segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Arcanjos São Miguel, São Rafael e São Gabriel

Arcanjos São Miguel, São Rafael e São Gabriel
São Gabriel com Maria, São Rafael com Tobias, São Miguel com todas as hierarquias, abri para nós todas as vias.
Por Fabiano Farias de Medeiros
HORIZONTE, 29 de Setembro de 2014 (Zenit.org) - “Ó Deus, que organizais de modo admirável o serviço dos anjos e dos homens, fazei sejamos protegidos na terra por aqueles que vos servem no céu”. Assim reza a Igreja neste dia dedicado aos Arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel, cuja existência é uma verdade de fé.  Papa Bento XVI nos apresenta as figuras dos anjos como uma criatura que está diante de Deus e Deus está inscrito neles através do nome. Assim nos diz o pontífice: “Os três nomes dos Arcanjos terminam com a palavra "El", que significa "Deus". Deus está inscrito nos seus nomes, na sua natureza.” A missão dos anjos é nos trazer a mensagem de Deus, conforme constatamos nos relatos bíblicos, e de forma mais concreta serem portadores da presença do próprio Deus a nós. O teólogo Bussoet dizia: “Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos”.
O Arcanjo Miguel cujo nome significa “Quem como Deus”, é o príncipe da milícia celeste e defende a causa da unicidade de Deus contra a soberba do demônio. A Tradição nos revela que foi Miguel que precipitou no inferno a Lucífer e seus demônios.  Podemos encontrar referências bíblicas do arcanjo nos livros de Daniel, na Carta do Apóstolo São Judas Tadeu e no Apocalipse.
O Arcanjo Rafael que significa “Deus cura” nos é apresentado pela Igreja com a missão de ser portador da Cura de Deus e, através dela, banir o demônio. São célebres as referências ao arcanjo no livro de Tobias quando o mesmo o acompanha e além de curar a cegueira de Tobit, orienta Tobias de como expulsar o demônio que vitimava os pretendentes de Sara.
O Arcanjo Gabriel que significa “Homem forte de Deus” é o mensageiro da encarnação de Deus. Ele anunciou à Maria acerca da vinda do Salvador como podemos ver no Evangelho de Lucas.
Contemplamos a grandeza do amor de Deus e da presença solícita dos anjos em nossas vidas. Temos a convicção de sermos assistidos e protegidos por eles e neste dia professamos o que a Igreja nos diz: “Nós vos apresentamos, ó Deus, com nossas humildes preces, estas oferendas de louvor; fazei que levados pelos anjos à vossa presença, sejam recebidas com agrado e obtenham para nós a salvação.”

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Volume morto.


A água morre
escorre
pelos lodaçais
ocultos
de antigas
superfícies submersas
tornadas campos.
A verdade
aloja-se
em lodaçais,
em artigos guardados
a sete chaves das gavetas
da imprensa igualmente morta,
impublicável.
E o mandatário responsável
também oculta-se por trás
dos volumes mortos
torcendo pela chuva de votos
nas eleições secas.
O povo sente o fedor
mal distingue
se está na torneira
ou no palácio
dos Bandeirantes.
Águar demos
na consciência
morta

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Poema descafeinado.

Estou sem poesia.
Muitas mortes
assassinatos
muita porcaria
acontecendo
para este coração velho.

Não faço
poesia morta,
enxotada,
poesia de sarjeta.

Por isto
pouco canto,
emudeci.

Que outros cantem
porque meus sonhos
viajam de hidroavião
ao estrangeiro
e pousam em alguma estação
perdida em meio
a plantas aquáticas
próximo a uma desconhecida
estação d'águas sulfurosas,
onde um povo
novo faz compras
desinteressadas.

Só viajo às noites,
após todos
silenciarem-se.

Só viajo
desacompanhado
eu que tenho família
neto e tudo o mais.

O perigo ronda
sonoro 
e silencioso
e eu sem apetrechos,
desconfio de tudo ,
principalmente
de mim
de minha covardia.

Turquia: Erdogan impõe o estudo do Alcorão em todas as escolas


Em vigor da reforma que estende o ensino da religião islâmica em todas as instituições, exceto as das minorias ortodoxas e armênias. Em risco o futuro da educação dos 200.000 refugiados cristãos sírios na Turquia
Por Redacao
ROMA, 15 de Setembro de 2014 (Zenit.org) - Uma reforma escolar abre a nova era da Turquia sob a presidência de Tayip Erdogan. De acordo com o projeto do Chefe de Estado o ensino e a educação religiosa, a corânica, deverá ser estendida a todos os tipos de escolas, de todas as classes e ordem. Até agora isso estava apenas limitado ao Imam Hatip Lisesi, as escolas religiosas destinadas a formar a futura casta religiosa turca, que só podia ingressar depois de fazer oito anos da escola obrigatória, mas agora poderá ser feito a partir do ensino fundamental.
A reforma - começada há um ano e passada despercebida - prevê a extensão dos atuais oito anos de escolaridade obrigatória para 12 anos, período em que será obrigatório o ensino da religião e da educação islâmica. Isso, relata a agência Asia News, será aplicado para este ano letivo.
Outra novidade significativa da nova Turquia de Erdogan é que também os graduados das escolas religiosas, ao contrário do que acontecia até agora, poderão ter acesso a todas as faculdades que dão o direito a postos-chave da administração pública.
O próximo passo da reforma será o ensino da língua árabe, até mesmo como uma segunda língua, de modo a capacitar os alunos a compreender o Alcorão, uma vez que em língua turca não há palavras que ajudem a aprofundar os ditames do livro do profeta.
Não só isso. Da obrigação de ensinar o Alcorão e educação religiosa corânica - explica Asia News – estão isentas as escolas das minorias ortodoxas e armênias, algo como 2.000 e 250 estudantes, respectivamente. As outras pessoas que não queiram frequentar as escolas públicas, a fim de evitar a instrução e educação religiosa terão que ir para as escolas privadas, que, devido às caras mensalidades, são privilégio dos ricos.
À luz disto, muitos se perguntam sobre o destino educativo dos milhares de cristãos da Síria, cerca de 200 mil, estabilizados na na Turquia, cujos filhos deverão frequentar as escolas turcas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O jornalista decapitado no Iraque era profundamente católico


