quinta-feira, 26 de março de 2015

Imã Jawad Al-Khoei: o fanatismo religioso não está na religião, mas na ignorância a respeito dela

Riccardi: com a globalização, ou há conflito ou há amizade

Por Sergio Mora
ROMA, 25 de Março de 2015 (Zenit.org) - Aconteceu nesta terça-feira, na sala de eventos da Comunidade de Santo Egídio em Roma, um congresso que reuniu durante todo o dia representantes da Igreja católica e das instituições muçulmanas xiitas. Os participantes abordaram a "responsabilidade dos crentes em um mundo global e plural" e o diálogo para construir a paz num momento histórico marcado por numerosas crises e conflitos no panorama internacional.
Em conversa com ZENIT, o professor Riccardi declarou: “Acredito que precisamos nos descobrir entre mundos diferentes. Hoje em dia, ou temos a amizade ou o conflito. A ignorância não é mais possível”.
Em suas palavras finais na conferência, ele disse que “um líder religioso que prega a violência não é nem líder nem religioso” e acrescentou que “as religiões que não sabem enfrentar a globalização estão destinadas à irrelevância ou ao fanatismo”, porque hoje é necessário entrar na comunicação global. Ele observou ainda que, com a globalização, o mundo não se tornou mais ecumênico, de paz e de justiça, e sim mais livre de fronteiras para a violência.
“O que é um católico para um xiita? Quem é um xiita para um católico?”, interrogou Riccardi, contando que, no congresso, uma jornalista perguntou o porquê deste encontro com os xiitas: “Por acaso há imigrantes xiitas aqui?”. Ela não entendeu que, com a globalização, “ou há conflito ou há amizade”.
O fundador da Comunidade de Santo Egídio disse também que o “homem global tem de ser mais religioso, mais crente que o homem da Idade Média”, porque a nossa sociedade global tem uma grande necessidade da religião e de valores espirituais. “O diálogo faz a ecologia do mundo. Para que serve o diálogo? Poderíamos nos perguntar também para que serve a oração. Semeamos hoje e colhemos daqui a cinco, dez ou mais anos. Eu gostaria que este diálogo entre católicos e xiitas continuasse de modo oportuno. Este foi um primeiro encontro. O encontro não nos deixa nunca iguais; ele nos melhora sempre”.
Por sua vez, o imã Jawad Al-Khoei recordou que estiveram presentes no congresso os ulemás de diversas áreas geográficas, todos eles com grande influência na sociedade, propondo ideias muito importantes baseadas no pensamento dos xiitas. Ele citou as palavras do cardeal Jean Louis Tauran: “Querer impor-se ao outro não funciona”. O imã asseverou que os xiitas não querem impor uma constrição na leitura da religião, o que seria ignorância. Os líderes religiosos são acusados de ser a causa da constrição, do terrorismo, quando, na verdade, eles têm que fazer parte da solução: “Nós temos que dar esperança, otimismo, ajudar a entender que o problema não está na religião, mas na ignorância a respeito dela”. Ele considerou também que não se pode exigir um Estado religioso.
“Há muitas coisas em comum entre xiitas e católicos, como o papel da razão, a espiritualidade e a moral. Neste congresso, enfatizamos a importância da dignidade humana e fizemos um apelo sobre a importância de se tutelarem os valores e princípios morais em todos os níveis”.
O congresso foi organizado conjuntamente pela Comunidade de Santo Egídio e pela Fundação internacional Imã Al-Khoei, associada à máxima autoridade religiosa do islamismo xiita iraquiano, o grande aiatolá Ali Sistani.
Participaram do encontro dignitários religiosos de alto escalão provenientes do Irã, Iraque, Líbano, Arábia Saudita, Bahrein e Kuwait, além de eminentes autoridades católicas como o cardeal Marx, presidente da Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia, o cardeal Touran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso, e dom Vincenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho para a Família. Junto com outros representantes católicos, eles abordaram a relação entre Estado e religião, o papel dos crentes na sociedade atual e as perspectivas de diálogo e de colaboração para o futuro.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Bolívia será sede do Encontro de Movimentos Populares


