terça-feira, 21 de julho de 2026

RIO DA VIDA

 


Deixo 

correr manso 

este grande rio da vida..

suas águas 

ensinam as pedras,

moldam suas durezas 

no longo tempo,

tornam-nas belas, 

adquirem vida 

na paisagem.


Compreendo 

quão estreitas 

são certas passagens, 

exigem consciência, 

decisões, 

soluções rápídas, 

sob o risco 

de estravasarem 

pelas márgens, 

serem absorvidas 

precocemente.


Aceito 

a extensa largueza 

de oportunidades

a perder de vista, 

onde tudo cabe, 

cabedal pujante, 

calmas passagens, 

onde desfrutamos 

paz, 

    convívio,

       amorosidade. 


Alimento 

lagos...

as grandes teses...

imaginam corredeiras,

demonstram 

suas pertinências, 

inconsistências, 

o que há de vir...


Sofro 

secas, 

inundações, 

elementos externos... 

dependência 

da sobrevivência, 

desenvolve a criatividade


Caminho 

percursos contínuos,  

contornos...

formas estéticas

de tratar temas 

tão constantes 

sempre sobrevém.


Desemboco

num mar amplo 

onde continuo,

integrados, 

como desaparecido

num grande 

encontro, 

total...


Medito 

sobre as fontes, 

filtros subterrâneos 

que tudo retém 

doces águas 

cristalinas, 

trazem a enzima 

do que vou ser...

o alto mar 

suas vagas 

permanentes, 

onde dissolvo-me

no intervalo..

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