sexta-feira, 31 de julho de 2015

31 de julho de 2015 - 16h48

O ataque a Lula: Ódio das bombas foi precedido pelo ódio das palavras

Na história da humanidade foi sempre assim: o ódio das bombas é precedido pelo ódio das palavras. O Instituto Lula, em São Paulo, acaba de ser atacado por uma bomba caseira, lançada durante a noite. Percebam a gravidade da situação. Imaginem um Instituto Clinton, ou Instituto Chirac, ou ainda o Instituto FHC atacado de forma violenta. Um escândalo. Um ataque à democracia.

Por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador


   
No entanto, é preciso colocar o guizo no gato: a bomba demente foi precedida pelo ódio disseminado há anos e anos por blogueiros, colunistas e revistas que se transformaram em panfletos do ódio e da mentira.

A polícia precisa dizer quem lançou a bomba no prédio, no bairro do Ipiranga. Não sabemos a identidade do criminoso. Mas sabemos bem quem disseminou o ódio que produziu o demente do Ipiranga. São as pessoas sentadas atrás dos teclados, em redações, bem pagas para propagar um clima de confronto e de extermínio de toda uma comunidade política.

Você não precisa gostar do Lula e do PT para entender que algo está errado. Estamos em meio a uma escalada autoritária. Que pode virar, sim, um surto fascista.

O demente que lançou a bomba contra o Instituto Lula foi precedido por colunistas, blogueiros e pelo bando de dementes que – nas redes e nas ruas – espalham o ódio, tratam os adversários como “facção criminosa” e alinham-se com o que o mundo produziu de pior no século 20: o fascismo.

Nas manifestações de março de 2015, alguns jovens kataguris chegaram a pedir abertamente que o PT seja cassado, proscrito, proibido. Claro, a lógica é essa: se do outro lado estamos lidando com “uma quadrilha” (como dizem parlamentares tucanos, como o tresloucado Carlos Sampaio), não é mais preciso disputar politicamente. A lógica é destruir o adversário, apagá-lo, exterminá-lo.

O ataque ao Instituto Lula é terrível. Mas deve servir para trazer os tucanos e conservadores mais lúcidos à razão. É preciso frear essa escalada que os serras ajudaram a criar, insuflando blogueiros e jornalistas de longa carreira a disseminar o ódio nas redes sociais.

Pronto, chegamos até aqui. O ódio deu as caras definitivamente.

É preciso dizer: os democratas, a turma da esquerda, dos sindicatos, universidades e organizações populares não vão assistir a isso impassível. Se insistirem na tática do ódio, vai sobrar pra todo mundo.

É preciso isolar a direita fanática, é preciso trazer os centristas para o combate em defesa da democracia.

Colunistas e blogueiros dementes, ligados à revista da marginal e a organizações de comunicação que floresceram na ditadura, produziram gente suficientemente demente para lançar bombas de madrugada.

Chegamos até aqui. Agora está na hora de traçar uma linha no chão.

Quem está do lado de cá vai se defender. Prioritariamente, com palavras, com argumentos e política. Mas, se preciso, também com atos e capacidade de luta.

Não brinquem com a democracia no Brasil!

