quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Até que enfim o PT se defende.PT ingressa com mandado de segurança no TSE contra decisão de Gilmar - Portal Vermelho

PT ingressa com mandado de segurança no TSE contra decisão de Gilmar - Portal Vermelho

Confira os locais dos atos em defesa da Petrobras e contra o golpe - Portal Vermelho

Confira os locais dos atos em defesa da Petrobras e contra o golpe - Portal Vermelho

EUA: túmulo do santo recém-canonizado pelo papa Francisco é atacado


O missionário espanhol São Junípero Serra foi elevado aos altares em Washington
Por Redação
Roma, 29 de Setembro de 2015 (ZENIT.org)
O túmulo do religioso espanhol frei Junípero Serra, na Missão de Carmel, Califórnia, foi atacado por vândalos poucos dias depois que o papa Francisco o proclamasse santo durante a sua visita apostólica aos Estados Unidos.
A polícia informou aos meios de comunicação locais que os túmulos e estátuas do cemitério e do exterior do templo da missão em que jazem os restos do frade franciscano amanheceram manchados de tinta neste domingo. Uma das pichações dizia: “Santo de genocídio”.
São Junípero Serra, o primeiro santo hispano dos EUA, foi canonizado pelo pontífice na última quarta-feira em uma cerimônia massiva em Washington. O Santo Padre garantiu que o missionário espanhol sempre defendeu a dignidade dos indígenas que evangelizou naquelas terras.

Bangladesh: Assassinado cooperador humanitário italiano


Ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico (EI). Bispos: “Estamos preocupados com o crescimento da violência e do fundamentalismo no país" 
Por Redação
29 de Setembro de 2015 (ZENIT.org)
O cooperador humanitário, César Tavella, estava correndo quando três homens atiraram contra ele em um bairro de Daca, capital de Bangladesh. Os assassinos, que fugiram de moto, estão ligados a grupos de fundamentalistas islâmicos, visto que o assassinato foi reivindicado na internet por uma base local do Estado Islâmico (EI). A confiabilidade da mensagem está sendo investigada.
Tavella nasceu em Milão e trabalhava para a ONG holandesa ICCO Cooperation em um projeto no setor de agricultura e alimentação. Imediatamente ficou claro para a polícia local que o assassinato não foi uma tentativa de assalto: a vítima morreu antes de chegar ao hospital e havia consigo todos os seus pertences.
Teme-se agora outro ataque aos não-muçulmanos, como ameaçado pelo EI. Em Bangladesh estão presentes grupos jihadistas ligados à al-Qaeda e aos homens do califado que muitas vezes competem entre si. "Estamos preocupados com o crescimento da violência e do fundamentalismo no país e apelamos ao governo para que a situação não fique fora de controle", disse à Agência Fides Dom Theotonius Gomes, bispo auxiliar de Daca, em nome da Conferência Episcopal. “Há uma apreensão geral com a presença do EI em Bangladesh - acrescentou -. Sabemos que é um fenômeno mundial e que grupos de militantes locais agora podem ser influenciados pela Estado Islâmico".
Sobre a notícia do assassinato do italiano, o Bispo auxiliar de Daca destacou: "Estamos desapontados e amargurados. Como Igreja Católica, condenamos o gesto execrável e expressamos solidariedade à família e à nação italiana. Muitos funcionários do governo e líderes da sociedade condenaram o assassinato". 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Frente Brasil Popular convoca todos em defesa da Petrobras - Portal Vermelho

Frente Brasil Popular convoca todos em defesa da Petrobras - Portal Vermelho

Putin: EUA armam combatentes para Estado Islâmico - Portal Vermelho

Putin: EUA armam combatentes para Estado Islâmico - Portal Vermelho

Trabalhadores farão ato em defesa da indústria naval e Petrobras   - Portal Vermelho

Trabalhadores farão ato em defesa da indústria naval e Petrobras   - Portal Vermelho

ONU: Brasil supera média mundial na redução da mortalidade infantil - Portal Vermelho

ONU: Brasil supera média mundial na redução da mortalidade infantil - Portal Vermelho

Idec classifica prêmio a Alckmin como “afronta ao povo brasileiro”  - Portal Vermelho

Idec classifica prêmio a Alckmin como “afronta ao povo brasileiro”  - Portal Vermelho

domingo, 27 de setembro de 2015

SEGURANDO O TEMPO


Hoje não faço
minhas despedidas,
mas os ombros
já partiram,
desdenhando
os ultrajes
as traições
os fracassos.

