quinta-feira, 8 de maio de 2014

Vandalismo anticristão

Comunicado das Escolas Católicas de Israel
NAZARé, 08 de Maio de 2014 (Zenit.org) - Nesta segunda-feira, 05 de maio, o Patriarcado Latino de Jerusalém publicou a tradução do comunicado redigido em Árabe, pelo Secretário-Geral das Escolas Católicas em Israel, depois dos actos de vandalismo e das ameaças que atingiram a população cristã do país. Eis o texto na íntegra:
Queridos directores, professores, funcionários e estudantes,
No decorrer de uma reunião realizada hoje, 30 de Abril de 2014, a Administração do Secretariado Geral denunciou veementemente os actos de violência, lembrando, nomeadamente, os factos que se seguem.
Que os actos recentemente cometidos pelos fundamentalistas contra as nossas igrejas, os nossos lugares santos nos deixam profundamente consternados e nos fazem questionar – mas que educação receberam estes fundamentalistas?
Entre outros actos, lembramo-nos do que teve lugar na Abadia de Latroun, depois no Mosteiro de Deir Rafat e, agora, os que tiveram como alvo as igrejas de Tabgha e de Bassa, sem esquecer a carta de intimidação enviada a S.E. o Bispo Boulos Marcuzzo, ameaçando cada cristão, cada homem de uma consciência viva.
Em resposta a tudo isto e sempre dentro do espírito de caridade que incutimos nas nossas escolas, afirmamos que não temos medo, pois Deus está connosco. Não temos medo de ninguém, no entanto temos medo por cada um. E levamos a sério esta ameaça porque tememos pelos nossos filhos e é por esta razão que nós nos dirigimos aos responsáveis civis para que sejam tomadas as medidas necessárias.
Fazemos também saber que o primeiro tempo lectivo do dia 5 de Maio, (data anunciada na carta de ameaças), será consagrado a um curso de educação e sensibilização para os nossos alunos. Os professores poderão discutir com os alunos estes últimos acontecimentos e como gerir a situação com bom senso.
Pedimos assim a cada director de escola que envie uma carta queixa ao comissariado de polícia da zona da sua escola, para que assegure a protecção dos nossos queridos alunos.
Afirmamos também que os nossos símbolos religiosos continuarão a ser vistos nas nossas regiões e na nossa pátria, e confiantes em Deus repetimos:
“Não temo nenhum mal, pois Tu estás comigo”
Juntamos assim a nossa voz à dos Ordinários Católicos da Terra Santa que publicaram um comunicado.
Com as nossas melhores saudações, amor e respeito.
P. Abdelmassih Fahim, OFM
Secretário-geral das escolas Católicas em Israel.

Reflexão que Deus me abriu para meditar durante uma oração matinal



O arrependimento é a porta de entrada da Graça de Deus em nossa vida. À partir de um arrependimento verdadeiro, que leve a mudanças concretas nos hábitos e atitudes, Deus encontra guarita em nossos corações, iniciando-se uma nova relação, onde a vida assume um significado renovado em todos os aspectos.
Quero entretanto fazer uma consideração, não em relação às novas pessoas convertidas, mas às já convertidas há muito tempo. Estas consideram-se salvas e plenas da Graça. Ocorre que existe uma conversão diária obrigatória, de revisão de tudo o que somos e fazemos. Mas estes "salvos" não cogitam passar por novos arrependimentos para manterem-se puros. Ao contrário, fazem arrependimentos parciais, se tanto, como se Deus não se apercebesse disto, e depois agem como se não tivessem mais satisfação a dar aos irmãos afetados por seus erros. Não é assim. Todo arrependimento de um mal, que não se expressa plenamente diante dos atingidos, torna-os igualmente parcialmente satisfeitos, e parcialmente desconfiados. Assim, pode-se encontrar na Igreja de Cristo, e nas demais cristãs, pessoas que vão ficando sem a Graça de Deus, ainda que se achem os melhores dos cristãos. O exercício da humildade sincera é um bom início de correção para isto.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Assassinato de Fabiane Maria de Jesus em Guarujá: lições a aprender
















Querida amiga Advogada, Poetisa e Escritora Zezé Wagner


Minha lista de amig@s cresce substanciosamente cada vez mais. Agora a amiga qualifica ainda mais essa comunhão de pessoas valiosas, bondosas e justas com sua participação nesta rede de apoios para que cheguemos a um milhão de acessos neste blog e no apoio a Ibrapaz, sua filha. 


