quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A COISA ESTÁ FICANDO MAIS GRAVE


ALARME, por Oded Grajew.

A cidade de São Paulo está diante de uma catástrofe social, 
econômica e ambiental sem precedentes. O nível do sistema
 Cantareira está em cerca de 6% e segue baixando por volta
 de 0,1% ao dia. O que significa que, em aproximadamente
 60 dias, o sistema pode secar COMPLETAMENTE!
O presidente da Sabesp declarou que o sistema pode ZERAR 
em março ou, na melhor das hipóteses, em junho deste ano. 
E NÃO HÁ UM PLANO B em curto prazo. Isto significa 
que seis milhões de pessoas ficarão praticamente SEM UMA
 GOTA DE ÁGUA ou com enorme escassez.  
Não é que haverá apenas racionamento ou restrição. 
Poderá haver ZERO de água, NEM UMA GOTA.

Você já se deu conta do que isto significa em termos sociais, econômicos 
(milhares de estabelecimentos inviabilizados e enorme desemprego) e
ambientais? Você já se deu conta de que no primeiro momento a catástrofe
 atingirá os mais
 vulneráveis (pobres, crianças e idosos) e depois todos nós?

O que nos espanta é a passividade da sociedade e das autoridades diante da 
iminência desta monumental catástrofe. Todas as medidas tomadas pelas 
autoridades e o comportamento da sociedade são absolutamente insuficientes
 para enfrentar este verdadeiro cataclismo.

Parece que estamos todos anestesiados e impotentes para agir, para reagir, 
para pressionar, para alertar, para se mobilizar em torno de propostas e, 
principalmente, em ações e planos de emergência de curto prazo e políticas e 
comportamentos que levem a uma drástica transformação da nossa relação
com o meio ambiente e os recursos hídricos.

Há uma unanimidade de que esta é uma crise de LONGUÍSSIMA
DURAÇÃO  por termos deixado, permitido, que se chegasse a esta
 dramática situação. Agora, o que mais parece é que estamos
acomodados e tranquilos num Titanic sem nos dar conta do iceberg
 que está se aproximando.

Nosso intuito, nosso apelo, nosso objetivo com este alarme é conclamar as 
autoridades, os formadores de opinião, as lideranças e os cidadãos a se 
conscientizarem urgentemente da gravíssima situação que vive a cidade, da
 dimensão da catástrofe que se aproxima a passos largos.

Precisamos parar de nos enganar. É fundamental que haja uma 
grande mobilização de todos para que se tomem ações e medidas
 à altura da dramática situação que vivemos. Deixar de lado rivalidades
 e interesses políticos, eleitorais, desavenças ideológicas. Não faltam
 conhecimentos, não faltam ideias, não
 faltam propostas (o Conselho da Cidade de São Paulo aprovou um grande 
conjunto delas). Mas faltam mobilização e liderança para enfrentar este
 imenso desafio.
Todos precisamos assumir nossa responsabilidade à altura do
 nosso poder, de nossa competência e de nossa consciência. 
O tempo está se esgotando a cada dia.
Oded Grajew

Rede Nossa São Paulo

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Charlie Brown Jr. - Céu Azul (Audio Perfeito)

“Não existe o choque de civilizações. Esta é uma guerra interna ao Islã”

