de fazer sexo.
Falta família, formação familiar, valores. Não quero ser conservador neste discurso, apenas realista.
Existem os políticos honestos? Creio que sim. Votei em dois deles: o Delegado Protógenes e Leci Brandão. São pessoas responsáveis.
Procuro preservar meus filhos, embora já estejam crescidos e casados.
Procuro preservar minha esposa, pois hoje, cada dia é uma surpresa inesperada, e não se sabe o que pode acontecer.
Precisamos de legislação mais rígida que acompanhe estes novos tempos, que puna os que destroem famílias, matando, atropelando, assaltando, drogando, corrompendo.
O Brasil agradece.
Dilma atenção!
O sinal está amarelo!
Na noite anterior, via mesma reportagem na TV, com os corpos dos operários sendo colocados no camburão do Serviço Funerário, acompanhados dos demais funcionários, que choravam copiosamente.
Atropelamentos e batidas envolvendo motoristas alcoolizados, corrupção nítida de deputada de Brasília, absolvida por seus pares, com o apoio de um sinistro voto secreto, na Câmara Federal; compra suspeita de terras em Minas Gerais, por multinacional (Vale), para explorar nosso subsolo, passando por cima de tudo e de todos.
O problema continua mundo afora, mostrando que não é uma característica exclusivamente brasileira, mas que faz parte de um tempo de impunidades e transgressões gerais no planeta.
Falar sobre a conscientização da preservação do meio ambiente passa a ser jocoso neste cenário.
Os desesperados, ao buscarem soluções nas igrejas, encontram seitas que os exploram através de milagres, do toma lá dá cá, onde o dízimo vai enriquecendo o milagreiro.
A Otan bombardeia a Líbia, mas fecha os olhos ao Iemen. É que um país é aliado e o outro não. Perverso.
Um Shopping da cidade encontra-se instalado sobre um antigo lixão, cheio de gás metano por baixo. Uma bomba prestes a explodir.
Quem pagará pelo investimento e emprego de tantas lojas e comerciários deste shopping, que já devem estar sofrendo pela queda da frequência, devido às notícias veiculadas pela mídia.
Ninguém é responsabilizado por isto, e se o é, a punição é extremamente fraca, não impedindo a repetição do erro, não inibindo absolutamente nada.
Tempos difíceis, cheios de violência e morte.
Encontramos verdadeiros fascínoras, pessoas que fazem perversidade com a maior naturalidade.
Tempos de fanatismos fundamentalistas, e de desvios de formação, tornando as religiões co-patrocinadoras daquilo que elas combatem. E atingem as criancinhas, as mais inocentes.
Tempos de ampliação do conceito de família, onde se pode tudo, se aceita tudo.
As drogas de combatidas passam a ser defendidas.
O sexo liberado, sem formação, nem informação, engravida menina aos 13 anos, pondo a perder projetos educacionais e profissionais. Mas como é gostoso fazer. Não se pensa num sentimento sincero, no futuro, em nada.
Apenas se quer gozar o prazer de fazer sexo.
Falta família, formação familiar, valores. Não quero ser conservador neste discurso, apenas realista.
Existem os políticos honestos? Creio que sim. Votei em dois deles: o Delegado Protógenes e Leci Brandão. São pessoas responsáveis.
Procuro preservar meus filhos, embora já estejam crescidos e casados.
Procuro preservar minha esposa, pois hoje, cada dia é uma surpresa inesperada, e não se sabe o que pode acontecer.
Precisamos de legislação mais rígida que acompanhe estes novos tempos, que puna os que destroem famílias, matando, atropelando, assaltando, drogando, corrompendo.
O Brasil agradece.
Dilma atenção!
O sinal está amarelo!
terça-feira, 20 de setembro de 2011
O Programa "Provocações" da TV Cultura bem poderia chamar-se "Bajulações"
O Programa "Provocações" capitaneado por Antônio Abujamra sempre me atraiu, pela sua impertinência, seu questionamento semi-anárquico, de onde se extraíam informações e novidades de suas entrevistas.
De fato, eu deveria ter trocado o canal na semana passada, quando foi entrevistado um diretor do SESC chamado Danilo e alguma coisa, não importa, para não mudar a imagem positiva que este programa me deixava.
