segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cheguei em Salvador, a terra do Senhor

A saída de Sampa foi dia 15, em Cumbica (ou nuvens baixas conforme pensavam os índios da região).

Antes de subir no avião, as nuvens estavam carregadas, Já dentro, olhando pela janelinha, a chuva aparentava forte.

Não deu outra, o avião subiu em meio a densas nuvens carregadas, chacoalhando, e deixandoa todos apreensivos. como eu e Meg estávamos nos primeiros bancos, tirei minhas dúvidas olhando as comissárias de bordo.

Se elas estivessem nervosas, aí, teria razões para me preocupar. Como elas permaneciam quietas e de cabeça baixa, sem fazer qualquer comentários entre elas, supus que a turbulência estava dentro de uma certa normalidade.

costumamos fazer o terço e várias outras orações. naquela altura estávamos no terço da libertação, que nos ajudou a manter a calma.

Chegamos em Salvador às 22:30, e logo nossos amigos, Ricardo e Naira, chegaram. Hoje 16, já nos encantamos com a cidade. De manhã fomos à praia em frente, no Pituba, mas não ficamos muito tempo porque o sol em Salvador estava fortíssimo.

Descansamos, e ao final da tarde fomos ver o Por do soll no Farol da Barra, e terminam os comendo um abara, com todos os condimentos internos, vatapá, pimenta, camarões.

Percebi um hábito pastante praticado de caminhadas e corridas aqui na cidade, desde  as primeiras horas da manhã e principalmente ao final da tarde, quando muita gente sai à ruas. Infelismente Salvador não oferece espaço para quem pratica corrida, de forma que muitos correm pelas laterais das ruas, entre os automóveis, correndo risco real de atrpelamento.

O por do Sol na região do Farol da Barra estava incrível. Os casais de namorados se amontoam no Farol para observar aquela maravilha entre beijos e juras de amor. Lembrei-me, a contra gosto de Sampa, com  o final do dia, alaranjando o Sol, pelo efeito das fuligens que ficam em suspensão no céu da cidade.

Ah, dormimos pelos menos umas duas vezes no dia. Não sei se a viagem nos deixou tensos, mas o dia foi entre visitas e repousos.

A cidade tem uma natureza maravilhosa, e as ruas estão em bom estado, mas as condições das calçadas ainda merecem atenção.

Tem por aqui um Jardim de Allah, mas como a cidade chama-se Salvador, tudo bem.

 Abraço a todos.

O Pó está em Salvador. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

CORAÇÃO ENDIVIDADO


Meu coração teve sua nota rebaixada
pela Standard & Poor’s.

Já não bate forte
como antes,
os projetos
o desdobrar-se
contínuo
sobre os limites
reconhecidos.

Nunca teve um
AAA,
coração potência,
mas contenta-se
com um
AA+
emergente
convivendo
com pobreza
confusão.

Não resistiu
às pedras
do caminho
enfrentadas
por Drummond.

Não
Conseguiu
manter a eterna chama,
De Vinícius.

Muito menos descansa
No Pátio do Colégio
De Mário de Andrade,
analfabeto
da vida.

Coração drogado
Segue ermo
Nos becos
Da cidade.

Tudo lhe encanta
Sem produtividade.
Tudo lhe apraz
Sem objetivos.

Coração rotineiro
Acorda agradecido
Por saber-se finito.

Põe-se de pé,
Pesquisador
Do novo,
Ainda que os batimentos
Disfarcem o ânimo,
Que o ritmo valseie.

Rebaixado
Reconhece
A extrema
Insensibilidade
De doar-se,
A dureza
De seus passos.

Coração
Desviante
Seleto.
Às  vezes
Esguio
Às vezes
 Ereto.

Coração de rico.

As agências
Indicam
A necessidade
De uma grande
Transformação:

É preciso
Mais naturalidade
Nos contatos
Menos indiferença
Com os pobres.

É preciso
Possuir a atitude
Principal
Para a qual
Foi chamado.

