sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fernando Haddad terá grande rejeição nas eleições




Pode-se alegar o que quiser, mas Fernando Haddad nem começa a campanha, e já amarga grande rejeição.

A começar com os problemas encontrados nas provas do Enen.

Ainda que o esforço por elaborar exame de tão grandes proporções, e por ter êxito em um bom par de vezes, também é verdade que já houve vazamento das provas, tornando-se algo regular desde então sempre acontecer algo.

A situação ficou de tal forma desconfortável que Fernando Haddad  suspendeu um dos exames anuais deste 2012, para não aumentar a munição da oposição contra ele.

Que não dizer das propagandas anti-homofóbicas, que se popularizou como Kit gays, que ele lançou para ser divulgado nas escolas, e que tiveram severa reação dos setores evangélicos e católicos do país.

Agora, Fernando Haddad perdeu o apoio das igrejas cristãs. Sim, ele vai correr atrás, para desfazer a imagem, mas poderá ser tarde.

Os acenos de Kassab em fazer aliança do seu PSD indicando Guilherme Afif Domingues  na posição de vice, também é uma faca de dois gumes, pois já está deixando Marta Suplicy com pesadelos, ela que foi bombardeada pelo Prefeito quando concorreu, e em resposta, o acusou de ser...bem deixa isto para lá.

Por fim, o sal.

Não o Pré-sal, mas o sal.

Falta sal ao candidato.

Ele não empolga, não envolve.

Troca Itaim Paulista, na zona leste, com o Itaim Bibi, na chique região da Faria Lima e adjacências.

Acrescente-se a isto  a resistência do PC do B, aliado histórico do PT, em se submeter mais uma vez, sem lançar candidatura à Prefeitura de São Paulo, e manter-se firme na campanha de Netinho de Paula.

O quadro que se desenha é de uma campanha multifacetada, diferentemente das anteriores, polarizada.

O PSDB tem vários pré-candidatos com relativa importância, e que uma vez escolhido, terá o respaldo da máquina tucana, que no Estado é forte e pode influir. Mas não terá o apoio de Kassab, que, neste caso, prefere lançar Afif solo.

O quadro muda apenas e tão somente se Serra sair da hibernação sarcófaga a que se autossubmeteu, e desejar ser mais uma vez interino na Prefeitura, sim porque seu desejo real é o de candidatar-se para a Presidência da República.

O PMDB vem de Gabriel Chalita, o doce candidato, que perdeu apoio até da Canção Nova, nas eleições passadas, por apoiar Dilma para a Presidência. Mas, está inteiro e vem para disputar, podendo catalizar os votos cristão católicos carismáticos, que tem alguma expressão, e de alguns evangélicos.

Avalio que há uma chance concreta dos setores progressistas alcançarem a prefeitura nestas eleições, exatamente devido ao caráter que esta campanha está apresentando, de diversidade de candidaturas.

Deve-se considerar também que o eleitorado paulistano é bastante conservador, pois é cotidianamente bombardeado pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista), que esconde o problemas no seu quintal, e suja o do vizinho.

È uma luta estratégica, que tem peso significativo, para as eleições presidenciais de 2014.

Rios de dinheiro serão derramados aqui neste ano.

Quem souber catalizar e fazer alianças, pode partir com alguma munição a mais.

Vamos aguardar os próximos lanches do tabuleiro.







Greve começa no Rio de Janeiro



Aquilo que as elites odeiam, que é ver uma greve alastrar-se por todo o território nacional, está acontecendo. Até tentaram fazer uma relação entre movimento grevista e vandalismo, para caracterizar o movimento como anárquico.

Os Policiais militares, civis e os bombeiros fizeram uma assembléia na Cinelândia e decidiram pela greve.

Nota: a primeira reivindicação é a libertação do cabo Daciolo.

Pedem também um salário de R$3.500,00.

Os soldados do Bope foram chamados para fazer a segurança da região onde estava ocorrendo a assembléia e eles se recusaram.

Alguns batalhões também, deixando o governo do Rio com a impressão de que o movimento tem repercussão dentro das categorias.

Falta São Paulo, baluarte dos tucanos.

O movimento social cresce rapidamente

Greve dos bombeiros na Bahia. Greve dos bombeiros, polícia civil e militar no Rio declarada esta noite. Greve de motoristas em SP marcado para a próxima segunda. O movimento social cresce rapidamente e deve ser analisado sob o ponto de vista da crise internacional, e de um distanciamento de um governo progressista das bases que o elegeram.
A direita usa da greve para afirmar que há uma proibição constitucional de greve para militares e polícias.

Vamos apoiar este movimento, porque afinal ele tem razões que põem as categorias nas ruas.

Esta greve coloca também  uma passagem estreita entre apoio ao governo e apoio ao movimento.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Bombeiros: estaríamos passando por uma nova síndrome de Cabo Anselmo?

Todos sabemos que o Cabo Anselmo, líder dos marinheiros em 1964 e testa de ferro da direita, protagonizou uma radicalização que instigou as forças reacionárias no Brasil a antecipar o golpe militar que já vinha sendo engendrado.

