Deixo
correr manso
este grande rio da vida..
suas águas
ensinam as pedras,
moldam suas durezas
no longo tempo,
tornam-nas belas,
adquirem vida
na paisagem.
Compreendo
quão estreitas
são certas passagens,
exigem consciência,
decisões,
soluções rápídas,
sob o risco
de estravasarem
pelas márgens,
serem absorvidas
precocemente.
Aceito
a extensa largueza
de oportunidades
a perder de vista,
onde tudo cabe,
cabedal pujante,
calmas passagens,
onde desfrutamos
paz,
convívio,
amorosidade.
Alimento
lagos...
as grandes teses...
imaginam corredeiras,
demonstram
suas pertinências,
inconsistências,
o que há de vir...
Sofro
secas,
inundações,
elementos externos...
dependência
da sobrevivência,
desenvolve a criatividade
Caminho
percursos contínuos,
contornos...
formas estéticas
de tratar temas
tão constantes
sempre sobrevém.
Desemboco
num mar amplo
onde continuo,
integrados,
como desaparecido
num grande
encontro,
total...
Medito
sobre as fontes,
filtros subterrâneos
que tudo retém
doces águas
cristalinas,
trazem a enzima
do que vou ser...
o alto mar
suas vagas
permanentes,
onde dissolvo-me
no intervalo..
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