sábado, 30 de abril de 2011

Censo mostra o novo e o velho Brasil se confrontando

- O aumento do número de habitantes é o menor da história do país - 1,17% ao ano.  Isto significa que está ocorrendo uma redução no crescimento populacional, o que é em certa medida bom, pois pode estar ocorrendo algum tipo de consciência e planejamento familiar, porque não? Soltei um artigo estes dias mostrando o crescimento decrescente da população européia. O Brasil caminha para o mesmo rumo. A nossa vantagem é que temos facilidade de incorporação de diversos segmentos raciais ao povo brasileiro, diferentemente de outros países que tem identidade racial bem demarcada, e devido a isso acabam tornando-se mais racistas com os processos de imigração, pois pode por em cheque sua identidade nacional.

Para cada 100 mulheres há 96 homens. Em 2000 a relação era de 100 para 97. Não é uma relação ruim. Há equiparação. Lembremo-nos que existem países que não incentivam o nascimento de mulheres, matando as que nascem, só para se criar meninos. Não citarei os países porque tenho ânsia de vômito com estas políticas bestiais. O Brasil não tem controle populacional, o que se tornou uma boa política, pois nota-se uma auto-regulação da população. A intervenção do Estado nesta area deve ser respaldada pela população, e pontual, deixando-se a liberdade de escolha.

-Analfabetos já são menos de 10%. Em 2000 era 12,8%, agora é 9%. Esta é uma questão moral. Sendo moral, a política deve ser ANALFABETISMO ZERO. Estes dias um rapaz pediu-me para ajudá-lo a preencher um formulário de emprego. Notava-se que era analfabeto, com grande disposição de trabalhar. Condoido, ajudei-o, mas penso que dificilmente ele conseguirá uma vaga, pois não tem canal de comunicação.

- A população está envelhecendo.  A população com 65 anos ou mais, em 2000 representava 5,9% da população. Em 2010 atingiu 7,4% . Isto significa que a´qualidade de vida melhorou, o atendimento dos serviços de saúde, alimentação, aposentadoria, empregos, tudo tem a sua influência. Por outro lado não há renovação como se deseja, e pode ocorrer maior conservadorismo, e menos renovação de valores no país.

- Há 60.000 famílias de casais gays no país. Definitivamente o Brasil entrou na era da liberdade da escolha de vida a dois. A população gay, de discriminada,  vai paulatinamente estruturando sua forma de viver, e defendendo-se como pode.

- O saneamento atingiu mais da metade da população.Saltou de 47,2% em 2000, para 55,4 em 2010. É um índice ainda muito pequeno, e é o responsável por grande quantidade de doenças que atingem as crianças principalmente. A solução nesta área repercutirá necessariamente no índice de mortalidade infantil no país. Infelizmente se caminhou pouco no saneamento, ainda que esteja aumentando no país.

- Energia elétrica conseguiu atingir a quase todos. Em 2000 eram 94% da população. Em 2010 é 98,7%.  Não é atoa que Dilma estes dias chamou uma reunião para se analisar como evitar aumento de energia elétrica. Sabemos que este aumento repercutirá diretamente em toda a população. Sabemos que este aumente impactará também em nosso desenvolvimento. O Brasil precisa construir mais usinas hidroelétricas, e de outras fontes de energia e progressivamente ir desativando as usinas termoelétricas. O Maranhão com uma das maiores marés do mundo e o NE com tantas correntes de ventos e não se aproveitam estas fontes naturais?

- A renda per capita de 0,5 a 2 salários mínimos foi identificada em 50,6% dos domicílios da população pesquisada. Esta é a chamada classe C, e esta não é uma boa notícia, pois temos visto que em 5 ou 10 anos de uma política errada e esta população pode crescer bastante. Veja-se o caso da Argentina, e o surgimento das favelas por lá. Pensar que a metade do país recebe até dois mínimos é acender a luz amarela, de atenção. Temos muito

- A população cresce mais no Norte (2,09%) e Centro-Oeste (1,91%) e menos no Sul (0,87%), refletindo as novas fronteiras econômicas de um país continental. O Brasil desloca seu desenvolvimento, acelerando em algumas regiões e desacelerando em outras.

- O brancos deixaram de ser maioria no país, graças a Deus. Em 2000 representavam 53,74% da população e agora em 2010 são 47,7%. Isto para o país é ótimo, pois vai deixando de ser um país de brancos, de maioria branca, para tornar-se um país verdadeiramente multirracial.

A população urbana está imensa, 84,4% em 2010, relativamente aos 81,2 em 2000. O problema é a falta de produtividade que vem com a tranferência da população do campo para a cidade. Este índice é exorbitante, e representa a presença da grande propriedade rural na terra brasileira, expulsando o pequeno produtor rural. É uma vergonha para o país este índice, que representa a discriminação ao pequeno agricultor do campo.

Resumindo o pior: Mais da metade da população ganha até dois mínimos e praticamente só 25% moram no campo.

São Paulo sempre na contra-mão

Nestas últimas semanas começou um frio em São Paulo.

O tempo que era quente e claro, foi se transformando em frio e nublado.

No início resisti com as camisas de mangas curtas, como no verão, mas no decorrer do frio fui sendo levado a usar outras, de mangas compridas.

Só que o frio não era o dia inteiro, muito pelo contrário, era principalmente pela manhã e já ao final da tarde.

Assim vestia as camisas de mangas compridas, e lá pelas 10 horas esquentava e lá estava eu suando às pencas com uma roupa de frio.

Quando voltava a esfriar estava todo suado e com aquele odor não tão agrádável. 

Não apenas eu, mas a maioria dos paulistanos.

Outro aspecto interessante foram as formações de nuvens, convidativas para a chuva.

Como sou uma pessoa precavida, passei a carregar um guarda-chuva, diariamente.

Infelizmente, carreguei para nada, pois choveu muito pouco, servindo mais como um transtorno, ou um incômodo para o meu deslocamento.

Agora, ao final da tarde, quando saio para a Faculdade de Teologia, dou uma boa olhada para o céu, e faço minhas inferências, se vai ou não chover, terminando na maioria das vezes carregando o guarda-chuva.

Um dia destes, entretanto, ao olhar fiquei em dúvida. Como minha esposa estava ao meu lado disse-lhe:

- Vai chover hoje à noite? - Respondeu-me prontamente:

- Não, vai ficar apenas nublado, mas não irá chover.

Guardei o guarda-chuva e fui embora.

Já na Faculdade, lá pela terceira aula, relativamente perto de ir embora, despencou uma baita chuva, daquelas de molhar tudo, inundar.

Lembrei-me imediataente de minha esposa me recomendando sair sem o guarda-chuva, e pensei que fora um tolo ao não seguir minha própria intuição.

Chegando em casa, bem mais tarde que o habitual, devido a espera que a chuva passasse, lembrei-a de sua opinião, o que a deixou desconsolada.

Passaram-se alguns dias.

Novamente ao sair, olhei para o céu e vi o tempo nublado.

Coincidentemente, eis que minha esposa estava de novo ao meu lado. Perguntei-lhe:

- Será que vai chover agora à noite? - Respondeu-me:

- Se vai chover eu não sei, só sei que é bom você levar o guarda-chuva, senão eu vou ficar sendo responsável por você ficar molhado.

Eu não tenho jeito mesmo.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Extra! Extra!

Só as más notícias tem ibope.

As boas são chatas.

O que seria do Datena se só houvessem boas notícias.

É preciso ter sangue, estupro, assassinatos violentos para despertar o sentimento de revolta daqueles que gostam das más notícias.

Porque assim revoltam-se com a maldade, e maldizendo a maldade, participam de uma maldição comum. 

Responder o mal com maldade.

O que mais odeio em meu inimigo é o fato de me sentir muito parecido com ele.

Nada de beijos e abraços, nada de sorrisos ingênuos. Isto não vale nada!

Que as religiões se confrontem, que os governos se destruam, que os bandidos sejam mortos a caminho dos hospitais.

Não existem boas notícias.

Jesus Cristo está ressuscitado! Uma Boa Notícia repetida há mais de dois mil anos, e nada...

Ora, vá plantar batatas.

Importa o congestionamento, a batida, o engavetamento, a explosão de um hotel, de uma igreja, a morte de inocentes, bombardeios, abandonos, tsunamis, terremotos, furacões, .

Porque não existem mais evocações suficientes para ressuscitar da paralisia que contamina a tudo e todos.

Povo mecânico, insensível, perdido no turbilhão de suas inutilidades.

Povo manipulado, dominado, desestruturado, amansado, domesticado.

Síndrome das sextas-feiras

Nas sextas-feiras
o espírito corre
em parafuso.

Assoberba-se
confuso
por cima
dos corpos
formas
maneiras.

Traz um desdém louco,
linguajar rouco
de fins de tempos semanais,
como aniversários rápidos,
da imanginação racional,
desnudada.

Poema desmoronado





Palavras deslocam-se

De seus contextos,

Versos saltam

Dos sentidos,

Frases perdem-se

Nas fronteiras.



Os entendimentos

Tornam-se

Multifacetados,

Subentendidos,

Projetados,

Confundidos.



Enquanto conta

Faz-se de conta.

Enquanto aponta

Perde-se,

Encontra.



Alternância

Por algo

E por nada,

Soterrado

Em seus devaneios.



 
Minha vida

Sempre

Desmorona,

Cumprindo

Um viés

Da ordem,

Que soterra.



Minha vida

Está

Continuamente

A revolver

Escombros

Retomar

Rumos.



quinta-feira, 28 de abril de 2011

Para o 1 de Maio

Acordaste.

O ronco do teu estômago
ecoou boca afora.

Agora,
a esperança substitui
o lamento guardado
em cada um
dos milhões de quartos.

Vai!
Arranca esta chaga
que te oprime!

A doença tem cura.

O único crime
é tudo suportar
e nada fazer.

Obama obrigado a mostrar certidão de nascimento, mostra o racismo americano

O presidente da maior potência do país ter de sair mostrando sua certidão de nascimento por  aí, mostra o fascismo existente na política norteamericana.

O que questionavam em Obama? Que ele não é norteamericano? É um árabe? É um negro de algum país africano? É um imigrante sem tradição nos EUA?

Fica patente que se busca desqualificar, à partir da cor da pele, a falta de tradição, de patriotismo, de nacionalidade, atitudes próprias do racismo dos anos 50, e da Ku Klux Klan .

Este nazi-racismo esta manifesto na pessoa de Donald Trump, um presidenciável que usa de todos os expedientes para se divulgar, inclusive com o uso de falsas informações. Como se dizia na alemanha hitlerista: "conte uma mentira 100 vezes e ela se tornará uma verdade".

