segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Hoje é um raro dia em que os torcedores dos clubes paulistas não se Xingaram




Inusitado. Bençãos sobre bençãos! Hoje o torcedor o São Paulo não fez piadas sobre o Corinthians, que perdeu para a lusa por 4X0. Muito menos os torcedores do Corinthians fizeram troças com os  sãopaulinos. Os Santistas uns anjos de silêncio. Os da Portuguesa, como são em pequeno número, sequer se ouviram ecos. Acontece.
Chega o dia em que todos perdem, ficam e desvantagem mútua, sem moral para falar mal, uns dos outros.
Ganha a cidade, que pode voltar aos seus afazeres sem esta aura artificial de explicações para continuar vivendo. Agora, quem sabe possam concentrar-se em si mesmos e redescobrirem-se de suas pobrezas vivenciais, além bola, tornando a vida o próprio campo, e cada um um jogador, que ás vezs ataca, outras defende.
Não, nem assim. Embotam-se debaixo do céu cinza, recolhidos em suas derrotas dominicais.
Paciência, eu falei.

Num dia como hoje, comendo bolinhos de chuva feitos pela mãe






CHOVE?... NENHUMA CHUVA CAI...

Chove?.. Nenhuma chuva cai...
Então onde é que eu sinto um dia
Em que o ruído da chuva atrai
A minha inútil agonia?

Onde é que chove, que eu o ouço?
Onde é que é triste, ó claro céu?
Eu quero sorrir-te, e não posso,
Ó céu azul, chamar-te meu...

E o escuro ruído da chuva
É constante em meu pensamento.
Meu ser é a invisível curva
Traçada pelo som do vento...

E eis que ante o sol e o azul do dia,
Como se a hora me estorvasse,
Eu sofro... E a luz e a sua alegria
Cai aos meus pés como um disfarce.

Ah, na minha alma sempre chove.
Há sempre escuro dentro em mim.
Se escuto, alguém dentro em mim ouve
A chuva, como a voz de um fim ...

Quando é que eu serei da tua cor,
Do teu plácido e azul encanto,
Ó claro dia exterior,
Ó céu mais útil que o meu pranto?

© FERNANDO PESSOA 
1-12-1914 
In Cartas de Fernando Pessoa a Armando Côrtes-Rodrigues, 1944 
Ed. Confluência, Lisboa (3.ª ed. Livros Horizonte, Lisboa, 1985)

Pesquisa revela que mulheres com a bunda grande vivem mais e são mais inteligentes

Postado por Simone de Moraes 18:05:00 28/09/2013 

Ironia a parte, devemos ter em conta que a nossa visão pode estar distorcida ao vermos insistentemente certas inteligências bem destacadas.


Crédito : Reprodução
Segundo uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, ter as nádegas de um tamanho considerável previne o desenvolvimento de diabetes. Por sua vez, determinaram que as mulheres que possuem um traseiro grande e cintura fina, são mais inteligentes que o restante.
O corpo feminino acumula gordura em muitas partes, como os seios, o abdômen ou as pernas, mas muitas garotas guardam grandes reservas nos glúteos, algo que tem mais vantagens do que poderiam imaginar.
Os cientistas analisaram e compararam a gordura do abdômen feminino com as das pernas, cadeiras e nádegas, encontrando que a gordura proveniente da parte baixa do corpo das mulheres previne o desenvolvimento de diabetes, graças à quantidade e tipo de hormônios que contém.
Estas gorduras produzem hormônios que ajudam a metabolizar açúcares e outros lipídeos de forma mais fácil, ao contrário da gordura abdominal que segrega hormônios com o efeito contrário.

Genética
De qualquer forma, não se trata de que as mulheres devam comer a mais. O benefício do traseiro avantajado é determinado pela genética, portanto ainda não é possível alterar o bumbum por meio de hábitos alimentícios.
Outras descobertas similares, que fazem pensar que as mulheres com traseiros grandes são capazes de viver mais e melhor, são os realizadas pelas universidades de Califórnia e Pittsburgh (EUA). Pesquisadores destas instituições descobriram que as mulheres desbundantes e com largas cadeiras, mas com cinturas finas, são mais inteligentes que as demais.
A inteligência destas voluptuosas garotas, deve-se aos ácidos graxos Omega 3 que se acumulam ali e que intervêm no desenvolvimento do cérebro. Os pesquisadores analisaram dados de 16 mil mulheres, concluindo que ao comparar as medidas da cadeira com a cintura, a proporção ideal resulta de 0.6 e 0.7.
O professor Konstantinos Manolopoulos, quem encabeçou a equipe da Universidade de Oxford, assegura que as mulheres com mais gordura nas nádegas têm níveis menores de colesterol e glicemia. Ter um grande traseiro também favorece os níveis de leptina no corpo feminino. A leptina é um hormônio que se encarrega de regular o peso; bem como a dinopectina, hormônio com efeitos antiinflamatórios, vasculoprotetores e anti-diabéticos.
O tecido adiposo dos glúteos grandes prende as partículas gordas daninhas e evita padecimentos cardiovasculares. Outros interessantes resultados destas pesquisas foram que, ao que parece, os filhos nascidos de mães com cadeiras mais largas são intelectualmente superiores aos filhos de mães menos voluptuosas.
As informações são do site Cronica.ar.

