domingo, 19 de setembro de 2010

LIBERDADE PARA O PALHAÇO



Não tem graça. Querem calar o palhaço. Este, em sua palhaçada expõe a nudez dos que se dizem sérios, e fazem, quem sabe, mais palhaçada (ops, perdoem-me os palhaços pelo uso indevido do termo).


O sorriso falso do candidato doutor, que se finge de alegre, para nos enganar em sua “alegria”, não é denunciado. Agora o palhaço que sempre sorri, porque é sua marca registrada não pode.

Mas eu já assisti alguns filmes do seriado “Lie to Me”, que nos ensina a ver nas entrelinhas dos gestos, as falsidades humanas, e observo meticulosamente o besteirol maquiado.

Tem candidato a Governador de São Paulo com sorriso banguela, amarelíssimo, falso. Mas isto não é errado, é “Marketing”. Chique, não é ? Aqui gerarda!

O Mercadante é criticado porque não sorri. Prefiro-o assim, é mais honesto.

Merleau-Ponty nos lembra do conhecimento pré-reflexivo, de onde extraímos nossas impressões sobre os valores das pessoas, nem sempre evidentes, mas perceptivos. Esta é uma condição humana que acredito estejam no juízo da população.

Podem tentar enganar, mas sempre sobra aquela impressão de que estamos sendo enganados, e nos alertamos a tempo

Netinho está passando por um desavergonhado purismo intelectual dos grandes mestres da universidade que não querem sujar suas mãozinhas com o negão da periferia, porque a esquerda não pode ter “palhaçada”. Suas mãos tão puras, sujando o voto. Tadinhos, todos desfilando seus votos da Folha, excluindo o negão...

A Mulher Pêra faz um baita esforço com o espartilho, mandando beijinhos a todos, e ninguém fala nada. Outra ressalta o número 69, num convidativo ato sexual, e também não falam nada. Deve ser porque a sacanagem é mais tolerável do que a palhaçada.

Neste caso, vamos guardar silêncio, porque a tara homofóbica da dominação sobre o sexo frágil é um grande desejo...

Se formos ver a razão mais profunda destas críticas ao Tiririca encontraremos uma coincidência de identidade no ser palhaço. Só que um é honesto, e os outros, bem...

Leci Brandão é outra que não pode candidatar-se porque é cantora popular. Ela deveria estar no morro batendo caixinha de fósforo em vez de ir gritar (não cantar) no parlamento. Ora vão plantar batatas! (desculpem-me os agricultores).

Kiko e Lendro do KLB erram ao se candidatar juntos, porque depois ficarão separados, um no estado, outro na federação, e irão quebrar uma dupla tão unida... Deviam sair os dois para federal ou para estadual. O povo não deseja a sua separação.

Palhaçada (desculpem-me os palhaços) é ver aquele ladrão de sempre, sair com a maior cara lavada, pedindo votos para o seu partido como se fosse um anjo. Sabem de quem eu estou falando, não?

Não citarei nomes, para não esquecer de alguém, e acabar sendo injusto, mas vocês podem lembrar-se por aí mesmo onde estão, porque são muitos. Estes podem fazer a sujeira toda, mas não desonram a imagem.

É o eleitor Crush, onde o que importa é a imagem.

Pastores usam o nome de Jesus para se elegerem e não é palhaçada. Meu Senhor! E com os seus "Bispos" a tira colo.

É preciso um Tiririca na campanha para lembrar-nos de nossas omissões, de nossas ausências.

Enquanto Tiririca faz programas de humor nós achamos graça, mas quando ele usa do humor na política é profanação.

Levanto algumas palavras de ordem:

CHEGA DE FALSA SERIEDADE NA POLÍTICA!

FORA COM OS DOUTORES SIZUDOS NO CONGRESSO!

VIVA O PALHAÇO!

TIRIRICA TEM O SEU DIREITO!

Um comentário:

Alexakallis disse...

Afinal os candidatos são espelho do povo brasileiro,não generalizando,mas na maioria!!!!

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