Neste caso estamos ao lado de Obama, contra esta infâmia fascista.

Mulher que apanha e se cala, agora poderá ser salva

Tendo como relatora a nossa Senadora por São Paulo, Marta Suplicy, o projeto fortalece a lei Maria da Penha e permite a terceiros registrar queixa em favor de mulheres que form agredidas por seus companheiros.

Até agora, sgundo interpretação da lei pelo STJ, a própria mulher deve procurar o juiz ou autoridade policial para acusar o agressor.

Com a mudança, qualquer testemunha da violência pode denunciar o companheiro da vítima.

Sem dúvida é uma avanço na lei Maria da Penha e mostra que Marta não está parada na no Senado, mas procura representar bem o direito das mulheres.

Não é novidade para ninguém que existe uma violência tão grande dos homens, que às vezes as mulheres têm profundo medo de denunciar o seu "companheiro" da violência recebida, para não apanhar mais

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Não votei em Dilma para calar-me depois

Votei e acompanho, opino, divirjo, apoio.

Meu voto não ficou na urna.

Continua pela minha boca, mãos, pensamentos.

Não nasci para vaca de presépio, nem para ser omisso.

Não tenho o rabo preso senão com a verdade, da qual hoje não me envergonho.

Nasci para influir na minha casa, meu bairro, a Igreja, cidade, país, mundo.

Giordano Bruno fazia a mesma flexão micro p/ o macro.

E Jesus Cristo chama a não me omitir.

Do alto de sua cruz, eterno ressuscitado, observa se faço bom uso da vida, se seu exemplo não foi em vão.

Sim a verdade e a justiça me acompanham, e delas faço uso.


Erradicar a Miséria, resposta do governo à minha sugestão

Deixo para vocês a minha preocupação no acompanhamento da erradicação da miséria em nosso país, colocando idéias ao governo. Leiam abaixo

Brasília, 27 de abril de 2011

Prezado Senhor, JOAO PAULO NAVES FERNANDES,

Recebemos na Ouvidoria-Geral do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), sua mensagem eletrônica.

Primeiramente, gostaríamos de dizer que sua manifestação merece toda nossa atenção. Sendo assim, enfatizamos a preocupação do Governo Federal em atender todas as famílias que necessitam dos programas sociais nas áreas de transferência de renda, segurança alimentar e nutricional e de assistência social.

Em atenção à sua mensagem, agradecemos sua sugestão, ao tempo que informamos que o MDS coordenará Comitê Gestor criado no dia 06/01, para comandar a agenda de combate à miséria. Essa foi a definição da primeira reunião interministerial do Governo Federal, coordenada pela Presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, em Brasília.

No encontro, a presidenta e os ministros discutiram a estratégia do Comitê Gestor, que inclui Casa Civil, ministérios do Planejamento e da Fazenda, além deste Ministério. A ideia é adotar o modelo de gestão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com definição de ações e metas até 2014, e também com metas anuais, sistema de monitoramento, prestação de contas e a participação de Estados e municípios.

Ao fim da reunião, a ministra Tereza Campello, do MDS, apresentou a pesquisadora da Unicamp, Ana Fonseca, que integrou a equipe de criação do Programa Bolsa Família (PBF) no governo Lula e será a Secretária Executiva desse novo programa. A ministra explicou que a ideia é trabalhar com três frentes importantes para retirar as pessoas da miséria: “Inclusão produtiva, ampliação e qualificação da rede de serviços, manutenção e ampliação do acesso a benefícios e transferência de renda”.

A MinistraTereza Campello aproveitou para detalhar: inclusão produtiva reúne diversas ações, como Pronaf, microcrédito e geração de emprego, entre outros; a rede de serviços inclui educação, saúde, rede Sine de empregos, saneamento básico etc.; e benefícios e transferência de renda incluem aposentadoria, seguro rural, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Bolsa Família, ou seja, aportes de recursos que sustentam o padrão de consumo.

Além da Presidenta Dilma Rousseff, da Ministra Tereza Campello e da Secretária Ana Fonseca, participaram da reunião: os ministros da Casa Civil, Antonio Palocci; do Planejamento, Miriam Belchior; do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi; do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence; da Fazenda, Guido Mantega; da Saúde, Alexandre Padilha; das Cidades, Mário Negromonte; da Educação, Fernando Haddad; da Intregação Nacional, Fernando Bezerra Coelho; e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; além do presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Luciano Coutinho.

Na ocasião, agradecemos o contato. Se julgar necessário, volte a nos escrever.

Atenciosamente,

OUVIDORIA-GERAL DO MDS

www.mds.gov.br/ouvidoria

ouvidoria@mds.gov.br


De: fomezero@mds.gov.brEnviado em: 10/01/2011 14:50

Para: ouvidoria@mds.gov.br

CC:

Assunto: ENCAMINHAMENTO INTERNO F 013/10JAN/16

Prezados (as) Senhores (as)

Encaminhamos e-mail recepcionado pelo Fale Conosco do Fome Zero. Solicitamos que a resposta dada ao demandante seja enviada a essa coordenação em cópia oculta para que possamos dar baixa em nossos arquivos.

F 013/10jan/16

-----Mensagem original-----

De: jp13@ig.com.br
Enviada em: quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 17:43
Para: Fome Zero
Assunto: São Paulo - São Paulo
CENTRAL FOME ZERO
NOME:João Paulo Naves Fernandes
SEXO:Masculino
E-MAIL:jp13@ig.com.br
MUNICÍPIO:São Paulo

MENSAGEM:Prezada Ministra Tereza Campello. Sou sociólogo e trabalho junto ao povo de rua e pastoral da saúde, no HC de SP. Penso nos seguintes passos: 1) rever classificação de pobreza e miséria no governo anterior,2)Definir metas gerais, para o país e particulares, por municípios, com base na identificação de percentual de pobres e mendigos existentes. Deve-se fazer uma costura das grandes metas com as pequenas, em moldes de planejamento estratégico ou plano de longo prazo. Gostaria de poder acompanhar mais de perto este processo. Creio que posso ajudar. De qualquer forma conte comigo para qualquer circunstância. Obrigado. JP

Observação final de hoje 27/04/2011

Parece que o governo tomou a iniciatia de contratar alguém com formação em pesquisa, Ana Fonceca da UNICAMP. Considero básico este trabalho estar sob pesquisa constante, pois senão ocorrerá o de sempre, palavras levadas ao vento, sem nenhuma sustentação científica.  Mas o tempo está correndo contra, e o governo levou 4 meses para apresentar uma proposta mais plausível. Desejamos também acompanhar on line o desenvolvimento dos resultados. Será isto possível?

Elite mundial está em orgasmo incontido com casamento do principe William e a plebea Kate Middleton

Desde Henrique VIII, que expulsou a Igreja Católica da Inglaterra, para casar-se com ana Bolena e dar descendência à sua estirpe, e criando a Igreja anglicana para respaldar seu desejo, a família real inglesa vive de maldição em maldição.

Os últimos casamentos da família real resultaram em divórcio e até suspeita de assassinato da princesa Diane.

Agora, com o Príncipe William se apaixonando por uma plebea, vinda do meio do povo, deixou a elite mundial em constante orgasmo.

São matérias sobre matérias, indústria do turismo, de bijouterias, um sem número de produtos sendo fabricados para festejar este ato de união.

Enquanto isto os jatos ingleses continuam bombardeando humanitariamente Tripoli, em saudosidade colonialista, e mantendo o controle sobre o Afeganistão.

Matam e casam-se, comem e bebem, enquanto a fome está à porta.

Como é fácil fazem o mal e o bem ao mesmo tempo, sem precisar de arrependimento, por ter o poder real.

Vai um cidadão da periferia fazer isto para ver onde irá parar: na cadeia.

A plebea é um convite aos ingleses para novos projetos de ascenção social, lógico para mostrar "que tudo é possível". De fato, cada um continuará na sua posição por muiiito temmmpo.

Deixo pequena matéria do casório.

Na sua página oficial no Facebook, a Família Real informou que a cerimônia religiosa, na Abadia de Westminster (centro de Londres), terá início às 11h, hora local.


A noiva chegará à abadia de carro. Depois do casamento, os noivos deixarão o local em uma carruagem, que passará pela Praça do Parlamento, seguirá pela avenida Whitehall em direção à praça de desfiles da guarda montada e chegará ao Palácio de Buckingham pela avenida Mall.

O Arcebispo de Canterbury – na prática, a maior autoridade da Igreja Anglicana, embora o monarca britânico seja oficialmente o líder supremo – realizará o casamento, e o Bispo anglicano de Londres fará um pronunciamento.

No Palácio de Buckingham, a rainha dará uma recepção para o casal e convidados, que incluirão a família e amigos íntimos dos noivos.

À noite, o pai de William, o príncipe Charles, irá receber os convidados para um jantar seguido de um baile também no palácio.

Decepção

Segundo a comentarista para assuntos da realeza da BBC Daniella Relph, o fato de Middleton não viajar em uma carruagem para a boda representa uma quebra na tradição.

Ingrid Seward, jornalista da revista Majesty, especializada na Realeza, disse à BBC que as pessoas ficarão decepcionadas em não ver a noiva na carruagem a caminho do casamento.

Entretanto, um representante da realeza defendeu a decisão, dizendo que ela estabelece o “tom apropriado”, já que a Família Real não quer que a cerimônia seja luxuosa demais.

Para Relph, a Igreja Anglicana espera que a cerimônia seja um modelo de como toda boda deve ser e dê impulso para a instituição do casamento.

Enquanto isto o rabo da crise imobiliária vai contagiando a Europa

Grécia em déficit público em 10,5% do PIB.

Portugal teve 9,1% do PIB.

Islândia dando calote.

Déficit público médio da zona do euro é de 6%.

A dívida pública média da zona do euro é de 85% do PIB.

Elite brasileira gasta no exterior

O "nacionalismo" da elite brasileira vai de vento em popa. 

US$,7 bilhões gastos em todo tipo de produtos, no exterior, em apoio ao país, não é mesmo? Apoio aos países estrangeiros.

Isto, mesmo com o aumento do IOF sobre as compras com cartões de créditos no exterior.

Como eles gostam daqui do Brasil...

Fazem de tudo para investir e consumir aqui mesmo...(sic)

Mas não, este é um mundo globalizado, e não se está ferindo nenhuma norma, pois vivemos em verdadeira democracia.

Que beleza!!

