segunda-feira, 29 de abril de 2013

Dentista morta queimada por menor coloca a questão da maioridade penal

E a sociedade volta-se contra o Estatuto do Menor e do Adolescente, como se a causa destes crimes estivesse ligado ao fato do menor saber que não será condenado se fizer estas barbaridades. Creio que esta é a menor das causas. O ponto central é a perda da base social familiar que ocorreu nestes 60 anos, com a maior internacionalização do país.
O país perdeu identidade, está despersonalizado, sob invasão cultural que o torna vulnerável a toda sorte de sujeira social provinda de outros países, principalmente daqueles que tem domínio cultural sobre os demais. Por isso, crimes hediondos vão se banalizando, pois são comuns nestas nações. Treinei algumas pessoas de angola há um tempo atrás e verifiquei, para meu espanto, que eles tem uma solidez familiar muito maior que a nossa, remontando a sociedade brasileira dos anos 50.
A raiz destes problemas es´ta na sociedade familiar. Não se impedirão crimes como estes  numa sociedade. Que um casal homossexual possa criar filhos,  que o aborto seja aceito legalmente, assim vamos legalizando formas de aceitação natural do mal, que fará parte intrínseca da sociedade.
Corrigir o Estatuto do Menor e do Adolescente é mais uma falácia para enganar a população.

domingo, 28 de abril de 2013

Esquecido, mas de passado notável, revolucionários fazem memória de Padre Renzo

28 DE ABRIL DE 2013 - 8H13 

Entre os anos de 1975 e 1980, padre Renzo visitou quatorze presídios prestando solidariedade aos detidos por razões políticas. Estas lembranças nos chegam agora, pois no último dia 28 de março ele faleceu, aos 87 anos. Sua presença, contudo, permanece na memória de seu típico sorriso e solidariedade tão amigáveis.


Por Edson Teles*, Carta Maior


Era um domingo de inverno paulistano, garoa fina, ossos congelados. Logo pela manhã, às 8 horas, o carro passa para levá-lo à sua primeira visita ao Presidio Político Romão Gomes. Padre Renzo começava a ficar conhecido junto aos presos políticos do Brasil. Entre os anos de 1975 e 1980, visitou quatorze presídios prestando solidariedade aos detidos por razões políticas. Estas lembranças nos chegam agora, pois no último dia 28 de março ele faleceu, aos 87 anos. Sua presença, contudo, permanece na memória de seu típico sorriso e solidariedade tão amigáveis.

Naquele dia 17 de julho de 1976, Renzo registrou em seu diário, sob o título “Um dia no cárcere”, um dos momentos mais emocionantes de sua vida, segundo suas próprias palavras: “dias maravilhosos e emocionantes vivi muitos em minha vida, mas talvez nenhum deles o vivi tão intensamente como aquele sábado em que me encontrei com os presos políticos do Presídio Militar de São Paulo” (Nota 1). Entre os presos encontrava-se meu pai, César Teles, condenado a alguns anos de prisão por participar de organização clandestina de oposição ao regime (à época militava no Partido Comunista do Brasil) e por ajudar a produzir e divulgar jornal de denúncia e de ação política de protesto.

César havia sido preso no dia 28 de dezembro de 1972 e passou cerca de um mês no DOI-Codi de São Paulo, órgão ligado ao II Exército, nos quais sofreu torturas e ameaças de morte, juntamente com Amelinha, minha mãe, e Criméia, minha tia, grávida de oito meses. Eu, com quatro anos, e minha irmã Janaína, com cinco, testemunhamos os resultados da tentativa de destruição dos corpos de nossos familiares (Nota 2). Nos dias que se seguiram à prisão eles testemunharam o assassinato de Carlos Nicolau Danielli. Somente após este período de repressão e violências comandadas pelo então major Carlos Alberto Brilhante Ustra (Nota 3), César e família tiveram suas prisões oficializadas, o que gerou a abertura de processos criminais (exceto a prisão de minha tia Criméia, a qual permaneceu sem processo formal e foi encaminhada para uma dependência do Exército em Brasília, onde continuou a ser torturada e onde nasceu, sob péssimas condições, seu filho, Joca).

Na primeira audiência na Justiça Militar, no dia 11 de julho de 1973, três anos antes da visita do padre Renzo ao presídio e poucos meses após passar pelo Doi-Codi, César declarou, com coragem, os fatos por ele vividos: “sob protestos quanto à natureza daquele sequestro fomos levados para local que ignorávamos e que depois foi informado tratar-se da OBAN (Operação Bandeirantes, primeiro nome do Doi-Codi), órgão subordinado ao II Exército. Já ao entrar no pátio Carlos Danielli foi espancado a vista de várias pessoas que lá estavam. Quando eu também, no mesmo local, comecei a ser agredido, minha esposa protestou informando minha condição de diabético e tuberculoso, atitude que foi repelida com um soco em seu rosto por um senhor alto que mais tarde soube tratar-se do comandante da Oban (o hoje coronel Ustra)” (Nota 4). Esta foi sua entrada na ordem jurídico militar da ditadura, caminho que o levaria mais tarde ao Presídio Romão Gomes.

O acesso ao presídio era precedido de uma ampla via toda contornada por uma bela mata, com macacos e outros bichos. Eu me preparava todo para ir visitar meu pai, pois era um dia muito esperado durante a semana. Parte do ritual da visita era fantasiar que eu era uma espécie de agente secreto cuja missão seria passar pelo sistema repressivo e levar ou trazer mensagens dos presos. Para entrar no presídio, mesmo nós crianças passávamos por uma minuciosa revista. Ao perguntar para minha mãe a serventia daquilo recebi certa explicação sobre o medo dos militares de que entrássemos com coisas escondidas. Isto mexeu com minha imaginação e pedi para minha tia que fizesse uma pequena abertura no forro de minha jaqueta. Nele colocava algum pequeno objeto, com o qual deveria passar pela revista sem ser descoberto e, de dentro do presidio, também sairia com algo. Poderia ser uma moeda, uma pedrinha, qualquer coisa que me permitisse burlar a revista. Certa vez fui “pego”. Havia colocado um potinho de tinta guache e, devido ao volume, a policial que me revistou localizou minha “ação revolucionária”. Contudo, ela não conseguia retirar o objeto porque não tinha acesso à abertura falsa. Como eu simplesmente não respondia às suas perguntas ela teve, então, que pedir autorização a um oficial para liberar minha entrada. Realizei-me. Entrei com o “perigoso” potinho de guache.

Neste dia em que Renzo conheceu os presos do “Romão Gomes”, os procedimentos foram os mesmos: “o sargento pede-me somente a carteira de identidade e pergunta-me quem desejo visitar. Sou revistado. Fazem-me tirar os sapatos para averiguar se por acaso levo armas”. Tal como nós, sua santidade também era tida como motivo de desconfiança para os policiais. É emocionante conhecer quem foi padre Renzo por suas próprias palavras, sempre generosas: “a coisa que mais me impressionou neste contato com os presos políticos, também nos que foram mais horrivelmente torturados, é a falta absoluta de ódio, de ressentimento, de desespero, de derrota”.

Lembro-me de como os presos eram orgulhosos de suas ações, mesmo com toda a incerteza sobre suas consequências e a necessidade de agir politicamente, inclusive de dentro da cadeia. Nós, crianças, podíamos circular entre as varias rodas de discussões que se formavam, pois os adultos achavam que não entendíamos nada. E era verdade. Ouvíamos sobre as diferenças entre as organizações, as articulações para os contatos fora da prisão, notícias da nascente campanha pela anistia. Renzo ouvia a todos e, me parecia, exercia a função do contato com o mundo exterior. Sua presença mostrava o tamanho da sua abertura. Ele não estava ali para buscar pedidos de perdão, confissões, muito menos distribuir castigos. “Inicialmente estou um pouco embaraçado. Não sei como iniciar o diálogo, fazendo as perguntas sinto um certo pudor. Desejaria conhecer muitas coisas, conhecer a historia de cada um, até os mínimos particulares, mas tenho medo de abrir feridas cicatrizadas… São eles mesmos, no entanto, que com muita delicadeza e bondade vem ao encontro do meu embaraço. Posso agora fazer qualquer pergunta. Toda resposta é sempre serena, clara, corajosa”. Sua presença ampliava o mundo limitado pelos altos muros cinzentos que cercavam o pátio central.

