terça-feira, 31 de agosto de 2010

O PEDAGIÔMETRO


Depois do impostômetro que tem sido usado para fazer as pessoas esquecerem os que realmente ganham, que são o grandes proprietários, os acionistas dos produtos, e tentam jogar todo o peso do prêço para o Governo Federal, ao mesmo tempo que "desaparecem" de vista, e se tornam anjos puros e santos, que não causam nenhum problema para o crescimento do país (Por sinal, o impostômetro pifou na hora em que iriam utilizá-lo para fazer a presença midiática).

Mas vamos ao que realente interessa: descobri um site interessante o  http://www.pedagiometro.com.br/ 

Nele vocês poderão fazer um comparativo do preço de uma viagem pelo interior do Estdo de São Paulo, e outra, muito mais longa pelo Brasil. É ver e comparar.

E ISTO AUMENTA AUMENTA AUMENTA O PREÇO DOS PRODUTOS, AUMENTA AUMENTA.......

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O LAMBE BOTAS


Existe uma figura que se destaca na tragicomédia das relações sociais de trabalho, também chamada de relações produtivas. Antes, entretanto, vamos aos diversos figurantes com papéis mais importantes:


1. Em primeiro lugar a chamada força de trabalho, hoje elevada à condição de “colaborador”. Sim, porque em determinado momento a “administração científica” considerou ser vergonhosa a denominação empregado; mas cá entre nós, é para disfarçar mesmo, a grande distinção social entre uma minoria de acionistas, ou empresários, latifundiários, ou popularmente falando, patrões, e as camadas numerosas de trabalhadores, ou operários, comerciários, “terceirizados”, trabalhadores rurais, etc...

2. Em segundo lugar, os proprietários dos chamados meios de produção. Em outras palavras, os que não trabalham, mas vivem fartamente do trabalho dos outros. Sim, porque tudo o que se comercializa e vende, deve-se, concretamente, ao trabalho realizado, e não ao controle, ou a gestão. Lógico, há uma visão empresarial, há uma tecnologia altamente evoluída, que põe uma pimenta nestes conceitos centenários de Marx, Engels e Lenin. Dizem até, que a mais-valia, com a robótica está desaparecendo...(sic)

3. Bem, agora vamos falar dos esprimidinhos, sim dos que ficam no meio desta história toda, dos que oscilam pensando ser uma coisa e são outra. Ou, dos que se esquecem do que são, e pensam ser mais do que não são. Entenderam? Bem refiro-me aos chamados estratos médios da população. Estes que a futura presidenta Dilma designa como “classe média”, um país de “classe média”. Aí estão, engenheiros, advogados, médicos, pequenos empresários, dentistas, tecnólogos de todo tipo, etc , etc, prestando serviço nas grandes corporações, ou tentando vôo solo, como se diz, de abrir o próprio negócio.

4. Há ainda o lumpen, o “exército industrial de reserva”, como Marx se referia, popularmente chamados de mendigos, povo de rua, abandonados, drogados, e por aí vai. Este é o povo que elegi, como o mais importante dentre estes todos, porque aqui está a fotografia do sistema, que ele não pode e não consegue esconder. Os que foram expulsos informalmente do sistema, que, obviamente, não se responsabiliza por tanta miserabilidade.

É difícil falar deste tema no Brasil de hoje, porque vivemos um período empreendedor, e estas palavras “tão antigas”, podem dar a impressão de que sou ultrapassado, e abordo coisas que não existem mais.

Bem, o dia-a-dia disfarça estas classificações e o ser humano acaba tomando uma dimensão toda especial e particular.

Concordo, portanto, que exista uma capa de proteção ideológica, que dilui tudo numa colcha de retalhos indecifrável, ainda que a verdade continue.

Ma há uma figura neste cenário não pintado, que me dá a mais profunda revolta e, ao mesmo tempo, piedade.

Refiro-me ao LAMBE BOTAS. Trata-se daquele chefe que é mais duro que o próprio patrão. Meticuloso na perfeição, de poucas palavras, sisudo, altamente controlador.

