quarta-feira, 31 de julho de 2013

O que me faz acordar e sair?

Parece óbvio, mas não é. Estar na rua já às 04:45 h com o cachorro, que gosta, não eu. Porque vou à luta todo santo dia? O que me torna tão abnegado e responsável? Meus pais que já se foram?  A Deus, certamente? Espanto-me comigo mesmo e sigo o frio cortante como se fosse um sol de verão. Hoje o céu está estrelado com alguma névoa, indicando que haverá sol.  As centrais sindicais farão mais um movimento no dia 06 de agosto. Será que terão crescido? O que os faz também partir agora para a luta, os jovens de junho?

terça-feira, 30 de julho de 2013

Papa Francisco deixou uma lição de paz para o Brasil

A JMJ foi o contraponto de toda movimentação social que tem ocorrido no país. Desanuviou o ambiente bélico que estava se instalando e proporcionou uma bela reflexão sobre a vida a todos, inclusive e principalmente para a Igreja. É preciso sair da casca, da vida religiosa intrauterina, e ir ao encontro do necessitado. Não que a Igreja não faça isto. Mas é preciso bem mais. Também o papa deu uma lição de humildade a tantos sacerdotes que renovam o ano de seu carro, diante de fiéis menos agraciados. Enfim. Valeu mais pela lição interna que Francisco trouxe. Rompeu primeiro as amarradas de um papado prisioneiro dos hábitos seculares e introduziu, isto é, continuou o seu modo de viver de antes. Sampa tem frio menor, mas ainda cortante.

sábado, 27 de julho de 2013

A cidade continua fria

Hoje, sábado 27 de julho, Sampa continua frio, apesar da meteorologia. As pessoas acompanham o clima e ignoram-se. Temo pela falta de paciência, esta chuva rala que vem constantemente até nos deixar estranhos uns com os outros. Brigam por nada, um passo na frente de uma longa fila do metrô, que terminará no mesmo vagão apertado.
Vou romper com o comodismo e aceitar que a situação está pior, depois das melhoras.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

São Paulo com muito frio

Está um frio comparável a outro de 40 anos atrás. Saí agora cedo com meu cão, por obrigação e insistência do mesmo e experimentei um frio de 11 graus. Meu time perdeu outra vez. Acho que o tricolor vai amargar a segunda divisão. Afinal, todo campeão também tem seu período de derrota. Veja o Corinthians. O IPapa parece que trouxe novos ventos ao país. Vento da paz e da alegria. Bom para o Brasil dos mansos, e pior para o Brasil dos mascarados. Até a Presidente Dilma tomou uma carona neste barco e resgatou um pouco da sua imagem.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Papa francisco entre os jovens que querem transformar o mundo

Faltam poucas horas para a chegada do Papa Francisco
A cidade do Rio de Janeiro já está preparada e de braços abertos
Por Thácio Lincon Soares de Siqueira
RIO DE JANEIRO,  (Zenit.org) - Às 16hs de hoje, 22/07/2013, o Papa Francisco chegará ao Brasil e será recebido pela presidente Dilma Roussef, que acompanhará a sua chegada da Base aérea do Galeão, juntamente com os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Antônio Patriota (Relações Exteriores) e Gleisi Hoffman (Casa Civil).
Do aeroporto do Galeão, segundo a nova agenda do Papa, o pontífice seguirá em papamóvel aberto - e não blindado - até o Palácio do Guanabara seguindo um percurso preparado pelas autoridades locais (Veja o percurso aqui). 
A cidade maravilhosa já se encontra multicolor. Bandeiras de todos os países desfilam pelas ruas nas costas de peregrinos e voluntários. A praia de Copacabana - símbolo do Brasil - tornou-se uma nova Praça de São Pedro, local de encontro e símbolo também de renovação da Igreja. “Esta é a experiência de uma Igreja que se reúne”, disse a ZENIT o argentino Jaime Cántaro.
“Gosto do Papa Francisco porque ele nos ensina a amar os pobres, porque se queremos chegar a um nível melhor, temos que ajudar os que estão abaixo”, disse Francisco Cabrera, jovem peregrino proveniente dos EUA, e que não pôde participar da última JMJ por motivo de saúde.
A começar pelos cartazes espalhados por toda a cidade, a hospedagem que milhares de cariocas estão dando aos peregrinos, todos os detalhes da organização, os grandíssimos cenários para os eventos principais, também é possível experimentar a hospitalidade generalizada do povo carioca. Como relatou a ZENIT Elizabete, moradora do Rio de Janeiro: “Nós queremos acolher a todos com os braços abertos porque para nós é muito importante ver tanta gente de bem reunida para um evento dessa magnitude”.
Some-se a essa hospitalidade, os 60 mil voluntários de diversos países, 14 mil militares - de acordo com o Ministério da Defesa - e até mesmo os 100 confessionários montados para que os jovens se confessem durante o evento.
A cidade do Rio de Janeiro já está preparada para acolher o Papa Francisco amanhã com os braços abertos do Cristo Redentor, do Povo Brasileiro e dos peregrinos de todo o mundo.

A barbárie dos bebês arrancados das mães, na ditadura

História de menina criada Belém pode esclarecer casos de crianças desaparecidas nas mãos de militares no Araguaia

Lia Cecília da Silva Martins, uma microempresária que vive na cidade de Catalão, em Goiás, é o elo perdido que pode esclarecer um dos mais escabrosos crimes da ditadura militar: o desaparecimento forçado de bebês e crianças filhos de militantes do PCdoB fuzilados no Araguaia.
retirado do IG

Arquivo pessoal
A tia Sandra (esquerda) é a mais parecida com Lia, que reencontrou a família do pai morto em 2009

Sequestrada com poucos meses de idade e levada para um internato em Belém, no Pará, hoje aos 39 anos, Lia é um desses bebês cuja sobrevivência assusta os militares que tentaram eliminar todos os vestígios da guerrilha, sumindo inclusive com os órfãos do conflito. Há informações que levam ao desaparecimento de oito crianças pelas mãos de militares. Os indícios mais fortes rondam três casos.
Lia, o mais forte deles, ao ser entregue por dois homens que se apresentaram como autoridades (um como delegado e o outro como militar) ao orfanato Lar de Maria, um centro espírita no bairro São Brás, em Belém, em junho de 1974, tinha o corpo cravejado de picadas de mosquito e estava esquálida. A instituição, à época, era dirigida por um coronel do Exército, Oli de Castro, seu fundador.
Pelos fragmentos de história que chegam a Lia, antes a dupla teria tentado internar o bebê numa creche conhecida por Berço de Belém, da igreja católica, no mesmo bairro, mas as freiras que geriam a instituição não aceitaram o inusitado pedido.
A criança foi então deixada com o casal Sandoval e Eumélia Martins, que cuidavam do centro espírita e do orfanato, com a promessa de apanhá-la de volta. Nunca mais foram vistos. Afeiçoada ao bebê, Eumélia a registrou clandestinamente como filha do casal no dia 1º de julho de 1974 no cartório mais próximo.
Lia soube que havia sido adotada aos nove anos de idade, mas só em 2009 se interessou pela história ao ler uma reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo. Era o relato de um dos guias dos militares, José Maria Alves da Silva, o Zé Catingueiro, apontando a existência de “um bebê branco” retirado da mãe pelos militares e que poderia ser filho de um guerrilheiro.