Mas a puxação de saco que Abujamra fez do SESC... Aliás muita gente do meio artístico tem a mesma posição de adulação do SESC, talvez porque a entidade dos comerciantes invista muito em teatro, cinema, cultura em geral.
Talvez, também pelos edifícios mais requintados, que são utilizados por comerciários pobres, o que mostra o "altruísmo" em se "valorizar" o comerciário.
O fato é que o SESC tornou-se um forte instrumento de divulgação da classe artística, e mesmo de realização, pelos inúmeros teatros que possui, salas de cinema, bibliotecas, e muitos locais de exposição, músicas, etc.
Tuo é muito bom, tudo é muito bonito, mas a realidade é que o SESC utiliza verba de impostos recolhidos pelo Estado, que são devolvidos e transformados em atividades culturais.
Competem assim com os empresários do setor, que lutam diuturnamente par ter o seu teatro, a sua sala de cinema, a sua biblioteca.
O SESC é a defesa ideológica dos comerciantes junto aos comerciários que eles exploram, a justificativa de que são bons, e pensam o bem para os seus "colabordores".
Mas os artistas gostam e não vêem nada disso.
E o Programa "Provocações" acabou tornando-se "Bajulações"
Coitado do Abujamra, domesticou-se.
Vamos esperar um recaída, para que ele se recupera, e volte para sua tradicional impertinência.
De fato, eu deveria ter trocado o canal na semana passada, quando foi entrevistado um diretor do SESC chamado Danilo e alguma coisa, não importa, para não mudar a imagem positiva que este programa me deixava.
Mas a puxação de saco que Abujamra fez do SESC... Aliás muita gente do meio artístico tem a mesma posição de adulação do SESC, talvez porque a entidade dos comerciantes invista muito em teatro, cinema, cultura em geral.
Talvez, também pelos edifícios mais requintados, que são utilizados por comerciários pobres, o que mostra o "altruísmo" em se "valorizar" o comerciário.
O fato é que o SESC tornou-se um forte instrumento de divulgação da classe artística, e mesmo de realização, pelos inúmeros teatros que possui, salas de cinema, bibliotecas, e muitos locais de exposição, músicas, etc.
Tuo é muito bom, tudo é muito bonito, mas a realidade é que o SESC utiliza verba de impostos recolhidos pelo Estado, que são devolvidos e transformados em atividades culturais.
Competem assim com os empresários do setor, que lutam diuturnamente par ter o seu teatro, a sua sala de cinema, a sua biblioteca.
O SESC é a defesa ideológica dos comerciantes junto aos comerciários que eles exploram, a justificativa de que são bons, e pensam o bem para os seus "colabordores".
Mas os artistas gostam e não vêem nada disso.
E o Programa "Provocações" acabou tornando-se "Bajulações"
Coitado do Abujamra, domesticou-se.
Vamos esperar um recaída, para que ele se recupera, e volte para sua tradicional impertinência.
Vocês sabem qual é a minoria mais discriminada?
Vamos lá, dou três de lambuja para vocês.
Serão os negros, os afrodescendentes, que passaram por 3 séculos de escravidão no país, e com a República foram marginalizados?
Ou estarão as mulheres, excluídas, ainda desniveladas de direitos relativamente aos homens, e com uma sobrecarga de trabalho doméstico, consequência de uma cultura patriarcal portuguesa?
Ou ainda o GLP, as pessoas que são retiradas do convívio social, por opção sexual diversa do heterossexualismo?
Passam por grande discriminação nos locais de trabalho, de estudo e de moradia.
Se vocês escolheram algum destes três segmentos, vocês erraram.
A minoria mais discriminada que brevemente se tornará uma maioria discriminada, devido a melhoria da qualidade de vida e consequente aumento da longevidade, são os idosos do Brasil.
São rejeitados pela família, pelo estado, pelas empresas, pelos movimentos sociais, até pelas religiões.
Os idosos não se tornaram um movimento de minoria organizada.
Ao contrário, agonizam pelos cantos das cidades, abandonados, em asilos fedorentos e violentos, sem higiene, nem um recanto onde possam encostar a carcaça velha para repousar.
