sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Onde estão meus sonhos?




A maioria
de meus sonhos
está em repouso.
Lembram,
um amanhecer,
no profundo
da noite
depois
sucumbem.
Resistem
ao tempo
descalços,
perseguem
fantasmas
enlutados
e heróis
repaginados.

Tempestuosos
trazem grandes
desafios,
montes intransponíveis.

Alguns padecem
o desgaste
da corrosão,
envelhecimento,
teimam e teimam...

Nada ocorre...

Sonhos
espíritas
católicos
budistas
multirreligiosos...
do tamanho
da amplitude de Deus.

Sonhos pagãos igualmente,
transformando tudo
em carne
e pó.

Sonhos proféticos
confundem-se
com os meus
próprios,
exigem
discernimento.

O futuro revelado
e presente desconhecido
pertencem
a um mesmo
imaginário
sempre
inquirido.

Sonho
o povo livre
e a perfeição
das soluções.

Depois acordo,
tudo foi em vão.

Melhor seria
despertar o sonho
e adormecer a realidade.

Chico César: 'Sou filho de um camponês, sem terra' - Portal Vermelho

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Conquistas dos bancários injetarão R$ 11,2 bi na economia - Portal Vermelho

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China muda lei e casais poderão ter dois filhos - Portal Vermelho

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terça-feira, 27 de outubro de 2015

O SOPRO DE NOSSAS VIDAS

Poema que fiz para a primeira campanha de LULA PRESIDENTE, e hoje reapresento-o na comemoração de 70 anos do peão de São Bernardo tornado Presidente do Brasil

O SOPRO DE NOSSAS VIDAS

Nós queremos
alguém inteiro,
nada pela metade;
imaculado.

Alguém
nu de pecado,
saciado de pecado,
sem mais
por que pecar.

Que tenha
origem e meio
ao fim
que somos nós,
e esteja
do outro lado
do espelho
de nossas vidas;
o lado
que permanece
puro
nos olha de frente,
redimindo-nos
de nós mesmos,
tantas vezes
cruéis,
insensíveis,
assustados
com a frigidez.

Queremos alguém
que não se finja
de povo.
Seja ele!
E nada prometa
que não possa
cumprir

Que não tenha
medo
de dizer
a verdade,
amiga
do perigo,
 e entregue
seu coração
quente e latejante
nos despachos
e atos
que tomará.

Acima de tudo,
aos fracos
defenda,
além
das palavras.

Assim
queremos alguém,
o sopro
de nossas vidas,
o ser
que criamos,
 e que nos falta.

Lula completa 70 anos incomodando a oposição e sendo orgulho do povo - Portal Vermelho

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Ação contra empresas de filho de Lula é 'despropositada', diz advogado - Portal Vermelho

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Crise mundial chega ao oitavo ano e não dá sinais de diminuir - Portal Vermelho

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Aconteceu em
26 de outubro
  
  
 Militares de 1887 
 1887 - Dia do Clube Militar 
 O recém-fundado Clube Militar (4 meses) "suplica" à Coroa que não use o Exército como capitão de mato na caça a escravos fugidos, desafiando a ordem do gabinete escravista do barão de Cotegipe. 
 

domingo, 25 de outubro de 2015

 1975 - Dia do Herzog 
 
Torturado até a morte por asfixia, no Doi-Codi-SP, o jornalista da TV Cultura Wladimir Herzog, 38 anos. O Legista Harry Shibata atesta suicídio, sem ver o corpo. O assassinato provoca o 1º protesto de massas desde o AI-5, na missa de 7º dia.
Herzog, na
foto montada
por seus
assassinos

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Card. Dom Orani: "Caso se ensinem, nos colégios, ideologias contrárias à fé cristã, cada família deve ajudar os jovens a não se afastarem da fé"


Reflexões de Dom Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist, arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Por Card. Dom Orani Tempesta
Rio de Janeiro, Região Sudeste, Brasil, 21 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)
A família e o projeto de Deus