Sexta, 16 de janeiro de 2015

“Os atos de terrorismo que ensangüentam o Oriente Médio e a Europa não
 são fruto de um choque de civilizações. Esta é, acima de tudo, uma guerra 
interna ao Islã. É, além disso, a resposta errada e dramática de uma parte 
do Islã à modernidade, aos problemas econômicos, morais, culturais que 
o desenvolvimento coloca. No mundo muçulmano esta reflexão ainda não
 foi feita.
Fala o padre Pierbattista Pizzaballa, que em abril completa 50 anos, 
o franciscano Custode da Terra Santa há onze anos, isto é, herdeiro da 
capacidade de encontro instaurada pelo Santo de Assis como o Saladino
: a outra face em relação às Cruzadas.
A reportagem é de Marco Garzonio, publicada pelo jornal Corriere della Sera,
 15 de janeiro de 2015.
Eis a entrevista.
Netanyahu e Abu Mazen em primeira fila na marcha de Paris. 
Uma circunstância ditada por um evento particular ou o indício de 
uma mudança nas relações entre Israel e Palestina?     
Não me parece que soprem ventos de mudança. A força dos eventos os
 obrigou a estarem em Paris. Mas, as relações entre Israel e os palestinenses
 não mudaram, infelizmente. As eleições que haverá daqui a alguns meses
 impõem uma espera. Entender-se-á depois.
Hamas condenou os ataques terroristas na França: uma tomada de
 distância após o aplauso ao assassinato de 4 rabinos na sinagoga?
É uma tomada de posição curiosa. Somente o tempo dirá se mudou a 
estratégia ou se foi um episódio isolado. Permaneço um tanto frio.
 Frequentemente há no Oriente Médio duas faces: uma política interna e a 
necessidade de conquistar crédito internacional.
Os ataques de Paris mudarão o modo de pensar ocidental sobre os 
conflitos que ensanguentam o Oriente Médio?
Não são os primeiros ataques terroristas de matriz islâmica na Europa
Se pense em Madri, em Londres, na própria França. A novidade é o
 impacto sobre a opinião pública. Estão se determinando as condições 
para que a Europa realize uma ação de esclarecimento sobre algumas 
palavras deixadas na ambiguidade. A palavra integração. O que significa? 
Há valores no centro da convivência. Os direitos fundamentais da pessoa: 
liberdade de consciência, igualdade homem-mulher, dignidade e papel 
da mulher, liberdade de cultura, de expressão, legislação sobre o trabalho
distinção entre política e religião e assim por diante. Quem vem à Europa
 não pode pô-las em discussão. A Europa deve clarear a própria identidade,
 sabendo que, para poder integrar, deve definir com clareza os pontos 
firmes irrenunciáveis.
Dizia Martini que haverá paz no mundo quando houver paz em 
Jerusalém. É somente um paradoxo?
Jerusalém tem um valor simbólico altíssimo e, simultaneamente, uma 
rede de relações e interdependências muito estreitas com o mundo. 
As tensões que são expressões daquelas mundiais. E vice-versa. 
Se aqui se dialoga, se pode reverberar sobre o planeta uma capacidade
 de encontro.
Na mobilização de Paris há somente a Europa das luzes que 
defende a liberdade de manifestar as próprias idéias, ou também
 a Europa que se inspira no solidarismo cristão dos grandes 
líderes do pós-guerra?
A Europa de hoje é diferente dos momentos que a viram nascer. 
Não sei quanto o solidarismo de inspiração cristã anima hoje o Velho 
Continente. Basta ver como se enfrentou o tema da imigração, as 
salvações no mar e as políticas coligadas. Por certo o que aconteceu
 em Paris tem movido novas dinâmicas, a partir da necessidade de 
coordenar-se para responder ao terrorismo.
Portanto pôs em ação somente um mecanismo que garanta 
a ordem pública?
Esta é uma parte. Há uma Europa que não faz notícia e trabalha para a
 integração, uma rede de movimentos, voluntários, iniciativas. Olhamos
 para tal Europa, que conta mais de quanto não se creia.
Você está em contato com os cristãos de todas as confissões 
em Israel, no Egito, na Síria, Jordânia, Iraque, Líbano. 
Que situações encontra?
São países diversíssimos entre si. Israel não é como a Síria e o Iraque
O Egito, hoje mais tranquilo, oferece aspectos e dinâmicas interessantes
