sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Vaticano acoge fundador de Teología de Liberación



 
 

El teólogo peruano Gustavo Gutiérrez habla durante la presentación del libro "Por el lado de los pobres: Teología de la Liberación" del cardenal Gerhard Ludwig Mueller (en el fondo) y en el que escribió dos capítulos, en Ciudad del Vaticano el 25 de febrero de 2014. Gutiérrez es considerado el padre de la Teología de la Liberación por su libro de 1971 "Teología de la Liberación: Perspectivas.
El teólogo peruano Gustavo Gutiérrez habla durante la presentación del libro "Por el lado de los pobres: Teología de la Liberación" del cardenal Gerhard Ludwig Mueller (en el fondo) y en el que escribió dos capítulos, en Ciudad del Vaticano el 25 de febrero de 2014. Gutiérrez es considerado el padre de la Teología de la Liberación por su libro de 1971 "Teología de la Liberación: Perspectivas. 
DOMENICO STINELLIS / FOTO AP

ASSOCIATED PRESS


El fundador de la Teología de la Liberación, la corriente católica de inspiración latinoamericana que defiende a los pobres, recibió el martes un recibimiento de héroe en el Vaticano en momentos en que el otrora criticado movimiento continúa su rehabilitación bajo el papa Francisco.
El reverendo Gustavo Gutiérrez Merino, de Perú, fue el orador sorpresa el martes en el lanzamiento de un libro, en el que participaron el cardenal Gerhard Mueller, jefe de la Congregación para la Doctrina de la Fe, entidad encargada de velar por que los sacerdotes no se alejen de las enseñanzas centrales de la Iglesia; el cardenal Oscar Rodríguez, uno de los principales asesores del papa, y el portavoz del Vaticano.
El excardenal Joseph Ratzinger dedicó buena parte de su vida eclesiástica en la Congregación batallando contra la Teología de la Liberación y disciplinando a sus más famosos defensores, alegando que habían malinterpretado la preferencia de Jesús por los pobres y la habían convertido en un llamado marxista a la rebelión armada.
Esa interpretación fue poderosamente atractiva en las décadas de 1960 y 1970 para muchos latinoamericanos que crecieron como católicos, enseñada por maestros influidos por el marxismo e indignados por la desigualdad y la sangrienta represión a su alrededor.
Gutiérrez y los que los respaldaban insisten en que la verdadera Teología de la Liberación se acopla perfectamente con las enseñanzas sociales de la Iglesia sobre los pobres, que el papa Francisco toma como suya.
Francisco escribió en el prefacio del libro de Mueller, "Del lado de los pobres: Teología de la Liberación", en el que Gutiérrez escribió dos capítulos.
Gutiérrez, de 85 años, recibió un fuerte aplauso cuando el portavoz del Vaticano señaló su presencia el martes, otro cuando se acercó al podio para hablar sobre la parábola del Buen Samaritano.
El excardenal Jorge Mario Bergoglio ha tenido una relación complicada con la Teología de la Liberación y ha chocado con miembros de inclinación izquierdista de su orden jesuita, quienes adoptaron su politizado llamado a enfrentar la violenta dictadura militar argentina en la década de 1970.
Sin embargo, Francisco acoge totalmente el llamado jesuita a tener una "opción preferencial por los pobres".
El diario vaticano L'Osservatore Romano ha estado en una especie de campaña de rehabilitación y ha dicho que con el primer papa latinoamericano, la Teología de la Liberación no puede "permanecer en las sombras a la que ha sido relegada durante algunos años, al menos en Europa".

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Uma conversa informal sobre a teologia da libertação

O sacerdote peruano fala dos pobres como agentes da própria libertação e aborda sociologia, marxismo, Ratzinger e João Paulo II
Por Sergio Mora
 27 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) - Nesta terça-feira, em Roma, durante a apresentação do livro “Povera per i poveri. La missione della Chiesa” [“Pobre e para os pobres: a missão da Igreja”], do cardeal Gherard Muller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ZENIT teve a oportunidade de conversar de maneira informal, juntamente com outros jornalistas, com o pe. Gustavo Gutiérrez, considerado o pai da teologia da libertação.
Gutiérrez declarou que os teólogos da libertação não foram marxistas, embora reconheça que houve gente comprometida com essa ideologia. Observou que, hoje, as ciências sociais são levadas em conta pela teologia, o que não ocorria quando eles as propuseram. Falou da “ideia de que os pobres têm que ser os agentes da sua própria libertação”. Considerou que Ratzinger, por ser teólogo, entendeu melhor que João Paulo II a sua ideia de teologia da libertação e percebeu que ele não era marxista. Considera que o seu encontro com Bento XVI em 2007 não consistiu em “limpar” a sua teologia, apesar de ter sido útil porque a colocou em um contexto apropriado, levando em consideração o “fundamento de espiritualidade muito grande” que houve nela desde o começo.
ZENIT perguntou a Gutiérrez quem desviava a teologia da libertação para a vertente marxista. O sacerdote peruano respondeu: “Não era Boff, não era Sobrino, não era Juan Luis Segundo, não era Ronaldo Muñoz, ou seja, eu diria que não eram os teólogos”. E acrescentou que “houve, é claro, gente muito comprometida antes e que tinha uma base teológica, mas não eram os que faziam teologia”.
“Muitos deles eram gente muito generosa, o que não significa que eles tivessem razão”. E completou que houve um forte fator político em alguns países: “uma dimensão política extraviada, incorreta; sempre há gente assim”.
O pe. Gutiérrez considerou também que, nos dias de hoje, existe um clima mais favorável à abordagem das questões ligadas à teologia da libertação. “Sim, porque conhecemos melhor algumas coisas. Na teologia, as ciências sociais, antes, não apareciam nunca. Mais de quarenta anos atrás, quando nasceu a teologia da libertação, essas questões estavam presentes, não só a filosofia. Hoje os estudos bíblicos estão cheios de sociologia e ninguém fala nada, porque se acostumaram”.
“O ambiente e o contexto mudaram muito, os temas da teologia da liberação estão mais presentes”, como “a pobreza, a justiça”. Em particular, “a ideia de que os pobres mesmos têm que ser os agentes da sua própria libertação, e este foi um ponto que esteve presente desde o início na teologia da libertação”.
Se pudesse voltar quarenta anos no tempo, perguntou ZENIT, Gutiérrez faria as mesmas coisas ou mudaria algo? “Eu nunca pensei nisso, porque as coisas que você vive não dependem só de você. Acho que não faria o mesmo, porque isto significaria que o ambiente teria sido o mesmo”. E sobre o que fez, declara: “Nunca lamentei”.
Questionado por Angela Ambroggetti, da Korazyme, sobre João Paulo II e Ratzinger e para qual deles a teologia da libertação era mais problemática, o sacerdote peruano descreveu como “muito bom” o encontro que teve em Roma com Bento XVI há sete anos, em 2007, e acrescentou que “Ratzinger era mais teólogo, compreendia mais, e isso foi muito importante. Eu, honestamente, posso dizer que a compreensão dele caminhava bem porque ele sabia de que se tratava desde o início, ele sabia que não era a ideia do marxismo”.
“Ele nunca me perguntou nada sobre marxismo, porque sabia que não tem nada disso. Basta ter um pouco de cultura para saber que se você diz que existem conflitos, não é porque você é marxista, mas é porque enxerga a realidade”. O diálogo com o cardeal Ratzinger, que na época estava à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, “era dessa categoria”.
“Com João Paulo II foi diferente. Eu só o vi uma vez na minha vida e ele foi muito brincalhão, me disse que achava que eu era mais alto e no fim botou a mão no meu ombro e disse ‘Continue, continue’. Mas eu não sei o que ele quis me dizer com isso...”.
“Com Ratzinger, o diálogo começou quando ele era cardeal. Eu tenho uma experiência positiva. Ele enviou uma carta para os meus superiores dizendo que o diálogo tinha terminado de maneira satisfatória” e esclareceu que “era um diálogo e não um processo”.
E hoje, estamos vivendo um momento particular na Igreja? Gutiérrez responde: “É um momento que temos que reconhecer que não tínhamos tido. Só os jornais tratavam desses temas, depende também de quais jornais. Mas um momento de Igreja como hoje, isso nós não tínhamos conhecido (...) Um papa que critica o pensamento único e tudo isso”.
Quando lhe comentaram que o seu trabalho foi “muito útil para que o cardeal Gherard Muller conhecesse a situação da pobreza no Peru”, mas também que Muller “ajudou a limpar a teologia da libertação”, o pe. Gutiérrez respondeu: “Limpar não, mas muito útil sim, porque ele a colocou em um contexto, porque a teologia da libertação tem um fundamento de espiritualidade muito grande, desde o começo”. E acrescentou: “Devo isso ao teólogo Dominique Chenot. Isso eu recebi na minha formação inicial e me marcou muito. Porque eu estou convencido de que a teologia nasce na vida diária da Igreja”.
Gutiérrez contou que mantém contato epistolar e pessoal com outros padres da teologia da libertação e que eles abraçaram temas diversos: Leonardo Boff, por exemplo, entrou de cheio na questão da ecologia, a ponto de Gutiérrez considerar que nem é preciso que ele próprio entre nesse tema também.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Qual verdade cala no mais fundo de nossos corações?