Renzo era uma pessoa sorridente, emotiva e carinhosa, sendo atencioso com as crianças. Brincava de dar um tapinha em nosso rosto e sempre corríamos quando ele chegava, rindo e nos divertindo, como se fosse um jogo de pega pega. Justamente em sua primeira visita não pudemos acompanhá-lo; naquela semana havia sido registrado um caso de tuberculose entre os presos, inviabilizando a visita das crianças. No frio dia de julho de 1976, em meio às aconchegantes conversas com os presos e ainda impressionado, Renzo recebe um presente de César. “A esta altura César, com um gesto delicadíssimo que me fez chegar lágrimas nos olhos, me dá um presente oferecido quase com timidez, é o original da famosa poesia de sua filha poetisa: ‘dói gostar dos outros’. É verdadeiramente o original, escrito a lápis, com todos os erros de ortografia próprios de uma criança de oito anos. O pai renuncia àquela preciosidade inestimável para oferecê-la a mim, padre maluco, como sinal de amizade e gratidão. Este milagre de poesia foi um presente de Janaína ao pai no cárcere, e o pai oferece-a a mim. É o tesouro mais precioso que levei comigo dos cárceres”.

Dói gostar dos outros
Oi, vocês todos.
Boa tarde para todos.
E um viva para todos. 
Uns versos vou escrever.
Vou começar... atenção. 
Preste atenção.
Dói o peito chorar. 
Dói os seus olhos chorarem. 
Dói nós viver. 
Dói ver os outros chorarem. 
Dói a natureza chorar. 
Dói gostar dos outros. 
Dói cair uma pedra no seu pé. 
Dói falar tchau, amigos. (Nota 5)_

Notas1) Cf. Emiliano José. “As asas invisíveis do padre Renzo”. São Paulo: Casa Amarela, 2002.
2) Depoimento sobre esta história disponível em: http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/ufrgs-lanca-livro-de-depoimentos-sobre-ditaduras-do-cone-sul, acessado em 15 de março de 2013.
3) Este evento gerou o processo da família Teles contra o coronel Ustra, ganho em sentença final datada de 2013. Leia mais em: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5732.
4) A ficha referente ao seu processo encontra-se disponivel em http://www.arquivoestado.sp.gov.br/memoriapolitica, acessado em 17 de abril de 2013.
5) Autoria de Janaína de Almeida Teles, em 1976, aos 8 anos de idade.

Edson Teles* é professor de filosofia política na Universidade Federal de Sao Paulo (Unifesp). Organizou, junto com Cecilia MacDowell e Janina Teles, o livro ‘Desarquivando a ditadura: memória e justiça no Brasil (Hucitec, 2009) e, com Vladimir Safatle, ‘O que resta da ditadura?’ (Boitempo, 2010).



LEMBRANÇA DE CORAGEM

28/04/2013 19h48
Pude conhecer o Padre Renzo em suas idas ao Presídio Político na Serra da Cantareira lá pelos anos 1975. Uma característica sua era seu bom humor. Ele costumava dizer: "-Apesar de ser cristão penso que será mais fácil os presos políticos, mesmo sendo materialistas, entrarem no Céu do que um católico que vai a missa todos os domingos mas, não faz nada pelos outros." E no final ele ainda dizia para os presos: "-Vocês não acreditam mas, após a morte, vão se deparar com o Criador, e, nessa hora digam para Ele que eram amigos do Padre Renzo." E todo mundo ria de suas brincadeiras.
WAGNER DE ALMEIDA
SÃO PAULO - SP


Libertados os dois bispos em Aleppo. Diácono foi assassinado


Em menos de 24 horas foram sequestrados e libertados
Por Antonio Gaspari
23 de Abril de 2013 (Zenit.org) - Os dois bispos ortodoxos, Bulos Yazigi e Yuhanna Ibrahim foram sequestrados ontem e libertados hoje. Notícia divulgada pela edição árabe de ZENIT, e confirmada posteriormente pelo  L'Oeuvre d'Orient de Paris.
A notícia do sequestro foi dada pelo site Ora pro Síria. Os dois bispos ortodoxos de Aleppo voltavam de uma cidade onde estavam para uma missão humanitária. O carro foi interceptado. Um grupo de homens armados, depois de matar o diácono que dirigia, sequestrou os dois bispos.
Sobre o acontecido o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, declarou que “o sequestro dos dois Metropolitas de Aleppo, respectivamente da Igreja Síria Ortodoxa, Mas Gregorios Ibrahim, e da Grega Ortodoxa de Antioquia, Paul Yazigi, bem como a morte do motorista, confirma a dramática situação em que vive a população da Síria e a comunidade crista”.
Padre Lombardi disse que o Papa Francisco foi informado sobre o gravíssimo fato “que se soma à violência crescente dos últimos dias e à vasta emergência humanitária que atinge o país. Francisco acompanha os eventos com muita participação e preces intensas pela saúde e a libertação dos dois bispos sequestrados e para que, com o esforço de todos, o povo sírio possa finalmente ver respostas eficazes ao drama humanitário e o surgimento no horizonte de esperanças reais de paz e reconciliação”.
Segundo declara a Radio Vaticana, padre George Abou Kazen, administrador apostólico de Aleppo, os dois bispos sequestrados na Síria cumpriam uma missão: libertar dois sacerdotes, também sequestrados há alguns meses.
Em 15 de fevereiro os sequestradores prometeram que iriam libertá-los. As vítimas foram um padre do rito armeno católico e um padre do rito bizantino grego ortodoxo. Ao que parece, os bispos chegaram a um acordo e foram buscar os dois sacerdotes. Depois, alguma coisa ainda desconhecida aconteceu.
Na entrevista concedida a Francesca Sabatinelli, padre Kazen afirmou que o motorista do bispo sírio ortodoxo, que morreu, era cristão do rito romano, católico. “Era um paroquiano nosso”.
Sobre uma provável solicitação de resgate, padre Kazen disse não saber de nada e que “não precisa encorajar a violência dando armas para as pessoas, mas buscar uma justa reconciliação, um diálogo entre todos. Sabemos bem que precisamos das pessoas de fora, potências que não são sírias. Estes encorajam a violência e a guerra. Que encorajem o diálogo! E isso que precisamos. O diálogo, a reconciliação: essa é a via justa para a paz”.
Depois, chegou a notícia da libertação. A situação continua grave, mas pelo menos os dois bispos estão vivos e livres.

Bispos sequestrados na Síria


Declaração do Pe. Federico Lombardi sobre o sequestro dos Metropolitas de Aleppo
24 de Abril de 2013 (Zenit.org) - "Uma dramática confirmação da trágica situação na qual vive a população da Síria e as suas comunidades cristãs”. Assim Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa vaticana, definiu o sequestro dos dois Metropolitas de Aleppo, numa declaração divulgada ontem, antes da notícia da possível libertação.
Os dois prelados, Mar Gregorios Ibrahim, da Igreja Sírio-Ortodoxa, Paul Yazigi, da Igreja Greco-ortodoxa da Antioquia, foram sequestrados segunda-feira passada, enquanto realizavam uma missão humanitária, e o seu motorista foi assassinado.
"O Santo Padre Francisco - disse padre Lombardi - foi informado deste novo gravíssimo fato, que contribui para o crescimento da violência nos últimos dias e a uma emergência humanitária de grandes proporções."
O Papa, concluiu, “acompanha os eventos com participação profunda e intensa oração pela saúde e a libertação dos dois seqüestrados e porque, com o compromisso de todos, o povo sírio possa finalmente ver respostas eficazes ao drama humanitário e surgir no horizonte esperanças reais de paz e de reconciliação”.

A paz é viver o simples, amar o simples

O mundo bem pode fazer esta pequena lição, cuidar de sua vida doméstica, desde a casa de cada cidadão até o conjunto da nação. Basta o pai ser pai, a mãe ser mãe, e o filho será filho. O que for ensinado será patrimônio da nação e servirá para a disseminação da verdadeira paz e respeito de um pelo outro. Esta regra não é formada nem nas escolas nem no Estado, mas dentro das residências. É aí que se forma de verdade o cidadão. Família.

Há revolução em se limpar um fogão?

Pode parecer que não, mas tem muita transformação de hábitos.

Assim como varrer a casa, ajudar no almoço para toda a família.

Uma intrarrevolução pacífica.

Do lado de fora os assaltos, roubos, assassinatos, que ocorrem por falta desta enzima grupal, de bem servir.

Pode-se dizer de uma revolução cultural pacífica, de igualdade de direitos, ainda não totalmente igualados, porque apesar de tudo, a mulher continua com a maioria dos encargos, deste mundo patriarcal.

O coração baixa a frequência de seus batimentos, a mente desconcentra-se dos objetivos.