Mídia volta a atacar Dilma

A Rede Globo começou a bater que os aeroportos estavam lotados e com atrasos, que o cronograma de reformas estava atrasado para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e não deu outra: o Governo Dilma cedeu e está dando concessóes da gestão de alguns aeroportos para a iniciativa privada.

1 X 0 para a mídia, que já tinha esta intenção. Criticaram até a ideologia do governo, como se o governo tivesse ideologia explícita. E o governo deixa a crítica  correr.

Agora a mídia está batendo na situação das estradas, lógico, com o intuito de forçar igualmente a ampliação da política de concessões de estradas.

Se o Governo Dilma bobear, eles conseguirão também.

As empreiteiras por seu turno, deixam o cronograma correr, e ...pasmem, forçam uma revisão do valor das obras contratadas, contando com o tempo a seu favor.

A inflação aumentando tem feito parte também das críticas diárias da mídia global, em política voltada a um aumento maior das taxas de juros, favorecendo ainda mais os grandes bancos.

Dilma mantém-se calada em relação a esta nova onda de agitação promovida pela mídia, e paradoxalmente se ausentou de diálogo com os trabalhadores que por diversas vezes a procuraram.

Estratégia errada de um governo que se pretende de esquerda, mas comportando-se como de "centro", "equidistante". Pode acabar sem nenhum dos lados.

É isto que a mídia está vendo, como derradeira alternativa, uma vez que até a oposição política está se desfazendo por si própria.

Lula, ao menos, quando pressionado, ia para o povo, e a massa, de uma forma ou de outra dava suporte ao peão, e calava os seus acusadores de plantão.

Atualmente a mídia, de um lado diz que Dilma é diferente de Lula, mas de outro bate nela direto.

Querem a autonomia da imprensa, mas usam da imprensa livre para defender interesses de empresários diversos.

Dilma tem mantido um comportamento isolacionista, que não se coaduna com uma posição mais firme contra estes setores. Tinha que sair a campo, para o povão, se defender.

Ser um governo com posições populares em um país em franco desenvolvimento exige flexibilidade, mas também base popular.

Isto Dilma precisa se lembrar o quanto antes.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Monteiro Lobato deve ser analisado com os olhos de 1938

Uma carta de Monteiro Lobato em apoio  à Ku Klux Klan, destilando toda sorte de preconceitos contra a comunidade negra põe em xeque um ícone da litertura infantil brasileira.

O personagem da "Tia Anastácia" já retratava esta dominação racista, embora historiadores circunscrevam esta figura ao modus vivenda da casa grande, da Fazenda, onde a ama de criação convivia junto desde a infância, como outro filho, não sem as discriminações que sofria, e ao envelhecer ia paulatinamente assumindo as funções domésticas.

Em minha própria família existiu a "Nêga", filha de criação de meus avós, a quem tratei como tia desde pequeno, e foi muito querida de todos. Era costume "humanista" este gesto de adoção.

Os outros personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo vão em sentido contrário, mostrando irreverência e uso impensado da liberdade, próprios da liberdade e da democracia multipolar de hoje.

A defesa do petróleo e as manifestações racistas dão conta de um nacionalismo de direita, no rumo do nazi fascismo, muito comum naqueles anos de 1938, quando a carta foi redigida.

O ano de !938 e véspera da Segunda Grande Guerra, e o pensamento da raça pura, permeava também a elite brasileira com o movimento integralista de Plínio Salgado.

Muitos comunistas estavam presos, e o regime no Brasil era aliado de Hitler.

Este deve ser o cenário a ser lido.

Deve-se criticar Monteiro Lobato, sem dúvida pelos seus pensamentos racistas, mas não com os olhos de hoje, pois estaríamos acrescentando bestialidade a mais ao autor, quando, na visão da época, tinha até mesmo respaldo social, o seu pensamento, ainda que racista, já na época.

Deve-se fazer outros comparativos. A África estava colonizada pelas potências da época. Os EUA sequer colocavam os negros no serviço militar, pois eram intensamente discriminados em vários estados do sul.

Graças a Deus os tempo são outros e podemos identificar este lado ruim do contista da literatura infantil, mas não o seu trabalho como literato como um todo

Se assim fizermos estaremos realizando outra discriminação racial, via literatura.

O Brasil de hoje não é um Brasil revanchista, ao contrário, é um Brasil da Anistia Ampla Geral e Irrestrita. È assim que deve ficar a memória de Lobato.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Europa se recusa a ouvir pedido do Papa Bento XVI pelo acolhimento dos refugiados da África

Uma Europa com crescimento populacional decrescente, onde a acolhida dos refugiados africanos viria em socorro deste continente, não irá acontecer, ainda que o Papa Bento XVI clame aos governantes que os recebam.

A Europa não se importa que estes homens e mulheres estejam morrendo afogados em naufrágios de embarcações precárias que eles usam para fugir dos bombardeios e perseguições políticas.

Fere assim mortalmente um dos mais sagrados mandamentos de Deus, desde o Antigo Testamento. No Antigo Testamento 3 eram aqueles que Deus tem preferência para serem acolhidos: o estrangeiro, a viúva e o órfão. São três tipos sociais dos mais discriminados.

A Europa laica, perdeu estes princípios, que ela chamou de "dogmas", para refutar através da razão aquilo que os antigos tinham de mais sagrado. a religião de nada vale se não se coloca a favor do outro, do próximo.

Assistimos a França impedir a entrada de trens com refugiados tunisianos, notamos o escárnio dos espanhóis pelas 700 famílias de expresos cubanos ainda não estarem trabalhando.

Esquecem-se que muitos de seus parentes também foram migrantes um dia.

Isto chama-se humanidade laica, e fraternidade racional, em oposição ao amor incondicional.

Qual é o problema, eles são negros? São pobres? Não estão com saúde? Sinto um frio na espinha só de saber que este continente europeu metido a ser o berço da civilização consegue ter um nacionalismo fascista travestido de democracia.

Pois que fiquem com seus costumes, e vá Deus diminuindo a população  desta falsa estirpe de puros.

Alguma notícia presta?

Procurei por matérias interessantes, daquelas que acrescentam alguma coisa à nossa vida, e nada.

Não havia nenhuma notícia interessante. Tudo era uma porcaria.

Que os supermercados deixarão de usar sacolas plásticas; bem se vocês acham boa esta matéria, e já penso que terei que comprar alguma sacola, porque o supermercado não fará isto por mim.

As empresas estão colocando menos produtos nas embalagens, e vendendo pelo mesmo preço, jogando sobre nossas costas a diferença?  Mas eu sei que o leitor tem consciência de que as empresas, não todas, são assim, só visam o lucro e o consumidor que se lixe.

Que a estrada estava congestionada na volta do feriado? Todos sabem também.

Sobre vacinação antigripe? Não sou serviço social.

O final do Campeonato Paulista? Sem novidade. Sobraram os de sempre, os times grandes.

Os orelhões serão desativados. Mas quem usa orelhões ainda?

Governo que reduzir pensões por morte? Então querem que eu me revolte também com algo que ele, o governo, ganhará.

Que está aumentando o número de vagas de trabalho na faixa acima dos 50 anos? Pois então me digam, onde é, que eu não sei.

Que o Aécio deve ter bebido e por isso não fez o teste do bafômetro? Alguém ainda tem duvidas?

O Papa, de um lado, pede que a Europa acolha os refugiados africanos, e a Europa, de outro, com crescimento populacional negativo, recusa, revelando um desentendimento geral, quando poderiam solucionar tudo juntos, não é?

Que em Guantânamo sempre houve tortura, é novidade? E que Obama não conseguiria desativar, também não é novidade, não é mesmo?

Que a europa está estagnada, e os EUA querem retomar o desenvolvimento?

Que a miséria continua, embora Dilma diga que vai acabar?

Olhe bem, estou literalmente cheio desta vulgaridade de ter de encher as pessoas com informaçãoes que não agregam nada à vida.

Então à esta imprensa que precisa de notícia para sobreviver, esta fábrica de falsas notícias, que nos amarram em tensão permanente, tenho a dizer.

- Está proclamada a falta de notícias!!!


À partir de agora vale o meu contato pessoal, como notícia. O bom dia é notícia, o comprar o pão e o leite é notícia, o pegar o ônibus é notícia.

Beijar a mulher é a maior das notícias. Levá-la para a cama, é censurável, mas digo baixinho, é impublicável.

Atender telefonemas, são meias notícias.

Ver televisão, é matéria ilusória.

Levar o cão para passear, traz grandes novidades.

Mas trabalhar, é notícia requentada.

Ir ao banheiro, para o banho e serviços gerais, são notícias de bastidores.

Isto é notícia hoje.

Você é notícia!

Eu sou notícia!

Não a internet!

Não os Jornais!

Não a televisão!

Pronto, publiquei...

Sem despedidas

Fui apresentado
e pensei continuar
a relação.

Com o tempo,
a quantidade de pensamentos
as diferenças de opiniões
os vários temperamentos
foram somando
temperos
mais ou menos
ácidos.

Alguns desapareceram,
viajaram,
mudaram o endereço,
ou negócio.

Uma parte discordou,
e simplesmente
baniu-me
do círculo
de relações.

Outros ainda
ficaram
muito importantes
para mim,
reles
aprendiz
da vida

A maioria
não me tinha
tanto em conta,
de forma
que foram
me apagando
silenciosamente.

Poucos
viajaram,
ou mudaram-se;
de endereço
ou negócio,
e continuaram
tendo-me
em conta.

A estes
descobri
não ser necessário
despedir-me.

Encontram-me
sempre
comose fosse
hoje.
como se não
houvesse tempo
nem espaço.

Com estes
há diálogo
e dicussão,
calmaria
e tempestades,
gritos
discordantes
e longos
 silêncios.

Verdade
e transparência
é tudo que deixam.

Quando partir
façam de conta
que continuo
questionando
o nada e o tudo,
o feito e o desfeito
e não se despeçam,
porque o adeus
ocorre só
em vida

domingo, 24 de abril de 2011

A fertilidade continua caindo: população envelhecendo com consequências econômicas

Este é um artigo que deve ser lido com calma, entendermos o que está ocorrendo com o crescimento populacional na Europa, com taxas decrescentes de nascimento, e EUA e Canadá.
Pe. John Flynn, L.C.
24 de abril de 2011 (ZENIT.org) - A taxa de natalidade baixa e uma população envelhecida representam um desafio econômico gigante para a Europa. Esta é uma das conclusões de um estudo publicado pela Comissão Europeia no início do mês.

O "Terceiro Informe Demográfico" apontou que o número de filhos por mulher aumentou de 1,45 no último informe, de 2008, para 1,6. Mesmo assim, continua muito abaixo dos 2,1 filhos necessários para manter uma população estável.