Não digo adeus
mas as pernas
não acompanham
o passo
dos jovens
que passarão
pelas mesmas
experiências
insólitas.

Não há 
cortejo 
fúnebre,
mas os ossos
já rangem
estalam,
desafiando
o equilíbrio
alcançado
com tanto 
esforço,
pondo ordem
na casa.

Há uma beleza
transfigurada
na alma,
calva
e desdentada,
serena
e irriquieta
beleza
não admirada
desdenhada.

Há um silêncio
de quem
descobriu
a inutilidade
das afirmações,
assiste
o caminho
e chora.

Quando as aves
revoarem
em volta
e o sol nascer,
outra vez
quem sabe
a noite
e trará
o até
breve,
o até que
enfim.

Hoje, segurando o tempo.
João Paulo

Jamais adormecer


Hoje é tempo de despertar;
as décadas correm em semanas
e vozes novas
perigosas
ecoam 
a todo instante.

Tempo de marcar presença
dizer para que veio.
retomar a alma
da letargia
pela qual passou.

Hoje
o pobre volta
ao lugar
de abandonado

Hoje 
o trabalho
mostra sua fragilidade.

Hoje
os detratores
fazem-se
de bons mocinhos.

Mundo 
de falsidades
de interesses
de gente 
pisando
em gente.

Neste contexto
encontro o
pretexto
para
escrever
este texto.
Protesto.!

Um poema para vocês, hoje 27/09/2015

Corrida pela reformulação partidária no país.

Randolfe e Heloísa Helena deixam PSOL; ex-senadora adere à Rede

Enfrentando divergências internas desde 2014, Rodrigues também negocia a migração para o partido capitaneado pela ex-senadora Marina Silva

iG Minas Gerais | Folhapress 
Vereadora de Maceió, Heloísa Helena diz que será
ED FERREIRA/ESTADãO CONTEúDO
Vereadora de Maceió, Heloísa Helena diz que será "uma soldada de Marina"
Único senador eleito pelo PSOL, Randolfe Rodrigues (AP) anunciou neste domingo (27) sua desfiliação do partido.
É a segunda baixa da legenda nos últimos dois dias. Na sexta-feira (25), a ex-senadora e vereadora em Maceió Heloísa Helena deixou o partido e assinou sua ficha de filiação na Rede Sustentabilidade.
Enfrentando divergências internas desde 2014, quando deixou de disputar a presidência da República pelo PSOL, Randolfe Rodrigues também negocia a migração para o partido capitaneado pela ex-senadora Marina Silva.
A Rede teve o seu registro concedido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na última terça-feira (22). Durante a semana, os deputados federais Miro Teixeira, que estava no Pros, e Alessandro Molon, mais votado pelo PT fluminense em 2014, aderiram à legenda.
Em nota divulgada em seu site oficial, o senador pelo Amapá afirmou que deixa de ser um filiado do PSOL e passa a ser "um amigo do partido".
Ele justificou a decisão alegando que o ambiente político exige "uma maior capacidade de articulação política" e "multiplicidade de relações" na construção de uma organização política que atraia "jovens" e "militantes das redes sociais".
"Este é um movimento que ocorre em todo o planeta e sinto que tenho um papel a cumprir neste novo cenário. (...) Saio para fortalecer minhas convicções e não para abandoná-las", afirmou o senador.
Principal aliado do senador no Amapá, o prefeito de Macapá Clécio Luís também deixou o PSOL, mas deve se filiar ao PCdoB. Ele justificou a saída do partido nas redes sociais dizendo que o cargo de prefeito "impõe imensos problemas a resolver".
"[São] problemas que exigem relações políticas mais amplas, capacidade de fazer alianças maiores e um trabalho articulado com outros entes do poder público, como o governo federal".
Heloísa Helena
Fundadora do PSOL e candidata a presidente em 2006, após ter sido expulsa do PT, Heloísa estava afastada do partido desde dezembro do ano passado.
Ela oficializou a desfiliação somente nesta semana para evitar problemas com a Justiça Eleitoral.
O afastamento do PSOL vem desde 2011, quando Heloísa aderiu ao processo de criação do grupo político de Marina Silva.
A reportagem apurou que Heloísa pode desistir de disputar a reeleição para o cargo de vereadora em Maceió no próximo ano e preparar candidatura a deputada federal ou senadora em 2018 por Alagoas.
Nas redes sociais, Heloísa comemorou a criação da Rede afirmando que "Marina [Silva] merece e o Brasil precisa" do partido.
Também afirmou que o novo partido será criterioso nas filiações: "Sabemos que é muito importante disputar eleições, mas sem repetir o oportunismo e a promiscuidade".
A reportagem tentou entrar em contato com a ex-senadora neste domingo (27), mas seu telefone estava desligado.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Poema agitado: Ardo de amor pelo povo.