Há um deixar viver como se nada houvesse a fazer.

Amanhã tudo retorna ao normal, com suas rotinas, horários, pressões.

Amanhã haverá um leão faminto desafiando-me na porta de casa.

Mas hoje não.

Hoje o cordeiro pasta na cova dos leões e as crianças põem as mãos nas tocas das serpentes, sem que nada aconteça.

Quero erguer um louvor pela paz dominical, em gratidão ao dia do Senhor, onde resguardamo-nos de nossas tensões e repomos o equilíbrio que sem esta paz não se sustentaria.

Domingo, Pé de Cachimbo

Ah, acordar e não ter nenhuma obrigação para fazer, como é bom! Regar as plantas, ir à missa, preparar um almoço para a família. Existe algo melhor? A vida se realiza com ações simples. Porque ela é simples.
De que adiantam as grandes teorias, se não penetram no íntimo de um domingo do povo! Porque nos domingos se revelam a verdade, a solidariedade, se desvendam segredos, se expressam diferenças. Tudo no domingo. Aí as teorias se sustentam ou morrem, domingando.
Quero a vida de domingos. Nem a aposentadoria atinge este clímax. Nem o abandono. Deveria ser feita uma revolução nas semanas, invertendo-se tudo, de forma ao domingo ocupar 6/7 dela e deixar um dia para o trabalho. Rever o Gênesis em sua condenação ao trabalho, restaurar o Adão antes do pecado. Até escrever é mais fácil no domingo.

sábado, 27 de abril de 2013

Contribuição de nossos irmãos separados na política brasileira



Nossos irmãos separados
Quem sabe um dia os católicos que militam na política emulem os irmãos separados e assumam as funções públicas como um verdadeiro apostolado
Por Edson Sampel
SãO PAULO, 25 de Abril de 2013 (Zenit.org) - No que diz respeito à instilação de princípios morais cristãos nas instituições públicas,  nossos irmãos separados, os evangélicos, têm ofertado uma contribuição importantíssima.
No âmbito constitucional, tomemos como exemplo o mais relevante contributo dos evangélicos: a colocação do nome de Deus no preâmbulo da Constituição da República Federativa do Brasil. Estatui o referido preâmbulo, de forma lindíssima: “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em assembleia nacional constituinte, para instituir um estado democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil.”
O fato de os constituintes haverem elaborado a constituição federal, ou seja, haverem criado um novo Estado (revolução incruenta), sob a proteção de Deus, torna o Brasil um Estado oficialmente teísta, isto é, temente a Deus, embora realmente laico, em virtude de não existir nenhuma religião chapa-branca. Sem embargo, não se pode asseverar que a República Federativa do Brasil seja um Estado ateu, porquanto, segundo os constituintes, Deus protegeu a feitura da constituição republicana. A carta política de 1967/69, em seu preâmbulo, era mais tímida, uma vez que os constituintes daquela época limitaram-se a invocar a presença de Deus. Estava escrito: sob a invocação de Deus, promulgamos a constituição. Os representantes do povo brasileiro, em 1988, ao promulgarem a atual carta magna, deram por certa a participação divina. Por isso, escreveram: sob a proteção de Deus.  Ora, isso muda tudo! Até mesmo a celeuma acerca da colocação de crucifixos em órgãos públicos perde o sentido, já que se o poder constituinte originário atuou sob a proteção de Deus, os poderes constituintes derivados, ou seja, o legislativo, o executivo e o judiciário, também devem agir sob a proteção de Deus, obedecendo ao ditame constitucional. Pelo que sei, não fosse pela insistência dos constituintes evangélicos, não se teria inserido o nome de Deus no preâmbulo da constituição. Aqui, nós católicos, somos obrigados a um mea culpa, por nos quedarmos inertes em assunto tão grave.
Ultimamente, nossos irmãos separados estão a porfiar novamente sozinhos numa liça que interessa aos cristãos de um modo geral. Reporto-me à batalha travada pelos parlamentares evangélicos contra a aprovação de leis legitimadoras do homossexualismo. São os evangélicos do Congresso Nacional que forcejam pela não chancela da chamada “lei da mordaça”, que tipificará como criminoso (homofóbico) o gesto do padre, do pastor ou do rabino, que, do púlpito, expõe a seu rebanho uma doutrina moral fustigante das relações homossexuais. Também são os deputados evangélicos a lutarem contra o casamento gay. Onde estão os católicos? Segundo o cânon 225, § 2.º, os agentes públicos católicos têm de animar e aperfeiçoar a ordem das realidades temporais, com o espírito do evangelho. Eis a tradução do cânon: “Têm [os leigos, católicos comuns] o dever especial, cada um segundo a própria condição, de animar e aperfeiçoar com o espírito evangélico, a ordem das realidades temporais e, assim, dar testemunho de Cristo, especialmente na gestão dessas realidades e no exercício das atividades seculares.”
Quem sabe um dia os católicos que militam na política emulem os irmãos separados e assumam as funções públicas como um verdadeiro apostolado em prol da edificação de uma sociedade justa, fraterna e vivificante dos valores morais do cristianismo.
Edson Luiz Sampel é doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano e professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT)

Os sonhos estão desaparecendo...

É preciso um pouco de percepção para fazer esta afirmação, e ter memória também.

Afinal eram tantas bandeiras...vou tentar enumerá-las: Liberdades democráticas, Liberdade de expressão, Liberdade de organização partidária, Anistia Ampla geral e Irrestrita, Direito de greve,  Eleições livres e democráticas,  Liberdade Sindical, Direito ao trabalho, Escola, Saúde.

Muitas foram as bandeiras.

Acreditávamos que estas bandeiras seriam definitivamente assumidas aós a queda da ditadura militar.

Os anos foram passando, com governos da situação e da oposição, e permanecemos assistindo ao espetáculo cênico, enquanto algumas mudanças se realizaram.

A principal delas é a inclusão social de significativa parcela empobrecida, em novas categorias de classes médias. A produção aumentou também.

A distribuição de renda, entretanto, continua a mesma, e em certo sentido até concentrou-se. Às vezes vejo o favorecimento de alguns empresários, grandes empresários nacionais, em projetos incentivados pelo governo Federal. E ponho-me a pensar sobre qual sera o benefício desta ajuda.

O poder corrompe.

Os setores populares que alcançaram o poder fizeram uma matemática que contemplava beneficiar a todos os setores produtivos. Um crescimento com distribuição de renda.

A impressão que se tem é que foram os programas sociais, que de fato arrancaram as parcelas pobres de seus exílio social e econômico. Esta inclusão não se deveu a mudanças nas relações produtivas como tal, que permanecem as mesmas, e até mais agudizadas.

Exemplo disto foi o Governo Lula não ter mexido  com as taxas de juros, beneficiando diretamente os banqueiros. Dilma procura agir nesta área. Vamos ver.

O que sobra, no entanto, é uma certa frustração, por vermos que mudamos para que tudo continuasse da mesma forma. Lutamos,  e no principal as estruturas continuam intocadas.

Continua o pobre e o rico, continua a exploração, a miséria.

A oposição se aproveita para lançar-se como paladina da moralidade, descredenciando o governo.

E o governo cala-se.

Velhos revolucionários são acusados de corrupção.

Sabemos que lutaram por um Brasil dos brasileiros.

Mas há uma sujeira pior, que é a que desconstrói a nossa luta, e nos joga a todos na vala dos ladrões.

Não foi por isto que lutei.

O Brasil que vem aí pela frente exige uma ação mais contundente de transformações.

