quinta-feira, 29 de setembro de 2016

SEGUNDA DECLARAÇÃO UNILATERAL DE PAZ

Hoje peço paz! Tanta luta e tudo volta ao princípio. Não uma paz descrente, subserviente; mas uma paz das montanhas, dos olhos mansos que sofrem e compreeendem. Paz das camélias, dos corações enlutados diante do primitivismo humano, da ignorância assustadora daqueles que deveriam ser porta vozes do equilíbrio e da sobriedade. Não uma paz, como palavra de ordem, ideológica, politicamente correta, mas simples, pessoal, amorosa, que terminam na cama, em amor e sonhos. Tenho grande desconfiança sobre a presença da paz na essência humana. O ser humano realmente a deseja?
O mundo precisa da paz; não sabe como obtê-la, e diverge... diverge...até o seu esquecimento. Quando o dia amanhece, e o sol aponta no horizonte, a paz ergue-se junto,diariamente, familiarmente, convidando-nos a enfeitá-la de carícias. Ela pode ser vista após o cansaço das intermináveis batalhas, emergindo, por exclusão,como consciência última, aguardando uma oportunidade que nunca vem.
Não tenho visto bandeiras brancas nas manifestações, seja de um lado, seja do outro.
Ela não é rendição, mas afirmação. Ela não é derrota, mas encontro. Vitória de todos.
João Paulo Naves Fernandes
29/09/2016

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Rotação particular e Histórica

Vou descansar o corpo, não a mente. 
Esta não descansa, instiga, incomoda. 
Vivo este embate dentro de mim. 
A certa altura, é a alma que quer recolocar-me em uma paz turbulenta, cheia de lutas, vitórias e reveses. 
Assim vou, pendendo, levantando, tropeçando, pulando. 
Mais pareço um cabrito montanhês, que se equilibra em uma fenda ingrime da montanha.
Como é tempo de cortinas abertas, nada mais se oculta, e para quem quer, e a verdade fica fácil de se perceber, cristalina.
Mas o corpo questiona.
Então deixo este afã momentaneamente e respeitarei a sazonalidade rotacional de sonhos e realidades.
Adormecerei? Não consigo.
Há uma porta que não se fecha, sempre aberta, sempre...

A enfermidade diagnosticada através da letra.

Você sabia que é possível descobrir muitas coisas através da análise da letra das pessoas?
Workshop de Grafologia Diagnóstica em outubro!
Venha conhecer uma camada mais profunda da sua personalidade.

27/09/1927 dia de repressão a um comício do Bloco Operário e Camponês


 
  
 Panfleto de divulgação do BOC 
 1927 - Dia da repressão ao BOC 
 A polícia dissolve a bala comício eleitoral do BOC (Bloco Operário e Camponês); 1 operário morto. 
 

MEDITAÇÃO MATINAL


Guardo enquanto falo?
ou profiro palavras
impensadas?

Percorro a segurança do destino?
ou perco-me nas veredas
insondávies?

Pratico a verdade e a justiça?
ou falseio o que defendo?

Amo ternamente a vida?
ou submeto-me frágil,
às dificuldades?

Tenho alegria constante?
ou aderno sentimentos
incontroláveis?

Persigo a coerência?
ou satisfaço-me na 
ambiguidade?

Participo da sociedade
em que vivo?
ou derramo-me
em exclusivismo?

27/09/2013

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

SE ME PARO UM INSTANTE...



Este silêncio
que não silencio

Estas palavras mortas
que não revivem
não consolam,
continuam
sendo
proferidas.

Este estado
desinstalado
que atravessa
a espinha,
e se aloja
na garganta

E um grito
que não sai,
guardado
entre
sonhos
e pesadelos

Este eu
que se multiplica,
e não se explica
confunde
difunde
nem se percebe

Esta corrida
que é mais fuga
que chegada,
olhando para trás
e para a frente.

Esta idéia
de um futuro
que nunca chega,
atrasado
e trágico,
cômico.

Esta despedida
diária,
que não se
despede,
contrata..

Esta percepção
dos limites
que oprime
revolta

Este nada
que afoga
enquanto o mal
atola
incomoda

E um divino
fugidio
subreptício
que pergunta
não responde.

Mais este adeus
que não termina
germina
fulmina.

João Paulo Naves Fernandes
26/09/2016



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

CONFISSÃO


Descubro 
neste final 
de dia

o nada 
que sou.