Os projetos de leis, os decretos do executivo e julgamentos do judiciário ultimamente têm seguido alguns caminhos ditados por uma mentalidade global que procura descontruir a família como sonhada no sábio projeto de Deus para a humanidade.
Diante dessas tentativas, convém refletirmos um pouco sobre a estrutura e finalidade da família à luz dos importantes ensinamentos da Santa Igreja. Afinal, para ela se voltam os olhares não só dos católicos, mas também de parte das mídias mundiais e de especialistas por ocasião da última semana do Sínodo Ordinário das Famílias, convocado pelo Papa Francisco.
Podemos, com a Palavra de Deus que é uma só, mas a nós transmitida por dois canais: a Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura tuteladas pelo Magistério da Igreja, seu guardião, bem como de bons teólogos e textos já trabalhados por outros defensores da família, expor alguns pontos fundamentais em defesa da família no projeto de Deus nos nossos dias.
Começamos, dizendo – seguindo o raciocínio de Dom Estêvão Bettencourt, OSB – que ela é uma instituição natural, núcleo da sociedade dos homens e mulheres. É na família que o indivíduo é ‘gente’ ou reconhecido como pessoa humana com o carinho que ele merece, ao passo que fora de casa o indivíduo muitas vezes é um mero número, impessoal e não raramente incômodo.
Daí se segue que, de acordo com a Lei Natural, a família tem seu fundamento na complementação física e psíquica que homem e mulher – e só eles – prestam um ao outro. Por isso, é uma instituição natural ou decorrente da própria natureza humana.
A sexualidade masculina e a feminina são intencionadas pelo Criador. São inconfundíveis entre si; não se deve procurar reduzir uma à outra. Homem e mulher foram por Deus dotados da mesma dignidade e dos mesmos direitos. Doando-se um ao outro a fim de, juntos, se doarem a Deus, encontram a sua plena realização.
O homem colabora para tanto com a sua racionalidade tendente à ação forte e, por vezes, fria, ao passo que a mulher oferece os dotes de sua intuição direta e profunda, muito sensível aos valores da vida e muito forte na sua paciência (cf. Curso sobre problemas de Fé e moral. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 2007, p. 149; cf. Catecismo da Igreja Católica n. 2331-2336; 2360-2363).
Para se realizar dentro do projeto de Deus, que não varia de acordo com os arbítrios, caprichos ou legisladores humanos, a família tem, dentro do grande patrimônio bimilenar da Igreja, alguns pontos comuns importantes a salientar:
A Monogamia: Para que haja um verdadeiro matrimônio é preciso que o homem e a mulher se entreguem totalmente um ao outro sem reservas. Daí a poligamia ferir esse componente básico do casamento por uma simples razão de bom-senso: ninguém pode doar-se plenamente mais de uma vez ou a mais de uma pessoa ao mesmo tempo (cf. Concílio de Trento, sessão 24, de 11 de nov. de 1563, citado por Collantes. La Fe de la Iglesia católica, n. 1259-1263; Familiaris consortio n. 19).
A Indissolubilidade: tem como sinônimo a estabilidade, pois a doação dos cônjuges há de ser incondicional, ou seja, em todos os momentos e circunstâncias da vida (na saúde e na doença, na alegria e na tristeza etc.) haverá o respeito e compreensão de ambos os lados. Disso decorre que a doação sob condição (“enquanto você for amigo...”) já não é total nem verdadeiro matrimônio.
Poderá replicar alguém: mas a legislação civil dá direito ao divórcio, ou seja, à dissolução de um casamento validamente contraído e consumado. Respondemos que é verdade, mas, no caso, vale a Lei Natural Moral, lei do Criador impressa na criatura (“marca do Fabricante”), que é a indissolubilidade, e não a lei humana positiva, defensora do divórcio (cf. FC n. 83-84).
A respeito disso, diz São João Crisóstomo: “Não apeles para as leis promulgadas pelos que estão fora... Naquele dia, Deus não te julgará por essas leis, mas por aquelas que Ele mesmo promulgou” (Comentário sobre 1Cor 7,39s). Em poucas palavras, esse Padre da Igreja Antiga sintetiza uma verdade essencial da Filosofia e da Teologia Moral: a lei humana positiva para ser válida deve ser eco da Lei Natural Moral.
Ora, os que estão “fora” ou se julgam – erroneamente, é claro –, independentes de Deus, fazem as leis a seu bel-prazer colocando-se muitas vezes no lugar do Criador e por essa razão tornam o seu código legal iníquo e arbitrário, desmerecedor do acatamento dos homens de fé.
Pois bem: Deus não julgará ninguém de nós de acordo com essas leis humanas desligadas da Lei Natural Moral, mas, sim, de acordo com elas, pois foram por Ele promulgadas, a fim de guiarem o homem e a mulher nos Seus caminhos. Ela é como que o manual do Fabricante em cada ser humano. Seguindo-o não se perderá, afastando-se dele cairá na desgraça, pois ninguém desobedece à natureza impunemente, conforme diz um provérbio popular: “Deus perdoa sempre; o ser humano às vezes; a natureza nunca!” (cf. FC n. 20).
Certo é que, com isso, a Igreja não deixa de atender aos casais cujos casamentos foram nulos, ou seja, que existiram só na aparência, mas não na realidade, daí podem e devem ser declarados nulos (nunca anulados se verdadeiramente existiram) pela Igreja. Também a Igreja pede atenção aos casais em situações difíceis ou em segunda união, sem que a primeira tenha sido nula. Sejam acolhidos na comunidade eclesial junto aos seus.
A Mútua complementação física e psíquica: sem esse sentir com o outro (sentire cum), não há verdadeiro matrimônio. Podem existir (e, sem dúvida, existem) desentendimentos em coisas secundárias, mas, no essencial, mulher e homem hão de se complementar harmoniosamente, conforme se lê na Encíclica Casti Connubii, do Papa Pio XI, de 31 de dezembro de 1930: “O mútuo aperfeiçoamento interior dos cônjuges, o persistente esforço de conduzir-se mutuamente à realização pode ser considerado, de acordo com o Catecismo Romano, com toda razão e verdade como razão fundamental e sentido próprio do matrimônio. Mas então o matrimônio há de ser encarado, em sentido estrito, não como instituição destinada a procriar e educar a prole, mas, em sentido mais largo, como comunidade plena de vida” (n. 24).
