quarta-feira, 29 de setembro de 2010

NOVO BRASIL: DEMOCRACIA COM PARTICIPAÇÃO POPULAR


A história republicana brasileira tem várias fases:

1) A república Velha ou Primeira República , que vai da Proclamação da República até 1930, representando o domínio das oligarquias de São Paulo e Minas;

 2) A Segunda República ou República Nova, que segue de 1944, período da redemocratização até 1985 também período de fim de ditadura militar, desconsiderando as ditaduras militares, que não podem ser chamadas de períodos republicanos;

3) A Nova República, com Tancredo retoma a Democracia depois de décadas de regime fechado e repressor, até o final do governo de Fernando Henrique Cardoso, em janeiro de 2003;

4) A Democracia Popular, à partir de janeiro de 2003 com Lula dá início a um novo período da democracia brasileira, com a inclusão social e política de grandes contingentes populacionais, e renovação dos personagens políticos da nação.

Não sou historiador, mas tenho sensibilidade política para identificar que o Brasil inicia uma nova fase republicana, com participação popular, ampliando, portanto a democracia brasileira, disponibilizando-a aos negros, às camadas marginalizadas, às mulheres, aos trabalhadores de maneira em geral.

Fase de confrontos e conquistas, fase de aberturas de oportunidades e progresso até então nunca vistos.

Esta fase retoma velhos ideais, expurga oligarcas (nem todos), renova o desenvolvimento nacional, repõe o eixo do desenvolvimento na pessoa humana, reconhece o país de modo mais diversificado, multiracial, multireligioso.

Às vésperas da eleição de 2010, assistimos o antigo tentando retomar o país do novo caminho, e retroagir ao período feudal.

E o Novo Brasil, popular, pedindo passagem, porque JÁ RAIOU A LIBERDADE NO HORIZONTE DO BRASIL



terça-feira, 28 de setembro de 2010

AQUELES NUNCA NOTICIADOS: OS SEM NOTÍCIA.


Hoje, 28/09/2010, passando pelo Bexiga, também chamado de Bela Vista, próximo a Pça Roosevelt (um modernismo acimentado sem árvores), vindo pela Rui Barbosa em direção à Roosevelt, tive uma visão estarrecedora.

Ali encontra-se um pontilhão, com um jardim inclinado, que acompanha o declive da ponte. Esta região tem muitos restaurantes, que são bastante frequentados à noite, principalmente, para onde acorrem muitas pessoas para jantar e divertir-se.

Ocorre que ali, também se estabeleceu um grande número de mendigos, que tornou o gramado inclinado um dormitório. Também, pelas laterais da ponte, outro grupo de mendigos descobriu um área onde pudessem dormir.

O Motel que fica próximo, perdão Hotel, deve ter reclamado da "degradação da área", como se eles não degradassem.

Depois os restaurantes também devem ter reclamado daquela presença indesejada, que "amedronta" os frequentadores noturnos, que é a classe média.

Muitos querem evitar estas imagens sujas e fétidas, para não comprometerem a sua visão "pura" da vida. Mas esta é a realidade, que existem irmão abandonados precisndo de nós, de nossa solidariedade, e de governantes com verdadeira humanidade, e vontade política para enfrentar este problema.

O fato é que vi vários policiais municipais, e um comboio de caminhões retirando todos daquele lugar, e acimentando os locais onde o povo de rua se protegia ou se escondia para dormir, ou se drogar, não sei, no momento, não importa.

Num momento em que os candidatos se tornam paladinos dos pobres e oprimidos, vem o governo municipal, que apoia o tucano em São Paulo, fazer uma limpeza social do convívio, pela solução mais simples: erradicação.

Se fosse com algum outro segmento social, isto receberia o nome de fascismo, de perseguição discriminatória.

Mas, como se tratam de mendigos, de abandonados, esta limpeza pode ser feita à luz do dia, porque conta com a conivência da chamada "sociedade".

E ainda falam no debate presidencial de políticas contra o tráfico de cocaína, quando o território da CRACOLÂNDIA e da NOVA LUZ já estão dominados pelos narcotrficantes.

Como podem fazer propostas para o Brasil, se não resolvem em sua própria casa, que é o Estado de São Paulo

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Manual de Sobrevivência - William Shakespeare

FAVELAS PEGAM FOGO EM SP/FAVELADOS INCENDEIAM MARGINAL

Este ano de 2010 assistimos o incêndio constante de diversas, diversas favelas na cidade de São Paulo. Tem a ver com a sêca que durou meses, e com o descaso das autoridades tucanas

E a resposta que as autoridades tucanas e dos Demos oferecem em meio a tragédia é a de "cadastrar os que perderam seus poucos pertences e o seus barracos", não é uma piada?

Tantos anos de governo, 18 anos, e a resposta é cadastrar. Não fizeram nada estes anos. A favela do Real Park, está incrustrada num bairro de elite com o mesmo nome, vizinho ao Palácio do Governo.

Agora, quase dois dias depois do incêndio na favela, o povo de lá sem aguentar o imobilismo das "autoridades", tomou a si o protesto e botaram fogo na marginal de pinheiros, onde trafega a classe média e alta em seus milhões de carros, e uns poucos pobres em ônibus que vão para a zona sul.

O final do dia 27/09/2010 é de desespero dos moradores da favela Real Park que incendiaram a marginal pinheiros tentando mostrar sua situação de abandono.

O resultado foi a repressão dos favelados pelo cacetete tucano.

Dirão que eles estão impedindo o direito de ir e  vir das pessoas. então devem também reprimir as autoridades municipais que estão impedindo os caminhoneiros de evitar o Rodoanel.

Está havendo enfrentamento com bombas contra pedradas. Policiais, de um lado, e jovens da favela, de outro.

O interessante é que estão dizendo que tem baderneiros atiçando o povo.

Ora vejam só, tentem viver ao relento, nesta chuva e frio de São Paulo, sem que ninguém faça nada. Vão...

Cadê a política habitacional que tanto estão prometendo na campanha presidencial?

Promessas promessas promessas

Sonho meu!  Sonho meu!  Vai mostrar quem mora longe, sonho meu!

Ao povo, resta dormir sob as pontes, nas reentrâncias das entradas dos prédios, envoltos em papelões.

Domingo, nas missas, foi lida a passagem do Rico e Lázaro, o mendigo, que comia das migalhas que caíam da mesa do rico.

Parece que, atualmente, nem as migalhas sobram, mas o presente das bombas de efeito moral, ou seriam bombas das políticas imorais?

PEDÁGIO DO RODOANEL TIRA LIBERDADE DOS CAMINHONEIROS



Colocar pedágios no Rodoanel gerou um problema novo para os tucanos.

Se o objetivo do rodoanel era o de desviar os caminhões que passam por São Paulo, evitando que os mesmos circulassem pelas marginais, aliviando o fluxo infernal do trânsito paulista, agora, os pedágios que eles instalaram, sangram os bolsos dos caminhoneiros obrigando-os a seguir o trajeto antigo, para não aumentar ainda mais o custo de suas viagens.