Arquivo pessoal
Lia e tia Maria Eliana se encontram em restaurante em Brasília

“O relato tinha detalhes parecidos com os da minha vida. Decidi então entrar em contato com o jornal”, diz ela. Os episódios seguintes mudaram a vida de Lia e dos Castro, uma família cearense que há quase duas décadas andava atrás de vestígios do ex-estudante de farmácia e bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Antônio Teodoro de Castro, quadro do PCdoB, conhecido entre os militantes por Raul, desaparecido no Araguaia.
Traços faciais e DNA
Um a um, ela foi conhecendo os oito irmãos de Raul. Primeiro a advogada Mercês, depois Maria Eliana, Paulo, Roberto, Vitória, Socorro, Laura e Sandra. Num restaurante em Brasília, onde se encontrava com Maria Eliana, veio a testemunhar um fato curioso: um amigo da família Castro foi ao encontro de Maria Eliana e, depois de um abraçá-la, estranhou o distanciamento de Lia: “poxa Sandra, você nem me cumprimentou”, disse, dirigindo-se a Lia, que reagiu com certa perplexidade. Lia é parecida com as irmãs do guerrilheiro, mas a semelhança mais notável é com Sandra, com a qual foi confundida em outras ocasiões.
Em 2010, Lia decidiu tirar a limpo sua história. Um primeiro teste, de comparação dos detalhes faciais com as tias tornaria desnecessário prosseguir a investigação, mas ela aceitou fazer um teste de DNA. O laudo apontou 90% de coincidências entre seu código genético e os de seis de seus tios. Os outros 10% poderiam ser eliminados se os restos mortais de Raul fossem encontrados.
“Não temos dúvida de que a Lia é filha de nosso irmão”, afirma Maria Eliana. Para confirmar oficialmente a paternidade, ela solicitou que a Comissão de Mortos e Desaparecidos da Secretaria Especial de Direitos Humanos (CMD-SEDH) faça o mesmo teste através do banco de sangue de familiares de desaparecidos.
O pedido, encaminhado numa petição de 24 páginas assinada pelo ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto e pela advogada Camila Gomes de Lima, ao qual o IG teve acesso com exclusividade, pode desvendar o último segredo da história de Lia.
Filha da guerrilha
“Gostaria de saber quem é minha mãe”, diz ela. “Me falaram que era estrangeira, que se incorporou à guerrilha e que fazia também observações sobre o movimento de pássaros”, afirma. A petição requer três informações: a função e legislação que rege o banco de sangue criado pela SEDH; o resultado dos exames de amostras de sangue deixados por Lia e seus prováveis tios; e, o mais importante, que os mesmos códigos de DNA sejam cruzados com os de familiares de 12 guerrilheiras desaparecidas que conviveram com Antônio Teodoro de Castro durante o período em que ele esteve no conflito, entre 1972 e final de 1974.
Existem muitas lendas sobre o “bebê branco” sequestrado pelos militares. A primeira, a de que seria filha de Raul com uma moça da região, conhecida por Regina; a segunda, a de que seria resultado do romance do guerrilheiro com a tal estrangeira; e, por último, que seria filho de Raul com uma das militantes do PCdoB que morreram no Araguaia.

Arquivo pessoal
Mercês foi a primeira tia, irmã do pai guerrilheiro, que Lia conheceu

“É plausível que a Lia seja filha de Theó (com o guerrilheiro era chamado em família) com uma das guerrilheiras. Se não for, pelo menos descartaremos uma das hipóteses”, diz Eliana. “Nos relatos nada é exatamente preciso. Por isso é razoável que se faça o confronto com as guerrilheiras”, afirma a advogada Camila. Ela reclama da morosidade da CMD-SEDH que, segundo afirma, tem adotado uma postura dúbia sobre casos do gênero. As amostras de sangue estão com o órgão há mais de um ano.
A jornalista Myrian Alves, que há duas décadas pesquisa a guerrilha, diz que diante da inconsistência das duas primeiras hipóteses, é mais provável que Lia seja filha de Raul com outra militante do PCdoB.
Porta da esperança
Maria Eliana conta que o coordenador CMD, Giles Gomes, justificou a inércia do governo argumentando que o caso é delicado por envolver a privacidade de familiares e sugeriu a alternativa de quem não quer incômodo: que as amostras sejam colhidas depois de uma negociação com parentes das guerrilheiras. A sugestão foi aceita.


Nunca deixei de buscar os meus pais verdadeiros. O que me contaram é que fui arrancada dos braços de minha mãe na prisão. Agora que sei quem é meu pai, um homem de caráter e idealista, vou ajudar a encontrá-lo. Quero dar a ele um enterro digno

O requerimento dos advogados é uma primeira tentativa de convencer o governo federal a cumprir sua obrigação, prevista na Constituição e nos tratados internacionais. O documento foi protocolado no dia 1º de abril, mas mesmo que a lei determine resposta em até cinco dias, até hoje a CMD não respondeu.
Caso a demora persista, a família de Raul pretende recorrer à mesma Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Oranização de Estdos Americanos (OEA), que já condenou o estado brasileiro por graves violações no caso da Guerrilha do Araguaia. Ela seguiria o precedente adotado num caso semelhante pela família Maria Mascarena Gelman, no Uruguai, que recorreu a CIDH e obrigou o governo de seu país a identificar seus pais.
Lia viveu por 30 anos o mistério de sua origem, mas só decidiu mergulhar mesmo na busca depois que seus pais adotivos morreram. Ela guardou segredo sobre os contatos com os prováveis tios por mais de um ano e só aceitou fazer o teste de DNA depois que Sandoval faleceu, em 2010, aos 89 anos. Antes, quando tinha 16, um dos seis irmãos da família adotiva, Paulo, chegou a sugerir que procurasse o apresentador Silvio Santos e levasse sua história para o quadro Porta da Esperança, do SBT. Desistiu ao perceber que Sandoval se sentira constrangido e inseguro.
Arrancada da mãe
“Meu pai adotivo me amou muito e tinha medo de me perder. Também o amo e decidi então que enquanto vivesse não tocaria no assunto. Mas nunca deixei de buscar os meus pais verdadeiros. O que me contaram é que fui arrancada dos braços de minha mãe na prisão. Agora que sei quem é meu pai, um homem de caráter e idealista, vou ajudar a encontrá-lo. Quero dar a ele um enterro digno”, diz.
Lia é uma mulher simples, mas sua visão de mundo é de uma objetividade e resignação raras para quem a vida não para de provocar os sobressaltos. Durante as buscas pelo pai verdadeiro, apaixonou-se pelo também microempresário Márcio Carneiro, dono de uma empresa de capacitação de recursos humanos em Catalão. Do casamento, nasceu Cecília, a neta do guerrilheiro que, por um daqueles golpes do destino, depois de uma luta paralela travada pelo casal, faleceu de leucemia aos 14 meses de idade em 2011.
Ao seu tempo
“Minha história é forte, mas tenho preparo espiritual. Fui criada dentro de um centro espírita e sei que tudo vai acontecer no seu tempo” diz, resignada. “A Lia é um a dádiva”, afirma Maria Eliana, emocionada com as descobertas.
A busca pela mãe, mais uma luta, é um mosaico cujas peças já teriam sido juntadas ou descartadas se não fosse a negligência do Estado brasileiro e do PCdoB. A família encaminhou à SEDH uma lista de doze guerrilheiras que conviveram com Raul até este ser preso e fuzilado em 1974.


Não temos dúvida de que a Lia é filha de nosso irmão.

O pedido prioriza os testes de DNA com familiares de cinco guerrilheiras: Sueli Yomiko Kanayama; Lucia Maria de Souza, conhecida por Sônia; Luiza Augusta Guarlippe, a Tuca; Dinalva Conceição Teixeira, a Dina – guerrilheira mais famosa do Araguaia –; e Telma Regina Cordeiro Correa, cujo apelido, Lia, por coincidência, foi um dos prenomes de batismo da órfã que chegou ao Lar de Maria.
Como segunda opção, foram incluídas na lista encaminhada a SEDH os nomes das guerrilheiras Maria Célia Corrêa, Helenira Rezende de Souza Nazareth, Jana Moroni Barroso e Walkiria Afonso da Costa, fuzilada em 25 de outubro de 1974, a última personagem da guerrilha capturada viva e executada pelos militares.
Os casos Osvaldão e Dina
O esclarecimento do caso Lia deve levar os familiares a pressionar pela busca de outras crianças desaparecidas no Araguaia. Um deles é conhecido como o caso do “menino negro”, de três anos de idade, cujos relatos apontam para a possibilidade de tratar-se de mais um filho de Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, um militante de dois metros de altura, militar, engenheiro, lutador de boxe e o mais caçado dos guerrilheiros. Foi também o que mais laços – amorosos e de amizade – criou com os camponeses da região. Chegou lá em 1966 como dono de garimpo e mariscador (caçador que vende pele de animais) e, como Dina, faz parte das lendas do Araguaia.
O suposto filho de Osvaldo, segundo os moradores, teria sido retirado da mãe, Maria Castanheira, em Araguarina, e nunca mais foi visto. Da mesma cidade teriam sido levadas outras crianças, entre elas Lia. Abalada pela perseguição, Maria teria morrido “dos nervos”, segundo relato de camponeses. “José Reis, um dos oficiais que estiveram no comando da repressão no Araguaia me contou que o filho de Osvaldo foi adotado por um militar que o levou para Fortaleza”, conta jornalista Myrian Alves. O menino, segundo ela, chama-se Giovani e seu desaparecimento é amplamente conhecido na região.
O outro caso envolve Dina. Ao ser presa por Curió em julho de 1974, junto com Tuca, dizem os moradores, ela estava grávida e, antes de ser executada, teria dado a luz a uma menina. Os pesquisadores dizem que os casos dos bebês e crianças desaparecidas no Araguaia fazem parte de uma história oral, sem documentos de comprovação. Os rastros podem estar em orfanatos – como o de Belém –, destinos frequentes de órfãos de oponentes executados pelas Forças Armadas ao longo dos conflitos ocorridos no Brasil.
    Leia tudo sobre: ditadura • Araguaia