Também a Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II, diz, em seu número 50: “O matrimônio e o amor conjugal por sua própria índole, se ordenam à procriação e educação dos filhos. Aliás, os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais...”.
“O matrimônio, porém, não foi instituído apenas para a finalidade da procriação... Embora os filhos muitas vezes tão desejados, faltem, continua o matrimônio como íntima comunhão de toda a vida, conservando o seu valor e a sua indissolubilidade” (cf. FC n. 18 e 56).
A Educação dos filhos: Há uma ideologia, evidentemente errônea, segundo a qual o Estado deve ter cada vez mais ingerência na vida da família, talvez, ocupando o lugar natural que sempre coube aos pais – “com amor paterno e materno” – na educação dos filhos.
A essa mentalidade de fundo socialista, responde o Papa São João Paulo II, na Familiaris consortio n. 36, que “o dever de educar mergulha as raízes na vocação primordial dos cônjuges à participação na obra criadora de Deus: gerando no amor e por amor uma nova pessoa, que traz em si a vocação ao crescimento e ao desenvolvimento; os pais assumem por isso mesmo o dever de ajudá-la eficazmente a viver uma vida plenamente humana. Como recordou o Concílio Vaticano II: ‘Os pais, que transmitiram a vida aos filhos, têm uma gravíssima obrigação de educar a prole e, por isso, devem ser reconhecidos como seus primeiros e principais educadores. Esta função educativa é de tanto peso que, onde não existir, dificilmente poderá ser suprida. Com efeito, é dever dos pais criar um ambiente de tal modo animado pelo amor e pela piedade para com Deus e para com os homens que favoreça a completa educação pessoal e social dos filhos. A família é, portanto, a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade’”.
O dever dos pais na educação dos filhos é tão primordial que “por força de tal princípio o Estado não pode nem deve subtrair às famílias tarefas que elas podem igualmente desenvolver perfeitamente a sós ou livremente associadas, mas favorecer positivamente e solicitar o mais possível a iniciativa responsável das famílias. Convencidas de que o bem da família constitui um valor indispensável e irrenunciável da comunidade civil, as autoridades públicas devem fazer o possível por assegurar às famílias todas aquelas ajudas – econômicas, sociais, educativas, políticas, culturais de que têm necessidade para fazer frente de modo humano a todas as suas responsabilidades (FC n. 45).
Os pais têm a gravíssima obrigação de formar, no ministério da paternidade e da maternidade que lhes foi confiado por Deus no Sacramento do Matrimônio (FC n. 38), seus filhos para os princípios essenciais da vida de fé e os valores humanos. Daí a atenção dos cônjuges se voltarem para três importantes fatores educacionais: a educação sexual, os valores ensinados na escola convencional, pública ou particular, e a formação religiosa. Vejamos cada um deles:
a) Educação sexual: “Diante de uma cultura que ‘banaliza’ em grande parte a sexualidade humana, porque a interpreta e a vive de maneira limitada e empobrecida, coligando-a unicamente ao corpo e ao prazer egoístico, o serviço educativo dos pais deve dirigir-se com firmeza para uma cultura sexual que seja verdadeira e plenamente pessoal. A sexualidade, de fato, é uma riqueza de toda a pessoa – corpo, sentimento e alma – e manifesta o seu significado íntimo ao levar a pessoa ao dom de si no amor”.
Faz-se, portanto, importante que os pais eduquem seus filhos para a castidade que respeita, de modo nobre, o corpo humano segundo as normas éticas necessárias e precisas que garantam um crescimento pessoal responsável na sexualidade do homem e da mulher. Neste contexto, “a Igreja opõe-se firmemente a uma certa forma de informação sexual, desligada dos princípios morais, tão difundida, que não é senão uma introdução à experiência do prazer e um estímulo que leva à perda – ainda nos anos da inocência – da serenidade, abrindo as portas ao vício” (FC n. 37).
b) A relação dos pais com outras forças educativas: A família é, por direito inalienável, a primeira, mas não a única e exclusiva comunidade educativa dos filhos, pois fora dela existe o âmbito eclesial e civil. Eis a razão pela qual “o Estado e a Igreja têm obrigação de prestar às famílias todos os meios possíveis a fim de que possam exercer adequadamente os seus deveres educativos” (FC n. 40).
Todavia, caso se ensinem, nos colégios, “ideologias contrárias à fé cristã, cada família juntamente com outras, possivelmente mediante formas associativas, deve com todas as forças e com sabedoria ajudar os jovens a não se afastarem da fé. Neste caso, a família tem necessidade de especial ajuda da parte dos pastores, que não poderão esquecer o direito inviolável dos pais de confiar os seus filhos à comunidade eclesial”.
c) Formação religiosa: “O Concílio Vaticano II precisa assim o conteúdo da educação cristã: ‘Esta procura dar não só a maturidade de pessoa humana... mas tende principalmente a fazer com que os batizados, enquanto são introduzidos gradualmente no conhecimento do mistério da salvação, se tornem cada vez mais conscientes do dom da fé que receberam; aprendam, principalmente na ação litúrgica, a adorar a Deus Pai em espírito e verdade (cf. Jo 4,23), disponham-se a levar a própria vida segundo o homem novo em justiça e santidade de verdade (Ef 4,22-24); e assim se aproximem do homem perfeito, da idade plena de Cristo (cf. Ef 4,13) e colaborem no aumento do Corpo Místico. Além disso, conscientes da sua vocação, habituem-se quer a testemunhar a esperança que neles existe (cf. 1 Ped. 3, 15), quer a ajudar a conformação cristã no mundo’.” (FC n. 39).
O cristão nunca deve se esquecer, por mais que isso lhe custe perseguições, de que Deus criou homem e mulher e o homem deixará seu pai e sua mãe, se unirá à mulher e já não serão dois, mas uma só carne (Gn 1-3; Mc 10,11s; Lc 16,18 e 1 Cor 7,10; Ef 5,21-33).
Agora que estamos chegando ao final deste Sínodo dos Bispos sobre a Família, onde vimos com muita clareza a preocupação com os mais necessitados e, por outro lado, também a importância de uma boa preparação para o matrimônio, sempre é bom recordar verdades que nos conduzam à construção de um mundo novo.

Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Botão Vermelho

 .
Não pergunta
não pede licença,
simplesmente adentra minha casa,
põe-se diante de mim,
e expressa uma indignação
avessa aos meus pensamentos e sentimentos.

Sinto-me lesado
pela invasão,
levanto as mãos ao alto.
Rendo-me.

Sua expressão é simpática,
seus argumentos avassaladores.

Dá a impressão
de estar em conformidade
com meus princípios.

Mero acaso.
Finge-se assim
para enganar-me.

Revolto-me e expulso-a
clicando um botão vermelho.

Seu nome: Mídia.

Quer casar-se comigo,
ser minha amante,
eu que não tenho dono.

Quer atar um freio em minha boca
e botar um arreio em meu dorso.

Veja só...
e dentro de minha casa...

Tem Jeito – MAPFRE Institucional

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Síria, onde os pais não sabem se as crianças voltarão da escola...


O testemunho de Samaan Daoud, refugiado cristão sírio que fugiu com sua família para a Itália
Por Federico Cenci
Roma, 20 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)
"Eu sou um sírio e um cristão, sou de Damasco, nascido e criado apenas alguns metros de distância do lugar onde São Paulo se converteu. Tenho muito orgulho da minha origem”. Com essas palavras solenes e cheias de emoção, Samaan Daoud, refugiado cristão sírio, começou a narração da sua experiência durante o congresso “A Jihad, do Oriente à nossa casa”, que aconteceu na tarde de ontem, 19 de outubro, na Sala dos Grupos parlamentares, em Roma.
Samaan, pai de família, em um italiano perfeito, explicou que mudou-se para a periferia de Damasco quando se casou. Morava em uma região residencial, tranquila, pelo menos até março de 2011, data do começo do conflito que está destruindo a Síria.
Mas a onda de ódio não poupou nem sequer os lugares mais distantes dos centros de poder da capital síria. A sua casa, em particular, encontrava-se em um ponto central da batalha entre o exército regular e os grupos rebeldes. “Os tiros de morteiros chegaram ao jardim de casa”, disse.
Acima de tudo, metaforicamente, tais tiros chegaram ao seu coração, causando-lhe feridas que o tempo não poderá apagar. O homem lembra que um tiro de morteiro, um dia, levou um dos seus filhos e atingiu de morte outra criança na saída da escola. “A cada dia, na Síria, quando os pais enviam as crianças para a escola sabem que poderiam não voltar para casa”, explica.
Além disso, entre as dezenas de milhares de mortes que a guerra provocou na Síria, muitos são crianças. Dos quase 4 milhões de refugiados, quase a metade são crianças. Números que testemunham como as vítimas principais da guerra sejam os mais inocentes.
E que testemunham, ao mesmo tempo, o estado irreprimível de tensão em que vivem os sírios. "O grito Allah akbar tornou-se maldição para nós, porque cada vez que eu o ouvíamos compreendíamos que estavam chegando os grupos terroristas para trazer-nos a guerra, e não a benção do Senhor”, afirma Samaan.
O grito sinistro tornou-se sempre mais frequente aos seus ouvidos e dos seus vizinhos de casa, também quando se mudou de novo para o centro de Damasco. Há um ano e meio, mais ou menos, os rebeldes começaram a usar mísseis mais fortes nesses lados, de longo alcance, capazes de atingir também o coração da capital síria de lugares bem distantes.
A situação tornou-se tão insuportável que, não sem partir o coração, ele e sua família decidiram abandonar sua terra e mudar para a Itália, onde Samaan viveu por vários anos durante os estudos universitários.
A família Daoud está, há um mês, na Itália, mas deixou o coração e a mente na Síria. Quase emocionado Samaan recorda a condição da Síria hoje. Quando estava em Damasco, muitas vezes, acompanhou jornalistas italianos para ser tradutor. Os seus olhos viram a deterioração causada pelo ISIS, "em aldeias não apenas cristãs, mas também muçulmanas", frisa. E acrescenta: "Por que estes terroristas estão matando todos aqueles que não estão dispostos a aceitar a sua linha".
No futuro o Oriente Médio poderia encontrar-se com mais nenhuma presença cristã. Na Síria - reflexão de Samaan – os cristãos eram "o fermento", porque embora representando 10% da população, era dentro da sua comunidade que pulsavam a cultura e o fermento industrial.
Por um lado Samaan diz que inveja aqueles que permaneceram na Síria, porque “são mártires vivos, que ainda caminham – diz - . São pessoas que não foram mortas, mas que levam a cruz cada dia”. Cruz que se manifesta nestes meses, sob forma de falta de água e de luz elétrica, em grandes regiões populares de Damasco assediadas pelos tiros de morteiro.
Na conclusão de seu discurso Samaan citou o escritor e filósofo libanês Kahill Gibran, que, em seu livro “As tempestades”, de forma poética descreve as perseguições do passado e prenuncia a experiência trágica que está vivendo ainda hoje o Oriente Médio: “Mas, a minha família não morreu rebelando-se, e nem sequer destruída pela guerra e nem sequer pelos detritos de durante um terremoto. A minha família morreu crucificada”.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Papa: "passar da ambição do poder à alegria de se ocultar e servir"


