segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Pressão social pode garantir cassação de Cunha nesta segunda-feira  - Portal Vermelho

Pressão social pode garantir cassação de Cunha nesta segunda-feira  - Portal Vermelho: O julgamento da cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é a principal pauta do esforço concentrado da Câmara dos Deputados esta semana. A expectativa é de que os parlamentares suspendam as atividades da campanha eleitoral para participarem da sessão, que começa às 19 horas. Após uma forte campanha, principalmente nas redes sociais, dos partidos de oposição e da sociedade, a expectativa é que haja quórum para a votação de hoje. E que Cunha seja cassado.

domingo, 11 de setembro de 2016

Livro denuncia golpe de 2016 e reflete sobre futuro do País  - Portal Vermelho

Livro denuncia golpe de 2016 e reflete sobre futuro do País  - Portal Vermelho: O texto de apresentação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no livro “O Brasil que queremos”, que acaba de ser lançado, não deixa dúvidas: “hoje vivemos uma situação de crise, em que a direita, cansada de perder as eleições e sem um verdadeiro compromisso com a democracia, buscou o atalho da ilegalidade para tentar terminar com essa experiência fundamental para o nosso povo e nossa democracia”.

sábado, 10 de setembro de 2016

Frente Brasil Popular repudia violência da PM em ato no Ceará  - Portal Vermelho

Frente Brasil Popular repudia violência da PM em ato no Ceará  - Portal Vermelho: A Frente Brasil Popular do estado do Ceará emitiu uma nota onde repudia a ação da Polícia Militar do Estado, que usou da truculência para dispersar uma manifestação pelo 'Fora Temer' que ocorria na Avenida Beira Mar, em Fortaleza, na última quarta-feira (7). Confira abaixo a íntegra a da nota:

Fim de semana é marcado por protestos pelo Fora Temer e Diretas Já - Portal Vermelho

Fim de semana é marcado por protestos pelo Fora Temer e Diretas Já - Portal Vermelho: Logo após o afastamento definitivo de Dilma Rousseff e a ascensão de Michel Temer à presidência, através de um golpe parlamentar, as manifestações em defesa da democracia intensificam-se e ganham maior adesão popular. Neste domingo (11), as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo pretendem superar a marca das 100 mil pessoas que compareceram na Avenida Paulista no último domingo (4), mobilizando, no mesmo local, um ato em pelo 'Fora Temer' e por 'Diretas Já' .

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Importante artigo de Walter Sorrentino