Em julho próximo, a Bolívia será sede do Encontro de Movimentos Populares,
 no qual estarão presentes representantes de todas as organizações sociais da 
América Latina.
A reportagem está publicada no jornal boliviano El País, 18-03-2015. 
A tradução é de André Langer.
O evento é organizado a partir do Vaticano e contará com a presença do 
Papa Francisco, informou o Pe. José Fuentes, secretário-geral adjunto da
Conferência dos Bispos da Bolívia.
“Vem da Santa Sé, está sendo organizado um Encontro dos Movimentos
 Populares da América Latina que acontecerá paralelamente à visita (...). 
Por isso tem esse matiz importante: reunir os movimentos populares. Diz-se 
que o Santo Padre não gosta de chamá-los de ‘movimentos sociais’ que tem
 um matiz mais político, ‘mas movimentos populares’”, disse.
Para o Pe. Fuentes, a Bolívia é um país privilegiado porque levou a sério o 
processo de inclusão dos mais pobres, dos povos indígenas e, na conjuntura 
atual, o novo Estado Plurinacional está sendo visibilizado e reconhecido tanto
 no mundo inteiro como pelo Papa Francisco.
“Creio que aqui há um movimento social, um movimento popular, que pouco a
 pouco está tomando protagonismo, está sendo empoderado nas instâncias de 
Governo e isso deve chamar a atenção do Santo Padre. Por isso, a Santa Sé 
também escolheu a Bolívia para este encontro de movimentos populares de 
toda a América Latina”, manifestou o Pe. Fuentes.

Afirmou também que o Papa Francisco terá encontros com outros setores: 
com bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas, leigos e também se privilegiará 
algum grupo que o Santo Padre considerar especialmente importante, como 
presos, doentes ou pessoas deficientes.

domingo, 22 de março de 2015

Uma obscura aliança entre católicos, muçulmanos e maçonaria










WEB-Freemasons-Sign-Ben-Scicluna-CCBen-Scicluna-CC
Eles dizem: “Eu não tenho nada contra os católicos”. Eles dizem até que amam os católicos, apesar de “terem certeza” de que a Igreja católica é malvada e mentirosa por natureza. Eles acham que a Igreja católica é uma grande e pérfida força maligna, que mantém alianças obscuras com outros poderes das trevas. Eles concordam que seria bom reforçar os laços de amizade entre os cristãos divididos, mas não com a Igreja católica.

E quem são eles? Eles são um grupo complexo, diversificado, difuso, que abrange desde amadores entusiasmados com as teorias da conspiração até televangelistas influentes, principalmente em países de língua inglesa, como o norte-americano Jim Nations e sua afirmação de que “os jesuítas inventaram a maçonaria como uma sociedade secreta falsamente cristã para contra-atacar a reforma protestante e criar uma ‘nova ordem mundial’”. O mesmo Jim Nations também acredita que “a maçonaria, o islã e a Igreja católica trabalham juntos para estabelecer essa nova ordem mundial, descrita no Apocalipse, capítulos 13 e 17”.

Podemos pensar que eles são doidos varridos, como diria a minha avó. Afinal, nem sequer os críticos evangélicos mais ferrenhos diriam que a Igreja faz parte de uma conspiração secreta com os maçons e os muçulmanos.

Esse tipo de visão bombástica, no entanto, exerce pouco efeito prático sobre a maioria das pessoas: não há muita gente que sinceramente pense desta maneira. Ainda assim, as pessoas que acreditam nessas histórias são mais numerosas do que costumamos imaginar.

Alguns anos atrás, quando eu ainda era episcopaliano, tive uma conversa com um amigo presbiteriano conservador em que lamentávamos as dificuldades para melhorar as relações entre os cristãos divididos. Eu citei, em tom de brincadeira, algum daqueles livros que dizem que existem túneis secretos entre o Vaticano e os conventos das proximidades para que os padres e as freiras possam se entregar a orgias desenfreadas. Meu amigo me olhou e, com expressão muito séria, sentenciou: “Mas isso é verdade”. Eu respondi que não era; ele replicou que era, sim. E começou a contar uma série de boatos desse tipo, irredutível em sua “certeza” de que são fatos comprovados e inquestionáveis, por mais que ele próprio não apontasse prova alguma a não ser generalidades típicas, como “Tem muitos livros que afirmam isso”.