Ontem li uma amiga contar que se levantou várias vezes de sua cama à noite, sem conseguir dormir, completamente perturbada com as barbáries praticadas por pessoas que assassinaram Fabiane Maria de Jesus, em Guarujá, litoral de São Paulo. Isso que ela assistiu as senas de horror apenas pela TV, à distância. Minha amiga escreveu que as imagens da turba irada a forçavam a imaginar as dores de Fabiane, uma jovem mulher de apenas 33 anos de idade. Sua imaginação transportou os gritos da multidão e o sofrimento de Fabiane para sua mente, como num filme de horror.


É exatamente isso o que importa, querida amiga Zezé, não nos acostumarmos insensivelmente com a barbárie gerada pela mídia dominante e violenta, seguida cegamente por pessoas desorientadas e abandonadas pelas políticas públicas. 


O que acontece em Guarujá nos ensina no mínimo duas lições: 


1.    que há um clima criado no País para jogar o povo na guerra com base no  modelo “irmãos contra irmãos”. As marcas desse modelo são as da intolerância, da discriminação e a negação do outro, principalmente quando se trata de indígenas, de negros, de mulheres e de pobres, notadamente as pessoas que carregam em seus rostos as marcas desses seguimentos humanos, culturais e sociais. Não é primeira vez que isso acontece, incluindo como uma das causas do tsunami destruidor as polícias brasileiras. Os casos de Amarildo e de Cláudia Ferreira da Silva são representações dolorosas do que a polícia a serviço da elite branca é capaz de fazer. Acentuo que esses dois casos são mais do que duas cobaias da polícia racista e antissocial, por serem pobres e negros; um trabalhador da construção civil e, outra, uma doméstica e moradora de um morro, por muito tempo abandonado pelo Estado a serviço do capitalismo concentrador de riquezas.  Amarildo e Cláudia são símbolos de todo o povo brasileiro cujos problemas sociais eram e são confundidos com questões policiais.


O que aconteceu em Guarujá não foge do núcleo motivador do que a polícia despreparada, carrancuda e odiosa faz em todo o Brasil. Os moradores de Guarujá mataram Fabiane com motivação religiosa, moralista e fundamentalista, características valorativas do conservadorismo que mobiliza a direita a pregar o ódio e a destruição social em todo o País. Essa direita nazifascista tem seus representantes na mídia através da “papagaiagem” de Reinaldo Azeredo e Rachel Sheherazade que ocupam espaços privilegiados para pregar o ódio. O jornalista Paulo Nogueira, no seu blog Diário do Centro do Mundolista frases inteiras que leitores de Azevedo escrevem, acolhidas por este, que lhes abre espaços para divulgar crimes e atentados à democracia e ao estado de direito no G1, um site da Globo.  Veja essa com referência do ex-deputado José Genoíno:  “Alguém tem que matar esse cara!!! Tá na hora de invadir a casa desses políticos e matar todo mundo!!! Eu vou ficar e organizar tudo pela net. Preciso de voluntários para fazer o serviço sujo.”“Morre logo, Genoino!”, ‘brada outro comentarista. Um outro diz que o vaso sanitário deveria ter caído na cabeça de Genoino.’ Hoje a mídia divulga artigo do insano, fanfarrão e falso romântico, o coroa decadente Arnaldo Jabor. Esse medíocre cineasta serve a direita usando linguagem cinematográfica para mentir, enganar e confundir a direita ignorante e iletrada, mas sempre e inegavelmente sob um fundo golpista de quem baba de ódio contra o povo. Jabor é monumentalmente raivoso ao ponto de pregar o golpe militar, sem tergiversar. O comentarista de gestos treinados à frente de espelhos ignora os crimes perpetrados pela ditadura civil-militar no Brasil. Para ele não importam casos como os feitos de Paulo Malhães, um dos maiores torturadores e assassinos da ditadura, recentemente morto provavelmente por companheiros criminosos dele, temerosos que ele abrisse a boca e os dedo durasse à Comissão da Verdade, como na verdade começou a fazê-lo. Malhães contou que torturava, matava e mandava destruir as arcadas dentárias e as mãos dos mortos para que não fossem reconhecidos. Contou que matou Onofre Pinto com uma injeção letal e depois abriu-lhe a barriga e nela enfiou uma caixa de câmbio de jipe para jogá-lo num rio.  As perseguições de Jabor são a tradução verborrágica de Malhães, que faz pela TV, por jornais através de artigos sujos e de comentários de rádios contra patriotas brasileiros, além de pregar o golpe de Estado, incita o povo a excluir líderes políticos contra quem nutre ódio, rancor e contra quem mente e calunia. Jabor anseia o retorno dos tempos neoliberais de entrega do País aos interesses dos que somente almejam enriquecer e a acumular privilégios com o empobrecimento do povo, dos trabalhadores. O cineasta decadente advoga que o poder de Estado seja entregue a correntes impatrióticas e a “políticos” de moralidade pessoal duvidável. Nota bem amiga Zezé, não sou moralista ao ponto de achar que os problemas pessoais devam se misturar à vida pública dos cidadãos. Porém, é verdade que as pessoas são nas suas relações pessoais o que são socialmente. Jabor, quando interessa aos negócios abjetos, tenta fazer o povo brasileiro de bobo ao defender que a direção do País deva ser entregue a um cidadão que é parlamentar num Estado da Federação Brasileira e vive de bebedeiras, de festas, de consumo de cocaína noutro Estado, belo por suas praias e exposição ao sol, já que o seu Estado original não dispõe dessa riqueza natural. Jabor, mesmo nos tempos de luta a favor dos direitos das mulheres, insaciável pelo retorno da direita, não se importa que seu candidato tenha em seu currículo a mancha de homem que bate em mulher. Tudo o que importa a Jabor e à direita é mentir, ameaçar, fazer bravatas e incentivar o ódio bestial.


