quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"Cristãos de Damasco e da Síria precisam de amizade e das orações de todos"


Arcebispo maronita de Damasco fala sobre as primeiras reações após explosão de carro-bomba
Os cristãos sírios estão lá desde o início do cristianismo e já passaram por várias dificuldades e alguns massacres. Este atentado agora, com vários mortos, tem a finalidade de procurar extirpar os cristãos da Síria.

 23 de outubro de 2012(ZENIT.org ) - O ataque perpetrado no domingo, 21 de outubro, no bairro Bab Touma na véspera da missão de paz que levará à Síria cardeais e bispos delegados do Sínodo dos Bispos, renova para os cristãos sírios ansiedades e perguntas que apenas "nos próximos dias poderão ter uma resposta". Mas enquanto isso, "muitos tomaram o caminho do êxodo. Outros se preparam para a possibilidade de uma partida apressada". E uma igreja sem fiéis é destinada a se tornar como uma "testemunha muda".
Assim, numa nota enviada à Agência Fides, o arcebispo maronita de Damasco, Samir Nassar, fala sobre as primeiras reações verificadas entre os cristãos da capital síria após um carro-bomba ter explodido na área cristã da Cidade Velha causando 13 vítimas e dezenas de feridos.
O Arcebispo Nassar descreve as cenas de pânico que ele testemunhou, com os pais correndo aflitos "a procurar seus filhos nas escolas do bairro", enquanto as sirenes de ambulâncias acentuam a sensação insuportável de viver num época apocalíptica. "Alguns fiéis - ressalta - se ajoelharam para rezar o rosário, implorando Nossa Senhora da Paz, antes da missa, que começou com 20 minutos de atraso... Eu celebrei a missa de domingo às 18h, para 23 pessoas apenas, rezando pelas vítimas da manhã e pelos muçulmanos que na Síria estão se preparando para celebrar a festividade de Eid al Adha, em 26 de outubro, na tristeza e no silêncio".
O bairro de Bab-Touma é um lugar simbólico para os mártires do cristianismo na Síria. Aqui - lembra o Arcebispo Nassar - nas mesmas ruas que São Paulo percorreu no tempo de sua conversão e batismo recebido por Ananias, "11 mil mártires em 1860 avermelharam com o sangue cada centímetro quadrado". Até agora Bab-Touma tinha sido poupada da violência que perturba a Síria desde 15 de março de 2011. Agora - se pergunta Nassar - que mensagem quiseram dar com um massacre planejado de domingo, bem na parte da Cidade Velha , onde estão concentradas as igrejas cristãs? "É uma violência gratuita que bate na porta para aterrorizar os últimos cristãos já sofridos?" Antes do terror e da violência - conclui o Arcebispo maronita - o anúncio cristão se manifestava como o da "Cruz redentora, do amor e do perdão". E os cristãos de Damasco e da Síria precisam de amizade e das orações de todos para enfrentar a condição marcada por uma "solidão caótica e amarga". 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

furo mtv Aspas do Dia Soninha Francine 17 10 2012 mircmirc



A Soninha moderna apoiando quem?   Quem?   Quem? Quem?
Serrá que eu seberrarei quem é?
Ou serrá que eu  sss  errarei?
Há dá de 10 nela! 

Estado Laico democrático e Estado Religioso totalitário: mais um lance para avaliação

23 DE OUTUBRO DE 2012 - 10H16 

Partidos laicos ameaçam abandonar Constituinte egípcia


Os delegados de partidos laicos à Assembleia Constituinte egípcia ameaçaram boicotá-la se seus homólogos islamistas persistem em impor premissas religiosas no texto


Ambas as facções se enfrentaram ao longo de meses pela redação de artigos que os constituintes de grupos seculares consideram que darão à sociedade egípcia uma guinada até um caráter mais religioso.

Representantes de entidades laicas advertiram que, caso os delegados islamistas continuem impondo critérios de fé, abandonarão o órgão para revogar sua legalidade.

Entre os artigos mais controvertidos, está o que estabelece a igualdade de direitos entre homens e mulheres, que os islamistas consideram que foi redigido "para satisfazer o Ocidente e seus valores seculares", segundo o delegado salafista Noureddin Alí.

"Não podemos vender nossa religião para satisfazer os seculares ocidentalizados", disse Alí, membro do Partido Nour (Luz, árabe), quem declarou que o Egito é um país muçulmano regido pela charia, a lei islâmica.

O conceito tem sido objeto de discórdias de fundo durante a redação do projeto de Carta Magna, que deve ser submetida a referendo em novembro deste ano.

Para os partidos laicos, o Artigo 2, que reconhece os princípios dessa legislação como fonte de jurisprudência, deve permanecer em sua forma atual, mas seus pares muçulmanos exigem que fique claro que "as regras da charia" são as que regem a vida jurídica do país.

A proposta dos salafistas implica um giro de 180 graus na forma em que até agora se fez justiça, uma possibilidade que seus contrincantes seculares recusam.

O projeto constitucional tem sido objeto de críticas por partidos políticos e organizações de direitos humanos, assim como a composição da Assembleia Constituinte, cuja legalidade está questionada devido a que foi conformada pelo parlamento, dissolvido por ordem da junta militar que governou este país até meados deste ano.

Os questionamentos provocaram distúrbios públicos em duas ocasiões, em 12 de outubro e uma semana depois, em manifestações durante as quais os participantes exigiram uma Constituição que sirva ao conjunto da população, incluídas as minorias religiosas.