A vida é muito curta para nos tornarmos meros observadores do stablishment.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Caminhamos para ter uma nova santa brasileira: NHÁ CHICA


A festa de Nhá Chica
Em Baependi, Minas Gerais, será a celebração da beatificação de Nhá Chica no dia 4 de maio
Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo
BELO HORIZONTE, 26 de Abril de 2013 (Zenit.org) - No próximo dia 4 de maio, em Baependi, Minas Gerais, a Igreja Católica celebra a beatificação de Nhá Chica, uma filha de escravos, mulher negra e pobre.  Uma conquista que não se alcança pela posse de títulos, nem simplesmente por conhecimentos técnicos, menos ainda pela garantia de alguma classe social ou política. Fundamenta-se em estatura admirável e medidas incomuns que só cabem no coração dos santos.
Estatura e medidas que só podem ser alcançadas no caminho da fé, pela singularidade de ultrapassar a lógica da razão e por possuir uma luminosidade além da própria inteligência.  A grandeza da fé, cultivada no coração de Nhá Chica, emoldurada por singular devoção a Nossa Senhora da Conceição, fez da analfabeta uma admirável sábia e conselheira. Uma sabedoria que perpetua a sua memória e comprova sua especial intimidade com Deus, ganhando uma perene e especial força de quem pode ocupar o lugar próprio de intercessora.
Nhá Chica está em Deus e o caminho para este lugar - oferta de Deus, o Pai, a todos os seus filhos e filhas - é trilhado pelos que vivem verdadeiramente a experiência da fé, único meio que possibilita ao frágil se tornar forte, corrige os descompassos do humano e constitui um canal direto de diálogo com Deus. A experiência autêntica da fé levou Nhá Chica a superar sofrimentos e a tornar-se irmã de todos, protetora dos pobres e referência para muitos. Primeira bem-aventurada nascida nesta terra tricentenária, cujas raízes mais profundas geram cultura admirável por seus valores singulares e expressão da fé do povo mineiro, um tesouro católico no coração do Brasil.
 A leitura e meditação da Carta aos Hebreus, no capítulo onze, permitem compreender melhor a alma de Nhá Chica, a bem-aventurada, reconhecendo-a no conjunto que reúne outros tantos santos e bem-aventurados. Uma genealogia que abrange figuras primárias da fé bíblica como Abraão, Moisés, Jacó, Sara, Débora, muitos homens e mulheres de grande e exemplar estatura. Todos, com suas vidas, mostram que só a fé garante o percurso com vitória certa e produz a estatura de quem se perpetua na história e no coração de muitos. A festa da “Santa de Baependi”, ultrapassando qualquer grande sentido da importância de uma devoção ou de crença, é a consolidação de uma lição a ser permanentemente praticada para fazer a diferença e ajudar na edificação da vida sobre os pilares do amor.
A celebração dessa festa enriquece e perpetua o tesouro de nossa fé católica, convidando cada um a inspirar-se neste exercício de fé. É o mesmo percurso seguido pelos que ganharam a condição de patriarcas, profetas, mártires, santos, amigos de Deus, cidadãos e cidadãs com as marcas da eternidade, comprometidos com a vida e com a justiça. Esse exercício é o que, pela fé, possibilita uma importante certeza: as coisas visíveis provêm daquilo que não se vê.
Nhá Chica ofereceu seus sacrifícios sem lamúrias e os converteu em oferendas agradáveis que se transformam em frutos de bem. Sua simplicidade é transformada em sabedoria porque, como registra o referido capítulo da Carta aos Hebreus, permite a compreensão de que sem a fé é impossível agradar a Deus. Quem Dele se aproxima deve crer que Ele existe e recompensa os que o procuram. Na estatura simples de Nhá Chica, sua experiência de fé tracejou como em Noé “o levar a sério” a promessa divina, a obediência amorosa que impulsionou Abraão fazendo-o partir confiante para uma terra que deveria receber como herança. Nela, pobre sem letras e sem poder, como em Sara, a estéril, é manifestada a força do amor de Deus por uma admirável capacidade de fazer o bem em vida e depois da morte. Pela fé, Jacó se prostrou em adoração e Nhá Chica viveu adorando, especialmente às sextas-feiras, tocada pelos sofrimentos redentores de seu Senhor. Pela fé, José relembrou, já no fim da vida, do êxodo dos filhos de Israel e Nhá Chica continua lembrando-se de todos nós. Também pelo caminho da fé, Moisés preferiu ser maltratado com o povo de Deus e Nhá Chica escolheu ser conselheira e protetora daqueles que são desafiados pelos sofrimentos. Sua beatificação ensina a todos nós que a fé é o tesouro maior.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Deixe que o dia corra

Deixe que o dia corra, escorra
que o se sol levante pela rotação da Terra
e o vento abrace o rosto incólume.

Deixe despertar o sono dos oprimidos
na ladeira da vida
onde estrelas se apaguem diante da lua cheia.

Num transe eterno seja balbuciada
a frase tão esperada,
e a madrinha dos tempos
passeie nos cantos deste século.

Ah.. que a vida tem tanto escondido
nunca perguntado, sequer descoberto.
Ah...que já nem posso saber mais de mim
que louco saio proferindo teses e teses.

Venho do seio materno
numa independência atroz
pelo encontro com o grande útero, o grande Pai,
Universal, superior a tudo visto.

Caminho pelo nada da vida
num sentido de ser simples
após as teorias, profissões, estruturas, política.
e recolho dos escombros de cada circunstância
a passagem para o trem eterno. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Brasil perdeu identidade cultural após 68.

Nunca mais o nosso país teve o domínio da cultura em suas várias expressões. . Não há música popular brasileira. Ela está sepultada. Os filmes também seguem um figurino padrão global. Uma enrolação só. Está chegando a hora de uma revolução cultural no Brasil, para varrer este lixo alienígena. É preciso reconquistar a música popular brasileira no lugar de destaque que ela merece. Chega das drogas de novelas que viciam as donas de casa brasileiras. E o nosso futebol, daquele tamanhinho, sabem porque? porque também perdeu identidade, não o futebol, mas o brasileiro.
Está difícil achar o Brasil. Falta pouco para nos perdermos de vez. Um grande perigo.

FORA FIFA! VIVAM OS ACARAJÉS!!!


Não aguento este domínio extra

 campo do imperialismo da Fifa.

 ATÉ O NOSSO ACARAJÉ ESTÁ

 SENDO PROIBIDO????

Alessandra Nascimento | 25/04/2013 - 01:23

Foto: Mateus Pereira/Secom



















A partir do mês de junho,
quando acontecem os jogos da Copa das
Confederações e Salvador abrigará algumas partidas, estão proibidas
 a realização de festas na cidade. A situação chegou ao conhecimento
 da Tribuna da Bahia por intermédio de dois moradores – um planejava
 realizar uma festa junina no bairro do Barbalho e o segundo em Periperi
 – as festas tiveram as licenças negadas pela Superintendência de
Controle e Ordenamento do Uso do Solo, Sucom, por conta de uma
ordem da Fifa.
A TB entrou em contato com a assessoria do órgão municipal que
confirmou a suspensão de eventos na cidade no mês de junho. “A
Prefeitura de Salvador irá publicar um decreto dando maiores detalhes,
 mas a orientação é não liberar eventos na cidade em junho”, alega.
A Tribuna entrou em contato com a Assessoria Geral de Comunicação,
Agecom, e teve como informação que isso faz parte de um acordo firmado
 entre a Fifa, o governo federal e as cidades sedes dos jogos. “O governo
brasileiro assinou o acordo com a entidade e tem que aceitar as regras.
Foi assim nos Estados Unidos e na África do Sul. Nos circuitos oficiais
como Avenida Paralela, Avenida Bonocô, Orla, Dique do Tororó, Vitória,
Ribeira, dentre outros pontos da cidade terão que exibir toda a comunicação
 visual com os patrocinadores da Copa. A Sucom deverá apreender quem
estiver desrespeitando as regras”, alerta a assessoria.
Celeuma - Não é a primeira vez que ocorre episódios emblemáticos envolvendo
 a Fifa. A entidade havia proibido a comercialização de acarajés no entorno do
estádio. A regra da Fifa recomendava o afastamento desse tipo de comércio
num perímetro de até dois quilômetros das praças de jogos.
A atitude foi tomada porque o acarajé não deveria ser concorrente aos
hambúrgueres produzidos pela rede McDonald’s, patrocinadora oficial da Fifa.
Aparentemente a entidade teria voltado atrás e liberado a comercialização
do bolinho, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional, Iphan, como patrimônio imaterial.
Escritório da Copa se manifesta
A Tribuna da Bahia entrou em contato com o Escritório da Copa, Ecopa,
que disse desconhecer a informação de restrição a eventos na cidade
durante o mês de junho. “Cada evento é analisado individualmente pelos
órgãos competentes e a sua aprovação leva em conta todas as condições
necessárias, de acordo com a regulamentação vigente. Não há nenhum
impedimento em relação à realização de eventos na cidade. Pelo contrario,
tanto a Prefeitura, quanto o Governo de Estado estão elaborando uma ampla
 programação de eventos que oportunamente será divulgada, para que todo
 o cidadão soteropolitano possa ter lazer, cultura e entretenimento durante
 a realização dos jogos em nossa cidade”, informou a nota da assessoria
da Ecopa.
Questionada se a Fifa teria “alugado” a cidade, a Ecopa se manifestou.
 “Salvador, bem como todas as cidades-sede, tem recebido investimentos
 em diversas áreas (infraestrutura, requalificação de espaços urbanos,
mobilidade, segurança, capacitação de mão de obra, saúde, equipamentos
 públicos, cultura, turismo), o que tem dinamizado a sua economia, através
 da geração de emprego e renda para os mais variados setores, trazendo
benefícios para toda a população. Tudo isso vem gerando oportunidades que
 impulsionam o desenvolvimento da cidade e elas estão acontecendo justamente
por conta da realização dos jogos. Uma vez bem sucedidos, Salvador poderá
 se posicionar cada vez mais como uma cidade apta a receber novos eventos
 em inúmeras áreas”, sinaliza e acrescenta: “Salvador está cumprindo
rigorosamente o que determina a Lei Geral da Copa (Lei Federal nº. 12.663/12),
no sentido de garantir a realização de todas as atividades previstas com pleno
 êxito. Assim, estamos trabalhando intensamente para que a capital baiana
se torne uma cidade cada vez melhor e seja ainda mais desfrutada por todos
 os soteropolitanos”. Retirado do IG