Portanto, o caso terrível que tirou a vida de nossa irmã brasileira Fabiane Maria de Jesus não é somente motivado por uma página do Facebook que pregava preconceitos contra uma pessoa que praticava religião de magias. Aquele caso ultrapassa o incentivo dado por páginas mal usadas e de modo desprezível nas redes sociais. O que há por trás é a direita e seus agentes Jabor, Azeredo, Scheherazade, Dantena e outros raquíticos mentais e ideológicos, a serviço do terror e da morte. Essa direita coliga-se internacionalmente em apoio a golpistas e assassinos de todo o mundo, como o próprio Arnaldo Jabor deixa  entender quando fala mal de bolivarianos etc (clique aqui para ler). Jabor prega o retorno das prisões, das torturas, das mortes e da venda do Brasil, assim manterá seu emprego na Globo e o emprego de sua mulher com o entreguista José Serra.


2.    Quem matou Fabiene Maria de Jesus foi um grupo de pessoas que a confundiu com uma mulher contra quem havia a suspeita de magia negra com o uso de cadáveres de crianças mortas por ela para sacrifícios religiosos, disse seu marido à imprensa. Ora, aí está o mal que representam as trevas a que é jogado nosso povo, que os mesmos agentes acima mencionados querem usar e influenciar para atrair golpes contra a justiça social, a democracia e o País. 


Há séculos nosso povo é excluído da educação que constrói consciência política e social quanto aos direitos humanos. À margem do desenvolvimento que educa, o povo, que é maravilhoso depositário da energia revolucionária, briga instintivamente contra tudo e contra todos, sem agenda clara e sem bandeira essencial. Sem a justiça, porque esta se ocupa com teorias dos domínios dos fatos da casa grande e dos golpes contra os direitos dos heróis nacionais, o povo se vê abandonado em sua falta de direitos quanto a segurança e a justiça . A polícia usada para defender os interesses dos que odeiam o povo o tem como alvo de suas balas de chumbo, de borracha, de seus cassetetes, de seus sprays de pimentas para jogar nos olhos já cegos de verdades essenciais, de seus sacos plásticos para matar e sufocar os Amarildos, não participa de políticas públicas de segurança popular porque o Estado não serve ao povo, mas à elite dominante dos Jabor, dos Azeredo, das Rachel, dos Dantena, da mídia mentirosa e golpista e de outros inimigos sociais. As igrejas voltam-se para os negócios com os dízimos do povo e não têm consciência social, porque debruçam-se aos pés dos deuses de ouro e abandonam o povo, sobrecarregando-o com moralismos fundamentalistas. Os educadores debatem-se com a tarefa daninha de preparar mãos de obra para o mercado mesquinho e não têm formação nem consciência para ajudar o povo a enxergar os raios de luz que vêm de fora da caverna do senso comum, como no mito da caverna de Platão. 


