Responda a alternativa correta:
DIGA UMA OBRA BOA PARA A POPULACAO FEITA PELO FLÁVIO
A) Não sei
B) Lula é ladrão
C) Lula é presidiário
D) Lula não presta
Resposta correta é a alternativa A, porque não tem obras boas feitas para a populacao
Responda a alternativa correta:
DIGA UMA OBRA BOA PARA A POPULACAO FEITA PELO FLÁVIO
A) Não sei
B) Lula é ladrão
C) Lula é presidiário
D) Lula não presta
Resposta correta é a alternativa A, porque não tem obras boas feitas para a populacao
Meus dias seguem,
os acontecimentos acompanham...
O jardim mantém-se meu refúgio natural
Vejo os ferozes,
vocerando monólogos,
os iludidos,
com pacotes fechados,
os ingênuos,
e meu ciúme por não ser um,
os idólatras,
terceirizando ideais,
os pequenos,
sob a eterna influência dos poderosos.
O barco vai...
Trago uma constante questão nunca formulada:
Qual o tamanho de minha dívida diante do mundo?
Que ninguém saiba
de minhas incapacidades,
inconsistências.
Que meus dias
sigam sendo ignorados,
eu e as sementes,
as mudas...
O Brasil está passando, neste momento, por uma experiência nova, um conflito religioso que se arrasta no subsolo há décadas, e está se tornando mais explicito nestas eleições.
Trata-se de um conflito de cunho religioso que confronta visões diferentes de se interpretar a fé no cristianismo, com repercussões de cunho violento na política, e sobre todas as formas de religiosidade existentes no país.
O Brasil tem uma tradição católica que convive com a ocupação do território desde 1500.
A Igreja sempre foi submissa ao Estado até a República, fato desconhecido de muitos, quando, finalmente, pôde escolher bispos por conta própria.
Esta tradição existe até os dias atuais.
De outra parte, assistimos, entre outras formas de espiritualidade, o surgimento de igrejas que se autodenominaram evangélicas, com características pentecostais.
Vindas principalmente dos EUA, foram chegando e se espalhando pelo nosso país a fora, bastava uma garagem e formava-se uma igreja.
Trouxeram como novidade em suas doutrinas, considerar os EUA como a nação modelo, que representa melhor o cristianismo no mundo.
Trataram a fé em Deus como algo puramente individual, desconsiderando completamente o ser humano como um ser social. Importa viver com seus problemas pessoais.
Assim, iniciou-se a criação dos chamados evangélicos, de ovelhas para gado, a submissão completa, a ausência da consciência com a fé.
Tendem a seguir cegamente seus pastores.
Não foram formados na liberdade cristã, que discerne, analisa e exerce seu senso crítico.
Jesus ao chamar Herodes de raposa, exercia bem este senso crítico, sabia quem era Herodes.
Bem, por aqui em nosso país, estas correntes, que se autodenominam evangélicas, acabaram por casar-se com o que havia de pior, o ressurgimento do fascismo, que tantas mortes causou no mundo, durante a segunda guerra mundial
Este neo fascismo traz a idolatria de suas lideranças, provocando uma fusão que, a dado momento as figuras de Jesus Cristo e a destes líderes se confundem.
Para chegar a este ponto, era preciso fazer os fiéis perderem por completo seu discernimento, daí a necessidade do fanatismo.
Tudo o que atrapalha estas correntes religiosas, é jogado aos leões do fanatismo.
O que é novo na História do Brasil é a projeção que este conflito está alcançando.
Estamos começando a ver o surgimento de um conflito religioso explicito, onde suas diferenças estão sendo acompanhadas de ódio e violência.
A depredação de imagens de Santos e de Nossa Senhora aumentou consideravelmente com este neopentecostalismo fanático de características fascistas.
Bispos da Igreja Catolica perseguidos, altares e imagens depredados
É preciso dar um basta a isto, e lembrarmos a todos e todas quais são verdadeiramente os valores cristãos, do amor fraterno, da graca, e do serviço a quem mais precisa.
O Brasil não merece ódio, nem fascistas, mas amor e paz.
Na véspera do 1º Turno das eleições Flávio Bolsonaro sofre desgaste considerável, dentro da própria extrema direita.
Renan Santos candidato do Missão, partido de extrema direita independente do clã Bolsonaro, consegue desgastar o "rachadinha".
Agora as cartas praticamente foram dadas e todos colocam as verbas de molho.
Minha previsão é de crescimento de Lula e Renan, e queda de Flavio.
É de ver para crer.
Prezados e prezadas, a paz!
Ando desconsolado por ver o volume de crimes e canalhice que o nazifascismo evangélico judaizante conseguiu deturpar a realidade e solapar um projeto de um Brasil para os brasileiros, solidário e soberano.
O candidato que representa esta tendência se faz de bom mocinho, mas participou de desvio de dinheiro da previdência, orgias, fanatismo religioso, entre outros temas.
Lula tem idade e não é jovem, e tem sido literalmente xingado por estes fanáticos, como é praxe deste grupo.
Meu compromisso é com a verdade e espero que Lula vença, mas caso ocorra uma tragédia, quero que saibam que usarei o restante de meus dias para denunciar o falso cristianismo, judaizante, e combater o nazifascismo na Terra de Santa Cruz, a condenação deste miliciano criminoso e sua consequente prisão.
O Brasil dividido não só politicamente, mas desta vez, tambem religiosamente.
O candidato de extrema direita declarou que uma de suas orimeiras medidas será de tornar o Brasil do Senhor Jesus.
Com isto atingiu frontalmente o catolicismo no país, e um debate da qual ele não consegue corrigir o erro.
A queda de votação entre os católicos ja é sentida nas pesquisas
APOSENTADO, CUIDADO!!!
O CANDIDATO EXTERMINADOR VAI SEPARAR O CÁLCULO DO SALÁRIO MINIMO DO CÁLCULO DO REAJUSTE DA APOSENTADORIA.
TRABALHADOR, SE O EXTERMINADOR FASCISTA GANHAR, NÃO ACABARÁ A JORNADA 6X1 LEMBRE-SE!!!
AOS MEUS AMIGOS!
NAO ENTREGUEM O BRASIL A ESSE TRAIDOR INCOMPETENTE, PROTETOR DE MILICIANOS. NAO AFUNDEM O BRASIL
ELE VAI ENTREGAR NOSSAS RIQUEZAS AOS EUA. BAO DEIXEM!!!
A noite não termina,
não me incomodo,
refaz-me de qualquer modo.
Preciso viver a mansidão...
Quando abro os olhos,
há um circo de horrores...
Faz pensar:
-Porquê estou aqui?
-O quê foi feito do mundo,
de mim?
Sim...
a escuridão e o silêncio
me refazem,
estranha vida.
Permito-me observar
a quantas anda
minha presença por aí.
As pessoas querem tudo,
nos absorvem
com toda sorte de coisas,
"importantes" e rotineiras,
estão sempre aí...
Vivo de escolhas
antes do caminho,
antes de decidir,
O principal passa ao largo,
e declino muito
(como um endividado
que se esconde
por onde anda)...
Noite que não termina,
rumina,
mastiga,
digere situações...
devolve-as
novamente
à mente...
lentas soluções.
Amanhã
promete
ser
um dia
quente.
Estarei preparado...
Andarei por perto
das pequenas coisas
e do esquecimento,
impossível preocupar-me,
não me pegam...
Porque o circo de horrores
está aí,
presente...
torturando...
Hoje foi grande a repercussão de uma frase de Flávio Bols...ro que afirmou que no primeiro dia em que se assumisse a presidencia da República ele iria declarar que o "Brasil era do Senhor Jesus".
Para os evangélicos, principalmente os pentecostais, foi um tentativa de obter seu apoio
Ocorre que os católicos estão há décadas ouvindo a crítica dos pentecostais, como uma idolatria, transferindo o senhorio de Jesus Cristo para Maria.
Os católicos não acham que Jesus é contra Nossa Senhora, muito ao contrário.
Então, os católicos, ao ouvirem esta frase de Flavio, se indignação pois consideram que Nossa Senhora de Aparecida foi atingida pelo candidato.
As redes sociais explodiram em defesa de nossa mãe Aparecida e deixaram o candidato da extrema direita desconcertado.
E ver agora se houve diminuição do voto católico aos fascistas .
Os pentescostais vieram dos EUA, onde incluíram em suas doutrinas a defesa do Tio Sam como representante do cristianismo no mundo. Nada mais anti cristão, uma vez que os impérios representam sofrimento e exploração dos povos
Lembro que na Ucrânia, a igreja Ortodoxa passa por constrangimento muito maior, porque o governo deixou de ser laico e colocou uma religião governamental ao seu gosto.
Querem fazer assim no Brasil também.
Aguardemos as pesquisas de véspera do 1º turno das eleições.
Conheço bem as pessoas...
elas também bem me conhecem...
Respeitamos nossas grandes diferenças,
com críticas internas,
gracejos externos.
Somos cheios de esforços
para acomodar nossos ímpetos,
perfeitos que somos.
Esta é a raiz da crítica:
caminhamos e progredimos
porque vemos diferentemente
as realidades, e as pessoas
que nos circundam.
O Po das Estradas vem a público manifestar-se pela democracia, votando e reelegendo o Presidente Lula.