    domingo, 21 de julho de 2013

    Para quem gosta de paz e revitalização, Ubatuba é o lugar

    Como Ubatuba é bom. Estivemos, eu e Meg, minha esposa, este fim de semana nesta maravilhosa cidade. Para sair de São Paulo foi um inferno. A marginal Tietê sentido zona leste estava tão congestionado que levamos 01:30 h, num eterno sai e pára. Somente depois da entrada para o Aeroporto de Cumbica é que o trânsito foi melhorando. Fomos por Taubaté porque as obras de duplicação da Tamoios para Caraguá é sempre uma temeridade.
    Uma vez em Ubatuba, via Taubaté, pela Osvaldo Cruz, chegamos pelas 11 da noite.
    Mas...o SÁBADO, o SÁBADO estava simplesmente delicioso. Clima ameno com sol. Saímos à pé e fomos andando até a praia de Perequê-Açú. Os mais sofisticado acham que esta é uma praia de pobre. Como não nos consideramos ricos achamos ótimo. Na ida à pé à praia, passamos pelo mercadão de peixes e ali encontramos um artesão, "Seu João", meu xará vendendo peças muito interessantes, juntamento com outras bem pouco interessantes. Acabamos comprando uma onça feita com um caule, e um peixe feito de um pedaço de  madeira, e transformado e bandeja.
    Na praia, como sempre, paramos no quiosque do Japa, que sempre faz ua porção muito boa de cação frito em pedacinhos, ou pastel de camarão ou ainda bolinhos de mandioca, de carne de sol. Muito bom.
    Entramos na água, e saímos andando pela areia da praia rezando o terço e agradecendo a Deus pelo mundo maravilhoso que Ele nos dá.
    No domingo tentamos ir à missa às 7 da manhã, as devido a festa do Divino, só teria missa às 19H30. Assim compramos pão e voltamos para casa para tomar um café da manhã.
    A vida é muito boa quando temos simplicidade e enxergamos a presença de Deus em tudo. Saímos para Sampa às 11:00 h e chegamos  às 16:00 h.
    Estamos prontos para enfrentar  a cidade grande com os seus desafios novamente. Ah...não posso deixar de comentar a nossa parada, na volta, pelo Fazendão, na Tamoios. O espetinho de frango, deixa o seu concorrente do "Frango Assado" no chinelo. E o café com leite deles. Simplesmente delicioso.

    Viva Ubatuba!
    Viva a vida!

    quinta-feira, 18 de julho de 2013

    Céu estrelado e frio de inverno em Sampa. Golpe em andamento,

    Cansado fui dormir cedo, às 20:30. Evitei de ver a derrota de meu time e também a do Atlético Mineiro, que, ainda que não goste, torço para que ganhe o título da Libertadores. Se derrotado é ruim e bom. Vamos para o lado bom: recicla nossos objetivos, repõe nossas prioridades, acalma nossos impulsos. Torna-nos mais humildes. Olha quantas qualidades! Preparo-me para passar o fim de semana em Ubatuba. Um bom dia a todos os amigos. No Brasil as elites continuam incentivando um golpe de Estado. Pouco se lixam para o país.

    quarta-feira, 17 de julho de 2013

    Lí­bano: patriarca maronita faz apelo por convivência.

    Boutros Raï pede retorno ao pacto que permitiu a fundação de um país plurirreligioso
     16 de Julho de 2013 (Zenit.org) - O patriarca de Antioquia dos Maronitas, Bechara Boutros Raï, lançou um novo alerta sobre o destino do Líbano em sua homilia dominical de 14 de julho, em Harissa. Segundo ele, qualquer exército não estatal deve ser considerado “ilegítimo”, para evitar que o país retorne à “lei da selva” e continue sofrendo com “o aumento da delinquência, um fenômeno que, infelizmente, já estamos registrando”.
    A agência de notícias Fides reproduziu hoje a exortação do patriarca às facções políticas para se reconciliarem mediante um novo contrato social baseado no Pacto Nacional de 1943. Com o pacto, os cristãos e muçulmanos do Líbano concordaram com a gestão conjunta do poder político e das estruturas institucionais do país, então recém-declarado independente da França.
    De acordo com o patriarca, o conflito entre as facções políticas está contribuindo para a “destruição do país”, que só pode ser freada com a volta ao pacto fundacional “com que os libaneses construíram sua nação na base da convivência, preservando a liberdade do Líbano de qualquer amarra com outros países do leste ou do oeste”.
    Conforme o procurador patriarcal maronita junto à Santa Sé, François Eid, as referências históricas da homilia do patriarca Raï têm um vínculo claro com a dramática situação que o país vive na atualidade: “Em 1943”, comenta Eid em conversa com a Fides, “os libaneses decidiram permanecer independentes dos blocos geopolíticos e dos poderes regionais que exerciam a sua influência no Oriente Médio".
    Prossegue: “Cristãos e muçulmanos assinaram o acordo sobre a gestão do poder em igualdade de condições. Esta colocação das coisas foi ratificada pelo Tratado de Taif, depois da guerra civil. Mas agora, com base em considerações demográficas, muitos dizem que essa linha tem que ser deixada de lado para adotarmos uma gestão tripartite do poder, que dividiria os cargos e os postos de responsabilidade entre cristãos, xiitas e sunitas”.
    Por outro lado, de acordo com Eid, a referência aos exércitos confessionais, feita pelo patriarca na homilia, toca num ponto nevrálgico da crise do Líbano: “As milícias xiitas do Hezbolá ficaram do lado do regime sírio, mas as milícias salafistas foram para a Síria lutar junto com os rebeldes. O nosso país já está imerso nesse conflito terrível. E isto, para o Líbano, pode ser devastador”.

    Cristão é condenado à prisão perpétua por causa de suposto SMS blasfemo. Blasfêmia via SMS?

    Pasquistão e islamismo são sinais de fanatismo. Esta lei da blasfêmia é um atraso para as liberdades religiosa.


    Não há provas nem testemunhas contra o jovem paquistanês Sajjad Masih Gill
    16 de Julho de 2013 (Zenit.org) - A famigerada “lei da blasfêmia” continua condenando no Paquistão. O jovem cristão Sajjad Masih Gill, de 28 anos, residente em Pakpatan, foi condenado à prisão perpétua e a uma multa de 200.000 rúpias (cerca de 4.500 reais) por um Tribunal de Primeira Instância de Gojra, no Estado do Punjab. O veredito foi emitido em 13 de julho e a acusação é de “blasfêmia”.
    Sajjad é adventista do sétimo dia e foi acusado por líderes religiosos islâmicos e por outras personalidades influentes de insultar o profeta Maomé e o islã, mediante o envio de uma mensagem de texto via telefone celular (SMS) com “conteúdo blasfemo”. De acordo com a agência Fides, é o primeiro caso de “blasfêmia via SMS” registrado pela polícia do Paquistão.
    Em declarações à Fides, o advogado católico Nadeem Anthony, que acompanhou o caso, afirma que "um veredito como este foi totalmente inesperado, porque não há provas contra Sajjad Masih Gill".
    O editor-chefe do Minorities Concern of Pakistan, Aftab Alexander Mughal, enviou uma reconstituição do caso à Fides para explicar que, em 18 de dezembro de 2011, o comerciante de tecidos Malik Muhammad Tariq Saleem, muçulmano residente em Gojra, teria recebido “algumas mensagens de texto blasfemas” enviadas por um telefone celular desconhecido. No dia seguinte, ele apresentou denúncia à polícia de Gojra, acusando e provocando a prisão de Sajjad por blasfêmia. Os membros da comunidade cristã de Gojra afirmam que as acusações são infundadas e que Sajjad é inocente. De fato, a acusação não conseguiu mostrar nenhuma prova contra ele, cujo telefone celular, que foi entregue à polícia, não conserva nenhum SMS blasfemo, nem há testemunhas de que alguma vez ele tenha enviado algum. Sajjad Masih Gill se declara inocente.
    O advogado Mustaq Gill, da organização LEAD (“Legal Evangelical Association Development”), explica que a mensagem poderia ter sido enviada pelo telefone da namorada de Sajjad, Roma Ilyas, também paquistanesa e cristã. A jovem, no entanto, estava sendo obrigada pelos pais a se casar com Donald Bhatti, outro cristão residente no Reino Unido. Este último, por ciúmes, poderia ter registrado um cartão SIM com o nome de Roma e depois enviado os SMS blasfemos com esse cartão para “dar o troco” a ela e a Sajjad. Roma também foi acusada, mas, como reside no Reino Unido, foi impossível processá-la. A acusação recaiu apenas em Sajjad, que, depois de preso, foi pressionado com violência pela polícia para fazer uma falsa declaração. Ele se recusou a assiná-la.
    O advogado de Sajjad, Javed Chaudhry Sahotra, sustenta que os agentes da polícia que registraram a denúncia e trataram do caso não eram competentes para investigar um caso de blasfêmia, o que tornaria todo o procedimento nulo. Mesmo assim, o juiz condenou Sajjad à prisão perpétua. Os advogados de defesa pediram recurso.
    A comunidade cristã dos Adventistas do Sétimo Dia está reunida em oração por Sajjad, pela sua família e por todas as vítimas inocentes da lei da blasfêmia.