Podemos dizer, que as próprias forças reacionárias plantaram uma radicalização para justificar o golpe. Isto não é tão impossível de se pensar, sendo mesmo bem possível, conforme depoimentos deste recentemente no Roda Viva..

São muito poucas as notícias que se tem, mas eu li, num canto de página da Folha, neste período de greve, que o líder da Associação dos PMs da Bahia é filiado ao PSDB. Isto pode não ser verdade, mas deixa uma pulga atrás da orelha.

Outro aspecto importante foi o movimento eclodir no estado onde a esquerda está bem estabelecida, e com políticas sólidas. O Governador mesmo foi sindicalista, e a greve ocorreu sem nenhum conhecimento do Governo da Bahia. Sinistro.

É notória a intenção  de desgaste do Governo Jacques Wagner neste episódio.

Vamos apoiar os PMs em suas reivindicações, mas invadir a AL foi um ato profundamente antidemocrático.

Já imaginaram o Exército tendo de invadir a Assembléia Legislativa?

Este é o grande sonho de bolsonaro.

De repente eles gostam de novo e se acostumam.

Vamos apoiar os bombeiros em, suas lutas, e repudiar o golpismo dentro do meio sindical.

Afinal esta é uma época de acumulação de forças ainda, e é um quadro que não parece que irá mudar da noite para o dia..

Resta uma questão: será um balão de ensaio?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Demografia em queda livre. Taxa de fecundidade do Brasil (1,9 filhos por mulher) é menor que a dos EUA

Vale a pena ler este artigo do Zenit sobre a queda na taxa de fecundidade no mundo e o aumento da crise internacional.

A baixa fecundidade e a crise econômica
Terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 (ZENIT.org) - O desenvolvimento sustentável é a palavra de ordem do século XXI e não pode ser conseguido sem a melhoria da saúde reprodutiva. É o que disse em recente reunião da Comissão Executiva do UNFPA o diretor Babatunde Osotimehin, conforme comunicado de imprensa de 1º de fevereiro.
A UNFPA é o organismo da ONU responsável por promover o planejamento familiar, que inclui os contraceptivos e o acesso ao aborto. Reduzir a fertilidade, de acordo com o Diretor Executivo, é a chave para o sucesso econômico.No entanto, esta afirmação é cada vez mais desmentida pelos fatos.

O Japão é um dos exemplos mais evidentes. Os últimos dados oficiais prevêem uma diminuição de 30% da população nipônica, que deverá cair para menos de 90 milhões até 2060.

Para aquele ano, conforme publicado pela Reuters em 30 de janeiro, o número de pessoas de até 14 anos será inferior a 8 milhões na Terra do Sol Nascente, em contraste com os 35 milhões de cidadãos com 65 anos ou mais, que haverá na mesma época.

As previsões apontam que a taxa de fecundidade no país, ou seja, o número esperado de crianças nascidas por casal, deverá cair para 1,35 em 2060, em comparação com 1,39 em 2010, muito abaixo dos 2,08 necessários para impedir o declínio da população.

Estas projeções se baseiam em estimativas do censo japonês de 2010 e apresentam três cenários: um moderado, um otimista e um pessimista. Todos foram traçados pelo Instituto Nacional de População e Pesquisa de Segurança Social, como informou o jornal Daily Yomiuri Online (31 de janeiro).
O prognóstico divulgado corresponde à estimativa moderada e prevê que 39,9% da população terá 65 anos ou mais em 2060.
Mesmo antes da publicação dos últimos dados, já havia preocupação com as consequências econômicas da baixa taxa de natalidade no Japão.

Além disso, o que está acontecendo naquele país é uma prévia do que também acontecerá em outras economias maduras.

Uma reportagem da Reuters, de 12 de janeiro, cita um especialista do Deutsche Bank em Hong Kong, Ajay Kapur, que afirma que os mercados acionários estão preocupados com as tendências demográficas na maioria das economias desenvolvidas. Segundo Ajay Kapur, seria um erro fundamental pensar que a estagnação econômica do Japão nas últimas duas décadas seja um caso único.

"Ao longo dos próximos cinco anos, todos os dezoito países desenvolvidos dos quais o Deutsche Bank possui dados do mercado imobiliário ao longo dos últimos cinquenta anos vão sofrer um declínio nas suas relações de população em idade ativa", reforça o analista na matéria da Reuters.
A combinação de menos pessoas na força de trabalho e altos níveis de dívida leva a condições econômicas muito desfavoráveis, adverte ainda Kapur.
O envelhecimento da população significa que uma reforma séria da previdência social e do sistema fiscal é necessária no Japão, de acordo com o secretário-geral do governo, Osamu Fujimura, que se manifestou a respeito durante uma conferência de imprensa neste 1º de fevereiro (Daily Yomiuri Online).