Mas nem isso foi possível. Percebendo que o rodoanel estava sendo evitado pelos caminhoneiros, a prefeitura de SP, em comum acordo com o governo estadual ou não, o fato é que montou-se uma operação de proibição de saídas viárias para os caminhões dentro da cidade.  O pano de fundo da questão é obrigar os caminhoneiros circularem pelo rodoanel e , logicamente, pagarem o pedágio.

Virou pedágio obrigatório.

Num primeiro momento, o pedágio inchou o fluxo de caminhões nas ruas da cidade, alterando substancialmente seu movimento. Este aumento se explica pelo alto custo do transporte com o pedágio.

A solução veio da forma mais simples, isto é, proibição da circulação dos caminhões nas vias alternativas que eles haviam encontrado, para driblar as despesas.

Por isso São Paulo, hoje viveu protestos de caminhoneiros, que se vêem obrigados a seguir um trajeto que eles não desejam, que é o Rodoanel. Aproximadamente 30 caminhões interromperam a marginal pinheiros, em protesto à proibição de circulação.

Obs - Curiosamente, não encontrei nenhuma foto desta paralização da marginal em nenhum jornal para mostrá-la. Será que há um conluio em se esconder este tipo de notícias pela imprensa? nas vésperas das eleições?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O LIMIAR DA DEMOCRACIA FORMAL






"A democracia é uma igualdade formal, que esconde uma desigualdade coletiva".

Este pensamento deve ser a referência de toda esta reflexão. As elites retrógradas atiçam um golpe para defenderem a democracia formal, e assitimos a reedição de antiga novela.

Qual será o final, não hoje, mas nos próximos anos? Vamos refletir....

O Brasil tem uma experiência democrática sui generis, por tratar-se de um país continental:

1) É tipicamente presidencialista, pois o poder se esvaziaria em descontrole desordenado, caso o parlamento chamasse para si o governança.

2) É massivo, isto é, basea-se no voto obrigatório universal, representando a obrigatoriedade da participação, o que leva, junto a outros fatores,  a envolver o conjunto da população, de alguma forma, nas decisões, desde as nacionais, até as locais.

3) É carismática, mais do que partidária, significando a dificuldade de se abranger grandes contingentes da população sem formação política. "Os Brasis" regionalizados dificultam o acesso à formação e propaganda políticas.

4) Já não mantém, mas manteve a tutela das classes dirigentes, que se perpetuaram no poder desde o Império, através do coronelismo e do voto à descoberto, na Primeira República, e encontrando já dificuldades de controle social, à partir da Segunda República, onde a participação popular passa a ter um papel novo importante, e a hoje com seu protagonismo.


À partir da Segunda República, a democracia formal brasileira estabelece limites para a participação popular: O suicídio de Getúlio Vargas, o Golpe militar de 64, e a ditadura que se estabeleceu por décadas, são a expressão desse limite.

Percebendo o poder escorrer por entre os dedos, as elites tradicionais, que se estruturavam em partidos com identidade clara, passam a se ver desmascaradas, e partem para a busca de uma nova roupagem, de cunho social, acompanhando a crescente participaçao do povo

Esta participação popular, historicamente sempre teve limites, conforme a sua maior ou menos amplitude.

Daí o pêndulo entre ditaduras e democracia, desde 1930.

Este ciclo helicoidal adquire contornos novos a cada vez que se realiza.

Nos anos 50, no pós guerra, a influência do socialismo vitorioso, trouxe muita esperança ao povo brasileiro, avançando em conquistas sociais, como a nacionalização da Petrobrás, e a defesa do subsolo, e até a industrialização, com Juscelino.

O golpe militar de 64 interrompe este processo progressivo de participação social, e procura encontrar alternativa legal de existência, que não ocorre, levando a uma perpetuação do autoritarismo, desta vez com um cunho de dominação maior e integrado a um cenário de dominação do império norteamericano.

O processo de retorno à democracia foi ordenado e dentro de marcos, pode-se admitir, legais, o que não escondeu a realidade da pressão popular que se acumulou nos anos de chumbo e encerrou um período militar, que, por seu turno, havia adquirido o gosto pelo poder, alterando até mesmo o seu papel estratégico de poder moderador.

O aparato repressor saiu do poder sem arranhões, como que dizendo; "cumpri meu papel, agora cuidem direito, senão..."

Hoje assitimos a avant premier destes lances a se repetirem.

Filmes já tantas vezes assistidos, cada vez com uma forma maior de tragédia.

Serei mais claro.

A vitória de Luiz Inácio da Silva, O Lula, ao poder presidencial, deu início a uma nova forma de se fazer política no Brasil, atraindo grandes contingentes sociais para o mercado de trabalho e de consumo, e representando uma modernidade de tipo social.

É o que podemos dizer, a introdução de uma característica nova de democracia, a DEMOCRACIA SOCIAL, OU POPULAR, retirando o aspecto elitista da política e abrindo definitivamente o país ao seu povo.

As elites que entenderam esta mudança que ocorre nos marcos de um desenvolvimento econômico com distribuição de renda e participação social, arrumaram as malas e embarcaram nesta viagem, para continuar tirando proveito e sobreviverem no novo modelo que se estrutura.

Agora, aquelas elites clássicas, que estavam na velha e carcomida UDN, e depois na ARENA, no PDS e agora DEMO  e PSDB e também os VERDES, são setores que desejam o desenvolvimento sem distribuição de renda e participação social. Daí o ódio concentrado no PT, ao PC do B e outros que simbolizam a abertura desta porteira.

 O momento é de atenção, convite ao golpe de estado, diálogo de surdos, um ao outro se acusando de totalitários.

Existem condições para um golpe de estado no país?

Talvez não hoje, mas antes dos golpes que ocorreram, também aconteceram vários ensaios.

Por isso, este fenômeno eleitoral de conflito traz um componente novo, para nós que cuidamos com carinho da vida democrática que temos, nós que vivemos sob a ditadura e não a desejamos para ninguém.

Vemos a roda da História mover o pêndulo para a ferrugem.

É momento para se elevar a qualidade e a intensidade da participação popular, para não só frear a arrogância golpista, mas, principalmente para alcançar um novo modelo de democracia, que supere o Brasil do atraso, o Brasil antigo, e adentre o país no mundo, como liderança de fato, sustentado pelo seu povo, reconhecido e aceito pelo seu povo.

Por uma Democracia com distribuição de renda!

Democracia do Povo!

Fora com as elites retrógradas e atrasadas!

Viva o Povo Brasileiro!

A DIREITA ECOLÓGICA

A - É SERRA. A direita limpa, sem maquiagem.
C - É MARINA. A direita , agora ecológica desde criancinha
B - É PLÍNIO.  A esquerda que ataca que nem a direita, e finge que não sabe.