Algumas vezes, na vida, somos como um pêndulo, ora considerando as palavras de uns, ora de outros. Guerras são abominadas, outras justificadas; passeatas desejadas, outras importunas.
Parece que a coerência viajou para a "Terra do Nunca", e vagueamos como as ondas, dependentes das fases da Lua.
As grandes lutas, heroicas, fundadas em grandes análises das estruturas, fazem-nos encher os pulmões e acreditar na justeza de nossos princípios. Mas, a Humanidade é mais do que isto, ela tem passagem obrigatória pelos corações, e o coração, como sabemos, não coloca a questão da vitória ou da derrota, mas a da compreensão. Coração não se compra, se vende, mas pondera.
Talvez por isso João Goulart tenha preferido deixar o país, em vez de resistir à partir do Rio Grande do Sul, ou os Canudos tenham ameaçado com o armistício com o governo brasileiro, ante a oferta de ajuda argentina.
Assim agem o coração. Ele evita a morte, o confronto, e propõe saídas, não derrotas ou vitórias.
Por isso a ciência não consegue obter as grandes soluções, e deriva à serviço de todo tipo de correntes políticas e filosóficas.
No fundo do coração há uma estante de livros com páginas em branco. Já não fazem o estardalhaço de antes, nem convencem mai ninguém. Aguardam novas palavras, não verbais, linguagem superior, ininteligível.
Ali mesmo, no coração, ecoa um chamado mudo, para a surdez de nossos dias.
Percebemos a necessidade de calar-nos para o tudo que nos rodeia, se quisermos decifrar-lhe. Não tem pressa, mas sabe que temos prazo de validade.
Poucos, muito poucos se disponibilizam para este chamado, submersos que estão em seus afazeres inócuos.
Quem chama está no além?, no aquém? Certamente. 

Homilia do papa: crianças têm fome nos campos de refugiados enquanto os senhores das armas festejam em grandes salões

Não nos acostumemos com o escândalo da guerra, pede o papa Francisco
Por Redacao
25 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) - Crianças famintas em campos de refugiados e fabricantes de armas festejando nos grandes salões: esta foi uma das imagens propostas pelo Santo Padre na homilia desta manhã, na missa da Casa Santa Marta, em que fez um apelo em prol da paz e contra a guerra, tanto no mundo quanto dentro das famílias.
O papa afirmou que a paz não pode ser “apenas uma palavra” e exortou todos os cristãos a “não se acostumarem com o escândalo da guerra”.
"De onde vêm as guerras e os conflitos no meio de vós?", perguntou o apóstolo São Tiago, na primeira leitura. O Santo Padre o citou depois para condenar as guerras. Ao comentar as discussões entre os discípulos de Jesus sobre qual deles era o maior, o papa destacou que quando "os corações se afastam, nasce a guerra".
Francisco observou que “todos os dias, nos jornais, encontramos guerras; em tal lugar, dois, cinco mortos; em outro lugar, mais vítimas...”. E prosseguiu: "Os mortos parecem fazer parte de uma contabilidade cotidiana. Estamos acostumados a ler essas coisas! E se tivéssemos a paciência de enumerar todas as guerras que neste momento estão acontecendo no mundo, teríamos sem dúvida que preencher várias folhas. Parece que o espírito da guerra está se apropriando de nós! Acontecem eventos para comemorar o centenário da Primeira Grande Guerra, com seus tantos milhões de mortos... E todos escandalizados! Mas hoje acontece a mesma coisa! Em vez de uma grande guerra, temos pequenas guerras em toda parte, povos divididos... E, para preservar o próprio interesse, eles se matam, se matam entre si".
Relançando a pergunta do apóstolo sobre a origem das guerras e dos conflitos, o próprio Santo Padre respondeu: "As guerras, o ódio, a inimizade, não estão à venda no mercado: elas estão aqui, dentro do coração".
E recordou que, no catecismo, “nos explicavam a história de Caim e Abel e todos nós ficávamos escandalizados, não podíamos aceitar que alguém matasse o próprio irmão”. Mas hoje, continuou Francisco, "tantos milhões se matam entre irmãos, entre si, e estamos acostumados!". Ele observou que a Primeira Guerra Mundial "nos escandaliza, mas esta grande guerra atual, que está um pouco em todo lado, não nos escandaliza! E morre tanta gente por um pedaço de terra, por uma ambição, por um ódio, por raivas raciais!". O papa acrescentou que "a paixão nos leva à guerra, ao espírito do mundo".
Francisco afirmou que, "diante de um conflito, entramos em uma situação curiosa: queremos resolvê-lo... brigando. Com a linguagem da guerra. Não vem primeiro a linguagem da paz! E as consequências? Pensem nas crianças famintas nos campos de refugiados... Pensem só nelas: este é o fruto da guerra! E, se vocês quiserem, pensem também nos grandes salões, nas festas que são feitas pelos donos das indústrias de armas, que fabricam armas, as armas que acabam lá. A criança doente, faminta, um campo de refugiados... e as grandes festas, a boa vida daqueles que fabricam as armas".
Novamente, o Santo Padre perguntou: "O que é que acontece em nosso coração?". E recordou que o apóstolo Tiago nos dá um conselho simples: "Aproximai-vos de Deus e Ele se aproximará de vós". O papa advertiu: "Esse espírito de guerra, que nos afasta de Deus, não está longe de nós; está também dentro da nossa casa".
"Quantas famílias destruídas porque o pai, a mãe, não conseguem encontrar o caminho da paz e preferem a guerra, o litígio... A guerra destrói! ‘De onde vêm as guerras e os conflitos no meio de vós?’. Será que não vêm das nossas paixões? No coração! Eu proponho hoje a vocês rezar pela paz, por essa paz que parece que virou só uma palavra e mais nada. E, para que essa palavra tenha o poder de agir, vamos seguir o conselho do apóstolo: ‘Reconhecei a vossa miséria!’".
É dessa miséria, concluiu o Santo Padre, que vêm as guerras: "As guerras em família, as guerras nas comunidades, as guerras em todo lado (...) Quem de nós chora quando lê um jornal, quando vê essas imagens na televisão?", questionou Francisco.
Retomando as palavras do apóstolo, o papa pediu que "o vosso riso se transforme em luto e a vossa alegria em tristeza". E enfatizou: "É isto o que um cristão tem que fazer hoje, 25 de fevereiro, diante de tantas guerras em todo lado: chorar, guardar luto, se humilhar".
Ao terminar a homilia, o papa Francisco pediu que "nosso Senhor nos faça entender isto e nos livre de nos acostumarmos com as notícias da guerra".