Apenas 
um pó 
caído
ao lado 
da estrada,
apenas 
um alguém 
que pensa 
ser autossuficiente, 
enganando-se 
completamente.

Coloco idéias, 
manifesto opiniões, 
mas no fundo, 
sou um fraco 
sem têmpera,
um resto.

Olhando-me 
ao espelho, 
sinto 
vergonha 
da nitidez 
do reflexo.

Quisera ter 
a mansidão 
dos justos, 
a perseverança 
dos fortes.

Mas não! 
Sou inconstante, 
surpreendo-me 
sempre 
em meus 
secretos
vacilos.

De fato
Sou 
um autoritário 
que defende 
a democracia, 
um defensor
dos pobres 
de crista 
erguida, 
cheio 
de vaidades

Algumas vezes 
caio em mim, 
vêm um lampejo 
de consciência; 
outras vezes 
envergonho-me 
mais do que 
me arrependo.

O dia cai 
feito um tijolo 
A quem engano? 
a Deus? 
impossível! 
A mim? 
sempre. 
Aos que amo? 
frequentemente.

Se quiser 
ser realista, 
posso dizer 
de mim, 
- Sou um pó!
Um resto de coisa alguma, 
que respira, 
e se aspira.

Não tenham 
misericórdia
desta confissão, 
Podem 
prejudicar
os poucos 
e verdadeiros 
momentos 
de autorreconhecimento.

Deixem...
finjam 
que não leram, 
encontrem-me 
depois, 
como se nada
soubessem...

Melhor assim,
mantemos 
a farsa.

Neste momento? 
Ora, que se lixe o mundo! 
insuportável 
e fétido mundo.

Não se preocupem, 
não me suicidarei. 
Também sou 
um covarde.

16/09/2016

Conjuntura e consciência política no Brasil. Reflexões sobre o golpe

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Gostaria de refletir com vocês as mudanças que estão ocorrendo na consciência política das pessoas depois destes acontecimentos recentes na História de nosso país. A consciência de um povo, e principalmente de suas lideranças passa por várias maturações, de acordo com o desenvolvimento econômico de cada época, e da compreensão que fazem da política.

 Quadro Geral

Passamos por mais de uma década de Governos desenvolvimentistas com distribuição de renda, à partir de Lula, e depois Dilma Roussef. Nestes, grandes parcelas da população puderam experimentar ganhos sociais expressivos, a ponto de alçarem outros patamares sociais, antes inimagináveis.
Não foram conquistas obtidas diretamente das lutas do povo, mas, consequência destas, acessadas por iniciativa de  governos populares, que combinaram, dentro de uma conjuntura internacional favorável, desenvolvimento econômico e distribuição de renda, acontecimento nem sempre fácil de ocorrer nos marcos do capitalismo.
Não se mexeu no setor financeiro, nem no latifúndio, muito menos no setor produtivo, restringindo-se a ampliação das empresas estatais.
Fêz-se uma distribuição de renda aos mais pobres, revestindo-os com diversos outros programas sociais.
A consciência destes segmentos beneficiados, entretanto, longe de identificar os autores destes benefícios, assimilaram, isto sim, a ideologia das antigas elites, e suas benesses, seja atavés da moda, do estilo de vida, do prazer(edonismo burguês) e o dinheiro como fontes de alegria e realização. Tirou-se assim, a roupa do operário, num jargão simples para explicar, e vestiu a grife
As teorias de libertação propagadas na África do século passado, com Frantz Fanon e Albert Memmi, são esclarecedoras deste fenômeno, da identificação inicial do oprimido com a figura do opressor.
Com isto, formaram-se as multidões à sombra de uma mídia interessada em propagar tais valores como principais, enquanto se esquecia do próprio passado.
Assim, observa-se, com o tempo,  uma ruptura, uma perda de identificação entre estratos que obtiveram benefícios e governos "populares". Embora umbilicalmente ligados, mantiveram-se separados, por força da propaganda dos meios de comunicação e do modo de vida burguês que todos defenderam.

Valores burgueses ou valores dos explorados ?

Ter carro, roupas de grife, viajar de avião, eram valores burgueses, que se tornaram valores sociais mais amplos.
Pouco se divulgou sobre a vida solidária, do viver com economia, da ajuda mútua, símbolos comunitários e populares. Ao contrário, esbanjar, sair para comer fora, passear, foi se tornando algo cada vez mais frequente, incorporando-se, por identificação aos valores burgueses de nossa sociedade, como referência do que seja bom.
Não deu outra; o tiro atingiu o pé do governo Dilma.
Não foi difícil ver esta massa toda nas ruas, logo que a crise internacional chegou ao país, em fins de 2013, prensando o governo  na parede. O palco estava montado. Foi uma batalha desigual por dois anos, com uma mídia chamando multidões às ruas, e os setores populares reunindo algumas centenas, até que concluíram o golpe truculento, passando por cima da Constituição e se consolidando no poder rapidamente.