OS TRÊS ESTÃO RAMIFICADOS CONTRA DILMA. QUE COINCIDÊNCIA!

Em minhas andanças por aí estive no município de Piedade, pequena cidade do interior de Sampa.

Pernoitei em uma pousada, na verdade em sítIo agradabilíssimo, onde fiz amizade com um cão labrador, que acompanhou-me pela manhã em uma corrida de uma hora, e onde também jantei ao pé de uma fogão a lenha UMa polenta deliciosa, que eu jamais comi em casa.

São as novidades da vida.

Bem, vamos ao assunto. Estava hospedado lá um grupo de vendedores de produtos agrícolas, como arroz, feijão, tomate. Muito alegres e divertidos, com eles assisti a vitória do Coringão em cima do Santos.

E, olhe que sou tricolor, mas vacinado, não entro em discussão inócua.

Convidaram-me para jogar truco, e confessei que não tinha nada com esse jogo tão cheio de gritaria.

O interessante foi que a propaganda política passava concomitantemente com toda esta história, e em nenhum momento citaram o nome de Serra como candidato, mas alguns disseram que votarão em Marina.

Senti como um voto de protesto. Dilma, para eles, nem pensar. Um me declarou: Sou capitalista. Já votei uma vez no PT, mas hoje, de jeito nenhum.

 Acho sintomático este silêncio.

Serra não emplaca, denuncia, mas aparenta ser um candidato society, com seu pedantismo, o que obstrui sua influência junto ao povão, e envergonha a classe média, que não gosta de votar sozinha.

 Penso que tabém estão cansados de denúncias. Gostam,mas estão cansados. Também, não deu liga...

Parece que a bonitinha vai se despontando neste nicho conservador de elite, como saída alternativa, com características de justificativas. Nela dá para explicar o voto.

 Não é novidade, pois ela vem se prestando a isto e agindo como quinta coluna da direita, sem o menor pudor.

É a direita ecológica.

È a árvore da Ciência do Bem e do Mal, para fazer perder o povo no pecado de escolher, pelo voto no seu inimigo, sem saber.


terça-feira, 21 de setembro de 2010

O CRACK INFESTA SÃO PAULO


Nas barbas dos governos municipal e estadual, o crack já tem vários territórios livres no coração da cidade de São Paulo, onde o comércio e o consumo estão estabelecidos como um comércio qualquer. A cracolândia é um deles. Agora também, a Nova Luz.

Uma pedrinha de crack está por volta de R$ 3,00, facilmente acessível e barato, atinge pricipalmente os filhos dos pobres

Durante anos, tenho ouvido explicações desta devastação humana como um problema de polícia. Dizem -  "São uns desocupados, que morram então!", ou - "Ponham na cadeia, e deixem que apodreçam lá dentro!".

Não apresentam uma alternativa concreta de solução, de erradicação do problema.

Apenas, de quando em vez, quando a "opinião pública"(leia-se mídia) sente-se atingida por esta realidade tão escancarada, então fazem uma grande batida policial, para satisfazer a tara reacionária de repressão. Aí, gozam de prazer pela ação realizada.




De fato, quase nada se faz para ir às origens do problema, e encontrar as razões do que leva tanta gente boa ao inferno da droga.

Estas fotos da Nova Luz, nome irônico, representa o local onde será feita uma obra do Governo. O local bem representa a imagem de até onde o Ser Humano consegue chegar.

É o escombro humano, o cidadão destroçado, o fim do fim, sem ninguém, entregue totalmente a um vício que está levando à morte. 

Ali encontram-se meninos, jovens, adultos, idosos, humens e mulheres, grande parte pobres, mas também ricos e... a "nova classe média", pegando uma carona na campanha eleitoral. São também, ex-trabalhadores, ex-maridos, ex-pais,  ex-motoristas, ex-pastores, ex-sem terra, ex, ex, ex...  

Quando deveriam ser IN, acabam como EX.

Em vez de inclusão, estão na exclusão.

Tiveram motivos para irem descendo a escada da cidadania: uma traição, um desemprego, uma enfermidade. Provavelmente, o vício veio antes da debacle, mas acelerou o processo, ao tornar insuportável a convivência na família.




É possível viver com dignidade na pobreza? É, claro.

Da mesma forma que também pode haver falta de dignidade na riqueza. Caso contrário, Jesus não diria ao jovem rico para entregar tudo aos pobres e seguí-lo.

Ainda que com grandes dificuldades, o povo consegue encontrar atividades de sobrevivência, que o mantém na esperança de uma vida melhor, seja catando coisas no lixo, seja com um carrinho de coleta de jornais e latas.

Há muita dignidade no povo de rua, a qual não deve ser confundida com a dos drogados, pois muitos encontram-se nestas condições, por total falta de alternativas, mas não usam destes meios, e preservam-se puros e esperançosos.

O drogado está no final da linha, mas também tem uma escada descendente, que deve ser identificada, para se saber se o caso tem reversão própria, ou necessitará de intervenção externa auxiliar.

O drogado, principalmente, aquele que é viciado em crack e cocaina, mas também nas drogas legais como a bebida, é antes de mais nada um filho do povo.

O crack destrói o auto-controle, a vontade própria, e escraviza, subordina, provoca extrema dependência, tornando o usuário uma pessoa potencialmente perigosa, notadamente, quando sente a carência apertando seu corpo.

Durante estes 20 anos aproximadamente em que convivo com isto por aqui, os governantes de São Paulo não tiveram esta sensibilidade humana para com o próximo, e vontade política para erradicar este grave problema.




Agora, em campanha eleitoral, colocam a questão como se fosse exterior a eles, e sugerem soluções que não implementaram quando puderam fazer, como se a população fosse ignorante dos fatos.

Arrisco-me a afirmar, que não resolveram, porque o custo é alto para a recuperação, e não é visual politicamente dizendo, não é uma "grande obra", não aparece eleitoralmente.

Mas a sociedade vai mudando, mudando, a aí aparece um negão se candidatando para o Senado em São Paulo, e tocando na ferida da droga, indo ao âmago do problema da família da periferia, que tem seus filhos e parentes entregues a este vício.

Aí, de repente, estes velhos governantes aparecem de novo, tornando-se os bastiões da defesa dos abandonados, com grandes sugestões, que na verdade não implementarão, porque nunca implementaram.

As ações estão aí para serem feitas: criar clínicas de recuperação, identificando em que fase de vício se encontra o drogado, usando de liberdade de escolha, e paciência. Oferecer locais urbanos e rurais de recuperação, com liberdade, com diálogo, onde possam ler, estudar e praticar algum ofício ou arte.

Oferecer apoio nas diversas fases de recuperação da auto-estima. Isto necessitará de planejamento, apoio governamental, ação.

É o que a população de São Paulo espera e deseja.

É para ser resolvido agora!

Parem com  enrolação em cima do povo!

Precisamos de gente com vontade política de mudança!

O que está aí não dá mais!

Renovação Urgente em São Paulo!