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Retiro forçado



Eco íntimo
não ressoa...
mais um sol,
entorpece
pensamentos
cozidos
um a um
no debruçar
das nuvens
sem perguntas.

Elevo os olhos
aos Céus
e rogo
por misericórdia
diante de
tamanha
fraqueza.

A cadeira de balanço
traça uma curva
imóvel,
semi-desperto,
ânsia do que se esvai
e não volta
mais.

Sequer o calar
atrai
o escutar
dentro
do silêncio.

Que desejas de mim,
Senhor,
assim tão pobre,
tão frágil?

JP

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Programa de Braços Abertos reduz consumo de drogas em até 70%

15 DE FEVEREIRO DE 2014 - 12H35 

Ao anunciar o balanço do primeiro mês do programa De Braços Abertos, que oferece moradia, trabalho e atendimento de saúde para dependentes de crack da região da Luz, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), comemorou a redução do consumo pelos participantes de até 70% verificada pelas equipes de saúde da prefeitura. 


Desde o dia 14 de janeiro foram cadastradas 386 pessoas na iniciativa, que consumiam de 10 a 15 pedras. Ao todo, foram feitas 3 mil abordagens, 355 atendimentos médicos e 149 pessoas iniciaram tratamento de desintoxicação.

O prefeito disse que não irá mais referir-se à região como cracolândia, forma pejorativa pela qual é conhecida. “Eu chamo de Luz daqui para a frente. Eu confio muito nesse programa. Às vezes quando você fala em sucesso em um empreendimento, o sucesso é 100%. Então se tiver ali três pessoas ou dez consumindo, vai se ver ainda a operação como não bem-sucedida. Eu sou mais humilde diante do objeto. É um objeto difícil, complexo de resolver. Se nós avançamos 70%, acho que tem espaço para avançar mais”, afirmou.

As equipes do poder público que atualmente permanecem nas imediações da rua Dino Bueno e Helvetia apenas até as 17h passarão a ficar nas ruas até as 22h, a partir da semana que vem. A medida é considerada fundamental para que o programa possa avançar mais, afirmou o prefeito. Desde o início, o fluxo, como é conhecida a aglomeração de usuários e traficantes, teve uma redução significativa, especialmente durante o dia, quando a

'O que acontecia na Luz era um mercado livre de droga'
concentração não passa de 70 pessoas, contra mil antes do programa. Mas, durante a noite, usuários de outros bairros e até cidades, segundo o prefeito, vão para o bairro e o fluxo chega a até 300 pessoas. “A noite pode contaminar o dia se ela não for cuidada. Essa é minha preocupação”, disse.

A prefeitura também pretende afastar os participantes do programa da chamada cracolândia. A ideia é expandir o perímetro da varrição de ruas, única atividade laboral desenvolvida até agora (com exceção de sete participantes, que trabalham como copeiros em secretarias municipais) e empregá-los em outras atividades. Em até 20 dias, 40 vagas para trabalho de jardinagem devem estar disponíveis. A promessa é que sejam 80 ao todo. As equipes de assistência social vão começar um processo de busca ativa por familiares e amigos dos usuários para que eles restabeleçam vínculos e não fiquem “aprisionados ao quadrilátero”, que compõe o gueto de consumidores de crack.

A prefeitura acredita que 89% dos participantes conseguem manter frequência regular nas frentes de trabalho, cujo dia de trabalho tem rendido remuneração de R$ 15, mas a adesão aos cursos de qualificação permanece baixa. A secretária municipal de Assistência Social, Luciana Temer, atribui isso ao cansaço depois das quatro horas de varrição. Em função do vício, os participantes apresentam debilidades físicas e costumam dormir depois do almoço. 

Expansão

Haddad afirmou que a prefeitura estuda formas de trabalhar na recuperação de usuários de outras regiões da cidade, mas ponderou que o que acontece no bairro da Luz é um fenômeno único. “O que acontecia na Luz era um mercado livre de droga. O traficante que não tinha onde desovar a droga e o usuário que não encontrava o seu fornecedor vinham para a Luz com a certeza de que a oferta e demanda se encontrariam ali. Não é o que acontece nas outras regiões da cidade. O que existe é a concentração de usuários, mas não um mercado”, afirmou.

Haddad enfatizou a parceria com o governo do Estado, especialmente no combate ao tráfico. Apenas na última semana, mais de 2.700 pedras de crack teriam sido apreendidas. Desde 15 de janeiro, foram 4 mil apreensões e 25 presos. “É uma parceria essencial. Guarda Civil e Polícia Militar atuando conjuntamente para combater o trafico e para separar bem as coisas. É um trabalho de cooperação. Não há disputa de espaço com o governo do estado”, disse o prefeito.