Nunca se fica satisfeito neste mundo

Fui dormir tarde, pois assisti ao jogo da seleção brasileira com o Chile. Como todos sabem o resultado foi  2 X 2, no Mineirão reformado. O futebol apresentado pela seleção foi simplesmente irreconhecível. Passou, de longe, do futebol brasileiro que o tornou conhecido pelo mundo afora. A certa altura da partida, a torcida inverteu o apoio e começou a dar Olé para o Chile.
Agora, façamos um retrospecto: Mano Meneses, o linfático ex- técnico da seleção, era rejeitado pela maioria, pelos erros que cometia. Isto foi tornando-o mais flexível, e promovendo as mudanças que se desejava. Quando ele começou a arrumar a casa, simplesmente o demitiram  sem mais, e colocaram o Xerife Filipão, que tem se mostrado um técnico superado, pelos resultados adversos que ele havia obtido no Palmeiras e em Portugal.
Vox Populi, vox Dei. Agora fala alto novamente a voz do povo contra os arranjos políticos da CBF que mudou nada por coisa alguma. Piorou até. A verdade sempre vem à tona, desmascarando as panelinhas que assaltam o futebol brasileiro. Fui dormir com a sensação de que perdera o meu tempo inutilmente. Teria sido melhor sentar-me diante de meu sacrário e permanecer na escuta do Senhor.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ruas desertas

Muito frio. Saio à rua e não encontro nada. Nenhuma viva alma. Todos estão recolhidos. apenas eu e meu cão aventuramo-nos pelas ruas desertas da cidade. Se houvesse um bêbado, uma prostituta voltando para casa, um abandonado recolhido junto aos jornais. Mas não, hoje ninguém saiu para descrever a vida. Apenas eu, numa obrigação louca lanço-me cama afora.
Nem balbucio bem o meu secreto credo, mais olho que rezo. Peço perdão a Deus por tantos pensamentos que atravessam minha alma nesta noite pré alvorada. Nem o sol lançou seus primeiros raios.
O ser humano, como é frio também, como anda muitas vezes nublado, sem saber orar, esperando a hora de pecar. É preciso lutar dentro de si a maior das batalhas e romper com o mal sendo instigado ao mal. Lavo o rosto e escovo os meus dentes. Vou à luta.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Manhã escura e fria

Saindo às  04:50 h, ainda escuro e sem estrelas, com um nublado fino no céu, a rua fica escura, e as pessoas que passam, bem poucas, tem a feição de perigosas. Cumprimento-as, para dissipar esta minha percepção, e logo vejo que são trabalhadores na ida ao serviço.
O jornal está sem novidade. O mundo sem novidade. Nada como tudo depender apenas de mim. A ressurreição é a grande novidade que repercute até hoje, embora longe dos noticiários. Minha família é a minha novidade. Meu cão também é novidade. A rua escura é novidade. a terça, ainda que dê a impressão de estar repetida, é novidade. Não termina nunca o julgamento do mensalão. São instâncias e fases do processo que eu não conhecia, que postergam e postergam. Coitado de todos, os condenados, os que julgaram, os que lêem. Uma farsa, uma brincadeira kafkiana em nossa realidade.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Hoje é o dia da coragem

Levante e ore. Reze muito para si mesmo primeiro, reconhecendo suas próprias fraquezas. Depois vá pensando nos outros. Nos seus semelhantes. Pense na esposa como ela é e peça por ela, por seus filhos, principalmente a conversão deles. De que adianta progredir na vida e não progredir em Deus. Após isto vá para o seus irmãos, seu neto, seus sobrinhos primos, parentes de segundo e terceiro grau, vá ao vizinho aos colegas de trabalho, aos doentes.
Vá fazendo disto um ritual diário em comunhão com Deus. Reze pelo seu chefe, seu credor. Seu inimigo, seu perseguidor.
Tente tornar o seu dia um dia de diálogo com Deus através das pessoas. Faça como O Peregrino Russo, que buscava a ORAÇÃO PERMANENTE, e só depois de muito andar, um eremita o indicou os escritos dos primeiros cristãos que viviam nos desertos.
Seja produtivo, e faça mais do que esperam de ti, muito mais, para que assim se esqueçam de fazer-lhe algum mal, que sempre é possível acontecer.
Dia escuro e meio frio. Noticiário de prévias. Nenhuma notícia para hoje, tudo para amanhã. Falta de criatividade geral.

domingo, 21 de abril de 2013

A vida traz um grande segredo, seguido de muitos pequenos segredos

Porque estou aqui?

O que é a vida?

O que busco?

Afinal, quem sou eu?

Onde está a verdade?

Estou no caminho certo?

Estou dormindo ou estou acordado, agora?

Sei amar, de fato? ou faço média com o amor?

Como chegar ao amor?

Conheço-me?

Há vida após a morte?

Que espaço Deus tem em minha vida, se tem?

Sou puro ou sou sujo?

Tenho orgulho, vergonha ou indiferença, de mim?

Sei perdoar, sei esquecer?

Gosto de viver, ou me esforço para gostar do que faço?

Tenho prazer? Ponho prazer no que faço?

Tenho consciência da medida das coisas?

Sobro, ou sou insuficiente nas diversas circunstâncias em que participo?

Sou um bom consolador, ou um bom inquietador?

Estou no lugar que preciso estar?

Estou no tempo que existo, ou existo em tempos anteriores hoje?

Já percebi a minha alma?

Já senti o Espírito Santo em mim?

Já notei a ação maligna do diabo rodeando minha vida?

Sou ateu por preguiça espiritual ou religioso por conveniência?

Fiz de minha religiosidade uma rotina prestes a morrer?

Choro por nada?

Sei ligar a árvore e o vento a Deus?

Sei desligar-me como fuga do que não sei resolver ou entender?

Sei ficar sem perguntar e tornar-me ignorante só para resguardar-me?




Domingo termina. Há uma certa melancolia no ar

Começa o Faustão na Globo, com todas as suas mediocridades para massagear o pessimismo de fim de domingo.

O futebol não resolve, as músicas não resolvem, alimentos não resolvem, os líderes não resolvem.

Há uma ausência de essência, de razão de ser.

Vive-se e basta.

Barriga cheia, de exageros  que tapem a boca.

Cama & café fazem parte do desjejum já na entrada da noite.

Parece um intervalo, um grande intervalo, a vida.

Entre acontecimentos.

Amanhã volta tudo a todo vapor.

O mundo não perdoa e exige o sangue sempre.

Vou driblando os contratempos, fazendo que não é comigo, quando é.

Sei que minha curiosidade incomoda, e que desejam que eu permaneça no meu cantinho.

Que seja! Paciência.

O dia termina com poucas nuvens escuras no céu já quase escuro, na última tonalidade de azul.

Também anoiteço junto, escurecendo-me, recolhido ao nada que sou.

Nada de nada.

Nada total, como virtude.

Simplicidade forçada na universidade da vida.

Humildade adquirida nas pressões que sustentei pela minha família.

Amor que reconheci depois de me ver tão pecador.

Um dia desperto deste sonho, ou pesadelo.

Um dia desperto.

Ao abrir os olhos terei um ambiente irreconhecível diante de mim.Inimaginável...

Terão sido as privações a razão desta visão?

Delas extraído o sumo da essência das coisas?

Não sei.

Também perdi a imaginação. O fim do domingo não permite esta divagação.

Joga-me, simplesmente no buraco onde a vida cai, retorcida pelas leis, normas, formalidades, ainda que aparentemente corretas.

Reúno minhas forças e sigo como se não fosse comigo e faço o figurino que querem.

Boa semana a todos!