    terça-feira, 16 de julho de 2013

    16 de Julho, manhã fria e nublada. E o Parlamento faz a sua reforma

    Pelo menos não está chovendo. O frio, entretanto parece ter aumentado. Ontem os Congressistas encontraram uma fórmula de driblar as contribuições privadas de campanha, extinguindo os recibos. Agora fica mais fácil desviar as contribuições para objetivos outros. É este o referendo que a oposição propunha? Ora se o desvio era detectado de vez em quando, agora não se detectará mais nada. Pobre Brasil. Prexisamos fazer as reformas necessárias no Parlamento, dentro dos marcos da democracia.

    segunda-feira, 15 de julho de 2013

    Interessante forma de democratização das informações: o grupo Ninja

    Retirado do DIA

    Lado ninja do protesto

    Representante do grupo que ficou 

    famoso por suas transmissões ao 

    vivo das manifestações avalia os 

    atos no Rio e papel assumido de

     denunciar abusos policiais

    FRANCISCO ALVES FILHO
    Rio - Eles vão às ruas com câmeras na mão e
    uma ideia fixa na cabeça: mostrar as manifestações
     das últimas semanas ao vivo e sem cortes. Há
    quatro meses, essa tem sido a rotina dos jovens
     integrantes do grupo Mídia Ninja (sigla de Narrativas
     Independentes, Jornalismo e Ação). Suas transmissões
     pela internet se tornaram uma espécie de canal oficial
     dos protestos.

    Os ‘ninjas’ correm risco ao usar seus iPhones em
    meio ao conflito de policiais e manifestantes, com
     pedras e balas de borracha voando. “Queremos
     democratizar a informação”, diz Filipe Peçanha,
    de 25 anos, o Carioca, que, apesar do apelido,
     é mineiro. “O objetivo é mostrar o que as emissoras
     de TV convencionais não mostram”.


    Filipe, o Carioca, em ação, filmando policial com seu iPhone
    Foto:  Ninja / Divulgação



    Além de divulgar as passeatas no Facebook, o grupo tem
     ajudado a denunciar e evitar abusos policiais. Por isso,
    a chegada de um ‘ninja’ ao local de protesto muitas vezes
     é festejada. “Isso é um grande incentivo”, admite Filipe.
    O sucesso vai das ruas à casa dos internautas. Nas manifestações
     à frente do Palácio Guanabara, quinta-feira, a audiência
     chegou aos 100 mil espectadores.

    O Mídia Ninja nasceu em São Paulo, mas a atuação no Rio
     é intensa. Carioca recorda seu momento mais tenso:
     “Foi na final da Copa das Confederações, quando todos
     ficaram encurralados, com as tropas da polícia avançando
    e lançando bombas”.


    Mídia Ninja, na ordem: Filipe Marçal, Bianca Buteikis, Bruno Torturra, Felipe Altenfelder e Thiago Dezan
    Foto:  Divulgação



    Ele fez coberturas também nas manifestações paulistas
     e identifica uma diferença importante para as passeatas
     do Rio: “Aqui, os manifestantes têm Sérgio Cabral como
    alvo. Em São Paulo, nada respinga em Geraldo Alckmin”.

    Há representantes do Mídia Ninja em todos os estados do
     Brasil. Com o sucesso das transmissões das manifestações,
    muita gente tem se oferecido para ajudar o grupo. “Planejamos
     criar uma rede de colaboradores ainda maior”, antecipa.

    Começo foi no meio artístico

    O grupo Mídia Ninja surgiu a partir do trabalho da Casa Fora
    do Eixo, de São Paulo. Trata-se de um coletivo de artistas e
     produtores culturais que atuam desde 2005. Para divulgar
    os projetos, há quatro anos foi criado um núcleo de comunicação.
    Depois de começar com transmissão de festivais e eventos
    artísticos, o conteúdo passou a ser mais social.

    Com a explosão das manifestações organizadas pelo Movimento
     Passe Livre, no início de junho, o Mídia Ninja passou a ter seu
    pico de audiência. A criatividade é a marca constante do grupo.
     “Um de nossos equipamentos mais úteis é um carrinho de
    supermercado com gerador, caixas de som, computador, câmeras,
    microfone e mesa de corte” , revela Carioca.

    De volta aos atos, mesmo depois de atingido por cinzeiro

    Mesmo depois de ser atingido na cabeça por um cinzeiro que teria
     sido arremessado do segundo andar do Copacabana Palace —
    onde era realizada sábado de madrugada a festa de casamento
    de Beatriz Perissé Barata, neta do empresário do setor de transportes
    Jacob Barata — Ruan Martins Nascimento, de 24 anos, foi ontem
     a um novo protesto que começou no Largo do Machado e terminou
     em frente ao Palácio Guanabara.


    Apesar de ter sido atingido na cabeça por cinzeiro no sábado, Ruan Martins foi ontem a um novo protesto
    Foto:  Márcio Mercante / Agência O Dia



    Ruan disse que foi encaminhado no sábado para a UPA de Copacabana
     e recebeu 12 pontos no ferimento. Ele ressaltou ainda que o
    protesto seguia pacífico e a confusão começou quando alguns
    convidados fizeram gestos para os manifestantes e jogaram notas
     de R$ 20 na direção do grupo. “Não vi de onde veio (o cinzeiro).
     Foi tudo muito rápido. Só me dá forças para ir a novas manifestações”,
    destacou.

    Em princípio pacífico, com manifestantes gritando palavras de ordem,
     o protesto no sábado acabou em confusão. O Batalhão de Choque
    usou bombas de efeito moral e spray de pimenta. Ninguém foi detido.

    Manifestação em frente ao Palácio

    Cerca de 300 pessoas protestaram, ontem, em frente ao Palácio
    Guanabara, depois de caminharem desde o Largo do Machado.
    Aos gritos de “Fora Cabral”, eles queimaram um boneco do governador
     e ocuparam as duas faixas da Rua Pinheiro Machado.
    Um manifestante passou mal e foi socorrido por bombeiros.
    Homens da tropa de Choque do 2º BPM (Botafogo) fizeram
     a escolta durante o percurso.


    Manifestantes se reúnem de forma pacífica em frente à sede do governo
    Foto:  Márcio Mercante / Agência O Dia



    A Casa de Saúde Pinheiro Machado, que fica em frente ao Palácio,
    e foi invadida por manifestantes e o Batalhão de Choque na última
     passeata, desta vez foi protegida por um ‘paredão’ formado por
     policiais com escudos. “Os pacientes ficam tensos, porque nunca
    se sabe o que vai acontecer aqui fora”, afirmou o enfermeiro
    Antonio Crispin.

    Mais cedo, 20 pessoas protestaram em frente ao Maracanã.
    O grupo é contra a demolição do complexo esportivo formado
    pelo estádio de atletismo Célio de Barros e pelo parque aquático
     Júlio Delamare.


    Grupo faz fogueira na porta do Palácio
    Foto:  Márcio Mercante / Agência O Dia

    Jornalismo da Globo fustiga insistentemente o Governo federal

    Com ou sem provas, citando realidades fatos de seu interesse, e não citando outros, contrários, assim vai a Rede Globo atacando o Governo Dilma.
    Substitui o movimento de junho que recolheu-se sabe-se lá até quando, como legítimo representante de suas esquálidas propostas.
    Não há um noticiário que não venha com eivado de mordacidade, procurando manter aberta as feridas produzidas.
    O Deus da verdade, que tudo observa, saberá fazer a justiça na hora certa para esta emissora.
    Sua dívida para com o Governo é imensa, e ao esmo tempo seu ódio também.
    Manhã de céu escuro, sem a lua e céu limpo. O frio é grande.

    domingo, 14 de julho de 2013

    Movimento sindical vai para outra manifestação, buscando ampliar-se.