Fonte: Rede Brasil Atual 

Novo vídeo das irmãs de Maaloula: religiosas usadas como moeda de troca

Vídeo divulgado ontem pela TV Al Jazeera mostra freiras sequestradas em dezembro
Por Redacao
10 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) - Depois de meses de silêncio, reaparecem as irmãs de Maaloula. A televisão Al Jazeera lançou ontem um novo vídeo mostrando as religiosas, sequestradas em dezembro, sentadas em silêncio, enquanto uma narração apela à libertação de todos os detidos na Síria.
As irmãs de Maaloula, cidade cristã a 55 km ao norte de Damasco, desapareceram em 2 de dezembro do mosteiro ortodoxo grego de Santa Tecla, conforme recorda a agência Ásia News, e até agora, a única informação recebida foi a de que elas foram levadas para Yabroud, no norte, por um grupo de rebeldes.
Em um vídeo publicado pela TV de Qatar em 6 de dezembro, as freiras disseram não ter sido sequestradas, mas levadas para fora de Maaloula para escapar do bombardeio, a fim de garantir a segurança delas e que voltariam depois de dois dias. No vídeo de ontem, em vez disso, as irmãs não falam, o único som vem de uma narração que diz: "elas estão bem, não foram maltratadas e esperam ser libertadas para voltar ao mosteiro".  A voz não diz nada sobre o lugar onde as freiras estão, mas confirma o "sequestro” e afirma que entre eles estão "sírios e libaneses."
As acusações das mídia sírias sobre o vídeo de dezembro, que usava as irmãs como escudo humano, se confirmam: os rebeldes querem usar as religiosas como uma moeda de troca. Na última parte do vídeo de ontem – informa a Ásia News - a narração diz que "as irmãs gostariam de agradecer a todos que tentam obter a libertação delas e pedem a libertação de todos os detidos.”
Antes deste rapto foi reivindicado pelas brigadas islamitas da Ahrar al-Qalamoun, em troca da libertação das irmãs, a libertação de "mil mulheres detidas em prisões do regime sírio". Numerosos apelos pedem a libertação das irmãs: Papa Francisco, em primeiro lugar, em seguida, os bispos ortodoxos, as autoridades libanesas e o Emir do Qatar. Até agora, no entanto, nenhum resultado. 

Bélgica aprova a eutanásia infantil.

Pediatras protestam. Se transforma no primeiro país do mundo que não estabelece limites de idade. Será preciso o consentimento dos pais e um informe psiquiátrico da maturidade da criança
Por Ivan de Vargas
13 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) - Bélgica tornou-se na tarde de hoje no primeiro país do mundo que acrescenta à sua legislação a eutanásia de menores sem requisito de idade. O Congresso dos Deputados aprovou definitivamente um projeto polêmico, que contou com 86 votos a favor, 44 contra e 12 abstenções. Com a nova lei, os menores com doenças incuráveis poderão aceder a essa prática, sempre que cumpram com uns requisitos rigorosos. O principal é demonstrar a capacidade de discernimento.
A passagem pelo Congresso dos Deputados fez algumas mínimas alterações ao projeto aprovado pelo Senado, que na Bélgica é a câmera com iniciativa legislativa. O sofrimento da criança só poderá ser físico - a eutanásia para adultos contempla também o psíquico – e os médicos deverão comprovar que, em qualquer caso, o paciente morreria em curto prazo .
A Holanda era, até agora, o único país que incluía crianças na prática da eutanásia, com um requisito de idade fixado entre 12 e 18 anos, dependendo do caso. Bélgica deu um passo a mais ao optar por avaliar a maturidade mental da criança em vez de estabelecer uma idade de referência.
O texto final estabelece que será o médico encarregado do caso que avaliará se o menor é capaz de tomar a decisão, mas terá que consultar previamente um psiquiatra infantil. Na atualidade, Bélgica já prevê o direito à eutanásia a partir dos 15 anos para jovens emancipados.
Inúmeros profissionais médicos reagiram violentamente a uma lei que segundo eles não responde a nenhuma demanda da sociedade nem do setor sanitário, mas sim às cabalas eleitorais de uns políticos que nesta mesma primavera concorrem às eleições gerais.
Assim, a iniciativa aprovada hoje pelo Parlamento belga recebeu as críticas do primeiro Congresso Internacional de Cidadãos Paliativos Pediátricos celebrado nesta semana na Índia e que incluiu na sua declaração final uma “chamada urgente ao Governo belga para que reconsidere a sua decisão”.
Os especialistas reunidos no Congresso Internacional defenderam que todos os menores em estado terminal devem ter acesso aos meios adequados para controlar a dor e os sintomas, bem como aos cuidados paliativos de alta qualidade. "Acreditamos que a eutanásia não é parte da terapia paliativa pediátrica e não é uma alternativa", disse o comunicado.
Também uns 40 pediatras belgas publicaram uma carta aberta para advertir que consideram “precipitado” a tramitação desta lei e mostrar que não existe uma demanda social nem médica para dar este passo. Uma carta semelhante, à qual se somaram até 160 pediatras, como informa a mídia local, foi dirigida ontem aos grupos políticos na véspera do voto para pedir-lhes que o atrasem até a próxima legislatura.
Enquanto isso, os líderes das grandes religiões da Bélgica (cristãos, muçulmanos e judeus) têm mostrado repetidamente a sua rejeição à lei. Neste sentido, no 6 de novembro emitiram uma declaração conjunta opondo-se à legalização da eutanásia para menores. "A eutanásia das pessoas mais vulneráveis ​​é desumana e destrói as bases da nossa sociedade", denunciavam. "É uma negação da dignidade destas pessoas e as abandona ao critério, ou seja, à arbitrariedade de quem decide", acrescentaram.
Na nota, divulgada pela agência Cathobel, os chefes religiosos destacavam também que estão “contra o sofrimento físico e moral, em particular das crianças", mas explicavam que "propor que os menores possam eleger a sua própria morte é uma maneira de distorcer sua capacidade de julgar e, portanto, a sua liberdade". "Expressamos nossa profunda preocupação com o risco de banalização crescente de uma realidade tão grave”, concluíam .
Os líderes religiosos da Bélgica afirmavam também em outra mensagem conjunta que “a eutanásia das pessoas mais vulneráveis é desumana e destrói as bases da nossa sociedade"; e acrescentavam que "é uma negação da dignidade dessas pessoas e as abandona à arbitrariedade de quem decide".
O número de eutanásias praticadas na Bélgica atingiu um recorde em 2012, com um total de 1.432 casos, um 25% a mais do que no ano anterior, de acordo com dados da Comissão Federal de Controle e de Avaliação da Eutanásia.
O rei Felipe deverá assinar a lei para que entre em vigor. Até agora, o rei, pai de quatro filhos, não se pronunciou publicamente sobre o assunto .
Na Europa, a eutanásia ativa (com assistência médica) está descriminalizada na Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Suíça.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Direção do PT apresenta ação contra ministro Gilmar Mendes

7 DE FEVEREIRO DE 2014 - 4H54 

A Direção Nacional do PT, através do seu presidente, Rui Falcão, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta quinta-feira (6), pedido de explicação ao ministro Gilmar Mendes, que levantou dúvidas sobre a arrecadação para o pagamento das multas impostas aos petistas condenados na Ação Penal 470, José Genoíno e Delúbio Soares.


"Ignorando a presunção de inocência, duvidando, sem razão, da solidariedade dos militantes, filiados, e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores bem como um grande número de amigos e conhecidos dos apenados, o interpelado formulou inaceitáveis considerações de mérito sobre a rede de solidariedade ignorando a capacidade de mobilização de massas que os recursos tornaram possível no século 21", afirma a interpelação judicial. 

O processo será distribuído por sorteio a um dos outros nove ministros da Corte (excluídos o ministro alvo da interpelação, Gilmar Mendes, e o presidente, Joaquim Barbosa).

No documento enviado ao Supremo, o PT diz que é "enormemente perceptível que maledicências gratuitas pronunciadas pelo interpelado podem ter sido ofensivas à honra objetiva do interpelante, implicando o possível cometimento de crime contra a honra".