O fundamentalismo islâmico na África, Paquistão, Iraque, Síria, Arábia Saudita tem características primatas

Familiares se reúnem para identificar os corpos envoltos de estudantes mortos na sequência de um ataque de extremistas islâmicos em uma escola agrícola em Gujba, Nigéria


Chamar de primitivo é pouco. São chacinas sobre chacinas, combinadas com proibições de mulheres sequer dirigirem carros. Homens bombas se explodindo em igrejas que não professam suas crenças. Chacinas em universidades só porque estão estudando, onde dizem ser característica ocidental. Exigem barba dos homens e véu nas mulheres, que não podem andar sozinhas pelas ruas. Tomam os bens de cristãos, torturam, degolam. Estão no mais baixo grau de barbárie, e continuam com sua sanha repleta de veneno e ódio. Precisamos dar um paradeiro nisto, com legislação restritiva a estas crenças em nossos países, a fim de preservarmo-nos deste ambiente que cada vez contamina mais o mundo.

domingo, 29 de setembro de 2013

Caixa 2 ou mensalão?

Parece que a Folha não resistiu e retornou para o famoso amplo, geral e irrestrito caixa 2 de campanha, com um pequeno detalhe que muda tudo. Resolveu atacar única e preferencialmente a Presidente Dilma por esta crime.
Como se ninguém fizesse isto. Quando Dilma propôs a reforma política, logo em seguida as manifestações de junho, a Folha calou-se, porque sabia que isto tiraria das elites a possibilidade de utilizar largamente o dinheiro privado para fazer valer o poder econômico nas campanhas. Agora vem, como um jornal ingênuo criticando o caixa 2.
Atitude eminentemente golpista.

sábado, 28 de setembro de 2013

Hoje visitei a Dalva

Pode ser que este seja um nome conhecido por você, pode ser que não.

Para mim, nem tanto.

Tenho uma tia, que não vejo há anos, pois mora em Uberaba, com este nome.

O fato é que entrei num quarto da Ortopedia do HC e eis ela estava ali, deitada.

A TV com o som nas alturas tocava "É preciso saber viver". Muito apropriado para aquele momento.

Vi seu nome escrito na cabeceira da cama, para identificação do paciente. Protocolos hospitalares.

Ficou muito alegre por me ver entrar dançando em seu quarto.

Identifiquei-me pelo nome e de  minha atividade de Pastoral da Saúde ali.

Perguntei se os seus parentes vieram visitar-lhe.

Disse que sim, mas justificou muito porque estavam ausentes naquele momento.

Bem, para encurtar a conversa: ela está hospitalizada há 1 ano.

Disse-me que está difícil suportar esta condição, que trabalhou até os 69 anos, e que agora a angústia é de estar parada sem fazer nada.

Pensei, porque não desenvolvem atividades possíveis de serem realizadas com estas mulheres que estão prisioneiras nas camas?

Conversamos um pouco e logo despedi-me.

O único que pode permanecer com ela é Deus. Roguemos a Ele por ela.

Joaquim Barbosa faz palestra secreta nos EUA

O nome de Joaquim Barbosa não pode ser descartado como aglutinador dos votos da oposição conservadora para as próximas eleições presidenciais. Nem mesmo os seus apoiadores se entendem. Em palestra proferida na Universidade de Yale, a portas fechadas, fato que por si só é estranho, teve um desfecho inusitado: a repórter do Estado de São Paulo foi presa, algemada, e acusada de "transgressão criminosa". Trata-se da jornalista Cláudia Trevisan. Provavelmente o Joaquim Barbosa tenha ido visitar também a mansão que comprou nos EUA por milhões, enquanto o seu filho segue contratado pela globo. No auge da farsa mensalão era comum ouvir-se nas ruas que o exército tinha posto um grupo para manter a segurança do então Ministro do Supremo. Tanto silêncio assim, até as cobras desconfiam.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O fascismo está cada vez maior entre os terroristas sunitas da Síria. Decidiram confiscar os cristãos e outras minorias de seus bens para comprar armas