A esperança de vida também aumentou, o que acelera o processo de envelhecimento do continente. Em quatro países – Bulgária, Lituânia, Letônia e Romênia – a população já está diminuindo porque os falecimentos e a emigração superam o número dos nascimentos.


O informe revela ainda que a média de idade das mulheres no seu primeiro parto aumentou significativamente nas últimas três décadas. A idade mais alta para o primeiro parto, em 2009, foi medida na Irlanda: 31,2 anos. A Itália está bem próxima do índice, com 31,1 anos, enquanto a idade mais baixa está na Bulgária, com 26,6, seguida pela Romênia, com 26,9. Em 13 dos 27 países da União Europeia, as mulheres tendem a ter filhos com 30 anos ou mais.


Segundo o informe, a fertilidade pode continuar aumentando de modo marginal, superando ligeiramente a média de 1,7 filhos por mulher. Mas o documento observa que, a essa taxa, ainda será necessária uma grande afluência de imigrantes para evitar que a população se reduza no longo prazo.


Não é provável que a fertilidade suba o suficiente para atingir o nível de substituição de 2,1, ou que se reverta o envelhecimento da população da Europa, conclui o estudo.


Cerca de 5 milhões de crianças nascem por ano nos 27 países da União Europeia, e cerca de 2 milhões de pessoas emigram de países estrangeiros para o bloco. Os nascimentos superam o número de mortes em poucas centenas de milhares de pessoas por ano. A imigração, que supera amplamente o milhão por ano, explica a maior parte do crescimento da população da região.


As nações do bloco são hoje o lar de 20 milhões de pessoas que não têm a cidadania europeia. Além disso, cerca de 5 milhões de extracomunitários obtiveram a cidadania da União Europeia desde 2001. Há também a migração interna, com 10 milhões de europeus que moram em países da União que não são a sua pátria.


Mais idosos


Existem diferenças significativas entre os estados membros da União Europeia. As populações atualmente mais velhas, como a da Alemanha e a da Itália, continuarão envelhecendo rapidamente nos próximos 20 anos, mas depois se estabilizarão. Outros países, com populações hoje mais jovens, principalmente no leste da União, envelhecerão a uma velocidade cada vez maior, a ponto de terem, no ano 2060, as populações mais idosas do bloco.


O informe observa que, em 2014, a população em idade de trabalho, entre os 20 e os 64 anos, começará a diminuir rapidamente, ao se aposentarem os baby-boomers do período posterior à Segunda Guerra Mundial.


De fato, na União Europeia, o número de pessoas com 60 anos ou mais já está aumentando em mais de dos milhões por ano, o que é o dobro do observado há três anos.


A metade da população atual dos 27 estados da União tem 40,9 anos ou mais. A idade média vai dos 34,3 anos na Irlanda aos 44,2 na Alemanha. É previsto que a idade média suba para os 47,9 anos em 2060.


A população de 65 anos ou mais deverá aumentar de 17,4% em 2010 para 30% em 2060.


O resultado será uma carga cada vez maior sobre os cidadãos em idade de trabalho, que deverão pagar os gastos sociais demandados pela população envelhecida.


O fenômeno fica mais evidente ao se considerarem as previsões do número de pessoas em idade de trabalho, entre 19 e 65 anos, e ao se compararem tais números com o das pessoas dependentes (as menores de 19 e as maiores de 65).


A União Europeia tem hoje três pessoas em idade de trabalho por cada dois dependentes. Em 2060, haverá uma pessoa em idade de trabalho para cada pessoa dependente.


Estados Unidos


A Europa não está sozinha. Nos Estados Unidos, a taxa de natalidade também desceu entre 2007 e 2009, segundo os dados do Centro de Controle de Doenças.


De 2007 a 2009, os nascimentos caíram 4%, para 4.131.019, e os números parciais de nascimentos em junho de 2010 indicavam que a queda continuava.


A taxa de natalidade caiu 9% para as mulheres de 20 a 24 anos, chegando ao índice mais baixo registrado para essa faixa etária, e 6% para as de 25 a 29. Também há queda nas taxas de natalidade entre as mulheres com mais de 30 anos.


Chama a atenção que a taxa de fertilidade tenha caído mais entre as mulheres hispanas do que nos outros grupos da população.


O Population Reference Bureau, organização privada, publicou dados recentes que trazem mais luz aos números populacionais nos Estados Unidos: a quantidade de bebês nascidos no país em 2009 caiu 2,3%, e continua caindo. Isto significa que a média de nascimentos por mulher em 2009 foi de 2,01, o número mais baixo desde 1998. Com a queda dos nascimentos, o índice de fertilidade total nos Estados Unidos está abaixo do nível de substituição, de 2,1 nascimentos por mulher.


Os dados do Population Reference Bureau também mostram que, pela primeira vez em muitos anos, os nascimentos entre as mulheres solteiras diminuíram. Mas os nascimentos entre as mulheres casadas caíram mais ainda, revelando que 41% de todos os nascimentos nos Estados Unidos aconteceram no grupo das mulheres solteiras, o índice mais alto até hoje.


O ‘Bureau’ afirma que esta última queda se deve à atual crise econômica, o que difere do relatório do CDC, que assinala que os dados de nascimento por si só não são suficientes para tirar conclusões sobre as razões da queda no índice de fertilidade.


Ainda assim, o PRB observa, tanto na Grande Depressão dos anos trinta como nos difíceis momentos econômicos dos anos setenta, que seguiram à “crise do petróleo”, houve também períodos de baixa fertilidade nos EUA.


A questão é, insistia o PRB, se a fertilidade voltará quando a economia melhorar ou esses baixos índices se converterão em norma, como no caso da Europa e Canadá.


Custo


No Canadá, a baixa fertilidade foi norma durante muito tempo e, como aponta um artigo de 2 de abril do jornal ‘National Post’, isso custou caro ao governo. Os últimos dados orçamentários calculam que no período 2010-11 a 2015-16, os gastos em auxílios para os anciãos aumentará cerca de 30%.


Esta projeção de aumento anual estará muito acima do crescimento econômico previsto para o Canadá. De fato, o artigo cita dados segundo os quais o crescimento econômico pode cair até a metade do nível das últimas décadas, devido ao impacto de uma população envelhecida.


Apesar dos graves problemas causados pela baixa taxa de fertilidade e do envelhecimento, a ONU continua firme em seu objetivo de reduzir a fertilidade a todo custo. A 44ª sessão da Comissão de População e Desenvolvimento reuniu-se dos dias 11 a 15 de abril em Nova York.


O comunicado de imprensa que anunciava esta reunião enfatizava a necessidade de ampliar o planejamento familiar para reduzir com rapidez a fertilidade na África e na Ásia. Em lugar disso, talvez seria melhor considerar os graves problemas econômicos que tal redução causa em muitos países.

Mundo está ficando pequeno para as potências

Está cada vez mais difícil os EUA ou a Europa, com a França e a Inglaterra principalmente, de um lado, e a China, e os emergentes de outro, ficarem sem provocarem fricções entre si, sobre as diversas situações e conflitos que estão ocorrendo no mundo.

Os emergentes puxando para cima o consumo e a produção no planeta, enquanto os EUA tratam de inflacionar o mercado mundial desvalorizando o dólar, para abrir oportunidades de exportações, e levantar sua economia.

Não se visualiza uma solução para o grande endividamento dos americanos, hoje em US$14 e US$ 15 trilhões  que prosseguem emitindo dólar sem parar. Chegará o momento em que o dólar será desmascarado como moeda de troca. O sistema financeiro mundial do pós-guerra tremeu , quando a agência Standard & Poor's (S&P) reduziu sua perspectiva para a dívida soberana dos Estados Unidos pela primeira vez.

Como o mundo está guardando dólares em seus Bancos Centrais, a coisa ficará complicada.

A alta do ouro é sinal evidente de que o valor do dólar está caindo.

O pior é que a economia mundial está cada vez mais entrelaçada, com as partes em conflito, investindo nas economias uns dos outros. A crise, quando estourar, repercutirá amplamente. Os emergentes querem comercializar utilizando suas próprias moedas, mas isto é ainda irrisório, frente ao volume total de negócios em dólares.

A crise imobiliária não terminou, com vários países insolventes, esperando ajuda da comunidade européia.

A islândia está dando o calote de sua dívida, mas Portugal está buscando saídas, a Espanha idem, a Grécia também.

Esta crise atingiu inicialmente bancos que financiavam a venda de imóveis nos EUA. Depois repercutiu nos bancos europeus, que haviam comprados estes papeis. Hoje a repercução está já nos governos europeus.

Os EUA fingem que não tem nada a ver com isto, e procuram retomar o controle mundial, tomando iniciativas de ocupações e bombardeios, que durante a União soviética jamis faria.

Por enquanto a China está fazendo críticas verbais e mantendo-se neutra, mas os interesses chineses estão cada vez maiores no mundo, e a possibilidade de um novo confronto mundial pode sim se realizar num prazo mínimo de 10 anos e com grandes possibilidades nos próximos 20 anos, porque o mundo está ficando pequeno para tanto conflito de interesses.

A Rússia está fingindo-se de morta. O Japão está rendido com o Tsuname, e com a economia paralizada.

O Brasil, até o final do Governo Lula tinha maiores pretenções de influir nos temas internacionais, e esteve de certa forma isento da crise imobiliária. Agora, com a desvalorização do dólar, está iniciando também a desvalorização do real, como saída. Creio que a saída seria iniciar uma política mais intervencionista na economia brasileira, e m vez de desvalorizar a moeda, pois isto traz problemas posteriores.

Com Dilma interesses brasileiros ficaram novamente circunscritos à América Latina, como se por aqui isto fosse necessário.

Não creio estar fazendo ficção.

Há uma economia mundial caminhando para o confronto.

Só não se sabe exatamente quando e como se dará este conflito, mas que tudo mostra que as partes não abrem mão de suas políticas, e seguindo o trote da carruagem, é possível ver aí na frente conflitos maiores.

Comprem um sitiozinho mais afastado dos centros urbanos, e procurem viver com recursos produzidos por lá mesmo. Será de grande valia para a qualidade de sua vida desde agora, e de tabela deixará vocês resguardados de problemas imprevistos.

Quisera estar em silêncio e não falar nada disto. Mas não posso me calar. Seria uma omissão com o meu país. Volto a dizer, não sou alarmista nem desejo que crises. Só não aceito ver os problemas caminharem para o precipício e ninguém falar nada.

Deixo um artigo interesante que li sobre o endividamento das potências, obtido na Ag Estado.

