segunda-feira, 30 de junho de 2014

Síria: rebeldes islâmicos crucificam 8 soldados rivais

O Santo Padre Francisco pediu ontem, antes da oração do Angelus, orações pelo Iraque para cessar a guerra e por todas as famílias deslocadas, particularmente as cristãs
Por Redacao
30 de Junho de 2014 (Zenit.org) - O Santo Padre Francisco pediu ontem antes da oração do Angelus, orações pelo Iraque, para o fim da guerra e por todas as famílias deslocadas, especialmente as cristãs.
Os combatentes do jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), neste domingo, anunciaram a criação de um califado islâmico no Iraque. Há semanas que se encontram em amplas regiões do Iraque, principalmente na região ocidental do Al Anbar e na setentrional de Nínive.
A Igreja no Iraque sempre lutou contra a ideia da divisão do país em três regiões: Xiita no sul e oeste, sunita no oeste e curda ao norte, e esta hipótese parece tomar força. Por sua parte, o primeiro-ministro da região autônoma do Curdistão Nechirvan Barzani, em declarações à Bbc disse que o Iraque, como o conhecemos agora, poderia não existir mais e que torna-se muito difícil pensar que a situação possa retroceder e voltar a ser o que era antes do avanço das tropas islâmicas.
Também chegam notícias da Síria, onde crucificaram, na cidade de Alepo, oito combatentes de brigadas rivais e os deixaram sangrar até a morte, informou ontem o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, cujos vídeos podem ser vistos no youtube.
Esta ONG afirmou que as vítimas foram executadas no sábado, na aldeia de Deir Hafer, e advertiram que os corpos crucificados ficariam lá por três dias. Indicou também que na cidade de Al Bab, no leste de Alepo, os rebeldes amarraram em uma cruz outro homem, durante várias horas, acusado de “falso testemunho”.
Não é a primeira vez que o EIIL, também conhecido como ISIS por sua sigla em Inglês e que tem sua sede na província de Al Raqa, no norte da Síria, crucifica pessoas. O movimento rebelde islâmico EILL está realizando incursões também no Iraque, especialmente na região ocidental e setentrional
De acordo com agências de notícias, só neste ano, uns 6 mil combatentes foram mortos em confrontos entre o EILL e o frente al Nusra, pro Al Qaeda na Síria e os rebeldes moderados. (Trad.T.S.)

sábado, 28 de junho de 2014

Laos: cinco cristão são acusados ​​de homicídio para impedir a evangelização

Cinco líderes de comunidades cristãs que assistiram espiritualmente uma mulher moribunda
Por Redacao
27 de Junho de 2014 (Zenit.org) - Cinco líderes cristãos da província de Savannakhet foram acusados ​​de assassinato e estão em perigo de passar um longo período na prisão. As alegações são completamente falsas e instrumentalizadas, a fim de "decapitar" as comunidades cristãs da província, com a finalidade de evitar a propagação da fé cristã.
De acordo com informações da Agência Fides, os cinco líderes foram acusados ​​de matar uma mulher cristã, que morreu de morte natural, e que eles tinham visitado em suas últimas horas de vida, para dar-lhe o conforto da fé e da oração.
A Sra. Chan, da aldeia de Saisomboon, morreu no dia 22 de junho, depois de dois anos de doença, e numerosas intervenções médicas e de curandeiros locais.
A mulher, mãe de oito filhos, converteu-se ao cristianismo, sendo antes budista, em abril do ano passado. Com um gesto que representa uma flagrante violação da liberdade religiosa, o chefe da aldeia já havia impedido que os cristãos celebrassem o funeral, e exigiu a organização dos funerais de acordo com o ritual budista, apesar da discordância da família (oito filhos, que também se converteram) e outros membros da aldeia (onde cinco famílias que abraçaram a fé cristã).
Os cinco líderes das comunidades cristãs das aldeias vizinhas estavam no local, juntamente com outros crentes, para assistir ao funeral. A polícia os prendeu sob a acusação de assassinato.
De acordo com a Fides a ONG "Human Rights Watch for Laos Religious Freedom” ( (HRWLRF), estão na cadeia: a Sra. Kaithong, líder da comunidade de Saisomboon; o Sr. Puphet, líder da igreja da aldeia Donpalai; o sr. Muk, líder cristão do povo de Huey; Hasadee, que dirige os fies de Bunthalay; e o Sr. Tiang.
"As autoridades estão tentando encontrar qualquer pretexto possível, a fim de impedir a propagação do cristianismo na área", diz uma nota enviada à Agência Fides pela HRWLRF. A ONG, que exige a libertação imediata dos cinco inocentes, pede ao governo de Laos para que respeite o direito de todos os cidadãos à liberdade de religião e garanta a legalidade e o Estado de Direito. (Trad.T.S.)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Malásia. Conselho Islâmico de Selangor: "Não devolveremos as Bíblias"