É lícito confiscar os bens de cristãos, alawitas e drusos para comprar armas
Afirmou Fatwa dos ulemás de Damasco
Por Redacao
DAMASCO, 27 de Setembro de 2013 (Fides) - Está cada vez mais difícil a vida das minorias religiosas sírias, que no conflito atual, são os segmentos mais vulneráveis da sociedade. Como apurado pela Agência Fides, 36 ulemás (líderes religiosos islâmicos) de Douma, um dos maiores subúrbios de Damasco, emanaram uma “fatwa” (decreto jurídico) que torna legítimo o direito de fiéis muçulmanos sunitas de requisitarem e se apropriarem de bens, casas, e propriedades pertencentes a cristãos, drusos, alauítas e membros de outras minorias religiosas “que não professam a religião sunita do Profeta”.
A fatwa convida abertamente a “boicotar e romper qualquer relação com os habitantes de Damasco que traíram ou abandonaram os revolucionários”. A fatwa (cuja cópia foi enviada à Agência Fides) especifica que as propriedades confiscadas serão utilizadas parcialmente “para comprar armas” e parcialmente para ajudar órfãos, pobres e famílias de mártires e viúvas. “Pedimos ao nosso povo para se apegar às nos sãs tradições islâmicas e freqüentar regularmente as casas de Deus (mesquitas), a fim de salvaguardar a nossa alma e a sociedade", conclui o texto do ulemás.
Conforme relatado à Fides, os líderes de várias igrejas cristãs têm aprendido o conteúdo da fatwa com grande preocupação, observando que tais medidas "aumentam a violência inter-religiosa, que é a cicatriz da sociedade síria". (Fonte: Agência Fides 26/9/2013)

Para os golpistas de plantão, esta é uma ducha de água fria


27 DE SETEMBRO DE 2013 - 12H04 

Aprovação do governo Dilma volta a subir e alcança 54%


O percentual da população que aprova a maneira como a presidenta Dilma Rousseff governa o país registrou um crescimento de 9 pontos percentuais, ao passar dos 45% registrados em julho para 54% em setembro. Em março, antes das manifestações de junho, este índice chegou a seu ápice: 79%. Entre os que desaprovam, o índice caiu de 49%, em julho, para 40% em setembro.


A confiança na presidenta também cresceu e registra 52% ante os 45% de julho. O percentual dos que consideram seu governo ótimo ou bom subiu de 31% em julho para 37% em setembro. Em março, este índice estava em 63%. É o que mostra a pesquisa CNI-Ibope, divulgada hoje (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a pesquisa, a expectativa com relação ao restante da gestão subiu 5 pontos percentuais entre os que consideram o governo ótimo ou bom (39%). Para 33%, a gestão é regular. Os que têm expectativas negativas (ruim ou péssimo) caiu de 31% em julho para 23% em setembro. Em março, 65% consideravam ótima ou boa a expectativa com o governo.

A pesquisa foi feita com 2.002 pessoas em 142 municípios, entre os dias 14 e 17 de setembro.

Fonte: Agência Brasil

Como vai a população brasileira.

27 DE SETEMBRO DE 2013 - 12H24 

Pnad: população brasileira chega a 197 milhões de pessoas


A população brasileira cresceu 0,8% no ano passado, chegando a 196,9 milhões de pessoas. É o que informa a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um aumento de 1,6 milhão de pessoas.



Foto: Blog do Planalto

O maior e o menor crescimento foram registrados no Norte (1,4%) e no Sul (0,6%). Quase a metade da população brasileira está concentrada no Sudeste (82,7 milhões). No Centro-Oeste vivem 14,8 milhões. As mulheres são maioria: correspondem a 51,3% da população.

A pirâmide etária mostra que a população está envelhecendo. A proporção de idosos, com 60 anos ou mais, passou de 12,1% para 12,6%, chegando a 14,2% na Região Sul e a 8,1% na Região Nordeste. Em 2004, na base da pirâmide etária reunia 42,8% dos brasileiros com até 24 anos. Em 2012, a proporção caiu para 39,6%.