Homilia do Papa Francisco na Santa Missa e canonização dos beatos Vincenzo Grossi, Maria da Imaculada Conceição, Ludovico Martin e Maria Azelia Guérin
Por Redação
Cidade do Vaticano, 18 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)
Apresentamos a íntegra da homilia do Papa Francisco na Santa Missa e canonização dos beatos Vincenzo Grossi, Maria da Imaculada Conceição, Ludovico Martin e Maria Azelia Guérin, pronunciada neste domingo, 18 de outubro, na Praça São Pedro.

As leituras bíblicas de hoje apresentam-nos o tema do serviço e chamam-nos a seguir Jesus pelo caminho da humildade e da cruz.
O profeta Isaías esboça a figura do Servo do Senhor (53, 10-11) e a sua missão salvífica. Trata-se dum personagem que não se gaba de genealogias ilustres; mas desprezado, evitado por todos, sabe o que é sofrer. Não se lhe atribuem empreendimentos grandiosos nem discursos célebres, mas realiza o plano de Deus através duma presença humilde e silenciosa, através do seu sofrimento. De facto, a sua missão realiza-se por meio do sofrimento, que lhe permite compreender os que sofrem, carregar o fardo das culpas alheias e expiá-las. A marginalização e o sofrimento do Servo do Senhor, suportados até à morte, revelam-se tão fecundos que resgatam e salvam as multidões.
Jesus é o Servo do Senhor: a sua existência e a sua morte, vividas inteiramente sob a forma de serviço (cf. Flp 2, 7), foram causa da nossa salvação e da reconciliação da humanidade com Deus. O querigma, coração do Evangelho, atesta que, na sua morte e ressurreição, cumpriram-se as profecias do Servo do Senhor. A narração de São Marcos descreve a cena de Jesus a contas com os seus discípulos Tiago e João, que – apoiados pela mãe – queriam sentar-se, à sua direita e à sua esquerda, no reino de Deus (cf. Mc 10, 37), reivindicando lugares de honra, de acordo com a sua própria visão hierárquica do reino. A perspectiva, em que se movem, aparece ainda inquinada por sonhos de realização terrena. Então Jesus dá um primeiro «abanão» naquelas convicções dos discípulos, recordando o caminho d’Ele na terra: «Bebereis o cálice que Eu bebo (…), mas o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não pertence a Mim concedê-lo: é daqueles para quem está reservado» (10, 39-40). Com esta imagem do cálice, Ele assegura aos dois discípulos a possibilidade de serem associados plenamente ao seu destino de sofrimento, mas sem garantir os desejados lugares de honra. A sua resposta é um convite a segui-Lo pelo caminho do amor e do serviço, rejeitando a tentação mundana de querer sobressair e mandar nos outros.
À vista de tantos que lutam por obter o poder e o sucesso, por dar nas vistas, frente a tantos que querem fazer valer os seus méritos, as suas realizações, os discípulos são chamados a fazer o contrário. Por isso adverte-os: «Sabeis como aqueles que são considerados governantes das nações fazem sentir a sua autoridade sobre elas, e como os grandes exercem o seu poder. Não deve ser assim entre vós. Quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo» (10, 42-43). Com estas palavras, Jesus indica o serviço como estilo da autoridade na comunidade cristã. Quem serve os outros e não goza efectivamente de prestígio, exerce a verdadeira autoridade na Igreja. Jesus convida-nos a mudar a nossa mentalidade e a passar da ambição do poder à alegria de se ocultar e servir; a desarraigar o instinto de domínio sobre os outros e exercer a virtude da humildade.
E, depois de apresentar um modelo a não imitar, oferece-Se a Si mesmo como ideal de referimento. No procedimento do Mestre, a comunidade encontrará o motivo da nova perspectiva de vida: «Pois também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por todos» (10, 45). Na tradição bíblica, o Filho do Homem é aquele que recebe de Deus «as soberanias, a glória e a realeza» (Dn 7, 14). Jesus enche de novo sentido esta imagem, especificando que Ele tem a soberania enquanto servo, a glória enquanto capaz de abaixamento, a autoridade real enquanto disponível ao dom total da vida. Na verdade, é com a sua paixão e morte que conquista o último lugar, alcança o máximo de grandeza no serviço, e oferece-o à sua Igreja.
Há incompatibilidade entre uma forma de conceber o poder segundo critérios mundanos e o serviço humilde que deveria caracterizar a autoridade segundo o ensinamento e o exemplo de Jesus; incompatibilidade entre ambições e carreirismo e o seguimento de Cristo; incompatibilidade entre honras, sucesso, fama, triunfos terrenos e a lógica de Cristo crucificado. Ao contrário, há compatibilidade entre Jesus «que sabe o que é sofrer» e o nosso sofrimento. Assim no-lo recorda a Carta aos Hebreus, que apresenta Cristo como o Sumo Sacerdote que compartilha a nossa condição humana em tudo, excepto no pecado: «de facto, não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, pois Ele foi provado em tudo como nós, excepto no pecado» (4, 15). Jesus exerce, essencialmente, um sacerdócio de misericórdia e compaixão. Experimentou directamente as nossas dificuldades, conhece a partir de dentro a nossa condição humana; o facto de não ter experimentado o pecado não O impede de compreender os pecadores. A sua glória não é a da ambição ou da sede de domínio, mas a glória de amar os homens, assumir e compartilhar a sua fraqueza e oferecer-lhes a graça que cura, acompanhá-los com ternura infinita, acompanhá-los no seu caminho atribulado.
Cada um de nós, enquanto baptizado, participa a seu modo no sacerdócio de Cristo: os fiéis leigos no sacerdócio comum, os sacerdotes no sacerdócio ministerial. Assim, todos podemos receber a caridade que brota do seu Coração aberto, tanto para nós mesmos como para os outros, tornando-nos «canais» do seu amor, da sua compaixão, especialmente para aqueles que vivem no sofrimento, na angústia, no desânimo e na solidão.
Aqueles que hoje proclamámos Santos, serviram constantemente, com humildade e caridade extraordinárias, os irmãos, imitando assim o Mestre divino. São Vicente Grossi foi pároco zeloso, sempre atento às necessidades do seu povo, especialmente à fragilidade dos jovens. Com ardor, repartiu o pão da Palavra para todos e tornou-se bom samaritano para os mais necessitados.
Santa Maria da Imaculada Conceição, bebendo nas fontes da oração e da contemplação, serviu pessoalmente e com grande humildade os últimos, com uma atenção especial aos filhos dos pobres e aos doentes.
Os Santos esposos Luís Martin e Maria Zélia Guérin viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus.
O testemunho luminoso destes novos Santos impele-nos a perseverar no caminho dum serviço alegre aos irmãos, confiando na ajuda de Deus e na protecção materna de Maria. Que eles, do Céu, velem sobre nós e nos apoiem com a sua poderosa intercessão.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O SIGILO