Fonte: Prensa Latina

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22/10 /2012 SAO PAULO População quer mais amor em Sampa. E renega prefeito e candidato da calúnia.

domingo, 21 de outubro de 2012

Propaganda Serra está com ferocidade incontrolável

Bastaram sair os resultados das pesquisas do Datafolha  e do Ibope, mostrando uma vantagem de 20 pontos para Haddad, e as propagandas de Serra subiram o tom das críticas ao nível da irracionalidade.

O interessante é que parece não estar influindo em nada nas pesquisas esta retórica do "experiente contra o despreparado".

O que salta à vista é o desejo de renovação que varre a cidade, que desconsidera currículos, porque o mesmo durante tanto tempo acaba por ser pernicioso. O povo não quer mais do mesmo, não importa tanto quem seja. Vide que Russomano quase emplacou, e Chalita cresceu no final da campanha. Se houvessem mais 15 dias e a história seria um embolado total na boca de urna.

Assim, os tucanos parece que irão experimentar uma grande derrota em Sampa, depois de tantas décadas de propaganda subliminar, onde tudo era bom, e não precisava mudar.

Agora vai mudar.


sábado, 20 de outubro de 2012

10 conselhos de Carlos Drummond de Andrade a um escritor iniciante

Retirei no blogue Poolts Eder Bruno, pela importância que este texto oferece de se conhecer mais intimamente o pensamento de Carlos Drummond de Andrade sobre ética, a arte de escrever, originalidade e banalidade, a relação escrita/vida, visão crítica da obra,  talento e genialidade, coerência e ambiguidade, e outras coisitas mais.




Trechos da crônica
 "A um jovem", publicada em A bolsa e a vida (1962):
1. Não acredite em originalidade, é claro. Mas não vá acreditar tampouco na 
banalidade, que é a originalidade de todo mundo.

2. Não fique baboso se lhe disserem que seu novo livro é melhor que o anterior. 
Quer dizer que o anterior não era bom. Mas se disserem que seu livro é pior que o 
anterior, pode ser que falem verdade.

3. Procure fazer com que seu talento não melindre o de seus companheiros. 
Todos têm direito à presunção de genialidade exclusiva.

4. Aplique-se a não sofrer com o êxito de seu companheiro, admitindo embora 
que ele sofra com o de você. Por egoísmo, poupe-se qualquer espécie de sofrimento.

5. Sua vaidade assume formas tão sutis que chega a confundir-se com modéstia. 
Faça um teste: proceda conscientemente como vaidoso, e verá como se sente à vontade.

6. Opinião duradoura é a que se mantém válida por três meses. Não exija maior 
coerência dos outros nem se sinta obrigado intelectualmente a tanto.

7. Procure não mentir, a não ser nos casos indicados pela polidez ou pela misericórdia. 
É arte que exige grande refinamento, e você será apanhado daqui a dez anos, 
se ficar famoso; se não ficar, não terá valido a pena.

8. Se sentir propensão para o gang literário, instale-se no seio de uma geração e ataque. 
Não há polícia para esse gênero de atividade. 
O castigo são os companheiros e depois o tédio.

9. Evite disputar prêmios literários. O pior que pode acontecer é você ganha-los,
 conferidos por juízes que o seu senso crítico jamais premiaria.

10. Leia muito e esqueça o mais que puder. Só escreva quando de todo não 
puder deixar de fazê-lo. E sempre se pode deixar.

Fonte: Michel Laub

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A Cidade Universitária, da USP, é uma contradição com a cidade de São Paulo

Minha filha está com dois stands em uma feira de arte que está acontecendo no Espaço das Artes, localizado na entrada principal da Cidade Universitária, até domingo.

Faz décadas que não entro na Cidade Universitária, embora seja de lá, formado em Ciências Sociais, em 1973 (falo baixo).

Ocorre que o mundo mudou muito desde aquele tempo em que terminei meu curso de graduação, e saí pelo mundo afora para sobreviver enquanto transformava o que via ao meu redor.

Agora, de volta, por instantes  ao apreciar a imensidão desta Cidade Universitária me veio a mente muitos pensamentos.

O primeiro, é que este exagero de espaço com jardins e árvores e gramados imensos são uma ofensa ao mundo pós contemporâneo onde não existe mais nenhum espaço.

Estamos cada vez mais sem espaços, seja aonde moramos, ou na forma como nos transportamos, nos lugares em que comemos, o que sentimos é que o espaço para a vida está progressivamente diminuindo.

Segundo e em decorrência do primeiro, não temos mais tempo, devido à falta de espaço, o que nos atrasa sobremaneira.

No espaço da Cidade Universitária é possível ficar muito tempo se dedicando a um único pensamento, a meditar sobre uma única problemática.

No espaço da cidade de São Paulo não há tempo para se pensar em nada, mas fragmentar vários pedaços de pensamentos, sem se chegar a lugar algum.

Deixo aqui o meu protesto, saudosamente, em notar o quanto a Cidade Universitária está em profunda contradição, e em rota de colisão com a cidade de São Paulo, que a fará desaparecer um dia.

Esta contradição é tão profunda que já é visível logo na entrada, ou na saída.


PORQUÊS

Porque esvoaçam os brilhos que descansam no olhos? Os ninhos que se ocultam na boca, chocam verdades? Não eclodem? As sombras disfarçadas pe...