Quanto à cor ou raça, 46,2% das pessoas autodeclararam-se brancas, 45% pardas, 7,9% negras, indígenas e amarelos 0,8%, somando 1,6 milhão de pessoas. Com isso, a população negra, que soma pretos e pardos, está em 104,2 milhões de pessoas, o que corresponde a 52,9% dos brasileiros. No Sul, 76,8% autodeclararam-se brancos e no Norte os pardos são 70,2%.

Em 2012, 39,4% não residiam em seu município de origem e 15,7% estavam em outra unidade da federação. No Distrito Federal, 48,5% das pessoas são de outros estados; no Rio Grande do Sul a proporção é 3,7%.


Principais dados da Pnad:







Fonte: Agência Brasil



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Casuísmo partidário novamente

Depois se reclama que o povo está debochando do Congresso Nacional a toda hora. Pudera! Agora é o PRO, mais um partido evangélico, aqueles que querem tornar o Brasil uma nação evangélica fundamentalista, como os islamitas fazem lá para os lados do Oriente Médio. E um tal Solidariedade, cópia mal feita do Solidariedade de Lech Valessa, na Polônia. Só esta movimentação redistribuiu 50 deputados, pelo menos e senadores também. Considerando que ainda vem o Rede, da bonitinha, a Marina que não costuma se acostumar com os partidos mas está acima deles, era de se esperar que ela criasse o seu também, sendo mais u partio comandado por evangélicos. Aja paciência!!!

Última onda do inverno chega em Sampa

São Paulo viveu ontem e hoje, 26/09/2013, provavelmente a última grande onda de frio de inverno, pois a primavera está para começar.
O frio, entretanto, foi de congelar, e pegou a muitos distraídos, pois já nos acostumávamos com o calor. A chuva também é uma outra novidade que veio com muita água fria.
Hoje 26, o sol está brilhando radioso combinado com ventos frios. Vou levar o meu cão Pitbull para operar para tirar um tumor no bago. Intercessão de São Francisco junto a Jesus pelo Mid.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Caiu o IN DUBIO PRO REO e foi adotado o DOMÍNIO DE FATO no STF, quebrando um dos pilares do Direito

Dirceu foi condenado sem provas, diz Ives Gandra


 
MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
Ouvir o texto
O ex-ministro José Dirceu foi condenado sem provas. A teoria do domínio do fato foi adotada de forma inédita pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para condená-lo.
Sua adoção traz uma insegurança jurídica "monumental": a partir de agora, mesmo um inocente pode ser condenado com base apenas em presunções e indícios.

Quem diz isso não é um petista fiel ao principal réu do mensalão. E sim o jurista Ives Gandra Martins, 78, que se situa no polo oposto do espectro político e divergiu "sempre e muito" de Dirceu.
Com 56 anos de advocacia e dezenas de livros publicados, inclusive em parceria com alguns ministros do STF, Gandra, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, diz que o julgamento do escândalo do mensalão tem dois lados.
Um deles é positivo: abre a expectativa de "um novo país" em que políticos corruptos seriam punidos.
O outro é ruim e perigoso pois a corte teria abandonado o princípio fundamental de que a dúvida deve sempre favorecer o réu.
Adriano Vizoni/Folhapress
O jurista Ives Gandra Martins durante evento em São Paulo
O jurista Ives Gandra Martins durante evento em São Paulo
*
Folha - O senhor já falou que o julgamento teve um lado bom e um lado ruim. Vamos começar pelo primeiro.
Ives Gandra Martins - O povo tem um desconforto enorme. Acha que todos os políticos são corruptos e que a impunidade reina em todas as esferas de governo. O mensalão como que abriu uma janela em um ambiente fechado para entrar o ar novo, em um novo país em que haveria a punição dos que praticam crimes. Esse é o lado indiscutivelmente positivo. Do ponto de vista jurídico, eu não aceito a teoria do domínio do fato.
Por quê?
Com ela, eu passo a trabalhar com indícios e presunções. Eu não busco a verdade material. Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela -e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco. É uma insegurança jurídica monumental. Como um velho advogado, com 56 anos de advocacia, isso me preocupa. A teoria que sempre prevaleceu no Supremo foi a do "in dubio pro reo" [a dúvida favorece o réu].
Houve uma mudança nesse julgamento?
O domínio do fato é novidade absoluta no Supremo. Nunca houve essa teoria. Foi inventada, tiraram de um autor alemão, mas também na Alemanha ela não é aplicada. E foi com base nela que condenaram José Dirceu como chefe de quadrilha [do mensalão]. Aliás, pela teoria do domínio do fato, o maior beneficiário era o presidente Lula, o que vale dizer que se trouxe a teoria pela metade.
O domínio do fato e o "in dubio pro reo" são excludentes?
Não há possibilidade de convivência. Se eu tiver a prova material do crime, eu não preciso da teoria do domínio do fato [para condenar].
E no caso do mensalão?
Eu li todo o processo sobre o José Dirceu, ele me mandou. Nós nos conhecemos desde os tempos em que debatíamos no programa do Ferreira Netto na TV [na década de 1980]. Eu me dou bem com o Zé, apesar de termos divergido sempre e muito. Não há provas contra ele. Nos embargos infringentes, o Dirceu dificilmente vai ser condenado pelo crime de quadrilha.
O "in dubio pro reo" não serviu historicamente para justificar a impunidade?
Facilita a impunidade se você não conseguir provar, indiscutivelmente. O Ministério Público e a polícia têm que ter solidez na acusação. É mais difícil. Mas eles têm instrumentos para isso. Agora, num regime democrático, evita muitas injustiças diante do poder. A Constituição assegura a ampla defesa -ampla é adjetivo de uma densidade impressionante. Todos pensam que o processo penal é a defesa da sociedade. Não. Ele objetiva fundamentalmente a defesa do acusado.
E a sociedade?
A sociedade já está se defendendo tendo todo o seu aparelho para condenar. O que nós temos que ter no processo democrático é o direito do acusado de se defender. Ou a sociedade faria justiça pelas próprias mãos.

