quarta-feira, 10 de julho de 2019

VOU TOMAR CONTA DO TEU SONHO.

 Vou tomar conta do teu sonho. Pronto! Já não há mais ditadores, e o excesso de pessoas some das ruas. Os ricos perdem o poder e as crianças podem brincar,ir à escola. Os esquecidos são percebidos, 
exaltados. Um mundo novo é construído. As doenças desaparecem, e a juventude se mantém para sempre. Não se morre mais, mas se passeia sempre.As praças ficam cheias, e as semanas, meses e anos serão feriados, sentidos assim. A criatividade estará livre, sendo proibido apenas o que faz o mal. Por sinal o mal será esquecido até desaparecer. Os gritos, apenas para chamar as crianças para o almoço. No mais, a expressão das faces dirá tudo. Vou tomar conta do teu sonho. Depois você me diga se gostou. Ah...lá os poetas não precisarão mais recitar; será a nova linguagem da humanidade..

 (Para os sonhadores, do antipoeta esquecido no tempo - Joao Paulo Naves Fernandes.)

Entreaberto


A vida é encontro. 

Venha sempre! 

Não se morre,
despede-se. 

Até mais!

 E não se vê quem foi. 


                                                           

Essência

Tenho prazer em me fazer desaparecer. 
Ser um ninguém. 
Um nada.
 Aquele que passa despercebido.
 Ignorado. 
Desconsiderado. 
Há uma liberdade intrínseca, 
uma verdade sempre guardada,
uma vitória sem disputa, 
uma linguagem mais silenciosa que gráfica. 
Sentimental; 
encontro de sentimento e razão, 
e poucas batalhas. 
Só o tempo proporciona isto, 
só a percepção de que andamos 
pouco este tempo todo.

Brenda Silveira contribuiu com a foto

Fechando a porta

Chega um momento em que todos vão ficando cada vez mais distantes, a ponto de quase desaparecerem, não fossem as redes. 
Vão criando realidades novas, conhecendo outras pessoas, acostumando-se a diferentes regiões. 
Ciclo inevitáve! 
Há um enterrar vivo, um desterrar involuntário! 
Neste aprendemos a nos despedir ao estilo francês, distraídos de nós mesmos e de todos.


domingo, 9 de dezembro de 2018

Encontro entre velhos amigos

Final de ano é assim mesmo, período de encontros, malgrado a difícil situação em que se encontra o nosso país. Nosso grupo é de 1970, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. A reunião deu-se no salão de festas do prédio do Guru, como era chamado o Mario. Naquele tempo reabrimos o CEUPES, Centro Acadêmico das Ciências Sociais. Tempo de ditadura, falta de liberdades. Conversamos sobre os velhos e os novos tempos, jogamos bola, com uma contusão no joelho Carlos Roberto Jordon. Eromar deve lançar um novo livro em março. Parece que chama-se O Língua, uma reflexão do Brasil no início de sua colonização, e a consequencia para os índios. Assim passamos a tarde. Franguinho na panela. Um domingo de paz e reencontro.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Pedras e mãos

Ponho-me impotente
diante de sonhos esquecidos.

Nem ressoam tambores
Nem acendem esperança.

Estão vivos,
Mas permanecem
Aguardando
Uma chamada
Da História...que não chama.

Os dias passam
Assistindo
Horrorizados
Xingamentos
Misturados
A delações
Em verniz
Legal,
"Democrático".

Ah se eu chorasse
Mas não posso
Nem devo
Mostrar
Fraqueza
Neste
Instante,
Véspera
Da morte.

Um dia
Quem sabe
As praças
Voltam a ser
Praças.
E o sorriso
Seja
Novamente
Liberado
Do seu crime
De ser natural.

Enquanto isto
Mantenha-se
Atento!

Não provoque!
Esqueça.

Um Brasil adernando imprevisivel

Estamos vivendo tempos de profunda intolerância política, racial, social e de gênero. "Purismo"religioso, radicalismo de direita crescente, liberalismo econômico, tendências autoritárias manifestas, tudo se soma num amálgama que não se sustenta. Não resolve, e não deixa prosperar outra forma. Tudo aponta para a formação incipiente de fascismo, que ainda levará algu a anos até conformar-se ideologicamente. Por enquanto, toma emprestado o neoliberalismo e o fundamentalismo religioso até exercer dominância em alguma nação, para daí se irradiar pelo mundo. Porque a crise não passa, e as instituições não respondem à questão social, e a democracia vai se tornando um impeditivo destas tendências.

PORQUÊS

Porque esvoaçam os brilhos que descansam no olhos? Os ninhos que se ocultam na boca, chocam verdades? Não eclodem? As sombras disfarçadas pe...