Nós outros, intelectuais orgânicos e lideranças do povo, temos que nos ocupar com a luta de trabalhar com ele, objetivando desconstruir o modelo manada e boiada que lhe impõe a classe dominante e seus agentes perniciosos, como identifiquei acima. 


Fabiane Maria de Jesus é mais uma heroína brasileira vítima da classe dominante e da bestialidade cultivada no coração de nosso povo. Mas o sangue da jovem mulher Fabiane corre pelas ruas de Guarujá e suas feridas de morte ensanguentam o solo brasileiro, a gritar por justiça social sem golpes e sem espaço para os golpistas de plantão.


Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz, mais do que nunca.

Dom Orvandil: bispo cabano, farrapo e republicano, em todas as circunstâncias.  

terça-feira, 6 de maio de 2014

Cristãos sem vaidade e sem sede de poder e dinheiro


Francisco afirma que é preciso seguir o Senhor com retidão de intenção
Por Redacao
05 de Maio de 2014 (Zenit.org) - Há pessoas na Igreja que seguem Jesus por vaidade ou por sede de poder e dinheiro. Que nosso Senhor nos dê a graça de segui-lo só por amor. Esta foi a mensagem do papa Francisco extraída das leituras de hoje e explicada na homilia da missa celebrada na capela da Casa Santa Marta.
No evangelho do dia, Jesus repreende a multidão que o procura porque tinha se saciado depois da multiplicação dos pães e dos peixes. O Santo Padre nos convidou a perguntar se seguimos o Senhor por amor ou para ter alguma vantagem. “Porque nós somos todos pecadores e sempre existe algo de interesse que tem que ser purificado no seguimento de Jesus. Temos que trabalhar interiormente para segui-lo por causa dele mesmo, por amor. Jesus alude a três atitudes que não são boas para segui-lo ou para buscar a Deus. A primeira é a vaidade”. Em particular, explicou o pontífice, ela aparece nos dirigentes religiosos que dão esmola ou jejuam para aparecer.
“Eles gostavam de se exibir e se comportavam como verdadeiros pavões! Eram assim. E Jesus diz: ‘Não, não pode ser assim. Não pode. A vaidade não faz bem’. E, algumas vezes, nós fazemos as coisas tentando nos mostrar um pouco, procurando a vaidade. A vaidade é perigosa, porque nos faz cair imediatamente no orgulho, na soberba, e, depois, tudo termina nisso. Eu me pergunto: Como é que eu sigo Jesus? As coisas boas que eu faço, faço escondidas ou gosto que todo o mundo me veja?”.
“E também penso em nós, os pastores, porque um pastor que é vaidoso não faz bem ao povo de Deus”. Pode ser um sacerdote, um bispo, mas, se ele “gosta da vaidade”, então “não segue Jesus”.
“A outra coisa que Jesus repreende em quem o segue é o poder. Alguns seguem Jesus, mas ‘só um pouco’, não com plena consciência, um pouco inconscientemente. Porque eles procuram o poder. O caso mais claro é o de João e Tiago, os filhos de Zebedeu, que pediam a Jesus a graça de ser o primeiro-ministro e o vice-primeiro-ministro quando chegasse o Reino. E na Igreja há muitos ‘arrivistas’! Há muitos que usam a Igreja para subir… Se é isso que você quer, faça alpinismo: é mais saudável! Mas não venha à Igreja tentar subir! E Jesus repreende esses arrivistas que procuram o poder”.
“Só quando vem o Espírito Santo é que os discípulos mudam. Mas o pecado em nossa vida cristã permanece e seria bom nos perguntarmos: Como é que eu sigo Jesus? Só por Ele, até a cruz, ou procuro o poder e uso um pouco a Igreja, a comunidade cristã, a paróquia, a diocese para ter um pouco de poder?”.
“A terceira coisa que nos afasta da retidão de intenções é o dinheiro”.
“Quem segue Jesus por dinheiro tenta se aproveitar economicamente da paróquia, da diocese, da comunidade cristã, do hospital, do colégio… Pensemos na primeira comunidade cristã, que teve essa tentação: Simão, Ananias e Safira… Essa tentação existiu desde o começo e nós conhecemos tantos bons católicos, bons cristãos, amigos, benfeitores da Igreja, inclusive com condecorações várias… Muitos! Mas, depois, descobrimos que eles fizeram negócios um pouco obscuros: eram verdadeiros especuladores e ganharam muito dinheiro! Eles se apresentavam como benfeitores da Igreja, mas recebiam muito dinheiro e nem sempre era dinheiro limpo”.
“Peçamos ao Senhor a graça do Espírito Santo de ir atrás dele com retidão de intenção: só por Ele. Sem vaidade, sem desejos de poder e sem desejos de dinheiro”.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Homilia do papa na Casa Santa Marta: chorei pelos cristãos crucificados