Após 7 anos, Lei Maria da Penha não consegue reduzir feminicídio revela IPEA

25/09/2013


O sangue
a morte
a violência
marcam os corpos femininos
nesta estrada
pela igualdade
de gênero.

a pele
a vida
a paz
cobrem estes corpos femininos
como forma de luta
frágil e bela
como a flor

João Paulo Naves Fernandes
  • PDF
rosa-branca-de-sangueA Lei Maria da Penha não teve impacto sobre a quantidade de mulheres mortas em decorrência de violência doméstica, segundo constatou um estudo sobre feminicídio, divulgado nesta quarta-feira (25), pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea),  na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara
De acordo com os dados, entre 2001 e 2006, período anterior à lei, foram mortas, em média, 5,28 mulheres a cada 100 mil. No período posterior, entre 2007 e 2011, foram vítimas de feminicídio, em média, 5,22 mulheres a cada 100 mil.
Inimigo íntimo
O feminicídio é o homicídio de mulheres em decorrência de conflitos de gênero, geralmente cometidos por um homem, parceiro ou ex-parceiro da vítima. Esse tipo de crime costuma implicar situações de abuso, ameaças, intimidação e violência sexual.
Entre 2001 e 2011, estima-se que cerca de 50 mil crimes desse tipo tenham ocorrido no Brasil, dos quais 50% com o uso de armas de fogo. O Ipea também constatou que 29% desses óbitos ocorreram na casa da vítima – o que reforça o perfil das mortes como casos de violência doméstica.
Para o Ipea, o decréscimo em dez anos é "sutil" e demonstra a necessidade da adoção de outras medidas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, à proteção das vítimas e à redução das desigualdades de gênero.
Ineficiência do Estado
Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivania Pereira, a lei não conseguiu reduzir os casos de homicídio, por duas questões fundamentais, primeiro pelo crescimento dos registros,  em função da identificação e tipificação dos casos de violência contra a mulher; e segundo pela ineficiência do estado, que não dispõe de equipamentos sociais que protejam as mulheres em situação de risco.
"Existe uma deficiência muito grande que se traduz em ausência de pessoal especializado nas delegacias para fazer o atendimento às mulheres, falta de investigação das denuncias, falta de casas abrigo para acolher as mulheres evitando que as mesmas voltem ao convívio com o agressor e principalmente, falta de rigor na aplicação da lei, ou seja,  punição do agressor, pois o pagamento da fiança, garante o retorno ao convívio com a vitima, tornando- as mais vulneráveis", destacou a dirigente.
Mapa da violência
Em relação ao perfil das principais vítimas de feminicídio, o Ipea constatou que elas são mulheres jovens e negras. Do total, 31% das vítimas têm entre 20 e 29 anos e 61% são negras. No Nordeste, o percentual de mulheres negras mortas chega a 87%; no Norte, a 83%.
Entre os estados brasileiros, o Espírito Santo é o que mais registrou assassinatos de mulheres entre 2009 e 2011, 11,24 a cada 100 mil – muito superior à média brasileira no mesmo período. Em seguida, outros estados com alta incidência de homicídios de mulheres foram a Bahia (9,08), Alagoas (8,84) e Roraima (8,51).
Em contrapartida, os estados com a incidência mais baixa foram Piauí (2,71), Santa Catarina (3,28), São Paulo (3,74) e Maranhão (4,63). No caso do Piauí e do Maranhão, o Ipea estima que a baixa incidência seja decorrente da deficiência de registro.
Portal CTB com agências

Espionagem eletrônica no Brasil é uma denúncia necessária.