AE - Agencia Estado

RIO - A dívida de um punhado de países ricos aumentou em US$ 16 trilhões (mais que o PIB norte-americano) desde 2007, e atinge hoje US$ 42 trilhões, ou 61% do PIB global, representando uma das principais ameaças à recuperação da economia mundial. Esse endividamento pesa hoje sobre Estados Unidos, países da zona do euro, Reino Unido e Japão, justamente a parte mais rica do mundo, que por séculos foi o motor e a vanguarda da expansão da prosperidade humana. Em 2007, antes da crise econômica global, a dívida dos países ricos era de US$ 26 trilhões, e correspondia a 47% do PIB global.
Nesta semana, os mercados globais entraram em estado de choque com a notícia de que a famosa agência de rating (classificação de risco de crédito) Standard & Poor''s havia colocado a nota dos Estados Unidos em "perspectiva negativa". A decisão da S&P não significa que os EUA já foram rebaixados, mas sim que existe uma chance em três de que isto venha a ocorrer em dois anos. Essa simples possibilidade, porém, já é suficiente para mexer com um dos mais importantes pilares do sistema financeiro global.

Desde que a agência iniciou a classificação do crédito do governo americano, há cerca de 70 anos, o rating sempre foi AAA, o máximo possível. Considerada como risco zero, ou pelo menos risco mínimo, a dívida americana sempre foi vista como o piso a partir do qual o risco de todos os outros créditos é medido. Assim, a chance de que a qualidade de crédito dos EUA venha a deixar de ser o parâmetro para avaliar os demais riscos embaralha as perspectivas da economia global num momento que já é particularmente confuso.
O problema norte-americano é que, com a crise global de 2008 e 2009 - e os grandes déficits públicos que foram usados como alavanca para relançar a economia -, a dívida pública explodiu. Segundo os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida bruta do governo dos EUA saltou de 62% do PIB em 2007 para projetados 99,5% em 2011 (e deve chegar a 112% em 2016). Hoje, a dívida está entre US$ 14 trilhões e US$ 15 trilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



A proibição de alguns tipos de véus na França recordam a guerra de libertação argelina

A guerra de libertação da Argélia teve nas mulheres argelinas, verdadeiras revolucionárias que, para efeito de atentados contra o colonizador, ora vestiam-se com véus, ora se europeizavam em suas vestimentas.

Tudo pela libertação da Argélia do jugo francês.

A direita francesa não se esquece disto até hoje.

Textos de Franz Fanon, um dos grandes pensadores das teorias de libertação, e da idealização do "homem novo" trazem estas informações da guerra civil argelina.

Agora, quando a esquerda francesa abaixou a guarda, e deixou a direita chegar ao governo e sair guerreando com o mundo, vem à tona esta questão do véu, antiga conhecida dos franceses.

A questão religiosa é simples: deve haver liberdade de expressão religiosa na França, e o governo Sarkozy está se exorbitando em sua funções falsamente laicas de Estado.

Se o criatianismo não é respeitado em alguns países árabes, não faz parte do cristianismo impedir a manifestação religiosa de quem quer que seja, ao contrário, pertence ao ocidente cristão a liberdade de expressão religiosa.

Ao cometer tal discriminação, Sarkozy expõe os cristãos à perseguição ainda maior no Oriente Médio.

Mortes da oposição na Síria tem a ver com o conflito Líbio


O Governo Assad, de alauíta, e de apoio aos xiitas no Líbano e no Irã, tem numa maioria sunita a sua mais severa oposição. O governo Sirio, por representar uma minoria religiosa, e por receber influência do antigo nasserismo, tem uma maquiagem de estado laico, aparentemente democrático, mas de fato totalitário.

Tem uma influência no nacionalismo antiiperialista nasserista, com que goza de certo prestígio de alguns governos progressistas, mas manteve um estado de emergência por 48 anos, suspendendo apenas nesta semana, curiosamente quando matou a mais oposicionistas.

O império usa inteligentemente o conflito entre Xiitas e Sunitas, para fazer o seu domínio.

No Iraque derrubou sunitas e ergueu os Xiitas, gerando um permanente estado de terror no país, como queriam.

Na Líbia, o império se aproveita e vai como quem não quer nada, avançando na Líbia sua presença, para tomar os poços de petróleo da influência dos chineses, que lá estão.

A síria percebendo os exemplos do Egito e da Líbia, posicionou-se claramente pelo confronto com a oposição ainda que sinalizando com aberturas, porque a deixar correr, vai ser derrubado.

Mas certamente não aceitará a influência sunita, aliança com a Arábia Saudita.
Os EUA esperam uma deterioração deste conflito para justificar uma nova intervenção, como "salvadores" dos "jovens desempregados".

As revoltas no Oriente Médio apontam para um aumento do fanatismo religioso, e de uma generalização dos conflitos, com possibilidades de se levar a confrontos de maiores proporções, envolvendo as potências em campos opostos.

Os cristãos pagam o preço das intervenções do ocidente, ainda que nada tenham a ver com isto.

É um pouco cedo para esta afirmação, mas a continuarem os confrontos nos países e com a naturalidade com que os EUA, a França e a Inglaterra intervém sem perguntar a ninguém se podem, de repente acordam a Rússia e a China de seu sono.

Na Líbia há um interesse Chinês sendo retirado.

Como se vê a China com todo o seu desenvolvimento, foi abocanhando pedaços dos negócios deixados para trás, na crise imobiliária do Ocidente.

A oposição síria, ao perceber que está sendo dizimada, partirá pra o terror dentro do território sírio, mesclando terror com o movimento de massas.

É ver para crer.

Vejamos alguns dados da Síria.

População – aproximadamente 22,5 milhões

Regime – República

Composição étnica – 90,3% árabe, 9,7% outras minorias (curda e armênia)

Composição religiosa – 74% muçulmana sunita, 12% muçulmana alauíta (religião de Bashar al Assad), 4% xiitas e druzos e10% cristã

Principais destinos das exportações – Iraque (30,22%), Líbano (12,21%) e Alemanha (8,89%)

Principais origens das importações – Arábia Saudita (10,1%), China (9,95%) e Turquia (6,97%)



Questões geopolíticas

Colinas do Golã – Este território sírio foi ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexada nos anos 1980, em ato não reconhecido pela ONU. Os negociações para a devolução da área fracassaram duas vezes

Líbano – Historicamente, a Síria considera o Líbano sua zona de influência, chegando a ocupar o país por quase 30 anos, até 2005

Relações com o Irã – O regime iraniano é hoje o principal aliado da Síria na região. Os dois países apóiam o Hamas e o Hezbollah

Relações com os EUA – Os americanos impuseram sanções unilaterais em 2004, mas começaram a se aproximar de Assad no último ano

sábado, 23 de abril de 2011

Lei antiblasfêmia, um pretexto contra as minorias religiosas

A violência extremista não cessa no Paquistão
Retirei do Zenit. Traz informações importantes sobre a perseguição aos cristãos das várias denominações no Paquistão
Paul De Maeyer
22 de abril de 2011 (ZENIT.org) - No Paquistão, o testemunho de uma suposta profanação do alcorão ou de uma blasfêmia contra o profeta Maomé tem sido suficiente para provocar a violência dos muçulmanos contra a comunidade cristã. Quem ousa levantar a voz e denunciar a injustiça acaba virando alvo dos extremistas.
A agência Fides relata que em Gujranwala, ao norte da capital do Punjab, Lahore, uma multidão de muçulmanos exaltados atacou em 17 de abril a Igreja Pentecostal Unida, impedindo a “comunidade aterrorizada” de celebrar o Domingo de Ramos. Muitos fiéis foram espancados no ataque e, ironicamente, 12 cristãos ainda acabaram presos. O alvo, segundo as fontes da Fides, era o pastor da igreja, Eric Issac, acusado de pedir a libertação de dois cristãos presos na sexta-feira, 15 de abril, na colônia cristã de Aziz (ou Azizabad), arredores de Gujranwala. Os dois presos em questão são Mushtaq Gill, membro da igreja presbiteriana e vice-presidente do Christian Technical Training Center (CTTC) em Gujranwala, e seu filho Farrukh Gill, funcionário do Banco Nacional do Paquistão.
O caso dos Gill estourou na sexta-feira, quando um grupo de muçulmanos se reuniu diante da casa da família acusando Farrukh Gill de profanação do alcorão e blasfêmia contra Maomé. A “prova” da suposta profanação eram algumas páginas queimadas de um exemplar do livro sagrado do islã e uma carta em que o próprio Farrukh teria confessado a profanação. A carta teria sido achada por um jovem muçulmano, casualmente, em frente à casa da família cristã.
A polícia interveio prendendo os dois cristãs “para protegê-los”, evitando que a manifestação se transformasse em linchamento. Segundo o Express Tribune (17 de abril), alguns manifestantes ainda tentaram queimar a casa da família. O jornal paquistanês, que também relata a fuga de várias centenas de famílias cristãs de Aziz, observa que as acusações contra Mushtaq e Farrukh Gill não são novas: a história das folhas queimadas do alcorão já foi usada há dois ou três meses.
Há fortes indícios de que as acusações são armadas. O próprio inspetor de polícia encarregado do caso, Muhammad Nadeem Maalik, admitiu que as acusações não têm fundamento. “As investigações preliminares mostram que Gill e o filho são inocentes”, afirmou Maalik à Compass Direct News. “Parece um caso orquestrado, porque os responsáveis escolheram justo a hora da oração para começar a manifestação”, continuou Maalik, explicando que poderia se tratar de “invejas e velhas inimizades”. Esta é também a opinião do pastor local, Philip Dutt, que conhece os Gill há anos e mora no mesmo bairro. “As acusações são completamente infundadas”, reiterou o pastor. “Alguém conspirou claramente contra a família Gill”.
Embora esteja claro que os dois são inocentes, a polícia registrou a denúncia de blasfêmia, com base nos artigos 295-B e 295-C do Código Penal paquistanês, nos quais se apoia a chamada “lei antiblasfêmia”. As emendas ao Código Penal feitas em 1986 durante a ditadura do general Mohammad Zia-ul-Haq (1924-1988) prevêem a pena capital para quem “ultrajar o Profeta”. Segundo as fontes da Compass Direct News, os dois membros da família Gill foram soltos para logo serem presos de novo, após os protestos furiosos da comunidade muçulmana.
Uma comissão composta por 8 pessoas (6 muçulmanos e 2 pastores cristãos) foi criada para resolver a questão, que deverá expor suas conclusões na próxima sexta-feira. O caso mostra que a lei paquistanesa da blasfêmia nas mãos dos extremistas é uma arma perigosa contra as minorias religiosas. “Esse caso mostra claramente que os cristãos e os próprios muçulmanos continuam sendo acusados de blasfêmia falsamente”, declarou Sohail Johnson, da Sharing Life Ministry, à Compass.
Mas essa infame estratégia nem sempre funciona. A polícia libertou neste fim de semana outro cristão, Arif Masih, preso em 5 de abril em Chak Jhumra, na diocese de Faisalabad. Acusado falsamente de arrancar páginas do alcorão, sua libertação foi conseguida pela Fundação Masihi. A fundação está intercedendo também por Asia Bibi, a primeira mulher paquistanesa condenada à morte por suposta blasfêmia, no último novembro. A Fundação reuniu 50 testemunhos de pessoas, a maioria muçulmanas, confirmando a inocência de Arif. Por trás da denúncia de blasfêmia, suspeita-se que esteja a vingança pessoal de um muçulmano, com a cumplicidade da polícia local, pela recente perda de um processo judicial em que disputava a propriedade de um terreno com a família Masih (Compass Direct News, 15 de abril).
O Pakistan Christian Post (19 de abril) informa que a organização Human Rights Focus Pakistan (HRFP) está denunciando esta situação “crítica” dos cristãos no Paquistão. Os casos de blasfêmia não afetam só as pessoas diretamente acusadas, mas também as suas famílias e povoados. Para a HRFP, as leis sobre a blasfêmia são “totalmente discriminantes”. Nenhum cristão foi executado até agora em nome dessa lei, mas as vítimas da sua manipulação já são muitas. O grupo também alerta que em Gujranwala os fundamentalistas organizaram uma grande manifestação para esta sexta-feira 22 de abril. Temem-se ataques às colônias cristãs e ao Christian Technical Training Center (CTTC), de Mushtaq Gill.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Começou a campanha para a Prefeitura de São Paulo