(Homenagem aos vários sigilos do Governo Geraldo Alckmin)

Não levantar poeira
fingindo-se transparente.

Declarar-se um fiel 
seguidor da Palavra
de Deus,
enquanto 
oculta
erros,
como se não existissem.

Governar 
silenciosamente,
mente
demente,
desmente
e desmente.

Não é necessário
tornar conhecido
dar consciência
consistência
opinião.

Basta deixar
passar...
com o tempo
se esquece.

Porque pensar?
Melhor 
não incomodar..

Deixa adormecer,
nunca acordar,
descobrir a vida
a verdade,
viver a verdade.

Por isso
o respeito
mínimo
pela informação
pelo saber
e decidir.

Mas não!
O que fazer 
com os erros
desmandos
malfeitos
praticados
anos a fio
sem reação
alguma?

Expô-los a todos?
Seria ingenuidade política
na concepção 
da velha política.

Lembra-me mamãe
já com idade avançada
dizendo:
- Vamos fazer o jogo
de que está tudo bem.

Sábia mulher!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A situação de Asia Bibi é “trágica”

 
O presidente de uma organização pelos direitos das minorias informa que a paquistanesa acusada de blasfêmia "está psicologicamente instável"
Por Redação
Roma, 15 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)
Aumenta o drama atrás das grades: A situação de Asia Bibi, paquistanesa acusada de blasfêmia, é "trágica". "Está se tornando psicologicamente instável dia após dia", relata à agência ANSA, Xavier Patras William, presidente da organização de defesa dos direitos das minorias Life for All. Asia Bibi foi condenada à morte em 2.010 e está em uma cela solitária na prisão de Multan, na província de Punjab.
William explica que "estão rezando pela sua saúde, para que ela aguente firme".  Ao mesmo tempo, ele lança um apelo para “levantar as vozes a fim que a justiça seja respeitada e para superar as diferenças antes que seja tarde demais". As declarações de William até o momento não foram confirmadas por outras fontes.
Recentemente, as preocupações com a saúde da paquistanesa foram partilhadas pela família de Asia Bibi, que havia pedido para que ela fosse transferida para uma prisão em Lahore. Em julho passado, surgiu uma esperança sobre o assunto: o Supremo Tribunal do Paquistão concordou em rever o caso, rejeitando a possibilidade de arquivar o processo. 

