sábado, 7 de junho de 2014

"O DEUS BOLA"


A bola é colocada 

no centro do campo,

Reverência póstuma

a governos,

reivindicações populares

aspirações gerais.



Sob os pés

uma superação

de personagens 

internacionais,

conflitos,

guerras,

num fraterno

moto-contínuo

de alegrias, 

a pisar,

chutar

maus agouros,

agora derrotados.



Basta um pontapé

Inicial e,

tudo adquire

secundariedade.



Um corvo apita

Delimitando

Dois mundos:

O real,

a ser esquecido,

e o ideal,

cultuado

e desejado

ardentemente



Cores

distinguem-se

temporariamente:

times miscigenam-se

em confusão,

resistindo à divisão.



O Deus Bola

é incansável.

Seu desejo

De repouso,

redes suspensas,

é impedido

cá e lá,

vendaval

de impedimentos,

obstruções,

barreiras.



Se encontra 

remanso,

prontamente

é recolocado

em posição

Original,

para recriar

a cerimônia

da esperança

da paz mundial,

sobre as mazelas

do mundo.

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INCONTIDO

  (em memória a Álvares de azevedo) Sou um perdido... meu caso  não tem solução. Amo todas as mulheres,  só arranjo confusão. Desvio o olhar...