Continua a batalha legal dos islamitas para que seja reconhecido o "direito" de destruir os textos sagrados. Quem continuar distribuindo material cristão está ameaçado de prisão.
Por Redacao
26 de Junho de 2014 (Zenit.org) - Já tinham apreendido cerca de uma centena de exemplares da Bíblia, nunca as restituíram, apesar de uma decisão contrária do Procurador, agora o Mais, o Conselho Religioso Islâmico do Selangoravverte que vai continuar a apreender textos cristãos que contenham a palavra "Alá" e destruí-los.
A informação, aparece em um relatório oficial retomado por Asia News, vem do presidente Datuk Mohamad Adzib Mohd Isa, acrescentando que o grupo, órgão oficial do Estado de Selangor, tem o direito de "destruir" os textos sagrados da Sociedade Bíblica da Malásia (BSM) já em sua posse. Reivindica, além do mais, o dever de opor-se à distribuição de literatura cristã em Selangor, um dos 13 estados da Malásia, e chega a ameaçar a prisão daqueles que continuem a espalhar o material cristão "fora da lei".
O Presidente Adzib reitera então a rejeição do veredicto do Mais que exije a restituição dos textos sagrados à BSM. Para o Judiciário, as Bíblias não representam um perigo e o Selangor Islamic Religious Department (Jais) errou ao confiscar. Os islamitas, no entanto, têm a intenção de continuar a batalha legal, até que seja reconhecido o seu "direito" de destruir as cópias da Bíblia.
Nos últimos dias, o sultão de Selangor pediu aos membros do Jais, que detêm "os textos da discórdia", de ir ao tribunal e perguntar aos juízes o que fazer com os textos. Altos membros da liderança local - informa ainda Asia News - destacam que "ainda não há decisões oficiais" sobre a disputa e se espera o pronunciamento do Poder Judiciário antes de prosseguir. Ao mesmo tempo, é refutado fortemente o boato de que as Bíblias já foram destruídas.
Os ataques contra a minoria cristã este ano - a apreensão das Bíblias, ataques a igrejas e profanação de túmulos - são originados do polêmico julgamento do Tribunal de Recurso, que impede à revista católica HeraldMalaysia de usar a palavra "Alá". No dia seguinte do veredicto, alguns funcionários do ministério do Interior apreenderam 2 mil cópias da revista da arquidiocese de Kuala Lumpur no aeroporto de Kota Kinabalu, no estado de Sabah. A apreensão foi "justificada" pela necessidade de verificar se a publicação era "compatível" com o dispositivo emitido pelos magistrados e para ver se não "houvesse um uso ilegal da palavra Allah".
Na Malásia, uma nação de mais de 28 milhões de pessoas, na grande maioria muçulmanos (60%), os cristãos são a terceira confissão religiosa (atrás dos budistas), com um número de fiéis superior aos 2,6 milhões; A publicação de um dicionário latino-malese, com 400 anos de idade, mostra como, desde o início, o termo "Alá" foi usado para descrever Deus na Bíblia da língua local. Trad.TS

Estado laico não é Estado Irreligioso

China: a polícia ameaça os cristãos que querem proteger as igrejas e cruzes
Provavelmente cancelada a manifestação silenciosa dos cristãos da província de Wenzhou, prevista hoje, contra a campanha de demolição dos lugares de culto e remoção de crucifixos
Por Redacao
24 de Junho de 2014 (Zenit.org) - Provavelmente será anulada a grande manifestação de protesto dos cristãos da província meridional do Zhejiang, na China, contra a campanha de demolição das igrejas e de remoção de cruzes dos locais de culto. A causa: a pressão da polícia local a vários líderes cristãos da região.
Um deles – disse a agência Asia News – narrou, de fato, que as forças policiais ligaram para vários pastores protestantes com o fim de adverti-los “a não se juntarem” ao protesto silencioso em frente aos departamentos do governo da província de Piangyang, no município de Wenzhou, onde se encontra  a maior concentração de cristãos de todo o país.
Também uma outra fonte não identificada disse ao jornal South China Morning Post que havia recebido um telefonema da delegacia de polícia de Pingyang: "Me perguntaram se eu era o organizador do protesto marcado para hoje - diz - e me ‘explicaram’ que esta manifestação nos trará muitos problemas, porque é ilegal”. Os agentes telefonaram também a outros pastores, para “advertir-los” também.
Antes dessas chamadas, os representantes de todas as 135 igrejas cristãs de Pingyang tinham confirmado a presença na manifestação. Todos – explica Asia News – são membros do Movimento das Três autonomias e do Conselho cristão da China, órgão do governo nascido para o controle da comunidade cristã.
Desde janeiro de 2014, a campanha "Três ajustes e uma demolição", lançada pelo governo resultou na demolição de cerca de 360 ​​cruzes ou edifícios cristãos e na demolição de uma igreja. De acordo com os cristãos locais, a campanha é um exemplo claro de perseguição religiosa; para o governo local, a iniciativa "é dirigida contra construções ilegais, não apenas contra as igrejas".
"Enviamos várias vezes alguns representantes para tentarem negociar com as autoridades - diz outro líder cristão - perguntando-lhes quais regras as nossas igrejas violaram e colocando-nos a disposição para corrigir os erros. Mas, todas as nossas solicitações colidiram com um muro de silêncio”.
Enquanto a comunidade cristã diz-se, portanto, pronta para continuar a proteger as cruzes, fontes próximas ao governo municipal anunciam que um líder provincial vai visitar a área no dia 28 de junho para monitorar a situação das cruzes que violam os regulamentos.
"Eis porquê o governo e a polícia nos controlam tão de perto - disse o representante religioso -, mas estamos empenhados em proteger as nossas cruzes. As tiraremos nas nossas igrejas enquanto o Partido iça a bandeira comunista nos seus edifícios”. Trad.TS