Todos espionam, não apenas os EUA, mas também a Grã Bretanha, a Alemanha, A Rússia, China, França, Irã, etc.

A questão é que os EUA são os detentores dos controles da informação existentes nas redes de Internet.

A China fez uma solução caseira e descartou o Google, substituindo por outra rede, patriótica.

Não seria o nosso caso, pois somos por demais ocidentalizados para tanto.

Vale, portanto, o mérito da Presidente Dilma em denunciar este arroubo imperial dos americanos, e propor uma marco regulatório, por mais difícil que isto possa ser.

A elite brasileira faz troça deste embate, e até alega problemas comerciais caso este assunto continue em voga.

Acusam a Dilma de fazer política com isto.

Afinal, a presidente não pode movimentar nenhuma peça do xadrez da vida nacional.

É hilário ver ela e Obama falando quase ao mesmo tempo, ela acusando-o de espião, e ele desconsiderando, preocupado em não poder deixar sua posição de xerife mundial. Ninguém assume esta liderança, e "não poderia haver um vazio de poder", alega.

Seja como for, o Brasil está fazendo a defesa de sua soberania diante de um gigante sequioso por nossas riquezas, a começar pela Petrobrás, ou Petrobrax como FHC gostaria que se chamasse.


E os EUA, irão parar com a espionagem só porque Dilma falou sobre isto em plena Assembléia da ONU?

Claro que não.

Nós é que precisamos impedir os esquemas de espionagem.


Até hoje os índios são vistos com desdém, afinal não tem o espírito capitalista de produção.

Vagarosamente, muito vagarosamente vai aparecendo a parte podre do período da ditadura militar no Brasil, que muito desonra nossa História. Como havia a censura a imprensa, é compreensível que apenas surja nos dias de hoje tamanho morticínio. Não estamos falando da época do Brasil colônia, onde praias ficaram vermelhas de sangue indígena, mas do século XX. Saiu no IG

Projetos de governos militares são investigados pela Comissão da Verdade. Maior parte das mortes, em quatro frentes de construção de rodovias, não foi registrada.