Morte de Chaves, afastamento de Fidel por doença, qual o significado disto para os progressistas do Continente latinoamericano?

Na Venezuela tivemos a morte de Chaves, e uma surpresa nas apurações onde Maduro quase perde as eleições, fato que não é muito diferente das eleições no Brasil, onde Dilma Também, depois de Lula, ganhou, mas não por uma margem expressiva, em relação a Serra, que subiu ao final da campanha. Em Cuba, a saída de Fidel, também de forma estruturada, permitiu uma abertura "relativa", nos moldes da democracia clássica.
Podemos já fazer algumas conjecturas:

1 - Está saindo a primeira geração das forças progressistas na América Latina, e dando lugar a uma segunda geração, com aceitação popular mesmo que um pouco menor do que a anterior.

2 - Há uma tendência a divisão das sociedades nacionais, e buscas por vias alternativas que não conseguem consolidar-se.

3 - A eleição no Brasil jogará com um papel importante para o panorama geopolítico do continente, podendo influir nos países vizinhos.

4 - A oposição mantém discurso antigo de juros altos, enxugamento do aparelho do Estado, e privatizações.

5 - Os setores progressistas estão chegando no limiar das negociações de convivência com o sistema capitalista, tendo pela frente o desafio de implantar políticas verdadeiramente socializantes, porém inovadoras (caso Chinês), ou sucumbir na metade do caminho, sem projeto definido.

A argentina está dividida, a Venezuela idem. O Brasil continua mantendo uma divisão às custas do aparato de comunicação da imprensa em geral, que adotou a oposição em seu discurso.

A eleição no Brasil, nesta conjuntura torna-se uma incógnita.

sábado, 20 de abril de 2013

Cristãos fazem apelo pela defesa da democracia no Paquistão


Ataques terroristas a candidatos e partidos políticos
LAHORE, 19 de Abril de 2013 (Zenit.org) - A violência política devasta o Paquistão. Enquanto se aproximam as eleições gerais de 11 de maio, sucedem-se ataques terroristas contra candidatos e partidos políticos. “Estamos muito preocupados por esta onda de violência. Os ataques criam tensão e instabilidade e minam o sistema democrático tão dificilmente construído no Paquistão, levando ao adiamento do voto. Também desconsideram a visão de dignidade do homem, de direitos humanos e convivência pacífica que estão nas bases do viver civil”, explica à Agência Fides o dominicano fr. James Channan, diretor do “Centro pela Paz” de Lahore. “Creio que esta seja uma questão muito grave, que o governo deve assumir, e é tema também para as forças de segurança e de inteligência, porque os grupos terroristas são conhecidos”, afirma o sacerdote. O apelo da comunidade cristã é “por eleições pacíficas, transparentes, nas quais os cidadãos possam se expressar livremente” e para que na vida política e social “sejam respeitados valores como igualdade, democracia, cidadania, liberdade religiosa, harmonia”, conclui. 
A condenar com firmeza os atentados terroristas é também a sociedade civil: a “Human Rights Commission of Pakistan” (HRCP), a maior Ong do país, convidou o governo para proteger os líderes políticos de grupos que “querem sabotar o processo eleitoral”. “O clima de medo e de intimidação que circunda a campanha eleitoral tem um impacto negativo sobre as eleições livres e justas”, afirma a Ong em uma nota enviada à Fides. A HRCP denuncia, especialmente, a violência contra o “Awami National Party” (ANP), visto que seus representantes foram atacados em Swat, Shabqadar e muitos outros lugares. “É indispensável que as forças democráticas enfrentem com a devida consciência a ameaça que estes ataques comportam para a democracia e para o país, mostrando o desejo de combatê-los juntos”. 
Os ataques mais graves nos últimos dias foram um atentado suicida em uma reunião do “Awami National Party” em Peshawar, que matou 16 pessoas; um atentado atingiu o comboio de Sanaullah Zehri, líder do “Pakistan Muslim League” (N) no Beluchistão, com três mortos; Fakhurl Islam, candidato do partido “Muttahida Quami Movement” foi morto em Hyderabad por dois franco-atiradores em motocicleta. (PA) (Agência Fides 18/4/2013)

As surpresas das visitas na Pastoral da Saúde

Não existe um modelo de visita.

Cada paciente é uma dimensão de vida nova, que nos coloca diante de um diálogo novo.

Hoje, em nossa visita vespertina na Ortopedeia do Hospital das Clínicas tive muitas surpresas.

Primeiro, o ingresso de uma nova jovem agente, que insistiu tanto em participar que conseguiu seu espaço, e iniciou hoje.

Mas vamos às visitas.

Entrei em um quarto onde estava deitado um jovem chamado Gustavo. Ele é cadeirante e está nesta situação desde 1995, quando teve o acidente com carro. O que impressionou foi a sua alegria, a consciência de sua capacidade. Trabalha em designe não sei do quê, mas sua mãe  afirmou que ele tem uma mão exímia. Pensei como o ser humano, quando quer, supera suas limitações e se recoloca de novo no centro da vida.
Fez-me lembrar do homem de mão mirrada que foi curado em um dia de sábado, ao qual Jesus o chamou para ir ao centro da sinagoga.

Em outro quarto, junto a duas mulheres, a conversa foi tão descontraída que rimos muito juntos, contando piadas pouco apimentadas, lícitas.

Em outro, encontrei um irmão evangélico muito equilibrado, onde pudemos refletir juntos a palavra de Deus, sem olharmos a diferença, mas o que nos unia, conforme o pedido de Jesus, para que sejamos um, como Ele e o Pai são um. Coincidentemente este é o Evangelho do domingo na Igreja Católica.

Por fim estivemos em um quarto onde uma paciente ao ver-nos disse que Deus tinha atendido suas preces de trazer pessoas pra rezarem por ela.

Perguntei o que ela precisava e ela disse, que desejava ir melhorando de sua enfermidade e ficar com a mente mais equilibrada.

Fiz então uma oração dentro do que ela havia pedido.

Na outra cama tinha uma senhorinha idosa que embora debilitada fisicamente, e com falhas na memória, mostrava uma fé serena e segura em Deus, que nos encheu de confiança, nós que íamos consola-las.
Ao retornar para casa, perguntei à nova agente:

Que tal? Gostou? Como é que você está se sentindo?

Ela disse-me que sentia uma paz que raramente tinha.

Lembrei-lhe que Deus derrama sua graça em todos quando destas visitas.

Ela perguntou-me se poderia voltar no sábado que vem.

E combinamos continuar.

Voltei de ônibus, no silêncio da multidão semi-comprimida, com o sentimento de ter feito o meu mínimo.

Manhã de sábado de sol e temperatura moderada, sem nuvens

Como é alegre a manhã dos sábados. Libertos de suas escravidões homens e mulheres se põe às ruas para afazeres domésticos.  Pela primeira vez ao posto de Saúde que fica no Caxingui. É uma casa térrea muito aconchegante. Bastou eu elogiar a casa e uma funcionária respondeu:
- É porque você ainda não viu quando isto aqui fica lotado.
Pensei comigo: "Ninguém está satisfeito com o que tem". Não vou discutir o marxismo aqui, apenas localizar o pessimismo humano, de quem não tem Deus. E não é nenhum exagero meu. É real.
Na saída havia uma feira, que segundo um feirante existe ali desde 1962. Muito alegre o feirante. Em consequência, comprei dele uma goiaba vermelha das grandes. Custou-me R$2,00. Ao abri-la em casa vi que estava bichada. Sei que vou encontrá-lo novamente e repor por outra.
Em seguida fomos ver óculos e por fim compramos plantas para completar o nosso gosto em  jardim. Temos uma predileção por plantas. Agora  iremos almoçar num barzinho "do pedaço". Comida boa e popular. Um alegre sábado a todos. Lembrem-se a felicidade é um estado de ser escolhido. E com Cristo mais ainda. Almoçamos contrafilé com fritas. Lógico, com arroz e feijão. Agora vou preparar-me para fazer a Pastoral da Saúde no Hospital das Clínicas, setor de Ortopedia. Iremos integrar uma nova agente que está chegando, Ariane.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

São Paulo Nublado e frio

Com nuvens. Até uma garoa bem fina teve. Palmeiras e Grêmio classificados. Corinthians se defrontará com o Boca Júnior da Argentina e o meu tricolor com o Atlético Mineiro. Na política prevalece o varejo, com tentativas de golpes palacianos para impedir a oposição de se estruturar em novos partidos. Casuísmo perigoso. Tudo na surdina. Quem são os defensores da liberdade partidária? Bem...não são estes deputados do PMDB. O PPS mais o PMN unindo-se para formar a Mobilização Democrática é uma piada. Vamos fingir que há sinceridade nisto além do espaço na TV e do acesso às maiores verbas partidárias. Serra fora do baralho? Marina inviabilizada com a sua Rede? Como irá pescar?