"Não podem deixar de ser explicadas em Juízo, para a própria segurança da eventual ação penal a ser movida. [...] Percebe-se que o interpelado extrapolou os limites da razoabilidade, tentando transformar a corrente de solidariedade em crime de lavagem de dinheiro. Inequivocamente, atingiu a honra objetiva do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores e de seus militantes, filiados, simpatizantes e amigos conclamados para participar da corrente", diz o documento.

No início desta semana, no retorno das atividades do STF, Gilmar Mendes cobrou que o Ministério Público apure a arrecadação de dinheiro e levantou suspeita de "lavagem de dinheiro". "Essa dinheirama, será que esse dinheiro que está voltando é de fato de militantes? Ou estão distribuindo dinheiro para fazer esse tipo de doação? Será que não há um processo de lavagem de dinheiro aqui? São coisas que nós precisamos examinar", afirmou o ministro.

Brasil 247

Em propina de R$197.000.000,00 ex diretor da Siemens aponta 3 SECRETÁRIOS DE GERALDO ALKCMIN (PSDB), inclusive o seu atual Secretário de Gestão, Rodrigo Garcia.

É uma vergonha deslavada a quantidade de dinheiro desviada nas muitas gestões tucanas no Governo de São Paulo.

Somente no caso dos desvios de verbas do Metrô e CPTM, o valor estimado alcança a cifra monumental  de  R$ 197 milhões de reais.

Para se ter uma idéia, somente nesta área do governo de São Paulo, este desvio foi muito maior que os desvios justificados para a condenação  dos acusados no Chamado "Mensalão".

Entretanto, Geraldo Alckmin anda acobertado pela Grande mídia que vai divulgando a conta gotas estas cifras, enquanto qualquer CPI é impedida na Assembléia Legislativa, onde o governo estadual tem maioria.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

PSDB usa metrô para caixa dois e população paga em dobro

5 DE FEVEREIRO DE 2014 - 12H50 

A foto de Geraldo Alckmin e outros candidatos tucanos entregando um cheque simbólico para construção de mais linhas do metrô é recorrente no processo eleitoral há, pelo menos, 16 anos. A marca de bom gerente e grande investidor nesse modal de transporte é desmascarada com os últimos acontecimentos caóticos nas linhas.


Por Ana Flávia Marx, da redação do Vermelho-SP.


 
Caos é cada vez mais constante nas linhas do metrô
 
Mesmo tentando esconder, com a ajuda da grande e velha mídia, o caixa dois tucano mantido através das propinas de empresas responsáveis para construção do sistema metroviário - como a Siemens e a Alstom- está em processo de investigação. Os tucanos praticam a corrupção desde o governo Mario Covas. José Serra e Alckmin estão metidos nisso até o pescoço, embora o judiciário queira pegar somente os peixes pequenos da história.

Enquanto não há apuração séria sobre esse caso de corrupção que está engrenhado há anos no estado de São Paulo, o povo sofre com o sucateamento do metrô. 

Ontem o veículo K-07, um dos trens frota “K”, que foram reformados pelas empresas que sustentam as campanhas do PSDB, tiveram uma pane. Dez estações ficaram paralisadas por mais de cinco horas.

Com medo e sufocados pelo calor e multidão, os passageiros abriram as portas e caminharam ao lado dos trilhos. As estações ficaram superlotadas, as pessoas passaram mal, a Polícia Militar foi acionada o que causou o aumento da confusão e violência. 

Em nota, a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô – disse que a ocorrência foi sanada às 18h27, mas que “os usuários acionaram os botões de emergência de setes trens que vinham atrás e em sequência desceram às passarelas de emergência, o que causou interrupção da operação no trecho Palmeira – Barra Funda e Sé”.

O secretário de transportes metropolitano, Jurandir Fernandes, disse que o caos foi provocado por grupos organizados de vândalos, que causaram tumulto ao acionar setes vezes o botão de segurança em pontos distintos.

O único grupo organizado que tem causado tumulto no sistema metroviário é o grupo em que o próprio secretário faz parte, é o cartel que paga propina e sustenta o caixa dois da campanha tucana em São Paulo há muitos anos. Esse é o verdadeiro grupo criminoso que está por traz do sucateamento do metrô.

ONU: 86 milhões de mulheres sofrerão mutilação genital até 2030

6 DE FEVEREIRO DE 2014 - 12H59 

No mundo, 129 milhões de mulheres não sentem prazer durante a relação sexual, sofrem com intensas dores e têm dificuldades para manterem os órgãos genitais limpos. Um número que impressiona e que, caso as tendências atuais persistam, pode aumentar em 86 milhões até 2030, segundo alerta da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quinta-feira (06), Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina.


Por Marina Terra*, na Opera Mundi


Comunidade em Uganda que abandonou a mutilação genital feminina. Prática é comum na África e no Oriente Médio| Foto: UNFPA

A circuncisão feminina, que consiste na amputação do clitóris – em alguns casos, dos lábios vaginais também – é uma prática secular que continua acontecendo em muitas comunidades, principalmente no Norte da África e no Oriente Médio, e tem como objetivo condicionar a liberdade sexual das mulheres até ao casamento.

“Não há nenhuma razão religiosa, de saúde ou de desenvolvimento para mutilar ou cortar qualquer menina ou mulher”, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em comunicado. “Embora alguns argumentem que é uma ‘tradição’, devemos lembrar que a escravidão, as mortes por honra e outras práticas desumanas foram defendidas com o mesmo argumento”, lembrou.

Na maioria dos lugares onde é praticada, a mutilação genital feminina é considerada fundamental na preparação da mulher para a vida adulta e o casamento. Em países como a Somália, Guiné-Bissau, Djibuti e Egito, mais de 90% das meninas são circuncisadas. Nessas culturas, altamente machistas e patriarcais e onde a virgindade e a fidelidade matrimonial são valorizadas, a pressão é intensa para controlar o comportamento sexual feminino. Muitas meninas escutam que a retirada do clitóris e dos lábios vaginais é para deixá-las mais “limpas” e “bonitas”.

Os traumas começam na preparação do procedimento em algumas localidades, quando muitas meninas e até bebês com menos de 12 meses, como sublinha a ONU, têm as pernas e os braços amarrados. Depois, o uso de giletes e outros objetos cortantes sem a correta higienização ou anestesia, quando não levam à morte, provocam infecções que podem perdurar por toda a vida.

Os casos de infibulação também trazem riscos durante o parto: segundo um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde), a mortalidade de bebês é 55% maior em mulheres que sofreram procedimentos para redução do orifício vaginal. Em alguns casos, o que resta dos lábios vaginais é costurado, provocando dores e infeccções urinárias. Somente o marido pode “desamarrar” a costura, quando deseje ter relações sexuais.

Felizmente, de acordo com as Nações Unidas, há sinais positivos de progresso para acabar com a prática. “As meninas entendem instintivamente os perigos de serem mutiladas, e muitas mães, que viram ou experimentaram o trauma, querem proteger suas filhas de passar pelo mesmo”, disse o secretário-geral da ONU, que citou o caso de um pai no Sudão que se recusou a deixar as filhas serem mutiladas e, com isso, acabou criando uma campanha de conscientização mundial -- "Saleema".