Claudio Bolsonaro represente a milícia e a submissao aos EUA.
NOSSA POSIÇÃO É POR AÇÕES QUE FAVORECAM A POPULAÇÃO .
ISTO SO ACONTECERÁ COM LULA NO GOVERNO.
Vamos a luta elegendo Lula e uma grande bancada progressista no Congresso Nacional.
Como doem os descartes,
principalmente os olhares...
Investigador de olhos, defronto-me
a todo tipo de falsidades
no contraste com as palavras...
São tão pouco os artistas...
suas plenas capacidades
do que não são
As pessoas são a representação
do que não são,
quantos não convivem nelas
suas diferenças...
apossam-se umas às outras,
umas sobre as outras,
com as outras
Desconstruo
e reconstruo
as relações
com delatores
íntimos
em meu eu
inquisidor.
Meus olhos envergonham-se
do que vêem,
fogem de olhares suspeitos,
gestos imperfeitos.
Volto para casa
contando histórias
contraditórias,
as várias versões
seus imensos senões.
Escolho algumas...
as que se desvendam
constantemente,
nunca terminam
de se encontrar.
As demais, bem...
mantenho a formalidade
com que se apresentam,
seguem num dilema ambíguo,
até quando?
Ah meu bem,
obrigado pela mansidão...
não precisaste de orações.
Teus caminhos assemelham-se
a um campo de ovelhas distraídas,
não ferem,
não ofuscam.
Dispensas as profundidades dos Cânions,
com esta despercebida naturalidade,
interior exteriorizado.
Teus leves passos
se fazem desaparecidos...
quando se vê,
quanto conquistaste
em silêncios.
Vou de observação
em observacao,
disfarçando
minhas fraquezas,
quando me somo a ti...
Meus olhos vêem tanto...
reluzem dores,
profundidades,
camadas
de esperanças,
num lago vazio
de tristeza.
Vê outro mundo
quando olha o mundo.
Vê amor
onde existe dor.
Vê a verdade e a justiça
onde impera a mentira, a iniquidade
Olhos de meus olhos, quanto vês?
Descanse
no regaço
daquela
que te enlaça,
feche os olhos
e adormeça...
que sabe assim
amanheça
em outro lugar,
que reconheça.
Ai, os constantes convites
da vulgaridade,
inundam vales,
submergem perguntas.
Ai, a insistência diária
das rotinas,
mesmismos frequentes,
desgastam curiosidades,
destituem a esperança...
Ai, as insônias das marés
apaziguam desejos,
sonhos longínquos
afogam descobertas,
contínuo ir e vir.
Acomodar o ar(?)
avoar o viver...
sem partidas
nem chegadas,
interminável permanência?
A contragosto
segue estrada retilínea,
despejo distante dos olhos
na paisagem que avista...
Gravetos sobre a terra,
chão batido,
os pés.
Tempo de seca..
Tempo de grandes tempestades...
Gritos soltos
molduram a população,
despregada da realidade...
Segue erma
sem saber
se sofre
se ama.
Calada luta...
calada da noite...
Segue porque segue.
São estes os dias...
Bato os pés
no chão duro,
levanto poeira...
Isto somos!
Viajantes invisíveis dos ares.
Partimos e chegamos
em continua desatenção,
em detenção...
Voa passarinho, voa...
Leve esta liberdade contigo,
e vá !!!
Alguns
são das montanhas
sonham um mundo novo,
mergulham na graça...
Outros,
das planícies,
transformam,
montam,
remontam,
produzem...
Outros ainda
são do mares,
seguem correntes,
ventos
olham o céu,
o tempo,
avaliam,
jogam redes...
Outros enfim,
metem os pés
pela cabeça,
buscam
entender
mistérios,
nunca encontram
São os poetas...
Ressalto a magistral intervenção de Flávio Dino, diante de um STF manipulado pela midia, em firme defesa dos valores democráticos.
A luta eleitoral está pegando fogo, com os fascistas ensandecidos e raivosos.
Mas o Brasil é maior e vai superar estes traidores da pátria
Tenho uma ânsia oculta por plenitude.
Interpela o mais íntimo...
atravessa
palavras,
acontecimentos,
relações,
habita numa nebulosa
desprovida de linguagens,
telepática.
Trata a vida
como um disfarce
dela inteira,
invólucro lacrado.
Faz-me um refém
permanente.
Torna os dias
enfadonhos
do que esconde,
não importa
aonde.
Sigo uma pergunta
sequer formulada,
enigma pessoal,
sombra que segue,
muda.
...e descubro-me só
nesta inexplicável busca,
de algo que me ultrapassa,
se guardado está...
Estirei-me nos varais,
preso a grampos
em manhã de Sol,
quando a umidade
confisca vestes.
Balancei ao vento
meus alentos,
atentos,
cinzentos.
Disfarcei-me
em cores,
ocultei
pudores,
odores...
Perguntei
quando
encerrava
o desterro
das gavetas
em espera.
Reuso
de gostos
e momentos,
caminhos,
segmentos,
expressos
sentimentos
confusos,
opostos...
Queria ser o vento,
invisível,
sem direção...
Assisti o tempo passar
diante de mim
Era como um naufrágio...
debatia-me
junto a escombros
que flutuavam.
Enumerava cada um
dos que via,
suas histórias
encerravam
repentinas,
e só...
as ausencias
eram absorvidas
pelo tempo
Conhecia-lhes
os nomes,
parentesco,
os de muito
e pouco convívio.
Vi como tudo é rápido,
mal sobram
oportunidades
para fazer algo,
a fragilidade
transitória
da vida...
hoje aqui,
amanha lá.
Registro um protesto solene
de desejar mais,
estender o percurso
diante de um mundo
confuso e opressor.
Porque as correntes contrárias
reduzem muito
as possibilidades de êxito,
deve-se ter astúcia
em mar revolto.
Deixo como legado
guardar energias
para as horas certas,
quando o mal adormece,
não nos precipitarmos.
Tudo pode acontecer,
inclusive, dar certo.
Sobra a alegria fraterna,
compreender os momentos,
tudo muito rápido e fugidio,
independente
dos grandes desperdicios
que nos permitimos.
As tardes atraem o passado,
herdam sabores partilhados,
onde ainda sinto fragrâncias...
Não sei deste tempo,
elos rompidos,
sequência opaca,
nem ofusca
nem apazigua.
As tardes calam
feito um retrato,
substrato,
inodoro.
Que caia logo a noite
e se esqueça
até que amanheça,
duro e distante é tudo
invadido por solidões.
Enfeito o tempo sobre a mesa,
debaixo de uma lâmpada acesa,
perguntando por mim,
como será o fim...
Tenho uma dívida... a de ser bom. Não fui bom o suficiente...Não me alegrei o suficiente, nem alegrei as pessoas como deveria.
Não trouxe esperanças como podia, e deixei a realidade, por vezes, ocupar minhas opiniões.
Fui insensível e exterior ao sofrimento de muitos por anos, os projetos pessoais ocuparam o espaço.
No sofrimento, vi como é fácil ser esquecido. Nestas ocasiões cresceu em mim a consciência.
Com a consciência orientei-me e alcancei visão.
Pude observar as causas dos muitos problemas, e as formas de resolvê-los.
Vi que existem pequenos problemas, e outros grandes, muito grandes, que exigem muitas pessoas dispostas a resolvê-los.
Percebi, que ainda assim ali não conseguia ser bom, precisava mais.
Lembrei-me de minha mãe, da catequese, a primeira comunhão. Voltei à Igreja. Não foi em toda ela, mas abriram-se novos Horizontes em mim, de bondade e compreensão, fraternidade e sentido na vida.
Esta caminhada continua, nem tudo está resolvido, mas vamos em frente.
Derrubar muros
tem sido uma constante.
Vejo bem sua construção,
altura...
às vezes,
verdadeiras fortalezas,
aparentemente inexpugnáveis,
outras vezes,
são papeis,
vivem dentro de mim..
Possuo também uma muralha
precisando ser derrubada,
para atravessar-me.
Tenho muitos aposentos
onde perder-me,
às vezes,
conscientemente,
outras vezes,
perdido completamente.
Encontro-me entre muros,
Perco-me ao buscar encontrar...
Viver é um mistério...
Fui colocado na Historia
antes de compreender-me...
rompo constantes profundezas,
busco luz
espaço.
Falo e emudeço
a hora tem hora,
o lugar seu lugar...
Cedo deixei minha mãe
Cedo me fiz lutador
Descobri que a verdade
traz junto a coragem,
tornam-se amigas confidentes...
Vi como os poderosos
manipulam as pessoas,
dominam sobre elas,
as exploram.
O que sou,
o que faço,
traz as marcas
de incontáveis geracões
desconhecidas.
Não foi tudo conquistado agora!
Não foi em vão!
Sou uma continuidade...
recolho a honra
de muitas lutas travadas,
várias perdidas,
outras,
duramente conquistadas.
Tenho o desafio de manter...
mais,
aprofundar!
Uso deste corpo
como instrumento de muitos.
Que venham os poderosos!
Estou preparado!
Noite interminável...
deixei os sonhos para trás,
acrescentaram,
e ainda há escuridão.