Reflexões pós-golpe de Estado

Paulista
Dois fatos auspiciosos na novíssima conjuntura. Um foi a manifestação de domingo passado, na Av. Paulista, a segunda maior realizada desde o início da luta contra o golpe. Multidão de juventude trabalhadora e estudantil, muitos da periferia, trabalhadores sindicalistas e segmentos médios progressistas, média idade. Nela se impôs decididamente o Diretas Já, para dar consequência política à luta pelo Fora Temer e sua agenda regressiva. Ecoavam a resultante da polêmica que dividiu parte da esquerda, sobre o Plebiscito proposto há algum tempo por numerosas forças, incluída Dilma Rousseff.
Outro, o precedeu: seis centrais sindicais articulam unidade de ação para a luta contra a reforma da previdência e da legislação trabalhista. Se houver empenho para uma “agenda de fábricas” e não apenas uma agenda da ruas em manifestações, num trabalho pedagógico de ouvir e debater com os trabalhadores, uma possível greve geral se insere entre as bandeiras de luta.
Isso mostra mais uma vez o que, na teoria e na práxis política, é uma verdade comprovada: nada evolui em linha reta e num plano, senão por movimentos contraditórios. Sempre há recuos e avanços, idas e vindas, fluxos e refluxos. Não há vitórias irreversíveis, nem derrotas definitivas. Não há ação sem reação.
Há quem diga que essa é uma forte marca política do Brasil: evolui-se por ciclos que se esgotam com rapidez histórica e nos levam, há décadas, à velha encruzilhada do país. Estamos novamente perante uma encruzilhada radicalizada de agendas para o país.
A derrota que sofremos certamente é estratégica. Sem dúvida, encerra-se o ciclo aberto em 2002. Nosso projeto vitorioso em quatro eleições presidências consecutivas entrou em crise, porque apesar das conquistas, se manifestaram limites estratégicos e diversos erros de condução política. Na correlação de forças estabelecida perdemos apoio social e político para sustentar e levar adiante o projeto nacional. A resistência democrática e progressista é certamente um ativo político que alcançamos, mas a esquerda mais uma vez atuou sem unidade tática. Examinar tudo isso criticamente é, certamente, uma das missões para uma nova tática consentânea com a situação instalada.
As classes conservadoras dominantes pretendem que tenha se esgotado também o ciclo da Constituição democrática de 1988, a Nova República, que querem enterrar. A agenda deles de fato não “cabe” nessa Constituição e, até por isso, ela permanece como baliza para a tática de combate ao golpismo e ao retrocesso. É uma agenda que não foi aprovada pelas urnas, feita de retrocessos, antinacional e antipopular – desestatização, desnacionalização, desproteção social, com uma saída para a crise econômica pela destruição de forças produtivas, essencialmente do trabalho e empregos. O papel do Estado nacional na promoção do desenvolvimento está condenado por eles, com mudanças constitucionais que engessam seu papel pelos próximos 20 anos! A tal agenda está fora até dos padrões de resposta à crise mundial capitalista, uma austeridade que aprofunda a crise. Preserva os ganhos rentistas das forças internas e externas dominantes, e alinha o país na contra onda destinada a contrastar com a tendência à multipolarização nas relações internacionais.
O pior: foi alcançada com um golpe na democracia, um golpe de Estado de novo tipo. Uma cicatriz profunda que permanecerá na vida política nacional. Mais uma vez a democracia é atingida pelas classes dominantes, crueis e sagazes, mobilizando o aparato político, empresarial, judicial e midiático e logrando apoio de massa numa classe média intolerante e radicalizada.
O governo Temer assenta sua força no estamento político, mas não na sociedade. É essencialmente contraditório e seu rumo está em disputa política. Disputa de forças no próprio PMDB – veja-se a atitude de Renan Calheiros –, disputa com a velha oposição tucana e asseclas, disputas para 2018. Não está claro para onde evoluirá. Se tomar as medidas econômico-sociais amargas propostas e não retomar o desenvolvimento, compromete o programa para a disputa de 2018. Se resultar em retomada da economia, Temer poderia almejar 2018, ou Meirelles, não haveria porque deixar a vaga aos tucanos. Pode mesmo, em terceira variante, não terminar o mandato, devido à Lava Jato e aos conflitos internos. É muito crível que evolua em meio a concessões sucessivas na agenda proposta e se perder de crise em crise. Seria um governo Sarney revisitado, do velho PMDBão, jogando prá cá e prá lá, tutelado e chantageado, mas manobrando sempre, para reunir apoio congressual e garantir sua base, o que o colocará sempre mais na contramão da sociedade, e chantageando, por sua vez, o consórcio político, empresarial, judicial e midiático do qual emanou seu mandato espúrio.
Aliás, sempre disse: achar o PMDB que representará o interesse do mercado e da plutocracia é ingenuidade ou desatino histórico, frente à operação desmonte que lhe moveram nestes 30 anos pós-ditadura, quanto a ser essencialmente clientelista, fisiológico, patrimonialista, nacionalista atrasado – a velha e má sociologia uspiana em ação. Duvido que eles próprios se enganem. E, convenhamos: Michel Temer não tem estatura para dar fim à crise política.
Numa visão de conjunto, atuamos num quadro de crise capitalista poderosa – que não encontra saídas progressistas -, com consequente contraofensiva capitalista-imperialista de clara feição, sobretudo na AL. Portanto, numa defensiva estratégica. Com a derrubada golpista do mandato de Dilma, consolida-se que fomos postos também em defensiva tática.