METRÔ DE SP ESTÁ EM COLAPSO



Dizem "os especialistas" que um louco acionou o botão de emergência de um vagão e, pasmem, parou todo o sistema.

Os passageiros que estavam comprimidos nos trens, tiveram que arrebentar janelas e portas para não ficarem sufocados, e ainda por cima, sair andando no meio dos trilhos até alcançar alguma estação.

Um botão de emergência capaz de parar todo o sistema, mas sem nenhum esquema de desativação seguro e rápido é característica de um sistema antigo, próprio para uma realidade de 20 anos atrás.

O fato é que hoje, a expansão do metrô não resolverá mais o sistema de transporte metroviário, por uma razão muito simples: As linhas estão esgotadas, com um fluxo de trens insuficiente para atender a grande demanda de passageiros.

Às 7:00 da manhã na Estação Sé do Metrô, quem  pega o trem para Jabaquara, sabe que a confusão, o congestionamento de pessoas é tão grande, que a administração do metrô é obrigada a desligar a escada rolante para que não ocorram empurrões e gente caindo no trilho.

E os tucanos falam em trens novos, algumas novas estações, mas o fato é outro, o sistema está em COLAPSO

domingo, 19 de setembro de 2010

LIBERDADE PARA O PALHAÇO



Não tem graça. Querem calar o palhaço. Este, em sua palhaçada expõe a nudez dos que se dizem sérios, e fazem, quem sabe, mais palhaçada (ops, perdoem-me os palhaços pelo uso indevido do termo).


O sorriso falso do candidato doutor, que se finge de alegre, para nos enganar em sua “alegria”, não é denunciado. Agora o palhaço que sempre sorri, porque é sua marca registrada não pode.

Mas eu já assisti alguns filmes do seriado “Lie to Me”, que nos ensina a ver nas entrelinhas dos gestos, as falsidades humanas, e observo meticulosamente o besteirol maquiado.

Tem candidato a Governador de São Paulo com sorriso banguela, amarelíssimo, falso. Mas isto não é errado, é “Marketing”. Chique, não é ? Aqui gerarda!

O Mercadante é criticado porque não sorri. Prefiro-o assim, é mais honesto.

Merleau-Ponty nos lembra do conhecimento pré-reflexivo, de onde extraímos nossas impressões sobre os valores das pessoas, nem sempre evidentes, mas perceptivos. Esta é uma condição humana que acredito estejam no juízo da população.

Podem tentar enganar, mas sempre sobra aquela impressão de que estamos sendo enganados, e nos alertamos a tempo

Netinho está passando por um desavergonhado purismo intelectual dos grandes mestres da universidade que não querem sujar suas mãozinhas com o negão da periferia, porque a esquerda não pode ter “palhaçada”. Suas mãos tão puras, sujando o voto. Tadinhos, todos desfilando seus votos da Folha, excluindo o negão...

A Mulher Pêra faz um baita esforço com o espartilho, mandando beijinhos a todos, e ninguém fala nada. Outra ressalta o número 69, num convidativo ato sexual, e também não falam nada. Deve ser porque a sacanagem é mais tolerável do que a palhaçada.

Neste caso, vamos guardar silêncio, porque a tara homofóbica da dominação sobre o sexo frágil é um grande desejo...

Se formos ver a razão mais profunda destas críticas ao Tiririca encontraremos uma coincidência de identidade no ser palhaço. Só que um é honesto, e os outros, bem...

Leci Brandão é outra que não pode candidatar-se porque é cantora popular. Ela deveria estar no morro batendo caixinha de fósforo em vez de ir gritar (não cantar) no parlamento. Ora vão plantar batatas! (desculpem-me os agricultores).

Kiko e Lendro do KLB erram ao se candidatar juntos, porque depois ficarão separados, um no estado, outro na federação, e irão quebrar uma dupla tão unida... Deviam sair os dois para federal ou para estadual. O povo não deseja a sua separação.

Palhaçada (desculpem-me os palhaços) é ver aquele ladrão de sempre, sair com a maior cara lavada, pedindo votos para o seu partido como se fosse um anjo. Sabem de quem eu estou falando, não?

Não citarei nomes, para não esquecer de alguém, e acabar sendo injusto, mas vocês podem lembrar-se por aí mesmo onde estão, porque são muitos. Estes podem fazer a sujeira toda, mas não desonram a imagem.

É o eleitor Crush, onde o que importa é a imagem.

Pastores usam o nome de Jesus para se elegerem e não é palhaçada. Meu Senhor! E com os seus "Bispos" a tira colo.

É preciso um Tiririca na campanha para lembrar-nos de nossas omissões, de nossas ausências.

Enquanto Tiririca faz programas de humor nós achamos graça, mas quando ele usa do humor na política é profanação.

Levanto algumas palavras de ordem:

CHEGA DE FALSA SERIEDADE NA POLÍTICA!

FORA COM OS DOUTORES SIZUDOS NO CONGRESSO!

VIVA O PALHAÇO!

TIRIRICA TEM O SEU DIREITO!

OS ENFERMOS ESQUECIDOS



No Hospital das Clínicas, quem já teve oportunidade de ir à Ortopedia, verá quantos jovens, ou pais de famílias acidentam-se em São Paulo diariamente, seja por atropelamento, seja por estarem dirigindo motos, e outros mais. Não falo dos que morrem, que são muitos, mas dos que sobrevivem

Acidentes de trabalho também são comuns, com fraturas e amputações de membros do corpo: mãos e dedos de trabalhadores, entre outros.

Idosos(as) também chegam, por fraturas consideradas "naturais", por ocorrerem durante um simples caminhar. 

Existe de tudo, gente que cai no fosso do elevador, do apartamento, de escada, de árvore. Enxertos são comuns, como complementação destes tratamentos. Tiram parte da pele de um lugar e enxertam em outra parte. É um verdadeiro mundo. Tenho dois amigos que estão desde crianças na UTI. Hoje devem ter seus 40, mais ou menos. A Eliana é uma amiga delas. Correspondemo-nos pela internet, de vez em quando

O quadro de médicos de lá, acabou tornando-se um grupo de especialistas, porque se defrontam com tantas situações novas que acabam sendo muito criativos.

Sábado à tarde, meu horário de pastoral da saúde, visitando os enfermos da Ortopedia, tive oportunidade de visitar uma senhora, de idade, agonizando, às vésperas da morte. Não sei se estava consciente, provavelmente não.

Sei apenas que estava sem nenhum parente junto a ela.

Morreria ali, sozinha, entubada, num quarto com outra senhora enferma, que se sentia incomodada com a situação e a  movimentação das enfermeiras, que aguardavam sua morte, desenganada que estava.

Fico pensando, porque não estava  acompanhada por seus parentes e amigos íntimos, morrendo assim, esquecida. Que forma mais triste de se despedir da vida.

Fiz uma oração, ao pé da cama, e conservei aquela sua imagem em minha mente até o domingo, na comunhão. Creio que partiu.