    As centrais Sindicais, malgrado todas as críticas comparativas feitas com as manifestações de junho, e não se compara o incomparável, vai voltar às ruas buscando ampliar-se.

    Deu-se conta de que estivera dormindo durante os governos petistas e não obtivera as suas reivindicações básicas.

    As 40 horas é a principal.

    Vários países já alcançaram até as 36 horas, mas o que se ouviu pelo país nesta década foi que o custo da produção no Brasil era muito caro devido ao excesso de direitos trabalhistas.

    Agora, já que as elites deram o aval ao movimento jovem das classes médias, que lutaram por PEC para o Ministério Pùblico (?) e contra a Copa (?), os sindicalistas decidiram também fazer a sua reentrada na movimentação social, lembrando dos aposentados, da Reforma Agrária, SUS, etc.

    Marina faz coleta de assinaturas p/ criação da REDE na Marcha das Vadias, da Maconha, Parada Gay e na Marcha para Jesus


    É triste ver o quanto os políticos são capazes de "flexibilizar" suas posições para representarem toda sorte de pensamentos contrários.

    Começando sob a égide da falta de coerência, em algum momento, um  ou outro destes setores será preterido.

    Marina participa de evento no espaço BM&BOVESPA, em São Paulo - 19.08.2010Mas aí será tarde, já terão dado o seu aval à organização de um partido que não lhes representará.

    É interessante notar o porquê dos partidos se formarem.

    A maneira mais clássica é quando um setor da sociedade não se vê representado do poder, e procura organizar-se partidariamente, seja no Congresso, ou no Executivo, e até no Judiciário

    Esta REDE começa rasgada, e deixará escapar muitos peixes, porque põe dentro do mesmo saco muitos interesses contrários, só para atender aos caprichos de uma mulher que quer ser candidata a Presidência da República.

    Tendo em vista este projeto particular, vale tudo.

    O movimento dos jovens que estourou em junho ainda não parou de se desenvolver.

    Provavelmente ele se consumará na formação de um novo partido que contemple esta nova forma de expressão, o que ainda não aconteceu mas acontecerá.

    Marina quer trazer para si esta insatisfação, por isso abre o leque a todos.

    Mas devido ao criticismo destes, logo ela será desvendada.

    Vale lembrar que Marina se organiza e se desorganiza, tem dificuldades em ter vida partidária estável, um pouco parecida com Heloísa Helena.

    Ela veio do PT, mas se indispôs, depois foi para o Partido Verde, e quando esperávamos que ela tivesse encontrado o seu partido ideal, ambientalista, eis que ela se desentende com a direção partidária, e sai.

    Deste jeito, parece que ela quer exercer o controle sobre uma organização partidária, não aceita a divergência, o contraditório. Uma ditadorazinha

    Agora só falta ela sair pela Jornada Mundial da Juventude pedindo assinaturas para legalizar a REDE.

    Afinal ela também foi católica um dia e saiu para ser "evangélica", ela que considerou um erro criticar-se Feliciano "por ser evangélico", e não "por suas posições políticas equivocadas".

    Falta coerência. Talvez fosse melhor se ela dissesse que quer um partido "evangélico", ou então um partido das minorias, ou um ambientalista. Mas agora parece não ser nenhum destes, ou todos estes.




    sábado, 13 de julho de 2013

    Deixe-me entender: Se reivindicam o "padrão Fifa" para a saúde e educação, porque não aceitam a realização da Copa no Brasil?

    Porque suas propostas estão baseadas no ciúme de que a Copa do mundo está sendo preparada com as melhores condições possíveis.

    E isto é inaceitável, para os coxinhas, ver tudo sendo feito no tempo certo, com a qualidade de primeiro mundo.

    É justo querer isto para a educação e para a saúde? sim, embora boa parte dos coxinhas usufrua de convênios médicos e se utilizem de escolas pagas particulares.

    Não é a principal reivindicação deles, que se apegam a questões menores, como o tal PEC sei lá das quantas, que dá poderes aos procuradores de justiça.

    Vá lá, tem sua importância. Eles não levantaram a idéia das 40 horas semanais.

    Essa é uma idéia boa. Mas porque não a reivindicam?

    Porque senão iria prejudicar o negócio de seus pais, que tem funcionários, que trabalhariam 4 horas a menos.

    Estamos longe da Europa, onde o trabalhador trabalha 36 horas por semana.

    E por favor, não me venham que o país perderá produtividade para a Tailândia e a Coréia.

    Se eles querem escravizar os seus povos o problema é deles, aqui, queremos qualidade de vida, acima de sermos "potência mundial".

    É preciso mudar os paradigmas da vida da nação

    Descoberto que os "vândalos e agitadores" que "se aproveitavam" das manifestações de junho são da classe média alta

    É...quem depredava tudo pela frente, com os rostos cobertos são da classe média alta sim. Um exemplo foi aquele filho de um empresário da área de transportes que depredou a prefeitura de São Paulo. E de que é a responsabilidade maior por este vandalismo deles? Os seus pais. Porque eles cresceram ouvindo as irracionalidades de seus pais que diziam e dizem tudo de ruim do governo. Acostumados a reclamar, por causa dos impostos que pagam, sendo que muitos sonegam a todo instante (isto eles não vêem), foram concluindo que nada presta. Daí a formar um grupo de caráter anarquista, é um pequeno passo. Agora, passados meses das depredações de junho , onde a todo instante a imprensa dizia que que eram aproveitadores, vem a verdade à tona. Os "perigosos" Black Bloc são formados majoritariamente por filhinhos de papai.
    Concluindo: os depredadores nas manifestações de junho pertencem ao conjunto dos participantes, e não são de fora, como se imaginava. Tenho dito

    sexta-feira, 12 de julho de 2013

    Liberdade para o arcebispo ortodoxo Jovan!

    Apelo da Conferência das Igrejas Europeias (CEC) à União Europeia e à ONU
     10 de Julho de 2013 (Zenit.org) - "A detenção do arcebispo Jovan pelas autoridades da ex-república iugoslava da Macedônia se deve ao fato de ele ter exercido o seu direito humano à liberdade religiosa". Foi assim que a Conferência das Igrejas Europeias (CEC) se manifestou em documento publicado após a sua recente reunião em Budapeste (3 a 8 de julho), conforme noticiado pela agência SIR.
    O arcebispo ortodoxo Jovan, de Ohrid, na Macedônia, está detido na prisão de Skopje desde dezembro de 2011, sem julgamento. Ele é acusado de alimentar o ódio religioso. O arcebispo recolocou sob a autoridade do patriarcado sérvio a arquidiocese de Ohrid, antes ligada à Igreja Ortodoxa Macedônia, nascida em 1967 com uma declaração unilateral de autocefalia, ou seja, como um cisma que a separou da Igreja Ortodoxa Sérvia.
    Segundo a SIR, esta é a terceira prisão do bispo ortodoxo. A CEC pediu às autoridades competentes da ONU e da UE para "investigar cuidadosamente o caso", verificando primeiramente "se as condições de detenção estão em conformidade com as regras estabelecidas pelo Conselho da Europa".
    A CEC também pede ao governo macedônio e ao seu primeiro-ministro, Nikola Gruevski, "um julgamento justo e a imediata libertação do arcebispo". As audiências do processo, de acordo com fontes da Igreja Ortodoxa Sérvia, são constantemente adiadas. As Igrejas européias foram ainda convidadas "a se unir em oração e solidariedade" ao arcebispo e a "enviar cartas de protesto às autoridades responsáveis".

    STJ convalida sentença canônica de nulidade de casamento.