Homilia do papa na Casa Santa Marta: chorei pelos cristãos crucificados
O Santo Padre fala de três ícones: o amor de Jesus, a hipocrisia de alguns dirigentes religiosos e a alegria dos mártires cristãos
Por Redacao
CIDADE DO VATICANO, 02 de Maio de 2014 (Zenit.org) - Na homilia de hoje na Casa Santa Marta, o Santo Padre recordou aos cristãos que eles continuam sendo presos e assassinados em nome de Deus por mostrarem o evangelho e a cruz ao mundo. Francisco confessou ter chorado com a notícia de que alguns cristãos foram crucificados recentemente em um país em conflito.
O pontífice refletiu sobre o evangelho de hoje, que fala da multiplicação dos pães e dos peixes, e sobre a leitura dos Atos dos Apóstolos, em que os discípulos de Jesus são flagelados pelo sinédrio.
O papa propôs três ícones: o primeiro é o amor de Jesus pelas pessoas e a sua atenção aos problemas delas. Ele não se preocupa com o número de seguidores, mas com os seguidores mesmos: Ele fala, prega, ama, acompanha, caminha com as pessoas. E fala com autoridade, "com a força do amor".
O segundo ícone são os "ciúmes" das autoridades religiosas da época. "Eles não toleravam que as pessoas fossem atrás de Jesus! Não toleravam! Tinham ciúmes. Esta é uma atitude feia. E dos ciúmes, à inveja. Nós sabemos que o pai da inveja é o demônio, por cuja inveja o mal entrou no mundo", afirmou o papa. "Aquelas pessoas sabiam bem quem era Jesus: elas sabiam! Eram as mesmas pessoas que tinha dado dinheiro para os guardas dizerem que os apóstolos tinham roubado o corpo de Jesus".
"Eles pagaram para silenciar a verdade. Mas, quando se paga para esconder a verdade, estamos falando de uma maldade muito grande. As pessoas sabiam quem era aquela gente. Elas não seguiam aquela gente; só a toleravam, porque era gente que tinha autoridade: a autoridade do culto, a autoridade da disciplina eclesiástica daquela época, a autoridade sobre o povo... Jesus diz que eles amarravam pesos opressivos sobre os fiéis. Eles não toleravam a mansidão de Jesus, a mansidão do Evangelho, não toleravam o amor".
O pontífice recordou que, durante a reunião do sinédrio, há um "homem sábio", Gamaliel, que propõe que os líderes religiosos libertem os apóstolos. Mas os líderes religiosos, disse o papa, "com as suas manobras políticas, com as suas manobras eclesiásticas, continuaram dominando o povo. Depois que aquele homem sábio falou, eles chamaram de novo os apóstolos, mandaram flagelá-los e ordenaram que eles não falassem mais em nome de Jesus. E depois os soltaram. Eles eram os donos das consciências, eles se sentiam com esse poder. Donos das consciências... E ainda hoje, no mundo, existem muitos".
O papa contou que chorou ao ver a notícia de "cristãos crucificados em um certo país não cristão. Ainda hoje existe essa gente que, em nome de Deus, mata, persegue". Francisco disse que também vemos hoje muita gente que é "como os apóstolos", "pessoas felizes por ser julgadas dignas de padecer pelo nome de Jesus". E este foi o terceiro ícone mencionado pelo papa: "a alegria do testemunho".
Francisco repassou: "Primeiro ícone: Jesus com as pessoas; o amor, o caminho que Ele nos ensinou. Segundo ícone: a hipocrisia daqueles dirigentes religiosos do povo, que tinham aprisionado o povo com todos aqueles mandamentos, com a legalidade fria, dura, e que pagaram para esconder a verdade. Terceiro ícone: a alegria dos mártires cristãos, a alegria de tantos irmãos e irmãs nossos que, na história, escutaram essa alegria, essa felicidade de ter sido julgados dignos de padecer em nome de Jesus. Hoje também há muitos! Pensem que, em alguns países, só por se ter um evangelho, se vai para a cadeia. Não se pode usar a cruz: eles cobram uma multa. Mas o coração é feliz. Os três ícones: vamos olhar para eles hoje. Isso faz parte da nossa história de salvação".