Atuar em resistência, preservar conquistas e forças, combater retrocessos, é uma essência de tática defensiva. Unir forças e explorar contradições estão no centro dessa tática. Nesta hora, uma nova tática se impõe. Seu foco é claro: contra a agenda ultraliberal, Fora Temer, Diretas Já e pela reforma política e, eventualmente, a Greve Geral contra a agenda antipopular da Previdência e das relações de trabalho, são suas palavras de ordem.
Apesar de haver uma clara tendência predominante rumo a um novo ciclo conservador, mais ou menos prolongado, o país permanece em disputa até 2018. Para a esquerda política e social, coloca-se a questão de como disputar as forças progressistas e democráticas, uni-las e mobilizá-las, para não se isolar, não se autobastar enquanto esquerda, não sucumbir ao esquerdismo voluntarioso e, sempre, preservando as relações políticas e institucionais como palco de combate.
Para além da resistência, uma tática tem que oferecer perspectivas políticas à luta do povo brasileiro, na forma de palavras de ordem e mobilização, que não se restrinjam apenas às eleições de 2018.
Junto a isso, será necessário o corajoso exame crítico e autocrítico da experiência dos últimos 14 anos e mesmo antes, que vai ocupar boa parte dos esforços da esquerda e forças progressistas. Mais importante ainda que os erros, é aprender com eles. Compreender, como eixo vertebral, por que se fez ausente um projeto nacional e uma estratégia nacional maduros, teórica e praticamente, o que nos relegou à ausência de autêntica agenda de Estado na experiência destes 14 anos, em consonância com as tarefas de abrir caminho à afirmação nacional e fortalecer a democracia, ausência que resultou num republicanismo liberal. E, ainda, os limites revelados pelo hegemonismo como prática política, próprio de um projeto de poder partidista, que limitou o alcance das frentes e alianças necessárias para sustentar o projeto nacional soberano, democrático, popular e de integração regional sul-americana, sob direção autenticamente frentista.
Nesse debate, se apresentará a questão de como proceder para a reconfiguração da esquerda progressista brasileira, à base de nova abordagem programática para a retomada do projeto nacional, popular e democrático nas atuais condições, e também organizativa, no sentido de uma formação aliancista de ampla união de forças, de caráter tático e estratégico se possível. A noção de um partido âncora para a esquerda não basta, embora o PT forte e clarividente seja indispensável. O país reclama uma tal formação política, feita de diversidade e pluralidade, mas com identidade programática e cultural, assim como teve enorme apelo, em seu tempo, nos anos 1935, a Aliança Nacional Libertadora.
Só assim se pode integrar as forças da esquerda política e social, com forças e personalidades progressistas do mundo cultural e intelectual, a força da juventude e das mulheres e, ainda, representar um apelo aos participantes de todas as manifestações que se realizam de forma horizontal, sem as marcas da estrutura institucionalizada dos movimentos sociais e demais partidos políticos, as quais estão em ascenso. Enfim, uma formação política capaz de disputar a sociedade, o senso comum da maioria da população, política e culturalmente, tornando os anseios reais da massa trabalhadora em projeto político capaz de empolgá-la numa nova jornada de avanço da luta democrática e progressista.
Existe, nessa direção, a proposição da formação de um bloco de afinidade progressista com as bandeiras da esquerda, capaz de reunir programaticamente tais forças, nucleada pela esquerda política e social, e dar-lhe até eventual dimensão eleitoral se necessário, como alternativa na reforma política que trará retrocessos democráticos ao sistema político-partidário.
A esquerda brasileira sempre foi muito inventiva, e os desafios que se apresentam nessa direção podem ser realmente enfrentados. Aprende-se, nesse sentido, a lição de que as situações que persistem de governos de esquerda no mundo baseiam-se nessa estratégia frentista, como no caso do Uruguai, com o Frente Amplio, e da África do Sul, com o Congresso Nacional Africano, sem mencionar outras do passado recente, como a Frente Sandinista ou a Frente Farabundo Marti, e do presente, como Nepal e, em outras circunstâncias, na Índia.
O PCdoB atuou com coerência, coragem e determinação na luta contra o golpe. Acumulou prestígio e autoridade para a resistência. Mas quer mais que tudo seguir afirmando sua identidade política e dar perspectiva à luta dos brasileiros. Sem dúvida, isso invocará mais ainda o conteúdo estratégico-programático, próprio do PCdoB, centrado no Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento com as características já apontadas. Com base nele é que se ampliam forças para a resistência e alternativa política progressista ao país. Uma tática e estratégia política que propõe considerar, inclusive, a apresentação de nomes de lideranças comunistas para a renovação da esquerda e para a disputa presidencial de 2018, como instrumento para esses dois propósitos, emulando as esperanças de nível mais maduro e unitário de luta pela democracia, afirmação nacional e avanços sociais.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Bienal de São Paulo começa com gritos de 'Fora,Temer' e 'Diretas Já' - Portal Vermelho