Divulgação
Desenho de índio Waimiri-Atroari sobre ataques sofridos pela comunidade durante período militar. Estima-se que 8 mil índios foram exterminados em obras pela Amazônia
As investigações da Comissão Nacional da Verdade (CNV) pela região Amazônica indicam um verdadeiro genocídio de índios durante o período da ditadura militar. Não há como falar em um número exato de mortos devido à falta de registros. Os relatos colhidos, no entanto, apontam que cerca de oito mil índios foram exterminados em pelo menos quatro frentes de construção de estradas no meio da mata, projetos tocados com prioridade pelos governos militares na década de 1970. 
Os trabalhos da Comissão da Verdade miram os processos de construção e o início do funcionamento das rodovias BR-230, conhecida como Transamazônica; a BR-174, que liga Manaus a Boa Vista, a BR-210, conhecida com Perimetral Norte e a BR 163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA).
Essas estradas fizeram parte do Plano Nacional de Integração (PIN), instituído pelo presidente Emílio Garrastazu Médici, em 16 de julho de 1970, e que previa que 100 quilômetros em cada lado das estradas a serem construídas deveriam ser destinados à colonização. A intenção do governo era assentar cerca de 500 mil pessoas em agrovilas que seriam fundadas.
Transamazônica
A Transamazônica foi escolhida como prioridade e, por isso, representou uma verdadeira tragédia para 29 grupos indígenas, dentre eles, 11 etnias que viviam completamente isoladas. Documentos em poder da Comissão da Verdade apontam, por exemplo, o extermínio quase que total dos índios Jiahui e de boa parte dos Tenharim. O território dessas duas etnias está localizado no sul do Estado do Amazonas, no município de Humaitá.
O Ministério Público Federal no Amazonas também abriu um inquérito para apurar as violações de direitos humanos cometidas contra esses povos no período da ditadura militar. Os documentos indicam ainda que indígenas sobreviventes acabaram envolvidos nas obras em regime de escravidão.
Grupo Planejamento e Gestão do Território na Amazônia – UFAM
Mapa da Terra Indígena decretada por Figueiredo em 1981. Grupos indígenas foram os mais prejudicados pela política de ocupação da Amazônia no regime militar
Atualmente, a população Jiahui, de acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), não chega a 90 índios. Antes da construção da estrada, eram mais de mil. Já os Tenharim somam hoje 700 pessoas. Eram mais de dois mil antes da chegada das frentes de construção.
Matança
Entre as práticas de violência contra índios já identificadas estão as “correrias”, expedições de matança de índios organizadas até o final da década de 1970, principalmente no sul do Amazonas e no Acre. Essa prática foi detalhada no primeiro relatório do Comitê Estadual da Verdade do Amazonas, um documento de 92 páginas, ao qual o iG teve acesso.
O relatório descreve a matança do povo Waimiri-Atroari, que habitava até 1967 a região entre Manaus e o município de Caracaraí, em Roraima. A região corresponde à parte norte do vale do rio Urubu e inclui os rios Uatumã, Curiuaú, Camanaú, Alalaú, todos no Amazonas, além dos rios Jauapery e Anauá, em todo Estado de Roraima, até a fronteira com a Guiana. Esse povo foi diretamente impactado pela construção da BR-174.
“Muitos dos episódios de 'correrias' tiveram a participação direta de agentes públicos”, aponta o relatório elaborado pelos coordenadores do comitê local, Egydio Schwade e Wilson Braga Reis.
Grupo Planejamento e Gestão do Território na Amazônia – UFAM
Mapa do Território Tradicional Waimiri-Atroari, antes da implantação das políticas de desenvolvimento da região Norte, na década de 1970
“Pais, mães e filhos mortos, aldeias destruídas pelo fogo e por bombas. Gente resistindo e famílias correndo pelos varadouros à procura de refúgio em aldeia amiga. A floresta rasgada e os rios ocupados por gente agressiva e inimiga. Esta foi a geografia política e social vivenciada pelo povo Kiña desde o inicio da construção da BR-174 em 1967 até sua inauguração em 1977”, descreve no documento. O termo “Kiña” é uma outra denominação para os Waimiri-Atroari.
O relatório também informa que, entre os povos mais duramente atacados em “correrias”, estão os Kaxinawa e os Madiha no Acre, além do povo Juma, no sul do Amazonas.
Lista de mortos
O relatório também pede mais investigação sobre o desaparecimento dos índios Piriutiti e sobre o que ocorreu com outras etnias durante a execução das grandes obras do governo militar. “Documentos apontam também para o genocídio do grupo Piriutiti, na mesma região, que merece uma investigação mais específica”, diz o texto.
Para Schwade, a investigação da Comissão Nacional da Verdade sobre a violência sofrida por índios terá que apontar o que ocorreu com os Cinta Larga e Suruí, na região dos rios Aripuanã e Rooswelt, entre Rondônia e Mato Grosso; os Krenhakarore do rio Peixoto de Azevedo, na rodovia Cuiabá-Santarém (conhecidos como Índios Gigantes); os Kanê ou Beiços-de-Pau do Rio Arinos no Mato Grosso; os Avá-Canoeiro em Goiás; Parakanã e Arara no Pará, entre outros, em função dos projetos políticos e econômicos da Ditadura.
Grupo Planejamento e Gestão do Território na Amazônia – UFAM
Mapa dos limites da Terra Indígena decretada por Médici em julho de 1971 e área grilada em favor de empresários
Restrição de informação
De acordo com Schwade, apesar de o episódio ser relativamente recente e ter ocorrido bem próximo à capital amazonense, a cerca de 200 quilômetros, as pessoas sabem menos dessa matança do que sobre os massacres acontecidos aos mesmos índios há 150 anos. “Apesar da farta documentação existente, que comprova o exercício de uma política genocida, instalou-se junto ao povo Wamiri-Atroari um programa de controle da informação”, aponta. Os militares, de acordo Schwade, mantiveram afastados do local indigenistas, cientistas e jornalistas. “Não houve acesso, a não ser dos que tinham vinculação com os interesses empresariais instalados no território indígena”, denunciou.
O conluio de agentes públicos com empresários e fazendeiros ligados a lideranças políticas locais é outro ponto observado por técnicos da Comissão da Verdade que estiveram na Amazônia para colher informações. Onde as frentes para a abertura de estradas chegaram, também chegaram os fazendeiros, que se instalaram demarcando latifúndios em terras antes pertencentes aos índios.
Yanomamis
A construção da rodovia Perimetral Norte também é objeto de estudo da Comissão da Verdade. A obra representou um desastre para o povo Yanomami e estima-se que pelo menos dois mil índios dessa etnia tenham sido exterminados no período. Uma avaliação da Comissão da Verdade indica que o desastre só não foi maior porque o governo militar não chegou a concluir a obra. Com isso, muitas aldeias acabaram preservadas, já que o projeto da estrada, que cortava inteiramente o território Yanomami, não foi executado na integralidade.
O traçado planejado para a rodovia passava pelos Estados de Amazonas, Pará, Amapá e Roraima. A proposta era cortar toda a Amazônia brasileira, desde o Amapá até a fronteira colombiana no Estado do Amazonas. Até hoje, somente um trecho, em Roraima, com pouco mais de 400 quilômetros, e outro no Amapá, com cerca de 100 quilômetros, foram construídos.
Embora o trecho executado seja considerado relativamente pequeno, a construção foi capaz de exterminar, quase que por completo, os índios Yawarip, um subgrupo Yanomami, na década de 1970. Mais tarde, a publicidade dada no governo militar ao grande potencial mineral do território Yanomami desencadeou a instalação de garimpos ilegais nas terras dos índios, o que provocou mais destruição.
Grupo Planejamento e Gestão do Território na Amazônia – UFAM
Mapa dos limites da Terra Indígena decretada por Médici em julho de 1971
Prazo
A avaliação preliminar da Comissão da Verdade é de que os relatos sobre a violência indígenas são muitos, mas ainda pulverizados. De acordo com técnicos, o desafio da comissão para finalizar um texto capaz de promover consequências jurídicas está em estabelecer uma narrativa dos fatos. Diante desse desafio, os conselheiros da Comissão da Verdade estudam pedir novamente um prazo à presidente Dilma Rousseff para a apresentação do relatório final, pelo menos em relação ao tema indígena.
As três estradas estão sendo usadas como eixos da investigação, no entanto, os técnicos e conselheiros querem ainda contemplar no documento aspectos importantes como a militarização, na época, dos órgãos encarregados de proteger os índios. No caso, esse orgão seria a Fundação Nacional do Índio (Funai).
Outro ponto importante do texto será o de estabelecer a cadeia de comando. Como os militares alegam que muitos documentos foram destruídos, fica quase impossível para comissão indicar de quem partiram as ordens para os ataques. A ideia é, nesse caso, que o texto indique quem ocupava cargos importantes na hierarquia militar em determinados Estados, municípios ou frentes de trabalho e que, pela rígida hierarquia militar, teria que ordenar ou consentir os ataques.
    Texto