O Santo Padre fala de três ícones: o amor de Jesus, a hipocrisia de alguns dirigentes religiosos e a alegria dos mártires cristãos
Por Redacao
CIDADE DO VATICANO, 02 de Maio de 2014 (Zenit.org) - Na homilia de hoje na Casa Santa Marta, o Santo Padre recordou aos cristãos que eles continuam sendo presos e assassinados em nome de Deus por mostrarem o evangelho e a cruz ao mundo. Francisco confessou ter chorado com a notícia de que alguns cristãos foram crucificados recentemente em um país em conflito.
O pontífice refletiu sobre o evangelho de hoje, que fala da multiplicação dos pães e dos peixes, e sobre a leitura dos Atos dos Apóstolos, em que os discípulos de Jesus são flagelados pelo sinédrio.
O papa propôs três ícones: o primeiro é o amor de Jesus pelas pessoas e a sua atenção aos problemas delas. Ele não se preocupa com o número de seguidores, mas com os seguidores mesmos: Ele fala, prega, ama, acompanha, caminha com as pessoas. E fala com autoridade, "com a força do amor".
O segundo ícone são os "ciúmes" das autoridades religiosas da época. "Eles não toleravam que as pessoas fossem atrás de Jesus! Não toleravam! Tinham ciúmes. Esta é uma atitude feia. E dos ciúmes, à inveja. Nós sabemos que o pai da inveja é o demônio, por cuja inveja o mal entrou no mundo", afirmou o papa. "Aquelas pessoas sabiam bem quem era Jesus: elas sabiam! Eram as mesmas pessoas que tinha dado dinheiro para os guardas dizerem que os apóstolos tinham roubado o corpo de Jesus".
"Eles pagaram para silenciar a verdade. Mas, quando se paga para esconder a verdade, estamos falando de uma maldade muito grande. As pessoas sabiam quem era aquela gente. Elas não seguiam aquela gente; só a toleravam, porque era gente que tinha autoridade: a autoridade do culto, a autoridade da disciplina eclesiástica daquela época, a autoridade sobre o povo... Jesus diz que eles amarravam pesos opressivos sobre os fiéis. Eles não toleravam a mansidão de Jesus, a mansidão do Evangelho, não toleravam o amor".
O pontífice recordou que, durante a reunião do sinédrio, há um "homem sábio", Gamaliel, que propõe que os líderes religiosos libertem os apóstolos. Mas os líderes religiosos, disse o papa, "com as suas manobras políticas, com as suas manobras eclesiásticas, continuaram dominando o povo. Depois que aquele homem sábio falou, eles chamaram de novo os apóstolos, mandaram flagelá-los e ordenaram que eles não falassem mais em nome de Jesus. E depois os soltaram. Eles eram os donos das consciências, eles se sentiam com esse poder. Donos das consciências... E ainda hoje, no mundo, existem muitos".
O papa contou que chorou ao ver a notícia de "cristãos crucificados em um certo país não cristão. Ainda hoje existe essa gente que, em nome de Deus, mata, persegue". Francisco disse que também vemos hoje muita gente que é "como os apóstolos", "pessoas felizes por ser julgadas dignas de padecer pelo nome de Jesus". E este foi o terceiro ícone mencionado pelo papa: "a alegria do testemunho".
Francisco repassou: "Primeiro ícone: Jesus com as pessoas; o amor, o caminho que Ele nos ensinou. Segundo ícone: a hipocrisia daqueles dirigentes religiosos do povo, que tinham aprisionado o povo com todos aqueles mandamentos, com a legalidade fria, dura, e que pagaram para esconder a verdade. Terceiro ícone: a alegria dos mártires cristãos, a alegria de tantos irmãos e irmãs nossos que, na história, escutaram essa alegria, essa felicidade de ter sido julgados dignos de padecer em nome de Jesus. Hoje também há muitos! Pensem que, em alguns países, só por se ter um evangelho, se vai para a cadeia. Não se pode usar a cruz: eles cobram uma multa. Mas o coração é feliz. Os três ícones: vamos olhar para eles hoje. Isso faz parte da nossa história de salvação".

