quarta-feira, 5 de junho de 2013

O rato do armário




E nossas vidas, em alguma ocasião, acontece de aparecer um rato em nosso armário. Pode ter acontecido de deixarmos a casa vazia por algum tempo, ou a fresta de uma janela aberta, enquanto saíamos, até a porta dos fundos aberta, e temos a companhia indesejável de um rato.
O rato não nos pede licença para entrar, não espera ser convidado, vai entrando como se fosse sua própria casa.
No princípio não percebemos a sua presença. Acontece de haver um ruído aqui, ou de encontrarmos papéis roídos pelo chão. Achamos que é natural e limpamos. Um dia, entretanto, quando voltamos, o nosso cão pára diante do armário e fica cheirando insistentemente. Quando olhamos, lá está, atrás do armário, um rato, na maior tranquilidade, descansando.
Armamo-nos de vassouras, trancamo-nos no quarto, e iniciamos uma luta renhida para capturá-lo ou matá-lo. Que nada, na primeira oportunidade, após escapar rapidamente da primeira tacada, ele desaparece completamente.
Tiramos o armário do lugar, as gavetas, roupas, sapatos, amontoamos tudo sobre a cama, e nada. Escafedeu-se.
Por vezes, em nossas vidas, acontece de termos um rato em nosso armário.
Indesejável, barulhento à noite, deixando seu bolo fecal espalhado pelos lugares mais recônditos da casa.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Povo invade metrôs

Aquela velha figura do leitor de livro , em pé ou sentado, durante a viagem de metrô, está sendo atropelada por grupos de jovens da periferia, falando alto sem se importar com quem está do seu lado. Esta situação está se tornando cada vez mais comum. É  o povão transformando a paisagem burguesa bucólica, numa subversiva invasão "alienígena". O tradicionalismo silencia-se reprovando o povo que ignora a reprovação. A mudança é inevitável. O carro está cada vez mais impraticável. As estruturas econômicas e fabris, não conseguem fazer a guinada popular para o veículo individual, e insistem, insistem. Enquanto isto aguarda-se o dia em que ocorrerá o grande congestionamento, que paralisará tudo e precisará de dias para tirar o nó em que a cidade ficará. São Paulo está superlotado, congestionado, misturado, desnorteado, desfigurado, sem projetos, sem saída. Ainda há o amor, requentado, escondido, amedrontado, tímido, não declarado. Quem sabe ele tenha algum poder de resgate. Está desigual. Estão ficando maduras as condições revolucionárias no país pois a complexidade social, a teia produtiva, o emaranhado político, tudo concorre para a descrença nas soluções paliativas. Se o país estivesse nas mãos dos conservadores, quem sabe  vivêssemos o estampido da pressão em que a população se vê prisioneira.

Céu frio e limpo

Hoje São Paulo está gélido, com céu estrelado. Meu cão resiste em sair comigo, tamanho frio. Eu mesmo considero-me um teimoso por levantar. Mas a vida continua e preciso marcar presença no mundo. Um bom dia a todos. Frio demais.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

São Paulo de manhã fria e de céu fechado

São 5 h da manhã e saio com o meu cão. O tempo está pouco convidativo para sair. Passei a noite entrecortado entre dormir e acordar. Uma enfermidade, mais um feriado,  levou a ausentar-me por toda uma semana. Assim o corpo reagiu normalmente,  estranhando levantar. Peço a Deus que me cumule de saúde para continuar esta jornada. A seleção não saiu de um empate com a Inglaterra neste domingo, e o ídolo Neymar mais uma vez não desencantou. O povo brasileiro está mudando sua identidade rapidamente, e o futebol, ontem, um esporte popular, agora está engessado pelas escolinhas de base, porque os campos de várzea já se findaram em muitos lugares. É o desenvolvimento e a perda progressiva de espaço. Dá para jogar futebol dentro de um barraco? Continuo mais tarde.

domingo, 2 de junho de 2013

São Paulo frio e chuvoso; e eu enrolado em mantas

Estou recolhido. O domingo cumprirá rigorosamente o seu papel de repouso. Sair apenas para o indispensável. Como quase tudo se dispensa, saio apenas por causa da dispensa vazia. Comer, necessidade básica. Muitos não tem o que comer. Comer, por si só, já é um egoísmo, apesar de um governo que favoreça o mais pobre com o bolsa família. Ficarei parte do tempo na cozinha e parte na cama. O mundo fica para amanhã, apesar das urgências. Tudo pode sempre melhorar ou piorar, dependendo da ótica, do ânimo interno. O poema cala a inspiração, o artigo cansa. Por isto darei uma pausa até despertar-me novamente para o tudo que espera.

75% das vítimas de perseguição religiosa no mundo são cristãos

retirado do zenit
Daniel Arasa apresenta seu livro Cristãos, entre a perseguição e o mobbing
MADRI, 28 de Maio de 2013 (Zenit.org) - “O cristianismo é hoje a religião mais perseguida do mundo. É uma verdadeira emergência humanitária, embora a maioria das instituições internacionais, governos e meios de comunicação silenciem”. Esta é uma das premissas defendidas pelo jornalista e professor da Universidade Abat Oliba, Daniel Arasa, em seu novo livro “Cristãos, entre a persecução e o mobbing”.
De acordo com o autor, o acosso à religião vem se manifestando nos últimos anos em duas modalidades. Em primeiro lugar, a perseguição aberta e sangrenta, que acontece em muitos países muçulmanos e em outros como a Índia. Em segundo lugar, o Ocidente está sofrendo, cada vez mais, um ataque contra a liberdade religiosa. Não há perseguição, mas, frequentemente, há “escárnio cultural e marginalização”.
O livro, publicado em espanhol, defende com clareza o direito à liberdade religiosa como um direito inato, que não depende de concessão pelos poderes públicos e que interessa tanto aos crentes quanto aos não crentes, já que estes também terão a sua liberdade garantida. Quando essa liberdade é violada, é sinal de que outras liberdades, como a de expressão, a de reunião e a de manifestação, também são afetadas, e não apenas no âmbito religioso.
O diretor da fundação católica Ajuda à Igreja que Sofre, Javier Menéndez Ros, apresentará o livro hoje, 28 de maio, na Faculdade de Humanidades e Ciências da Comunicação da Universidade San Pablo CEU, em Madri.

sábado, 1 de junho de 2013

São Francisco Xavier, pequena cidade próxima a São José dos Campos

Quem quiser fazer um passeio agradável próximo de Sampa, pode incluir em seu roteiro uma visita à pequena cidade de São Francisco Xavier. De clima frio, muitas vezes encoberta de nuvens,  o que a torna nublada , São Francisco Xavier tem tudo o que o turista pode desejar: bons restaurantes, festividades. Ela está incrustada na Serra da Mantiqueira, fazendo divisa com Minas, Campos do Jordão, e Monteiro Lobato.  Vale a pena visitar.

28/07/2026 - Vida que segue

 O que dizer...amo a vida, amo a cada um , cada uma dos dias que por aqui passo. Hoje distribuímos o restante dos abacates nas Vicentinas, q...