 e vivazes. Penso no importante discurso do presidente Sisi da universidade 
Al Azhar. Em geral vejo uma debilidade institucional difusa. Por certo encontro
 situações humanas dramáticas, mas descubro também tanta solidariedade, 
além de uma humanidade negativa. Estive em Aleppo. É uma cidade há 
dois anos sob assédio. Permaneceu quem não sabe aonde ir. 
Não há água e a concessão de um pouco de eletricidade depende dos rebeldes. 
No entanto, o imã e o pároco se ajudam. Os jesuítas distribuem 10 mil almoços
 ao dia e jovens voluntários, cristãos e muçulmanos, os levam a quem 
deles necessita. Há tantas realidades das quais a mídia não fala. 
São o contrapeso ao fanatismo e às decapitações.
Muitos cristãos afirmam que estavam melhor sob Saddam e Mubarak,
 que gozavam de maior liberdade e proteção: tal juízo tem fundamento?
Tratava-se de regimes ditatoriais, que por certo não serei eu a defender. 
Mas, a elas sucederam ditaduras piores, a começar pelo fundamentalismo.
Que coisa da Isis atrai os jovens europeus?
Não sei explicar como o fanatismo possa atrair. Muitos falam de jovens 
desesperados que vem das periferias onde não há nada. Mas, depois 
veja que também acorrem pessoas instruídas e te perguntam se não
 há aí um problema de formação, a incapacidade de habituar os jovens, 
desde a escola, a pensar, confrontar-se, problematizar. A Europa e, 
sobretudo o Oriente Médio deve enfrentar o tema da educação.
No Oriente Médio, entre as pessoas, não se advertem reações de 
tipo humano a torturas e execuções?
Sim, há uma reação, mas nos encontros pessoais. Eu esperava mais 
firmeza da parte da mídia no Oriente Médio. Talvez algo se mova. Penso
 nas reações aos atentados de Paris e ao mundo que os exprime da pare
 de Al Azhar, a universidade religiosa do Cairo, referência importante
 para o Islã”.
O Papa foi o primeiro a evocar a imagem de “terceira guerra mundial”.
 Que elementos sugeriram ao Pontífice aquela intuição?
O Papa tem uma visão de conjunto sobre a realidade mundial que 
poucas pessoas podem ter. Ele captou a mudança epocal e, nisso, 
a violência que o habita como nódulo. O fanatismo, o dizer ‘eu estou
 no que é certo; ou te tornas como nós, ou deves desaparecer’. Depois, 
conforme as situações, no Oriente Médio se terá Isis e na África Boko Haram
É um retorno ao ponto mais obscuro de séculos passados.
O Papa convidou a uma prece comum judeus, cristãos, muçulmanos. 
Dizem que ele tenha sido regista. Podem fazem algo pela paz 
as três religiões do Livro?
Podem fazer muitíssimo. Mas, falamos de religiosos, não de religiões, 
palavra abstrata. Os religiosos, no interior dos seus mundos, devem ter 
claro o papel da experiência religiosa, as relações com Deus e entre 
elas e os homens e entre os homens, evitando absolutizações que levam
 aos fanatismos. Neste contexto é principalmente o Islã que tem um pesado
 trabalho a fazer a propósito. A imagem de religiosos que dialogam entre
 si é hoje essencial. Não podemos ficar apenas com a imagem que nos
 transmitem os fundamentalismos.
A Europa deve agora fazer as contas com a deriva anti-semita. 
A comunidade judaica francesa se dividiu, as comunidades cristãs
 do Oriente Médio emigram. Em alguns países da Europa os 
muçulmanos atingem a metade da população. 
O que está acontecendo?
É preciso olhar o mundo em transformação e estes deslocamentos 
sem apavorar-se. Termina uma época, mas não o mundo. 
As discriminações contra as minorias são o apara-sol da nossa 
cegueira e dos nossos medos. Acreditávamos que o anti-semitismo
 tivesse terminado após as ferocidades do nazismo e reduzimos 
nossa atenção. Infelizmente existe ainda o preconceito anti-judaico
 e é combatido. É preciso distinguir os aspectos político e religioso
Se pode não compartilhar da política do Estado de Israel, mas tal 
avaliação não pode assumir conotações anti-judaicas ou ser pretexto
 para alimentar formas de anti-semitismo.
Existe um Islã moderado ou falar nisso exorciza o medo?

