domingo, 27 de janeiro de 2013

A verdade e a solidão

Quanto mais tomo pé da verdade, menos participo de um grupo específico. Sobram diferenças. A verdade e a solidão são irmãs siamesas, coladas. Por conta disto sou discriminado. Sempre querem a adesão sem restrições, que não posso oferecer. Porque a verdade pede fidelidade. Sigo assim só, eu e a verdade, confrontando-me neste silêncio íntimo. Quisera ser o líder de todo um povo, um libertador, mas já não posso mais. Além da idade, está um desejo de que cada um seja o seu próprio líder. Porque quanto maior um líder, menos autossuficiente estará um povo. Choro pelos que se vão pelas diferenças, sem aceitar a diferença, e enxergo ainda o mundo muito falso moralista, com, no mínimo, duas faces: a da frente e a detrás, com linguagens diametralmente opostas. Consolo-me com Deus, em seu silêncio providente, em escutar esta angústia existencial. Pelo meu violão, traço novas notas e vou escrevendo uma nova canção, mansa harmônica para acalmar meu interior desnutrido de vida plena, de convivência.

sábado, 26 de janeiro de 2013

HAARP: o projeto militar dos EUA que pode ser uma arma geofísica


    Retirei do site tecmundo. Vale a pena ler e pensar com calma. Talvez
     esteja em curso uma nova modalidade de guerra onde as atuais 
    catástrofes estejam dentro de um planejamento militar.
Por Renan Hamann em 26 de Janeiro de 2011

Em 1993, começou a funcionar no Alasca (Estados Unidos) o HAARP, 
um projeto de estudos sobre a ionosfera terrestre. O HAARP, que 
significa “Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta 
Frequência”, visa a compreender melhor o funcionamento das 
transmissões de ondas de rádio na faixa da ionosfera, parte 
superior da atmosfera.
Segundo relatos oficiais, o projeto tem como objetivo principal 
ampliar o conhecimento obtido até hoje, sobre as propriedades
 físicas e elétricas da ionosfera terrestre. Com isso, seria 
possível melhorar o funcionamento de vários sistemas de 
comunicação e navegação, tanto civis quanto militares 
(o que gera desconfiança em grande parte dos conhecedores
 do HAARP).
Para realizar estes estudos, as antenas de alta frequência 
do HAARP enviam ondas para a ionosfera visando a aquecê-la
. Assim são estudados os efeitos das mais diversas interações
 de temperaturas e condições de pressão.
Visão aérea do HAARP
Fonte da imagem: HAARP

Por que no Alasca?

A criação das instalações foi possível graças a uma parceria 
entre a Força Aérea Americana, A Marinha dos Estados Unidos
 e também da Universidade do Alasca. Esta última foi escolhida
 a dedo, graças à localização: a ionosfera sobre o Alasca é 
pouco estável, o que garante uma maior gama de condições 
para os estudos.
Outro fator que pendeu para que os pesquisadores escolhessem
 o Alasca é a ausência de grandes cidades nas proximidades. 
Assim, não há ruídos na captura de imagens e sinais, pois
 os sensores ficam localizados ao alto de algumas montanhas.
  Também há informações de que este local sofreria o menor 
impacto ambiental entre as áreas candidatas a receber o HAARP.

Ionosfera: íons e mais íons

Esta faixa recebe este nome porque é bastante ionizada, ou seja, 
perde e ganha elétrons com facilidade, o que a deixa em constante 
carregamento elétrico. O grande agente ionizador da ionosfera é o 
sol, que irradia muita carga na direção da Terra, mas meteoritos
 e raios cósmicos também influenciam bastante na presença dos íons.
Ionosfera fica entre 100 e 350 Km sobre a superfície
Fonte da imagem: Wikipédia


















A densidade dos íons livres é variável e apresenta alterações
 de acordo com vários padrões temporais, hora do dia e estação
 do ano são os principais pontos de variação da ionosfera. Outro
 fenômeno interessante acontece a cada 11 anos, quando a 
densidade dos elétrons e a composição da ionosfera mudam 
drasticamente e acabam bloqueando qualquer comunicação 
em alta frequência.