A crise é para todos

E o que parecia ser o nado do cisne sobre um lago de águas mansas, tornou-se rapidamente uma tempestade sobre o golpistas. Sedentos do poder, e ávidos no desmonte de tudo o que foi sendo conquistado e construído nesta década e meia, não se deram conta da permanência da crise.
Porque crise não se resolve só com intenções.
Deve-se também levar em conta as limitações intrínsecas do governo golpista, afrontando, até inconscientemente, de imediato, categorias como a dos artistas, e minorias como as mulheres negros e LGBT, pois não constavam do cardápio burguês de vida; transferido para a formação do ministério, logo mostrou seu caráter discriminatório.
Podemos afirmar, com alguma segurança, que o movimento que levou a queda de Dilma é muito parecido com o que está colocando Temer em frangalhos, embutido no Palácio, e evitando contato com o povo.
A essência é basicamente a mesma: vivemos uma crise prolongada do capitalismo, de grandes proporções, que está levando a um retorno do empobrecimento de camadas que anteriormente haviam ascendido socialmente.
Com o agravante de que as políticas do novo governo, que emergiu do golpe, estão voltadas a arrochar ainda mais as condições de vida da população, que rapidamente vai se dando conta desta sutil mudança.

O Quadro Político

As elites nacionais, indústria, latifúndio, comércio já enveredaram-se em um caminho de radicalização, insuflada pela direita neofascista, provocando uma união sui generis, de neoliberalismo e fascismo,   inconciliáveis, pois sabemos que neoliberalismo pressupõe liberdade econômica e democracia, e neofascismo, autoritarismo.
Assim, nem as elites conseguem defender o Governo Temer, nem os neofascistas, enquanto a esquerda consegue galvanizar a palavra de ordem da defesa da democracia junto ao povo, no #Fora Temer!
Este é o desespero da direita neste momento, ao ver que a esquerda recupera o seu espaço e coloca na parede os golpistas.
Procuram uma saída. Atacar Lula para desviar o foco, como sempre. Mas não será suficiente, porque o movimento pode ultrapassar a figura de sua liderança. Por fim vão concluir pela necessidade de retirar traidor do caminho.

Consciência Política

Hoje, os benefícios alcançados, antes apenas pela classe média, longe de ampliar-se, vai se perdendo, aos poucos, como conquista,  ficando claro quem os trouxe e com qual intenção, reavivando a memória da República Participativa de Lula e Dilma.
Já as vanguardas que tem permanecido nas ruas por estes tempos, tanto na resistência com Dilma, como no atual #Fora Temer, conscientizam-se dos limites da vida política institucional, e da necessidade de uma nova inserção nas massas, convivendo com elas em suas várias formas de expressão.
Conscientizam-se igualmente da vulnerabilidade das concepções legalistas de transformação da sociedade para o socialismo, e repensam este papel, que ficou hibernando por mais uma década.
As ruas, nesta perspectiva, assumem novo caráter, transformador.
Jogada na marginalidade, a esquerda se deu conta de que deve buscar o povo, seu único e verdadeiro aliado de todas as horas, e assim está fazendo a lição de casa.
Por seu lado, as elites, devido ao seu radicalismo neofascistas, acabaram por criar as condições do despertar do povo, uma vez que fecharam todas as torneiras de coalizões.

Frentes democráticas ou Luta pelo socialismo?

Tudo convida a se romper com as frentes democráticas, onde diversos setores, inclusive do empresariado nacional possa participar, uma vez que se estabeleceu um divisor de águas radicalizado pelo neofascismo.
É fundamental romper com este isolamento, à partir das ruas, travando diálogo constante com todos os setores sobre as necessidades de cada um e do país. Tanto a organização quanto efetividade das ações a nível nacional são ainda por damais frágeis
Tudo convida a considerar o debate político sob a ótica do confronto derradeiro para o estabelecimento do socialismo.
 Considero esta leitura precipitada, tendo em vista o grau de desenvolvimento do capitalismo no Brasil, ainda muito disseminado como sonho da população,  desde os pequenos negócios até ocupar lugar nos blocos de multinacionais que dominam a economia como um todo.
Deve-se levar em conta igualmente, que o grande protagonista da História ainda não entrou em cena, isto é o operariado urbano, ainda não deu sinal efetivo de sua presença.
É preciso ser paciente e efetivo, na conslidação de frentes, à partir das ruas, para resgatarmos a democracia popular no país.