8.500 crianças morrem de desnutrição a cada dia


"A desnutrição retrocede, mas é preciso quadruplicar o investimento para erradicá-la em 2030"
Por Redação
Madrid, 15 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)
A Save the Children e a Ação contra a Fome apresentaram nesta quarta-feira, em Madri, o Informe Mundial de Nutrição 2015, divulgado por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, a ser celebrado neste domingo, 18 de outubro.
Entre os dados positivos, 96 milhões de crianças a menos com desnutrição crônica do que há 25 anos; dentro de um ano, mais 15 países poderão cumprir os objetivos de redução da desnutrição traçados para 2025 pela Assembleia Mundial da Saúde.
Entretanto, em 2013, 6 milhões de crianças morrem por causas evitáveis relacionadas com a saúde, das quais 3,1 milhões faleceram por causas associadas com a desnutrição. Cerca de 8.500 crianças morrem por dia, no mundo, devido a este problema, observou o responsável pela área Saúde e Nutrição da Ação contra a Fome, Antonio Vargas.
O Informe Mundial de Nutrição 2015 destaca a necessidade de que os governos dos países em desenvolvimento dupliquem os investimentos específicos em nutrição e pede aos países da OCDE que o quadripliquem, financiando concretamente o pacote nutricional básico e suas dez intervenções-chave, como a promoção do aleitamento materno exclusivo até os seis meses, a suplementação com vitaminas e o tratamento comunitário da desnutrição aguda severa.
“Os governos do mundo parecem começar a compreender que uma boa saúde nutricional é a premissa para a realização de qualquer outro direito básico das pessoas e o ponto de partida para o desenvolvimento sustentável de qualquer país”, afirmou Antonio Vargas.
O diretor de Cooperação Internacional da Save the Children, David del Campo, destacou a existência de outra ameaça: “a obesidade e as enfermidades relacionadas a ela, que estão custando até 20% dos orçamentos de saúde no mundo”.
A Ação contra a Fome e a Save the Children apresentaram uma bateria de medidas para melhorar o estado nutricional do mundo, desde o tratamento (simples e acessível, mas hoje disponível só para 10% das crianças que o necessitam) até o financiamento de projetos específicos em nutrição, além do enfoque integrado (que combina medidas relacionadas com água, saneamento, higiene e meios de vida) e da melhora no acompanhamento e prestação de contas dos investimentos em nutrição.
A melhor nutrição possível requer 9 bilhões de euros por ano, disseram os porta-vozes das duas organizações

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Em apoio a Dilma, Unasul pede respeito às leis - Portal Vermelho

Em apoio a Dilma, Unasul pede respeito às leis - Portal Vermelho

Síria: Comunidade do sacerdote libertado agradece as orações dos muçulmanos


Prior do mosteiro de Qaryatayn, Padre Murad, libertado domingo, está bem fisicamente e celebrou a missa dominical em uma cidade ao sudeste de Homs
Por Redação
Roma, 13 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)
“Somos gratos ao Senhor e louvamos a Deus por este dom. E certamente queremos agradecer a todos os amigos no mundo que rezaram por Jacques e por nossa comunidade monástica, cristãos, muçulmanos ou outros, inclusive quem não crê ou crê em outra religião, pela solidariedade e proximidade”.
Com estas palavras, o sacerdote Jihad Youssef, monge da Comunidade monástica síria de Deir Mar Musa, compartilhou com a Agência Fides a sua alegria e a gratidão, assim como a de outros monges e monjas da comunidade, pela libertação do sacerdote sírio Jacques Murad, membro da comunidade monástica e Prior do mosteiro sírio católico de Qaryatayn. "Pedimos as orações e a solidariedade de cada homem e mulher de boa vontade pela paz na Síria e no mundo", acrescentou padre Jihad , “especialmente por aqueles sequestrados ou desaparecidos".
A libertação do sacerdote sírio Jacques Murad aconteceu neste domingo (12), após ter sido sequestrado por homens armados que o levaram do mosteiro de Qaryatayn, 60 km ao sudeste de Homs, no dia 21 de maio. De acordo com fontes locais, o sacerdote está bem fisicamente e ontem celebrou a missa dominical em Zaydal, cidade ao sudeste de Homs.
Padre Murad faz parte da Comunidade monástica de Deir Mar Musa, fundada pelo padre jesuíta Paolo Dall'Oglio, romano, desaparecido no norte da Síria em 29 de julho de 2013 enquanto se encontrava em Raqqa, bastião dos jihadistas do Estado Islâmico (Daesh, por sua sigla em árabe).
O território do mosteiro, de mar Elian, situado na periferia de Quaryatayn, nos anos do conflito representou um oásis de paz e de acolhimento no coração de uma região em guerra. Justamente padre Jacques, junto a um advogado sunita, tinham assumido a função de mediadores para garantir que o centro urbano de 35 mil habitantes fosse poupado por longos períodos dos confrontos entre o exército governamental e os milicianos anti-Assad, explica a Agência Fides.
No Mosteiro foram hospedados centenas de refugiados, inclusive mais de cem crianças menores de dez anos. O religioso sírio e seus amigos providenciaram o necessário para sua sobrevivência, contando também com a ajuda de doadores muçulmanos.
Em agosto passado, militantes do Daesh assumiram o controle da área, devastando o mosteiro. Durante a ofensiva no sudeste de Homs, os jihadistas fizeram reféns cerca de 270 cristãos e muçulmanos da região de Qaryatayn.
Há poucos dias, os jihadistas divulgaram em seus sites, o vídeo de um grupo de cristãos de Qaryatayn enquanto assinavam o "contrato de pagamento" – imposto proveniente do Jizya (Lei de Proteção) - para continuar a viver em suas casas, no território controlado pelo grupo fundamentalista liderado por Abu Bakr al-Baghdadi.
As imagens dessa reunião, realizada em uma sala de conferências, já haviam sido divulgadas no final de agosto. Tanto o vídeo como nas fotos, entre os participantes que atuam aparecia a figura do Padre Murad.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Pedido para se instituir um "Dia Internacional contra a discriminação dos cristãos".