Preparo mudas de laranjeira,
ainda frágeis
em pequenos vasos,
serão viçosas um dia.
Estão ao relento do tempo,
vulneráveis,
porque longa é a noite.
Pequenas providências distraem
as grandes distâncias,
inalcansáveis,
conformando-se às rotinas,
porque alta é noite.
Ouço latidos de cães longe...
Nem seus donos acreditam
em seus alertas,
solitários...
esperando por alguém
semidesperto,
sair de sua letargia
verificar a casa,
se está protegida.
Rego e roço
diariamente o jardim,
observando detalhes das plantas,
o mistério de suas vidas,
capacidade de atração,
estáticas,
viajam longe...
Lembro das grandes
e pequenas lutas,
interligadas...
de nada valem,
se não as faço hoje;
tiveram seu ritual,
agora enterradas
na História militante.
Ai... noite que não se acaba,
deixa rastros de esperança e luta
num mundo inóspito.
Oração e ódio,
como combinam?
Presentes na noite escura,
que espírito aí habita?
Remissão é o que precisam!
Adequar a fé à realidade.
Não acontece...
Noite de desinformação,
descredibilizada...
interesses ocultos,
explodindo por todo canto,
atingindo os pequenos,
inocentes alienados...
Corrompem
enquanto
denunciam
a corrupção,
existe mal maior?
O povo
será
sempre
povo,
esperando
o dia
da libertação
chegar,
mas não chega...
Um mundo novo irá surgir um dia!
Um homem novo
uma mulher nova!
Livres!
Habitarão enfim um dia...
mas quando(?)
a noite é longa...
Sou forte, mas hoje
chorarei tudo que posso,
escondido em meu quarto...
Só vejo dores e sofrimentos...
E querem que eu cante a alegria?
Sinceramente, não posso.
Minha vida é uma interminável luta diária
diante da morte,
toda sorte de morte...
E querem que fale
de vida,
amor,
esperança?
Não aprendi a sofrer...
não havia a disciplina sofrimento,
tudo era técnico,
exterior
Aprendi observando,
vivenciando.
Esta foi e é minha escola.
Aos domingos,
quando a cidade está vazia
e as pessoas estão
no regaço de seus lares,
me vem uma tristeza
deste mundo,
o que ele se tornou,
como poderia ser.
Então,
silenciosamente,
recolho-me ao quarto,
disfarçando diante dos presentes,
fecho a porta, e choro,
choro muito,
sozinho,
por este mundo.
Eu,
no quarto,
em solidão existencial,
e lágrimas
Que faço com este coração?
Aguça os olhos,
abre a boca,
os braços,
caminha...
Como conter tanto amor?
Não comporta!
Passo os dias
entre lágrimas e sorrisos
diante do mundo,
bate ele
em todas
as circunstâncias,
nada escapa,
nada teme.
Este coração sempre arde...
Pede contas da liberdade...
Onde não andei?
O que não declarei?
Partilhei exclusividades?
Sairei pelo mundo
como quem se encontra
em qualquer lugar,
vê saídas...
Passos largos,
proclamarei
a verdade
indiferente ao conforto,
incomoda o mal...
e a solidão da paz,
inimiga das guerras,
avessa ao mundo.
TUDO
SE
ACALMA
por mais que doa...
também o mal
se cansa de ser mal.
Precisamos de nós
diante do mar,
altas montanhas,
mansos regatos...
Atrai-nos as marés?
Lugares novos?
Rumos desconhecidos?
O interior
supera
paisagens
define
estados.
Precisamos de nós
lúcidos,
em paz...
Questão
de sobrevivência...
Amar
requer
esforço
também
além
do belo.
A paz
é inerente...
Viver...
encontrar
o tempo
que redima
a velocidade,
dos acontecimentos,
inovações tecnológicas,
a altura
das vozes apocalípticas...
normalizam as guerras...
Sigo como sou,
discernindo tudo
à frente,
cabeça erguida,
natural,
longe
das prepotências,
insuficiências...
Humano!
Todos temos pontos fracos, alguns mais, outros menos.
Fraquezas que carregamos no decorrer da vida, às vezes, escondidas, outras vezes, bem conhecidas das pessoas.
Esta é uma característica da condição humana, buscar ser forte diante das dificuldades da vida, enquanto varremos nossas tibiezas para debaixo do tapete.
O dinheiro geralmente é o grande vilão do homem e da mulher...nada como uma vida de luxo e conforto, com todos os recursos nas mãos...
Prestígio?
Poder?
Devassidão?
Um pouco de cada uma destas condições é suficiente para fazer cair alguém em sua própria armadilha.
A do eminente ministro da corte suprema, Alexandre de Moraes, é uma destas ou o conjunto das mesmas.
Dois fatos nos são conhecidos há algum tempo, esperando por uma oportunidade favorável:
1) Sua esposa mantinha um contrato de seu escritório com o banco Master, e ganhava acima da média.
2) Ele mesmo já havia sido citado, e já era de conhecimento geral haver contato além do usual, com o banqueiro Vorcaro.
Vorcaro representa a Faria Lima, os especuladores das finanças, o chamado mercado para quem não existem regras, senão a de terem muito dinheiro em mãos.
Em tempos idos, seriam chamados de Satanás, diabo, pedra de tropeço...
São ansiosos pelo poder, chegariam até a fonte do dinheiro, e uma vez instalados se lambuzam com o bem público.
Vemos este filme com bastante frequência.
O ex-presidente bol@o^a#o, plantou uma semente do mal no STF antes de sair do cargo.
Andre Mendonça é o ministro que reclinou a cabeça no peito do fascista para conquistar a indicação, com a alcunha de ser " estupidamente evangélico".
Nada mais anti cristão que esta designação, mas em se tratando de "evangélicos", consideraram uma honraria esta abominação.
Assim, os setores da extrema direita foram preparando a ocasião para a vingança, dizendo que 08/01 não fora um golpe, que eram velhinhos aposentados que haviam depredado os 3 palácios de governo em Brasília, etc...
André Mendonça uma vez instalado no STF esperou a ocasião e surgindo, não aguardou o julgamento, precipitando às feras da "grande imprensa" o "jogo oculto de Moraes e Vorcaro".
Assim, Moraes já está condenado.
As redes fascistas estão em festa, porque não haveria momento melhor para este imbróglio acontecer.
Lula desponta na frente nas pesquisas, e era preciso animar o dragão, para devorar, não só o ministro Moraes, mas todo o STF, pois, como é sobejamente conhecido, tornou-se o bastião da resistência democrática no país.
Assim, André Mendonça deu uma de Presidente do STF, desconhecendo o atual presidente, e enviou gravações aos 7 ventos, a caixa de Pandora, instalando uma situação de cartas marcadas.
Vemos então uma crise instalada, com todo o cheiro de oportunismo eleitoral.
O Senado impediu recentemente a indicação de outro ministro, corroendo a vantagem numérica de ministros mais democráticos e legalistas.
O STF está em risco, a ideia de golpe à democracia ganha força...
Para encerrar, quero reafirmar a total concordância com as atitudes do ministro Moraes, em defesa da democracia, mas igualmente, deplorar os negócios suspeitos com o banqueiro da Faria Lima.
Neste caso, uma mão não lava a outra.
Que a verdade venha à tona, considerando que estamos em pleno processo eleitoral, com um caso plantado para gerar escândalo já.
Sempre pela democracia e em defesa dos Direitos Fundamentais da pessoa Humana.
Tantos, com tanto para me falar,
e eu surdo.
Tantos, com tanto para eu olhar,
e eu cego.
Tantos, com tanto para escutar,
e eu mudo,
Tanto sofrimento tantos tem,
e eu indiferente.
Desejo um mar calmo,
e só vejo tempestades...
disfarco,
e faço das tempestades
um falso mar calmo,
caminho de serviz dura
Faço das orações
um recitar permanente
da mesma estrofe,
Revisto o amor com egoísmo,
e o perco.
Perco-me diariamente,
permanentemente,
e não consigo voltar
ao que era,
endureci...
VIVER O AGORA
(para Thais Viviani)
você é o remédio,
minha irmã,
nós os doentes...
Como não olhar
a vida que brota em ti,
encostas de desejos,
espremidos em normas,
afã inexprimível?
Incomoda-nos tua liberdade...
Revoltas as vísceras do mundo...
Nesta presença transitória...
submetes o tempo lânguido
em escravo de tuas invocações...
Cante,
chore,
dance,
desnude-se
deste mundo
frio e distante.
Neste instante
instigue-se do novo,
rompa os quadrantes permitidos
eleve--se desde já.
Viver é como
uma flor
que desabrocha,
bela,
e deixa seu perfume
aos que passam.
Que alegria acordar com o Sol,
ver que o dia chegou,
seu cachorrinho vir lamber-lhe o rosto.
Que alegria o beijo matinal
da mulher amada,
palavras carinhosas trocadas.
Como é bom espreguiçar,
levantar da cama,
sair.
Abrir a janela, respirar,
olhar para fora,
ver o céu...
Viver é bom, belo é o mundo.
Que venha o dia com seus desafios,
os problemas venceremos,
as dificuldades superaremos.
A esperança também desperta
pelas manhãs,
depois de longas vigílias.
A paz é possivel,
o amor é intrínseco,
a luta necessária.
