segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

#39 Entrelinhas Vermelhas | Um mês de Trump e o papel geopolítico da China

POR HORA...

 


Vou deixar este momento para você. 


Momento de leitura desinteressada e morna. 


O quando, pode ficar impregnado de vida, 

e retirá-lo deste estado letárgico inconsciente 

em que deitas o dia, 

e sombras disfarçam a realidade. 


Tão simples é o segredo, 

que pode alavancar teu ser, 

dos velhos horários 

das camas eternas.


Dê-se a oportunidade de ser, 

estique as velhas dobras 

em que foste embrulhado 

como a um presente 

para a ordem..


Porque tudo está à mão,  

tudo pode acontecer. 


Importa o permanente despertar. 


Importa caminhar 

surpreso com a verdade do dia 

o mistério da noite.


Pertenço a mim, 

montanhas, 

abismos 

e planícies. 


Pertenço ao mundo, 

sou mundo


Pertencimento 

múltiplo 

desconhecido.

UM DIA...

 Um dia  tudo se apaga.


Os aromas e sabores 
que permearam o caminho 
perderão sentido.

A grande busca 
terá enfim 
sua descoberta.

Não mais 
serão necessárias 
tantas noites despertas, 
tanta reflexão 
no abismo profundo 
do ver-se.

Não mais 
as grandes prisões 
do amor, 
a esperança dizendo 
a si mesma que pode.

Data derradeira 
entre a crença e a morte, 
data póstuma oculta e revelada. 

Quem sabe os lírios 
se abram enfim, 
e proclamem a eternidade 
do belo no agora, 
quem sabe 
estávamos mortos 
e não sabíamos,  
quem sabe o novo 
saia do invólucro, 
renasça 

Importa caminhar ermo, 
encontrar este e aquele, 
importa amar, 
este frágil elo 
que tudo sustenta, 
divertir-se dos passos, 
dos saltos, 
das quedas, 
e esperar, 
como se tivesse 
de se apresentar 
em algum grande 
tribunal do nada, 
que tudo sabe.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

FINAL DA NOITE

 

Como temos
sobrevivido
meu amor...
um mundo
que não nos entende,
nos leva em mar
tempestuoso,
jogando o barco
de um lado ao outro.
Queria a mansidão
dos jardins dispersos
fora dos trajetos,
e só encontro
o tempo comprimido.
Sobrou o fim da noite
para nosso silêncio.
Sobrou a sobra,
quase nada para nós.
Sobraram sonhos perdidos
no desencontro diário.
Ainda assim
sobrevivemos
nas confidências
guardadas
no outro lado
dos montes
onde o Sol
descansa
extenuado
do homem
e da mulher.
Peço
não se perca
este pouco
que ainda resta
no pouco
que somos
do pouco
que temos.
Somos assim,
acamados
noturnos,
assim seguimos...
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