    Nulidade de casamento religioso convalidada pela justiça brasileira
    O STJ homologa uma sentença canônica
    Por Edson Sampel
    SãO PAULO, 11 de Julho de 2013 (Zenit.org) - Recentemente, no mês de junho de 2013, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) convalidou uma sentença canônica de nulidade de casamento. O relator do processo estribou-se no artigo 12 do Acordo Brasil-Santa Sé. Com efeito, reza o parágrafo primeiro do mencionado artigo: “A homologação das sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial, confirmadas por órgão de controle superior da Santa Sé, será efetuada nos termos da legislação brasileira sobre homologação de sentenças estrangeiras.”
    Penso que doravante haverá muitos requerimentos de homologação de sentenças judiciais oriundas do poder judiciário da Igreja católica. Pelo pacto internacional celebrado com a Santa Sé, o Brasil se compromete a dar validade jurídica às decisões relativas a matrimônios, nada mais. Deveras, a Igreja sempre reivindicou sua competência concorrente para estatuir as normas que digam respeito ao casamento. Vale dizer: a Igreja e o Estado têm graves responsabilidades em tutelar os valores da família.
    Resta saber se a justiça brasileira homologará tão somente as sentenças em que a nulidade provier de causa concomitantemente relevante para o direito civil e para o direito canônico ou de causa de nulidade exclusivamente canônica. Explico. A coação irresistível, como uma ameaça de morte, torna nulo o casamento tanto no aspecto cível quanto no canônico. Ora, se o noivo foi compelido a se casar sob o prenúncio de um mal terrível, irrogado pelo pai da noiva, cuida-se de um casamento nulo. Outro exemplo se reporta à idade. É nulo para a Igreja e para o Estado um casamento em que o noivo contar com 11 anos de vida. Sem embargo, existem causas de nulidade exclusivamente canônicas, não referendadas pelo direito civil. Uma hipótese, bastante comum nos tribunais eclesiásticos, é a chamada “exclusão do bem da fidelidade”. Um dos nubentes, ou ambos, foi sempre infiel, privando com outros parceiros sexuais desde o namoro. Este casamento é nulo para a Igreja. Outra possibilidade, uma das mais ocorrentes nas cortes canônicas, é a denominada “falta de discrição de juízo”, ou seja, uma imaturidade grave que impede aos nubentes coexistirem sob o mesmo teto, com o cumprimento das obrigações inerentes ao conúbio. Isto é nulidade para o direito canônico, mas não para o direito civil ou estatal.
    Pelo que pude aquilatar em colóquios com alguns especialistas, a tendência é que a justiça brasileira homologue qualquer casamento declarado nulo pela corte máxima da Igreja, o Tribunal da Assinatura Apostólica, localizado em Roma. É, aliás, o que se depreende da leitura do resumo da primeira homologação deste tipo, postado no site do STJ. O relator coloca como premissas para a convalidação o fato de o casamento haver sido celebrado em conformidade com o direito civil, bem como a previsão do ato homologatório no acordo. Parece não haver nenhuma referência à causa de nulidade contemplada simultaneamente pelo direito civil e pelo direito canônico.
    A grande novidade trazida pelo Acordo Brasil-Santa Sé consiste em que os envolvidos nestes processos, após a devida homologação, passarão a ostentar o estado civil de solteiro. Isto é simplesmente revolucionário! É claro que, felizmente, não nos encontramos mais em tempos tão preconceituosos, em que ser divorciado ou divorciada era uma nódoa pesadíssima imposta pela sociedade. De qualquer modo, cuido que a bastante gente interessará voltar a ser solteiro, após um casamento malogrado.
    Os tribunais eclesiásticos do Brasil estão repletos de pedidos de nulidade de matrimônio. Sabemos que grande parte dos brasileiros opta pelo casamento religioso (canônico) na Igreja católica. Perante a legislação pátria, não vejo caminho para a declaração de nulidade de casamento, com o retorno ao estado civil de solteiro, a não ser pelo processo canônico, conforme as novas e alvissareiras perspectivas delineadas pelo acordo Brasil Santa-Sé

    Como era de se esperar a Imprensa golpista criticou os sindicatos e sua manifestação

    Disseram que haviam "militantes" pagos, que a presença foi mínima, com baixa adesão de operários, e que comparativamente, foi muito menos expressiva que as manifestações de junho (as que eles comandaram).
    Com esta enxovalhada em cima dos sindicalistas, estes não terão outra alternativa senão procurar fazer outra grande manifestação, agora bem mais massiva, para obrigar o governo e o Congresso Nacional a reverem a reivindicação das 40 horas semanais.
    Cresce a cada momento a ideia de se fazer uma GRANDE GREVE GERAL NO BRASIL.
    As Centrais Sindicais estão amadurecendo a visão de que se não se unirem para um grande movimento, nada de bom acontecerá para o trabalhador brasileiro, malgrado termos passado mais de 10 anos sob governo petista.
    O outro movimento, bem pergunte ao Facebook, ao Obama. eles é que sabem.

    E os movimentos sociais não se fundiram...

    De um lado o despertar de um movimento social internético volátil e difuso, com perfil de classe média "mauricínica", a comando do PIG (Partido da Imprensa Golpista), de outro, a sonolência de um movimento sindical que "dormiu em berço esplêndido", nestes 10 anos imaginando que obteria suas principais conquistas. 

    Não se pode dizer que o movimento dos coxinhas acabou, porque a volatilidade é imprevista. Deve voltar.

    Da mesma forma não se deve pensar que os sindicalistas irão voltar para seus sindicatos, muito ao contrário, procurarão retomar o movimento nas ruas e em greves que apenas se iniciam. 

    Aguenta Brasil, até as próximas eleições para não comprometer as poucas conquistas que tivemos.

    A leitura que fazemos é que um e outro caminharão separados e, de certa forma, tenderão ao confronto. 

    O movimento sindical não pode ser medido por esta movimentação que é apenas inicial. O que se deverá ver aqui para a frente é um endurecimento nas relações sindicais e um aumento disperso de greves. O movimento sindical deverá fazer novas investidas, porque não teve contempladas as suas principais bandeiras durante os governos do PT. As 40 horas principalmente.

    Já os coxinhas irão esquentar as ruas cada vez mais sozinhos, porque está sendo desvendada as suas reais intenções, deixando claro que lutar contra a corrupção á algo necessário e permanente. Mas ficar só no geral sem descer a propostas concretas. Por exemplo, não quiseram o plebiscito da Reforma política, então qual é a proposta?

    De qualquer forma, é bom para todos os lados esta movimentação porque lança o Brasil a novos horizontes, e desafios. O Parlamento como um todo precisa ser reformado, o Judiciário idem. O Executivo, nem se fale. É muita teta para ter que dar leite. Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas, meu!

    quinta-feira, 11 de julho de 2013

    O que significou o comício da Central do Brasil para Jango. Guarda-se alguma semelhança com o dia 11 de Julho?

    Não guarda semelhanças significativas. apenas o comício da Central foi um chamamento tardio para o povo resistir ao golpe de 64. Em certo sentido acelerou o golpe. Não foi, em si um erro, mas foi tardio. A manifestação de hoje já é um movimento que corre por fora, que iniciará uma onda de movimentos grevistas em quase todos os setores produtivos. Tudo isto e consequência do movimento dos jovens que vieram às ruas em junho e que acredito, provavelmente não virão desta vez. A classe média coxinha não se mistura com povo. Vamos conferir.  

    11 de Julho, primeira grande manifestação popular organizada um pleno Governo do PT

    Lá se vão 10 para 11 anos de governo petista e somente agora o movimento organizado sai às ruas. É como se tivesse havido uma sonolência, um acordo informal não negociado.
    O fato é que o gigante acordou, como dizem os jovens que foram às ruas um mês antes. Não de maneira difusa e manipulada, mas com pautas e posições seguras.
    Vem como um grito que se soltará mais daqui para diante, vem como resposta a uma tentativa de golpe da direita, que pouco se lixa pela democracia, vem para dizer que é apenas um início, e que vai esquentar.
    O Governo tucano impôs o trabalho no Metrô, e deverá funcionar normalmente.
    Haverão concentrações um quase todos os municípios do país. Esta manifestação dá início a um novo período de relações trabalhistas, onde as greves provavelmente serão mais frequentes.
    Vamos ver.

    quarta-feira, 10 de julho de 2013

    "Esmagado entre as legislações europeias e as constituições nacionais: resta espaço para o cristianismo?".