Reflexão ionosférica

Há frequências de ondas que são, quase, completamente refletidas
 pela ionosfera quando aquecida pelas antenas HAARP. Os pesquisadores
 do HAARP pretendem provar que essa reflexão pode ser utilizada como
 um satélite para enviar informações entre localidades, facilitando as 
comunicações e também a navegação, melhorando os dispositivos 
GPS utilizados atualmente.
O problema é que ainda não se conhecem as reais propriedades 
da reflexão ionosférica. Além disso, há o fato de as propriedades 
da ionosfera se modificarem durante a noite, por exemplo, quando 
a altitude dela aumenta e as densidades ficam mais baixas.
 Essas variações tornam difícil uma padronização para o envio 
de ondas, independente do comprimento delas.

HAARP: um novo modo de estudo

Há várias formas de estudo das faixas da atmosfera terrestre. Para as
 camadas mais baixas, até mesmo balões podem ser utilizados para 
capturar dados sobre diferenças nas condições naturais. A camada de
 ozônio, por exemplo, é verificada com balões meteorológicos que 
realizam medições das taxas de radiação que ultrapassam pela atmosfera.
Antenas de transmissão
Fonte da imagem: HAARP












Por ficar muito mais acima, balões meteorológicos e satélites não 
podem ser utilizados para realizar medições e análises sobre a 
ionosfera. Por isso o HAARP é tão importante, já que utiliza a maneira
 mais eficiente de contatar o setor: antenas de emissão de ondas de
 frequência altíssima.
Os resultados são utilizados para entender como o sol influencia no sinal
 de rádio em diversas faixas de frequência. Utiliza-se também um
 “Aquecedor Ionosférico”, conhecido como “Instrumento de Investigação
 Ionosférica”, ele transmite frequências altas para modificar a ionosfera
 e entender os processos produzidos em sua composição.
Antenas de recepção e diagnóstico
Fonte da imagem: HAARP












As antenas do Instrumento de Investigação emitem sinais para altitudes
 entre 100 e 350 Km. Outros aparelhos do mesmo projeto são 
responsáveis pela recepção dos sinais, interpretando-os e 
permitindo a criação de relatórios sobre a dinâmica do plasma 
ionosférico e também sobre a interação entre o planeta e o sol.

Aquecendo a ionosfera: riscos?

O HAARP não é o único aquecedor ionosférico do planeta. Há também
 um localizado na Noruega e outro na Rússia. Todos eles realizam
 o mesmo processo: utilizam antenas de alta frequência para 
aquecer a ionosfera e criar uma aurora artificial.
Geradores de energia poderosos
Fonte da imagem: HAARP











Essa aurora artificial é muito aquecida, o que pode gerar elevação
 nas temperaturas em determinadas localidades do planeta. Em
 uma espécie de efeito estufa ionosférico, locais abaixo da ionosfera
 atingida pelas antenas do HAARP podem ter suas temperaturas 
elevadas em alguns graus centígrados.

O outro lado da moeda: as conspirações

Assim como boa parte de tudo o que é produzido sob tutela de
 alguma das forças armadas norte-americanas, o HAARP também 
gera uma série de desconfianças por parte das mentes mais conspiratórias. 
Ameaça global ou apenas melhorias nas tecnologias de comunicação? 
Confira as teorias de conspiração que envolvem este projeto.

Arma geofísica: a denúncia russa

E nem todas estas teorias surgem de movimentos independentes. 
A prova disso aconteceu em 2002, quando o parlamento russo apresentou
 ao então presidente Vladimir Putin documentos que afirmavam 
veementemente que os Estados Unidos estariam produzindo um novo 
aparelho, capaz de interferir em todo o planeta, a partir de pontos isolados.
Vladimir Putin
Fonte da imagem: Kremlin
















O relatório dizia que o HAARP seria uma nova transição na indústria 
bélica, que já passou pelas fases de armas brancas, armas de fogo, 
armas nucleareas, armas biológicas e chegaria então ao patamar 
de armas geofísicas. Segundo estas teorias, seria possível 
controlar placas tectônicas, temperatura atmosférica e até mesmo ç
o nível de radiação que passa pela camada de ozônio.
Todas estas possibilidades podem gerar uma série de problemas 
para as populações atingidas. Atingindo países inteiros, desastres 
naturais podem minar economias, dizimar concentrações populacionais
 e gerar instabilidade e insegurança em toda a Terra.