Malásia: publicação católica é proibida de usar o termo Alá


A Federação Cristã da Malásia teme graves consequências para a liberdade religiosa dos cristãos
Por Redacao
24 de Junho de 2014 (Zenit.org) - Os líderes cristãos reunidos na Federação Cristã da Malásia manifestaram grande decepção com a sentença do Tribunal Supremo do país, que confirma a proibição do uso do termo “Alá” pelo semanário católico “Herald”. Os dirigentes cristãos lançaram um novo apelo pela liberdade religiosa na Malásia.
“Continuamos afirmando que a decisão do Tribunal de Apelação, confirmada pelo Tribunal Federal, é muito deficiente em muitos aspectos. De acordo com a Justiça, as muitas observações inexatas e errôneas deveriam ser corrigidas. Agora, haverá consequências negativas graves para a liberdade religiosa dos cristãos na Malásia”, diz um comunicado enviado à agência Fides.
A Federação Cristã da Malásia também recorda que “o Fiscal Geral tinha destacado, em 20 de outubro de 2013, que esta decisão se referia apenas à utilização da palavra ‘Alá’ no periódico ‘Herald’. Portanto, pedimos que o governo e o poder judiciário recordem publicamente que a decisão da Corte Federal se limita às circunstâncias específicas do caso e que os cristãos malaios continuam tendo o direito de usar a palavra ‘Alá’ na Bíblia, nas funções religiosas e nas reuniões. No momento, pedimos que a comunidade cristã na Malásia permaneça firme em sua fé diante das adversidades prolongadas”, termina o comunicado.

África do Sul: assassinada missionária que dedicou a vida aos órfãos


Polícia deteve dois suspeitos, mas causa do crime ainda é desconhecida
Por Redacao
 24 de Junho de 2014 (Zenit.org) - A irmã Mary Paule Tacke, da Congregação das Irmãs Missionárias do Precioso Sangue (CPS), também conhecidas como Missionárias de Mariannhill, foi assassinada na África do Sul na semana passada. A polícia prendeu dois homens suspeitos do crime que vitimou a religiosa estadunidense de 82 anos, mas a investigação para esclarecer os fatos ainda prossegue.

A irmã Mary era de Cottonwood, Idaho, mas trabalhava na África do Sul desde a década de 1950. Fundou em 1955 o Bethany Place of Safety, um orfanato para crianças abandonadas, depois que alguns policiais lhe confiaram o cuidado de um grupo de órfãos. Mais tarde, fundou outro orfanato, o Thembelihle Home, para crianças de mais idade, muitas delas HIV-positivas.
O carro da irmã Mary foi abordado por bandidos no domingo, 15 de junho, perto de Mthatha, quando a religiosa ia visitar um dos orfanatos que tinha fundado. Depois, o carro com os bandidos a bordo foi perseguido pela polícia e capotou, mas os delinquentes escaparam. Foi encontrada no carro uma arma de fogo, mas, segundo informações da agência Fides, não havia rastros da religiosa.
O corpo da irmã Mary foi encontrado no dia 20 de junho em um riacho perto da aldeia de Tyara, a 60km de Mthatha. Como o cadáver não apresentava ferimentos provocados por arma de fogo nem por arma branca, a polícia acredita que ela pode ter sido estrangulada. Em seu bolso, a irmã tinha algumas cédulas, a carteira de motorista e as chaves de casa.

Mãe cristã condenada à morte no Sudão foi liberada, absolvida, porém, novamente presa


O anúncio foi feito por seu advogado, preso com a mulher e o marido Daniel no aeroporto de Khartum pelos serviços secretos do Sudão
Por Redacao
24 de Junho de 2014 (Zenit.org) - Não há paz para Meriam Yahia Ibrahim Ishag. Após a notícia de sua libertação, a moça cristã, condenada por apostasia no Sudão, foi presa novamente. O anúncio foi feito através de seu advogado Antonella Napoli, presidente da ong Italians for Darfur.
Meriam, o marido Daniel e o mesmo advogado foram presos hoje no aeroporto de khartum pelos serviços de inteligência do Sudão que os trouxeram para o departamento de segurança perto do aeroporto.
A jovem,  mãe de dois filhos, - que deu à luz seu segundo filho na prisão – foi solta ontem e a sua sentença à morte anulada pelo lançado ontem e sua sentença de morte anulada pelo Tribunal de Apelações do Sudão. Antes da nova detenção, a jovem mãe tinha sido levada para um local secreto "por razões de segurança".
"Tememos por sua vida", disse um de seus advogados logo após a nova prisão. Trad.TS

terça-feira, 24 de junho de 2014

Estrangeiros listam dez exemplos que o Brasil poderia exportar

Hábitos tipicamente brasileiros poderiam ser exemplo no Exterior

Atualizada em 24/06/2014 | 07h3908/05/2010 | 17h15
Estrangeiros listam dez exemplos que o Brasil poderia exportar Gilmar Fraga, Arte ZH/
Os hábitos de higiene dos brasileiros estão entre os itens lembrados pelos estrangeirosFoto: Gilmar Fraga, Arte ZH
Quais são os hábitos brasileiros que os estrangeiros gostariam de ver em seus países? Com base nessa pergunta, surgiu esta reportagem, numa proposta similar à dos “Dez exemplos que o Brasil deveria importar”, publicada em 28 de março de 2010. Os exemplos a seguir foram selecionados a partir de entrevistas com mais de 40 pessoas, que visitaram, moraram ou estão no Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul.

Vale lembrar, é claro, que nenhum dos hábitos é unanimidade entre os viajantes de diferentes países – assim, uma prática pode ser exemplo para uns e não para outros. Tudo depende das experiências de cada entrevistado.
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Algumas práticas citadas, inclusive, podem causar um enorme estranhamento, uma vez que nós não as imaginamos como exemplares – como o depoimento de uma grega, que gosta do trânsito daqui, por se buzinar muito menos do que em Atenas. Os aspectos mais lembrados estão ligados ao otimismo, riso fácil e afetividade observados no país. 