"Saleema", desenho animado produzido pelo Unicef para banir mutilação genital feminina no Sudão (com legenda em francês):

Além disso, recentemente, Uganda, Quênia e Guiné-Bissau adotaram leis para terminar com a prática. Na Etiópia os responsáveis foram presos, julgados e penalizados com ampla cobertura da imprensa. “Nosso desafio atual é dar verdadeiro significado a este Dia, usando-o para ganhar apoio público, criar mecanismos práticos e legais e ajudar todas as mulheres e meninas afetadas ou em risco de mutilação genital”, disse Ban ki-Moon.

Filme

Flor do deserto, uma produção norte-americana, narra a história verídica de Waris Dirie, garota somali que, aos 13 anos, foge de sua tribo rumo à Londres para escapar de um casamento arranjado com um homem de 60 anos.

Na Inglaterra, ela descobre que é diferente quando revela à amiga Marylin que foi circuncisada aos três anos de idade, seguindo costume de seu povo. Embora sofra dores e tenha dificuldades até mesmo para urinar, ela acha tudo muito normal. Porém, a amiga lhe diz que as mulheres inglesas e em muitas outras partes do mundo não sofrem o que ela sofreu.

Enquanto trabalhava em uma lanchonete, ela é descoberta por um fotógrafo e vira uma modelo de sucesso. Dirie depois se transformou em uma defensora da luta pela erradicação da prática da mutilação genital feminina e atualmente é embaixadora da ONU, além de dirigir uma ONG com seu nome. "O mundo sabe que essas mutilações são erradas, mas até agora não se fez muita coisa. Não entendo por que o mundo fica só olhando", disse Dirie quando filme foi lançado no Festival de Veneza. E advertiu: "Em algum lugar do mundo uma menina está sendo mutilada agora. Amanhã, o mesmo destino espera outra menina".

*É editora da Opera Mundi

Uma mãe para o Papa: Ajude meu filho, que está condenado à morte nos EUA

O advogado de Saldaño: "Um processo polêmico contra um jovem argentino envolvido em um assassinato no Texas "
Por Sergio Mora
ROMA, 05 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) - Lidia Guerrero, a mãe de Victor Saldaño cumprimentou hoje o Papa Francisco. Acaba de chegar da Argentina para pedir ao Santo Padre que interceda contra a pena de morte e a discriminação racial. Um caso humanitário, seu filho, de 39 anos está nos ‘braços da morte’ há 17 anos. Pediu-lhe que se possível interceda para que seja transferido a uma prisão comum, enquanto espera a sentença do Tribunal da OEA.
A mãe de Victor Saldaño estava acompanhada pelos advogados Juan Carlos Veja, que leva o caso, assistido por Estevão Llamosa, e Andrea Poretti da comunidade de Santo Egídio.
Em 1994 Saldaño esteve envolvido nos EUA com um mexicano, no assassinato do texano Paul Ray King, na cidade de Plano. No primeiro juízo Saldaño é condenado à morte e preso em 1996 no Corredor da Morte. "A Suprema Corte dos Estados Unidos - explicou a ZENIT o defensor do jovem – anulou a primeira condenação contra Saldaño por vícios de discriminação racial".
E o advogado acrescentou que "no novo processo de 2005 voltou a ser condenado, sem a discriminação do primeiro mas estando mal de mente porque trancado no corredor da morte durante oito anos”.
"Agora, desde 1999, começamos por discriminação racial uma demanda contra os Estados Unidos, por violação da Declaração americana de direitos humanos’, citando o caso 12.254, e estamos aguardando o julgamento na Organização Interamericana”. E acrescentou que "se fosse outro o país do réu, a resposta teria chegado há muitos anos. Porque temos a máxima prova que é a sentença de anulação da Suprema corte dos Estados Unidos”.
"Vamos pedir ao Papa – concluiu o advogado – que fale forte contra a pena de morte e também a discriminação racial, e se possível, interceda para que tirem do ‘corredor da morte’ e vá a uma prisão comum enquanto procede o juízo”.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

10 mentiras espalhadas sobre a Copa e como enfrentá-las

5 DE FEVEREIRO DE 2014 - 9H52 

Há quase 7 anos, no dia 30 de Setembro de 2007, uma verdadeira algazarra tomou conta do Brasil: era a chance do país do futebol poder realizar de novo uma Copa do Mundo. Passados 64 anos desde a primeira Copa realizada em terras tupiniquins e 36 anos depois da última Copa na América do Sul.


Pedro Luiz Teixeira de Camargo*, especial para o Vermelho


Torcida pela Copa do Mundo

Alegria esta, que passou, ao longo do tempo, a contrastar com o medo e o pânico de realizar tal evento (e propagado com ênfase pela imprensa): Será que damos conta? O que vai ficar para os brasileiros depois da Copa? Como pode um país de terceiro mundo realizar um evento deste porte?

O eterno “complexo de vira latas”, imortalizado por Nélson Rodrigues, sempre paira em qualquer evento de grande porte. Foi assim na Jornada Mundial da Juventude, onde o Rio de Janeiro recebeu muito mais gente e em um espaço menor e não fez feio! E o Rock in Rio? Houve grandes problemas? Por que passaríamos vergonha agora?

A turma “do contra”, deveria repensar suas posições, primeiro porque já fizemos uma Copa do Mundo por estas bandas, e segundo, porque se criaram lendas urbanas de que o evento é inviável. Combater uma por uma com informação e a serviço da verdade, é dever de todos os que acreditam realmente na importância de um evento deste porte. Vamos a eles:

1- “Tem dinheiro pra Copa, mas não tem pra educação”: Esta é uma frase folclórica sem o menor sentido. Tem dinheiro pra Copa e tem pra educação. O evento futebolístico vai consumir 26 bilhões de reais, já para a educação, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) vai destinar “apenas” R$ 82,3 bilhões no desenvolvimento do ensino. Ou seja, R$ 25,4 bilhões a mais que o valor previsto na Constituição (18% da arrecadação). Fora o FUNDEB que receberá R$ 104,3 bilhões!

Quem em sã consciência pode dizer que falta verba para educação? E não aumentou por conta da Copa do Mundo, isto já estava previsto. Uma verba não tem nada, absolutamente nada a ver com a outra, portanto isto é uma tremenda bobagem, uma mentira deslavada!

2- “O dinheiro da Copa está sendo torrado em estádios”. Outra besteira sem tamanho! Dos 26 bilhões de reais, que estão sendo gastos com tudo, apenas 8 bilhões estão indo para estádios, o resto da verba, está indo praticamente toda para serviços de infraestrutura e formação da mão de obra. Ou seja, 70% do valor não está indo para estádios, mas para buscar melhorias para o próprio cidadão!

Não se pode negar que muitas das obras de transporte (principalmente) estão atrasadas, assim como outras mal saíram do papel, entretanto a culpa por tais situações tem muito mais a ver com os gestores locais que, seja por má vontade política, seja por incompetência administrativa, não conseguiram levar em frente estas obras. Exemplos claros disto são o BRT de Belo Horizonte, o metrô de Salvador e a negligência de Curitiba em ajudar o Atlético PR a adequar seu estádio ao chamado “Padrão Fifa”. 