Não conseguem pegar um ônibus, senão quando têm passageiros que pagam, no ponto.
Não conseguem empregos, que bem poderiam ser oferecidos, pelas suas capacidades, mas que devido à sua idade, são simplesmente descartados.
Não conseguem ser respeitados pelas famílias.
Muitas famílias esquecem-se de que foram eles que os criaram, e os descartam em algum asilo, se tanto.
Se permanecem em casas de família, são maltratados psicologica ou fisicamente.
Não podem reclamar, somente elogiar.
Não podem pedir, mas apenas aguardar, no máximo.
Não podem nada.
São totalmente desprezados.
O Governo não os vê, as Igrejas os vêem um pouco, poucas famílias os protegem.
São verdadeiros párias sociais, abandonados nas praças, e nas calçadas, onde dormem.
Não tomam banhos, não tem banheiros, tem que levantar cedo, e acordados pela polícia municipal, vão desocupando as praças, ao raiar do dia.
Precisamos considerar que, com o aumento do tempo de vida dos brasileiros, este segmento crescerá muito nos próximos anos, e estará em grande desvantagem, em relação aos outras minorias, que estão ganhando espaço e aumentando seus direitos.
Serão os negros, os afrodescendentes, que passaram por 3 séculos de escravidão no país, e com a República foram marginalizados?
Ou estarão as mulheres, excluídas, ainda desniveladas de direitos relativamente aos homens, e com uma sobrecarga de trabalho doméstico, consequência de uma cultura patriarcal portuguesa?
Ou ainda o GLP, as pessoas que são retiradas do convívio social, por opção sexual diversa do heterossexualismo?
Passam por grande discriminação nos locais de trabalho, de estudo e de moradia.
Se vocês escolheram algum destes três segmentos, vocês erraram.
A minoria mais discriminada que brevemente se tornará uma maioria discriminada, devido a melhoria da qualidade de vida e consequente aumento da longevidade, são os idosos do Brasil.
São rejeitados pela família, pelo estado, pelas empresas, pelos movimentos sociais, até pelas religiões.
Os idosos não se tornaram um movimento de minoria organizada.
Ao contrário, agonizam pelos cantos das cidades, abandonados, em asilos fedorentos e violentos, sem higiene, nem um recanto onde possam encostar a carcaça velha para repousar.
Não conseguem pegar um ônibus, senão quando têm passageiros que pagam, no ponto.
Não conseguem empregos, que bem poderiam ser oferecidos, pelas suas capacidades, mas que devido à sua idade, são simplesmente descartados.
Não conseguem ser respeitados pelas famílias.
Muitas famílias esquecem-se de que foram eles que os criaram, e os descartam em algum asilo, se tanto.
Se permanecem em casas de família, são maltratados psicologica ou fisicamente.
Não podem reclamar, somente elogiar.
Não podem pedir, mas apenas aguardar, no máximo.
Não podem nada.
São totalmente desprezados.
O Governo não os vê, as Igrejas os vêem um pouco, poucas famílias os protegem.
São verdadeiros párias sociais, abandonados nas praças, e nas calçadas, onde dormem.
Não tomam banhos, não tem banheiros, tem que levantar cedo, e acordados pela polícia municipal, vão desocupando as praças, ao raiar do dia.
Precisamos considerar que, com o aumento do tempo de vida dos brasileiros, este segmento crescerá muito nos próximos anos, e estará em grande desvantagem, em relação aos outras minorias, que estão ganhando espaço e aumentando seus direitos.
Paz mundial depende de paz entre judeus e palestinos
Sexta-feira será colocada na ONU a proposta de cração do Estado da Palestina.
Muito provavelmente a proposta não ocorrerá, devido ao poder de veto dos EUA no Conselho de Segurança.
Será, entretanto, uma forte sinalização de que, do jeito que a coisa vai, não dá para ficar.
O povo palestino passa por dificuldades imensas, e assistimos os seus jovens viverem sem perspectivas e sem identidade nacional.
Esta questão entra em meio a um sem número de revoltas que sacodem o Oriente Médio, parte com apoio militar dos EUA e Europa, via OTAN (caso da Líbia), e outra parte com as vistas grossas dos mesmos, para com as chacinas no Iemen, ditadura apoiada também pela OTAN.