Estou revoltado!

Hoje acordei revoltado!

Assisto diariamente os corruptos
se apresentando como salvadores da nação
os jornais manipulando informações
dando outro sentido para a realidade
e a população dormindo...

Vontade de ter um megafone
 e sair pelas ruas...
Gritando!!!
Todo direito ao povo brasileiro!!!!

Esta é a  minha revolta!

Mundo dos poderosos!
Mundo dos exploradores!

Como desejo estar
de braços dados
com os operários
os estudantes
os lavradores
trabalhadores do campo!

Que vontade de ver
o povo reunido
nas ruas,
ombro a ombro
olhando de frente
os seus algozes
sem mêdo
sem vacilar
em marcha
de vitória!

Ah...que este meu Brasil
atingirá a liberdade
comquistando
a Constituição
com as mãos!

Dia da grande festa
onde os pobres
os abandonados
os despossuídos
poderão sentar-se
à mesa do poder
e regozijar-se
dentro dos palácios

Hoje estou revoltado
e sonho, como sonho
com este dia...


Pegando o ônibus, e debatendo

Hoje peguei o ônibus voltando para casa, com minha esposa.
Ao entrar no veículo havia um banco vazio, atrás do motorista.
Logo o cumprimentei com o famoso #Fora Temer!
Ele sorriu e disse que todos os políticos são iguais e corruptos.
Lembrei-me do porquê a direção da Globo havia determinado a mudança do vilão da novela das 20H00( não faço propaganda de novelas da Globo), do latifundiário para o político. É preciso chamar todos os políticos de ladrões, para colocar tudo no mesmo saco de balaio e assim eles continuarem dominando o povo.
O cobrador ouvia tudo e sorrindo disse:
- Você viu como o Lula chorava na entrevista? Coitado, disse, ironizando.
Respondi-lhe:
- Chorar é natural. Todos choram. Faz parte da vida.
O motorista acrescentou :
- É tudo ladrão!.
Voltei para o assunto Temer, e comecei a falar sobre as mudanças que o governo golpista está pretendendo fazer nos direitos previdenciários, principalmente a aposentadoria,
Depois lembrei que eles irão mexer na idade e a quantidade do valor a ser calculado.
Depois avancei sobre as mudanças que os golpistas pretendem fazer na legislação trabalhista, do negociado sobre o legislado, e fui esclarecendo ponto a ponto.
Lá pelas tantas, informei que as Centrais Sindicais estão preparando um Dia Nacional de Paralisações contra este governo antipovo.
O motorista e o cobrador foram me olhando de outra forma e foram concordando.
Só sei que quando saí, despedi-me deles com um #Fora Temer, e me responderam:
-Com certeza.
Imagino eles chegando no ponto final, lá no Campo Limpo, irão conversar com os outros motoristas de que haverá uma paralisação no dia 22/09 em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra este governo golpista.
Fiz esta manhã a minha pequena lição de casa.
Defender o povo brasileiro contra estes abutres da História, Temer e sua quadrilha.

Referência a um juíz partidarizado. Será que é de Curitiba? Morou?

"Pensem na gravidade e no absurdo da situação: um juiz que decide quem quer investigar, que determina antes de investigar quem é culpado, que decreta prisão preventiva ou coerção de quem suspeita, que mantém a pessoa presa até "decidir" delatar, que opta por não aceitar delação se esta não segue seus propósitos, que vaza informação pra imprensa pra manipular opinião pública, que confraterniza publicamente com os opositores políticos de seus investigados e que, no final do processo, ainda decide sozinho quem vai pra cadeia e por quanto tempo.
Isso parece minimamente razoável pra vocês?" (Pablo Villaça)

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Cunha fora, agora é Temer

A cassação, ocorrida na segunda-feira (12), do deputado Eduardo Cunha foi consequência positiva da forte pressão popular que ocupa as ruas desde o afastamento da presidenta Dilma Rousseff pelo fraudulento processo de impeachment, do qual o então presidente da Câmara dos Deputados foi um dos comandantes. E também articulador, no parlamento, do regressismo reacionário e fundamentalista que assomou à Presidência da República na figura ilegítima de Michel Temer, parceiro íntimo de Eduardo Cunha na conspiração golpista.