3- “O Brasil está construindo elefantes brancos em locais onde não tem futebol”. Esta frase é de um preconceito e xenofobia ímpares, achar que São Paulo ou Rio de Janeiro podem ter estádios públicos, pois tem os principais clubes de futebol do país, enquanto Manaus ou Cuiabá não podem, chega a soar minimamente como egoísmo. 

Como vamos querer desenvolver o principal esporte do país sem dar condições adequadas aos locais que foram historicamente abandonados? Por que o Sinop ou o Rio Negro não podem ter direito de jogar em um estádio de primeiro mundo? Por que são times pequenos? Queremos desenvolver o Norte e o Centro Oeste, sem dar condições materiais? Grande democracia...

Além disso, tem outro fator: estes estádios podem ser aproveitados para diversos shows e exposições, gerando renda (futuramente) para o estado, que será o proprietário da obra. Todo o nosso povo tem o mesmo direito que os mineiros têm de ter um Mineirão ou os cariocas o Maracanã! Por que os amazonenses e mato-grossenses não têm?

4- “Fazer estádio de futebol não ajuda o país, precisamos é de emprego”. Até a Copa das Confederações, as obras tinham gerado 24,5 mil empregos diretos, fora os indiretos e os que se beneficiam destes empregos, como os parentes dos funcionários, ou seja, as construções de tais monumentos favorecem o povo mais humilde! Pois é ele quem está fazendo o serviço braçal e sendo beneficiado de maneira direta! Se fosse uma estátua de algum ídolo da música popular, não teríamos tanto falatório...

5- “O Brasil vai dar o maior vexame da história”. O povo brasileiro é receptivo, não é verdade que não temos como dar conta disso, fizemos a Copa das Confederações, o Pan Americano de 2007, diversas Copas Américas, fora outros eventos de nível mundial em outros esportes. 

Não podemos negar que temos problemas sim, especialmente em relação à violência das torcidas organizadas, e isso deve ser combatido pela polícia, como, aliás, já deveria estar ocorrendo há muito tempo, não é por conta da Copa que gangues passaram a se travestir de torcedores! Cabe lembrar ainda que não presenciamos em nosso país episódios de intolerância vexatórios, como os que a Rússia tem protagonizado em relação aos gays nas atuais Olimpíadas de Inverno.


6- “O futebol é o ópio do povo”. Esta é uma das mais engraçadas frases que ouço, parodiada de Marx e usada por muitos pseudorrevolucionários em seu vocabulário teen. 

Por favor, querer mudar a tradição de um povo que assiste futebol e vê novela é um pouco demais não é não? Ou por acaso a turma do contra não vai ver os jogos? Eu conheço vários que não perdem o jogo de seu time (inclusive postando em redes sociais) ou ainda adora novelas, comemorando o recente beijo gay ocorrido em uma novela global. Como assim? É ópio só quando interessa? Vamos parar de demagogia e entender que futebol e novela não fazem a população alienada, quem faz isto é o próprio sistema capitalista, e não os poucos divertimentos que classe trabalhadora possui!

7- “Os turistas têm medo do Brasil". Aumentou 5,6% o número de visitantes no país em 2013 (acima da média mundial). A previsão da Copa do Mundo é de mais de 500.000 turistas! Que medo é este que as pessoas têm e vêm visitar o local que tanto assusta? Nem no desenho do Scobydoo isso acontecia!

8- “Nossa economia não vai dar conta e o país vai quebrar”. No ano de 1994 os EUA aumentaram em 1,4% o PIB; em 1998, na França, o PIB cresceu 1,3%; em 2002, a Coréia o elevou em 3,1% e a Alemanha teve 1,7% a mais no PIB em 2006, será que só o Brasil vai tomar prejuízo? Ou minha bola de cristal é muito afiada ou os urubólogos de plantão estão em outra estação, aliás, como de praxe, pois estão quebrando a economia há exatos 12 anos sem sucesso.

9- “O estado tá pagando tudo”. Outra mentira deslavada que vive sendo espalhada. Como dito anteriormente, o valor que está sendo investido é da ordem de 26 bilhões de reais, sendo que os recursos diretos e indiretos da iniciativa privada são da ordem de 183 bilhões de reais
E com um porém: sendo colocado prioritariamente para transportes, segurança e cultura, garantindo uma melhor qualidade de vida para os habitantes e turistas. Se isto não está acontecendo, com certeza é por falta de fiscalização dos responsáveis por isto, em geral governadores e prefeitos, e não a presidenta ou o Papa!

10- “Nada vai ficar pronto”. Existe uma Lei no nosso país que se chama Lei de Responsabilidade Fiscal, ela obriga aos governantes realizarem ou deixarem verba destinada a uma determinada obra.

Portanto, se uma obra realmente não ficar pronta, ela será construída assim mesmo, é o legado para o povo, o que fica da Copa para nós mesmos, portanto, mesmo que não dê tempo de um BRT, por exemplo, o teremos, e quem sairá no lucro seremos nós mesmos, brasileiros e brasileiras!

Poderíamos dissertar por mais e mais mentiras espalhadas, mas creio que estas são as principais. Encerro, portanto, este texto, pedindo a todos e todas que enxergam os avanços que um evento deste porte pode trazer ao país para que o espalhe, o compartilhe, faça-o seguir adiante, combater as falsas informações é a melhor maneira de provar ao mundo que o Brasil fará não só sua Copa do Mundo, mas a melhor Copa do Mundo da história!

* Pedro Luiz Teixeira de Camargo (Peixe) é Biólogo, Especialista em Gestão Ambiental, Mestrando em Sustentabilidade pela UFOP/MG e Diretor de Universidades Públicas da ANPG

Título original: 10 mentiras espalhadas sobre a Copa e como enfrentá-las: Combater a desinformação a serviço da verdade

Movimento popular organizado prepara grande mobilização para 09 de abril, antes que os coxinhas sejam utilizados pelos reacionários.

4 DE FEVEREIRO DE 2014 - 16H06 

Centrais sindicais convocam grande mobilização de trabalhadores


Seis centrais sindicais se reuniram nesta terça-feira (4), na sede da Força Sindical, para debater questões trabalhistas e convocar uma grande mobilização de trabalhadores e trabalhadoras para o dia 9 de abril. Participaram da reunião, além da responsável pelo espaço, as centrais CTB, CUT, CGTB, UGT e Nova Central. A expectativa é que o ato reúna cerca de 50 mil operários na praça da Sé, onde terá início uma caminhada até o Masp, na capital paulista. 

Por Mariana Serafini, do Portal Vermelho


Segundo o membro da presidência da CTB, Carlos Umberto Martins, a ideia é que as seções estaduais das centrais sindicais realizem atos locais durante a semana que antecede a grande mobilização de 9 de abril, para dessa forma, aumentar a mobilização dos trabalhadores. Uma próxima reunião já está marcada para o dia 17 de fevereiro para acertar detalhes da manifestação. “O objetivo é, além de valorizar a classe trabalhadora, garantir e ampliar nossos direitos”, explica.

Já o secretário geral da CTB, Wagner Gomes, que representou a entidade na reunião dos sindicalistas, explica quais serão as pautas defendidas pelos trabalhadores. “Há muitas reivindicações nossas que o Governo está analisando há muito tempo, como o fim do fator previdenciário e o aumento da aposentadoria, por exemplo. Nós acreditamos que é necessário fazer pressão para que esses direitos sejam garantidos ao trabalhador”, diz. 
  