Caminhemos!
Procurei-me por aí,
pela noite,
chovia muito,
todos permaneciam
em suas casas...
Sentia os pingos
batendo no telhado
como uma proibição.
- Não saia!
A cama não descansava
de minhas desistências,
interpelava noturna,
sobre os caminhos infinitos.
A sala
não trocava mais palavras,
pombal humano
não recebia mais visitas,
estava só,
vazia
A cozinha não rompia
sua trivial receita,
mesa posta ,
não enchia as narinas
de temperos,
apetitosa
abria sorrisos
não alimentava.
As varanda, ,
esquecida,
sem café,
perdera a observação
dos jardins,
gravetos caídos,
folhas mortas
sobre a grama alta
Haviam
grandes corredores,
aí sim!
imensos corredores...
davam para aposentos
desabitados,
davam para nada...
corria pelos corredores,
ia e vinha
Procurei-me
sem sem saber como,
abria e fechava portas,
abria e fechava,
corredores,
portas
eu
Gritei tanto!!!
Por todos os cantos gritei,
desde o parto!
Na juventude gritei muito...
gritos de guerra!
Depois descobri o silêncio,
escrever tornou-se
meu grito de paz,
rara paz...
mais afagos,
e exemplos silenciosos.
Atravesso com os olhos
as estruturas de poder,
contorno da verdade,
e revolto-me
Ouço latido de cães
antes que a noite aprofunde...
grito e recito...
O mundo parece indiferente,
como se não gritasse
Tenho um tempo certo,
como o dia,
desconheço quanto...
Tempo suficiente
para conectar-me
às razões do viver,
e realizar.
Solto,
consciente
simples,
aberto a tudo.
Nada freio,
nada incomodo,
nada imolo,
mas modifico,
adapto,
deixo a marca.
Ainda tenho um tempo... quanto?
Não sei.
Sinto não ter feito o suficiente,
estar conectado
como deveria,
ainda que soubesse
das razões de viver...
preso inconsciente,
sábio e fechado...
Mais um tempo,
desconheço quanto...
Entreaberto...
Entre sair e entrar
encontra-se o prazer.
Entre o transgredir e o rezar,
acha-se o perdão.
Entre apaixonar e perder-se,
descobre-se o amor...
Entre ser você ou os outros,
abre-se o entendimento.
Entre cair e levantar
está a humanidade.
Entre lutar e fugir,
surgem as estratégias.
Entre ser justo ou iníquo
desvenda-se a verdade
Entre quer ser tudo e ser nada, chega-se a consciencia.
Entre agir e meditar, está a verdade
Entre uma coisa e outra, aparecem os caminhos.
Entre apoiar e desanimar.
vem a compreensão
Entre escrever ao léu,
e nada anotar,
surgem os poetas...
Seguir é tudo que podemos,
neste mundo corrido.
Não há parar, meditar...
Estamos num processo,
independente de nós,
maior...
ou seguimos nele
ou desaparecemos.
Amar,
lutar,
estudar
ter uma profissão,
conhecer lugares novos,
casar,
ter filhos,
tudo está dentro dele,
envolto neste imenso processo.
Não tem saída,
não há escapatoria,
sorrindo ou chorando,
enriquecendo,
passando dificuldades,
ainda assim,
nele estamos...
Até este poema
consciente,
de consolo,
faz parte,
perde um pouco
seu ardor,
e também
vai seguindo adiante...
Talvez esteja melhor
numa fotografia,
nunca me vejo
completamente.
São os olhos
educados em disfarces?
ou sou mudancas,
e em nada me fixo,
instáveis imagens.
Moldo palavras,
guardo-as em tumbas,
reverberam tempos sem fim,
escapam loucas,
em vetores ocultos
rejeitadas
por mim,
por ti,
por todos.
Explodem complexas,
fora de hora,
ferem
Quem sabe
o chapéu,
o óculos,
bigode...
Não escondem.
Tudo está em aberto,
poucos vêem,
nem eu...
Não tenho palavras
para dizer
o que se passa
em mim,
ao meu redor.
Nem mesmo sei
o que sinto,
contar será falso,
cadafalso
minto...
Passo disfarçado,
como se não existisse,
e conto nos dedos
os minutos
até que o dia acabe.
Nublado e cinza
percorrem juntos
este enlace
de nada
e coisa alguma.
Não se encerra
nesta terra
o fim,
perene torpor
em mim
Não sei,
estou na minha,
vou como posso.
Não me importo,
mal me suporto,
desapego de mim.
No jardim
entendo
a terra
que serei
Cuido
das plantas
e fim
Transporto um estranho...
identifica significados,
e só...
O amor sonolento
aguarda despertares,
tardio,
vive pelos corredores,
abrindo e fechando portas...
A suavidade dos ventos
o silêncio do astros
moldam a postura,
aliviam
O tempo repousa,
insuficiente
chama frágil
de eternas lutas.
deitar do dia,
da vida...
Sigo este enigma indecifrável.
Tenho feito mudas de árvores frutíferas. Atualmente tentando germinar as sementes da tal laranja ponkan, muito fificil de pegar.
Neste processo já plantei 5 pés do limão cravo, e em 5 anos nós abasteceu por uns 7 meses a casa com limões.
Numa destas germinados surgiu esta plantinha.
É um mato...mas em vista de tanta dificuldade, criei uma afeição particular por este matinho, e lhe mantenho, regando regularmente.
Os vegetais não são compreendidos como deveriam.
Neles olhamos o conforto que no dão...não percebemos como se manifesta sua forma de viver, tao rica em ensinamentos.
Lembra-me o papa Francisco e sua ecologia integral.
Lembra tambem Jesus Cristo sempre usando na natureza para levar suas mensagens ao povo. Nem consta que ele fez curso superior, e frequentou alguma academia.
Muito de encontro com minha posição antiacadêmica.
Olha ela aí, toda espichadinha...
Sou da solidão,
da observação,
reflexão.
Sou da massa,
sem figurões,
tradições.
Sou da verdade,
transparência,
insuficiência...
Sou da fé
em ações,
sem convenções.
Sou de nós,
dos nós
grande grupo humano,
cheio de desengano.
Sou poema
cardíaco
deserdado,
notívago
sonho
semidesperto
Quando puder
guarde um lugar
para mim,
afinal, grande é o palco,
maior que a realidade.
Podendo,
convide-me
para conversarmos,
quem sabe resolvemos
as questões
que ainda estão
pendentes.
A hora que você
tiver um tempo,
que tal sentarmos
no banco de uma praça,
para jogarmos conversa fora,
enquanto alimentamos os pombos...
arrulham tanto suas ansiedades
em nossas indiferenças...
Ah, sei lá,
faça como você quiser,
e deixemos para outra hora.
não era importante mesmo,
fica para depois
Ando deixando correr
as coisas do seu jeito,
como são...
colocando de lado
as opiniões.
Ando considerando
a situação
como se apresenta,
sem julgar
como deveria ser.
Ando observando
sem surpresa
a realidade,
em sua plenitude,
com naturalidade,
como a sequência
de uma ordem
exterior a mim.
As roupas nos varais
secam ao vento...
Sigo vestindo-me
diante de todos,
fazendo as refeições
nas horas certas,
o café da manhã
almoçar
jantar
dormir
acordar...
Ando deixando correr
as coisas do seu jeito,
como são...
Sou do tempo...
apesar do tempo
atravesso o tempo.
Relação amistosa e distinta,
porque também sou tempo
faço o tempo.
Sou do lugar,
apesar do lugar
ultrapasso espaços,
espaçoso que sou.
Vou onde
a imaginação levar
sem perdas
ao viajar,
itinerante.
Encontro compartilhado
entre eu e o meio,
eu e o tempo.
Seguiremos por aí
tempo afora,
aqui,
agora,
e fora de hora
Me apago,
procura
indefinida.
Desconhecido
encontro,
transformo
Ser bom...
estranhamento
humano
forçado
Palavras,
não explicam.
Véu de mim
intransponível
O servico meteorológico anunciou que hoje ocorrerão ventos fortes no litoral Paulista ate o Rio de Janeiro, à partir do meio dia, com 4 horas de duração.
Então muita atenção e cuidados, e apesar disto um ótimo dia a todos e todas.
Parece que um ciclone se formou no meio do Oceano Atlântico.
Está sendo cada vez mais comum fenômenos deste tipo acontecerem por aqui, e orlas noticias wue acompanhamos, tsmbem em outras partes do mundo.
Trago uma ansiedade
por estar junto,
não saber o que falar,
envergonhar-me por não falar.
Quero respirar fundo junto,
a brisa da manhã,
Sol transfigurando,
noite em dia,
em alegria
gratuita,
fortuita,
o mundo.
Trago a delicadeza dos afagos
que não nos permitimos,
silenciosamente amados,
estranhas distâncias
não declaradas.
Despeço repentinamente
a informalidade
e envergonho-me
dos imensos
choques culturais
que me elitizam,
na 3ª idade.
Caminho a imagem
que me impõem,
durissima,
querendo ser selvagem,
eu que sou da paz,
muitas vezes
incapaz...
Avanço como posso
reclusão e ação,
ora aqui ora ali,
revoltado e manso,
integrada exclusão.