Até onde vai nossa humanidade? As nossas convicções sociais e políticas não passam por uma posição de compartilhamento com os "esquecidos", os enfermos, os mendigos, os presos?

 Às vezes existe um fosso, entre nossa formação política e uma posição "assistencial", se pudermos dizer assim.

Mas acredito que uma coisa e outra tem muito a ver, sendo inclusive fator de aferição da fidedignidade das convicções das pessoas, porque, como posso ser um defensor de grandes ideais, se não co-participo naquilo que é mais frágil na pessoa humana, seu abandono, suas misérias.

Estou falando algum absurdo?

Fiz a escolha do que é mais fraco, do que me rende menos dividendo político. Não conseguirei votos nestas visitas. Mas há uma satisfação pessoal sem preço, de ter feito algo útil.

O socialismo passa por uma irmandade, uma humildade, uma simplicidade de vida, uma solidariedade, uma ajuda gratúita, uma conversa de amigo, um reforçar de esperanças, um alegria constante, uma unidade na diversidade, um apego ao sofredor.

Preciso falar mais?

sábado, 18 de setembro de 2010

O CENTRO DE SÃO PAULO À NOITE




Em minhas caminhadas nas noites de sexta-feira,conversando(ouvindo e ouvindo), evangelizando e sendo evangelizado pelo povo de rua, na região da Sé, com um grupo pequeno de jovens da Aliança da Misericórdia, muitas são as surpresas que encontro.

A primeira delas foi quando acerquei-me de um grupo que discutia religião na Praça da Sé. Ao final do dia muitos grupos se ajuntam na Praça da Sé para discutir a bíblia, e é muito interessante conversar com eles.  

Ao aproximar-me, convidaram-me para entrar na discussão. Estavam comentando passagens de Jó, e de Gênesis, que "eram escritos não históricos". Eram senhores de idade, simples, mas muito conhecedores da Bíblia.

Entre eles havia um jovem recém saído da Assembléia de Deus, que havia decidido que sua fé estava na Igreja Católica, e agora estava começando a se preparar para o sacerdócio. Tinha sido encaminhado pelo padre Messias para iniciar-se neste caminho. Desejei-lhe felicidade.

Depois, voltando para casa, pensei nele com algum temor, pois sei quão difícil é a vida de um sacerdote, e ele recém saído dos evangélicos, encontraria com certeza grandes problemas pela frente, pois a vida dos padres não é fácil de seguir.  Mas vamos ter esperança...

Ao visitar o povo já se preparando para dormir, descobri o Onofre, um senhor deitado na esquina da Faculdade de São Francisco. Disse ser do MST, ligado a José Rainha, mas que estava frustrado com algumas invasões que ocorriam em terra de gente simples. Cantou o hino do MST (eu não sabia que havia), lembrando ter vindo da região de Serra Talhada, ou algo assim. Fizemos uma oração, rogando a Deus que o fortalecesse a encontrar uma saída.

O vento frio batia forte naquela esquina em que conversávamos.

De passagem, encotramos uma senhora, com uma expressão fechada, procurando um lugar para pernoitar, em vez da rua. Orientamos a buscar um grupo que fica na Igreja da Boa Morte, para acolhê-la, e a colocamos em contato com um irmão de lá que a acompanhou. Espero que tenha dado certo.

Havia uma fila imensa de povo para pegar sopa e sanduiche de um grupo que chegara.

Encontramos um rapaz, que se dizia pastor, e conversamos com ele. Foi uma conversa difícil, pois ele, de formação evangélica, questionava a questão da intercessão dos santos. Tinha uma característica centralizadora, que poderia ser um obstáculo ao diálogo. Fizemos ver a ele, que esta não era uma questão de separação entre nós, pois também acreditamos na centralidade de Cristo.

Conquistamos um amigo. Fizemos um oração junto, onde ele foi o orante. Foi muito bom. No meio da orção ele colocou a questão da intercessão única de Jesus. Não achamos que ele foi indelicado, mas que realmente cria, por isso foi bom.

Superamos com tranquilidade as diferenças. Tinha críticas a seus parentes, da Assembléia de Deus, que segundo ele, gastavam dinheiro em jantares e praias, contrariando a palavra de Deus. Sugerimos que ele regressasse aos seus pais, mas não sentimos que isto era seu desejo.

Mais a frente encontrei o Isaías, outro morador de rua. Muito afável, deixou seu e-mail. Agora em casa, acabo de lhe enviar um e-mail, iniciando um bom relacionamento. Vocês pensam que o povo de rua não está na era da internet?



Voltamos felizes para a Pça da Sé, com tanta novidade e situações inesperadas. Fizemos as orações finais de libertação, e nos despedimos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

DIREITA BUSCA NOVA CARA


A eleição de 2010 trará uma transformação maior do que muitos de nós imaginaria.

Que a influência de lula seria importante, todos imaginávamos que existisse, porém com menor alcance.

Que Dilma seria um a candidata com personalidade, outros tinham dúvidas, principalmente os que acreditavam ser ela apenas um apêndice do processo, o que não se confirmou.

Agora, que a derrota que se vê no horizonte fosse tão acachapante, isto poucos esperavam.

A consequência disto é que alguns partidos da direita, como o DEM e quem sabe até o PSDB, podem estar com seus dias contados, devido a inexpressividade que poderão ficar, pós 03 de outubro. Esta situação traz para a direita um novo desafio: é preciso mudar de cara novamente para salvar alguma coisa do espólio que os mantém há séculos.

Este desfile de mudança de maquiagem vem acompanhando a elite reacionária, desde quando os ventos democráticos passaram mesmo a soprar sobre o país, mas a essência é uma só: a Besta Devoradora, a sugar o suor secular das multidões.

Com o grande carisma de Lula, muitos que antes alinhavam-se sob o manto desta direita, hoje, por sobrevivência, acompanham o governo, e "buscam modernizar-se também".

Nós achamos isto muito bom, mas não dormimos de toca.

Sabemos que é só haver uma alteração na conjuntura, e vapt, alinham-se com quem lhes ofereça mais.

Neste desespero por encontrar nova identidade, é de se ressaltar a nova face ecológica da direita.

Marina não é um fenômeno, mas foi incentivada desde o início pela direita a candidatar-se,  para retirar a exclusividade feminina da candidata Dilma, e disputar o eleitorado chamado progressista.

Empunhando uma luta Robinhoodiana de defesa intransigente do ecologia, angariou algum poio de setores das classes médias urbanas, atingidas pela poluição e principalmente por um modo de vida estressante e desequiibrado.

Estes setores não divergem da obstrução de uma hidroelétrica no Pará, ou serem contra a transposição do Rio São Francisco, pois são realidades distantes, e vai de encontro com o purismo vegetariano, e a moda Zen.

É o PLANO B de que tanto falávamos.

