domingo, 27 de setembro de 2026

PAUSA

 


A noite não termina, 

não me incomodo, 

refaz-me de qualquer modo.


Preciso viver a mansidão...


Quando abro os olhos, 

há um circo de horrores...


Faz pensar: 


-Porquê estou aqui? 

-O quê foi feito do mundo, 

 de mim?


Sim... 

a escuridão e o silêncio 

me refazem, 

estranha vida. 


Permito-me observar 

a quantas anda 

minha presença por aí. 


As pessoas querem tudo,  

nos absorvem 

com toda sorte de coisas, 

"importantes" e rotineiras,

estão sempre aí...


Vivo de escolhas 

antes do caminho, 

antes de decidir, 


O principal passa ao largo, 

e declino muito

(como um endividado 

que se esconde 

por onde anda)...


Noite que não termina, 

rumina, 

mastiga, 

digere situações...

devolve-as 

novamente 

à mente...

lentas soluções.


Amanhã 

promete 

ser 

um dia 

quente.


Estarei preparado...


Andarei por perto 

das pequenas coisas 

e do esquecimento, 

impossível preocupar-me, 

não me pegam... 


Porque o circo de horrores 

está aí,  

presente...

torturando...

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  A noite não termina,  não me incomodo,  refaz-me de qualquer modo. Preciso viver a mansidão... Quando abro os olhos,  há um circo de horro...