Aqueles irmãos 
esquecidos
a maior parte
do tempo.

Mais...
utilizados
descartados
e reutilizados.

Servem para tudo
pau para toda
obra,
obra dos outros,
claro.

Meu povo
brasileiro
que amanhece
à noite
e anoitece
pela manhã.

Não dorme!!!

Zumbis
de ônibus
Zumbis
de trampo
Zumbis
de consciência.

Se deixam falar
sai um palavreado
mix
misturado
miscigenado
sem forma
confuso
meio mídia
meio eles mesmos.
guerra interna
por descobrir
a veia
principal.

Há de chegar
 o dia
do acerto
disto tudo,
pois
a ignorância
não é eterna
e a verdade
está sempre
a brotar.


domingo, 20 de setembro de 2015

Gilberto Gil - Andar com Fé

Gilberto Gil - reggae

ESPERANDO NA JANELA (letra e vídeo) com GILBERTO GIL, vídeo MOACIR SILVEIRA

Fim de domingo.


Ainda há sonho?
ou ocorrem 
pequenas realizações?

Percursos possíveis
sensoriais
epidérmicos.

Mais um redescobrir
o adormecido,
que descortinar
o inusitado.

Ele está 
bem real
palpável,
existencial
perceptivo.

Há o descanso
de uma guerra, 
o abrigar-se
das sequências
cotidianas,
o esquivar-se
do lado oficial
proclamado
e emoldurado,
que serve
de referência
a quem precisar
de uma postura.

Porque
simples
e natural
é a vida.

Porque
o ser 
clama
a integridade
destruída
nesta volúpia
capitalista.

Agora, dormir
será um fim.
Um fim 
de domingo.

Aos amigos, este presentinho de final de domingo
João Paulo Naves Fernandes

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

"O ocidente diz fazer de tudo em defesa dos direitos humanos, mas continua a alimentar a guerra da Síria"