Seu resultado, no momento é muito interessante: o pouco que Serra retirou de apoio a Dilma nas camadas de alta renda, com suas bravatas, acabou se dirigindo para Marina. Pesquisas retiradas do forno, dão conta que Marina pode estar suplantando Serra em Brasília, e Rio de Janeiro, com crescimenteo também em Sampa.

 Nada muito significativo, mas mostra uma tendência de sepultamento da candidatura Serra, e o acionamento de Marina, para ver se ainda pode provocar uma modificação no panorama eleitoral, estável já há algumas semanas.

De fato a direita está buscando saídas, e Marina se presta a este serviço.

Por razões de laços sentimentais de um casamento rompido, o PT tem se privado de demarcar a diferença de concepções sobre ecologia e desenvolvimento, que bem teria desmontado a campanha da bonitinha.

Mas não, escolheu o Serra.

Agora é hora de acordar e começar a fazer esta diferenciação, porque, de repente vai começar a direita a ser ecológica desde criançinha.

A direita não sabe com que cara vai se apresentar, por isso ela vai pegando emprestado tudo o que pode: vira democrata, ecológica, esquerdista até.

Imagino que somente em torno de Aécio virá uma nova direita, reciclada de centro (lembram-se do Centrão), ou infiltrada no PMDB, como quer Kassab, e introduzir um cavalo de Tróia no Governo, para tentar implodí-lo depois.

O futuro dirá, mas no presente alertêmo-nos.

Intolerância religiosa no Egito

Egito: Incêndio na igreja dos coptas católicos em Hagaza


Terceiro em três anos na diocese de Luxor e sempre por um “curto circuito”



LUXOR, segunda-feira, 13 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – As chamas destruíram na semana passada a igreja católica copta de Hagaza (25 km ao norte de Luxor, no Egito), uma localidade que no passado foi alvo de um ataque em que fundamentalistas islâmicos mataram três coptas (um católico e dois ortodoxos).

Em mensagem enviada a ZENIT, o bispo dos coptas católicos de Luxor, Dom Joannes Zakaria, afirma que, “infelizmente, este povoado tem uma história difícil de violência, tribulações e relações não muito boas entre cristãos e muçulmanos.”

Os cristãos do Egito, em sua maioria coptas, representam cerca de 10% da população do país, de mais de 83 milhões de habitantes. 90% do país é muçulmano.

“Há cinco anos – recorda o bispo – após uma luta no mercado, um cristão matou um muçulmano; há três anos, na vigília de Páscoa, foram assassinados três jovens cristãos.”

A igreja copta católica de Hagaza foi fundada por frades menores franciscanos no ano de 1890. “Quando cheguei a Hagaza, vi que o incêndio havia destruído todo o edifício da Igreja e não tinha sobrado nada”, diz o bispo.

“Ontem e hoje, – prossegue Dom Joannes Zakaria –, reuni-me com as autoridades governamentais e com os chefes da polícia, que me informaram que a causa do incêndio foi um curto circuito.”

Durante a reunião, o bispo pediu permissão para preparar um novo edifício para celebrar a missa no próximo domingo, para os 600 coptas católicos que vivem em Hagaza. "Mas infelizmente me responderam negativamente”, afirma.

Este é o terceiro incêndio na diocese. Há três anos, foi incendiado o terceiro andar da casa episcopal de Luxor; há um ano, foi incendiada parte da casa das Irmãs Franciscanas Mínimas, na cidade de Isna. Em todos os episódios, "a causa do incêndio foi sempre um curto circuito”, acrescenta o prelado.
 
obtido no zenit

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O DILEMA DA CLASSE MÉDIA PAULISTA



Andando por Sampa, percebo que quase nenhum carro tem adesivo do seu candidato para Presidente da República, ou para Governador do Estado.

E fico a pensar, mas porquê não estão colocando adesivos nos carros? Antigamente todos andavam garbosos, e cheios de vaidade por ter seu candidato, mas agora não. Porquê? Há uma decepção aí.

E não é sómente neste aspecto, mas há um silêncio estranho acompanhando a tradicional classe média paulistana, que mostra uma frustração com o resultado das pesquisas, estranhando o crescimento de Dilma. pPor isso, praticamente não discute as eleições. É como se não houvesse eleições, estão com vergonha.

Concluo que a classe média está com uma grande dúvida na mente. Ela não tem mais certeza em votar e Serra, e começa a se estrememecer com Geraldo Alkmin.

É porque o fenômeno Lula vem rompendo a influência que estes setores exerciam sobre as camadas mais pobres da população, e que se interagiam com ela, influenciando por extensão toda a periferia. Mas a sociedade paulistana é agora independente.

Posso estar errado, mas está surgindo um voto classista em São Paulo.

Ele já foi notado nas eleições presidenciais de Lula, num passado recente, e agora, ainda que sob influência da figura carismática de Lula, mais do que uma consciência política, este voto identifica um candidato como dos ricos, e outra como dos pobres, ou do povo.

Na atual eleição, em São Paulo, há um certo enjôo pela administração tucana, sempre com o mesmo discurso, enquanto se assiste uma realidade nova que não está sendo atendida. É aquele mal estar anterior ao vômito, por ter comido sempre da mesma coisa. Ficou sem sabor

O metrô, por exemplo, não dá para se falar em novos trens, ou na ampliação da rede, enquanto todos os passageiros se apertam diariamente nos trens apertados e sabem muito bem que o metrô, em algumas linhas está superado, não atende mais a demanda, e precisa ser modificado.
Não é mais uma questão de ampliação mas de reformulação.

Este discurso não entra no coração dos passageiros. E o Serra fazendo campanha andando de metrô, não combina com a realidade

Já o aspecto hipocondríaco, como lembrou Plínio, de só falar na saúde do país, uma coisa é o discurso, outro é o que a população vê e sofre diariamente, tentando ser atendida, marcar consulta, e ser tratada na rede hospitalar de São Paulo, que também está esgotadíssima.
O discurso de reformular a saúde no país pára na realidade paulistana.

Denunciam as estradas do país, mas todos sabem quanto custa viajar nas estradas paulistanas.

Dizem que a educação no país está ruim, mas as escolas, a situação dos professores do estado, enfim a realidade é outra daquela do discurso, pondo por terra, por si só, a propaganda eleitoral.

Não sensibiliza nem em São Paulo, quanto mais no Brasil.

A classe média paulista percebe que o Brasil pensa diferente dela, que  São Paulo não acompanha o restante do país.

Por fim, para seu espanto nota que até em seu terreiro está perdendo para a Dilma.

Aí o bicho pegou. Esta semi-elite, ou sub-ricos emplumados entrou em parafuso, e está com duas dúvidas:

1) Votar em alguém que está perdendo e está desesperado? As denúncias não mudaram as intenções de voto da população, que vê isto como um jogo eleitoral de quem está perdendo,  fazendo até um efeito boomerang contrário, de reforço de opinião de voto.