A cassação de Eduardo Cunha só teve uma surpresa, o placar: 450 votos contra ele (quase 90% dos deputados), apenas 10 a favor e nove abstenções, sem contar os deputados que preferiram não comparecer à sessão de ontem, dentre estes o líder do governo, André Moura (PSC-SE).

São muitas as tentativas de explicar aquele placar. Não é possível pensar que a quase totalidade dos que aprovaram o impeachment, na ignominiosa sessão de 17 de abril, tenham mudado de opinião! Não mudaram. O mesmo ódio político contra a esquerda e o PT, manifestado por Cunha em sua tentativa de defesa, move a maioria conservadora daqueles parlamentares.

Os deputados progressistas, democratas e nacionalistas votaram pela cassação de Cunha, junto com muitos outros, conservadores e da direita. O que levou estes a mudarem o voto – o mesmo voto que, há cinco meses, condenou Dilma numa sessão deplorável – foi seu arraigado sentido de sobrevivência política. O temor de enfrentar eleições (como esta, de 2016) carregando nas costas a responsabilidade por ataques contra direitos duramente conquistados pelo povo e pelos trabalhadores. E que os faz fugir da pecha pública de aliados da corrupção e de corruptos. Cunha, o insuflador do impeachment de Dilma Rousseff, tornou-se sinônimo do que há de mais condenável na política, aqueles que usam mandatos eletivos e cargos públicos apenas em benefício pessoal e de grupos privilegiados.

A derrota do programa neoliberal de Temer e sua turma, exigida pelo povo nas ruas, não termina com a cassação de Cunha. O alvo da luta democrática agora é o presidente ilegítimo. Ele e Cunha encarnam o mesmo projeto, o mesmo golpismo, a mesma traição.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Economia brasileira está devagar

Hoje estive em uma consultoria.
A grande parte das empresas de consultoria está trabalhando no vermelho,
Não acontecem contratos de trabalho na área.
Isto é significativo, pois sei que quando as empresas passam por dificuldades, a primeira coisa que fazem é a suspensão de serviços com terceiros.
à tarde estive no supermercado Walmart.
E o que vi?
Uma loja vazia, com pouquíssimos clientes comprando.
Também, os preços estão estratosféricos.
A solução só chegará quando os empresários começarem a diminuir o preço dos produtos que fabricam.
E esta redução deve ser em cadeia.
É o que começa a existir, porque não podem deixar de vender, ao menos para sobreviverem.
Convesando com a moça do caixa, ouvi dela que os ricos estão reclamando muito.
Um senhor, atrás de mim, na fila, dizia que a culpa era do Presidente.
Outro dia peguei um Uber, e qual nào foi minha surpresa quando na conversa vi que ele votaria no Haddad.
Não me parece de fácil solução esta da economia brasileira. Da situação política então , nem se fale, está ainda mais complicada.

O traidor, não apenas de Dilma Roussef, mas de todo o Brasil

13 de setembro de 2016 - 16h20 

Temer põe país à venda em pacote de concessões e privatizações


Divulgação
  
A lista de projetos foi anunciada na manhã desta terça-feira, durante a primeira reunião do conselho do Programa de Parcerias em Investimentos (PPI), em Brasília. No encontro, Temer disse que o governo fará “uma abertura extraordinária” da infraestrutura brasileira à iniciativa privada. Só mesmo um presidente sem votos poderia dar uma declaração dessas, já que as privatizações foram rechaçadas nas urnas durante as quatro últimas eleições.

Os aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e Fortaleza terão editais publicados ainda em 2016 e leilões realizados no primeiro trimestre do ano que vem. Também está previsto para este ano o edital para a concessão dos terminais de combustíveis de Santarém (PA) e do terminal de trigo do Rio de Janeiro.

De acordo com o governo, em 2017 devem ser lançados os editais de cinco trechos rodoviários, entre eles as BRs 364 e 365, entre Goiás e Minas Gerais; as BRs-101, 116, 290 e 386, no Rio Grande do Sul. Também estão na lista de concessões para o ano que vem a ferrovia Norte-Sul, que passará por São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Tocantins, a chamada Ferrogrão, que integrará o Mato Grosso e o Pará e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia.