O amor.

Coração
esquecido
De sentido.

Falso coração
Pleno de orgulho
Enche-se qual
Um mal de chagas
Que pouco dura
E logo morre.

O mundo Clama
 um coração
pujante
Sem freio
Errante

Coração de carne
Não de pedra,
Coração ligado
Às veias
Do povo,
Circulando vida
No organismo
Social.






sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

E daí, o Haiti?

Tenho notado um forte ranço racista neste causo da entrada "ilegal" de haitianos no Brasil, via fronteiras do oeste do país.

Até o Governo estabeleceu um critério de entrada, supostamente para inibir os chamados coiotes que ganham transportando estes abandonados de lá para cá, pátria da esperança.

Desconfio, entretanto, que o Governo Dilma encarnou uma certa aversão geral, que notei aqui em Sampa.

Triste, porque é um Governo que levanta bandeiras populares.

A questão é que o Brasil tem tradição de acolhida de vários povos, que formaram o chamado brasileiro, um tipo genérico impermeável a preconceitos, porque integra uma diversidade de raças.

Mas o mundo está vivendo um surto de nacionalismo racista, principalmente na Europa, mas lembrando que os EUA também tem o seu Muro da Vergonha com o México.

É um fenômeno, portanto, mundial, onde a retração econômica gera um fechamento muito grande aos estrangeiros.

Vi pela TV, que prefeitos de cidades do Acre, onde os haitianos estão alojados, deram passagens para eles irem à outras cidades, atitude muito parecida com aquelas feitas para com os mendigos e o povo de rua.

Assim, "resolve-se" o problema da imigração ilegal, na verdade uma transferência de uma situação que não se deseja enfrentar.

Ouvi de entrevistas junto a lojistas da região, palavras de rejeição à vinda deles, eivadas de comparação com "os  nossos pobres" que não tem oportunidades, "inchando" o grupo dos pedintes(sic).

Como se eles ajudassem os "nossos" necessitados.

Na realidade é uma rejeição aos pobres, na suposição de que eles não gostam de trabalhar.

Não vêem que a miserabilidade é o limite máximo do abandono que um ser humano pode chegar.

À propósito, empresários da região norte afirmam que os haitianos contratados por eles são bem dedicados. É compreensível esta atitude, tendo-se em conta a ausência de oportunidades em sua terra natal.

É de se ressaltar a presença solidária da Igreja Católica, tanto em termos de acolhimento, com alojamentos e alimentos, quanto com orientações.

Escutamos histórias muito tristes, de como estes imigrantes foram lesados durante o caminho e sofreram nesta aventura do Haiti até a fronteira norte do país.

É preciso que a sociedade brasileira desenvolva um movimento solidário aos haitianos, senão ficaremos ausentes como foi com os bolivianos, e muitos andinos que vieram para cá, e aqui encontraram uma situação de semi-escravidão, em pequenas confecções de fundo de quintal.

O Brasil deve dar exemplo de solidariedade internacional, diferentemente dos EUA e da Europa, preocupados apenas com seus umbigos.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"Operação Cracolândia" uma violência sem propostas



Começar a resolver o problema do crack através da ação única e exclusiva da Polícia Militar, é tapar o sol com a peneira.

A Polícia Militar não pode ser colocada numa fogueira, onde pague as contas da incapacidade do Estado de São Paulo.

A droga, que tem um centro de negócios chamado Cracolândia, cresceu sob os olhos do povo e da incompetência dos tucanos.

Agora, às vésperas das eleições municipais, querem dar uma "solução" de meia boca, para justificar que fizeram alguma coisa. Puro jogo de cena, inclusive, mal feito.

O fato é que não existem políticas em São Paulo para se erradicar esta terrível droga.

Não existe vontade política para acabar com o crack.

Não existe neste governo ninguém que creia, de fato, em solução para este caso.

Por isso está como está, com o número dos drogados aumentando.