– Os brasileiros, de modo geral, são alegres. Gosto do modo como encaram os problemas, sempre de bom humor – afirma Elaine de La Sierna, 22 anos, administradora, nascida em Cochabamba, na Bolívia. – O brasileiro é afetuoso, cordial, gosta do riso, do contato humano, mas isso é difícil de exportar – afirma o músico uruguaio Saul Garber, 57 anos.

1 - Festas

As festas no Brasil podem até começar mais tarde, mas com certeza duram mais. Em países da Europa e América do Norte, há leis contra vender bebidas alcoólicas depois de determinado horário. Há bares que abrem a partir das 2h, por exemplo, mas esses são bem mais caros.

–Eu adoro o horário das festas no Brasil, em que se volta para casa às 6h ou 7h da manhã. Na Grã-Bretanha, os pubs fecham às 23h ou 24h. Todos bebem o máximo possível até esse horário e ficam bêbados demais – comenta Harriet Francis, 32 anos, advogada.

– Achamos ótimo não ter que se apressar para beber até as 22h45min, como nos pubs britânicos. A única maneira de continuar a noite é ir a uma boate, onde as bebidas são mais caras e muitas vezes se cobra pela entrada – observa Christine Gaylarde, aposentada, 65 anos. 

2 - Abraço

O abraço entre amigos ou até desconhecidos foi lembrado por muitos estrangeiros, dos mais diversos países. 

– É muito comum esse hábito no Brasil. Tem o abraço entre homens e o abraço mais carinhoso, com as mulheres. Na França, é muito raro, talvez apenas entre a família. Gostei disso. Pode parecer insignificante, mas muda bastante as relações entre as pessoas, seja entre familiares, amigos ou desconhecidos. Quando voltei para a França, abracei meu pai, e ele estranhou – diz Boris Pravda-Starov, 25 anos, estudante, que morou em Porto Alegre.

– O abraço é muito bom. Ele pode melhorar as relações entres as pessoas. Os chineses não costumam demonstrar emoções, especialmente no que se refere à linguagem corporal: ninguém se abraça nem aperta a mão. É uma grande diferença – comenta Liu Da, estudante chinês, chamado de Miguel no Brasil.

3 - Atendimento

Um dos pontos em que houve mais discórdia entre os entrevistados foi o atendimento ao cliente. Britânicos e franceses, por exemplo, não gostam de ser abordados por atendentes em lojas ou supermercados. 

Entretanto, o italiano Alessandro Andreini, 40 anos, conta que uma das frases que mais gostou de ouvir em toda a sua vida foi “Você encontrou tudo o que procurava?”, dita pelo caixa do supermercado. Franco Luis Scandolo, 26 anos, argentino que morou na Itália, também ressaltou esse exemplo.

– O atendimento é um ponto forte do Brasil e se destaca pelo profissionalismo e cordialidade – opina ele.

4 - Jeitinho brasileiro

O tão comentado jeitinho brasileiro não fica de fora dessa lista. Latino-americanos, europeus e um sul-africano ressaltaram o lado bom dessa característica. 

– Os brasileiros sempre acreditam que há um caminho para se fazer alguma coisa, e isso os leva adiante – aponta Werner Trieloff, 29 anos, contador sul-africano.

– Quando meus pais me visitaram no Brasil, pude perceber melhor como os europeus realmente se estressam quando algo dá errado. Já os brasileiros ficam tranquilos – conta a estudante Ana González, 22 anos, da Espanha.

O filósofo americano Allan Taylor, 26 anos, resume:

– O jeitinho brasileiro explica o sucesso de quase todo brasileiro no Exterior. A improvisação é a grande arte do brasileiro. Na música, por exemplo, como no chorinho ou no samba, há muito espaço para improvisar. Acho que é por isso que o americano não sabe dançar samba nem jogar futebol.

5 - Compartilhar bebidas

Outro costume do Brasil que poderia ser exportado é o hábito de compartilhar bebidas.

– Compartilhar a cerveja, a caipirinha ou o chimarrão diz muito sobre a generosidade do brasileiro. No início, eu tive dificuldade de me acostumar a isso. O guatemalteco se serve no copo e gruda a mão nele até beber tudo – relata Martin de León McMannis, 22 anos.

Na primeira vez em que veio ao Brasil, a francesa Mathilde le Tourneur du Breuil, 32 anos, passou por um constrangimento por não conhecer esse costume:

– Eu estava com uma amiga francesa e nos deram um copo de caipirinha, numa festa. Nós pensávamos que era só para nós. Muito tempo depois percebemos que era para todos – lembra a professora de francês, hoje moradora de Porto Alegre.

– É um hábito bem legal, que funciona tanto com a cerveja, comprada para todos, quanto com o chimarrão – acrescenta ela.

6 - Estrangeiros são bem tratados no Brasil

A alemã Katharina Ockert, 25 anos, estuda na Unisinos. Apaixonada pelo Brasil, “apesar da grande pobreza e criminalidade”, e fã de vários costumes nacionais, ela avalia que os estrangeiros são bem tratados aqui e que os brasileiros esbanjam disposição na hora de ajudar:

– Lembro uma vez em que eu estava no centro, procurando um banco para retirar dinheiro e pedi informações para uma mulher na rua. Pensei que ela talvez poderia me explicar o caminho, mas ela pegou minha mão e me levou até dentro do banco! Fiquei muito feliz de receber uma ajuda tão legal.