Os jornais de hoje mostras que Gabriel Chalita se lança como candidato a Prefeito de São Paulo pelo PMDB, logicamente, saindo do PSB, onde está filiado.

Ele está aportando em um partido forte, que está enfraquecido em São Paulo, e em fase de recomposição.

Estes dias, com menos alarde, mas com muito mais votos, lançou-se também a pré candidatura de Netinho, do PC do B.

Ele teve mais de 7 milhões de votos para o senado e por pouco não desbancou a Marta, que esbravejou um bocado depois das eleições pelo fato do PT ter inflado a candidatura do negão.

Netinho tem muitos vbotos nas periferias, e grande preconceito nos bairros de população de classes médias.

Certamente terá muitos votos, mas dificuldades em superar preconceitos, e ser eleito.

Chalita quer trazer o prefeito para junto de si, com o seu PSD.

Kassab, no entanto pode ter candidato próprio.

O PSDB e os DEM estão lutando para não perderem representatividade parlamentar. A debandada no interior é grande.

Assim , não estão colocando a questão das eleições minicipais em primeiro plano, no momento. Cuidam isto sim, de tentar até a formação de um partido, com as sobras dos dois.

O PT tem no Ministro da Educação, o Haddad, o queridinho de Lula para a prefeitura, com a orientação de que ele escolha alguém que venha da direita para vice, para dar mais "amplitude" à campanha (sic).

Marta, no entanto, continua com interesse em candidatar-se, e pode complicar, pois tem representatividade no diretório da cidade.

Lula, por outro lado, parece estar preparando sua candidatura a Governador de São Paulo e apoiando a reeleição de Dilma. Daí o seu envolvimento atual, suspendendo as grandes palestras de R$ 300.000,00 a empresas por aí.

Parece que tudo leva a crer que a bipolaridade PT/PSDB está com os dias contados e o que vem é uma incógnita.

É bom renovar.

Chalita não conta com o apoio nem da Canção Nova, de onde saiu, e de outras parcelas da Igreja.

Netinho precisa repaginar o seu perfil para adentrar no círculo restrito dos escolhidos da classe média paulistana, chique do úrtimo.

É um panorama para os partidos governamentais, e não oposicionistas.

Vamos ver os desdobramentos e informando.

Mídia se revolta devido ao pequeno aumento da taxa de juros

Nós que nos revoltamos contra o aumento das taxas de juros pelo Banco Central, assistimos hoje, 22 de abril, a "Folha" e o "Estadão" fazerem coro em seus editoriais, contra o aumento em 0,25% da taxa de juros.

Acham insuficiente este aumento. Queriam mais, para estagnar nossa economia, em prol de uma "estabilização" monetária, que beneficia os banqueiros, mais uma vez.

O Brasil assiste a Chima desvalorizando suaa moeda, para facilitar as suas exportações. Assiste também os EUA emitindo dólares sem parar, com idêntico intuito. E nós, ficamos com o sacrifício. É preciso que o Governo Dilma tome posições cada vez mais intervencionistas na economia, se quiser salvar o projeto brasileiro de tornar-se uma nação desenvolvida.

Ontem, em comemoração da data da Inconfidência Mineira, argüída sobre o uso do nosso subsolo por empresas estrangeiras que daqui extraem diversos minérios sem pagar Royalts, deixou claro que fará regulamentação da atividade resguardando os interesse do país.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cheguei em Ubatuba. Clima bom e expectativa de cidade cheia

Ubatuba representa o contraditório.
Traz um  frescor inexistente
 na capital de São Paulo.

Não questiona,
não exige,
aceita.

É como se outra realidade
 se apresentasse
dentro desta realidade.

Um redescobrir
aquilo esquecido
no emaranhado
dos processos
e sistemas.

"Penso, logo existo",
mantém Descartes
vivo em Ubatuba.

Porque está morto
em São Paulo;
não pensa
logo...

Lá não há mais gente
nem encontros
esperanças.

Lá há uma história
em seu compasso
impassível
sobre corpos
inocentes
ou crentes.

Aqui é o ponto
de encontro
comigo mesmo.

O retratar-me
O encontrar-me
O descobrir-me
O refazer-me

Vou usar
este tempo
para debruçar
os olhos
no mar longínquo
onde me perco.
e deixar os pés
livres para
caminhos
não pensados.

Vou estancando
o sangue
que perco
no afã
de ser
algo
ou alguém.

Melhor assim,
não ser nada
e tudo correr
como se não
existisse.

EUA está mais próximo de uma crise do que se imagina

Com uma dívida de US$14,7 trilhões, e dólares espalhados pelo mundo, uma crise econômica institucional nos EUA repercutirá imediatamente por todo o planeta.

Um país de vocação belicista teve na crise imobiliária um refluxo substancial do seu crescimento econômico.

A solução encontrada foi reformular-se políticamente, mostrando-se mais democrático, com um negro na presidência, e fabricando dólares em larga escala, para tentar injetar dinheiro num mercado paralizado.

A consequência de sua ação está sendo a valorização de outras moedas e a consequente queda do valor do dólar. Assim fica fácil aos EUA exportar pois retira a concorrência de cena.

 Resolve o seu problema no curto prazo, e cria problema para os emergentes.

Os aplicadores mais conservadores estão rapidamente investindo no ouro, que alcançou a barreira dos US$1.500 a onça, que é uma marca elevada.

O Brasil precisa o quanto antes partir para transações internacionais em outras moedas, considerando, entretanto, que numa crise de maiores proporções, todas as moedas serão atingidas.

Não há uma política econômica preventiva para esta eventualidade.

Existem intenções de ações, como a que ficou acertada na reunião do BRICS, de se implementar comércio em moedas locais.

Desaver-se dos dólares retidos no tesouro como reserva, também deve ser considerado, pois pode se tornar moeda podre, de uma hora para outra.

Uma crise de maiores proporções, não precisa necessariamente começar nos EUA, mas em algum emergente significativo, pois a cadeia da economia está globalizada.

A Standard & Poor's, agência de avaliação de risco colocou a dívida americana, isto é os títulos do Tesouro americano, "em perspectiva negativa", isto é, em palavras chulas, calote das suas dívidas.

Quando se ouviu algum comentário a este respeito?

A última grande crise que abalou o mundo inteiro foi a de 29.

A atual, a imobiliária, ainda apresenta consequências, principalmente na Europa, onde, como num castelo de baralhos, países apresentam-se inadimplentes, um após o outro.

Mas o que se avizinha é maior e de grande amplitude.

Acendeu a luz amarela.

Líbia: de bombardeios "humanitários" a ocupação com "forças de treinamento"

A guerra da Líbia é daquelas que vai acontecendo com o ocidente dizendo que não está fazendo.

O ódio a Kadafi fez EUA, Inglaterra e França despejarem toneladas de bombas sobre território Líbio, "para proteger a população", e dar uma mãozinha para uma oposição sem forças.

Como os bombardeios destruiram diversos prédios, e locais suspeitos de abrigarem tropas, grande foi a devastação, mas não o suficiente para neutralizar as tropas do governo, que reocuparam diversas cidades.

Agora informa a Inglaterra que ela enviará 1.000 soldados para treinar os "rebeldes".

Com isto inicia-se oficialmente uma nova guerra de ocupação, lógico, sem querer.

O império vai assim fazendo a ocupação paulatina da região e abrindo um novo conflito no Oriente médio.

Agora o império aguarda apenas uma nova desestabilização, provavelmente na Síria, para ir justificando novas guerras.

Como sempre, as guerras são fáceis de começar, mas difíceis de terminar.




terça-feira, 19 de abril de 2011

Se estiver de carro, evite a Av. Paulista na quarta às 11:00hs

É que as Centrais Sindicais estão programando uma manifestação contra o aumento exagerado das taxas de juros, que impactam sobre o valor dos salários. Vejam a matéria da CTTB.

Centrais farão ato em SP contra os juros altos nesta 4ª feira

19/04/2011
A CTB estará ao lado de mais quatro centrais sindicais (Força, UGT, CGTB e Nova Central) nesta quarta-feira (20), em São Paulo, para protestar contra a política de juros altos praticada pelo Banco Central. O ato será realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, às 11h, em frente à sede paulista do BC.
O Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central iniciou nesta terça-feira (19) mais uma reunião para decidir a nova taxa de juros do país, atualmente em 11,75% ao ano. É a terceira reunião realizada durante o governo Dilma.
Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, o ato desta quarta-feira será importante para reforçar o posicionamento da classe trabalhadora em relação à política de juros altos praticada pelo BC. “Já é tempo de iniciar um ciclo de redução da Selic. É preciso conscientizar a sociedade sobre o que isso representa para cada um de nós”, afirmou.
Anote na agenda:
ato contra a política de juros altos
Onde: Banco Central – Avenida Paulista, 1084 – São Paulo
Quando: 4ª feira, 20 de abril
Horário: 11h




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McDonald's vai desembolsar R$ 11,7 milhões por irregularidades trabalhistas

Retirei do portal da CTTB. Vale a pena estar a par




19/04/2011
Para escapar de uma multa por descumprimento de acordo judicial na área trabalhista, o McDonald’s terá que gastar R$ 11,7 milhões nos próximos nove anos com campanhas publicitárias contra o trabalho infantil. A medida passa a valer a partir de janeiro de 2011. As peças publicitárias, que passarão pelo crivo do Ministério Público do Trabalho (MPT), deverão conter o logotipo do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil.