2) Votar em alguém que já conheço e tem o mesmo discurso, que não inovou, manteve-se fechado em seu gabinete? É "puro sangue", é verdade, mas não sensibiliza, e tem um aspecto antigo de gestão. Vê que São Paulo não usufruiu do desenvolvimento como nos outros estados, e sente um certo prejuízo nisto, um mea culpa.

Por isso a classe média está silenciosa, sem convicção. Quer o Serra, mas não tem prazer em apoiá-lo mais. Não quer Dilma, mas já a vê como vitoriosa.

Este dilema vai cair até o dia 3 e outubro, porque as pesquisas mostrarão um crescimento do voto classista em São Paulo, e inversamente assistirá também um segundo turno que porá em cheque 18 anos de gestão unilateral tucânica

DEBATE:MARINA SE ALIA A SERRA



No debate promovido esta noite pela Rede TV foi interessante notar que a candidata Marina  acaba de sepultar as últimas heranças que possuía com o Governo Lula, e somou-se a Serra no mesmo discurso desesperado, esquecendo-se de suas preocupações ecológicas.

Ela quer um segundo turno, do qual ela não tem a mínima chance de chegar. Então, defende um segundo turno com Serra.

Marina, ao visitar a represa de guarapiranga durante esta campanha, foi perguntada pelos repórteres sobre o que ela faria para preservar a represa da invasão populacional em suas márgens, pois via-se o esgoto escorrendo para a represa.

Como tinham moradores do local ouvindo a entrevista, ela foi evasiva, afirmando ser necessário dar uma solução, mas respeitando o direito da população ribeirinha, isto é, não falou nada.

Fez exatamente o que os tucanos tem feito nestes18 anos, nada pelo represa, Por aí se vê que a bonitinha afirma a defesa do ecossistema quando é em análise geral, mas é só aparecer um problema concreto e, o discurso é outro.

Enganou bem por um tempo, mas agora, mostrou a verdadeira face, de tornar a questão ambiental uma perfumaria para chegar a outros resultados. Está deixando despertar a besta fera golpista, animal de difícil extinção

O Serra está atirando para todo lado, mas como o estilo tem um quê social e pedante, o povão logo vê que é uma jogada, nem precisa a Dilma ficar brava.

Resta dizer que a candidata Dilma se saiu muito bem, com equilíbrio e tranquilidade.

Minha sensibilidade é de que, à partir de agora a Diferença de Dilma aumentará, pois o povo não quer mais ver baixaria na TV, e atrasar a sua novela, porque para ver porcaria, vai ver a novela, que é mais realista.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

ERRADICAR A POBREZA, PROPÕE DILMA


Esta é uma das propostas e Dilma. Diria que provavelmente, é a proposta mais ousada da candidata, E DAS CANDIDATURAS. Não ouvi, nem vi os outros candidatos colocarem uma proposta semelhante.

O Serra está muito preocupado com o sigilo fiscal de sua filha, que foi violado, e imagino não pensou em algo semelhante.

Marina tem preocupações mais ecológicas, e Plínio está em Liliput.

Mas se somos verdadeiramente desejosos em transformar o nosso querido Brasil, há de se começar pela erradicação da pobreza.

Que grande desafio está colocado para Dilma. E ela não fugiu da questão, mas apresenta uma proposta de solução. Vejamos primeiro o quadro de pobreza no país, que é interessante:

 Segundo o Ipea, a diminuição da pobreza no Brasil é desigual



RIO DE JANEIRO - Embora os índices de pobreza no Brasil tenham experimentado queda mais acelerada nos últimos anos, a melhoria das condições econômicas da população desde o Plano Real não teve uma distribuição uniforme entre as regiões do País. É o que indica o trabalho "Dimensão, evolução e projeção da pobreza por região e por Estado no Brasil", do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado.


A taxa de pobreza absoluta caiu 33,6% entre 1995 e 2008 em todo o País

Mas redução foi de apenas 12,7% na região Centro-Oeste.

A taxa de pobreza extrema, cuja média nacional caiu 49,8% no período

Mas foi reduzida em apenas 22,8% na Região Norte.

Já a Região Sul teve queda de 47,1% da pobreza absoluta e 59,6% da extrema.



Segundo o Ipea, os dados mostram que a redução da pobreza não tem uma relação direta apenas com o crescimento econômico.
ex:
A região Centro-Oeste, que teve a menor queda na proporção de brasileiros com renda per capita abaixo de meio salário mínimo (pobreza absoluta), registrou no período estudado a melhor média do País de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) por habitante: média de crescimento anual de 5,3%.

Por outro lado, o Sul reduziu a pobreza em maior proporção, mesmo tendo registrado o menor ritmo de crescimento do PIB por habitante entre as regiões: 2,3% anuais. O órgão sugere a combinação entre crescimento e políticas públicas voltadas para o combate à pobreza.



Projeção


O Paraná pode ser o primeiro a erradicar a pobreza
De acordo com as projeções do Ipea com base no ritmo da redução da pobreza no governo Lula (2003-2008), o Paraná poderá se tornar o primeiro Estado brasileiro a erradicar a pobreza absoluta já em 2013.

A mesma condição já poderia ser alcançada no ano seguinte por São Paulo.

Em 2015, a pobreza estaria eliminada no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal.


Onde encontraremos dificuldade na erradicação da pobreza

Já entre os Estados em que o desafio é maior para que a média nacional da taxa de pobreza absoluta fique em 4% da população em 2016, como projeta o estudo, estão Alagoas, Maranhão, Pernambuco, Paraíba e Piauí. Nesses Estados, a taxa de pobreza absoluta ainda estava acima de 50% da população em 2008.



Pobreza extrema só em 2016



Já a pobreza extrema, que caracteriza a miséria de famílias com rendimento per capita abaixo de um quarto de salário mínimo, será eliminada em todo o País até 2016, segundo o Ipea. O estudo prevê que os estados de Santa Catarina e Paraná superarão essa condição já em 2012.

No ano seguinte, atingiriam o mesmo objetivo Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais. Em 2014, a miséria seria eliminada em Estados como São Paulo e Mato Grosso. "Mas para que essa projeção se torne realidade, os Estados terão de apresentar ritmos diferenciados de redução da miséria, uma vez que registram enorme assimetrias de taxas atuais de pobrezas extremas, como se pode observar entre Alagoas (32,3%) e Santa Catarina (2,8%)", diz um trecho do estudo.

Como se vê não é uma questão somente eleitoral, mas de um grande processo de luta e de esforços concentrados em vários setores da economia, combinando ações que reverterão nesta grande conquista.
Entretanto, não podemos deixar que as trevas retornem e apaguem este sonho. Por isto estas eleições tem grande importância a vitória de Dilma

VAMOS SONHAR E VAMOS BUSCAR ATINGIR ESTA VITÓRIA DE TODO UM POVO

UM POVO QUE ESTUDA, TRABALHA, MORA, SE ALIMENTA, AMA

UM POVO BRASILEIRO

Enquete sobre o sigilo na Receita

A band News está aplicando uma enquete no site http://www.bandnews.com.br/, para saber se houve motivação política na quebra de sigilo dos dados cadastrados na Receita Federal. Sabem qual´foi a resposta do internauta até 19:20 hs de 10.09.2010?

