segunda-feira, 11 de março de 2013

A ambiguidade da contemporaneidade com o retorno ao passado meio ambiental

Os exemplos são inúmeros. Ontem um ciclista foi atropelado dentro da ciclovia e teve o braço amputado no acidente. Tragicamente, o braço caiu dentro do carro e o piloto causador do acidente só deu pela presença do braço em seu carro bem mais tarde. Sem controle, jogou o braço num rio. Dá para acreditar?
Por outro lado como entender o retorno à bicicleta, dita bike, numa época de alta tecnologia. Contradição das contradições.
Conclusão: o ser humano se verá forçado a retornar à práticas antigas, porém mais saudáveis, ao mesmo tempo em que utiliza da tecnologia de ponta, sem comprometer o meio ambiente.. Este é o princípio, mas vendo como é a racionalidade do desenvolvimento, acredito que este processo somente virá através de muita luta, e confrontos entre os "desenvolvimentistas" e os "feudais".

sábado, 9 de março de 2013

Sábado de dilúvio em Sampa

Chove muito em São Paulo. Inundação em muitos lugares. O paulistano já não pode se movimentar mais. E a chuva não pára. É torrencial. Em pleno sábado

Os grandes herois não são públicos.

Estou cansado de ler todos os dias notícias da imprensa me impondo fulano ou ciclano como grandes estadistas e heróis deste ou daquele povo e nação.
Mentira das mentiras!
Os verdadeiros heróis estão escondidos no submundo da vida, desconhecidos de todos, absolutamente todos. Nem a mim mesmo tem sido possível identificá-los. Se os vejo, logo os esqueço, pela simplicidade de seu heroísmo.
Há uma mãe que escova os dentes de seu filho, todo paralisado sobre uma cama, sem conseguir falar. Ela elogia aquela "sobra" de seu filho com toda a esperança de uma mãe, com todo o otimismo de uma mãe. Fico olhando a grandeza daquela mulher desconhecida do mundo. Que mulher extraordinária!, Não há Lula, Nem Aécio Neves, ou Geraldo Alckmin, ou Dilma, que suplante esta mulher. Ela está acima deste pequeno grupo seleto. Acima de todos nós, de mim, inclusive, que vos escreve.
Há um homem, com seu terno bem arrumado, há quase dois anos sentado ao lado da cama onde a esposa padece de câncer. Ela nem fala mais, mas entende e sabe de sua presença ao seu lado. Ao final da tarde, ele se dirige à capela do hospital, para agradecer a Deus o dia passado. Herói dos heróis!
Há ainda a bela jovem, que a cada dia definha mais e mais, consumida pela doença, em terna e serena paz, sem reclamar da vida, de ninguém. Quem sabe, não conheceu um homem, não teve uma noite de amor, não passou pelas experiências básicas da vida. Contemplo-a em sua pureza de quem não se sujou com a vida.
Ou o rapaz perdendo massa encefálica a toda hora para o tumor, e ainda assim, mantendo o desejo de viver.
Grandes heróis do mundo, maiores que os heróis nacionais.
Deveriam criar o Memorial dos heróis desconhecidos.
Nele caberiam milhares de pessoas anônimas, que diariamente suportam o insuportável.
A eles a nossa mais simples reverência, para não usurpar sua anonimidade.

Depois de matar, esquartejar, dar os pedaços aos cães, Bruno ficará apenas 3 anos na cadeia

Como a justiça não satisfaz. Estamos sempre murmurando a ausência de uma justa condenação. O medidor é diferente para cada pessoa. Para alguns, deveria ser condenado à morte, ainda que não tenhamos pena de morte. Outros, que deveria ficar a vida inteira na cadeia, devido a monstruosidade de seu crime.  Outros ainda, 30 anos, e assim vai.
O que ninguém esperava era saber que o goleiro deverá permanecer mais três anos e depois, voltar a jogar futebol.
Olho outros casos que tiveram manchete, e em sua maioria, a decisão do magistrado ficou aquém do esperado. Crimes horríveis, indescritíveis, inenarráveis.
Pergunto ao meu interior, e a quem ele escuta, se neste planeta existe a justiça completa?
Respondo de imediato que não.
Minha visão de mundo, entretanto, acredita que deva existir uma justiça completa, que faz o ajuste de contas, em algum momento e fora do momento, na ausência de tempo.
Se não acreditar nisto, então todos os crimes são passíveis de serem cometidos, e teremos uma moral permissiva para tudo o que é errado.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Linha vermelha parou ontem na Bresser Mooca

O trem demorou, e demorou. O povo foi ficando sem paciência. Quando cheou o primeiro trem do fundão da zona leste, estava simplesmente lotado.
Não deu outra: lotou mais ainda. Daquelas de entrar gente segurando a porta até todos conseguirem se espremer dentro do vagão.
A cada estação que o trem chegava, mais apertava.
Na Estação Pedro II, não deu mais.
Foi quando um passageiro gritou:
-  Tem uma mulher grávida aqui dentro! cuidado! Em alagoas nunca aconteceria uma situação desta.

E um passageiro respondeu de pronto:
- Em alagoas não tem metrô!

O vagão inteiro riu.

Não sabia se ria ou se chorava daquela desgraça.

Sorte por Alagoas não ter metrô. Transporte safado este hoje.

Não pude, entretanto, deixar de ter aquele sorrisinho nos lábios...

_ Alagoas não tem metrô.

Lá ainda não chegamos a tal ferocidade.


quarta-feira, 6 de março de 2013

Morte de Chaves tornará o movimento bolivariano ainda maior

Depois da morte de Yasser Arafat, suspeitíssimo, nada mais se deixa de desconfiar. Chaves deu uma demonstração inequívoca de sua fidelidade à causa do mais pobre, e como no Brasil, enfrentou também a grande imprensa e os grandes empresários, com todo o preconceito que eles tem contra o povo. Chaves conseguiu se dividir em cada um dos venezuelanos. Nosso pesar por esta morte. Que Deus o receba e possa ele finalmente contemplar a igualdade perfeita.

domingo, 3 de março de 2013

Como é bom viver!

Acordar no domingo, a mulher ao lado, o cão ao pé da cama, cutucando-me para sair. Não há preço que pague isto, tão simples e tão rico.
Levantar-me, lavar-me e logo colocar-me na rua, debaixo de uma ausência de gente, que dorme, e de um sol radiante para poucos.
Ler o jornal com suas mentiras trabalhadas e suas verdades parciais, classistas, esperando minha decodificação ideológica.
Elevar o pensamento ao alto, em silêncio íntimo, confidenciando meus receios, mais do que as alegrias.
Imaginar-me onde estou, sem imaginação.: o maior sonho.
Os ricos não têm seda que proporcione este estado, e muitos pobres não percebem o dom gratuito.
Hoje 03 de março, o sol levanta seu rosto sobre a terra de Vera Cruz com seu clarão cego.
Bom viver, bom ser brasileiro, bom bom bom.

DÍVIDAS

   Os problemas  não adormecem,  estão dispostos                    nas prateleiras,  como integrantes  da familia: são mobílias,  vasos,  t...