Hoje, passando por um mercado, vi o próprio. Conferia a entrada de produtos, com se o fornecedor estivesse roubando na quantidade, desconfiado. O entregador, passado, perdia o rebolado, e rígido, seguia todas as perguntas deste chefe. Dali a pouco veio uma funcionária com uma nota fiscal, e mostrou-a e este legítimo representante da empresa (ué, mas o “colaborador” agora também não é?). Este levantou os olhos de soslaio, e chamou-a para o lado, que submissa, seguiu sem falar nada. Parecia que ela era um infratora ao perceber uma infração, se houve infração. Aposto que ele adoraria um desvio, para justificar sua performance improdutiva.

Já vi patrões mais amáveis e compreensivos. Eu mesmo, pequeno empresário, já fui bem mais generoso que um cidadão destes.

Mas este não. Este não consegue falar. Seu vocabulário tem poucas palavra: vai, leva, não. Às vezes um “porquê ?” Quem convive com este tipo de “gente” vive sobressaltado, sem saber o que virá do mesmo.

Será que, quando chega a noite e eles voltam para suas casas, eles são assim também com suas esposas e seus filhos? Será que eles beijam seus filhos e os põe nos seus colos? Será que deitam-se com suas mulheres, e no calor do gozo dizem”eu te amo”?

Não sei, torço que sim, porque se isto acontece, eles ainda tem uma chance de se redimir desta postura anti-humana.

O mundo precisa ser transformado, e nossa educação interior deve formar um HOMEM NOVO, cheio de vida e verdade, transparente e justo. O mundo aguarda esta grande transformação.

Enquanto isto assistimos estes filmes de reality show, com personagens que nem Boris Karloff imaginaria.

domingo, 29 de agosto de 2010

GUERRAS E GUERRAS

ENCRUZILHADA DA VIDA DE CADA UM


Não posso aceitar que durante todo o tempo de minha vida só tenham notícias de guerras, de violências,  vícios,  abusos,  desprezos,  abandonos, assassinatos, manipulações de todos os tipos, discriminações, miséria. A quantidade de absurdos e idiotices é imenso, e torna o homem menor, vulgar, pária de si mesmo

Quando o ser humano irá superar esta fase primitiva da humanidade?

É preciso, urgentemente, fazer uma revolução na vida de toda gente.

Onde a porta esteja aberta, e o acolhimento perca sua vergonha.

Onde a palavra seja franca, e os olhos não necessitem desviar-se

Mãos que se entrelaçam, unidas, sem estarem fechadas, ou pior, amarradas.

É preciso convidar as tribos de todas as regiões, para fumarmos o cachimbo da paz, e não o do crack

Eliminar os fundamentalismos, que acorrentam povos inteiros em sua mentiras.

Será proibido mentir!

A verdade seja o modus vivendi

Que o rico partilhe sua riqueza, e não se envaideça

E que o pobre encontre oportunidades verdadeiras para atingir sua dignidade

Mundo de merda este!

sábado, 28 de agosto de 2010

A ÓTICA RELIGIOSA DAS ELEIÇÕES


Quero abordar um tema tabu, mas arrisco-me em refletir, porque considero que se deva superar uma série de falsas visões, para se amadurecer a relação religião e estado laico. Vamos lá, sou um homem de fé.

Ao pensarmos em participação política geral, supomos o envolvimento pleno do cidadão, seja em termos de conhecimento da realidade que o envolve, seja em termos práticos, com sua inserção em atividades sociais,  associações, sindicatos, etc..

Não é bem assim, quando pensamos na participação política dos fiéis. Por estarem em uma relação fechada, blindada, em seu segmento religioso, não possuem a mesma visão do homem político, mas etnocêntrica, que recebem, seja de pastores ou sacerdotes, onde a verdade tem sua exclusividade, em um "mundo pecador", que não deixa de ter sua verdade.

 Exemplifico: o aborto é um exemplo forte de conotação político religiosa, a obscurecer todos os outros temas de cunho social e econômico. Muitas vezes não se consegue sair deste tema, e o tornam ponto básico e final.

Não importa se o país avançou, se houve distribuição de renda, desenvolvimento.

Ainda que o aborto seja um tema importante, que deva ser discutido por toda a sociedade, nada justifica fazer dele forma de desviar o fiel de outras discussões, ou de subordinar tudo a este tema.

Isto particulariza a política, e aprisiona o fiel eleitor em ideológias  conservadoras, que não precisam discutir os problemas com profundidade, sobrevivendo nesta dimensão de desconhecimento.

Os fiéis não são chamados a refletir as conquistas sociais, mas a seguir determinadas posições abraçadas pelos seus líderes.