Bienal de São Paulo começa com gritos de 'Fora,Temer' e 'Diretas Já' - Portal Vermelho: Os artistas que participam da Bienal de São Paulo voltaram a protestar contra Michel Temer e em defesa da convocação de eleições diretas. Na abertura do evento, nesta terça (6), eles distribuíram camisetas com as frases 'Fora, Temer', 'Diretas Já' e 'Eu quero votar para presidente' e puxaram um animado coro contra o presidente. Confira no vídeo abaixo.

Grito dos Excluídos sai às ruas em defesa da vida e da democracia

6 de setembro de 2016 - 19h46 

A 22ª edição do Grito dos Excluídos chega às ruas no momento em que a presidenta eleita por 54 milhões de brasileiros foi destituída sem crime. O golpe também será tema dos atos que acontecem neste 7 de setembro. O Grito 2016 denuncia um sistema que exclui, mata e degrada e se mobiliza contra a retirada de direitos e contra a repressão. O objetivo é dar voz aos excluídos nos níveis local, estadual e nacional em protestos que podem fortalecer pautas de reivindicação.


Grito dos Excluídos
Grito dos Excluídos em Aparecida do Norte (SP) 2015Grito dos Excluídos em Aparecida do Norte (SP) 2015
O Grito dos Excluídos culmina no dia 7 de setembro mas não se encerra nele. A ideia é que as ações desta semana fortaleçam as pautas nas comunidades e movimentos. As entidades constroem os atos em parceria com pastorais sociais de diversas dioceses espalhadas pelo Brasil.

Em 2015, o Grito abordou a manipulação e o apoio da mídia que mente, omite e criminaliza a atuação do movimento social. Naquele ano a coordenação nacional do Grito relatou, em um boletim publicado no final do ano, um relato calculando parcialmente que o ato se realizou em aproximadamente 70 cidades. Todas as regiões brasileiras tiveram manifestações e praticamente todos os estados.

26 Estados com protestos

Neste ano, às vésperas do Grito 2016, a coordenação ainda recebe as confirmações das cidades e estados que realizarão atos. Segundo Ari Alberti, da coordenação nacional, são 26 os estados que confirmaram os protestos para a quarta. Apenas o Acre não havia encaminhado a agenda até esta quinta-feira (6).

A defesa da vida é o tema anual do Grito dos Excluídos. A cada edição ganha ênfase uma nova abordagem. Neste ano o lema foi inspirado em discurso do Papa Francisco e denuncia “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada e mata!. A organização de cada cidade tem autonomia para desenvolver suas próprias reivindicações localizadas que, segundo coordenadores entrevistados pelo Portal Vermelho, devem absorver também a denúncia da ruptura democrática que aconteceu no país.