Além destas duas pautas, os sindicalistas também defendem a redução da jornada de trabalho, educação, saúde e transporte públicos e de qualidade. “Nós temos nossas pautas específicas da categoria, mas também vamos lutar pelos direitos de toda a população”, defende. 

Wagner também explica que apesar do posicionamento progressista do Governo Federal, é importante manter a luta dos trabalhadores para garantir e ampliar esses direitos. “Mesmo na situação atual do governo, que nós defendemos e ajudamos a eleger, sem pressão não somos atendidos”. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O "Pátio dos Gentios" chega em Budapeste

Três dias, a partir de hoje, dedicados ao tema "Moralidade, economia, sociedade secular no século 21"
Por Redacao
04 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) - Uma nova etapa para o "Pátio dos Gentios": a iniciativa de diálogo entre crentes e não-crentes promovida pelo Pontifício Conselho para a Cultura, presidido pelo cardeal Gianfranco Ravasi, chegou hoje em Budapeste, para permanecer três dias (4 de fevereiro a 6), e dedicar-se ao tema "Moralidade, economia, sociedade secular no século 21".
O encontro é organizado pela Conferência Episcopal da Hungria, em colaboração com a Universidade Corvinus e com a Universidade católica Pázmány Péter. Como relatado em um comunicado de imprensa, está inaugurando hoje o trabalho o card. Peter Erdo, arcebispo de Budapeste e primaz da Hungria. Seguirão os discursos de Szuromi Szabolcs , reitor da Universidade Pázmány Péter, e do Cardeal Ravasi.
AndrásZs Varga dará a conferencia “Rumo a um Estado de direito totalitário?"; Péter Szolgay vai oferecer uma reflexão sobre as questões morais no Information technology e na biônica; Máté Botos falará de “O desencanto da economia, um sentido moral em um contexto secularizado"; enquanto Gyula Bandi focará seu discurso sobre "Dignidade humana, direitos e obrigações e ética ambiental". Outros temas serão a responsabilidade social da empresa do ponto de vista católico; moralidade e regulação da concorrência; a renovação da economia social de mercado da perspectiva da doutrina social católica; moral e estabilidade financeira e ética e desenvolvimento das ajudas internacionais. 

Como se fosse

Como se o tempo 
voltasse atrás.

Como se a  alegria
fosse permanente
e a tristeza
inexistisse.

Como se o amor
se conservasse
sem mudanças,
e num certo sentido,
sim.

Como se a ingenuidade
mantivesse
seu sonho,
e a maturidade
não perdesse
a naturalidade.

Como se a fé
viesse
em goles 
de mel,
e gafanhotos.

E a paz
fosse 
um valor
fundamental.

Como se o trabalho
fosse, antes,
um encontro,
e o negócio
uma ajuda
solidária
e desinteressada.

Como se a união 
não precisasse
de explicações
e os cartões postais
fossem para
o período
de férias.

Como se a guerra
estivesse 
banida
como
atitude
inconsequente,
substituída
por um carrocel.

Como se viajar
fosse
todo instante,
e dormir
uma visita
ao Reino.

Como se vestir
fosse
cobrir-se,
e não
exaltar-se

Porque
os cabelos
esvoaçam
independentes
da roupa,
e o sorriso
escapa
para 
além
das frestas. 

Como se falar
tivesse
mais
sentido
que o silêncio,
como a morte
desdenha
as palavras.

Como partir
não fosse
geográfico
mas
apenas
uma mudança
de assunto,
e chegar
acendesse
outras
luzes.

Como se ter
fosse 
descartável,
na arrebentação
das ondas,
ciumento
da gratuidade
da vida.






segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Cientistas russos afirmam: Nova Era Glacial começará em 2014

Era Glacial em 2014 | Notícias | The History Channel

Contrariando a teoria de aquecimento global, dois cientistas russos afirmam que a Terra se aproxima rapidamente de um novo período glacial, que começará a partir do ano que vem. Os pesquisadores Vladimir Bashkin e Rauf Galiulin, do Instituto Gazprom VNIIGAZ, acreditam que os seres humanos, na realidade, não exercem grande influência nas mudanças climáticas. Eles defendem que planeta está, na verdade, passando por diferentes ciclos de atividade solar, e a próxima fase será marcada por um decréscimo gradual da temperatura até atingir um pico glacial em 50 anos. 
 
E os pesquisadores não param por aí. A dupla alega que o alarde atual em torno das mudanças climáticas é parte de uma conspiração com objetivo de desacelerar o consumo de petróleo, gás e carbono - três insumos essenciais à vida moderna -, e controlar os preços deste mercado. Apesar de polêmicas, as declarações dos dois cientistas não representam uma opinião isolada. No ano passado, Jabibula Absusamatov, diretor do setor de Investigações Espaciais do Observatório de Pulkovo e membro da Academia Russa de Ciências, confirmou a previsão de que a temperatura do planeta começará a baixar em 2014, alcançando seu pico de redução em 2055.
 
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Sol apresenta atividade nunca vista antes e intriga cientistas de todo mundo

Imagem do sol | Notícias | The History Channel

Algo estranho se passa com o nosso Sol, um fenômeno que os cientistas admitem não entender completamente. Richard Harrison, diretor de física espacial do Laboratório Rutherford Appleton, em Oxfordshire, na Inglaterra, disse que “nos 30 anos em que tenho trabalhado como físico solar, eu nunca vi nada parecido”. Mesma impressão tem a pesquisadora Lucie Verde, do Laboratório de Ciência Espacial, da University College London: “para mim e para muitos outros cientistas solares, isso nos tomou de surpresa”.
 
Mas o que será que está acontecendo? Será que o Sol está numa época de “cochilo”? De acordo com os pesquisadores, parece que ele realmente está dormindo, ou tirando uma soneca inesperada. O certo é que seu período atual de tranquilidade desafia qualquer cálculo. Faz 100 anos que nossa estrela não se mostra tão calma, o que é surpreendente, pois esperava-se que estivesse em uma intensa atividade, já que, teoricamente, atravessa o auge do seu ciclo de onze anos. Os pesquisadores esperavam flagrar labaredas gigantes e grandes erupções de massa coronal, porém nada disso está acontecendo. O nível de atividade do Sol continua a cair em alta velocidade, uma tranquilidade que provoca uma inquietação inversamente proporcional nos especialistas.
 
Alguns dizem que o Sol pode estar entrando em um período conhecido como o Mínimo de Maunder, um evento ocorrido no século XVII. No entanto, nem mesmo naquela época, a atividade solar havia caído tão rápido como agora: uma análise do núcleo de gelo mostra que esse comportamento não ocorre faz 10 mil anos. Quando aconteceu, o Mínimo de Maunder foi acompanhado de invernos muito mais frios do que o normal e, por conta disso, o período ficou conhecido como “pequena era do gelo”. De qualquer maneira, essa calmaria do nosso astro preocupa os cientistas, que tentam descobrir os motivos de tamanha tranquilidade do Sol e o que isso nos trará como consequência.
 
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