Todos temos o dia,
mas...
nem do dia a dia
damos conta,
o que será então
este acontecimento
imprevisto...
final,
despedida
fatal
que afronta
e ponto?
Quem sabe o nome de uma rua...
uma estátua sentada próxima a orla...
Alguns versos guardados...
sorriem os arqueólogos
nas
suas
nuas
escavações.
O pouco
que fica
do muito
que é a vida,
convida
sempre
rever
caminhos
Dia da cruel verdade,
intransponível horizonte,
a qualquer idade
pela barca de Caronte
Se fazemos e desfazemos
criamos e destruímos,
se amamos,
ou nos aproveitamos
qual conclusão teremos ?
Não há despedida
prévia,
mas esquecida
e surpreendida
despedida
póstuma.
Assim,
fica este enlace
meio solto,
como somos
e gostamos,
de pensar
que vamos
face a face
seguindo
eternos
momentos...
Nenhum comentário:
Postar um comentário