A mobilização contra o silêncio

“Quando a presidenta que recebeu 54 milhões de votos foi destituída a gente se perguntou cadê a nossa democracia?”, questionou Ari. “Se for pensar em quem está no poder agora: o presidente, os ministros da fazenda, da economia vamos ver que os pilares deles são as concessões e o ajuste fiscal. O ajuste vai incidir sobre os direitos sociais. É um atentado contra a vida”, completou Ari.
 
Na opinião dele, o aumento das manifestações de rua, combatidas violenamente pela Polícia Militar (PM), sobretudo, em São Paulo, vai motivar que cada vez mais pessoas saiam às ruas. Para o militante, o Grito cria “horizontes de mobilização de luta” para defender e garantir direitos que estão ameaçados. “É um espaço onde os marginalizados podem se expressar”.

O Estado de São Paulo terá o Grito dos Excluídos em 17 cidades. Na Capital, serão três eventos pela manhã, um deles concentrado na Praça da Sé e o outro na Praça Oswaldo Cruz com a Avenida Paulista. Ambos sairão em passeata, respectivamente, até o bairro do Glicério e o outro se encerra no Ibirapuera. A caminhada que vai para o Glicério percorrerá abrigos de imigrantes para manifestar solidariedade.

Nenhum direito a menos

“Os nossos gritos estão pautados em nenhum direito a menos e o Fora Temer faz parte porque o povo está com muita revolta. E dentro de tudo isso tem as palavras de ordem, a música e a alegria para a gente gritar contra o que está nos incomodando”, explicou Regina Alvares, da comunidade eclesial de base da arquidiocese de Belém, no Pará.
 
Na capital paraense o ato começa às 8h nesta quarta com um ato ecumênico em frente ao Centro Arquitetônico de Nazaré, praça em que é encerrado o Círio de Nazaré. Segundo Regina, as pessoas estão em polvorosa com a conjuntura e admite que existe uma apreensão em relação à atuação da polícia.

“Em sete anos que eu participo do Grito não houve enfrentamento mas este ano está todo mundo meio temeroso”, disse Regina. Ela explicou que a temática do Grito no Pará reivindica o fim da violência – seja urbana ou policial – contra a juventude.  Além do ato em Belém vão ser realizadas manifestações nas cidades de Gurupá e Cametá.

Entre as entidades que participam estão organizações de juventude, direitos humanos, trabalhadores rurais, juventude negra, movimento de mulheres e organismos ligados a Universidade Federal do Pará.

Reivindicações locais

As dificuldades vivenciadas pela comunidade do bairro de Jangurussu em Fortaleza, também será abordada pelo grito. No local funcionava um lixão, que foi removido, porém, os moradores, entre eles os catadores, enfrentam dificuldades como falta de saneamento e de perspectiva de melhoria da condição de vida.

“São várias as conexões. Em Jangurussu o grito vai ser mais voltado para o saneamento e as condições dos catadores. Em nível estadual é a democratização da água e em nível nacional a violação ao estado democrático de direito”, enfatizou Isabel Fortes, coordenadora das pastorais sociais da Arquidiocese de Fortaleza.
 
Fortaleza, Madalena, Caucaia, Independência, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte e Maranacaú foram as cidades cearenses que confirmaram até esta quinta-feira atos do Grito dos Excluídos.

Mística, debates e atos ecumênicos

As atividades do 22º Grito dos Excluídos vem sendo construída ao longo do ano. Em muitas cidades, as ações começaram em Julho para culminar na semana da Pátria, em setembro. Espaço de formação, a preparação do Grito envolveu muitos debates sobre temáticas diversas. Em Macapá (AP) foi abordada a degradação ambiental, a Bahia debateu Mídia e Juventude e no Ceará falou-se sobre Previdência Social, o caso de Mariana também foi tema das ações em Minas Gerais.