A francesa Clémentine Athanasiadis, 19 anos, ressalta a importância dessa característica:

– Todos foram muito receptivos desde que eu cheguei à PUCRS. Isso é muito importante para os estrangeiros, porque nos sentimos um pouco perdidos no começo. As pessoas sempre me dão informações. Com um sorriso no rosto.

7 - Higiene

Os hábitos de higiene dos indígenas surpreenderam os europeus quando chegaram ao Brasil. Não se pode dizer que ainda se toma banho como os nativos do Brasil faziam naquela época, mas essa característica é uma das 10 coisas da qual Graham Gertz-Romach, britânico casado com uma gaúcha, que viveu por 21 anos no Brasil, sente saudades:

– Os brasileiros são muito limpos. Você não encontra tantos americanos ou pessoas do norte da Europa que tomem um banho por dia e escovem os dentes depois de cada refeição.

A francesa Nathalie Touratier, 25 anos, também percebeu isso:

– Eu fiquei surpresa ao ver todos os meus colegas de trabalho escovarem os dentes depois do almoço. É um hábito muito legal. Os franceses, quando estão no trabalho, geralmente mascam chicletes depois do almoço.

8 - Exercícios

Algo impressionante para estrangeiros das Américas e da África do Sul é a prática de exercícios físicos e o cuidado com a boa forma. Mas só é exemplo se não for excessivo, comenta Matthew Bender, 30 anos, tradutor, morador de Porto Alegre há cinco anos:

– A qualquer hora da noite ou do dia, você vê pessoas caminhando, correndo, jogando bola ou andando de bicicleta. Os brasileiros são muito ativos nos esportes, seja em busca de saúde, seja em busca de beleza.

A estudante Elia Arévalo, 24 anos, da Nicarágua, concorda:

– Acho ótimo quando fecham ruas para as pessoas se exercitarem nos finais de semana. Essa inquietude de se exercitar precisa ser exportada para vários países da América Latina.

O boliviano Mauricio Uriona considera que “o culto ao corpo” algo bom, não importa se por motivos estéticos ou de saúde: 

– No meu país as pessoas não cuidam de seus corpos.

9 - Carona

O engenheiro francês Manuel Gourmand, 24 anos, não teve dúvidas ao dizer qual é seu costume brasileiro preferido: o de dar (e receber) carona. A prática pode ser planejada por telefone ou mesmo nos bares ou restaurantes, quando se oferece uma carona inclusive para alguém que acabou de se conhecer.

– É uma coisa tão simples, e que, no entanto, não vi pela Europa. Lá cada um pega seu carro, e quem não tem carro, vai a pé. Mesmo se as pessoas vão para lugares muito próximos – explica Gourmand, que atualmente está em Passo Fundo.

– Na Europa isso não ocorre lá nem entre colegas. Ninguém pensa nessa possibilidade.

10 - Almoço
O almoço como principal refeição do dia é um exemplo para um britânico, um holandês e uma neozelandesa.

– Meu país poderia se beneficiar desse hábito. Os kiwis (neozelandeses) tendem a engolir um sanduíche à mesa do trabalho, e ter uma refeição pesada à noite. Mas um jantar mais leve é muito mais saudável – comenta Victoria Joy Winter, 28 anos, analista de marketing e moradora de Porto Alegre.

Um sanduíche no almoço e um lauto jantar também é algo comum na Holanda.

– Aqui é bom porque geralmente se come algo aquecido no almoço. Eu também gosto do bufê a quilo e rodízio – diz o estudante Marnix van.

domingo, 22 de junho de 2014

"Toda criança precisa de uma mãe e de um pai"