Desde que me tornei católico, eu tive várias conversas com não católicos que soltavam histórias tão gratuitas quanto essa. E o mais curioso: eles pareciam pressupor que todos os católicos são pouco convictos da própria religião e concordariam facilmente com eles, a ponto de que os meus protestos os surpreendiam!

Nenhuma das histórias que eu já ouvi, no entanto, foi tão longe quanto a da “aliança” entre maçonaria, islã e Igreja católica. As pessoas que me falaram dessa tese demonstravam a maioria das características dos grupos extremistas: marginalização cultural, coesão grupal baseada em bodes expiatórios, medo do outro, preconceitos herdados do passado... Além disso, é um fanatismo fácil de alimentar, já que essas pessoas raramente conversam com um católico de verdade. Suas palavras nunca encontram quem as questione.

Mas há outras razões para esse tipo de comportamento, acredito eu. Uma delas é o grande apelo de “pertencer à minoria dos iluminados”, de “saber mais do que os outros”, de conhecer “a verdadeira história” por trás das aparências em que a maioria acredita. Todos nós conhecemos esse apelo: ele é uma das causas da fofoca. Quando nos deixamos seduzir pela excitação de “fazer parte do pequeno grupo de conhecedores da ‘verdade por baixo dos panos’”, nem sempre percebemos quando e o quanto ultrapassamos a divisa entre o plausível e o absurdo. As pessoas acostumadas com essas hostilidades contra a Igreja, por exemplo, tendem a partir rotineiramente de uma hermenêutica da suspeita. Não importa o quanto a Igreja faça coisas boas em público: “no fundo”, para eles, o que a Igreja “realmente” pretende é sempre macabro. Dentro dessa mentalidade, a Igreja “dos Bórgias e dos jesuítas” é muito boa em parecer boa.

segunda-feira, 16 de março de 2015

VIVA TEREZINHA ZERBINI EXEMPLO DE MULHER

Secretaria da Mulher do PCdoB lamenta morte de Therezinha Zerbini

A secretaria da Mulher do PCdoB lamenta a morte de Therezinha Zerbini, pioneira na luta feminina pela Anistia no Brasil. A advogada faleceu neste sábado (14), aos 87 anos. 


Reprodução
Therezinha Serbini foi pioneira na luta pela Anistia no BrasilTherezinha Serbini foi pioneira na luta pela Anistia no Brasil
De acordo com Liège Rocha, secretária nacional da Mulher do PCdoB, que atuou junto à Therezinha no movimento feminino pela Anistia, ela sempre lutou pela democracia e foi uma importante figura política do país.

Liège destaca o papel fundamental de Therezinha ao fundar o Movimento Feminino pela Anistia em 1975. “Ela foi quem teve a iniciativa, participou das manifestações, é uma figura emblemática da luta contra o regime miliar”, disse.

Therezinha lutou pelo retorno de exilados políticos e pela redemocratização. Durante a ditadura militar ainda atuou na captação de recursos para ajudar a manter os militantes que precisaram viver na clandestinidade.

Durante o emblemático congresso da UNE em Ibiúna em 1968, Therezinha foi presa e passou seis meses no cárcere, neste período conviveu com Dilma Rousseff. A presidenta emitiu uma nota de pesar pela morte da companheira de luta.

O marido de Therezinha, o general Euryale de Jesus Zerbini, tinha um posicionamento contrário ao golpe militar e foi cassado devido à sua visão política.

GREVE GERAL EM DEFESA DA DEMOCRACIA E CONTRA O GOLPE DE DIREITA

ESTOU PROPONDO A TODOS CONSIDERAREM COM RAPIDEZ E SERENIDADE A POSSIBILIDADE DA ECLOSÃO DE UMA GREVE GERAL NO PAÍS, DIA 10 DE ABRIL, CONTRA O GOLPE DE DIREITA QUE SE APROXIMA.

CORAGEM, O POVO SABE QUE O DEFENDEMOS!!!