Parece não haver vontade política de se encontrar uma solução negociada para o caso palestino. Os palestinos passam por um verdadeiro "banho Maria", impasse de décadas.
Com as novas conformações políticas que vão se desenhando no Oriente Médio, muitas delas com forte influência fundamentalista, até as apoiadas pelas potências ocidentais, é de se supor que a médio prazo assistiremos a um mundo ainda mais dividido em interesses, que nos remetem a conflitos de médio a longo prazos.
A indústria armamentista agradece e incentiva esta divisão, mas os povos choram a morte de seus filhos
Muito provavelmente a proposta não ocorrerá, devido ao poder de veto dos EUA no Conselho de Segurança.
Será, entretanto, uma forte sinalização de que, do jeito que a coisa vai, não dá para ficar.
O povo palestino passa por dificuldades imensas, e assistimos os seus jovens viverem sem perspectivas e sem identidade nacional.
Esta questão entra em meio a um sem número de revoltas que sacodem o Oriente Médio, parte com apoio militar dos EUA e Europa, via OTAN (caso da Líbia), e outra parte com as vistas grossas dos mesmos, para com as chacinas no Iemen, ditadura apoiada também pela OTAN.
Parece não haver vontade política de se encontrar uma solução negociada para o caso palestino. Os palestinos passam por um verdadeiro "banho Maria", impasse de décadas.
Com as novas conformações políticas que vão se desenhando no Oriente Médio, muitas delas com forte influência fundamentalista, até as apoiadas pelas potências ocidentais, é de se supor que a médio prazo assistiremos a um mundo ainda mais dividido em interesses, que nos remetem a conflitos de médio a longo prazos.
A indústria armamentista agradece e incentiva esta divisão, mas os povos choram a morte de seus filhos
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Já não nascem mais crianças imperfeitas.
Transcrevo matéria do L'osservatore Romano sobre o desaparecimento das crianças que são descobertas com doenças e são proibidas de conviver conosco.
Veja abaixo.
“L'Osservatore Romano” denuncia “eliminação do imperfeito”
Já não vemos pessoas com doenças genéticas, denuncia neonatologista
segunda-feira, 19 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – O L'Osservatore Romano denunciou o desaparecimento, ao nosso redor, das crianças marcadas por doenças genéticas.
O jornal vaticano publicou, na semana passada, um artigo intitulado “A eliminação do imperfeito”, do neonatologista Carlo Bellieni.
Censuradas pela mídia, escondidas pelos seus pais, mas sobretudo abortadas, estas crianças são vítimas de uma sociedade incapaz de aceitar a diferença. A desaceleração da pesquisa de terapias aparece como outra consequência deste fenômeno.
“Nos percebemos isso olhando ao nosso redor: já não vemos crianças 'imperfeitas', marcadas por doenças genéticas”, constata Bellieni.
“Estas crianças são descobertas de maneira sistemática antes de nascer e, uma vez identificadas, são proibidas de nascer. (…) O grave é que esta seleção já não nos surpreende: é a norma”, alertou.
Na França, recorda o especialista, 96% dos fetos afetados pela síndrome de Down são abortados. Recentemente, uma deputada parisiense declarou no Parlamento: “A verdadeira pergunta que me faço é: por que ainda restam 4%?”.
Em muitos países, prossegue Bellieni, “a busca dos fatores que indicam a síndrome de Down no feto é proposta a todas as mulheres grávidas”, seja por meio da amniocentese ou medindo, no feto, as marcas da síndrome de Down (claridade nucal, osso nasal) durante as ecografias.
“O desaparecimento de indivíduos com um handicap genético do panorama social se deve também a outra razão: a incapacidade da sociedade de aceitar culturalmente a diferença e o pudor das famílias que se sentem como fora da lei genética e guardam a criança doente entre seus muros domésticos”, aponta.
Bellieni se refere também a outra consequência da “diminuição numérica obtida pela seleção pré-natal e pela marginalização social: impede a pesquisa de terapias”.
Se houvesse um investimento econômico para curar as doenças genéticas, tão importante como o estabelecido para não deixar que os doentes nasçam, seriam obtidos progressos notáveis, segundo o médico.