Uma longa marcha, ontem, em Washington, para enfatizar a importância do casamento e da família natural. O arcebispo de São Francisco: "Nenhuma lei pode alterar a natureza"
Por Federico Cenci
20 de Junho de 2014 (Zenit.org) - Nem mesmo o calor escaldante e as nuvens carregadas de chuva são uma ameaça capaz de deter as muitas pessoas que, nos Estados Unidos, estão lutando para defender a família tradicional. Testemunho nesse sentido foi ontem, 19 de junho, a longa procissão que na Capitol Hill, a colina de Washington onde surge uma das duas casas do Congresso, manifestou a convicção de que "toda criança precisa de uma mãe e de um pai".
Convicção escrita no coração e nas ideias dos milhares de participantes da segunda Marcha para o Matrimônio de ontem, bem como da extensa "minoria silenciosa" do País norte-americano. Uma minoria que se expressou claramente em várias ocasiões, por exemplo, em novembro de 2008, na Califórnia, quando o 52,8% dos eleitores aprovaram uma proposta que acrescentava à Constituição da Califórnia a definição de matrimônio como união entre homem e mulher.
A vontade do povo de nada valeu. O Supremo Tribunal Federal, de fato, como resultado de uma ação movida por um casal homossexual contra o Governador da Califórnia, que lhe havia negado a possibilidade de se casar, sancionou o reconhecimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo. Uma sentença que deixou sinais profundos na sensibilidade democrática do povo americano. Não é casual que a primeira edição da Marcha para o Matrimônio tenha acontecido no dia 26 de março de 2013, justamente no dia em que as togas estavam expressando-se sobre a questão do casal homossexual da Califórnia.
"Nós nunca aceitaremos decisões que redefinam algo evidentemente óbvio como o fato de que é preciso um homem e uma mulher para se fazer um matrimônio”, disse ontem Brian Brown, presidente do National Organization for Marriage. “Isso é só o começo – continuou, dirigindo o próprio olhar para o Congresso – estaremos aqui todos os anos para lutar pela verdade”.
Essa luta, aludida pelo presidente da organização, têm que lidar com um grande setor da política americana que promove uma interpretação original do conceito de matrimônio. O presidente Obama não deixou de elogiar publicamente a decisão da Corte Suprema de Março de 2013, chamando-a de "um passo histórico para a igualdade nos matrimônios".
São de opiniões diferentes, no entanto, Mike Huckabee, ex-governador republicano do Arkansas, e Rick Santorum, ex-senador da Pensilvânia, que concorreu para a nomeação republicana à presidência em 2012. Em seu discurso na marcha ontem, Huckabee lembrou os momentos em que ainda não tinham surgido ideologias radicais capazes de minar princípios, em um tempo, compartilhados transversalmente.
"Tem havido um passado onde liberais e conservadores, na América, estavam de acordo sobre o fato de que o matrimônio é fundamental para a estrutura, a longevidade e a estabilidade da sociedade", disse Huckabee. Depois explicou que "alguns de nós não renunciamos a tal noção” e que “existem muitas formas diferentes de governo, mas se os fundamentos colapsam, desmorona-se tudo ao seu redor”. E a família “representa este fundamento”, muitas vezes prejudicado por um conceito errado de matrimônio, de acordo com o católico Santorum.
De fato, o ex-senador explicou como a definição de matrimônio, como "ideia romântica" seja um erro, porque abre o caminho para todo tipo de união. Em vez disso, afirmou, o matrimônio é “uma relação única entre um homem e uma mulher com o objetivo de ter e criar filhos e formar, assim, uma família”. Esta união é a única – disse Santorum tomando emprestado o slogam da Marcha – que pode garantir às crianças o direito de “ter uma mãe e um pai e uma vida estável” dentro de um definido núcleo familiar.
O Estado do qual era senador Santorum, a Pensilvânia, tornou-se em maio, o 19° Estado onde os juízes derrubaram a proibição de matrimônios homossexuais, facilitando, assim, o caminho para o governo federal reconhecer esta forma de união. Sam Roher, presidente de uma rede de pastores da Pensilvânia, admitiu que a questão "não foi resolvida ainda", porque o Supremo Tribunal Federal a está investigando. No entanto,  ressaltou: "O Tribunal não é a máxima autoridade, mas sim Deus".
A marcha foi apoiada pela Conferência Episcopal da América do Norte. Presente entre os manifestantes, o Arcebispo de São Francisco, Mons. Salvatore J. Cordileone, e o Bispo de Buffalo (NY), Mons. Richard J. Malone. Apaixonado o discurso de Mons. Cordileone, que disse: "Sim, nós temos que mostrar amor. O amor é a resposta. Mas o amor na verdade. E a verdade é que cada criança vem de uma mãe e de um pai, e, deliberadamente, privar uma criança de conhecer e de ser amada por sua mãe e seu pai é uma injustiça real e verdadeira". "Esta é a nossa própria natureza; - Disse o arcebispo - nenhuma lei pode mudar isso". (Trad.TS)

sábado, 21 de junho de 2014

NO AGUARDO


As tuas pedras...
trazem os nomes dos teus pais.

Tuas vinganças,
farsas,
permanecem escondidas
nos sorrisos
de tua mãe.

Sorrateiras,
tuas ações
são molduras 
de nada,
ausências 
de obras primas.

Por isto,
a solidão crescente.

Por isto,
caminhos ocasionais.

Não se busca Deus
em supermercados
nem produtos
na Igreja.

Deixe a Cesar
a casa
o carro
as compras
o emprego
o dinheiro!

Guarde a Deus
um coração
mais sincero
do que puro,
mais igualitário
do que iníquo.

Não confunda Deus com...

Depois, 
se quiser ser eremita
o seja.

Por hora,
redescubra
os beijos
jamais dados,
o despertar da palavra
não declarada,
guardada
a sete chaves.

Algo de bom, assim,
rondará tua vida.

Assim
a qualquer momento
uma experiência
sairá escondida
dos laboratórios
morais,
imprópria.

Ignorando o posto
recriará.
Importunará

Será
como um rio
de Água Viva
a retirar
folhas mortas
troncos caídos,
substratos
de quedas
constantes.


Ontem dormi
sem saber 
da noite 
nem do dia,
fora do tempo

Hoje despertei
sem sonho
sem saber
do dia
se irá
como irá?

Sem sentido.
.

Refaço trajetos
percebo-me frágil,
o mesmo,
como sempre.

Os mistérios continuam escondidos

João Paulo Naves Fernandes
(aguardando)

quinta-feira, 19 de junho de 2014

10 frases sobre o futebol, pronunciadas por Francisco utilizando metáforas ligadas ao futebol


1. “Se num estádio, pensemos aqui em Roma no Olímpico, ou naquele de São Lourenço em Buenos Aires, numa noite escura, uma pessoa acende uma luz, mal se entrevê; mas se os mais de setenta mil espectadores acendem a própria luz, o estádio ilumina-se. Façamos com que a nossa vida seja uma luz de Cristo.” (Audiência geral na Praça de São Pedro, 12 de junho de 2013).

2. "O que faz um jogador quando é convocado para jogar em um time? Deve treinar, e muito! Também é assim a nossa vida de discípulos do Senhor.” (Vigília de oração com os jovens no Rio de Janeiro, 27 de julho de 2013).