2050: o suicídio de um continente

Ancianidade

A população da Europa representava 22% da 

população mundial em 1950, 12% em 2000 e s

e prevê diminuir para 7% em 2050: o suicídio 

de um continente


© DR
05.05.2014 // IMPRIMIR







Malthus em 1798 afirmou que o crescimento da
população mundial era muito maior do que a
capacidade de produção de alimentos o que levaria
 ao extermínio da humanidade. Os fatos provam o
erro de sua teoria: a fome se deve às guerras, à
ausência de aproveitamento racional dos recursos
 naturais, à questão política. Não se conhece caso
 algum em que o aumento da população tenha
conduzido ao empobrecimento. Mais: o controle
populacional é uma falsa defesa do futuro
ocasionando desastres incontroláveis.

Após a 2ª Guerra Mundial ficou evidente a diminuição
 da natalidade nos países ricos diante da alta taxa
de fecundidade dos países do 3º Mundo. A solução
proposta pelos países ricos foi baixar os nascimentos
 dos países pobres para compensar o envelhecimento
 de sua população e manter o controle econômico sobre
 eles. Os métodos anticoncepcionais foram considerados
 insuficientes para atingir a meta almejada sendo incluída
 a necessidade de incentivar o aborto no mundo todo.
 Porém, implantado o aborto e obtida taxa constante
 de redução demográfica, o número dos idosos na
 população passa a ser desproporcionalmente alto,
 acarretando gastos sociais gigantescos.

As Nações Unidas trabalham com previsões
populacionais para 2300, com a possibilidade de
 1/3 do número atual de habitantes: 2 bilhões.
 Proposta impossível de ser alcançada espontaneamente,
faz com que a liberação do aborto seja proposto
para que não haja um desequilíbrio na balança
populacional e econômica a favor dos países mais
 pobres. É um absurdo sugerir a liberação do aborto
 para o controle da natalidade, sem rever os hábitos
de consumo da sociedade, sem uma política universal
que realmente busque o bem comum.

A taxa de fecundidade ou taxa de fertilidade é o
número médio de filhos de mulheres entre 15 e 49 anos.
O número necessário para manter uma cultura é
de 2,11 crianças por família. Com a taxa de 1,9,
a cultura não sobrevive e com 1,3, os especialistas
 consideram a reversão impossível. A partir de 1,3 filhos
 por família, a tendência é só baixar a população que
 vai encolhendo até desaparecer.

Não existe política oficial de controle de natalidade
 ou planejamento familiar nos países mais ricos da
Europa inclusive porque desde a II Guerra Mundial,
cada vez nascem menos crianças no continente.
Ao contrário, desde os anos 70, cresce a preocupação
 dos governos com a diminuição da população.

Veja os números de natalidade (fecundidade) na
Europa: França: 1,8; Inglaterra: 1,6; Grécia e
Alemanha: 1,3; Itália:1,2; Espanha:1,1.  Ao todo,
 31 países apresentam uma taxa de natalidade
menor do que 1,38. Já se iniciou o chamado inverno
 europeu. A partir de 2010, crescerá apenas a
população com mais de 55 anos e logo existirão
 mais idosos do que crianças e jovens. Nos próximos
 25 anos, duplicará a população com mais de
80 anos. Atualmente, milhares de imigrantes são
aceitos na Europa para preencher a falta de mão
 de obra de jovens e, gradualmente, o Velho
 Continente, berço da civilização ocidental, tem
a sua população sendo substituída por emigrantes
 de outros continentes.

Especialistas propõem medidas de incentivo para
que os casais tenham mais filhos, com vantagens

sociais, econômicas e educacionais. Porém, a
mentalidade contraceptiva instalada resulta que,
desde 2004, acontece 1 aborto provocado a cada
 25 segundos na Europa.

