domingo, 19 de julho de 2020

QUER SABER ?


Não faço
questão
de nada...
Não falo
mais nada
muito
menos
ouço
alguma
coisa.
Tenho
perguntas
mas não
serão
fundamentais.
Dúvidas?
Diversas...
Deixe-as
ai onde
estão
e como
estão.
Manterão
ocupados
os meus
dias.
Minha
curiosidade
descansa
na Lua Nova.
A raiva
serpenteia
mas nao excita.
A paciência
espicha-se
na espreguiçadeira
do tempo
dA maturidade.
Estou refém
das escolhas
colhidas
dos vizinhos.
Um pranto
irrompe
solene,
da impotência
nos destinos.
São lágrimas
que afloram
dos atalhos,
e inúmeros
caminhos
não trilhados,
das muitas
flores
que ficaram
por colher,
se esvaem..
O olhar
se sustenta
numa sobriedade
vencida,
e busca
razões
que justifiquem
estar aqui
agora.
A paz
transcende;
de fato
nunca
existiu.
Prostro-me
diante
da realidade
como
quem recebe
esporões
pelo dorso,
e sigo
atento
e fugidio.
João Paulo Naves Fernandes
19/07/2020
13H50

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Amor de espera



Tenho um amor de espera,
um amor que aguarda.
Não tem poder
para sair ao encontro.
Não tem forças
para trazer
a quem ama.
Vive,
como quem
pode alegrar-se
a qualquer momento,
como uma folhinha
que passeia
pelo vento
e logo cai.
Amor
incapaz
de amar
por si só.
Ama desconhecendo.
Em declarações
noturnas,
esforça
por abrir-se,
sem saber
como,
examinando-se
Amor
de silêncio
em permanente
novidade.
incognoscível
Aprendizado
de encontro
interior.
João Paulo Naves Fernandes.

Tião Carvalho part. Grupo Cupuaçu - Novilho Novo (Sesc Itaquera)

terça-feira, 7 de julho de 2020

SOBRE O SENTIDO DAS COISAS


Não!
Hoje não terei palavras...
não soam
estão mortas.
Antes delas
há uma reflexão
angustiante
decidindo
se sai
se fica...
ponderam
os ouvidos
os olhos
e estancam
Existem
palavras perdidas
rondando séculos,
distraídas.
Palavras verdadeiras
criando deuses
Palavras ríspidas
gerando amor.
Não sei
nada tem sentido
Entreguei-me
ao prazer
solução
inconciliável;
ao estudo
busca eterna
nos labirintos
do saber;
à política
solução
perigosa
cheia de divisões
soberbas,
insensibilidades
inerentes
junto
aos prados
da justiça
da paz.
Não!
não terei palavras.
Receio perder-me nelas
tão voláteis
esvoaçantes.
Melhor calar-me
ou gritar,
o que for melhor
ao momento
à sobrevivência
ao manter-me
onde estou.
Ah...
não sei
deixa pra lá.
João Paulo Naves
07/07/2020
00H40

sábado, 4 de julho de 2020

ESPELHO (letra e vídeo) com JOÃO NOGUEIRA, vídeo MOACIR SILVEIRA

Desaparecido






Tenho prazer em me fazer desaparecer.
Ser um ninguém.
um nada.
Aquele que passa despercebido.
Ignorado.
desconsiderado.

Há uma liberdade intrínseca,
uma verdade sempre guardada,
uma vitória sem disputa,
uma linguagem mais silenciosa que gráfica.

Sentimental;
mais,
encontro de sentimento e razão,
e poucas batalhas.
Só o tempo proporciona isto,
só a percepção
de que andamos
pouco este tempo todo.

DÍVIDAS

   Os problemas  não adormecem,  estão dispostos                    nas prateleiras,  como integrantes  da familia: são mobílias,  vasos,  t...