Em 1960, um aposentado japonês era sustentado por 11,2 trabalhadores. Em 2010, para sustentar cada pensionista existem apenas 2,8 trabalhadores. Em 2060, espera-se que haverá no país apenas 1,3 trabalhadores para cada aposentado.

Muitos outros países estão tentando lidar com os efeitos de uma taxa de fecundidade que caiu abaixo do nível de reposição. Conforme relatado pelo Guardian (23 de janeiro), o presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, alertou que a falta de crianças no país é "uma séria ameaça à segurança nacional".

Em 1951, cada mulher na ilha tinha em média sete filhos. Em 2010, a taxa de fertilidade caiu para 0,89. Se hoje cerca de 14% da população tem mais de 65 anos, esse número poderá dobrar em apenas duas de décadas.

Ainda de acordo com o Guardian, atualmente sete pessoas que trabalham em Taiwan sustentam um aposentado, mas em 2045 essa proporção cairá para apenas 1,45. "Um envelhecimento rápido significa um declínio na força de trabalho, e, no longo prazo, sugere um declínio da própria população, o que desacelera a economia", afirmou Mas Tieying, economista do DBS Bank, em Cingapura.

Seu alerta consta em um relatório sobre as prementes consequências econômicas da baixa fertilidade em Taiwan, publicado em 25 de janeiro do ano passado pela Bloomberg BusinessWeek.
Uma geração
Outro especialista que recentemente se manifestou sobre o assunto é Sarah Harper, diretora do Instituto Oxford de Envelhecimento Populacional, da Universidade de Oxford. Segundo Harper, em meados do século, a União Europeia registrará um aumento médio de 23% no custo das aposentadorias (The Independent, 31 de janeiro).A pressão máxima, no entanto, não será na Europa, mas nos países da América Latina e da Ásia, que estão experimentando um rápido declínio das taxas de fertilidade.

A Europa, reiterou Harper, teve mais de um século para se adaptar a essas mudanças, mas a maioria dos países em desenvolvimento terão somente uma geração.
O rápido declínio dos nascimentos na América Latina, devido em parte a programas patrocinados pelas Nações Unidas, é evidente em dois exemplos recentes.Um relatório divulgado em 25 de janeiro pela Prensa Latina indica que, provavelmente, a população entrará em declínio até 2025. Segundo o diretor do Centro de Pesquisa sobre População e Desenvolvimento, Juan Carlos Alfonso, 26% da população da região terá atingido até então a idade de sessenta anos.

Outro estudo, veiculado em 15 de janeiro pela emissora de rádio U.S. National Public Radio, revelou que, da média de seis filhos por mulher que o Brasil tinha há cinquenta anos, o país tem hoje uma taxa de fecundidade inferior à dos Estados Unidos: 1,9 filhos por mulher.Quedas tão rápidas e dramáticas nas taxas de nascimentos empurram inevitavelmente para graves crises econômicas, muito distantes do suposto "desenvolvimento sustentável".
Pe. John Flynn, LC

Polícia Federal fez o papel de bode espiatório na privatização dos aeroportos

Como pode a Polícia Federal depois de estudar por meses uma quadrilha que roubava malas dos aeroportos, resolver prendê-los exatamente no dia em que estava se realizando o leilão dos aeroportos de Cumbica, Viracopos e Brasília?

Isto cheira armação, e lança forte suspeita de que setores privatizantes estão bem articulados nos vários órgão do governo, a ponto de sincronizarem ações de propaganda.

Sim, porque o que se conclui disto, é que agora é bom privatizar porque vai acabar com a roubalheira nos aeroportos, muito comum ao serviço público.

Fica registrado o protesto.

Para completar a coincidência cairam lajes de um cômodo, de vários andares em um prédio de São Bernardo, nos moldes do acidente da Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro.

Como eu não acredito em acaso, penso que deve ser um sinal a ser refletido.

As estruturas estão desabando.

Atenção!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Privatização de aeroportos é traição de princípios

Não se pode aceitar a privatização dos aeroportos de Viracopo, Cumbica e Brasília como ação progressista de governo.

Foi mais que um retrocesso, mas uma traição de princípios, um medo das elites e um sentimento de incapacidade de dexar o estado gerir os negócios.

Dilma passou a campanha denunciando a privatização da Petrobrás e agora faz isto?

Não tenho rabo preso com o governo nas questões que discordo, e guardo o direito de declarar alto minha profunda discordância desta fase vendilhã do governo.

Porque a mídia golpista não fez nenhum comentário contrário à privatização dos aeroportos? Porque este foi um gol que eles marcaram dentro do governo, tornando-o semelhante aos tucanos e demos.

E porque setores "de esquerda" dentro do governo estão em silêncio de omissão?

As eleições deste ano são importantes para a esquerda aumentar o seu poder de influência, para impedir mais ações deste tipo.

O tempo está mudando o PT, partindo dos trabalhadores.

Adeus.


Comecou a 3ª Guerra Mundial

 Os conflitos na Ucrania e Irã estão num processo de aumento, agora comprometendo a navegação internacional.  Os EUA aprisionando navios pet...