Terremoto no Haiti

Quais seriam os efeitos dos controles de frequência sobre as 
placas tectônicas? Segundo a imprensa venezuelana a resposta é:
 terremoto. O jornal “Vive” afirma que teve acesso a documentos 
que comprovam a utilização do HAARP para manipular a geofísica
 caribenha e ocasionar os terremotos do Haiti, que causaram a 
morte de mais de 100 mil pessoas.
Mapa dos terremotos no Haiti
Caso esteja se perguntando os motivos para a escolha de um país tão 
pobre, as teorias conspiratórias também possuem a resposta para esta
 pergunta. Os Estados Unidos precisavam de um local para testar o potencial
 de sua nova arma. Os testes oceânicos não davam informações suficientes
 e atacar os inimigos no oriente médio seria suicídio comercial.
Afinal de contas, terremotos poderiam destruir poços de petróleo muito valiosos. 
Assim, o governo norte-americano viu no Haiti, um país já devastado, o perfeito 
alvo para seus testes. Sem potencial econômico e sem possuir desavenças 
com outros países, dificilmente haveria uma crise diplomática com a destruição
 do Haiti.

Bloqueio militar

Outra teoria bastante defendida diz que os Estados Unidos poderiam causar
 um completo bloqueio militar a todas as outras nações do mundo. 
Causando interferências nas ondas habituais, impedindo que 
qualquer frequência seja refletida pela atmosfera e até mesmo que 
dispositivos de localização possam ser utilizados.
Para isso, a defesa norte-americana só precisaria aquecer a ionosfera
 com seus aquecedores HAARP. Com a potencia correta, todo o planeta 
ficaria em uma completa escuridão geográfica. Então, apenas 
quem possui o controle do aquecedor ionosférico poderia ter acesso aos
 dados de localização e navegação de seus veículos militares.
Radares poderiam ser bloqueados facilmente














Fonte da imagem: Marku 1988
Também se fala em mapeamentos de todo o planeta em pouco minutos,
 pois as ondas de frequências extremas poderiam criar relatórios 
completos de tudo o que existe na superfície terrestre. Elementos 
vivos ou não, tudo poderia ser rastreado pelas ondas do HAARP. 
Pelo menos é o que dizem as teorias conspiratórias.

Controle mental

Existem ondas de rádio em diversas frequências, por mais que 
não sintonizemos nossos rádios para captá-las, elas estão no ar. 
O som também é emitido em frequências e há amplitudes delas
 que os ouvidos humanos não são capazes de captar, mas isso
 não quer dizer que elas não existam. Somando estes dois pontos,
 temos mais uma teoria conspiratória.
Utilizando uma mescla de ondas de rádio com frequência sonora, 
os Estados Unidos poderiam manipular a mente coletiva para que
 algum ideal fosse defendido ou algum governo rival fosse atacado. 
Enviando as informações para toda a população em frequências
 que não poderiam ser captadas por aparelhos, não demoraria 
para que a “lavagem cerebral” estivesse concluída.
Ondas de controle mental estão no ar











Há quem diga que este tipo de manipulação será utilizado 
em breve no Irã. O governo atual não é favorável às políticas 
norte-americanas, portanto seria vantajoso que o povo se 
rebelasse contra os seus líderes. Mensagens antigoverno 
seriam incutidas na mente do povo iraniano com o auxílio 
das antenas HAARP.
Nota sobre as teorias conspiratórias
É necessário lembrar que estas teorias são originadas 
em fontes que, muitas vezes, não possuem informações
 concretas sobre os assuntos tratados. Logo, a utilização
 delas neste artigo possui fins ilustrativos e não devem ser
 encaradas com verdades absolutas.

Pura ficção?