Deixo um legado
de incertezas,
altas estaturas
fraquezas,
desenvoltas
miudezas,
combinadas
Escrever tornou-se uma ferramenta que produz vida.
Quando a rotina se impõe, meus versos se escondem, tamanha a distância que se encontram.
Ficam solitários e ocultos, preservando-se do mundo.
Despertam no contraponto de tudo, alta madrugada, sertão enluarado, repondo o tabuleiro no ponto de partida.
Escrever tornou-se uma oração pessoal, onde busco a fonte de tudo o que vejo e faço. Desperta-me antes do mundo com suas inquietações transcendentes e põe-se a derramar enxurrada de ideias e palavras a serem costuradas imediatamente.
Não se importa tanto onde estou e em que estado, tem sua pressa matinal, que brota de onde?
Escrever tornou-se um alimento diário, por vezes dietético, por vezes extravagante...no fundamental mantém sabor e deixa uma sensação satisfeita, depois de concluído.
São pequenos manjares precipitados entre o coração e a mente, refestelando-me todo.
Subi com o verbo o altar dos acontecimentos, encontrei sujeitos, e seus específicos adjetivos, dei-lhes objetos, sentidos no caminho, respeitei os suspiros e silêncios intercalados, procurei encerrar, interrogar, exclamar.
Vivo na observância de alguém que emerge de quando em quando, desconhecido e desapegado de mim, até que tudo se ponha enfim.
Lendo um artigo de Betty Vidigal sobre uma ré, professora idosa, acusada de pequeno furto, Margaret Ellsworth, de 92 anos, professora de inglês aposentada, acusada de um pequeno furto, interrompeu seu julgamento quatro vezes, para corrigir a gramática da promotora. Levantava a mão toda vez que a promotora cometia um erro, e aguardava pacientemente ser notada, antes de fazer a correção. A primeira interrupção foi para explicar a diferença entre who e whom. Depois corrigiu um erro de concordância. A terceira correção abordou o uso de "less" em vez de "fewer". A quarta interrupção tratou de um "split infinitive". Ela disse à juiza que "não poderia, em sã consciência, deixar isso passar sem correção".
Os espectadores no tribunal acharam as correções cada vez mais engraçadas, com a promotora demonstrando maior cuidado a cada frase.
A juíza Miriam Castellano, que atua desde 2004, disse que "Em mais de vinte e cinco anos neste tribunal, já tive objeções quanto às provas, nunca quanto à sintaxe".
O júri considerou a professora inocente. corrigindo erros no uso correto da lingua, de um representante do Estado, na acusação, comentei...
Estes tempos, algo semelhante aconteceu-me...
Quando é verão, e o calor já vem cedo, levanto-me e vou até a igreja para a missa das 07H00.
Ali há um sistema de rodizio entre os sacerdotes para as celebrações daquele horário.
Um jovem frei tem sido mais "sacrificado"(desculpe o sarcasmo) a realizar as celebrações.
Não comentarei sobre as suas homilias, tenho consciência aguda, e isto, por vezes, prejudica minha entronização e espiritualidade.
Numa celebração, nós católicos sabemos como é a movimentação, ora ajoelhando, ora sentando ou levantando durante a missa.
Bem, a questão está exatamente aí, no emprego errado dos verbos para os fiéis se movimentarem.
Assisti a repetição destes erros em várias missas, até decidir por esperar o frei sair da sacristia um dia e conversar com ele.
Pensei nas formas de tocar no assunto, sem ferir suscetibilidades, e assim fiz.
Expliquei-lhe as formas corretas alternativas do emprego dos verbos, nos vários momentos, e dos problemas para a transmissão das mensagens, que surgem , a depender do tipo de público presente. Ele ouviu-me, meio surpreso de minha ousadia, e por fim, agradeceu.
Posteriormente percebi que ele continuava
Incidindo no mesmo erro, não em todas as situações, o que de alguma forma, me pareceu ele ter assimilado.
Já não era um problema meu, mas de estudo do emprego correto dos verbos, dissera o que achava.
Sei que o assunto deve ter circulado entre eles, sacerdotes, porque um já nem fala para os fiéis se movimentarem nas celebrações, mesmo porque todos já sabem o que fazer, e o mais idoso, nem se preocupou, senhor de si...
Ontem, 16 de agosto de 2026 começou oficialmente no Brasil a campanha eleitoral, para presidente, 2/3, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.
No Brasil, o processo eleitoral no país, desde a redemocratização, vem passando por sucessivos reduções de prazos de propaganda e cerceamentos de direitos.
Lembro-me da alegria das primeiras eleições gerais pós ditadura, a festa que era fazer campanha nas ruas da cidade de São Paulo, o que não dizer das outras capitais e cidades por este país afora. Sem contar que, salvo engano, duravam 3 meses as campanhas. Colocar cartazes dos postes e paredes, até pichar os muros em lugares estratégicos, ir ao centro da cidade e fazer pequenos comícios sem sermos molestados, tudo isto acontecia
Com bons argumentos ou não, o fato é que chegamos hoje a um período eleitoral, com toda sorte de critérios que, ora disciplinam uma aparente igualdade de direitos, ora dificultam o eleitor às informações.
Outro fato muito importante é o ressurgimento de um nazi fascismo de cara nova na cena política mundial.
Até então, este grupo estava proscrito da vida pública, por seu caráter eminentemente antidemocrático, autoritário, violento e racista.
Criam mitos que fanatizam as pessoas a ponto de considerarem estes como deuses, e os seguem cegamente.
Tornam o ódio algo natural e constante. Perseguem os democratas, socialistas, comunistas e massificam grandes parcelas da população, com suas propagandas massificadoras.
Por aqui, no país, um clã fanático assenhoreou-se desta parcela da população, apesar do surgimento de outros fanáticos que disputam a liderança deste setor.
Atualmente ele conseguiram dividir ao meio a opinião pública do país, e são potencialmente, fortes o suficiente, a vencerem as eleições a presidente.
O surgimento do extremismo de direita no mundo tem relação direta da mudança de um mundo unipolar para outro multipolar, onde o unipolar recorre ao fanatismo como meio e tentativa de sobrevivência.
Nós sabemos que a multipolaridade está se impondo, não importam as radicais expressões de neofascismo que surgem por aí.
A multipolaridade será a futura realidade do mundo. Isto não quer dizer que não acontecerão retrocessos, pode muito bem acontecer.
Não está afastada a possibilidade de guerra mundial, uma vez que forem se multiplicando as guerras regionais, típicas de um mundo com bombas atômicas.
O sistema estará frágil no quesito guerra ao comércio marítimo. O fechamento de mares sob influência deste ou daquele pode desencadear um generalização da guerra.
O próprio EUA, ao reeditar a doutrina Monroe, mostra seu sinal de fragilidade, porque expressa aquilo que está perdendo, que é sua influência comercial para a China dentro da AL já bem fascista, mas que não rompe com os chineses, porque o comércio determina como a realidade deve ser.
Bem, o Brasil tem um papel muito importante para a sobrevivência de uma AL autônoma. Lula represente esta ideia.
Já o clã pensa em submissão e alinhamento automático, nem que isto reduza o comercio do país, como acabamos de ver com seu apoio às taxações dos EUA a nós.
É como vemos neste momento a situação
Entreaberto...
perspectiva
semi aberta
semi fechada,
convites,
aguardos,
tensões à vista,
márgens distantes...
Vivo enseada de alto mar ,
cânion de largas planícies,
nuvens de cosmo profundo.
Sismos rodeiam...
Ora vivo num, ora noutro
Realidades postas nas mãos
como intermediárias de situações.
Sigo, com os pés largos
este descobrir diário
que se apresenta:
um passo aqui,
outro acolá...
formas de dividir o tempo,
enquanto ele não acontece.
Quando a vi novamente,
não era mais ela,
era outra pessoa.
Bebera o licor das estruturas,
as engrenagens impediam
aproximar-me.
Quando a vi novamente,
foi como se nunca
nos conhecêssemos...
Aprendi a lição
do tempo certo,
a experiência pela metade,,
as mudanças dos sonhos
em pesadelos.
Como pude continuar sonhando?
Guardo muitos sonhos
que foram destruídos...
Guardo-os como relíquias,
sonhos enterrado para sempre,
nunca descobertos.
Tenho também novos tempos abertos...
Neles cuido de não
deixá-los passar,
perdê-los também
O assunto Redes tem sido muito criticado pelos excessos...mas gostaria de ressaltar como conseguimos também cultivar boas amizades por aqui, e sabendo usar, usufruir melhor as virtudes que podem nos elevar a novos patanares de humanidade.
Os livros, que estão sempre presentes, vão dando lugar a novas formas antecipadas de leituras como no Face, substituindo, gradualmente, uma pela outra. Esta é uma realidade que está se impondo
Passamos a nos conhecer, sem as distâncias, e em tempo, on line. Mas não abandonemos o livro...tenho sempre alguns à mão, no momento, o REPENSAR A RESSURREIÇÃO, de André Torres Queiruga, além de minha leitura habitual do grego koiné, no Novo Testamento, agora em 1Cor., ajundando a compreender melhor a etimologia de muitas passagens, até modificando significados
.
O que vem depois
não serão orações.
Orações são agora.
A conta não fecha.
