Nada como ser rústico,
antigo,
resistente
ao moderno,
à tecnologia...
Ter o Sol para despertar
depois de almoçar,
espreguiçar...
Ver que ainda é dia
e tudo caminha devagar,
sem a perseguição
do sofrimento,
essa correria
que declino de falar
Nada como agradar a mulher,
declarar seu amor à tarde,
entre beijos...
afagar suas costas cansadas,
sem apagar a luz...
sempre brilha
o amor no tempo
Ora, se perdi a estirpe,
os cabelos caíram,
pouco se me dá
ter dor ao levantar,
se é de paz que preenche
este lânguido presente.
Vou assim,
experiente deste outono
ingreme e clemente,
tranquilo ao caminhar.
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