Egito Fundamentalista:Irmandade Muçulmana anuncia aplicação da Chariá no Egito


Deplorável assistirmos a destruição das liberdades de expressão e de culto no Egito. 

Esta "revolução" retrocede os desejos iniciais dos jovens, que queriam oportunidades de empregos, trabalho. 

Agora se implanta o fascismo religioso de Estado, discriminando e condenando outras religiões mais do que na época de Moubarack, como é o caso dos cristãos coptas, mais antigos no Egito que os islamitas.

Não se tem direitos de herança, e existe condenação se ocorrer conversão ao cristianismo. As mulheres perderão direitos básicos. 

É mais um Estado fundamentalista islâmico, que atinge em cheio a chamada democracia laica.

Seguindo o figurino da CIA e do Pentágono, que desejam criar um ambiente belicoso que deflagre um grande conflito armado, o Egito vai compondo a geopolítica de cerco a Israel, para alegria dos fabricantes de armamentos, que não estão nem aí sobre a posição dos atores, desde que façam guerra.

Somente uma guerra de grandes proporções, à partir do Oriente Médio, poderá por fim à grande crise do capitalismo. 

O cenário está sendo armado. Falta a Síria.

Leia matéria retirada da Prensa Latina

Um dos altos cargos da Irmandade Muçulmana egípcia, Sobhi Salé, afirmou nesta quinta-feira que o partido Liberdade e Justiça aplicará a Chariá no país e proibirá o consumo de álcool, segundo indica o diário egípcio Al-Masry al-Youm.


O álcool será proibido, já que "o turismo não significa nudez nem bebedeiras". "Nós egípcios somos um povo religioso e não precisamos isso", disse um porta-voz da organização integrista ganhadora do primeiro turno das eleições egípcias.

Salé precisou que a aplicação da Chariá "estava planificada desde 1928" e que "o Islã é a solução". Ainda afirmou que se proibirá o álcool, já que "o turismo não significa nudez nem bebedeiras".

Por último, acusou os "restos" do regime de Hosni Mubarak de incitar à violência contra manifestantes no Cairo, sendo apoiado por um de seus correligionários, Jaled Ouda, que apontou que estes querem prejudicar a economia para que o povo "culpe a Irmandade Muçulmana", quando não tiver dinheiro para pagar os salários, uma vez chegue ao governo.

De outro lado, fontes da Irmandade Muçulmana asseguraram que o movimento está planejando incluir jovens "revolucionários" no sistema político para estabelecer um contrapeso e evitar a realização de manifestações contínuas.

A Irmandade Muçulmana foi a força mais votada na primeira parte das eleições em curso no Egito, com 40%, seguida da organização religiosa mais extremista ainda Al-Nour (salafistas), com 20%. Um bloco liberal atingiu 15% e os restantes 25% foram repartidos por diferentes forças minoritárias de esquerda.

Com informações da Prensa Latina

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Dispersão da Cracolândia


Chove? Nenhuma chuva cai... 

Então onde é que eu sinto um dia

Em que o ruído da chuva atrai

A minha inútil agonia?

Onde é que chove, que eu o ouço?
Onde é que é triste, ó claro céu?
eu quero sorrir-te, e não posso,
Ó céu azul, chamar-te de meu...

E o escuro ruído da chuva
É constante em meu pensamento.
Meu ser é a invisível curva
Traçada pelo som do vento...

E eis que ante o sol e o azul do dia,
Como se a hora me estorvasse,
Eu sofro... E a luz e a sua alegria
Cai aos meus pés como um disfarce.

Ah, na minha alma sempre chove.
Há sempre escuro dentro de mim.
Se escuto, alguém dentro de mim ouve
A chuva, como a voz de um fim...

Fernando Pessoa 

Passo pelo centro de São Paulo chuvoso, com as pessoas olhando para si mesmas, e não aos outros. 

Apressadas, protegem-se da chuva e dos pobres. 