Islã moderado é uma expressão muito européia. Responde às 
nossas necessidades de simplificação. Devemos aprender a 
conhecer melhor o Islã, que é uma realidade muito complexa. 
Naquela galáxia nem tudo é fanatismo, nem tudo é Isis: por caridade! 
Certamente se requer um grande esforço da parte do Ocidente.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

PAPA FRANCISCO NAS FILIPINAS

PAPA FRANCISCO NAS FILIPINAS
2015-01-18

Cidade do Vaticano (RV) – Neste domingo de manhã renovou-se a alegria 
do Encontro Mundial da Juventude vivido no Rio de Janeiro em 2013 em
 plena Copacabana. Desta vez, no outro lado do mundo, com os jovens
 filipinos, o Papa Francisco mais uma vez colocou a atenção para essa
 fase da vida convidando a  juventude filipina – e não só filipina, mas de
 todo o mundo - a aceitar os desafios da vida mantendo as convicções, 
defendendo o meio ambiente e dando atenção aos mais necessitados,
 em síntese: integridade, solicitude e cuidado.
O texto, - que não foi lido já que o Papa improvisou o seu discurso em 
espanhol -, foi entregue aos jovens e fala por primeiro sobre a integridade. 
Francisco instigou os jovens a não se deterem ao sentido negativo da 
palavra, exatamente porque “pode ser desafiada por interesses egoístas,
 pela ganância, pela desonestidade ou pela intenção de manipular os 
outros”, advertiu o Papa.
“O termo ‘desafio’  pode ser entendido também em sentido positivo.
Pode  ser  visto com  um  convite  a ser  corajoso,  a dar um testemunho
 profético  da  própria  fé e  de  tudo  que  se  crê  e considera sagrado. 
Neste sentido, o desafio da integridade é algo com que vocês precisam
 se confrontar nestes  tempos  e nas  suas  vidas”, completou.
O Papa prosseguiu seu pensamento alertando os jovens para a necessidade
 de se proteger o meio ambiente. “Não apenas porque as Filipinas, mais 
do que outros países, corre o sério risco de ser afetada pelas mudanças 
climáticas”, mas como cidadãos responsáveis e seguidores de Cristo, 
esclareceu Francisco. “O correto uso e gestão dos recursos naturais é 
uma tarefa urgente, para a qual os jovens podem contribuir de maneira 
particular e muito importante. Vocês são o futuro das Filipinas, demonstrem
 interesse por tudo o que acontece na sua belíssima terra”, exortou o Papa.
O terceiro e último – e mais importante – conceito que alicerça a reflexão de
 Francisco aos jovens é o cuidado aos pobres. Não importa se tem-se muito
 ou pouco a doar, “cada um é chamado a estender a mão pessoalmente e 
servir nossos irmãos e irmãs mais necessitados”, disse o Papa. “Há sempre 
alguém perto de nós que está em necessidade: material, psicológica ou espiritual.
O maior presente que podemos dar é nossa amizade, a nossa ternura e zelo, 
nosso amor por Cristo”, arrematou o Pontífice.
O momento que fez com que os olhos e os corações dos presentes se 
iluminassem como ocorreu com os olhos e o coração do Papa, foi quando
Francisco respondendo a uma pergunta de uma ex-menina de rua, falando
 em espanhol, convidou todo a aprender a chorar.
Somente com os olhos limpos pelas lágrimas poderemos responder à perguntas
 tão difíceis como esta: por que as crianças sofrem? 
Ao mundo de hoje falta chorar. Certas realidades da vida somente podemos 
ver com os olhos limpos pelas lágrimas. Aprendamos a chorar como ela nos
 ensinou. Se vocês não aprenderem a chorar vocês não serão bons cristãos”, exortou o Papa.
Ao responder outra pergunta apresentada pelos jovens sobre o excesso de
 informação nos dias atuais, Francisco disse que não precisamos de “jovens
 museus”, que detêm toda a informação mas não sabem o que fazer com ela. 
Para aproveitar as informações é preciso agir, disse Francisco, ao sugerir um 
novo trinômio: pensar, sentir, fazer. “Se a informação de nossa cabeça desce
 até o coração, ele se emociona, e vai para as nossas mãos, assim agimos”,
 reiterou Francisco. “Não jovens de museu, mas jovens sábios. Para ser sábio, 
usar as três linguagens. Pensar bem, sentir bem e fazer bem e deixar-se 
surpreender pelo amor de Deus”, completou Francisco.
O terceiro testemunho, de um jovem estudante que junto com seus amigos criou 
um sistema de iluminação para os atingidos pelo furacão Yolanda, inspirou o 
Papa a dizer que precisamos aprender a amar. “É mais difícil deixar-se amar
 do que amar, por isso é tão difícil chegar ao amor perfeito de Jesus”, disse 
Francisco, ao recordar a parte do Evangelho de Mateus na qual Cristo o amou.
A realidade de vocês é superior a todas as ideias que eu havia preparado”, 
concluiu o Papa.

Chorar, não ser jovens de museus e dar testemunho. Papa Francisco nos convida
 mais uma vez a sair do eu para entrarmos no nós e vivermos a juventude com amor, 
aprendendo verdadeiramente a amar e deixar-se amar. (RB-CM-SP)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

CALOR...de Verão


Neste calor...
colocarei no varal
meu sorriso
meu silêncio.

As roupas
irei jogando
pelos aposentos
como se
voltasse
de uma 
exposição
de mim 
redivivo.

Passarei
pela geladeira
consultando
a sede
indefinida
por qualquer
líquido
que reponha 
os pensamentos
na ordem
natural.

Na sala
exercitarei
as sobrancelhas
tão formalmente suaves,
imóveis,
que sequer 
repararão
se chorei
se esqueci,
agora
não importa.

Balançarei
o sexo na cama
como uma manada
de elefantes
que encontra 
a água,
alegrando-se
com a abundância
da criação.

Depois
fingirei
que ainda fumo
bebo,
descerei
do pedestal
dos sobreviventes,
lembrando-me
se resta
ainda
alguma
simplicidade,
forma
enjeitada
de nossos tempos
repletos
de ídolos,
que me obrigam
a ser um.

No sofá
pleno de mim,
decodificarei
as notícias
dos telejornais,
todas sujas de interpretações
mal intencionadas,
sinistras,
pensam que
me enganam.

Por fim,
despirei-me por completo
Afinal, é Minha casa Minha vida.

PS - Não pensem que não sei arrumar-me de novo, que a armadura fica sempre preparada para as contingências. Enquanto isto eu....eu?
João Paulo Naves Fernandes.

DÍVIDAS

   Os problemas  não adormecem,  estão dispostos                    nas prateleiras,  como integrantes  da familia: são mobílias,  vasos,  t...