sexta-feira, 22 de setembro de 2023

DEIXE SER...

 Deixe ser...


Muitas regras 

matam!


Deixe 

as pessoas 

seus varais 

de roupas, 

estrelas preferidas 

piscando sonhos.


Porquê 

perfumes 

não decidem(?)

jardins vazios, 

sem vida?


Ah os sorrisos 

gratuitos, 

os passeios 

matinais 

onde o amor 

cruza 

a todo instante.


Deixe 

o calor e o frio, 

a saúde e a doença, 

a pedra e a água, 

porque 

nada e tudo 

fazem parte  

da descoberta.


Deixe ser...

PARTES DE MIM

 


Uma parte 

de mim 

vai ficando 

no trajeto. 


Não é  proposital 

nem casual.


São espaços 

abertos 

de convívio 

compreensões 

furtivas 

nada tomando 

nada perdendo, 

completando.


Não há  

acordos, 

simplesmente 

socializa-se, 

deixa de ser seu.


O caminho 

é um ir 

deixando 

nossas partes  

assumindo 

outras 

em nós. 


Somos 

um imenso 

corpo 

em construção.

domingo, 17 de setembro de 2023

perdido na linguagem

 


Estou com a comunicação truncada. As pessoas dizem algo e entendo diferente. 

De duas uma: ou estou perdendo contato com o mundo, ou vice-versa. Posso estar entrando em uma auto linguagem, ou meta linguagem, sei lá. Solidão de mim, com muito diálogo interior, mais os interesses, as preocupações,  atividades, congestionamentos eternos me tornar inoperantes...

Não entendo mais tudo e nada. 

Nem consigo explicar isso que não sei. 

De um fato tenho consciência.  

A vida é simples e deve-se mantê-la simples.

Aí o amor floresce com sinceridade natural, as amizades tornam-se mais afáveis, o trabalho fica menos complicado, os bares e restaurantes soltam conversas gratuitas, tudo vai bem.

Mas tem uma comunicação atravessada avassaladora, que não consigo entender.

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

EM SUSPENSÃO

  


Meu oratório 

anda relegado 

em minhas distrações.


A preguiça de Deus 

na vela acesa 

substitui 

a ausência 

vigília  

de mim 

de reza 

permanente.


Velo

as misérias 

comprometidas

com o mundo

caçoando

um deus 

atemporal

ahistórico.


Oro 

ao final 

no cansaço 

cobrança 

de Deus.


Aí experimento 

a graça 

que não alcanço 

a frieza 

que não almejo,

deboche de mim

resposta 

às permanentes

distâncias. 


Deus se diverte

das limitações.

Educa...educa.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

PERGUNTAS INSANAS

 

Será que a velhice espanta os fantasmas?
Ou eles permanecem voando por aí?
Será que Terra fará as pazes com o céu ?
Ou continuará girando louca no espaço infinito?
O Ser Humano, entenderá como se forma a nascente?
Andará seco pelos desertos?
O amor, será despejado pela incompreensão?
Restará escondido nos quartos?
As pedras, enfim, respirarão aliviadas?
Esconderão micro civilizações milenares?
A vida confundir-se-á com as flores?
Manterá os espinhos?
As nuvens tornar-se-ão algodão doce?
Namorarão, parcimoniosas, os ventos?
O Sol enxugará as lágrimas?
Restará escondendo-se às noites?
Os prados serão áreas de passeios?
Produzirão tesouros cardíacos?
A cama convidará o cavalo branco alado para sonhos?
Será um porto para nada?
As portas terão lembranças?
Simplesmente se fecham? Despedem?
Permanecerei sem respostas?
Descansarei em dúvidas?
Aceitarei a insanidade das perguntas?
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A HORA É AGORA!

 A hora é agora!

Não há mais tempo.

 

O lugar é aqui!

Não há espaços adequados.

Todo lugar é lugar.

 

Não há argumentos,

Conjecturas.

A solução está em agir.

 

A vida exige ação,

Muita ação.

 

Poucos agem.

 

Muitos observam,

Aguardam.

 

Um beijo está

Para ser dado.

 

Um abraço

Confraternizado.

 

Um livro

a ser lido.

 

Um canto

a ser cantado.

 

Tudo está

para ser

desenvolvido

 

Varrer...

Exige ação!

 

Somos o que fazemos,

Não o que pensamos.

 

Amar é uma conquista!

 

Dizer:

- eu te amo

Requer coragem

Humildade

Ação.

 

Saia

das janelas

da vida,

das eternas

encruzilhadas.

 

Faça valer

o porquê veio.

 

Há

um belo

caminho

Pela

Frente.

 

Enfrente!

 

domingo, 10 de setembro de 2023

DEIXE

 

(Para Marina Prudente de Toledo )

Deixe
as lágrimas
escorrerem livres
pressionadas
pela dor...

Deixe aflorar
a perda,
vidas
ausentes...
fazem falta

Permita-se
abrir
novos jardins,
regar novas
flores

Estamos
em estações...
embarcamos
desembarcamos.

No meio tempo
construímos
templos,
famílias,
trabalho  
geramos filhos,
num frenético
desconhecer
de razões.

Convivemos
alegria e tristeza
em aluvião
imprevisto.

Somos impregnados
pelas flores.
Seus perfumes,
decifram
um bem maior,
pólen oculto.

Fica
nas entrelinhas
da consciência,
limiar da razão.

Assim,
caminhamos
cegos
esta claridade
da vida

PORQUÊS

Porque esvoaçam os brilhos que descansam no olhos? Os ninhos que se ocultam na boca, chocam verdades? Não eclodem? As sombras disfarçadas pe...