quarta-feira, 28 de junho de 2023

Como anda o Brasil

 Hoje, 28\06\2023 saiu na imprensa os dados do censo do IBGE. A Surpresa é que o crescimento populacional cresceu a metade em relação a 2020. Com média de crescimento de 1,17% para pouco mais de 0,5% em 2022.

A média de idade está aumentando, e a fertilidade caiu, entre outras razões.


Bolsonaro está prestes a se tornar inelegível. Aqui entre nós é muito pouco em vista da imensidão de besteiras cometidas.


Lula não  tem ais o encantamento que possuía  na primeira gestão, mas analisando-se com calma é muitíssimo melhor do que existia com Bolsonaro. O país está sem neuroses,  é ótimo.


Os fascistas querem um nome  alternativo caso o inominável seja impedido de candidatar-se..


Assim vamos.

segunda-feira, 26 de junho de 2023

DESPERTO

 

Mantemos
nossos sonhos
despertos.
Não adormecem,
permeiam
ações
Sustentam
quedas,
norteiam
dúvidas.
Trazem
o futuro
de seu
repouso
intocável
ancestral.
Olham
sem notar
escombros
vazios...
palavras
vãs,
pátios
de esperanças.
Floreiam
nos invernos,
conduzem
tristezas
mansamente
(para não
despertarem)
a recantos
ermos
da saudade.
Pastam
das ervas
do Eden
elixir
desconhecido,
sua continuidade
obsessiva.
Guardam
a morada
em olhares,
discernem.
Sonhos
que não
adormecem,
despertos.

RAIZ

 

Reconhecer-se
semente
pequena
desprezível.
Ainda assim
buscar a terra.
Aprofundar.
Esgueirar-se
entre pedras
que impedem
escolhas,
seca
dos inúmeros
terrenos
vizinhos,
áridos.
Grão
esquecido
das grandes
filas de espera,
silencioso,
com sua dor.
Quer ser
árvore!
Romper
as camadas
da morte,
conquistar
o Sol,
balançar
a copa
da vitória,
aos ventos
fortes
da verdade.
Quer
fazer de si
florestas...
abrigar
seres
desconhecidos
que esvoaçam
mergulham
entocam
em seus arredores
intermináveis.
Densa
floresta!
Frágil
semente!

Todas as reaçõ

NO LIMITE

 

Hoje o poema
dá lugar
a lágrimas...
aguarda
o árido
despertar
das palavras
Coração
periférico
escondido
nas dores,
banido.
Eremita
das palavras
das altas horas,
onde regatos
interiores
despedem
versos assoreados.
Não arrisca
escrever
entre lágrimas...

ESCULTURA

 

De onde
vem
as palavras
em meio
à escuridão
noturna?
Quem as traz?
Como tecem
encaixes
de natureza
com experiência?
Como
agrupam
sentidos
esculpidos
na simplicidade
tornando-os
belos,
deixando
estupefato
o pescador
de versos ?
Quando
termina
o ciclo
onde
o mastro
da Aurora
foi hasteado?
Como
atingir
ápice
do verbo
e silenciar-me
de vez?

SOBREVIVENTES (Um mergulho no Eclesiastes)

 

A vida
é uma
longa
busca
e uma
grande
luta
Não
termina
bem.
termina
em
morte.
A maior
parte
do tempo
é desperdício.
De alguma
forma
em algum
momento
se pergunta:
Para quê viver?
Inicia-se
a busca,
dá-se
sentido
à luta.
Ao final
encontra-se
pouco,
muito
pouco:
a paz
no conforto
das pessoas,
e luta
por justiça

terça-feira, 20 de junho de 2023

VEM AÍ O AMOR DE ESPERA

 Aos amigos informo que estou com meu quinto livro de poemas no prelo. Deve sair em agosto. A editora é do amigo Scortecci. É o AMOR DE ESPERA. Confesso que foi o próprio João Ricardo Scortecci quem provocou a fazer este livro em 2020, pouco após a páscoa de meu filho Rafael. Sabiamente João Ricardo encontrou uma forma de retirar-me daquela dor, ocupando-me com este que é um verdadeiro parto. E quanta paciência ainda hoje, tem comigo, com meu vai e vem, minhas demoras. Minha gratidão a ele por este gesto fraterno. Embora alta noite, sinto-me reconstruído. A dor da perda está encapsulada, nunca perdida. Minha fé me diz que esta é apenas uma separação de tempo determinado. Bem, a manhã já está chegando e é hora de descansar um pouco. Beijos e abraços.

ESPERA INDEFINIDA

  A cama está a espera... reluto. Uma ânsia indefinida  mantém os olhos abertos. Um examinar tudo  permeia o silêncio. Todos dormem...  tamb...