No desenho G.I. Joe: Resolute, o programa HAARP é 
capturado por vilões que desejam transformar o potencial do projeto 
em uma arma de destruição em massa. Além dos danos que
 citamos nas teorias conspiratórias, nesta história as antenas
 transformavam-se também em canhões de energia.
Enviando enormes quantidades de energia para a ionosfera, que 
refletia toda a energia, os vilões poderiam acabar com qualquer
 lugar do planeta, apenas mirando e concentrando o poder energético
 das antenas de frequências altíssimas localizadas no Alasca.
Quando se fala no mundo real, tudo o que se tem de concreto 
sobre o HAARP é que estudos são feitos constantemente sobre a 
ionosfera terrestre para que ela possa ser transformada em uma 
antena de transmissão de informações, beneficiando as comunicações
 e sistemas de navegação.
Frequências altíssimas saem destas antenas










Fonte da imagem: HAARP
Mas será que é somente para isso que os investimentos bilionários do 
governo norte-americano estão sendo utilizados? Nunca foram revelados
 dados concretos sobre o dinheiro empregado no projeto, mas há especulações
 de que mais de 200 milhões de dólares sejam gastos por ano com 
as antenas do HAARP.


Leia mais em: 
http://www.tecmundo.com.br/tecnologia-militar/8018-haarp-o-projeto-militar-dos-eua-que-pode-ser-uma-arma-geofisica.htm#ixzz2J7XojbgX

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O marido à beira da cama.

A esposa deitada. Ele, em pé.

Olha-a com o mesmo carinho de quando se conheceram.

Agora o Mal de Alzheimer atravessa sua lucidez impedindo-a de verbalizar o que vê e sente.

Sobram-lhe os olhos, o balançar da cabeça.

Ele, incólume, mantém o mesmo cuidado e carinho.

Veste-se elegantemente, como um noivo que vai visitar a jovem noiva.

A idade não arrefece o ardor conservado meticulosamente durante anos a fio.

Confidenciou-me que ao deixar o leito em que está, doente, sua esposa, de retorno à casa, os médicos constatam alteração no batimento cardíaco, aumento de pressão.

Fala-me disto com orgulho, prêmio de tantos anos, tentos marcados na união.

Admiro este homem velho e fiel.

Quantos jovens, hoje, não se entregam em aventuras extemporâneas, como se nada valesse o casamento.

De fato, ele não se importa com o que acho: permanece religiosamente ao lado da cama como se fosse o leito nupcial.

De vez em quando, ela balança a cabeça, e ele entende imediatamente o que é: beber água, ou arrumar a máscara de oxigênio.

Mantém a mesma atenção e cuidado de sempre.

Volto para casa meditando sobre meu casamento, tantas vezes falho e esquisito.

Retorno admirando aquele homem e aquela mulher pela união que ainda sustentam, malgrado a enfermidade, a separação forçada.

Rogo a Deus por ambos, tão conscientes deste momento difícil de suas vidas, e no entanto, coincidentemente, tão amoroso.