Além da publicidade compulsória, a rede de lanchonetes já teve que entregar R$ 1,5 milhão à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) para a aquisição de equipamentos de reabilitação física.

A obrigatoriedade da campanha e a doação à USP fazem parte de um acordo do McDonald’s com o MPT recém-homologado na Justiça do Trabalho. A história desse acordo começou na metade da década passada, quando o MPT recebeu uma série de denúncias sobre irregularidades trabalhistas nas lojas do McDonald’s. Com base nessas denúncias, o MPT elaborou uma Ação Civil Pública que pede a regularização de problemas trabalhistas.

Entre outras irregularidades, o MPT constatou falta de emissão de Comunicados de Acidentes de Trabalho, principalmente quedas e queimaduras no interior das lojas; falta de bancos internos para descanso dos funcionários, o que gera cansaço excessivo e ocorrência de varizes entre os empregados; falta de vestiário; falta de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA); alimentação inadequada (há casos em que as lojas ofereciam hambúrguer da própria rede para o almoço dos empregados); e falta de descanso contínuo de 24 horas pelo menos uma vez por semana entre alguns funcionários. As reclamações haviam partido originalmente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em Geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação e São Paulo, o Sinthoresp.

Em 2008, o MPT e o McDonald’s firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), estabelecendo prazos para a adequação das condições de trabalho dos empregados da rede. Recentemente, ao constatar que os itens desse TAC não estavam sendo cumpridos, o MPT ameaçou aplicar uma multa milionária à rede. O acordo da campanha publicitária e da doação à USP serviu para evitar essa multa. Ele não desobriga o McDonald’s a encontrar soluções para os problemas trabalhistas listados na Ação Civil Pública original.
Com informações das agências





Via crucis con dibujos de Pachi-Fano



Te adoramos Senhor e te bendizemos...
Porque por tua morte na cruz remiste o mundo.

Senador Aécio lançando campanha pelo bafômetro



E não é que falaram o tempo inteiro que o Lula mamava direto.
De repente, não mais que de repente...
Não se pode cuspir para cima.

Assad vai revogar esta semana, estado de emergência de 48 anos.

É um verdadeiro absurdo terem passado 48 anos de estado de emergência na Síria, com tão poucas vozes de oposição ao totalitarismo.

Agora, que a poeira dos movimentos populares do Oriente Médio começa a baixar, vai aparecendo uma mistura de repressão e fundamentalismo islâmico, onde, de um lado está o estado totalitário de caráter laico, e de outro emerge a expectativa islâmica de estados teocráticos. A alternativa que desejávamos, que seria a de um estado laico, com liberdade de expressão política e religiosa, parece que vai naufragando.

No Egito já surgem sinais de perseguição aos cristãos coptas. O apoio do ocidente não veio seguido de um sentido democrático, mas de interesse econômico e colonial.
Apresento artigo sobre o início da abertura politica na Síria, mas com controle do Estado.
Segue matéria do sítio do Observatório Romano, recém inaugurado.

DAMASCO, 18. Enquanto prosseguem os protestos em várias partes do país, o presidente sírio, Bashar Al Assad, anunciou que está tudo pronto para abolir as leis especiais do estado de emergência em vigor desde 1963. A revogação é aprovado - disse o presidente - até o final desta semana. O anúncio foi feito na primeira reunião do novo governo formado na semana passada e dirigido pelo antigo ministro da agricultura, Adel SAFR.


Assad disse que a medida corresponde a "apresentação de propostas elaborado pela Comissão dos Assuntos Jurídicos", estabelecido pelo presidente para iniciar o processo de reforma, e que a sua promulgação "dentro de uma semana no máximo" não está a responder apenas ao "prazo máximo para conclusão da nova legislação "que irá substituir a legislação em vigor desde 1963. "Depois que o pacote sobre o levantamento de emergência tenha sido emitido, deve ser aplicada com firmeza", disse Assad em um discurso televisionado gravado, transmitido para coincidir com a sessão do Executivo. "O povo sírio são civilizados, ama a ordem e seu governo não vai aceitar a regra do caos e do vandalismo", disse ele. "No que diz respeito de sabotagem", ele também alertou, em alusão aos protestos em curso desde 18 de março do ano passado e até agora não custaram dezenas de vidas ", não será favorável."

Assad também ressaltou a necessidade de reforma agrária e leis contra a corrupção. Para fazer isso - disse o presidente - é preciso estabelecer "um organismo de combate à corrupção novo." Mas as novas regras também para lidar com o aumento do desemprego, que é "o desafio principal" confrontando o país. "Este é um desafio não só económica mas também social - acrescentou - porque a população síria é crescente." É por isso que o presidente pediu "o processo de reforma rápida para ajudar os jovens." Assad explicou que "o novo governo terá de aprovar uma lei moderna sobre a liberdade de imprensa". Queremos reformar muito rapidamente - disse o presidente da Síria - "mas sem ser precipitada."

Permanece elevado, enquanto a tensão em todo o país. Dezenas de milhares de pessoas participaram de protestos ontem em várias localidades. A Talbiseh, uma cidade na Síria central, perto de Homs, quatro pessoas morreram e cinquenta feridos. Segundo a imprensa, as forças de segurança abriram fogo contra um cortejo fúnebre.

Cerca de 10.000 pessoas tomaram as ruas na noite de Latakia, principal porto da Síria: os participantes no cortejo chegou ao centro da cidade. Veículos de comunicação, neste caso, eles relataram incidentes de violência.

Um Banias (cerca de 280 km a noroeste de Damasco), mil mulheres organizaram uma manifestação. Dois dias atrás um policial foi baleado até a morte com pedras e paus, durante as manifestações na cidade de Homs, conforme relatado pelo oficial Sana.

Presidente Assad expressou seu pesar sobre os confrontos. Na semana passada, mesmo os Estados Unidos, Itália, França, Alemanha, Espanha e Grã-Bretanha lançaram um documento conjunto, um apelo pelo fim da violência em todo o país.
19 de abril de 2011

Capitalismo brasileiro incha e intoxica metade da população

48% da população brasileira está acima do peso, incluídos aí 15% de obesos.

Há 4 anos atrás, esta percentagem estava em 42,7% e 11,4%.

O crescimento dos obesos é de 1% ao ano, dado considerado preocupante pelo Ministério da saúde.

Já o percentual de brasileiros que ingerem bebida alcoólica em excesso aumentou de 16,1% em 2006, para 18% em 2010.

Destes, as mulheres representam o segmento que mais aumentou (8,2% p/ 10,6%).

Também, a bebida é alardeada até pelo Mano Meneses, técnico da seleção brasileira, e viculada a mulher "boa".

 "Mas se você for dirigir, não beba", não é irônico?

O tabagismo está em queda no país, porém está estacionado no segmento feminino. Entre 2006 e 2010 a queda foi de 16,2 para 15,1%.

Entre as mulheres o número das fumantes está estável em 12,7%, sendo que entre as que fumam mais de um maço por dia, houve aumento (3,2% p /3,6%).


O IBGE em 1984 havia identificado 34,8% de fumantes no país. É uma queda significativa.

Não é nada "científico", mas podemos fazer algumas reflexões sobre estes números.

A primeira constatação é a de que o perigo do câncer, tão alardeado no cigarro, e com intensa propaganda que fez efeito, foi substituída pela alimentação desproporcional, sem nehuma propaganda de defesa da população.

A segunda constatação é de que a mulher está colhendo os resultados de sua emancipação. Agora ela engorda e fuma mais, porque está na ponta de várias atividades, preocupando-se em manter sua posição neste mundo cão.

As mulheres têm que se preocupar em dobro para manterem-se em seus cargos, assediados pelos homens e outras mulheres.

Para elas é mais dolorosa esta tendência, pois ela é constantemente confrontada em seu figurino, aspecto que ainda não emancipou-se.

A terceira constatação é o crescimento desenfreado do país, com uma engorda igualmente desenfreada, onde a finalidade deste progresso vai sendo deslocada, do bem estar para o mal estar.

Para que serve então este desenvolvimento, se o homem e a mulher estão sendo jogados a uma condição de perda da saúde?

Saímos de uma magreza abandonada para uma engorda planejada. Só falta o matadouro.

Engordar e alcoolizar-se estão na explicação da pressão da sobrevivência, na compensação por atingir novo patamar, no usufruto da quantidade ilimitada de ofertas desnecessárias.

Um capitalismo de "cara humana", chamado até de socialismo, um mundo cada vez mais individualista e esquizofrênico, pois os perfis ideais são anacrônicos com a verdade e a justiça, a solidariedade.

Um capitalismo devorador de pessoas e excludente, que põe em primeiro plano o eu tomando de tudo, e comendo de tudo, para possuir tudo.

A obesidade é o sinal da sociedade egoísta.

O tabagismo feminino é o sinal da extrema pressão que elas passam.

O alcoolismo crescente é a válvula de pressão para a desumanidade das posições e das ações injustas, tão frequentes.

Resumindo: Estamos nos tornando iguais aos gringos no afã do domínio, e perdendo nossa ginga, e naturalidade. Estamos mais ávidos de poder e glória e menos humanos. Por isso engordamos, bebemos e fumamos.

Depois ficam repaginando as suas fotos no facebook, para esconder as gordurinhas e olheiras, porque a beleza, afinal ainda é padrão a ser seguido.

Beleza exterior, claro; a interior poucos vêem. 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Como é o islamismo na Arábia Saudita e a situação dos cristãos


Às vezes pensamos que os cristãos gozam, na Arábia Saudita, dos mesmos direitos que concedemos aqui no Brasil a um islamita. Vejam a entrevista e tirem suas próprias conclusões. Não devemos agir do mesmo modo, pois negaríamos todas as conquistas democráticas do estado de direito, entre ela a liberdade de expressão religiosa.
Retirei do Zenit hoje.