Há um débito permante,
impagável...
Não sei o tanto
que me preparei,
e neste caso talvez,
tenha ficado
em meio do caminho.
Misturei tantas ações no mundo,
impregnei-me das cascas
das duras raízes,
impossível sair incólume.
Ser um eremita?
Quem sabe...
O rompimento é ácido e doloroso.
Faço um diálogo metafórico,
alimentando a realidade
dos símbolos disponíveis.
Retiro de todos os ambientes
que se apresentam
a explicação de minhas dúvidas.
Complexo demais
para a lógica de nosso tempo
As conclusões
não confesso a ninguém,
seria considerado louco varrido.
O que vem depois
tem múltipla linguagem,
e nesta, estou como um aprendiz
Às vezes dá vontade de chutar tudo pr'a cima, e seja o que Deus quiser.
Às vezes o olhos aguçam olhares e veem além, as imensas prisões que vão se apegando, aos poucos, sem que percebamos, ou mesmo com nosso consentimento...aceitamos abrir mão de nossos destinos, cedemos e cedemos.
Às vezes vem uma revolta sem inimigo definido, revolta de tudo...ah se encontro uma insurreição por aí..
Porque estou muito ajuizado, cheio de palavras certas, como um doutor nisso ou naquilo, fosse o dono da verdade...
Por isso, ainda sou um revolucionário que reconhece a "legitimidade" deste acontecimento, mesmo com a idade me assombrando...
Ah que vontade de jogar tudo pr'a cima, e derrubar.. às vezes.
Relações,
delas tiro lições,
caminhos a seguir,
desviar,
parar...
Extraio
extratos
combinados:
cuidados,
interações,
intervalos,
suspensões...
Uniforme conclusão,
em meio a teia,
somatória disforme
em permanente construção.
Mantenho uma formação louca,
de regras
obrigatórias,
impostas,
à livres digressões,
aleatórias.
São retalhos
velhos e novos,
de tempos,
hábitos,
normas...
rasgados,
costurados,
firmes,
separados,
nas ondas da ilusão
Quanto mais passa o tempo, mais vamos nos esquecendo de nomes, até que desaparecem...
Faço memória hoje de um jovem chamado LALAU.
Nunca soube seu verdadeiro nome.
Era estudante da PUC, acho que na Economia. Eram os anos difíceis da repressão, com torturas e assassinatos disfarçados de suicídios.
Eu namorava Margarida embuste período de 70 a 73, e o Lalau era amigo nosso, e tentava nos cooptar a participar de seu movimento
Já Por volta de 1974/75, eu trabalhava em Piracicaba, e alugara um ranchinho perto, em Artemis, e estava lá com Meg, recém casados.
Lalau havia sido preso em 1971/72(não sei ao certo), descobri depois que militava na ALN, um grupo armado que rompera por dentro do PCB, e fazia guerrilha urbana.
Neste ano de 1974 ele havia sido solto.
Amargara importantes anos de juventude nos cárceres da ditadura.
Tão logo saiu, soube que nós estávamos em Piracicaba e passou conosco alguns dias no rancho.
Curiosa era sua ansiedade em participar daquele ambiente, como se descontasse os anos aprisionados.
Terminado este tempo de uma semana aproximadamente, despediu-se e foi visitar seus parentes...para ver como lhe éramos queridos, precedíamos na visita
Assim foi...
Nunca mais o vimos...
Soubemos, mais tarde, que morrera afogado num riacho, em Minas Gerais, quando da visita a seus pais.
O destino às vezes é ingrato...
Deixo aqui esta memória, junto a um lamento antigo, guardado no coração.
LALAU era seu nome, um rapaz alegre e cheio de vida, um amigo..
Acompanha-me,
vez por outra,
um estranho...
percorre corredores sem fim,
para ver ser se chega
a algum lugar,
ai de mim...
Agora mesmo está aí
fuçando escombros velhos
para ver se não esqueci
algo importante,
deixo sempre algo para trás
Aproveita-se assim
desta longa maratona,
dividida
em distintos personagens...
este bem oculto,
declina seu nome.
No esguio aproveitar do silêncio,
visualizo sua sombra,
no indistinto escuro,
como alguém que me assombra,
num inseguro confim
Não pedi para nascer,
mas fui desejado,
cresci sem saber
o que fazer,
depois descobri.
Amar foi tornando-se
um mistério crescente,
transcendente,
nunca termina,
dói perder.
A idade constrói monumentos,
destruo constantemente a todos,
busco o afago dos fracos,
esquecidos.
O dia apresenta
desafios de vida,
reponho-me sempre
na trincheira da verdade,
a morte ronda por perto...
A cada manhã o Sol,
a consciência,
a cada noite,
vigilias,
sobrevivência .
Sou desafios diários,
além aniversarios...
Quando vieres
traga junto a fragilidade,
os reis fiquem com seus tronos.
Ao aproximar-se
seja suave,
possa ser vista
desde longe,
e tão logo possas,
afague-me antes
de qualquer palavra.
Quando chegares
traga junto lamparinas acesas,
grandes são minhas escuridões,
clareie cômodo por cômodo,
até tudo iluminar-se.
Suas palavras sirvam de alimento
onde possa refestelar-me junto a ti,
na verdade,
a depender do grau,
sejam preservadas dos maus...
Quando vieres,
venhas inteira,
em fraternos altos e baixos,
junto às minhas volúveis aquiescências...
Assim poderemos nos entender no amor,
e caminharmos juntos
Difícil definir-me...
mergulhado no presente...
muito do que sou
passa ausente.
Olho,
interajo,
opino,
vou seguindo
escritos e escrituras,
e também descobrindo.
Dor e sofrimento
carrego na aljava,
esquecidos...
esperança e ardor
coloco na boca,
calor...
o sentido das coisas
percebo pelos olhos,
abertos...
a solidariedade
entrego às mãos,
lapidação...
caminhos e descaminhos
entrego aos pés,
cansados...
A ciência,
intrometida,
é um tato
sempre por descobrir
acertar.e errar,
errar e acertar
Descubro amigos,
encobertos inimigos,
aparecem,
desaparecem
Procuro não ser só
estar no mundo
consciente,
resguardando sempre
a liberdade de cada um,
coisa de demente
Tão mergulhado
no presente,
faço do caminho
pressentimentos,
nada às claras,
olho a direção
dos ventos
a segurança
das águas rasas...
A saudade que tenho é de nós mesmos,
de quem éramos décadas atrás.
Nós somos como amigos que perdemos,
gente querida que não vai voltar.
Um par de jovens que se pôs ao mar,
tomou dos remos para nunca mais.
Quem eram eles, que já não os vemos?
A mulher bronzeada lendo ao sol,
os dois estraçalhando um rock’n roll,
em que dobras do tempo se esconderam?
E as três crianças que os rodeavam?
Antigamente estavam sempre aqui,
voando no turquesa da piscina,
aves aquáticas de um Morumbi
que era um lugar longínquo e quase ermo.
A saudade que tenho é de nós mesmos.
Hoje tenho
um cansaço realizado,
ações completas.
Hoje há um beijo
que perdura
no espreguiçar,
um amor
que repõe
a paz.
Hoje a esperança
dá bom dia,
acesa.
Tempo de verdade
aflorada...
O excesso
de mentiras
divulgadas,
nada afeta.
Encontro
do amor
com a rotina,
olhares
expandidos,
horizontes
próximos,
medos
esquecidos,
palavras
novas,
bom
ânimo.
Os pés
no chão
da realidade
a cabeça
ordenando
naturalmente
como bem
tratar tudo.
Dia de abrir janelas
respirar fundo,
porque estou presente,
tudo está
em seu devido lugar.
Tem sido praxe os radicais de direita adorarem seus líderes. Assim foi com Hitler, e aqui no Brasil um ex oficial, incompetentissimo...se perguntarem o que ele fez, não sai nada.
Esta adoração sem limites faz com que aceitem qualquer mentira. E, como gostam de xingar, vivem de falar mal dos outros.
Mas o homem da tornoseleira eletrônica, este é um Deus.
Muitos evangélicos tem trocado Jesus Cristo por ele, em total desacordo com a palavra de Deus que propõe o amor como princípio .
Assim, chegamos a uma eleição de fanáticos. O STF endemonizado, o presidente Lula Xingado.
Mesmo assim, estes neo fascistas perderão estas eleições, porque o povo brasileiro está se dando conta que, no fundo, querem acabar com seus direitos.
Irão corrigir as aposentadorias por índices menores do que a inflação, vão continuar com o orçamento secreto no Congresso, sangrando os cofres da União sem dizer o que fizeram.. a luta é grande.
Então muita serenidade neste momento, porque eles sao raivosos e querem nos tornar também raivosos.
Analisem com calma, sem a influência dos Médicos Sem Vacina que negam as conquistas da ciência. A Michelle vacinou-se, escondida, nos EUA, quando pode
Muita paz e uma eleição onde as pessoas possam ser fraternas e apresentem o que farão se ganharem, porque xingar por xingar não garante nada.
Por um Brasil Fraterno
As vezes me assombra um esgotamento de ter usado todo meu repertório, e estar vazio de novidades.
Observo-me como se tivesse alcançado um fim.
Este sentimento persegue-me, contra a vontade, por largo espaço de tempo.