O pecado e padre Vieira



Retirei do Zenit

Uma fotografia formidável do pecado
Por Edson Sampel
SãO PAULO, 24 de Janeiro de 2013 (Zenit.org) - Nalgumas comunidades eclesiais, evita-se falar em pecado. Vamos cuidar das coisas boas, dizem certas pessoas. Há, até, quem afirme que o pecado não existe; é obsessão de gente moralista! Por que tal postura? Afinal de contas, hoje em dia, o pecado está tão presente e atuante no mundo. Se não, vejamos. Atentemo-nos para as guerras intestinas em vários países. Observemos os inúmeros assassínios e chacinas que ocorrem dia a dia na nossa cidade, no nosso país; as falcatruas, os roubos e prevaricações libidinosas e administrativas; os crimes de trânsito impunes; a pedofilia; o sexo como mercadoria; o aborto institucionalizado... Meu Deus! Difícil afirmar que não se perpetram pecados hodiernamente. Há-os tantos!
Em geral, esquecemo-nos de um tipo de pecado: o pecado de omissão. Quando questionados, respondemos: eu não cometo pecado nenhum, pois não faço mal a ninguém! Todavia, é pecado deixar de praticar boas obras; esquivar-se do dever de socorrer o próximo, sobretudo o pobre. Jesus no-lo confirma esta doutrina no evangelho do juízo final: “estive com fome, com sede, faminto, e não me socorreste” (Mt 25, 31-46).
Ninguém soube descrever melhor a feiúra do pecado que o “imperador da língua portuguesa”, pe. Antônio Vieira, SJ. Transcrevo a seguir um excerto do Sermão da Publicação do Jubileu, pregado em 1654. Ouçamos o grande jesuíta:            
“Sabeis vós (...) por que não tendes ao pecado o horror e aborrecimento que o menor deles merece? É porque não conheceis a sua fealdade. Representá-la como verdadeiramente é não é possível (...).
Considerai-me uma cara (que não mereça nome de rosto, nem ainda de monstro) deformissimamente macilenta, seca e escaveirada, a cor verde-negra e funesta, as queixadas sumidas, a testa enrugada, os olhos sem pestanas nem sobrancelhas e, em lugar das meninas, duas grossas belidas; calva, remelosa, desnarigada: a boca torta, os beiços azuis, os dentes enfrestados, amarelos e podres, a garganta carcomida de alparcas, em lugar de barba um lobinho que lhe chega até os peitos, e no meio dele um cancro fervendo em bichos, manando podridão e matéria, não só asqueroso e medonho à vista, mas horrendo, pestilento e insuportável ao cheiro. Cuidais que disse alguma coisa? Do que verdadeiramente é [o pecado], nem sobras (...).” 
O pecado tem de ser debelado, destruído. No lugar dele, há de vicejar a caridade, verdadeira antítese do mal. Aí, sim, surgirão coisas boas de que tratar. É oportuno termos em mente uma fotografia formidável do pecado, como a tirada por Vieira. Contudo, jamais percamos de vista o princípio de que o pecado tem de ser realmente odiado; já o pecador será sempre amado e respeitado. 
O modo ordinário de se conseguir a absolvição do pecado é o sacramento da penitência, consoante prescreve o cânon 960. De fato, Jesus, sumamente misericordioso, instituiu o mencionado sacramento, ofertando-nos a oportunidade de lograrmos a absolvição até mesmo com uma contrição imperfeita ou atrição, isto é, quando nos arrependemos precipuamente pelo temor das consequências nefastas da ofensa a Deus. Segundo o estatuído no cânon 989, todo fiel deve confessar os pecados graves, ao menos uma vez por ano.
Edson Luiz Sampel é Doutor em direito canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano. Membro da União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp). 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O que sustenta os pais diante da dor da perda de um filho.

Visitei estes dias um rapaz de 22 anos de idade. Está com câncer terminal, no cérebro. Fez uma cirurgia e retirou o tumor. Uma semana depois surgiu novamente no mesmo lugar e na mesma proporção. Os médicos retiraram o que puderam. Não fizeram mais porque poderia comprometer a visão, os movimentos e o rapaz ficaria vegetando.
O rapaz é metalúrgico. Fez Senai, aperfeiçoou-se como torneiro ainda jovem. Ajudava com o seu salário no sustento da casa. Brincalhão com a mãe e o pai, não era de sair à noite, nem dado a bebidas e baladas.
O cérebro inchou tanto que tiveram de retirar uma parte da tampa da cabeça, para não gerar um problema maior de compressão. Puseram uma bandagem reforçada sobre sua cabeça para proteger a área descoberta. O rapaz está consciente, mas a sua expressão é de fim. Mudo e com os olhos parados, sabe que seu fim está chegando e já não esboça reação. Aceita porque não tem como evitar. O pai passa a tarde em pé ao lado do leito acariciando o filho. A mãe, mais forte, me explica que os médicos lhe disseram que não tinha nada mais para ser feito.
Estão à espera. Pergunto-me: o que sustenta o sofrimento deste pai e desta mãe? A resposta está em Jesus Cristo, e no mundo vindouro. Caso contrário o choro e o ranger de dentes seria imenso.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A luta ideológica passa pela questão religiosa