Miseráveis, abandonados da Dispersão da Cracolândia, perambulam cabeça baixa, passos sem rumo, por toda a região central. 

Não acreditam mais em si.  Tinham no crack a oportunidade de buscarem o engano, a fuga, satisfação ao desprezo pessoal e público.

Queriam família, queriam esposas e filhos, queriam quem lhes oferecesse estrutura. 

Queriam talvez o Estado, o Grande Ausente, o totem, o monolito, a referência onde se agarrassem, para resistir à dependência.

Mas não, veio a polícia, a violência, a triagem, a desconfiança, a perseguição.

Agora não há túneis, ou esconderijos de viadutos. Agora não há a 25 de março do vício.

Agora há uma mídia, e uma classe produtiva dispostas a eliminar os fétidos, os sujos, os despossuídos. 

Oportunidade de ouro para lavar as ruas, como se tivessem solucionado tudo. Porque quem não tem esperança em si mesmo, é incapaz de ter esperança pelos outros

Entretanto, muitos não tem solução. Com distúrbios psiquiátricos avançados perderam a visão, o equilíbrio, a disposição.

Entronizados em seus sonhos, encarnam a transformação, mudam de identidade. 

São Bob Marleys, pastores, empresários. 

Quando não, assumem a pobreza em sua inteireza, e de lá decidem não sair, não crêem na sociedade

A chuva continua a cair na cidade. O mundo ocupado esquiva-se e vai às compras, ao trabalho. 

O mundo real permanece com as mãos abertas, e palavras inaudíveis, por se dizer.

Ah, na minha alma sempre chove.
Há sempre escuro dentro de mim.

Vejo assim o homem da droga. 

Injetado, rejeitado, deslocado, desmoralizado,.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

 Rússia não descarta sabotagem de programa espacial - Portal Vermelho

Guerra cibernética. Há um mês aproximadamente, Hugo Chaves levantou a hipótese da impossibilidade casual de incidência de câncer e vários líderes progressistas da américa Latina, levantando a suspeita de que o câncer fôra provocado por sabotagem norte-americana. Isto não é novo, e pertence a antiga guerra bacteriológica, onde se inclui a disseminação de doenças contagiosas no meio inimigo.

Agora a Rússia levanta a suspeita de sabotagem nos vôos de suas espaçonaves, exatamente quando elas estão no chamado lado escuro da Terra, quando os russos não têm informações de acompanhamento. dos satélites

Recentemente também foi capturada uma nave espiã não tripulada, por Teerã. Supostamente os iranianos infiltraram-se nos comandos desta aeronave e a fizeram aterrissar em solo iraniano.

Também se tem notícias de que os americanos já constroem aves espiãs, que voa a longa distância, filmando e fotografando, e também libélulas espiãs, podendo existir inclusive a abelha espiã, para orientação de tropas em deslocamento.

Com a crise econômica e a redução do orçamento militar dos EUA, é de se supor que os investimentos se concentrarão no desenvolvimento de alta tecnologia, que substitua a perda de contingentes humanos no mundo.

Vamos acompanhar com atenção, porque em tudo parece haver uma intervenção sutil, onde os atores encontram-se escondidos, e alegam inocência. Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem.


Rússia não descarta sabotagem de programa espacial - Portal Vermelho

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Líderes religiosos pedem para evitar guerra civil na Nigéria - Portal Vermelho

Temos denunciado em outras matérias neste Pó, a constante violação dos direitos de culto dos cristãos na Nigéria. O final do ano foi de atentados. Agora é hora de se sedmentar uma frente para impedir a violência dos fundamentalistas islâmicos.

Líderes religiosos pedem para evitar guerra civil na Nigéria - Portal Vermelho

Criança indígena de 8 anos é queimada viva por madeireiros

6 DE JANEIRO DE 2012 - 9H10 


Quando a bestialidade emerge, fica difícil encontrar palavras para descrever qualquer pensamento ou sentimento que tenta compreender um acontecimento como esse. Na última semana uma criança de oito anos foi queimada viva por madeireiros em Arame, cidade da região central do Maranhão.