Durante os períodos entre eleições, de maneira geral, abordam as leituras biblícas numa dimensão abstrata, e quando muito, fazem numa vinculação com aspectos pessoais dos fiéis, mas raramente relacionando com o universo político geral, identificando os personagens antigos com os atuais. Não, isto não. Não me cabe avaliar este aspecto, mas constatar.

A religião torna-se assim, intrauterina, isto é, verifica se o candidato é da mesma confissão religiosa e se a frequenta com alguma reularidade, secundarizando quais sejam suas posições, que eventualmente podem até ser mesmo contrárias a de seus fiéis.

Isto quando não é o próprio líder religioso que assume um novo papel político,  lançando-se na política, mas aí carregando também esta visão intimista para o parlamento.

Acabam tornando-se atores políticos em atividades de fundo moral, como pedofilia, aborto, uniões conjugais de mesmo sexo, ou o divórcio.

No fundo, exercem a função religiosa no parlamento, sem ampliar suas atuações além dos aspectos morais, imaginando-se  num país teocrático, onde suas confissões religiosas conseguirão impor-se sobre as demais.

Algo não tão natural para um estado laico, onde as religiões usam o espaço para a disseminação dos valores sociais, que o Estado laico não se considera capaz de elaborar, e omite.

Mas as pequenas experiências que realizam, como ao assumir uma prefeitura, ou um governo estadual, acabam tornando-se iguais a de todos, sem o purismo com que se auto-definem, mas com as mesmas mazelas do dia-a-dia: suspeita de desvios de verbas, favorecimento de parentes, de apadrinhados, e assim vai.

Muito facilmente mudam de partidos, quando não fundam um, tendo em vista oportunidades de crescimento de suas influências. Como se vê os aspectos morais não se aplicam às posições políticas, que podem ser bem flexíveis



Muito cedo frustram seus fiéis em seus sonhos de um governo "do Senhor Jesus". Daí em diante, há um revertério: a política, mais atraente, exerce uma influência de fazer a igreja base politica de candidatura religiosa, tudo com muita doutrinação e disfarce.


As instituiçõe religiosas, entretanto, não estão imunes às influências dos ventos sociais que sopram no país, e acabam sendo obrigadas a repensar seus papéis, e novas oportunidades aparecem tentando repor doutrina e ação social coerentes com as necessidades sociais.

Um novo país exige ação decidida dos fiéis, rompendo paradigmas velhos e sendo colaboradores do processo de melhoria das condições de vida do povo, como erradicar a pobreza. Isto é possível, mas exigirá diálogo e diálogo.

Jesus disse: "A VERDADE VOS LIBERTARÁ!"

Vamos buscá-la.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

OS SEM CANDIDATOS

Visitando o povo de rua que mora no centrão da cidade de São Paulo, percebemos sua condição de pré-cidadãos, pré-moradores, pré-vestidos, pré alimentados, pré-eleitores,..pré..pré...

Estão à margem de tudo. Hoje, 27/08/2010, saimos por várias ruas, para aprendermos com o povo de rua, tão esquecidos, abandonados mesmo.

Acompanho um grupo da Aliança da Misericórdia, católico, pelas ruas do centro. Um senhorzinho, de cabelos brancos, acompanhou-nos, por todo o trajeto, ensinando-nos como silenciar, como ser simples com os irmãos, nós tão faladores e cheios de tantas verdades.

Encontramos um rapaz que logo veio ver-nos. Chorou, porque fora discriminado e demitido por um chefe mau e desmoralizado por alguns funcionários maus. Lamentava estar na rua, logo agora que ia bem no serviço. Dizia não ter feito nada que prejudicasse no serviço. Encorajamo-lhe a não desistir, e a ter fé em Deus, e que alguma oportunidade nova surgirá, se ele não desistir.

Ao sair, veio uma moça, magra e mal vestida, cheia de alegria procurar-nos. Ao lhe perguntarmos sobre sua vida, confessou-nos ter perdido pai e mãe, estando totalmente órfã. E chorou às lágrimas. conformâmo-la com palavras de esperança.