Palavras do Bispo Audo, Presidente da Cáritas Síria
Por Redação
Roma, 08 de Setembro de 2015 (ZENIT.org)
O apelo do Papa Francisco para que cada paróquia e santuário europeu acolha uma família de refugiados “expressa a sua solicitude para com os que sofrem e é um convite a todos os cristãos a ajudarem com concretude evangélica quem se encontra em situações de emergência, como aquelas vividas por quem foi rechaçado nas fronteiras”. Ao mesmo tempo, “diante das guerras que sacodem o Oriente Médio, o nosso desejo como cristãos e como Igreja é permanecer em nosso país, e fazemos de tudo para manter viva a esperança”. Assim, o jesuíta Dom Antoine Audo, Bispo de Aleppo dos Caldeus e Presidente da Caritas Síria, expõe à Agência Fides algumas considerações a respeito da iniciativa pontifícia para mobilizar as comunidades cristãs da Europa na acolhida aos refugiados provenientes das áreas de conflito da África e da Ásia. Justamente os imigrantes fugidos da Síria que se dirigem à Alemanha – que abriu suas portas – estão nestes dias no centro da atenção da mídia do mundo inteiro.
Os critérios com os quais o Presidente da Caritas Síria enfrenta tais fenômenos são os do lúcido realismo geopolítico e da solicitude pastoral. “A situação de degrado, o aumento da pobreza, a dificuldade de curar doenças depois de mais de quatro anos de guerras”, conta Dom Audo “estão nos dilacerando. Em Aleppo, no verão passado, com problemas de abastecimento hídrico e elétrico, foi horrível. Hoje a cidade foi envolvida por uma tempestade de poeira, não se vê nada, e comentamos entre nós: só faltava isso... ao mesmo tempo, não podemos dizer às pessoas: vão embora, fujam alguém os acolherá. Respeitamos as famílias que têm crianças e fogem. 
Jamais direi uma palavra, um juízo não benévolo sobre quem vai embora porque quer proteger os seus filhos dos sofrimentos. Mas para nós é uma dor ver as famílias partir, e entre elas muitas são cristãs. É um sinal de que a guerra não acabará, ou que no final prevalecerá quem quer destruir o país”. 
O cenário previsto pelo Bispo caldeu é de uma lenta e mortal hemorragia que esvaziará o país de suas melhores forças: “Também em Aleppo ouço as conversas de jovens que dizem entre si: vamos fazer um grupo e ir embora, fujamos sozinhos, sem pedir a permissão às nossas famílias... É um fenômeno grave, de desespero. Mas é o que está acontecendo. Isso quer dizer que aqui permanecerão somente os idosos”. Além disso, em relação ao fenômeno dos refugiados e das fugas em massa, o Presidente da Cáritas Síria denuncia a sistemática ocultação das dinâmicas geopolíticas e militares que provocaram essa situação: “Nós fazemos de tudo para defender a paz”, explicou a Fides o Bispo Audo, “enquanto no Ocidente dizem que fazem de tudo em defesa dos direitos humanos, e com este argumento continuam também a alimentar esta guerra infame. Este é o paradoxo terrível em que nos encontramos. E não conseguimos mais nem mesmo entender o que querem realmente”. 

Cai a mortalidade infantil no mundo


Em 25 anos, crianças mortas antes dos 5 anos caíram de 91 para 43 por mil – mas o progresso ainda é menor que o projetado
Por Redação
Roma, 09 de Setembro de 2015 (ZENIT.org)
Diminuiu em mais de metade a mortalidade infantil no mundo, mas o progresso é menor do que foi projetado pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, informou o Unicef em relatório de 2015 publicado na revista científica The Lancet.

O estudo mostra que o número de crianças que morrem antes dos cinco anos de idade caiu de 91 por mil em 1990 para 43 por mil em 2015. No entanto, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio pediam redução de dois terços dessas mortes de crianças. "Conseguimos progressos enormes globalmente", disse Geeta Rao Gupta, vice-diretor do Unicef, que acrescentou: "As mortes infantis por causas evitáveis ​​continuam sendo excessivas e exigem o dobro do esforço feito até agora".

O novo compromisso é reduzir os casos de mortalidade infantil para 25 por mil até 2030, através de um pacote de medidas aprovadas pela Assembleia Geral da ONU. "Se a taxa de mortalidade se mantiver constante, 94 milhões de crianças morrerão antes de completar um ano ao longo dos próximos 15 anos. Mas se continuarmos melhorando, o número cairá para 69 milhões e para 56 milhões se respeitarmos o novo objetivo".

Arábia Saudita: censurada capa da "National Geographic" com foto do papa


Edição de agosto foi barrada por "razões culturais", explicaram no Twitter os responsáveis pela edição árabe da revista

Roma, 10 de Setembro de 2015 (ZENIT.org)
"Razões de caráter cultural" foram a justificativa da Arábia Saudita para censurar a versão árabe da edição de agosto da revista National Geographic, cuja capa exibe a imagem do papa Francisco. Com uma breve mensagem postada na rede social Twitter, o diretor da edição saudita da revista pediu desculpas aos leitores e informou que o número foi barrado por essas razões culturais.

Segundo a Foreign Policy, o motivo da censura seria principalmente o título da capa: "O papa Francisco refaz o Vaticano". O anúncio seria "perigoso" para os wahabitas no poder, pois uma "revolução no Vaticano" mostraria que mesmo uma "monarquia absoluta" pode "adaptar" a fé aos tempos modernos.