Colômbia: líderes religiosos pedem cessar-fogo entre governo e FARC


Carta do movimento para o diálogo intereclesial pela paz na Colômbia expressa solidariedade à população e deseja avanço nos diálogos
Por Redação
Roma, 20 de Julho de 2015 (ZENIT.org)
Em carta divulgada em Bogotá, os líderes do movimento para o diálogo intereclesial pela paz na Colômbia, iniciativa do World Council of Churches (WCC), pediram um “cessar-fogo” entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). A missiva é dirigida ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos; ao chefe das negociações do governo em Havana, Humberto de la Calle; ao comandante das FARC, Timoleonte Jiménez, e ao chefe das negociações das FARC, Luciano Marín.
Os líderes religiosos que participam do conselho ecumênico recordam que, em 52 anos de conflito armado, a Colômbia pagou um preço altíssimo de vidas humanas e sofrimentos de muitas comunidades locais. É urgente retomar os colóquios de paz e toda ação que possa restituir a justiça e a paz ao país.
O documento expressa a dor dos cristãos pelas vítimas dos enfrentamentos recentes, que abriram uma nova crise no diálogo. São vítimas que “podiam ter sido evitadas com um acordo para o cessar-fogo bilateral”. Segundo os líderes do WCC, “o governo colombiano deveria mudar a sua posição", aceitar o cessar-fogo bilateral "e fazer a escolha pela vida para garantir mais legitimidade aos diálogos. Por sua vez, as FARC deveriam manter o cessar-fogo”.
“Queremos acompanhar os colombianos na sua busca de justiça e paz. Os colóquios entre governo e FARC devem focar na paz duradoura e justa que o povo colombiano merece”.
Os líderes cristãos também manifestam “satisfação e esperança com os progressos alcançados até agora pelas negociações em Havana relativas ao desenvolvimento agrícola global, à participação política e à luta contra o narcotráfico”, bem como com os progressos na eliminação das minas anti-pessoa, na criação de uma comissão de investigação e na redação de um relatório histórico sobre o conflito armado. 
A secretaria do WCC se une ao apelo dos governos de Cuba e da Noruega “por um cessar-fogo e pelo fim das hostilidades, a fim de que os acordos alcançados até agora sejam conservados e mantidos”.

Porque os muçulmanos são os únicos a terem primazia, em Turim

"Que também seja concedido aos cristãos o direito de rezarem juntos”
Após a concessão de uma sala para os muçulmanos, a Diocese de Turim pede um espaço de culto para as outras religiões
Por Redação
Roma, 29 de Julho de 2015 (ZENIT.org)
Após a furiosa polêmica que envolveu a cidade de Turim, com a decisão de dedicar espaços à oração para os muçulmanos, a Diocese tenta fazer a paz, e propõe uma solução mediadora.
Tudo começou durante o Global islamic economy summit, uma mesa redonda sobre moda islâmica e os investimentos no setor, quando a Prefeitura criou um espaço para permitir que os muçulmanos rezassem, com o tapete característico.
Seguiu-se um protesto do Conselho da Lega, com a incursão do conselheiro Fabrizio Rich, que tinha tentado remover o tapete. A sala foi então reconfigurada no salãozinho do Prefeito, Piero Fassino.
"Esperamos que a escolha, pela administração da cidade de Turim, de conceder uma sala de oração para alguns fieis muçulmanos que participam de uma reunião pública seja um sinal da superação daquele bloco ideológico que separa laicidade e vida de fé – lê-se em um comunicado da diocese de Turim – um bloco que até agora tem erguido muros anacrônicos que não reconhecem o valor também civil dos símbolos e das experiências religiosas, das quais a oração é certamente uma das mais importantes"
A diocese expressa, então, a certeza de que “esta escolha será confirmada também quando outras comunidades religiosas reconhecidas na Itália – católica, ortodoxa e protestante, hebraica, budista ou hinduísta... – pedirem legitimamente o usufruto do mesmo tratamento, por ocasião de algum encontro, tanto na Prefeitura como em outras sedes institucionais ou laicas”.

“As grandes potências são responsáveis ​​pelo avanço do Estado Islâmico"


Denuncia o vigário apostólico dos latinos em Aleppo, Dom Georges Abou Khazen
Por Redação
Roma, 30 de Julho de 2015 (ZENIT.org)
"O Estado islâmico é um instrumento nas mãos das grandes potências, foi criado por eles, armados e apoiados". A denúncia vem de monsenhor Georges Abou Khazen, vigário apostólico dos latinos em Aleppo, em uma entrevista na televisão italiana TV2000.
Em vez de combater o extremismo islâmico, as potências ocidentais "compram seu petróleo e achados arqueológicos roubados nestas terras", afirmou o prelado também falando sobre a presença de "verdadeiros campos de treinamento" na fronteira entre a Síria e a Turquia".
Dom Khazen – conforme a agência SIR – comentou a ofensiva da Turquia contra o Estado islâmico na Síria e contra os curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no Iraque: "As pessoas temem que os turcos queiram combater os curdos por causa do Estado islâmico".
"Se é uma luta contra o Estado islâmico tudo bem, mas se é uma desculpa da Turquia para criar uma área independente da Síria, então torna-se perigoso", disse ele.
Afinal, segundo o vigário apostólico de Aleppo, "sabemos bem que a Turquia tem permitido o Estado Islâmico entrar, armar-se e ter o seu treinamento".

