sábado, 15 de fevereiro de 2025

Verão quente no sudeste e sul do Brasil

Incêndios em edifícios, fábricas, campos e até nos celulares. 

Paradoxalmente, pneumonia nas pessoas, complicando principalmente a vida dos idosos. 

Este tem sido o verão das regiões sudeste e sul do Brasil.

A maioria das pessoas considera anormal a situação, mas nem todos identificam nisto como parte das 

grandes alterações ambientais pelo qual o mundo passa.

Estamos nos destruindo e não temos unanimidade quanto as melhorem ações a serem implementadas. 

Deixamos uma imagem de ineficiência diante de um conglomerado de problemas ambientais.




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

A CONTA GOTAS

 

Faço poemas
a conta-gotas
para não inundar
a realidade
de sonhos.
Deixa enfastiado logo...
A vida é real,
sem poesia.
Faço poemas
como quem teima
provoca,
depois é esquecido.

DEPOIS DO AMOR..

 

Tanto tenho
me despedido,
que de repente
fiquei só!
Não quis
que assim fosse,
mas o tempo
foi roubando
um a um,
até que se foram
todos.
De início,
não me dei conta,
continuei como
se ainda estivessem,
distraído que era.
Com alguns mantinha
pouco convívio,
outros mais;
somado
aos projetos
de vida
que me ocupavam,
a vida foi seguindo
em frente.
Interrupções fortes,
no entanto,
fizeram-me perceber
o quanto faziam
parte de mim,
pela primeira vez
chorei.
Foi gerando
em mim,
uma sensação
de abandono,
existencial,
em meio
a multidão
que nada
percebia,
seguia adiante.
Hoje tenho
consciência
de estar só:
eu comigo mesmo,
acompanhado,
apanhado
na solidão
Agora, os dias
passam sem eles...
Olho para o Sol
e me ofusca a claridade.
A Lua anda
escondida de mim,
não me namora mais,
canta trovas,
nem recita
mais canções
de amor.
Vou seguir meus dias
até desaparecer...
nesta transitória
passagem inútil .
Sorrisos,
lágrimas,
grandes ações,
poder...
tudo perde
importância
no decorrer
do percurso.
Esforço-me
em encontrar
sentido,
apegando-me
a Ciência
a Filosofia,
como se fossem
bastiões
dos grandes
segredos,
que correm
ao lado,
sem a ciência,
nem a filosofia.
Surpreendo-me
como as pessoas
não se transcendem
de suas concepções obsoletas,
cederem ao olfato,
para novos aromas,
verem além das imagens
retidas
em retinas
rotineiras,
partir para
qualquer lugar
até se encontrar.
amar,
entregar-se
todo em tudo...
o grande segredo,
acessível
aos que sofrem
oculto dos poderosos.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

ENTARDECER

 


Ao por do dia

guardarei um silêncio 

de agradecimento;  

responde mais 

que mil palavras 

dispersas na surdez 

do mundo.


Direi de minha desatenção, 

apesar do grande esforço 

do tempo acumulado.


O pouco 

será suficiente

para o tanto 

a ser feito?


A vida escorre 

em semiconsciência

entre saber 

e desconhecer-me.


Não sou 

quem procuro, 

desconhecido de mim.


Sim, a alegria é gratuita, 

mas a vida tem seu preço.


Vou guardar silêncio 

em respeito ao eu 

que nunca nasceu,

 e ao outro,

póstumo vivo.


Que celebrem 

o desencontro.

PROCLAMAÇÃO OCULTA

 


Quero deixar claro 

minha profunda 

escuridão. 


Busco e rebusco, 

tateio muito, 

solitário, 

antissocial.


Encontro poucas respostas,

mal sei se explicam algo,

sei que continuo 

com minha insatisfação.


Interrogo-me sempre, 

o tempo me faz 

desconhecer tudo, 

destruir preconceitos,

ficar nu...

amigo das descobertas.


Achego-me 

à beleza 

à natureza 

como perfumes, 

aromas de vida, 

nesta dura caminhada 

de dores e mortes...


Por enquanto 

discirno as intenções 

e marco presença 

próximo aos pequenos. 


Não venham 

me matando 

aos poucos, 

estou atento 

às intencionalidades,

vivo oculto, 

estudando cores, 

suas variações.


Hoje peguei-me 

colorido, 

amanhã cinza, 

depois não sei, 

conheço fisionomias

domingo, 9 de fevereiro de 2025

RECOMENDACOES NAS PASSAGENS DE ANO



Vou me guardar um pouco 

nesta passagem de ano.


Respeitar o tempo 

que se acumulou em mim, 

e se esvai assim que vem.


Guardar-me dos sonhos impossíveis, 

eu que sonho tanto, 

para não decepcionar-me, 

mas sem destruí-los...

são os mais verdadeiros.


Guardar-me da frigidez, 

e seja eu sempre 

meio imperfeito 

meio excitado, 

de quando em vez.


Guardar-me dos meus limites 

constantemente batendo 

nas arrecifes, 

ondas nas rochas da fé 

e do conhecimento.


Guardar-me do passado, 

permanentemente refeito 

em descobertas presentes;

e do futuro, 

esquecido no agora.


Guardar-me do desamor, 

tão fácil e corriqueiro, 

na busca do amor, 

tão difícil, 

crítico de mim.


Ah...o ano que se vai, 

que vá logo, 

fique para trás, 

porque vejo 

e ainda busco vida 

escondida nos olhos, 

nos livros, 

na caneta, 

papel...

DOMINGAR

 


Domingo é dia 

da institucionalização 

da preguiça, 

tão perseguida 

pelo capital.


Dia de 

não se fazer nada, 

não desejar nada; 

se for o caso

passear 

por passear, 

sem recitar.


Os poemas dormem 

nos domingos, 

porque os leitores, 

que se cansam fácil; 

neste dia então, 

nada leem.


Ah...não ter 

de escrever, 

de declamar, 

rimar. 


Há um tédio 

neste nada.


Do que será?


O que se produz 

tem um limite, 

e este limite 

termina no nada,

e o nada, 

o limite do nada, 

é um tédio 

da inutilidade de tudo, 

descoberta 

inconsciente 

profunda.


Ah domingo 

das velhas 

cavernas 

ancestrais, 

que evocam 

longas contemplações 

do por do Sol, 

das estrelas noturnas.


Descanso na realidade 

do vazio de si.

28/07/2026 - Vida que segue

 O que dizer...amo a vida, amo a cada um , cada uma dos dias que por aqui passo. Hoje distribuímos o restante dos abacates nas Vicentinas, q...