A Arábia Saudita segue a sharia, a lei islâmica baseada na interpretação rígida do alcorão, que impõe a pena de morte em casos de assassinato, violência sexual, tráfico de drogas e bruxaria, por exemplo. Nesta visão ultraconservadora do islã, as mulheres são proibidas de dirigir e devem estar sempre acompanhadas por um homem ao qual sejam ligadas por laços estreitos de parentesco.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Papa Francisco: "É mais fácil dizer que Jesus é o Senhor do que confessar-se pecador"


Homilia diária do Papa Francisco na casa Santa Marta 
Por Redação
Roma, 03 de Setembro de 2015 (ZENIT.org)
Na homilia dessa manhã, na casa Santa Marta, o Papa Franciscou comentou o Evangelho do dia sobre a pesca milagrosa, com Pedro que lança as redes confiando em Jesus depois de toda a noite sem apanhar nada. O Papa destacou a fé como ‘encontro com o Senhor’. 
“Antes de tudo – afirmou o Pontífice – gosto de pensar que Jesus passava a maior parte de seu tempo nas ruas com o povo. Depois, no fim da noite, ficava sozinho e rezava; mas ele encontrava o povo, procurava as pessoas”.
Nós, por vez, temos dois modos de encontrar o Senhor. O primeiro é o de Pedro, dos apóstolos, do povo, disse o Papa.
“O Evangelho usa a mesma palavra para esta gente, para o povo, para os apóstolos, para Pedro: ficaram ‘espantados’. O espanto invadiu ele e todos. O Povo sentia Jesus e sentia este espanto e dizia: ‘Este homem fala com autoridade, ninguém nunca falou assim’. Outro grupo que encontrava Jesus não deixava que este ‘espanto’ entrasse em seu coração. Os doutores da lei ouviam Jesus, faziam suas contas e pensavam ‘que ele era inteligente, dizia coisas verdadeiras’, mas tomavam distância”.
O Papa prosseguiu lembrando que os mesmos demônios confessavam, proclamavam que Jesus era o ‘Filho de Deus’, mas como os doutores da lei e os fariseus ruins, “não tinham a capacidade de se espantar, eram fechados em sua suficiência, em sua soberba. Pedro reconhece que Jesus é o Messias, mas confessa também que é um pecador: 
“Os demônios chegam a dizer a verdade sobre Ele, mas não falam nada deles, porque não podem: a soberba é tão grande que os impede de dizê-lo. Os doutores da lei dizem: ‘É inteligente, é um rabino capaz, faz milagres!’... mas não dizem ‘Nós somos soberbos, nós somos pecadores’. A incapacidade de nos admitirmos como pecadores nos afasta da verdadeira confissão de Jesus Cristo. Esta é a diferença”. 
“Esta capacidade de dizer que somos pecadores nos abre ao espanto do encontro de Jesus Cristo, o verdadeiro encontro. Também em nossas paróquias, em nossas sociedades e entre as pessoas consagradas. Quantas pessoas são capazes de dizer que Jesus é o Senhor? Muitas! Mas como é difícil dizer sinceramente: ‘Sou um pecador, sou uma pecadora’. É mais fácil dizê-lo aos outros, não? Quando se comenta ‘este, aquele’... todos somos doutores nisso, não? Para se chegar a um verdadeiro encontro com Jesus é necessária uma dupla confissão: ‘Tu és o Filho de Deus e eu sou um pecador’, mas não apenas na teoria: por isso, por aquilo e por aquilo outro’”. 
Concluindo a homilia, o Papa destacou que Pedro se esqueceu do espanto do encontro e renegou o Senhor, mas já que era humilde, deixou-se encontrar com o Senhor quando seus olhares se encontram. Ele chorou e voltou a confessar: “Sou um pecador”. 
“Que o Senhor nos dê a graça de encontrá-lo, mas também de deixarmo-nos encontrar por Ele. Nos dê a graça, tão bela, deste espanto do encontro, e a graça de termos a dupla confissão em nossa vida: ‘Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo, creio. E eu sou um pecador, creio’”.