70 % acham que não há motivação política

30 % acham que há motivação política.

Podemos concluir algo com tudo isto:

Grande parte do público está fazendo uma leitura isenta destes acontecimentos, sabendo diferenciar difamação do fato.

Uma parcela considera haver motivação política.

Os que acham não haver motivação política devem ter um opinião contrária sobre a forma como estão procurando impor uma conotação política para o caso,  pois mantem suas opiniões firmes, apesar da mídia.

Os que acham haver motivação política, esqueceram-se de pensar em propostas de governo e mergulharam no denuncismo

Marina está chateada por não ter uma partezinha nesta refrega, pois não decola, nem sai da escola, e fala igualzinho a Serra, usando o mesmo denuncismo. É o plano B, ou plano verde, que nunca amadurece.

Dilma, agora ganha uma neta, e distensiona num momento de tensão. Será que o Serra telefonou para a candidata dando-lhe os parabéns, ou a quebra do sigilo, quebrou-lhe também os bons costumes?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

SEM O FANATISMO RELIGIOSO




FINALMENTE, EM MEIO A TANTAS PESSOAS USANDO DA IGREJA PARA DENEGRIR A CANDIDATA DILMA, UMA PEQUENA VOZ SERENA, ABERTA E SIMPLES, SEM PRECONCEITO E CHEIA DE VERDADE. É A VOZ DE DOM ODILO, QUE DESARMA OS FANÁTICOS, QUE USAM DA RELIGIÃO PARA DESTILAR SEU ÓDIO E RANCOR. 


Votar bem é contribuir para que o Brasil vá bem, diz cardeal


D. Odilo Scherer: escolher cidadãos dignos, probos e capazes

SÃO PAULO, quinta-feira, 9 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – “As próximas eleições são uma ocasião para a participação consciente de todos nas decisões sobre os rumos do Brasil nos próximos anos. Votar bem é contribuir com a própria parte para que o Brasil vá bem”, afirma o arcebispo de São Paulo.

O cardeal Odilo Scherer – em artigo na edição desta semana do jornal O São Paulo – destaca o tema das eleições de 3 de outubro no Brasil.

Segundo o arcebispo, votar bem “ainda não é tudo”. “Mas deixando de fazer as escolhas certas agora, estaremos colaborando para que o Brasil seja mal governado, leis injustas e desajeitadas sejam aprovadas, a riqueza nacional seja administrada mal, ou até desviada de sua legítima destinação e o atraso de vida se prolongue por mais tempo”.

“Os cidadãos têm força política e é do povo que o poder político emana. Na democracia, são os cidadãos que escolhem quem faz leis e governa. Por isso, o exercício desse poder, pelo voto, é importante para o País. Por sua vez, quem for eleito deve exercer o poder político como um serviço ao País e ao povo, de quem recebeu o mandato.”

O cardeal explica que por isso “é bom verificar se os candidatos estão comprometidos com as grandes questões, que requerem ações decididas dos governantes e legisladores, como a superação da pobreza, a promoção de uma economia voltada para a criação de postos de trabalho e a melhor distribuição da renda, a educação de qualidade, saúde, moradia, saneamento básico para todos, respeito à vida e defesa do meio ambiente”.

Governar bem – afirma Dom Odilo – “é governar para todos, e não apenas para grupos, que se beneficiam do governante ou legislador para alcançar ou proteger seus interesses particulares”.

De acordo com o arcebispo, político bom “está comprometido com o bem comum, que se expressa na liberdade, justiça e solidariedade social, segurança pública e cultura da paz, no pleno respeito à dignidade da pessoa e seus fundamentais direitos, em especial, na inviolabilidade da vida humana desde a concepção até à morte natural”.

“São valores são fundamentais e irrenunciáveis para o convívio social. Isso também requer a promoção de condições econômicas para a satisfação das necessidades básicas e a vida digna da população, bem como o reconhecimento da legítima posse de bens, preservada a dimensão social da propriedade.”

As eleições são “o momento bom para escolher cidadãos dignos, probos e capazes de governar e legislar com sabedoria e prudência; momento também de não conferir esta responsabilidade pública tão importante a cidadãos que não tenham ‘ficha limpa’”.

“Isso requer um esforço dos eleitores para conhecer os candidatos e para não votar de maneira inconsequente. Alguém entregaria as chaves de sua casa a um zelador não-confiável? Ou a senha do cofre a um ladrão comprovado?”, questiona o arcebispo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O DNA de "Zé" Carlos de Lacerda Serra


Filme antigo. "Forças Ocultas" dizia Jânio Quadros. 4o Poder , ou seria a Ditadura da Mídia.

Por causa desta elite preconceituosa e cheia de boca suja, Getúlio Vargas suicidou-se. Agora descobrimos quão gratuitamente esta "oposição", que bem poderia ser chamada de "Elites destronadas" estão desesperadas por continuarem fora do poder, desde que um peão arrancou-lhes do conforto secular em que se locupletavam em vantagens pessoais.

É preciso lembrar que o golpe de 64 começou com campanhas como esta? Que eles estão propagando que a democracia está correndo risco? Risco para quem? Para eles, logicamente.

Mas fica o convite para que os militares fiquem assanhados novamente com o poder. Esta é a elite golpista, que joga no lixo as conquistas alcançadas até agora, para atingir seu objetivo de dominação pura e simples e exclusão do povo nas ações de governo.

Inventam encontros com sindicalistas, não se sabe de onde? Fazem caminhadas meticulosamente preparadas para não dar com os burros n`água, e passar a impressão de que são do povo, mas não dá, porque a linguagem, o estilo, as palavras revelam o DNA elitista, como diz o PSTU, burguês.

Sinto-me indignado com Dilma e com Lula, sem ser direção de nada, mas como simples blogueiro, como se eu mesmo estivesse sendo atingido.

Dá vontade de organizar um boicote à grande imprensa, um boicote de um dia, pra cada veículo de comunicação.

Dá vontade de sair nas ruas gritando e denunciando estes caluniadores golpistas, alto e bom tom, para que o povo se revolte comigo e varra de vez esta escória do mapa eleitoral (sic)

sábado, 4 de setembro de 2010

NETINHO ESTÁ BEM EM UBATUBA


Passando o feriado de 7 de setembro em Ubatuba, percebo, conversando com o povo nas ruas como cresceu a candidatura do Netinho.

Parece que "pegou liga", isto é o povão percebeu que ele tem a mesma raíz. Parafraseando o negão, "não é legal?"

Nossa alegria aqui, minha e de Meg, minha esposa foi muito grande. Lá pelas tantas passou um carro de som com a canção completa do Netinho e Mercadante.

Acho que ninguém tira dele esta vitória. Estou no maior astral...