Alastra-se para as pessoas também...passo a vê-las como a mim, sem sal...
Também as instituições que me relaciono, vão perdendo sentido, ah vão, aguçam minhas críticas
Reflete em meu humor, em minha fé, na forma dos diálogos que mantenho com as pessoas.
Controlo-me para que não percebam o quanto estou inodoro e entregue, procurando na rotina uma tábua de salvação.
Curiosamente isto sumenta minha tolerância e compreensão com o mundo, abre portas, passo a entendê-lo melhor...
Não tenho comigo obrigação alguma de ser isto, ou de estar em tal situação, então, deixo correr esta enzima para ver até onde vai, no que vai dar.
A consciência faz vermos de frente, e percebemos que não somos agradáveis muitas vezes, ao contrário, ficamos chatos e impertinentes.
A vocês, a quem confidencio este juízo interior, peço apenas complacência de vez em quando, e me ignorem quando sumo...
No mais, quando volto, também sou outro... deixo muitas gratuidades de lado, perdendo o humor aquela certa ignorância que acompanha.
Assim vou, conhecendo fases e me transformando.
Como vêem trago novidades, nem sempre boas.
Então, ignorem.
Ser pequeno,
impulso sereno,
após derramadas
lágrimas orgulhosas.
Quantos voos vãos
consciência
de desilusão,
escapam
entre as mãos...
Sigo
um aprendiz,
de derrota
em derrota,
do que fiz;
e não fiz,
em silêncio
como abrigo
O fim não conheço,
o início não lembro,
agora está passando...
não sei como vim,
não estou certo
de onde estarei...
como estou
é consequência,
um tudo
sem começo
nem fim.
Etéreo caminhante,
letras soltas
em forma
de encontro.
Fluido tempo
escasso
espaço
O que faço
aonde,
neste agora?
Em calabar teu nome tantas vezes,
denunciei aos portos teu ofício.
Que não permitam mais o contrabando
da muamba invisível,
o difícil
descaminho dos sons.
Esse ritmo cravado na memória.
Da muamba invisível, esse ritmo
cravado na memória
(dez sílabas, seis sílabas,
não sei
quem plantou as provas na bagagem).
Não compreendo que exponham nas vítrines
as sedas, porcelanas, os temperos,
especiarias exóticas, as quebras
de ritmo e contratos
contrabandeados.
Calabar
é verbo e metonímia.
Adelante!
Denuncio à autoridade aduaneira
os planos e as mudanças
de quem mudou de lado tantas vezes.
No pasarán!
No pasarán pelo fio da navalha
da alfândega.
Fiscais aduaneiros,
revistai também os bolsos de quem chega
carregando perfis e avatares.
Carregando perfumes e lembranças.
Transportando perfumes e lembranças,
especiarias exóticas, essência
de sábados.
A lágrima suspensa
entre a saudade
e a tristeza,
impregnada ao rosto,
fugira do controle,
das prisões...
A alegria ocultara-se
definitivamente...
alojara-se na gratuidade
desprovida de sentido
De resto eram beijos
fechando os espaços,
abraços nos quartos,
murmúrios soando
confissões...
Era tarde,
estava envolto
na trama algorítmica,
gaiola do pensamento.
Hoje sigo à risca
o estrito recitar,
observando
se captam
o código
da vida,
escondido
entre as palavras
Ai que eu pego meu caminho uma hora destas e deito a falar dos sonhos que estão aprisionados no Xeol, em ossos...
Ai que em algum momento há de se despertar diante desta imensa sonolência que se abateu sobre os quatro cantos do jardim da criação, não descansa de dormir...
Ai dos iletrados, que secam as vistas em sacrifício de suas farsas bem montadas, verdadeiros becos de cânticos impostados...
Ai do Sol e da Lua se não produzem mais o trabalho e o amor, como ficam os órfãos das matriarcas ao redor destes mantras fabricados.
Ai de mim, de ti, de nós, correndo de um lado ao outro, neste vasto não, porque não, não pode...
Ai das flores sem aromas, dos manjares mitológicos, desnudados, perseguindo ninfas esquecidas?
Há de raiar uma hora este espaço de letras fundidas à vida, tão desejados anseios, materializados...
Há de se conquistar as quentes veias que pulsam o ardor dos prazeres embebidos na verdade, ovelhas das montanhas íngremes...
Ponho tudo nas Palmas das mãos...está nítido...
Era noite e um grande pátio cobria toda a realidade, ligava cômodos de lares inexistentes e poderes ocultos, sem portas...quando via, já estava nos ambientes
Estava só, como um protetor incapaz, um libertador a ser tentado.
Toda sorte de oportunidades me era apresentado. Olhava aquela vastidão, vazia de gente, e me dava conta da solidão que me encontrava, junto a imensa responsabilidade coiocada.
Não haviam poderes presentes que pudessem determinar o que se podia ou não fazer...
Várias camas, encostadas lado a lado, davam a dimensão de um convite promiscuo que não acontecia... vulneráveis inconsistências.
A igreja fazia parte das sombras, não era vista, implícita...
Não amanhecia...
Tinha a responsabilidade de proteger ninfas virgens, e sofria, fraco, por responsabilidade tão elevada, hercúlea, vulnerável fauno, travestido de eunuco.
Tinha nas mãos a flauta dos convites perdidos no tempo...e uma mescla de carícias protetoras transgredindo.
Sentia-me a incapaz de mim, fortaleza sem defesas.
Segurava-me como podia...toda a formação e experiência eram testadas naquele instante.
Quem sabe estivesse preso... mas não, tinha toda a liberdade a meu dispor
Frades andavam, sós, sem ação, com suas batinas cinzas, escondendo os rostos, para lá e para cá, para lá e para cá...
Não se ouviam tiros, não haviam perseguições, apenas eu vulnerável, podendo tudo, e sofrendo pelo que é justo..
O sonho continuou em mim já desperto, com desejos contidos, sublimados, como se fizessem parte da realidade. Meu amor dorme ao lado, e o cão aos pés...
Conheci esta noite meu verdadeiro tamanho, minha imensa fragilidade.
Entendi porque buscar a Deus...
Como gostaria
de reunir o tempo,
passado e futuro
num presente,
trazer meus pais,
irmãos,
parentes,
amigos
num encontro
possível
Não posso...
Então lanço-me
em lembranças
ainda criança
com meus pais,
em seus colos
em casa,
numa ingênua
convivência
desconhecedora
das perdas.
Como doem
as ausências...
insubstituíveis,
incapacitantes
sofro
impossibilidades,
incapacidades,
insuficiências,
poder que não tenho,
deus que não sou...
À noite,
só,
vêm
à mente
nomes,
situações,
acontecimentos...
ausências
preenchem
o vazio
que adentra.
Estou só,
patriarca solitário
em um mundo hostil
Os problemas
não adormecem,
estão dispostos
nas prateleiras,
como integrantes
da familia:
são mobílias,
vasos,
talheres,
roupas,
automovel,
casa...
misturam-se a tudo,
impregnados a cada utensilio,
conforme são utilizados...
Despertam-nos
com planejamentos
de saídas
que não acontecem,
exigem
desprendimento
incomum,
evocam
caminhos
de espinhos.
Estão
em contraste constante,
flagrante progressão,
diminutas soluções.
Surgem,
de surpresa,
nas altas madrugadas,
misturam-se aos pesadelos,
mó de moinho
triturando
a economia,
os bens,
as relações...
Fazem ameaças,
sujam nomes,
os artifícios possíveis...
cobram soluções
que não vêm,
insistentemente.
Jogam tudo para o ar...
Estão à espera
de um milagre
que não acontece
Os conflitos na Ucrania e Irã estão num processo de aumento, agora comprometendo a navegação internacional.
Os EUA aprisionando navios petroleiros deu início a intervenção em alto mar, que esta se generalizando
A Ucrania, através da Otan, bombardeando portos na Rússia, provocou a resposta da Rússia também nos portos em Odessa e regiao.
O fato é que falta muito pouco para p comércio internacional dividir-se separando Oriente e Ásia, de um lado e Ocidente, de outro.
O Brasil, em termos geopolíticos fica crescentemente mais vulnerável diante deste agravamento que se observa.
O que dizer...amo a vida, amo a cada um , cada uma dos dias que por aqui passo.
Hoje distribuímos o restante dos abacates nas Vicentinas, que cuidam dos idosos abandobados, ao povo de rua, da praça 13 de Maio, ao padres, ao posto policial.
Tempo magro de frutas, sinda dobram algumas..
Meg e eu vamos levando a vida como podemos, conversando sobre o particular e o público. Vida simples e caseira.
Comemoro o dia
que se encerra...
Vivo,
assisto
pequenos
acontecimentos...
prolongam
crises
já surgidas,
sem concluírem
seus desastres,
intermédio
que se estende,
pertencer diário
que diz tudo,
e nada diz.
Ainda é tempo
de por-me
diante da realidade,
mesmo restrito
a quatro paredes.
Resguardo-me
do medo,
inusitado
fim,
meio das notícias
nunca terminam...
Sigo presente
nisto tudo,
de ausências
em ausências,
e calorosas opiniões.
Aliviado
opino
sobrevivendo
em vão...