Stédile no Ato do dia 13 de Março no Rio

domingo, 15 de março de 2015

Aos amigos expresso minhas opiniões diante do quadro que se apresenta no país


Não é novidade que tenho defendido ardentemente a continuidade do Governo Dilma, consciente de que os problemas que assolam a nação não dizem respeito diretamente a ela, mas a ultrapassam em muito, não devendo a mesma ser penalizada pelo que não fez, uma vez que não há acusação formal de corrupção contra ela na Justiça brasileira
Dilma não pode ser responsabilizada pelos políticos corruptos, pelos empresários corruptos esquecidos convenientemente nesta onda, pelo judiciário corrupto. Cada um pague pela sua corrupção. O Sr. Renan e o outro de quem não me esforço em saber nem o nome, este presidente da Câmara, devem imediatamente deixar os seus postos, pelo bem do Brasil.
Assim, não posso admitir que uma Presidente eleita há 3 meses passe por tamanha humilhação, enquanto outros ladrões ficam livres, como santos. E estes são tanto da situação como da oposição.
Penso nos direitos conquistados em décadas a favor dos trabalhadores brasileiros que neste instante correm sério risco de irem pelo bueiro adentro. 
A própria Petrobrás está em jogo, não a prisão destes ladrões diretores, que está ocorrendo e ninguém quer ver, mas a propriedade do povo brasileiro ser arrebatada pelos interesses estrangeiros de nosso pré-sal.
Enquanto uma multidão de ignorantes manda a Presidente da República tomar no cu, eu penso em sua segurança e na de sua família. 
Penso que a Presidente deve colocar, entre outras alternativas, junto a seus assessores e base aliada, a possibilidade de sua saída organizada da Presidência, sem constrangimentos, considerando a necessidade de se manter a união nacional, tão importante diante dos interesses estrangeiros, principalmente dos EUA. 
A continuar esta luta, dentro do atual quadro, vai fazê-la sangrar, como dizia a besta quadrada do Senhor Aluísio Nunes. E isto me condoe, por ela.
O movimento popular, os sindicatos , o MST, A UNE, associações de moradores, etc e este que escreve, não irão parar, mas vejo uma correlação de forças, hoje, desfavorável para ser mantida; sendo que devemos preservar as conquistas obtidas.
Dilma esta perdendo governabilidade rapidamente, não por culpa dela, mas devido ao ódio implantado no coração do cidadão brasileiro, com ou sem justificativas.
O PMDB, partido canceroso, que sempre sangrou Dilma mais que o Aluísio Nunes, que ponha Michel Temer, sem temer, e entregue a este lixo do PMDB para administrar o Brasil.
Logo sentirão saudades dela. Ou abram novas eleições gerais para a Presidência.
Fácil é xingar a mulher, difícil é segurar o rojão da Presidência.
Pois Getúlio suicidou-se!!!! e Jango foi expulso e envenenado no exílio.
Alegro-me, desde já, por apoiar um projeto que transformou o Brasil, indo até o pobre e resgatando-o da miséria. 
Este processo acabará porque este ódio é também contra os pobres, o Bolsa Família e demais programas sociais. Afinal, argumentam que o povo da Bolsa não gosta de trabalhar.
Contrariamente ao que reivindicam, um novo Brasil emergirá disto que tanto reclamam: o da medicina privada sem o SUS, o da educação privada sem subsídio, a privatização do BB, Caixa Federal, Petrobrás, etc. As antigas aves de rapina voltarão ao trono secular em que sempre estiveram, até o peão ter chegado lá.
Mas, sinceramente, penso que ela deve considerar esta alternativa da saída organizada, tendo em vista a preservação de direitos trabalhistas e do movimento social organizado, e o dela também, de sua família. O movimento social organizado poderá continuar a atuar de outra forma, liberto do jugo do Estado, das imensas concessões que fez, em prol da governabilidade.
Se não for assim a decisão, acompanharei Dilma até onde for, caso queira continuar a resistir, mas modestamente, coloco esta opinião aos amigos.

Comecou a 3ª Guerra Mundial

 Os conflitos na Ucrania e Irã estão num processo de aumento, agora comprometendo a navegação internacional.  Os EUA aprisionando navios pet...