Ainda neste ano deve ser lançado o edital da quarta rodada de licitações de campos marginais de petróleo e gás natural, sob o regime de concessão. No ano que vem está prevista a 14ª rodada de licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural sob o regime de concessão e a segunda rodada de licitações sob o regime de partilha de produção, todos para o ano que vem.

Na área de energia, está na agenda a venda de ativos da Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais, e a privatização da Amazonas Distribuidora de Energia, da Boa Vista Energia, da Companhia de Eletricidade do Acre, da Companhia Energética de Alagoas, da Companhia Energética do Piauí e das Centrais Elétricas de Rondônia.

População pagará o preço

O programa de entrega do patrimônio público de Temer estabelece mudanças para a concessão de projetos à iniciativa privada. O governo já anunciou, por exemplo, que não deve manter nos próximos leilões a regra de escolha da proposta vencedora pela menor tarifa. Essa regra foi adotada em concessões feitas pelo governo da presidenta eleita Dilma Rousseff e permitiu, por exemplo, preços mais baixos de pedágio em rodovias. De acordo com o secretário-executivo do PPI, Moreira Franco, contudo, “os preços não são fixados em gabinetes”.

No lugar da menor tarifa, que beneficiou a população, os novos leilões devem privilegiar a outorga, que é um valor pago ao governo pela companhia vencedora como prêmio pelo direito de explorar aquele empreendimento. Na prática, é uma espécie de retorno ao modelo da Era Fernando Henrique Cardoso, que produziu, por exemplo, os maiores pedágios do país, nas rodovias de São Paulo.

Um grande símbolo do ataque à soberania nacional que esta gestão leva adiante, os editais serão publicados em português e inglês, para atrair investidores estrangeiros. O prazo mínimo do edital vai aumentar para cem dias, para permitir que um número maior de investidores se prepare para participar das concessões.

Depois de passar por cima da vontade popular - não só no golpe em si, mas ao desconstruir políticas eleitas pelo povo e ignorar a resistência das ruas -, o governo afirma que os editais de concessão serão lançados depois de passar por debate público e obter o aval do Tribunal de Contas da União (TCU).

O governo federal estima arrecadar R$ 24 bilhões com as concessões e permissões em 2017, um valor irrisório, se comparado ao déficit fiscal aprovado para o ano que vem, de R$139 bilhões. Segundo a gestão, o projeto Crescer tem como objetivo oferecer à iniciativa privada “projetos técnica e economicamente factíveis, elaborados para melhorar a qualidade do serviço prestado”. Também é objetivo do programa a geração de empregos e a retomada do crescimento econômico.

"Ressaltamos que o poder público não pode fazer tudo. Tem de haver a presença da iniciativa privada como agente indutor do desenvolvimento e produtor de empregos no país", afirmou Temer, cuja plataforma se baseia na ideia de reduzir ao máximo o papel do Estado e esperar que a iniciativa privada recupere a economia do país.

A declaração também vai no sentido contrário da própria experiência brasileira. Um estudo do economista da Unicamp, Marcio Pochmann, objeto de matéria da Folha de S.Paulo, ainda em 2000, já mostrava que as empresas do setor estatal que foram privatizadas cortaram 546 mil postos de trabalho no período de 1989 a 1999.

A redução significou uma queda de 43,9% no total de empregos do setor no período. A queda começou a acontecer antes mesmo da privatização, durante o período em que se preparava a companhia para a venda. A pesquisa identificou também que o rendimento dos trabalhadores caiu 34,5%.

O Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos de Temer é composto pelo presidente; pelo secretário-executivo do PPI, Moreira Franco; pelos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; do Planejamento, Dyogo Oliveira; da Fazenda, Henrique Meirelles; dos Transportes, Maurício Quintela; de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho; do Meio Ambiente, José Sarney Filho; e pelos presidentes da Caixa, Gilberto Occhi; do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli; e do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques.



 Do Portal Vermelho, com Agência Brasil

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

InCRÍVEL, isto é, inacreditável, o depoimento do medroso covarde que se esconde dentro de seu bunker palaciano.

Segunda-feira é marcada por protestos pelo Fora Temer e Cunha - Portal Vermelho

Segunda-feira é marcada por protestos pelo Fora Temer e Cunha - Portal Vermelho: Diversas manifestações ocorrerão nesta segunda-feira (12), em várias cidades do país, para dizer não ao governo ilegítimo de Michel Temer e também para exigir a imediata cassação do mandato do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que se encontra afastado do seu exercício por acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. A sessão do julgamento está prevista para começar às 19h, na Câmara dos Deputados.