Na quase totalidade das cidades a programação cultural ganhou espaço e ainda a mística, prática política e cultural que envolve música, teatro e poesia. “Assim vamos chegando em outras paragens”, comentou Ari, durante a coletiva do Grito realizada no dia 1º de setembro.

Ele comemorou a retomada das atividades do Grito em diversas cidades que haviam parado de receber os atos e também destacou a chegada de novas cidades que em 2016 realizarão o Grito pela primeira vez.
 
Confira Estados e cidades que confirmaram atos, de acordo com informações da Coordenação Nacional do Grito dos Excluídos:
 
ALAGOAS 

Palmeira dos Índios

AMAPA

Macapá: O Grito vai sair em frente à Igreja Santíssima Trindade, no bairro Nova Esperança. O grito acontece também nas cidades de Ferreira Gomes, Laranjal do Jarí, Oiapoque, Porto Grande, Santana e Vitória do Jarí.
 
As cidades de Calçoene e Pracuuba realizaram atos nos dias Dia 28 e 27 de agosto. 

AMAZONAS

Manaus: Dia 07/09, 15hs Concentração/animação, em frente a Santa Casa de Misericórdia. Os manifestantes sairão em caminhada até a Praça da Igreja de São Raimundo Nonato

BAHIA

Salvador: Dia 07/09, às 9h, concentração do grito no Campo Grande em direção à Praça Castro Alves, onde o encerramento da atividade está previsto para as 13h.
 
Feira de Santana: Dia 07/09, às 7h, concentração do Grito em frente ao Correio da Av. João Durval, o sindicato dos trabalhadores em Educação.

Itapetinga: Dia 07/09, 08h, concentração na Praça do Forró, ato público e caminhada passando pelos bairros Clodoaldo Costa, ruas dos bairros primavera, Parque da Lagoa, bairro Quintas do Morumbi e Américo Nogueira. Após a celebração, acontece o Sarau popular, com apresentações da cultura popular: cordel, poemas, terno de reis, roda de samba, causos, violeiros, etc.

O Grito também será realizado em Bom Jesus da Lapa, Guanambi, Ilhéus, Mundo Novo, povoado Jequitiba, Jequié, Paulo Afonso, Riachão do Jacuípe, Ribeira do Amparo e Cipó, Santa Cruz e Ubaitaba.

BRASÍLIA

Brasília: Dia 07/09, às 8h30, concentração do Grito em frente à Catedral de Brasília.

CEARÁ

Fortaleza: Dia 07/09, às 8h, concentração do Grito, em frente a escola Delma Hermínia, em frente a escola na perimetral

O grito acontece também em Madalena, Caucaia, Independência, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte, Maranacaú. 
 
ESPIRITO SANTO

Vitória e São Mateus

GOIAS
Goiânia: 

MARANHÃO

São Luis, Brejo, Caxias 

MATO GROSSO

Cuiabá: O Centro Burnier Fé e Justiça realizou desde o dia 30 de agosto um curso com os egressos do Trabalho Escravo, as duas primeiras semanas são sobre cidadania e direitos humanos e a temática do Grito. 

MATO GROSSO DO SUL

Dourados

MINAS GERAIS:
Belo Horizonte: Dia 07/09, 9h concentração do grito na Praça Raul Soares, com intervenções político culturais durante a marcha: direito a comunicação e a cultura, soberania popular sobre a mineração, reforma do sistema político, em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Congonhas: A Arquidiocese de Marina, realizará atividade regional, dia 07/09,  8h – Concentração na Praça em frente a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas – acolhida, com um café, e animação com cânticos; 8h30 – Apresentação dos objetivos do 22º Grito dos Excluídos celebrado na Arquidiocese de Mariana e Oração de Abertura (Mística); 9h – Início da Caminhada em direção ao Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. 

Governador Valadares: onde o grito envolverá toda a Arquidiocese de Mariana e cidades do entorno. Dia 07/09, às 8h, concentração do grito na Praça Serra Lima, o grito será contra a Samarco e Impunidade, reivindicando o Rio Doce vivo.