Por Rogério Tomaz Jr. no blog Conexão Brasília Maranhão


Enquanto a criança – da etnia awa-guajá – agonizava, os carrascos se divertiam com a cena.

O caso não vai ganhar capa da Veja ou da Folha de S. Paulo. Não vai aparecer no Jornal Nacional e não vai merecer um “isso é uma vergonha” do Boris Casoy.

Também não vai virar TT no Twitter ou viral no Facebook.

Não vai ser um tema de rodas de boteco, como o cãozinho que foi morto por uma enfermeira.

E, obviamente, não vai gerar qualquer passeata da turma do Cansei ou do Cansei 2 (a turma criada no suco de caranguejo que diz combater a corrupção usando máscara do Guy Fawkes e fazendo carinha de indignada na Avenida Paulista ou na Esplanada dos Ministérios).

Entretanto, se amanhã ou depois um índio der um tapa na cara de um fazendeiro ou madeireiro, em Arame ou em qualquer lugar do Brasil, não faltarão editoriais – em jornais, revistas, rádios, TVs e portais – para falar da “selvageria” e das tribos “não civilizadas” e da ameaça que elas representam para as pessoas de bem e para a democracia.

Mas isso não vai ocorrer.

E as “pessoas de bem” e bem informadas vão continuar achando que existe “muita terra para pouco índio” e, principalmente, que o progresso no campo é o agronegócio. Que modernos são a CNA e a Kátia Abreu.

A área dos awa-guajá em Arame já está demarcada, mas os latifundiários da região não se importam com a lei. A lei, aliás, são eles que fazem. E ai de quem achar ruim.

Os ruralistas brasileiros – aqueles que dizem que o atual Código Florestal representa uma ameaça à “classe produtora” brasileira – matam dois (sem terra ou quilombola ou sindicalista ou indígena ou pequeno pescador) por semana. E o MST (ou os índios ou os quilombolas) é violento. Ou os sindicatos são radicais.

Pressão constante

Os madeireiros que cobiçam o território dos awa-guajá em Arame não cessam um dia de ameaçar, intimidade e agredir os índios.

E a situação é a mesma em todos os rincões do Brasil onde há um povo indígena lutando pela demarcação da sua área. Ou onde existe uma comunidade quilombola reivindicando a posse do seu território ou mesmo resistindo ao assédio de latifundiários que não aceitam as decisões do poder público. E o cenário se repete em acampamentos e assentamentos de trabalhadores rurais.

Até quando?

Esclarecimento

As informações sobre o episódio foram divulgadas pelo jornal Vias de Fato, que faz um trabalho muito sério em São Luís, especialmente dedicado à cobertura da atuação dos movimentos sociais. No seu perfil no Facebook, uma das coordenadoras do Vias de Fato publicou a foto e a informação de que se tratava de uma criança queimada. Estamos apurando e reunindo mais informações para publicar assim que possível.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ubatuba dos meus sonhos

É sempre assim, chego em Ubatuba, e algo começa a se transformar em mim. Primeiro é um apagar da confusão. A cabeça cheia de tudo o que é inútil vai sentindo um sentimento de ausência, devido a expressiva paz que existe por aqui.
Depois vem uma paz assustadora, daquelas que qualquer paulistano perceberia, oriunda de uma baixa agitação própria daqui.
Por fim, o sol, a tranquilidade das pessoas, o mar em sua imensidão, vão dando conta de nossa aspereza e nos recompondo de nosso orgulho civilizatório.
Quando percebemos, já estamos transformado novamente em gente, e percebemos o quanto estivemos distantes de nós mesmos e de tudo.
Isto é Ubatuba.
Este início de Janeiro está chuvoso e com muito sol ao mesmo tempo.
Vou me recuperando por aqui até dia 10, quando voltarei novamente para Sampa.
Depois vou para Salvador.
Abraço a todos.

Pó das Estradas.