    Lobbies usam instituições internacionais para impor suas ideias
    Alerta lançado na segunda conferência internacional organizada pelo Instituto Dignitatis Humanae
     09 de Julho de 2013 (Zenit.org) - Existe um conflito entre as instituições europeias e as políticas nacionais no tocante à família. Em particular, “alguns países e certos grupos ideológicos e lobbies usam as instituições internacionais para impor suas ideias, supostamente ‘avançadas’, com frequência em nome da democracia”, opinou dom Piotr Mazurkiewicz, do Pontifício Conselho para a Família, na segunda conferência internacional do Instituto Dignitatis Humanae, cujo tema foi uma pergunta: "Esmagado entre as legislações europeias e as constituições nacionais: resta espaço para o cristianismo?".
    Dom Mazurkiewicz acrescentou que, “conforme se lê na encíclica Centesimus Annus, de João Paulo II, em seu número 46, ‘a história demonstra que uma democracia sem valores se transforma facilmente num totalitarismo aberto ou camuflado’. O papel dos tribunais internacionais está transformando a democracia em juristocracia”, concluiu.
    O evento aconteceu em 28 de junho na sede da Academia Pontifícia das Ciências Sociais, no Vaticano, e teve como convidado de honra o cardeal Raymond Leo Burke, prefeito da Assinatura Apostólica.
    O instituto nasceu no seio do Parlamento Europeu para promover a proteção dos valores irrenunciáveis da dignidade humana e da vida, desde a concepção até a morte, através da participação da fé cristã na vida pública e em políticas de civilização, para o reconhecimento do homem como criado à imagem e semelhança de Deus. O presidente honorário é o cardeal Renato Raffaele Martino, presidente emérito do Pontifício Conselho Justiça e Paz.
    Dom Mazurkiewicz ressaltou que "o Direito Internacional nasceu com as bases do direito natural, mas hoje assistimos ao que Bento XVI chamou de dramática deriva do direito natural a uma concepção de puro funcionalismo positivista".
    A ideologia de gênero é uma ideologia de poder, na qual o casamento e a família são considerados como estruturas de opressão. “É necessária uma autêntica resposta cultural, uma nova síntese humanística, baseada na antropologia cristã do amor, da comunhão e da complementaridade”.
    Mazurkiewicz incentivou também "a participação ativa dos cristãos na política e a elaboração de estratégias para promover com clareza as posturas cristãs na mídia e nas instituições, destrinchando o problema nas suas múltiplas facetas".
    "No caso do matrimônio, por exemplo, na questão dos direitos dos menores, para a sua concepção ou para as adoções; a objeção de consciência nos serviços de saúde, no sistema educacional e nas administrações públicas; a discriminação dos casais heterossexuais com a supressão de termos como "marido" e "mulher", ou "pai" e "mãe"; a limitação da liberdade religiosa com a aprovação de leis equivocadas em nome da laicidade”.
    Convidando ainda à vigilância sobre as opções que condicionam a vida dos povos e da humanidade, dom Mazurkiewicz recordou o que foi profetizado pelo escritor Thomas Stearns Eliot: "O fim do mundo não virá como uma explosão, mas como um salto". E concluiu: “Os bárbaros já estão dentro das muralhas”.

    Hoje, 10 de Julho, cidade fria e nublada

    A meteorologia foi mais condescendente  personagem do que este vil  personagem que sempre madruga esperando uma aurora que demora.
    Passeio com meu cão pelas folhagens mortas do inverno procurando onde o asfalto pode transformar-se em terra, na leitura canina.
    Também procuro durante o dia onde a humanidade pode vir a humanizar-se também, numa linguagem celeste.
    Tenho esperanças, apesar do ódio que cresce no país, de que um dia conseguiremos atingir uma unidade formidável, onde todos os brasileiros possam sentir-se dignos de seu país.
    Os ricos não contam nesta estatística, pois raramente alegram-se. Passam o seu tempo contando e contando o dinheiro. 

    terça-feira, 9 de julho de 2013

    Aceleração da vida social e política no país levará a uma recomposição de forças. (Fazendo um exercício de futurologia).

    Não haverá mais o bloco monolítico e multicolorido para apoiar Dilma nas próximas eleições.

    A polarização social estará levando, inevitavelmente ( para usar um jargão de Marina - a bonitinha), a uma recomposição de forças.

    Os aliados atuais correrão para outros candidatos, principalmente os novos, onde não houve tempo ainda para serem fustigados em suas vidas, até acharem indícios de corrupção.

    O PMDB será o primeiro a pular fora do barco, porque é o partido do tanto faz, se ganha ou se perde, pois sendo maioria, quem ganhar deverá cooptá-lo para o governo.

    Provavelmente irá para quem estiver com melhores chances. E, cá entre nós, as chances de Dilma, hoje, são diminutas. O PMDB, irá para Aécio, ou Serra, ou o Governador do Pernambuco.

    O PT, como partido, continuará crescendo, apesar de todo o desgaste por que passa. Ele tentará fazer uma composição à esquerda, coisa que praticamente havia esquecido, para não se esvaziar definitivamente, nas eleições majoritárias. Será obrigado a propor uma política econômica mais à esquerda, diferentemente do que fez nestes 10 anos.

    Marina tem chances de se eleger presidente. Se isto ocorrer o Brasil entrará numa instabilidade semelhante a da era Collor, sem maioria no Congresso. Ela será fritada antes de um ano de gestão.

    Aécio já se enveredou no radicalismo de direita, e está inevitavelmente condenado a ter confrontos sociais em sua gestão, caso ganhe.

    O Governador de Pernambuco poderá aglutinar novamente a esquerda, mas o PT não desejará deixar o seu protagonismo.

    Não está descartado o surgimento de candidatos do bolso do colete, numa surpresa reservada para ganhar com uma cara nova. Muitos candidatos foram lançados assim; já vimos este filme antes.




    segunda-feira, 8 de julho de 2013

    O Brasil caminha para o acirramento de posições

    Não creio em uma fusão do movimento internético com o organizado.

    Ambos tem raízes diferentes e propostas igualmente diferentes.

    Vão se enfrentar em algum momento.

    Todos devem ter observado que a mídia, que sabe que virá um dia 11/07 quente, convocado pelas Centrais Sindicais, não está dando nenhuma chamada para talvez a primeira Greve Geral em décadas, simplesmente porque não escreve em sua cartilha.

    Bem diferente das coberturas recheadas de insinuações e de apoio para os coxinhas

    Centrais vem preparando suas categorias para o dia 11/07. Tempo nublado e seco

    Agora  saberemos quanto o movimento organizado pode jogar nesta partida trazida pela mídia e que insuflou a classe média com propostas várias, porém nenhuma chegando à essência das questões. èlo que se sabe aqui e ali, as categorias vão se mobilizando e se preparando.
    Esta é uma semana crucial  porque dará a dimensão verdadeira desta luta pouco definida: uma mídia escondida por trás de movimentos informais, movimentos que se organizam informalmente e com acusações mais do que propostas, e um movimento social organizado que dormia e terá de acordar com disposição.

    domingo, 7 de julho de 2013

    Professor Felipe Aquino, afinal qual é a sua proposta?

    A Dilma é quem deve implementar uma constituinte de reforma política, ou o Congresso dever ele mesmo fazê-la? Enfim o que o senhor pensa, porque no seu texto há uma defesa do voto distrital e do sistema parlamentarista. Mas virá como? O Congresso protela e protela. A Presidente fez uma proposta. E então?

    FELIPE AQUINO - DE QUÊ O BRASIL PRECISA ?

     




                O Brasil está doente, muito doente!




    As ruas mostraram e continuam mostrando isso. O povo não tem serviços de saúde adequados, transportes dignos, mas tem 12 sofisticadas e modernas arenas de futebol; “elefantes brancos” poucos usados e que custaram mais de 28 bilhões de reais. A FIFA pediu apenas oito. Não tem hospitais e boas escolas com bons professores; o Estado está inchado e é mastodôntico, os gastos públicos são absurdos, a inflação ressurge, a corrupção é institucionalizada, vários partidos apoiam o governo “a preços altos”, os conchavos políticos são corriqueiros, o número de ministros e de ministérios (39!) é escandaloso, os impostos são escorchantes (levam cinco salários mensais do trabalhador!), o “pão e o circo” tenta enganar o povo, enquanto a impunidade campeia; os grandes ladrões e corruptos não vão para a cadeia (vide Mensalão!).
    De fato o Brasil é um país muito doente! Mas, como tratar desse enfermo grave? Certamente não adianta dar apenas aspirina a esse doente. É preciso descer às causas profundas de sua enfermidade. Não há solução fácil para problema difícil. Quando o doente vai ao médico e se queixa de dor no peito, na cabeça, febre alta, tontura, mal estar, etc., não basta dar a ele analgésico. Ele pode estar com uma coronária entupida, um câncer, uma depressão profunda…








    Diante das manifestações o governo se agita e propõe uma Constituinte e Plebiscito; mais parece uma “cortina de fumaça” enganadora. Para fazer a necessária e inadiável reforma política não é preciso de nada disso, os juristas já disseram que basta o Congresso querer e fazer. Há mais de vinte anos isso vem sendo adiado. Toda vez que há uma crise se fala em reforma política, passado o perigo, não se fala mais nisso.

    Em caráter de urgência vimos o Congresso agora aprovar recursos do Pré-sal para a educação e saúde; o crime de corrupção é taxado de hediondo; os preços dos pedágios são congelados; as tarifas de ônibus baixam; um deputado de RO é preso às pressas pelo STF e a PEC 37 é rejeitada na correria. Mesmo que sejam medidas necessárias, são paliativos, analgésico que não cura o doente.