3. “Quando 'se sua a camisa' procurando viver como cristãos, nós experimentamos algo maravilhoso: nunca estamos sozinhos, fazemos parte de uma família de irmãos que percorrem o mesmo caminho.” (Vigília de oração com os jovens no Rio de Janeiro, 27 de julho de 2013).

4. "Jesus nos pede que o sigamos por toda a vida, pede que sejamos seus discípulos, que 'joguemos no seu time'." (Vigília de oração com os jovens no Rio de Janeiro, 27 de julho de 2013).

5. "Jovens, por favor, não se ponham na «cauda» da história. Sejam protagonistas. Joguem ao ataque! Chutem para diante, construam um mundo melhor, um mundo de irmãos, um mundo de justiça, de amor, de paz, de fraternidade, de solidariedade. Jogai sempre ao ataque!" (Vigília de oração com os jovens no Rio de Janeiro, 27 de julho de 2013)

6. “Queridos amigos, não se esqueçam: Vocês são o Campo da Fé! Vocês são os atletas de Cristo!” (Vigília de oração com os jovens no Rio de Janeiro, 27 de julho de 2013).

7. "Jesus nos oferece algo superior à Copa do Mundo! Algo superior à Copa do Mundo! Jesus oferece-nos a possibilidade de uma vida fecunda, de uma vida feliz e nos oferece também um futuro com Ele que não terá fim, na vida eterna!" (Vigília de oração com os jovens no Rio de Janeiro, 27 de julho de 2013).

8. “Vós sois um ponto de referência para muitos jovens e modelo de valores encarnados na vida. Tenho confiança em todo o bem que vós podereis fazer entre os jovens.” (Discurso do Papa Francisco às seleções de futebol da Itália e da Argentina, 13 de agosto de 2013)

9. “O esporte é importante, mas deve ser esporte autêntico! O futebol, como determinadas disciplinas, tornou-se um grande business! Trabalhai a fim de que não perca a sua índole esportiva. Também vós promoveis esta atitude de 'fãs' que, de resto, elimina definitivamente o perigo da discriminação. Quando as seleções caminham por esta estrada, o estádio enriquece-se humanamente, desaparece a violência voltam-se a ver famílias nas arquibancadas.” (Discurso do PapaFrancisco às seleções de futebol da Itália e da Argentina, 13 de agosto de 2013)

10. “Peço-vos que oreis por mim para que também eu, no «campo» em que Deus me colocou, possa disputar um jogo honesto e corajoso, para o bem de todos nós.” (Discurso do Papa Francisco às seleções de futebol da Itália e da Argentina, 13 de agosto de 2013)

Chico Buarque - Futuros Amantes

Milton Nascimento - Travessia (Excelente Audio)

Marcos Valle & Milton Nascimento - Viola Enluarada

Sergio Ricardo - Ponto de Partida (1976)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Queda da informalidade na economia não dá manchete na imprensa

18 de junho de 2014 - 11h54 


Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas, divulgou uma pesquisa que mostra que o trabalho informal (ou “subterrâneo”, na linguagem dos economistas) atingiu o índice mais baixo da história recente do país – o equivalente a 16,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Por Altamiro Borges*


Queda na informalidade não é destaque nos principais jornais do Brasil.Queda na informalidade não é destaque nos principais jornais do Brasil.
No reinado neoliberal de FHC, a informalidade bateu recordes, como consequência do aumento do desemprego e da queda da renda dos trabalhadores.

A imprensa tucana, porém, evitou dar destaque para este importante avanço social dos últimos dez anos. Os urubólogos da mídia, que habitam as redações dos jornalões e das emissoras de tevê e rádio, não fizeram escarcéu sobre esta conquista.

O jornal Estadão não deu manchete ou chamada de capa, mas publicou uma notinha sobre o estudo. Meio a contragosto, ele reconheceu que “o contínuo encolhimento da economia informal na década passada, que trouxe para a legalidade as atividades de milhões de empreendedores e trabalhadores, com ganhos sociais e econômicos para todos, foi estimulado pelo crescimento do PIB e pela crescente oferta de crédito”. Ele não fez elogios aos governos Lula e Dilma, nem às políticas de valorização do salário ou aos programas de distribuição de renda – por motivos óbvios. Mas reconheceu este expressivo avanço, especialmente num período em que o capitalismo mundial passa por uma profunda crise econômica.

“Há cerca de uma década, mais de metade da população empregada não tinha registro em carteira, o que, de um lado, excluía os trabalhadores nessa situação dos benefícios de que desfrutam os empregados formais e, de outro, reduzia a arrecadação dos tributos incidentes sobre a folha. Era um quadro ruim, pois a informalidade resulta em piores condições de vida para os trabalhadores, menor disponibilidade de recursos para o governo fazer os investimentos que a população espera e menos estímulos para a produtividade e a competitividade das empresas”, confessou o jornal da famiglia Mesquita, que nunca escondeu a sua simpatia pelos tucanos e o seu ódio ao chamado “lulopetismo”.

Queda do risco de demissão
Na mesma semana, o Banco Central divulgou outro importante estudo, que comprova a acentuada queda do risco de demissões nos últimos dez anos. A Folha tucana também não deu manchete, mas registrou numa notinha: “A pesquisa mostra que as chances de um trabalhador brasileiro perder ou deixar o seu emprego caiu drasticamente nos últimos anos. Já a probabilidade de um desempregado achar uma ocupação aumentou, porém, de maneira modesta... A probabilidade de desligamento no mês subsequente ao da pesquisa caiu 61% desde o fim de 2003, de 2% para 0,8% no final de 2013. A chance de encontrar emprego subiu 3,2% no mesmo período, de 16,5% para 17,1%”.