A Santa Sé manifesta na OSCE a preocupação pelo aumento do anti-semitismo
Por Redação
Roma, 07 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)
"As crescentes tendências anti-semitas na Europa e os atos de ódio e violência, até mesmo matando vidas inocentes, são motivo de preocupação", denunciou o Vaticano por meio de Mons. Janusz Urbanczyk, representante permanente da Santa Sé junto à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), durante seu discurso na "sessão de trabalho 14: Tolerância e não discriminação II" do último 30 de setembro que, entre outras coisas, tratou sobre a “luta contra o racismo, a xenofobia e a discriminação, também prestando atenção à intolerância e discriminação contra os cristãos e membros de outras religiões".
Durante a sua vez de falar, o prelado polonês fez um apelo para se aprender a lição da história: “Recentemente, celebramos o septuagésimo aniversário da libertação de Auschwitz, o campo de concentração que se tornou sinônimo da grande tragédia da Shoah. A memória do que aconteceu ali, no coração da Europa, é um aviso para as gerações presentes e futuras. Isso não deveria voltar a acontecer  em lugar nenhum, nem contra ninguém”.
Além disso, Mons Urbanczyk deplorou os atos de violência contra os cristãos: "Os ataques contra os cristãos continuam sendo pouco relatados e qualquer investigação séria sobre estes ataques são mais raras ainda”.
Por último, reiterou o pedido para se instituir um "Dia Internacional contra a discriminação dos cristãos".

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Coalizão retoma luta pela reforma política democrática

6 de outubro de 2015 - 17h06 


A Coalizão pela Reforma Política Democrática, composta por 115 entidades da sociedade civil, pretende avançar no debate de aprimoramento do sistema político brasileiro. Para isso, lançou, em ato político realizado nesta terça-feira (6), na Câmara, em Brasília, o “Manifesto à Nação”. 


  
Segundo os organizadores, o texto apresenta à sociedade e aos parlamentares seu projeto de Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, que já tramita na Câmara, com pedido de urgência para votação, mas que não foi objeto de deliberação na Casa quando da aprovação recente de uma minirreforma eleitoral.

A iniciativa mereceu elogios e manifestações de apoio dos parlamentares que participaram do evento. A líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), destacou que “a ação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiu a maior vitória histórica nossa na República brasileira, que foi o Supremo, baseado em cláusula pétrea, colocar uma pá de cal no financiamento empresarial de campanha”.

Ela avalia que “o ato político retoma a mobilização social, para avançar além do que foi aprovado (na Câmara) que foi chamado de ‘reforma política’”. Jandira manifestou desejo de que a coalizão obtenha sucesso nessa empreitada, lembrando que “a existência da coalizão nos ajudou a entrar no debate do voto proporcional, da paridade de gênero e do fortalecimento de mecanismos de participação direta”.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS), também presente ao evento, avalia que “apesar da grande vitória e que é definitiva, que é o fim do financiamento empresarial de campanha, temos que dar outros passos, como criminalizar o Caixa 2, reduzir o teto de contribuições para pessoas físicas que seja razoável – os 10% que foram aprovados no Congresso são muito altos – e corrigir o limite de gastos das candidaturas, que também é muito elevado”.

Grande desafio

No lançamento do manifesto, todos os componentes da mesa – representantes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral), UNE (União Nacional dos Estudantes), Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), CTB Nacional (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e CUT (Central Única dos Trabalhadores) – destacaram a importância de mobilizar a sociedade em torno de uma saída efetiva para a crise política através de uma proposta de aperfeiçoamento da democracia representativa.

Aldo Arantes, representante da coalizão, fez um chamamento a todas as entidades que compõem o movimento para que promovam debate sobre o projeto de reforma política democrática em faculdades, escolas, sindicatos, fábricas, associações, locais de trabalho e moradia, para que haja um envolvimento da sociedade em torno da construção de um sistema eleitoral permita a eleição de pessoas que defendam e votem matérias de real interesse do povo.

Ele disse ainda que “temos que realizar uma grande mobilização, que permita que a sociedade tome consciência de uma alternativa real do atual sistema político brasileiro”, anunciando a proposta de definição da data de um dia nacional de mobilização em defesa do projeto na sociedade.

Para os parlamentares, esse é o grande desafio. Jandira avalia que “a guerra de narrativa da grande mídia dificulta isso, coloca uma pauta desestimuladora de criminalização da política e do Congresso, que tem suas razões aqui, mas o que a mídia faz é jogar na lata de lixo a participação política e as pessoas ficam desestimuladas a ter participação maior”.

Henrique Fontana concorda, acrescentando que “a sociedade está premida pela crítica à política, mas é importante entender porque das eleições brotam representações que não a representam. Não basta ter novas eleições, é preciso que sejam novas eleições em um novo sistema político, para que dali nasça um representação de fato sintonizada com a sociedade”.

Ao finalizar sua fala, Fontana fez questão de enviar um recado aos parlamentares que insistem em reverter o debate sobre o fim do financiamento empresarial de campanha. “Não há nada que faça com que as empresas possam voltar a financiar a campanha eleitoral. Isso é uma tentativa vã de um grupo de parlamentares que tem dependência química do dinheiro empresarial e não quer abrir mão disso, e nós já estamos no próximo passo, em busca de aperfeiçoamento para uma democracia mais barata, de mais ideias e mais resistente à corrupção”.


De Brasília
Márcia Xavier