Montes Claros: Dia 07/09, às 7h30, concentração do Grito na Praça Cel. Ribeiro, caminhada pelas ruas centrais até o desfile oficial. Montes Claros realizou diversas atividades do Grito desde o dia 31 de agosto.

Santa Maria de Itabira: Dia 07/09, 8h: Chegada/café – Campo da Vila; 8:30h: Acolhida/ Animação: Comunidade Quilombola (Barro Preto e Indaiá); 9h: Abertura oficial/ Saída em Caminhada;  9:30h: 1ª- parada: “Degradação/Meio Ambiente”, local na Barra; 10:30h: 2ª- parada: “Política/Exclusão”, local na Fundação Francisco de Assis; 11:30h: 3ª- parada/ encerramento: “Morte”, local na Praça Sagrados Corações. O encerramento terá um almoço coletivo, com macarrão à bolonhesa, preço R$ 5,00, local na Paróquia N. Sra. Do Rosário.

Uberaba: Dia 07/09, o grito este ano no Triangulo Mineiro, terão um grito regional envolvendo as dioceses de Uberlândia, Patos de Minas, e a Arquidiocese de Uberaba, o grito acontecerá na cidade de romaria, a concentração será no trevo da cidade, a partir das 8h30, logo em seguida sairão em caminhada até a Igreja, com diversas atividades, encerrarão às 15h com celebração.
O grito acontece também em Araguari, Barbacena, Bom Jesus do Amparo, Conselheiro Lafaete, Corinto, Governador Valadares, Ipatinga, Mariana e região,  Merces,  Passos, Tarumirim e Uberlandia

PARA

Belém, Gurupá e Cametá

PARAIBA

João Pessoa: Dia 07/09, às 9h, concentração do Grito na Lagoa, e sairá no  final do desfile da Independência, dividido em 5 cinco blocos: o da Democracia será o abre alas, com a denúncia do “Golpe” e com ênfase no “Fora Temer”, haverá ainda o bloco dos direitos humanos (mulheres, negros e o movimentos LGBT contra o machismo, racismo e homofobia); o da luta pela terra e questão indígena (movimentos do campo e os povos indígenas na luta permanente pela terra e identidade); da cultura e comunicação (cultura popular, as expressões artísticas e a defesa pela democratização da comunicação); e o do Trabalho e Dignidade (contra os ataques aos direitos dos trabalhadores em geral).

O grito acontece também em Campina Grande.

PARANÁ:

Curitiba: Dia 07/09, às 8h30, concentração na Paróquia São Benedito, Rua Frederico Stadler Júnior, 441, Bairro Capão da Imbuia – Curitiba, Próximo ao terminal Capão da Imbuia e Detran.

O Grito acontecerá também nas cidades de Apucarana, Foz de Iguaçu, Paranavaí.

PERNAMBUCO
Recife: Dia 07/09, às 9h, concentração do Grito na Praça do Derby.

Garanhuns: Dia 07/09, às 8h, Missa pela Pátria (Igreja do Carmo - Bairro São José) presidida pelo bispo diocesano D. Paulo Jackson; logo após a missa o Grito seguirá para a Praça Dom Moura, em frente ao Centro Cultural de Garanhuns, onde os manifestantes se concentrarão e haverão falas abertas aos participantes e organizações envolvidas na preparação e articulação.

Pesqueira:  Dia 07/09, os agentes da Cáritas Diocesana de Pesqueira montarão uma tenda no centro da cidade para realizar panfletagem explicando o que significa e qual a importância do Grito dos Excluídos, com entrega da Carta sobre as Eleições 2016 escrita pelo Bispo Diocesano, Dom José Luiz Ferreira. 

O grito acontece também em Surubim.

PIAUI
O Grito realizou atividades de 31 de agosto a 5 de setembro em Teresina abordando direitos da mulher e direitos trabalhistas, entre outros temas. 