Continuamos. Vimos um morador de rua ceder um cobertor para um outro morador, paralítico, e outro ainda carregando alimento para outro morador com problemas de locomoção. Pensei, como eles são tão solidários entre si e nós tão egoístas. como ainda falta tanta solidariedade entre o povo. Penso: O socialismo só virá quando, de fato, o povo for tão solidário entre si, que conseguirá superar o apêgo materialista de coisas, pelo amor aos seus vizinhos, mais necessitados.

Paramos junto ao Ricardo, um morador de rua que ajeitava os cordões de um par de tenis novo. Comprara o tenis por R$50,00. Dá para imaginar um morador de rua comprando um tenis de 50,00? Estava se preparando para trabalhar. Precisava de um paletó e de uma gravata para o serviço de vigilante, mas tudo era muito caro. Encorajamo-lhe também a buscar. Á propósito, o Ricardo voltara de Brasília onde fora num evento político. foi o único sinal de contato do Estado com alguém da rua que soubemos, hoje.

Durante a noite aparecem os espíritas, os evangélicos, nós católicos, enfim todo tipo de doutrinas. O povo de rua tem paciência para ouvir a todos, e às vezes é obrigado a rezar na cartilha desta ou daquela igreja, como moeda de troca de algum alimento recebido. São abertos às discussões, e sempre estão dispostos a conversar; lógico, tem aqueles que querem a sua privacidade, e respeitamos, mas sua abertura ao diálogo é infinitamente maior que entre as classes mais abastadas,acumuladoras, capitalizadoras.

Vimos gente cantando usando um pedaço de pau como microfone, muitos enroladors em panos e cobertas.  Pelas 22:00hs o frio veio chegando. Como estou saindo de uma fortíssima gripe fui retornando para casa, não sem antes agradecer a Deus a oportunidade de aprender com o povo de rua a ser simples, e solidário.

Tenho ainda muito para aprender e para crescer.

OS SEM CANDIDATOS

Caminhar na noite paulistana, visitando o povo de rua que mora no centro da cidade, à partir da

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A PRODUÇÃO IDEOLÓGICA DA INFORMAÇÃO



É inevitável que, ao avanço da participação popular e do confronto de idéias no meio da sociedade, setores da mídia, antes acomodados no statu quo de únicos divulgadores das notícias, passem a sentir faltar os pés e as ondas sociais comecem  a balançar seus alicerces.

Exemplo disto é a afirmação de Frias Filho na pág A10 da folha de hoje 25/08/2010, onde afirma categoricamente que  "a memória do presidente anda ruim ou ele está distorcendo o episódio de propósito". O episódio foi um almoço em 2002, na FOLHA DE SÃO PAULO, onde Lula foi constrangido a tal ponto que teve de levantar-se e sair do almoço.

Que grandes anfitriões! Como foram educados em receber um candidato sem educação.

Que argumentos tão puros e sem segundas intenções como lhe "interpelar sobre o fato de ostentar desprezo pelo estudo mesmo depois de tornar-se um líder nacional"!  Como podia o peão querer continuar sem estudar num universo político de doutores trilingues.

Fico imaginando: como pode este jornal ser independente diante do leitor, com alguém na direção que agiu desta forma com o presidente Lula, naquela época?

 Foi só crescer a Candidata Dilma nas pesquisas, e notícias são fabricadas.

Por exemplo:
Inventam que os partidos que lhe apoiam já estão discutindo a formação dos ministérios. Para qualquer leigo, é fácil saber que só uma pessoa despreparada faria isto, em plena campanha, e que portanto, Dilma jamais entraria nesta questão, antes dos resultados das eleições, mesmo porque há uma reformulação do congresso que determinará esta composição ministerial. E isto só ocorrerá depois de divulgados os resultados das eleições. Estou certo?

Assim, só podemos entender esta notícia como um fato criado para fins eleitoreiros da oposição, para uso em seus horários e propaganda na TV e no rádio.
 É só conferir no horário da propaganda eleitoral.

Lula em seu discurso no Mato Grosso repetiu varias vezes:

Pesquisem! e descobrirão.
Pesquisem!


Para terminar fica o anedótico do candidato Serra ser obrigado  a pegar um metrô lotado para fazercampanha no metrô, ao mesmo tempo que mostra as condições atuais de uso do mesmo, que é deplorável.

Ah ah ah ah ah

DÍVIDAS

   Os problemas  não adormecem,  estão dispostos                    nas prateleiras,  como integrantes  da familia: são mobílias,  vasos,  t...