    terça-feira, 24 de setembro de 2013

    Como tenho um Pit de criação, isto, para mim, não é novidade

    Pitbull adota filhotes de gatos em Franca

    iG Paulista - 24/09/2013 - 19h00 | 
    Renê Moreira | igpaulista@rac.com.br
    Nina Azevedo, dona dos animais, que está desempregada, afirma que até tentou devolver os gatinhos para Mel, mas Jade (foto) não aceitou
    Foto: Arquivo Pessoal
    Nina Azevedo, dona dos animais, que está desempregada, afirma que até tentou devolver os gatinhos para Mel, mas Jade (foto) não aceitou
    Uma casa no Jardim Luiza 2, em Franca, está sendo palco para uma situação, no mínimo, inusitada. Uma cachorra pitbull de 2 anos chamada Jade resolveu raptar os cinco filhotes da gatinha Mel, que vive na mesma casa, e cuida deles como se fosse sua mãe.
    Até então, tanto Jade quanto Mel viviam bem na mesma casa. Mas quando a gata deu à luz os filhotes, Jade "raptou" os gatinhos e os assumiu como seus filhos. Tanto é que até começou a produzir leite e amamenta todos eles.

    Nina Azevedo, dona dos animais, que está desempregada, afirma que até tentou devolver os gatinhos para Mel, mas Jade não aceitou. Se não bastasse, não deixa nem a mãe original ou qualquer outro animal se aproximar dos filhos adotivos.

    “É um xodó só”, conta Nina. Quando algum gatinho sai de perto, a cachorra vai logo buscá-lo. Ela morde, sai carregando e leva para perto dela de novo. Já os filhotes parecem ter gostado da ideia e seja para mamar ou até mesmo brincar, sempre estão ao lado da nova mãe.



    A cachorra pitbull chamada Jade cuida dos cinco filhotes da gatinha Mel, que vive na mesma casa