Desde 1979, a então Alemanha Ocidental aumentou
 o salário de seu trabalhador para ser o maior da
Europa como incentivo ao aumento dafamília,
oferecendo ¼ do salário mínimo a mais para o casal
 alemão que tivesse o 3º filho. Hoje, o Estado paga
aos pais quase 70% de sua renda líquida, por 1 ano,
caso decidam se licenciar do trabalho após o nascimento
 de um filho. A França, já em 1979, aumentou de 2
 mil para 10 mil francos o auxílio natalidade para a
 mãe que tivesse o 3º filho.
Em 2007, Portugal ofereceu: €$ 130/mês a partir
do 3º mês de gestação, prevendo elevação do valor
no 2º e 3º ano de vida; Espanha: €$ 2500 para cada
filho nascido no país; Noruega: €$122/mês/criança
até os 18 anos de idade. A Rússia foi a primeira a
legalizar o aborto em 1924 por iniciativa do governo
 comunista de Lenin, para a emancipação da mulher.
Hoje, diminui sua população em torno de 1 milhão ao ano.

A população da Europa representava 22% da população
 mundial em 1950, 12% em 2000 e se prevê diminuir
para 7% em 2050. Pode-se aí identificar o suicídio de
 um continente. A Ásia abriga mais de metade da
população total do planeta. Apesar dos programas
de controle de natalidade adotados, sua taxa de
natalidade anual é ainda elevada (em média 3) enquanto
 a taxa de mortalidade tende a diminuir provocando
rápido aumento da população mais idosa. Na China,
o programa foi instituído em 79, com a participação
do Banco Mundial através da rígida lei do filho único.
O controle foi obtido pelo desrespeito aos direitos
humanos e os abortos forçados e esterilizações
compulsórias atraíram condenação da comunidade
 internacional. Surgiu também um fenômeno trágico:
casos de infanticídio de meninas porque os homens
 representam maior força de trabalho e mantêm o
nome da família. Existem 32 milhões de homens a
mais que mulheres. Embora a população ainda seja
 muito grande, há a tentativa de reverter a política do
 filho único e de suas consequências.

Além dos aspectos sociais e econômicos, é preciso
 analisar eticamente o significado e as exigências do
 país em relação aos seus idosos, que devem ser
considerados uma riqueza de experiência individual
 e depositários da cultura, mas que trazem necessidades
 próprias de prevenção e assistência à saúde;
 necessidades em seu aspecto integral como pessoa
 humana, inserção na família, auxílio para viver seus
próprios limites, inserção em grupos de convivência;
vivência da realidade da própria finitude; sentido de
cada momento da existência. Estas questões trazem
a necessidade de rever e de ampliar o próprio
conceito de  SAÚDE como um bem pessoal pelo
qual cada um se responsabiliza e ao qual dá um
significado particular. A cada momento de vida
corresponde um sentido pessoal e intransferível
a ser descoberto.

Bolinho de vatapá




INGREDIENTES

  • Para o vatapá
  • 2 dentes de alho
  • ½ cebola picada
  • 2 colheres (sopa) de óleo
  • 2 colheres (sopa) de dendê
  • 1 xícara (chá) de leite de coco
  • ½ xícara (chá) de caldo de camarão
  • 2 colheres (sopa) de farinha de mandioca
  • 1 ramo de coentro picado
  • 50 g de camarão seco dessalgado e picado
  • 2 colheres (sopa) de amendoim picado
  • 1 colher (sopa) de cebolinha picada
  • Miolo de 4 fatias de pão de forma umedecidos em ½ xícara de água
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto

  • Para o bolinho
  • 1 receita de vatapá (acima)
  • 6 camarões médios limpos, cozidos e picados em pedaços grandes
  • 2 xícaras (chá) de farinha de mandioca
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1 xícara (chá) de leite de coco
  • ½ xícara (chá) de água morna
  • Sal a gosto
  • Óleo para fritar quanto baste

MODO DE PREPARO

Para o vatapá
Refogue a cebola e o alho no óleo. Agregue o dendê e o leite de coco e o caldo de camarão. Acrescente a farinha de mandioca e o pão umedecido. Agregue o camarão e o amendoim e tempere com sal e pimenta a gosto. Perfume com coentro picado e cebolinha. No final, a consistência deve ser cremosa.

Para o bolinho
Misture a farinha, a manteiga, a água e o leite de coco até que a massa fique homogênea e ligada. Corrija o sal. Em seguida, faça os bolinhos abrindo uma incisão no centro para rechear com um pedacinho de camarão temperado com um pouco do vatapá. Feche o bolinho e frite em óleo quente

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