RIO DE JANEIRO:
Rio de Janeiro: Dia 07/09, a partir das 9h, a concentração do Grito, na Rua Uruguaiana com a Av. Presidente Vargas.
 
Petrópolis: Dia 07/09, às 9h, a concentração do grito será na Praça da Inconfidência, e o bloco do grito entrará na avenida após  o desfile oficial, na Avenida do Imperador , sairão em caminhada até a Praça da Liberdade, onde será encerrado com ato e fala de todos os movimentos envolvidos na organização na frente do busto de Zumbi. A caminhada vai ser acompanhada com integrantes de escolas de samba da cidade, um grupo de capoeira; contará com várias intervenções artísticas (ballet, jazz etc.), música e gritos para motivar os participantes a também gritarem em seus bairros e comunidades.

O grito acontece também em Campos de Goytacazes

RIO GRANDE DO NORTE

Natal: 
As atividades do Grito se iniciaram no final de julho na cidade de Mossoró e seguiram até o dia 6 de setembro com ações em Parelhas e Currais Novos.

RIO GRANDE DE SUL:

Porto Alegre, Passo Fundo e Santa Maria.

RONDONIA

Porto Velho e Guajará Mirim

RORAIMA

Boa Vista: 

SÃO PAULO
 
São Paulo/SP: Dia 07/09, às 9h, concentração do Grito na Praça Oswaldo Cruz esquina com a Avenida Paulista, e seguirão em caminhada até o Parque do Ibirapuera. 

São Paulo/Sé: Dia 07/09, se reuniram na Praça da Sé, e sairão em caminhada até uma ocupação de sírios e palestinos na Liberdade e encerrarão o ato na ocupação de haitianos no Glicério.

Americana/Nova Odessa: Dia 07/09, às 8h, concentração do grito na Rua Leite de Campos, em frente ao número 90, no centro da cidade.

Aparecida: Dia 07/09, às 10h00, acontece o momento do Grito, em frente ao Santuário Nacional,   juntamente com as atividades da 29ª Romaria dos/as Trabalhadores/a, que tem inicio às 8h, com a concentração no Porto de Itaguaçú de onde saem em caminhada até a Basílica, participam do momento do Grito, e às 11h00, acontece a Celebração da  Romaria do Trabalhador.
 
São Bernardo do Campo: Dia 12/09, o grito será à partir das 08h30, na Praça da Igreja Matriz.

São Vicente: A arquidiocese de Santos está concentrando as atividades do Grito na cidade. Dia 07/09, o grito terá início às 13h30, concentração na comunidade Dom Bosco / Animação; 14h00 - Espiritualidade – CEBs; 14h20 - Abertura Oficial; 14h30 - Apresentação Cultural; 14h50 - Formação: Participação Política e Transformação da Sociedade (Voto Consciente); 15h40 - Apresentação Cultural; 16h00 - Resultado dos Pré Gritos (Análise da realidade local que estará acolhendo o Grito); 16h20 - Motivação para a Caminhada; 17h00 – Caminhada será pelas ruas de São Vicente, entre a comunidade D. Bosco e a Paróquia Cristo Rei; ; 18h00 - Missa de Encerramento do Grito dos Excluídos.

O Grito foi acontece também em Alvares Machado, Araçatuba, Campinas, Guararapes, Guarulhos, Jacareí Jundiaí, Limeira, Promissão, Piracicaba, Taubate.  Sorocaba realizou o Grito em agosto.

SANTA CATARINA

São Miguel do Oeste: Dia 07/09. O Grito acontece também em Caçador, Chapecó, Gaspar, Joinville, São José e Tubarão 

SERGIPE

Aracaju

TOCANTINS

Wanderlandia: Dia 07/09.
 

PORQUÊS

Porque esvoaçam os brilhos que descansam no olhos? Os ninhos que se ocultam na boca, chocam verdades? Não eclodem? As sombras disfarçadas pe...