Ucrânia: assassinados dois religiosos ortodoxos


Uma freira e um sacerdote foram achados mortos em lugares diferentes nesta quarta-feira
Por Redação
Roma, 30 de Julho de 2015 (ZENIT.org)
Continuam os homicídios contra religiosos na Ucrânia. Neste 29 de julho, segundo a União das Confraternidades Ortodoxas dos Cristãos da Ucrânia, foi encontrada assassinada no convento de Florovsky, em Kiev, a irmã Alevtina.
Um porta-voz comenta: "Sabemos que, faltando água quente no convento, a freira tinha ido a um apartamento de familiares na cidade para tomar banho e se preparar para uma cirurgia. Mais tarde, um sobrinho encontrou o corpo com as mãos amarradas e indícios de tortura". A freira tinha 62 anos.
La Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscou registra assim a segunda morte no mesmo dia: de manhã, um sacerdote de 40 anos da Igreja de Santa Tatiana, em Kiev, o padre Roman Nikolayev, morreu em decorrência do atentado a tiros que tinha sofrido na semana precedente.

Protestantes arrependidos pela destruição de imagens na Reforma


A comunidade protestante alemã apresentou suas desculpas pela vasta destruição de imagens religiosas realizada durante o período da Reforma
Por Redação
Roma, 31 de Julho de 2015 (ZENIT.org)
A comunidade protestante alemã apresentou suas desculpas pela vasta destruição de imagens religiosas realizada durante o período da Reforma. Em uma declaração da Evangelische Kirche in Deutschland (EKD) divulgada pelo semanário católico “The Tablet”, os responsáveis religiosos sublinharam que a comunidade protestante condena com firmeza esta prática de destruição. Assim informou a imprensa vaticana, L'Osservatore Romano.
“As imagens – salientou o Bispo Petra Bosse-Huber, durante uma reunião da delegação da EKD e do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla – há muito tempo tornaram-se expressão da piedade protestante”.
Significado da imagem
Os líderes religiosos das duas Igrejas encontraram-se em Hamburgo nos dias passados para discutir a aprofundar o significado da imagem do ponto de vista Ortodoxo e Protestante. Por ocasião do encontro, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla Bartolomeu I e o Presidente da Evangelische Kirche in Deutschland, Bispo Bedford-Strohm, enviaram sua saudação aos participantes, abençoando o encontro.
Remoção de imagens e vitrais
Durante os trabalhos foi destacado que a destruição de imagens era mais comum no período imediatamente posterior à Reforma. Na primeira metade do século XVI, as estátuas da Virgem Maria e dos Santos, assim como vitrais com imagens sacras, retratando eventos milagrosos e sobrenaturais, foram removidos das igrejas e das capelas e muitas vezes destruídos.
Onda de destruição
Em particular, a Suiça, os Países Baixos, a Inglaterra e a Alemanha meridional sofreram os efeitos maiores desta prática destrutiva. Em Ulm, na Alemanha, em 1531, durante o “Götzentag” (“Dia do falso ídolo”), os apoiadores da Reforma, convencidos de que os objetos religiosos fossem símbolos de idolatria supersticiosa, removeram com violência sessenta altares e dois órgãos da catedral local. Mais tarde Genebra, na Suiça, assistiu a uma das mais devastadoras ondas de destruição de imagens religiosas e de objetos sacros, inspiradas por grupos de influentes teólogos protestantes.

28/07/2026 - Vida que segue

 O que dizer...amo a vida, amo a cada um , cada uma dos dias que por aqui passo. Hoje distribuímos o restante dos abacates nas Vicentinas, q...