sábado, 3 de agosto de 2019

ESTOU PROCURANDO UMA PÁTRIA

Estou procurando 
uma pátria.
perdida
em tantos
cantos!

Uma pátria
desfigurada,
subtraída
a cores,
abstrata.

Dela
dilapidaram
os galardões
que lhe conferiam
sobrevivência:
seus patrimônios,
suas riquezas,
e por fim,
o povo.

Entoam
gritos
frenéticos
e zombam
de ti
Tiradentes!

Gritam
mas escarnecem
tua pureza
Frei Caneca
nas balas
de um pelotão.

Há uma pátria
perdida
que necessita
ser
reencontrada.

A pátria
dos pequenos
inocentes
nas praças,
que não sabem
nem lamentam,
apenas brincam.

A pátria
dos pratos
de comida
partilhada,
da solidariedade.

Pátria
da terra
distribuída,
de todos.

Pátria
das riquezas
incomensuráveis
guardadas
nos mares
no subsolo.

Pátria
dos destinos
traçados
na teia
da democracia.

Esta pátria
está desaparecida!

Procura-se uma pátria,
verdadeiramente amada

Quem a achar
traga-a 
à Paulista
à Sé.

Proclamem-na, novamente:
em novos brados
novos heróis.

Está é a pátria
a ser encontrada.



sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Hoje, 2 de agosto, chegou o frio e a chuva em São Paulo

Ando pelo metrô, linha amarela. 
Pego a Estação São Paulo/ Morumbi, no meio da tarde, quando o fluxo de gente indo e vindo, diminui um pouco. 
O dia esteve quente e ensolarado. 
Aproveitei para visitar uma parente doente, minha cunhada querida, a Miriam, viúva de meu irmão José Luiz. 
Saudoso e atento no presente, assombro-me com a impessoalidade da massa. 
Seguem olhando para os seus celulares. 
Poucos livros abertos, quase nenhum. 
Resistirá o livro? 
Não sei.
Não por mim. 
Estou sempre carregando um comigo. 
Entre nós, estou relendo um, mas não conto, para não criar uma imagem unilateral de mim. Sim, é espiritual, eu tão materialista.
Não entendo o ser humano. 
Pensei entender, mas estou enganado. 
O ser humano é uma permanente incógnita, de talentoso para medíocre, de profundo, para vulgar, de consciente, para afetado. 
Tudo isto num vai e vem constante, desmemoriado e incrédulo.
A tipologia já foi maior, mas o Brasil, e o meu São Paulo continuam plurais, mas ninguém nota. Permanecem unidos em suas tribos, partidos. 
Arrisco a dizer que há uma vergonha geral, não falam, percebo, com o atual presidente. 
Um louco varrido, apoiado cabrestamente pelos militares. 
Vive de provocações e provocações. 
Perde a cada momento a classe mérdia que o apoiou. 
E o povão sofre quieto.
Fiz minha parte fui visitar uma amiga, mais do que uma parente.
Acredito numa missão transcendental, a ser materializada aqui, agora.
Meus sonhos sofrem com minha idade.
Vivo, com os dedos endurecidos....uma hora enrijece de vez. mesmo o teclado, se confunde com a idade.
Ah choveu, ao final do dia, e esfriou. 
Igualzinho ao Brasil. 

O SOPRO DE NOSSAS VIDAS

Nós queremos
alguém inteiro,
nada pela metade,
imaculado.

Alguém 
nu de pecado,
saciado de pecado
sem mais
por que pecar.

Que tenha 
origem e meio
ao fim
que somos nós,
e esteja
do outro lado
do espelho
de nossas vidas;
o lado
que permanece
puro, 
nos olha 
de frente,
redimindo-nos
de nós mesmos,
insensíveis,
assustados
com a frigidez.

Queremos alguém
que não se finja
de povo.
Seja ele!
E nada prometa
que não possa 
cumprir

Que não tenha
medo de dizer
a verdade
amiga
do perigo,
e entregue
seu coração
quente e latejante
nos despachos
e atos que tomará.

Acima de tudo
aos fracos
defenda,
além 
das palavras.

Assim 
queremos alguém,
o sopro
de nossas vidas,
o ser
que criamos
e que nos falta. 

Flávio Dino afirma que Bolsonaro tenta intimidar a oposição - Portal Vermelho

Flávio Dino afirma que Bolsonaro tenta intimidar a oposição - Portal Vermelho: Ex-juiz, governador reeleito no Maranhão, Flávio Dino concedeu entrevista ao Portal T1, de Tocantins, e fala sobre o avanço da política social e econômica que desenvolve à frente do seu Estado e sobre crise social e ética que se aprofunda no Brasil aos seis meses da gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Por Roberta Tum e Alexandre Obeid,do T1

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Nada

Não me peçam nada!

Não faço!

Não sai nada.

Não me passa nada
na cabeça,

Não perguntem 
o porquê.

Não há explicação.

Talvez
 o excesso,
de vulgaridade
invadindo
o monte
da vida:
apaga, 
obscurece
emudece
despreza
corrói
enfada.

Nada
produz,
reduz

Fecho a porta
do quarto,
como um velório,
alta madrugada,
viro o corpo
de lado,
dividido,
meto o travesseiro
por cima
da cabeça,
e espero,
como espero, 
o amanhecer,
 oportunidade
de voltar 
a mim.

Quem sabe 
esqueça
 quem 
realmente
sou.

Um nada
que
se imagina
tudo.








Quero viver depois de trabalhar

GOTA SERENA - POEMAS PARA UM TEMPO DE PAZ / João Paulo Naves Fernandes



É preciso superar-se. Mergulhar nos segredos, aventuras e verdade. Questionar-se. Buscar crescer no essencial, sendo solidário e transformador, ansioso por amizades e revolucionário. Permanecer significa render-se à rotina, voltar à superfície.
Gota Serena traz este degrau pós-traumático, pós-quarentena, já refeito. Medita o que se foi e levanta âncoras de um mar sem profundidade, em direção ao inusitado, desconhecido e indecifrável.
As tempestades não trazem mais formas que suscitem cantos matinais. Apenas pontos futuros questionam o presente. Mas está aberto ao princípio e fim pelo qual fomos gerados, para marcarmos com nossa individualidade esta experiência na qual estamos convidados a participar.
Nada de becos e bueiros. Nada de esconderijos, diante da preciosidade da verdade que reaviva mortos. Pensamentos e ações devem sobrepor-se às falsidades e inutilidades que infestam o mundo globalizado.
Não seremos mais expectadores da mediocridade, nem silenciaremos nossas bocas e fecharemos os olhos. É preciso que a vida se redescubra destes entulhos, adube e produza frutos novos, geneticamente transformada pela experiência humana.
Mundo meu, te descubro, te decifro.

Comecou a 3ª Guerra Mundial

 Os conflitos na Ucrania e Irã estão num processo de aumento, agora comprometendo a navegação internacional.  Os EUA aprisionando navios pet...