Um cenário bem diferente daquele vivido, ou sofrido, por milhões de trabalhadores durante o reinado neoliberal de FHC. A queda das demissões nos últimos anos ajuda a explicar a redução de 81% no nível de dezembro entre dezembro de 2003 e o fim de 2013. No período pesquisado pelo Banco Central, a taxa de desemprego caiu de 12,3% para 5,4%, segundo a Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE – “o menor patamar da série histórica iniciada em 2002”, registra, timidamente, a Folha tucana. E ainda há gente que acredita na tal “neutralidade” da mídia privada. Diferente da filosofia de Rubens Ricupero, ex-ministro de FHC, ela esconde o que é bom e dá destaque apenas ao que julga ser ruim no atual governo!

*Altamiro Borges é presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e membro dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Texto originalmente publicado na Carta Maior.

O Irã, o futebol, a liberdade religiosa

Andranik Teymourian, ás da seleção iraniana, foi também o primeiro capitão não muçulmano. Acostumado a viver com orgulho a sua fé cristã no Irã, foi alvo de um episódio de discriminação religiosa na Alemanha
Por Federico Cenci
17 de Junho de 2014 (Zenit.org) - O primeiro empate da Copa do Mundo aconteceu no décimo terceiro jogo. Após o dilúvio de gols que choveram na rede nos primeiros jogos, Nigéria e Irã impatam zero a zero. Resultado final de um jogo chato, mas que deixou o Irã feliz, considerado por todos os observadores a "Cinderela" do seu grupo. Uma idéia que nunca abandonou Andranik Teymourian, ás do time asiático, um dos mais pró-ativos na estréia de ontem.
Entrevistado pela Fifa.com na véspera da revisão brasileira, o craque iraniano tinha demonstrado que não temia os fortes adversários que a sorte atribuiu à sua equipe. "Contra nós nenhum jogo será fácil - afirmava - o primeiro lugar na rodada das eliminatórias asiáticas mostra o espírito de luta colocado em campo”.
Declarações que atestam ambições profissionais e que estão na base de uma coragem que Teymourian já mostrou no passado. A coragem "de não sentir vergonha de ser cristão”. Ele, cristão de origem armênia e cidadão da República Islâmica do Irã, foi o mais votado, por ocasião da Copa do Mundo de 2006, em uma pesquisa patrocinada pelo grupo holandês ecumênico Gristelijk.
Com o 31,3% dos votos, a estrela do Irã ficou acima de 10 outros jogadores que participaram da Copa do Mundo na Alemanha e considerados exemplos de homens, “que optaram por declarar abertamente a sua fé". Quem votou foram holandeses, europeus, mas não só.
O que particularmente impressiona de Teymourian é um aspecto: as suas declarações quebraram os clichês que circulam em torno do Irã. De etnia armênia, faz parte daquela pequena minoria no País do Golfo Pérsico que não chega nem sequer a 1% da população. No entanto, goza de uma representação parlamentar e de uma certa autonomia cultural que até permite os armênios de produzirem vinho. Especialmente goza da atitude positiva por parte dos colegas muçulmanos.
Teymourian é uma clara demonstração disso. No Irã é considerado o diamante mais valioso na seleção de futebol, queridinho de todos os entusiastas. Quando sai do campo é saudado com grandes aplausos, e ele responde com gratidão à sua maneira, fazendo o sinal da cruz. Um gesto que nunca lhe criou qualquer problema. Na verdade, ele mesmo "Ando" - como os fãs carinhosamente o chamam - nunca escondeu que as relações com companheiros muçulmanos, com os diretores e com a população são "realmente boas".
Tão boas, que lhe concedeu uma investidura histórica. Teymourian, de fato, no dia 18 de maio desse ano, foi nomeado o primeiro capitão muçulmano do Team Melli (a Nação iraniana). O jogador de 31 anos, vive essa realidade com orgulho, mas sem ênfase. Não está acostumado a perceber sua fé cristã como fonte de distinção com os companheiros de equipe.
Em Teerã, onde mora e joga com o time do Esteghlal, frequenta a Missa todos os domingos. Hábito que leva consigo mesmo quando cruza fronteiras nacionais. Com exceção da Copa do Mundo de 2006 na Alemanha que, em entrevista ao Canal-AP Worldstream contou uma experiência desagradável que lhe aconteceu durante um retiro da própria seleção.
Em um domingo, como sempre faz quando está no Irã, se preparou para chegar à igreja mais próxima e participar da Missa. Tentando sair da estrutura que hospedava o seu time, foi bloqueado pela polícia alemã. Um obstáculo tão inesperado quanto absurdo, para um jovem que tem a única, inocente, intenção de ir à igreja. Foi-lhe dito que, por razões de segurança, não seria possível sair. Em vão a sua insistência que o único que fez foi com que os policiais o mantivessem parado por algumas dezenas de minutos.
Episódio que o futebolista iraniano viveu como uma grotesca forma de discriminação. Tal como para induzi-lo a dar vazão aos microfones de uma televisão no seu país, onde há uma teocracia xiita governada por um aiatolá. E onde uma cena desse tipo nunca lhe aconteceria. Cenas que, no entanto, aconteceram na Alemanha. No coração da Europa, onde uma vez construíam catedrais destinadas a durar por toda a eternidade. E onde hoje - como explicava o site Kreuz.net 2012 - surgem bairros inteiros, projetado para milhares de pessoas, sem que haja nem sequer uma Igreja. (Trad.TS)