Declarações do cardeal arcebispo de Lion, Philippe Barbarin, em entrevista ao jornal italiano Tgcom24
Por Sergio Mora
ROMA, 12 de Setembro de 2014 (Zenit.org) - O jornalista americano James Foley, decapitado por milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante "era profundamente católico, recitava o terço todos os dias e queria deixar o jornalismo ao concluir sua reportagem para dedicar-se ao diálogo inter-religioso.
Quem fez essa declaração foi o cardeal arcebispo de Lin, Philippe Barbarin, ao telejornal italiano Tgcom24. O prelado esteve no Iraque há poucas semanas com uma delegação de bispos franceses para encontrar-se com os cristãos refugiados.
As palavras do cardeal concordam com uma carta que Foley escreveu no 2011 para uma revista da universidade católica Marquette de Milwaukee, onde tinha estudado antes de se tornar jornalista. Ele escreveu para os estudantes após a prisão que sofreu em Trípoli naquele ano.
Na carta Foley indica sua preocupação e a de seus companheiros pelo medo de que as suas mães “pudessem entrar em pânico”. O jornalista conta que começou a rezar o terço porque “era como minha mãe e minha avó teriam rezado”. Acrescenta que se sentia apoiado “ao confessar a sua fraqueza e esperança e ao conversar com Deus, ao invés de ficar sozinho e em silêncio".
Depois de alguns dias um dos carcereiros, provavelmente uma personalidade influente, deu-lhe a oportunidade de fazer uma chamada telefônica à sua casa. Assim narra o repórter: "disse uma oração e digitei o número". Falando brevemente com a mãe, Foley a tranquilizou sobre a sua saúde. A senhora disse-lhe que "seus amigos estavam orando por ele."
O jornalista francês François Didier, que estava no Iraque sequestrado com Foley, disse à rádio Europa 1 que seu amigo foi vítima de frequentes execuções falsas, incluindo sua crucificação na parede.
Em entrevista citada pelo 'The Daily Mail', Francois, descreveu Foley como "um dos pilares do grupo", que "nunca se rendia por mais difíceis que fosse as condições”. E acrescentou: “Era um homem extraordinário, um companheiro muito bom, muito sólido”, afirmou.
Outro refém francês, Nicolas Henin, que esteve sete meses em cativeiro com Foley disse à BBC que os seqüestradores o tratavam particularmente mal. “Costumavam bater nele mais do que nos outros. Tornou-se o bode expiatório para os carcereiros, mas permanecia imperturbável”. Tais reféns foram soltos em abril desse ano.
Por outro lado os serviços britânicos conseguiram identificar a 'John', o jihadista da execução, um morador do bairro Tower Hamlets, leste de Londres, que tinha abraçado o Islã e tinha ido para a Síria com um grupo de extremistas. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

ONU denuncia que as milícias do Estado Islâmico usam crianças-soldados


Desde o início do ano, centenas de menores foram envolvidos em ações armadas
Por Redacao
ROMA, 09 de Setembro de 2014 (Zenit.org) - Os jihadistas do Estado Islâmico "utilizam crianças em idades que mal chegam a 13 anos para levar armas, guardar lugares estratégicos e prender civis", declarou nesta segunda-feira Leila Zerrougui, representante da Organização das Nações Unidas nos casos de relação entre infância e conflitos armados. A declaração foi apresentada ao Conselho de Segurança da ONU.
Centenas de menores foram assassinados ou mutilados pelos jihadistas desde o começo do ano. Muitos deles foram forçados a participar de atos terroristas, portar armas ou participar de ataques suicidas organizados pelas milícias do Estado Islâmico.
Multiplicam-se, além disso, as denúncias de abusos sexuais cometidos pelas milícias do EI. Uma jovem yazidi, ex-prisioneira do grupo, relatou ao jornal italiano La Repubblica que foi obrigada a viver como escrava sexual da organização jihadista.
A jovem, que tem 17 anos e não quis revelar seu nome, tinha sido capturada pelo EI no dia 3 de agosto, quando o grupo extremista atacou o povoado de Sinjar, no norte do Iraque. Desde então, ela e outras quarenta mulheres, incluindo desde meninas de 12 anos até mães com filhos pequenos, eram violentadas várias vezes por dia, todos os dias, disse a jovem.
Também tem causado repúdio nas redes sociais a publicação da militante jihadista Aqsa Mahmud, de origem britânica, que publicou a foto do seu bebê segurando um fuzil Kalashnikov.
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, declarou nesta segunda-feira que formará uma coalizão internacional permanente para combater o Estado Islâmico. John Kerry afirmou que cada país tem responsabilidade na missão de acabar com os jihadistas que aterrorizam o Iraque e a Síria.

DÍVIDAS

   Os problemas  não adormecem,  estão dispostos                    nas prateleiras,  como integrantes  da familia: são mobílias,  vasos,  t...