O neonatologista alerta que “as doenças são certamente indesejáveis, mas não devem tornar o doente indesejável”.
E convida a uma maior solidariedade e a uma informação justa e equilibrada. Na França, por exemplo, lamenta que as associações de doentes “que realmente conhecem a doença” sejam “obrigadas, por lei, a informar sobre o processo a mulheres grávidas, o que pode tornar o feto não desejado devido à sua imperfeição”.
O especialista italiano denuncia também a mídia, que, frequentemente, “traça um retrato do handicap que se aproxima muitas vezes da compaixão estéril, quando coloca a pessoa com necessidades especiais em emissões sensacionalistas e de mau gosto”.
Ao contrário, “a realidade imaginada torna o mal maior que a realidade”, destaca, e acrescenta que, “em um mundo marcado pelo medo e pela busca da perfeição, a eliminação do paciente 'imperfeito' se torna uma norma social conhecida por todos: uma banalidade do mal que já não parece incomodar ninguém”.
Veja abaixo.
“L'Osservatore Romano” denuncia “eliminação do imperfeito”
Já não vemos pessoas com doenças genéticas, denuncia neonatologista
segunda-feira, 19 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – O L'Osservatore Romano denunciou o desaparecimento, ao nosso redor, das crianças marcadas por doenças genéticas.
O jornal vaticano publicou, na semana passada, um artigo intitulado “A eliminação do imperfeito”, do neonatologista Carlo Bellieni.
Censuradas pela mídia, escondidas pelos seus pais, mas sobretudo abortadas, estas crianças são vítimas de uma sociedade incapaz de aceitar a diferença. A desaceleração da pesquisa de terapias aparece como outra consequência deste fenômeno.
“Nos percebemos isso olhando ao nosso redor: já não vemos crianças 'imperfeitas', marcadas por doenças genéticas”, constata Bellieni.
“Estas crianças são descobertas de maneira sistemática antes de nascer e, uma vez identificadas, são proibidas de nascer. (…) O grave é que esta seleção já não nos surpreende: é a norma”, alertou.
Na França, recorda o especialista, 96% dos fetos afetados pela síndrome de Down são abortados. Recentemente, uma deputada parisiense declarou no Parlamento: “A verdadeira pergunta que me faço é: por que ainda restam 4%?”.
Em muitos países, prossegue Bellieni, “a busca dos fatores que indicam a síndrome de Down no feto é proposta a todas as mulheres grávidas”, seja por meio da amniocentese ou medindo, no feto, as marcas da síndrome de Down (claridade nucal, osso nasal) durante as ecografias.
“O desaparecimento de indivíduos com um handicap genético do panorama social se deve também a outra razão: a incapacidade da sociedade de aceitar culturalmente a diferença e o pudor das famílias que se sentem como fora da lei genética e guardam a criança doente entre seus muros domésticos”, aponta.
Bellieni se refere também a outra consequência da “diminuição numérica obtida pela seleção pré-natal e pela marginalização social: impede a pesquisa de terapias”.
Se houvesse um investimento econômico para curar as doenças genéticas, tão importante como o estabelecido para não deixar que os doentes nasçam, seriam obtidos progressos notáveis, segundo o médico.
O neonatologista alerta que “as doenças são certamente indesejáveis, mas não devem tornar o doente indesejável”.
E convida a uma maior solidariedade e a uma informação justa e equilibrada. Na França, por exemplo, lamenta que as associações de doentes “que realmente conhecem a doença” sejam “obrigadas, por lei, a informar sobre o processo a mulheres grávidas, o que pode tornar o feto não desejado devido à sua imperfeição”.
O especialista italiano denuncia também a mídia, que, frequentemente, “traça um retrato do handicap que se aproxima muitas vezes da compaixão estéril, quando coloca a pessoa com necessidades especiais em emissões sensacionalistas e de mau gosto”.
Ao contrário, “a realidade imaginada torna o mal maior que a realidade”, destaca, e acrescenta que, “em um mundo marcado pelo medo e pela busca da perfeição, a eliminação do paciente 'imperfeito' se torna uma norma social conhecida por todos: uma banalidade do mal que já não parece incomodar ninguém”.
PORQUÊS
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