quinta-feira, 23 de julho de 2026

LIMITE DOS VERSOS

 Termino os poemas por obrigação, porque tudo termina.


Na verdade eles sempre seguem, reciclam.


Extrapolam contextos, arvoram novos concertos.

Mantém a instabilidade do devir, em permanente mudança.


São como pergaminhos a serem decifrados para as novas realidades, diferentes gerações, sistemas políticos.


Seus limites estão na receptividade dos corações experientes.


Estão postos ao final das tardes, quando, fatigadas as pessoas buscam encontrar explicações sobre a vida. 


Depois somem novamente, porque nem se confundem com o amor propriamente dito, nem com o árduo trabalho.

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IMPREGNADO

  Não tenho como esquecer  impregnado que está...  se é dor,  ficam partículas  de solidão,                       pesar,                    ...