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Bem frio em Sampa. Céu de meia-lua desaparecida cedo da noite

Acordei cedo para sair com o cão e tomei banho no meio da fria manhã. Sinal que fará calor em Sampa hoje. Ontem, ao final da tarde surgiram nuvens meio escuras, mas foi passageiro.
Nova explosão nos EUA, agora por causas aparentemente naturais me faz pensar sobre um período de aflição que pode estar pesando sobre a nação norteamericana. Oração, arrependimento e pedidos a Deus é um bom início a ser feito por toda apopulação.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Evangélicos produzem deputados fundamentalistas no Congresso Nacional


O deputado "evangélico" pastor Marco Feliciano, mais correto chamar-se de pré-cristão ou judaizante, porque seu fundamento mostra principalmente princípios do Antigo Testamento, relegando-se Jesus Cristo a um segundo plano, está conseguindo expor a todos aquilo que parecia impossível: até onde vai a irracionalidade de suas atitudes.

Diferentemente de Jesus Cristo, que convivia com os pecadores, que eram aqueles a quem Ele mais buscava, este também chamado pastor, quer distância destes grupos, preferindo permanecer no seu clube do bolinha, onde todos "já estão salvos", e nem precisam perseverar mais até o fim. 

Identifica-se assim com o que existe de mais fascista depois de Hitler, angariando apoio de nada mais que Jair Bolsonaro, o arqui fascista brasileiro, pregador do Estado Ordem unida.

Um e outro se protegem e se entendem. Isto é o resultado da influência religiosa norte americana que por aqui se propagou, principalmente após a década de 50 no Brasil, gerando estas excrescências avessas à tradição brasileira de bem viver, de harmonizar-se.

Agora o serviço está feito. Há uma parcela da população que está fora do controle dela mesma, e sob o domínio de uma fé estereotipada onde o seguimento cego é considerado natural, diferentemente das Igrejas cristãs tradicionais, católicas e protestantes que sempre colocavam independência para os fiéis, e evitavam forçar o voto, ainda que existissem muitas influências. Era a tradição cristã da valorização da escolha individual.

Mas estes senhores, que se acham os únicos representantes da verdade minaram este terreno e criaram uma bancada autodenominada evangélica, mas que, de fato é judaizante, com o intuito de criar um país fundamentalista e não plural, como o islamismo faz no Oriente Médio.

Não creio estar exagerando no que digo. Considero que é chegada a hora de se colocar o pingo no i,  de se evitar confrontar com aqueles que fingem-se de cristãos, mas são na verdade lobos sedentos de ovelhas e de seus pertences. Tudo"em nome de Jesus".

Não tem limites as suas ousadias para chegarem ao poder e instalarem aqui o seu negócio rendoso.


Vejam artigo que retirei da Agência Brasil

Parlamentares do PT, PSOL e PSB abandonaram órgão do colegiado em protesto à permanência do pastor, alvo de protestos sob acusação de homofobia e racismo

Deputados que integram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara decidiram nesta quarta-feira (17) se retirar do colegiado como protesto à permanência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).




Agência Brasil
Feliciano e Bolsonaro em mais uma reunião fechada da Comissão de Direitos Humanos

Os deputados do PT que anunciaram a saída são Padre Tom (RO), Erika Kokay (DF), Domingos Dutra (MA) e Nilmário Miranda (MG). De acordo com Padre Tom, eles vão comunicar ainda hoje ao líder da bancada, deputado José Guimarães (CE), que estão fora da comissão. Eles também pedirão ao líder que não indique outros deputados para suas vagas.
Também abandonaram a comissão os deputados do PSOL Chico Alencar (RJ) e Jean Wyllys (RJ) e a deputada do PSB Luiza Erundina (SP). O grupo anti-Feliciano agora trabalha para a criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, que funcionará de forma paralela à Comissão de Direitos Humanos.
“A comissão está inviabilizada por este ano. Não fazia sentido participar das reuniões e não quero mais polemizar, porque esse cara é um artista e está tirando proveito da situação para interesses individuais”, disse o deputado Padre Tom. Ele criticou também a mobilização da segurança da Casa em todas as reuniões da comissão. “Não se pode paralisar a Casa por causa de um parlamentar”, reclamou
“Estamos saindo para não legitimar os atos do pastor. Não reconhecemos a eleição dele”, acrescentou o deputado Nilmário Miranda, ex-presidente do colegiado.
Com Agência Brasil


    Direita decide dividir-se para as eleições presidenciais, para gerar mais votos e recolher ao final, no segundo turno


    Artigo da ultraconservadora travestida de liberal Folha de São Paulo indica 
    que a oposição a Dilma se dividirá buscando alguma característica que os 
    diferencie, para depois jogarem juntos o apoio no segundo turno. Sem contar
     a saída do Partido Socialista. Vamos percebendo que conforme avança a 
    participação popular, mais vão aparecendo os perfis classistas dos partidos.
     O PSB, dá a impressão de que chegou no limite da participação. Daqui para
     frente vai com a direita.  O PT teria a alternativa de descartar o PMDB e trazer
     o PSB novamente, mas parece muito perigosa esta tentativa. Assim ficam no
     mesmo lugar. O PMDB apoia Dilma, mas permanece em qualquer governo que
     ganhar porque tem maioria no Congresso, prefeituras e governos.



    ERICH DECAT
    DE BRASÍLIA
    O PPS e o PMN oficializaram nesta quarta-feira (17) a fusão dos 
    dois partidos em reunião realizada em Brasília. O nome do novo 
    partido será MD (Mobilização Democrática), o mesmo escolhido
     em 2006 quando as duas legendas, além do PHS, ensaiaram 
    uma união, que na ocasião não foi para frente.

    No comando da nova legenda ficará o ex-presidente do PPS, 
    deputado Roberto Freire (SP). Já o deputado Rubens Bueno (PR), 
    atual líder do PPS na Câmara, vai acumular o posto de secretário-geral 
    e o de líder do MD. A vice-presidência e a tesouraria devem ficar com 
    um integrante indicado pelo PMN.
    Os mandatos terão a duração de dois anos, podendo haver uma 
    única reeleição.
    De posse da ata da reunião, estatuto, manifesto e da composição
     do diretório nacional, os dirigentes da nova legenda pretendem 
    formalizá-la no cartório ainda hoje para o processo de fusão seguir
     para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).


    Reunião de fusão do PPS com o PMN para lançar o MD (Mobilização Democrática)
    Reunião de fusão do PPS com o PMN para lançar o novo partido MD
    (Mobilização Democrática)
    Pelas contas da cúpula do partido, o MD terá 13 deputados federais,
     58 estaduais, 147 prefeitos e 2.527 vereadores. Em todo o Brasil 
    serão 683.420 filiados.
    A direção nacional ficará divida com 40% dos cargos para o PPS e o 
    mesmo percentual para o PMN. O restante (20%) ficará aberto para 
    a adesão de integrantes de outras legendas.
    URGÊNCIA
    A realização do congresso dos dois partidos ocorre ao mesmo tempo 
    em que o plenário da Câmara iniciou o processo de votação do projeto
     que restringe o acesso ao fundo partidário e ao tempo de televisão às
     legendas que não tenham disputado eleições.
    As conversas para uma fusão do PPS e PMN estavam programadas para
     serem concluídas apenas no meio do ano. Diante da movimentação de 
    integrantes da base aliada do governo para aprovarem a proposta, os 
    dirigentes das duas legendas convocaram o encontro em "caráter de urgência" 
    para decidiram pela união.
    O projeto também pode ter efeito para a Rede Sustentabilidade, legenda 
    que a ex-senadora Marina Silva corre para viabilizar de olho na disputa ao
     Palácio do Planalto de 2014. Na eleição presidencial de 2010, Marina recebeu
     cerca de 20 milhões de votos.
    Por não se tratar de uma fusão, a Rede ainda precisa da coleta de cerca de
     500 mil assinaturas em nove Estados para poder ter o registro eleitoral.
    Caso seja aprovado na Câmara hoje, o projeto ainda precisar ser votado 
    no Senado para, em seguida, seguir para sanção da presidente Dilma.
    JANELA
    Com a criação do MD abre-se um prazo de 30 dias para que os políticos 
    mudem para o partido sem o risco de perder o mandato. Esse período é 
    conhecido como "janela".
    No radar do novo partido está a possibilidade de o ex-governador José 
    Serra deixar o PSDB para ingressar ao MD. O tucano participou na semana
    passada de evento promovido pelo PPS onde defendeu a união de forças 
    da oposição contra possível candidatura de Dilma à reeleição.
    Outra hipótese discutida é o apoio à possível candidatura à Presidência 
    do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ou até mesmo
    de Marina Silva.