Não era para se ter chegado a este ponto, mas agora é hora de se pôr um basta a tudo isto.
Donald Trump está incendiando o mundo e pensa que o povo brasileiro vai se dobrar a sua ânsia de conquistas das riquezas de nossa amada pátria.
Para isto ele conta com verdadeiros traidores da pátria, que estão em campanha.
Está família fascista e traidora está querendo abrir nosso território para as tropas norte-americanas.
Pois saibam que o povo brasileiro é amante da paz, povo pacifico, mas não covarde.
Não pensem que o povo brasileiro irá se dobrar diante da dominação do império norte-americano.
Não mesmo!
Vamos em frente...
Dói o coração?
Bolso vazio?
Mundo de disputas,
uns pisando nos outros?
Espaços para privilegiados?
Siga em frente,
mas com a verdade,
sem nada nas mãos,
apenas a consciência...
Siga em paz,
Nada como ser rústico,
antigo,
resistente
ao moderno,
à tecnologia...
Ter o Sol para despertar
depois de almoçar,
espreguiçar...
Ver que ainda é dia
e tudo caminha devagar,
sem a perseguição
do sofrimento,
essa correria
que declino de falar
Nada como agradar a mulher,
declarar seu amor à tarde,
entre beijos...
afagar suas costas cansadas,
sem apagar a luz...
sempre brilha
o amor no tempo
Ora, se perdi a estirpe,
os cabelos caíram,
pouco se me dá
ter dor ao levantar,
se é de paz que preenche
este lânguido presente.
Vou assim,
experiente deste outono
ingreme e clemente,
tranquilo ao caminhar.
Onde foi que deixei a doce fragrância escapar?
Foram os espinhos dos roseirais?
Os caminhos de sempre?
Procuro um aroma
quase extinto,
surpreso,
enquanto caem
as folhas de outono,
tempo que se esvai...
Como permiti desvencilhar-me de mim?
Hoje,
póstumo,
antecipo o fim,
velório diário.
Hoje a verdade tem velas,
contempla a solidão
Não tenho como esquecer
impregnado que está...
se é dor,
ficam partículas
de solidão,
pesar,
nos olhos...
Se são momentos
alegres
estravasam
tardiamente,
chegam à lingua,
pau sa da,
compreensiva,
experiente.
Não se esquece,
condensa-se.
Vivo dor e ardor,
mix pessoal
na plataforma
de streaming
da vida
Tudo guardado
no armário do tempo,
não se vestem mais...
Dão o contorno
expressivo
mansa
compreensão...
Administram
exaltadas
fugas,
sonhos
fugazes...
Contam com o tempo...
Por força das minhas dúvidas etimológicas biblicas, acabei estudando grego koiné, isto é, grego popular, escrito e falado no tempo de Jesus.
Esta escrita pouco se diferencia do grego atual.
O problema está em não sabermos nada de como era falado, tendo sido criado por Erasmo de Roterdã uma linguagem utilizada até hoje.
Atualmente estou na metade da Carta aos Romanos.
Interessante conhecer os diversos autores bíblicos pelo repertório maior ou menor de palavras que usam, e assim o grau de conhecimento que possuíam.
Tem sido um divertimento, como um jogo de xadrez, buscar entender o significado das palavras antes do dicionário.
Também muito interessante é perceber como o grego interage com a lingua portuguesa ainda hoje.
Vou passo a passo,
olhando o entorno,
quase compasso,
frio,
quente,
morno.
Abro os olhos,
os sons escuto,
obedeço as leis
da natureza,
decisões rápidas,
astuto.
Deixo ir...
vaga nuvem
em céu azul,
sempre partir,
sem norte,
sem sul.
Um dia amor,
outro dor,
fazer,
desfazer,
sentindo
ardor,
desprazer.
Não impeço,
sigo surpreendendo,
meio disperso,
meio entendendo
Termino os poemas por obrigação, porque tudo termina.
Na verdade eles sempre seguem, reciclam.
Extrapolam contextos, arvoram novos concertos.
Mantém a instabilidade do devir, em permanente mudança.
São como pergaminhos a serem decifrados para as novas realidades, diferentes gerações, sistemas políticos.
Seus limites estão na receptividade dos corações experientes.
Estão postos ao final das tardes, quando, fatigadas as pessoas buscam encontrar explicações sobre a vida.
Depois somem novamente, porque nem se confundem com o amor propriamente dito, nem com o árduo trabalho.
Tenho uma ausência
que me persegue...
Não diz
nada de si,
nada observa,
não opina.
Vem despistando
como se não
existisse,
e consinto.
Alimenta-se
das concessões...
incute a idéia
de fraqueza,
vulnerável
Passa o tempo
esperando o momento,
até que envelhecemos,
e já é tarde
para fazermos
o principal,
a humanidade
Está aí,
à espreita,
com interrogações
vazias...
Tenho a sensação
de que ela
está ganhando
a batalha,
não questiono mais,
tudo aceito
naturalmente.
Ausência estranha
de sabor,
de vida,
inodora e fria
que é..
Deixo
correr manso
este grande rio da vida..
suas águas
ensinam as pedras,
moldam suas durezas
no longo tempo,
tornam-nas belas,
adquirem vida
na paisagem.
Compreendo
quão estreitas
são certas passagens,
exigem consciência,
decisões,
soluções rápídas,
sob o risco
de estravasarem
pelas márgens,
serem absorvidas
precocemente.
Aceito
a extensa largueza
de oportunidades
a perder de vista,
onde tudo cabe,
cabedal pujante,
calmas passagens,
onde desfrutamos
paz,
convívio,
amorosidade.
Alimento
lagos...
as grandes teses...
imaginam corredeiras,
demonstram
suas pertinências,
inconsistências,
o que há de vir...
Sofro
secas,
inundações,
elementos externos...
dependência
da sobrevivência,
desenvolve a criatividade
Caminho
percursos contínuos,
contornos...
formas estéticas
de tratar temas
tão constantes
sempre sobrevém.
Desemboco
num mar amplo
onde continuo,
integrados,
como desaparecido
num grande
encontro,
total...
Medito
sobre as fontes,
filtros subterrâneos
que tudo retém
doces águas
cristalinas,
trazem a enzima
do que vou ser...
o alto mar
suas vagas
permanentes,
onde dissolvo-me
no intervalo..
Não é o que você fala,
mas o que você não fala.
Não é o que você faz,
mas o que você não faz.
Não é o que se espera de você,
mas o que ninguém espera.
Não é ser a mesma
pessoa de sempre
mas ser diferente.
Quero ver tua novidade,
incomodar-me
com suas críticas.
Quero a cama revolta,
cheia de tempestades,
usurpar a falsa pureza
com a degradada vida,
esperneada vida,
fudida,
real.
Estou cheio dos cristais,
dos pedestais,
honrarias,
quero baixarias,
vaias...
momentos
da verdade
na cara,
desnuda
Quero os pensamentos
mais profundos,
sem ornanentos.
Provocações!!!
Estou à espera
do rompimento
do lacre
da ordem,
esta besta
disciplinada
Aspiro contradições...
a pior delas
de fingir
não tê-las
Que o tempo
não me consuma
antes que suma,
hora que demora...
Que o espaço
se espace
por onde passe,
sem compasso...
Que seja
um eu
integral,
sem dobras,
mas fibras
resistentes,
firmes,
total
Que embale
a verdade
na balada
do dia,
e durma
a profunda
paz do sim,
no silêncio
do encontro,
enfim
Criou-se um ódio particular ao presidente Lula, como se ele fosse uma pessoa execrável, merecedor dos palavrões mais execráveis. Na verdade é um ódio ao simples, aos pobres, como se sentissem vergonha de ter ele na presidência. Muitos que se dizem cristãos tem este lado de ver pejorativamente o presidente.
Mas a realidade mostra seus resultados além dos impropérios, com um Brasil crescendo, e soberano diante de um mundo hostil e fascista.
Todos temos o dia,
mas...
nem do dia a dia
damos conta,
o que será então
este acontecimento
imprevisto...
final,
despedida
fatal
que afronta
e ponto?
Quem sabe o nome de uma rua nos perpetue,
ou uma estátua de alguém sentado próximo a orla,
alguns versos guardados...
sorriem os arqueólogos
nas
suas
nuas
escavações.
O pouco
que fica
do muito
que é a vida,
convida
sempre
a rever
caminhos
Dia da cruel verdade,
intransponível horizonte,
a qualquer idade
pela barca de Caronte
Se fazemos e desfazemos
criamos e destruímos,
se amamos,
ou nos aproveitamos
qual conclusão teremos ?
Não há despedida
prévia,
mas esquecida
e surpreendida
despedida
póstuma.
Assim,
fica este enlace
meio solto,
como somos
e gostamos,
de pensar
que vamos,
face a face,
seguindo
eternos
contornos...
Não tenho
grupo de origem,
tantos grupos
faço parte,
venho
sentindo
vertigem,
sofro apupos,
sem coragem
em todos
fico à parte
mudos modos...
sou de marte,
inexplorado
visitado.
Sou nó
de nós,
somos nós
Responda a alternativa correta: DIGA UMA OBRA BOA PARA A POPULACAO FEITA PELO FLÁVIO A) Não sei B) Lula é ladrão C) Lula é presidiário ...