    O Brasil precisa sim de muitas reformas estruturais que não interessa a quem deseja manter as coisas como estão: reforma política, econômica, tributária, educacional, trabalhista, previdenciária, etc. Mas, sem a reforma política as outras não podem acontecem por que depende do sistema politico, que hoje induz à corrupção. Mas qual a reforma política que o Brasil precisa?

    Antes de tudo uma Reforma política precisa aprovar o “voto distrital” e o regime parlamentarista. São cirurgias que o país precisa, muito além de “band-aid’s” e analgésicos. Nos próximos artigos vamos explicar com mais detalhe a importância de cada uma dessas providências.



    FELIPE AQUINO   -   Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica


    publicado por solpaz às 19:1

    sábado, 6 de julho de 2013

    Movimento social do campo dirige uma carta a Dilma

    Concentração de terras

    Para os trabalhadores rurais, a concentração de terras nas mãos de latifundiários e empresas estrangeiras e a privatização dos bens naturais estratégicos, como a água, as florestas, o minério acarretam em desigualdades sociais cada vez maiores.

    Segundo dados do IBGE, cerca de 8.300 grandes proprietários de terra, sozinhos, são donos de 83 milhões de hectares, enquanto 4,3 milhões de famílias de trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar e camponesa possuem 70 milhões de hectares. No entanto, são os agricultores familiares e camponeses que são os responsáveis pela produção de 70% do alimento fornecido ao povo brasileiro.

    "Nove grupos empresariais dominam e agem como cartéis nos alimentos; controlam as sementes, a indústria de venenos; impõem o uso de agrotóxicos em toda agricultura; desmatam grandes extensões de florestas e manguezais; invadem e perseguem populações indígenas, pescadores e quilombolas e trabalhadores do campo", completa a carta.

    Plebiscito

    As organizações e movimentos sociais do campo declaram ainda o apoio à convocação de um plebiscito popular para a execução de uma reforma política no Brasil. "Apoiamos todas as reivindicações populares e a necessária Reforma Política de nosso país, com a convocação imediata de um plebiscito popular", finalizam.

    Confira a carta na íntegra:

    Carta aos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e à Presidenta do Brasil

    Nós, organizações e movimentos sociais que vivemos no campo, trabalhamos e produzimos o alimento para o povo brasileiro, fomos convidados para uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Aceitamos o convite e esperamos que deste diálogo se abra um novo momento para verdadeiras soluções dos problemas que os trabalhadores e trabalhadoras do campo vêm sofrendo há décadas e que afeta as cidades.

    Através desta carta, queremos contar qual será nossa posição na reunião com a Presidenta. O povo brasileiro está nas ruas, cobrando e reivindicando solução aos verdadeiros problemas da classe trabalhadora, exigindo redução nas tarifas, melhorias no transporte, lutando por melhorias no atendimento da saúde (SUS) e educação pública, gratuita,de qualidade, e pela democratização dos meios de comunicação, contra a repressão, entre outros. As lutas exigem mudanças estruturais. As lutas sociais são legítimas e somente elas podem melhorar as condições de vida do nosso povo.

    Estamos e seguiremos juntos nas lutas populares que estão ocorrendo nas cidades e no campo. Queremos manifestar nosso apoio e solidariedade às lutas e reivindicações populares da juventude, do povo dos bairros e de todos os trabalhadores e trabalhadoras que trabalham e vivem nas cidades.

    No campo, há uma enorme dívida social e as desigualdades são cada vez maiores. As terras se concentrando nas mãos dos latifundiários e de empresas estrangeiras. Os bens da natureza, estratégicos, como terras, águas, florestas, minérios, estão sendo privatizados e entregues ao controle de grandes empresas. Cerca de 8.300 grandes proprietários de terra, sozinhos, são donos de 83 milhões de hectares, enquanto 4,3 milhões de famílias de trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar e camponesa possuem 70 milhões de hectares. No entanto, somos nós, os responsáveis pela produção de 70% do alimento fornecido ao povo brasileiro.

    O veneno agrícola usado pelo agronegócio chega na nossa na mesa causando muitos problemas de saúde. Os preços dos alimentos são aumentados pela especulação das empresas. A agricultura brasileira está dominada pelas grandes empresas transnacionais.

    Nove grupos empresariais dominam e agem como cartéis nos alimentos; controlam as sementes, a indústria de venenos; impõem o uso de agrotóxicos em toda agricultura; desmatam grandes extensões de florestas e manguezais; invadem e perseguem populações indígenas, pescadores e quilombolas e trabalhadores do campo; impõem trabalho escravo; criminalizam e perseguem as organizações; e aumentam os preços dos alimentos para as populações das cidades. Este é o modelo de agricultura chamado de agronegócio, que não paga imposto para exportar, recebe grandes volumes de dinheiro público e tem sido privilegiado nas políticas de Estado e de governos.

    QUEREMOS MUDANÇAS!

    As ruas pedem mudanças para melhorar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Na agricultura, esperamos que ocorram mudanças profundas. É momento dos governos superarem posturas conservadoras e avançarem no ritmo que as lutas populares estão exigindo.

    O que queremos do governo Dilma:

    1. Recuperar a soberania nacional sobre as terras brasileiras. Propomos que o governo anule as áreas já compradas e desaproprie todas as terras controladas por empresas estrangeiras.

    2. Acelerar a Reforma Agrária e que sejam assentadas imediatamente as milhares de famílias acampadas a beira das estradas.

    3. Políticas públicas de apoio, incentivo e crédito para produção de alimentos baratos, saudáveis, sem venenos com o fortalecimento do campesinato. E adoção de programas estruturais para juventude e para as mulheres do campo.

    4. Garantir os direitos dos povos do campo, com o reconhecimento e demarcação imediata das terras indígenas, quilombolas e dos direitos dos atingidos por barragens, territórios pesqueiros e outros.

    5. O imediato banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo, a proibição das pulverizações aéreas e políticas de redução do uso de agrotóxicos no campo. E profunda revisão na política de liberação dos transgênicos e controle social.

    6. Que o governo assuma uma política de controle do desmatamento das florestas em todo país e apoie a recuperação de áreas degradadas e de reflorestamento pela agricultura familiar e camponesa.

    7. O cancelamento da privatização dos recursos naturais como água, energia, minérios, florestas, rios e mares. Propomos a retirar do regime de urgência no congresso nacional, do projeto de Código de Mineração, e que o governo/congresso faça um amplo debate nacional com os trabalhadores brasileiros, para produzir um novo código de acordo com os interesses do povo brasileiro.

    8. Implementação imediata de programas para erradicar o analfabetismo e garantir escolas em todas as comunidades rurais.

    9. Suspensão de todos os leilões de privatização de áreas de perímetros irrigados no nordeste e destinação imediata para o INCRA realizar assentamentos para agricultura familiar e camponesa e adoção de políticas estruturais para democratização da água e para ajudar as famílias a enfrentar as secas.

    10. Fim da lei Kandir, que isenta de impostos as grandes empresas exportadoras de matérias primas agrícolas, energéticas e minerais.

    Além disso, apoiamos todas as reivindicações populares e a necessária Reforma Política de nosso país, com a convocação imediata de um plebiscito popular.

    Para finalizar, queremos, através desta carta, contar com o apoio de vocês, trabalhadores e trabalhadoras das cidades. Seguiremos juntos, nos mobilizando e lutando.

    Contem conosco!

    Brasil, 4 julho de 2013.

    CONTAG, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura
    Federação Nacional dos Agricultores Familiares-FETRAF
    Articulação dos Povos Indígenas do Brasil- APIB
    Via Campesina Brasil
    Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra-MST
    Movimento dos Atingidos por Barragens-MAB
    Movimento das Mulheres Camponesas- MMC
    Movimento dos Pescadores e Pescadoras do Brasil- MPP
    Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas- CONAQ
    Associação dos Assalariados Rurais de Minas Gerais- ADERE
    Movimento dos Camponeses Popular- MCP
    Movimento Nacional pela Soberania Popular sobre Mineração-MAM
    Conselho Missionário Indigenista-CIMI
    Pastoral da Juventude Rural-PJR
    Associação Brasileira de Reforma Agrária- ABRA
    Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal-ABEEF
    Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil- FEAB
    Encontro Nacional de Estudantes de Biologia- ENEBIO
    Articulação Nacional de Agroecologia- ANA
    Articulação das Entidades do Semi-arido (nordestino) ASA

    Fonte: Movimentos Sociais do Campo