    terça-feira, 16 de abril de 2013

    O que nos espera: o iminente desafio demográfico 


    Preocupante a queda populacional na Europa, EUA, com consequências graves para a economia e a vida. 
    Países com população muito envelhecida não têm futuro
    Por John Flynn, LC
    15 de Abril de 2013 (Zenit.org) - “Um país sem crianças é um país sem futuro”. De acordo com um post recente no blog Demography Matters, este comentário é do presidente português Aníbal Cavaco Silva, referindo-se à baixa taxa de natalidade no país.
    O post observa que o número de nascimentos em Portugal é menor que a taxa de reposição geracional desde os anos 80. Além disso, a economia estagnada do país está levando os jovens lusitanos a emigrar em busca de trabalho, o que mantém a taxa de desemprego juvenil em “apenas” 38,3%, um pouco melhor que a da vizinha Espanha, onde a mesma taxa supera 55%.
    A economia portuguesa ainda está em recessão, as dívidas pública e privada são enormes e, conforme o post, "com menos gente para trabalhar e pagar pelo bem-estar interno, o PIB menor e as dívidas maiores são números que simplesmente não se encaixam".
    Portugal não é o único a ter de lidar com o envelhecimento da população.
    "O Reino Unido está completamente despreparado para lidar com uma inesperada explosão da população idosa. O governo deverá responder aumentando a idade mínima de aposentadoria e reduzindo as pensões, conforme conclusão de relatório da Câmara dos Lordes", informa o jornal britânico The Guardian (14 de março).
    O artigo diz que de2010 a2030 é esperado um aumento de 50% na população maior de 60 anos. A Grã-Bretanha terá de fazer mudanças significativas se quiser enfrentar este desafio.
    Viver mais tempo é algo a ser comemorado, observa o relatório da Câmara dos Lordes, mas implica riscos e custos. O relatório enumera uma série de propostas detalhadas sobre como lidar com o número crescente de idosos e com as pressões econômicas que o fenômeno provocará.
    O problema tem dimensões europeias. Em 26 de março, a Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, publicou dados demográficos de 2012. No início do ano passado, o número de cidadãos europeus maiores de 60 anos aumentou para 18% da população total, em comparação com 14% em 1992.
    Estes relatórios vêm à luz logo após a publicação de dados alarmantes sobre o número de abortos no mundo.
    Abortos na China
    Em 15 de março, o também britânico Financial Times informou que, desde a adoção do rígido controle demográfico na China, em 1971, houve 336 milhões de abortos e 196 milhões de esterilizações. As equipes médicas chinesas implantaram, ainda, 403 milhões de dispositivos intra-uterinos.
    No mesmo dia, o site do periódico The Christian Post publicou que, em 13 de março, em seu perfil no Twitter, o professor Richard Dawkins, conhecido pelo seu ateísmo, tinha afirmado que "os significados de ‘humano’ relevantes para a moralidade sobre o aborto se aplicam menos a um feto do que a um porco adulto".
    Nas últimas décadas, o número de abortos na China ultrapassou toda a população atual dos Estados Unidos. Em contraste, a taxa de fertilidade nos EUA, mesmo permanecendo maior que a dos países europeus, está em declínio preocupante.
    Estas preocupações foram ressaltadas no recente livro What to Expect When No One’s Expecting: America’s Coming Demographic Disaster (O que esperar quando ninguém está esperando: o iminente desastre demográfico dos Estados Unidos), de Jonathan V. Last.
    Last, que escreve para a revista americana The Weekly Standard, observa que, se a taxa de fertilidade média norte-americana ainda é razoável, isto se deve apenas à maior taxa de natalidade entre os hispânicos. De qualquer modo, a natalidade entre os hispânicos também está em rápido declínio.
    Entre 2000 e 2010, 30% do crescimento da população dos EUA se deveu à imigração procedente de países latino-americanos. O crescimento da população nesses países, porém, vem diminuindo significativamente, o que torna fácil deduzir que o número de migrantes latinos nos EUA também cairá.
    "Por que devemos nos preocupar?", pergunta o autor do estudo. Porque a taxa de fertilidade para a "sub-reposição" esteve sempre associada com a estagnação ou com a recessão econômica.
    Como mudar
    Esta pesquisa independente demonstra que, quando uma nação entra em declínio populacional, é muito difícil reverter a tendência. A Itália, a Alemanha, a Rússia e muitos outros países estão experimentando o declínio demográfico sem nenhum sinal de mudança de rota.
    Desde 1989, por exemplo, nada menos que duas mil escolas da ex-Alemanha Oriental fecharam as portas por falta de alunos.
    No parecer do autor, se as taxas de fertilidade atuais na Europa permanecerem inalteradas, a população do continente diminuirá de 783 milhões em 2010 para 482 milhões até o final do século.
    Com o envelhecimento da população, não só diminui a arrecadação de tributos, mas também cai o capital total para investimentos, já que os idosos preferem investimentos de baixo risco.
    O ensaio levanta muitas questões interessantes, que, combinadas com as últimas notícias, sugerem que o "sucesso" do planejamento familiar e da contracepção nas últimas décadas acarretará consequências realmente desagradáveis.

    Céu escuro e limpo, com frio, e bomba em Boston.

    Será mais um dia quente em Sampa. Acordo com a sensação de que os islamitas sejam os responsáveis pelas bombas em Boston. Já fizeram antes, porque não agora? Odeiam a democracia e os EUA. Desejam o Estado Fundamentalista Islâmico com a Sharia e todo o peso do domínio do governos sobre o indivíduo. Pode ser tabém um louco como os EUA tem às dezenas, mas duvido, porque mostra uma sincronia e inteligência por trás disto. Vamos ver. Neste momento os responsáveis já estão longe, mas ao longo do tempo serão descobertos e presos. Aí os levarão para Guantânamo, que Obama dizia querer desativar, mas mostrou-se impotente diante da influência das armas americanas no governo. Aliás, a foto de Obama, reclinado em sua cadeira discutindo o assunto bomba em Boston, é de uma arrogância impar, ele que deveria mostrar mais humildade, mas Albert Memmi mostrar o retrato do colonizado no novo colonizador, há 40 anos atrás. Vamos ficar por aí.

    segunda-feira, 15 de abril de 2013

    São Paulo faz dia de sol e céu limpo, com noites frias e estreladas

    Esta noite em Sampa está incrível. O céu está limpo e repleto de estrelas. Vê-se claramente o Cruzeiro do Sul, entre outras estrelas e planetas. O frio já toma conta da noite. Lembra-no o mês de junho, embora estejamos em abril. Vai entender. Dorme-se com cobertas e encolhido, e têm-se preguiça para levantar. O dia já é radiante, claro, sem nuvens. É quente, mas não é aquele sol de verão. Hoje fui experimentar um violão intermediário na Casa Dell Vecchio, para futura compra, e gostei demais da sonoridade, de tudo. As prostitutas andam durante o dia balançando as ancas além na normalidade, despertando a libido pública que rodeia. Perigo de acidente. O Metrô está sabidamente defasado, desatualizado. Desde as longas filas matinais até os atrasos inexplicáveis, poque não chove, não há um motivo plausível para atrasos, mas existem e são frequentes, quase diários. Por fim, aparece o Governado Geraldinho Xuxu, o Alckmin, para anunciar a despoluição do Rio Pinheiros, como se fosse uma novidade, ele que está a três governos, mais até e nunca, nunca fizeram nada. Puramente eleitoreiro. Para justificar que não fizeram nada. Nem preciso dizer que Ricardo Trípoli já tinha uma proposta de oxigenação do rio e o projeto foi descartado. O máximo que fizeram foi plantar árvores nas margens. Tá bom, durma-se com esta. Para terminar, soube das explosões nos EUA. Terrível e inaceitável. Os terroristas devem ser presos e condenados, mas isto não exime os EUA de ser o centro de todos os conflitos enquanto forem gendarmes do mundo. Cuidem de si, mesmos, e deixem os órgão competentes resolverem. Mas não, os gringos gostam de arrumar sarnas para se coçarem. Paciência. Irão de explosão em explosão.