Temos uma tendência em colocar a discussão religiosa à margem da discussão política, como se fosse um apêndice deste leviatã político, órgão não previsto no corpo e que pode comprometer todo o organismo. Assistimos hoje uma bancada evangélica na Câmara e no Senado que procura fincar posição sobre aspectos éticos e morais da vida brasileira, suas relações, mas tem no horizonte tornar o Brasil um estado evangélico, e num passe de mágica afirmar que Jesus Cristo é quem detém o controle sobre a nação, como se não tivesse.
Os movimentos e partidos de esquerda, tem uma predileção pelos ritos afro e religiões islâmicas, porque, de certa forma representam setores excluídos da sociedade, e  por solidariedade política "se convertem".
Os católicos tentam se segurar com a Jornada da Juventude no Rio de Janeiro, onde já não são mais maioria, e a canonização de Odetinha. Tudo muito pensado.
Os evangélicos continuam crescendo, em menor porcentagem, e se enriquecendo. Seus fiéis são o que existe de mais elaborado do que chamamos de curral eleitoral, pois não tem discernimento e votam por fé. É o fundamentalismo em larga escala.
Os ateus e agnósticos, se pegam no aparelho do estado e tentam conseguir os seus direitos, sem jogar a luta em plebiscitos, onde correm risco de perder, caso do aborto, casamento gay, etc.
Na próxima eleição presidencial, esta luta tornar-se-á mais renhida e as diferenças se demarcarão com maior nitidez.
Hoje Obama, em seu discurso se posicionou nítida e abertamente em favor dos gays e lésbicas, fato que deve dar novos ares de apoio em nossa seara tupiniquim.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Suicídio de Valmor Chagas foi providencialmente omitido pela imprensa

O fim é uma interrogação que carregamos durante a vida. Ele somente deixa de exercer uma angústia maior no homem quando este, debruçado em uma profunda reflexão sobre as razões da existência, descobre que não está só, que este todo é uma obra realizada, e não coincidência fortuita.
Como todo ser vivente tem um ciclo, a fase final deste deve ser devidamente administrada, com uma profunda compreensão de que os papéis realizados continuam a dar sustento à velhice, e encontrar novas formas de justificar o estar aqui agora.
Quando nos enveredamos no passado, para destruir o presente, abrimos a porta do suicídio. Quando, igualmente perdemos a referência do prazer de viver o momento em que se encontra, referência que nos remete ao mistério insondável de Deus, tudo perde o sentido, e a morte acaba sendo a encenação de um último capítulo, para não ser lembrado.
Valmor Chagas não quis esperar a hora imprevista, nem a forma indesejada. Adiantou-se com um tiro. Imagino quantas vezes não ensaiou esta derradeira cena, nunca se contentando com a interpretação. Quantas vezes não imaginou as manchetes finais da novela: Um estampido, encerra vida de ator.
Não é fácil viver a velhice. Suportar o esquecimento é mais doloroso, para uma vida que sempre sorriu com oportunidades. Ver a carne ficar flácida, as energias irem diminuindo. Assim mesmo, faltam razões para um suicídio. Arrefece o pensamento imaginar que a lucidez foi dando lugar à imaginação, a ponto de perder-se da pessoa em si, e partir. Quem sabe? Vamos pensar assim, é melhor. Pelo homem que ele foi, Pela lucidez que teve, pela consciência alcançada, tão rara...
Hoje o palco sem está Valmor Chagas, sua beleza incólume, que ia de um hércules semi-deus grego, a um executivo da Paulista, um self-made man.
Fim, fecham-se as cortinas. Abrem-se as portas da eternidade.
A imprensa não investigou e não disse tudo o que sabia, porque não quis manchar o nome do autor. Ela que adora uma manchete, um suicídio, só para vender mais jornais. Houve um acordo de se manter silêncio neste caso. Para falar mal, deixa para o Zé Dirceu, mensalão, outras histórias ligadas a outros interesses, não é assim?


DÍVIDAS

   Os problemas  não adormecem,  estão dispostos                    nas prateleiras,  como integrantes  da familia: são mobílias,  vasos,  t...