Vale dizer que eles discriminam também outras correntes do próprio islamismo, como os xiitas e o ismaelitas.
Entrevista com um especialista em Igrejas do Oriente Médio
17 de abril de 2011 (ZENIT.org) - A Arábia Saudita é considerada terra sagrada para a maioria dos muçulmanos que vivem ali. Em consequência disso, cristãos e inclusive muçulmanos de outros grupos enfrentam graves restrições.


Os cristãos são cerca de 3% da população, mas não têm igreja e nunca expressam sua fé em público.


O professor Camille Eid, jornalista, escritor, professor da Universidade de Milão e especialista em Igrejas do Oriente Médio, faltou sobre a situação na Arábia Saudita com o programa “Deus chora na terra”, de ‘Catholic Radio and Television Network’ (CRTN) em colaboração com Ajuda à Igreja que Sofre.


–A Arábia Saudita é uma monarquia hereditária baseada na fundação do islã wahhabi. Que é esse ramo do islã?


–Eid: O wahhabismo é uma nova doutrina do islã. Seu fundador é Abd-al Wahhab, que foi um erudito religiosa de Hanafi Islã, que é a doutrina mais estrita do islã. Ele decidiu que se deviam eliminar do islã todas as inovações, ‘Bida’ é o termo em árabe. Uma visita a um cemitério, por exemplo, é considerada uma inovação bida, e se proíbe. Você não pode fazer nada que o profeta Maomé e seus companheiros não fizeram. Desta forma, a aliança entre os seguidores de Wahhab e o príncipe fez possível na Arábia Central o nascimento do reino árabe saudita. A Arábia Saudita tomou seu nome da família Saud. Essa aliança da casa Saud com o ramo wahhabi ainda se mantém hoje, e os sucessores do reino continuam esta versão e doutrina estrita do wahhabismo; as leis do reino seguem as diretrizes estritas do wahhabismo.


–O que ocorre com os xiitas?


–Eid: Os xiitas representam quase 10% da população e enfrentam uma grande discriminação. Concentram-se sobretudo na parte leste do reino. Há outro ramo dos xiitas, os ismaelitas, que estão muito próximos da fronteira com o Iêmen. O rei e seus dirigentes professam o wahhabismo.


–O Alcorão é a constituição da Arábia Saudita. Que postura o Alcorão adota com os não muçulmanos?


–Eid: O Alcorão distingue entre cristãos e judeus, e outros não crentes. Os cristãos e judeus são chamados de o “povo do livro”, ou dos livros, – o Evangelho e a Torá. Em ocasiões os cristãos são descritos no Alcorão de um modo muito positivo. O rei cristão e os sacerdotes rezam. Mas, durante o segundo período na revelação do Profeta, os cristãos são descritos como incrédulos e se diz que deveriam pagar "jizya", o imposto requerido para receber proteção em uma sociedade islâmica. Parece haver uma contradição no próprio livro. Essa é a razão pela qual há um islã liberal e um islã violento. O islã violento é resultado da segunda revelação, que aconteceu durante o último reinado de Maomé e, como resultado, as sociedades islâmicas atuais estabelecem que se devem seguir os acontecimentos da segunda revelação e não os das revelações anteriores, que são mais tolerantes.


–O governo baseia-se nos princípios da sharia. O que é?


–Eid: A sharia é o compêndio do Alcorão, o Hadith, que são as declarações de Maomé, e de outras fontes como o Ishma, que é o consenso de todos os eruditos islâmicos (ulemás). A lei da sharia sai de tudo isso.


–Todos os residentes que vivem na Arábia Saudita estão submetidos à lei da sharia?


–Eid: Sim. E ninguém pode se opor, porque equivale a se opor ao islã. Na chegada ao aeroporto, informa-se de forma imediata de que se deve cumprir as estritas leis islâmicas. Eu, como cristão, por exemplo, tinha à mão um refrigerante durante o Ramadã. Dei-me conta de que todo mundo estava me olhando de um modo determinado e que me teriam batido. Não se pode comer em público durante o jejum. Só se pode comer de forma privada. Assim, deve-se observar o jejum mesmo que não seja muçulmano, porque é a lei.


–Os cristãos constituem o maior grupo não muçulmano da Arábia Saudita. Como os cristãos vivem sua fé nesse país?


–Eid: Em segredo. É proibido ter Bíblias, imagens religiosas e rosários, que, se forem detectados no aeroporto, são confiscados de imediato. Em uma ocasião, no aeroporto de Riade, eu estava com um vídeo e pediram para vê-lo. Era o filme Espartaco. De repente, tive medo de que vissem a imagem da crucificação. O guarda permitiu porque era um soldado o crucificado, e não Jesus Cristo... É difícil. Quando mais de dois, ou um grupo de famílias, rezam juntos de forma privada em sua casa, a polícia pode intervir para prendê-los.


–Que ocorre a um cristão que é capturado com um rosário em seu bolso ou portando uma cruz?


–Eid: Se estiver no bolso, ninguém poderá vê-lo. No entanto, se usar uma cruz, qualquer muçulmano – e não só a polícia – pode tirá-lo. Você será preso e corre o risco de ser expulso do reino. O enviarão para a prisão e, depois de alguns dias, emitirão um visto de expulsão.


–Que outro tipo de atividade cristão são punidas por lei?


–Eid: Punem-se todas as manifestações públicas de qualquer fé que não seja o islã. Eles sabem que os americanos, franceses e italianos celebram a Missa de Natal e Páscoa dentro das embaixadas, mas como a embaixada é extraterritorial, a lei não se aplica. A polícia, no entanto, está próxima para controlar. Não há igrejas, sinagogas ou templos no reino. Proíbe-se toda manifestação de outra fé.


–Quem faz cumprir a lei?


–Eid: Há 5.000 policiais religiosos divididos em 100 distritos, mas qualquer muçulmano pode impor a lei, denunciando uma pessoa. Passei dois anos e meio em Riade. Tinha medo de felicitar pela Páscoa ou Natal inclusive por telefone, porque temia que alguém pudesse estar escutando. A polícia religiosa controla tudo, incluindo as livrarias, porque é proibido vender qualquer postal com temas não muçulmanos. Há alguns anos, no colégio americano, um Papai Noel quase foi preso. É proibido.


–Os cristãos são objetivo particular de perseguição ou discriminação?


–Eid: Não só os cristãos, mas também as versões não wahhabis do islã, como a xiita ou a ismaelita. Nem todas as comunidades cristãs sofrem igual. Os norte-americanos, italianos, franceses e britânicos – de fato a maioria dos europeus e outros de países do primeiro mundo – sofrem menos, porque sabem que esses países são poderosos e intervirão de modo imediato para proteger seus cidadãos. Por isso tomam como objetivos os cristãos de países do terceiro mundo como Eritreia, Índia e Filipinas. Esses países temem a perda de remessas de seus cidadãos que vivem no reino.


–Até onde pode chegar a perseguição?


–Eid: Até a morte. Temos o caso do martírio de uma jovem saudita que se converteu ao cristianismo. Seu irmão a descobriu. Escreveu um poema para Cristo e lhe cortaram a língua, depois ela apareceu morta. Seu nome era Fatima Al-Mutairi e isso ocorreu em agosto de 2008. Em 2008, dois casos de intervenções da polícia religiosa deram como resultado que homens, mulheres e crianças de menos de três anos fossem presos. Temos muitos informes de torturas; antes de ser deportados a seus países, esses filipinos, indianos, eritreus são torturados nas prisões.


–Que número de muçulmanos se convertem ao cristianismo?Tem alguma informação?


–Eid: Não é possível saber. A sociedade é difícil de penetrar, porque o regime controla cada atividade. Em ocasiões se sente a partir da perspectiva das mulheres. Quando estas mulheres sauditas vão ao exterior, inclusive quando sobem no avião, tiram o ‘hiyab’. No Líbano e outros países, bebem álcool. Quando voltam a seu país, sabem que têm de cumprir as leis.


– E os convertidos?


–Eid: Existem cristãos convertidos. Eu acompanho a mídia em árabe, que transmite na Arábia Saudita e em todo mundo árabe, e durante as transmissões muitas ligações que têm origem na Arábia Saudita. Esses convertidos que viajam ao Marrocos e Egito falam de sua experiência, mas nunca mencionam seus nomes, e só pedem que a comunidade cristã reze por eles, porque aspiram a ver o dia em que lhes será permitido ir à igreja, andar com o Evangelho e partilhar sua fé. Se um convertido informa seu irmão ou seu pai de sua nova fé, enfrenta o perigo de ser acusado de traição à família, à nação e à sociedade.


–O professor egípcio Samir Khalil Samir, especialista em Alcorão, afirma que esse livro sagrado não traz obrigação nenhuma de matar um apóstata. De onde vem essa expressão de violência?


–Eid: Exatamente. No livro 14 do Alcorão fala-se de apostasia, mas não se diz nada de uma pena nesta vida, mas na segunda. Esta alteração vem do Hadith de Maomé em que diz que qualquer um que mude de religião deve ser morto. Mas disso surge outro problema, porque, como os milhares de Hadiths, não há provas de que Maomé tenha dito isso de verdade. Muitos países islâmicos, como Paquistão, Afeganistão sob os talibãs, Irã e Iêmen, entre outros, aplicam a pena de morte baseando-se em um Hadith do qual não há certeza de que tenha sido de Maomé.


–Pode nos falar dos católicos que vivem na Arábia Saudita?


–Eid: É difícil ser católico leigo na Arábia Saudita, porque é preciso uma fé com base profunda. Não se pode ter o Evangelho em casa. Não se pode ter o terço. Não se pode ter contato com amigos cristãos como comunidade. Você pode ter amigos, frequentar comunidades estrangeiras, mas está proibido de falar de sua fé.


Em outros países islâmicos, a sexta-feira é dia festivo, e assim se permite a Missa comunitária, mas não no domingo, pois o domingo é dia de trabalho. Mas este não é o caso da Arábia Saudita. Assim, você se torna uma comunidade consigo mesmo. Normalmente, não tem sequer a própria família, porque a Arábia Saudita põe restrições à reunificação familiar. Se você tem uma filha maior de 18 anos, não pode ficar na Arábia Saudita se ela não for casada. Assim, a maioria tem suas filhas em outros lugares. Você fica sozinho e sem contato com outros católicos, o que é muito difícil. Terá de ter a força da fé em seu coração, ser capaz de rezar sem livros de oração, só saber e rezar as orações de memória.


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Esta entrevista foi realizada por Mark Riedemann para "Deus chora na terra", um programa rádio-televisivo semanal produzido por ‘Catholic Radio and Television Network’, (CRTN), em colaboração com a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre.