Olho a beleza da árvore com desgosto pela missão. Como gostaria de conservá-la incólume por todo o ano. Mas não! Jesus Cristo já foi esquecido pelas festas de final de ano, as férias, praias, o sol quente, todos longe de terem sido criados por Deus, agora, absorvem corações e mentes.a questionar a velha e dura vida de cada um Ele já não mais será a criança que aguardávamos, a pedir afetos dos corações egoístas. Não poderemos mais levá-lo em nossos braços, beijá-lo, niná-lo. Jesus já não é mais criança, e envelhecemos subitamente. A cada enfeite retirado, uma dor vai sendo colocada em nosso peito: A estrela no topo, guiando o caminho dos magos, a subjetividade da nossa fé, que em tudo acreditava, agora oficializa-se num Cristo crucificado. As bolas perdendo o brilho ao serem guardadas em caixas, a serem esquecidas durante o ano, guardando os sonhos por um mundo melhor. O pisca-pisca das luzes coloridas, com sua imitação da transcendência, o Lar Cel...
o cotidiano contado e meditado