quinta-feira, 31 de março de 2011

China: ordenado bispo com aprovação de Roma e Pequim


Saiu no Zenit. Vale a pena ler para entender que esta ordenação é o início de superação das divergências existentes entre  o governo Chinês e a Santa Sé.


JIANGMEN, quinta-feira, 31 de março de 2011  - Cerca de 1.500 fiéis participaram ontem, em Jiangmen, da primeira ordenação episcopal na China desde a ordenação ilícita do Pe. Joseph Guo Jincai como bispo de Chengde, em novembro passado.

O Pe. Paul Liang Jiansen, 46 anos, foi ordenado bispo de Jiangmen com a aprovação do Papa e o reconhecimento do governo, segundo informa a ‘Union of Catholic Asian News'. A ordenação episcopal foi realizada na Catedral do Imaculado Coração de Maria, em Jiangmen, na zona meridional da província de Guangdong.

As relações entre a China e o Vaticano se esfriaram no ano passado, após a ordenação episcopal ilícita de novembro e a participação forçada na VIII Assembleia de Representantes Católicos Chineses, em dezembro (ver ZENIT, 24 de novembro de 2010).

A Assembleia foi convocada para eleger os líderes das duas organizações que dirigem a Igreja Católica Nacional Chinesa, ambas sem a aprovação papal.

Uma delas é a assembléia dos bispos chineses e a outra, a Associação Patriótica, o grupo que aprova todas as práticas religiosas do país.


Os católicos que não acatam as decisões da Associação Patriótica formam a Igreja "subterrânea" ou "clandestina", fiel ao Bispo de Roma.

Mais de 40 bispos e sacerdotes concelebraram a Missa de ordenação de Dom Liang, e a catedral e o átrio estavam lotados, segundo ‘UCANews'. Centenas de fiéis acompanharam a ordenação por meio de telões colocados fora da igreja.

O prelado confessou à agência ‘AsiaNews' que estava "aliviado" e se sentia "apoiado" pelo fato de que a liturgia foi realizada sem nenhum incidente. Todo o clero que participou da cerimônia está em boas relações com a Santa Sé.

"A minha cruz é pesada - reconheceu ele -, mas confio no Senhor para que me proteja e me ajude no ministério episcopal."

O bispo afirmou que suas prioridades incluem a formação espiritual dos sacerdotes e freiras, assim como dos leigos. "Na Páscoa, haverá cinco ou seis novos batismos", acrescentou.

A diocese de Jiangmen estava vacante desde 2007, quando Dom Peter Paul Li Panshi morreu, aos 95 anos.

A diocese tem cerca de 20 mil católicos, especialmente nas cidades de Foshan, Jiangmen e Zhongshan, e em 20 áreas rurais. Seus 7 sacerdotes e cerca de 20 religiosos devem falar três idiomas - cantonês, mandarim e hakka - para realizar seu trabalho pastoral.

A diocese acolhe o Santuário de Shangchuan, que comemora a morte de S. Francisco Xavier, em 1552. Dom Liang revelou que seu escudo tem a imagem deste santo e a de Matteo Ricci.

Liang Jiansan nasceu em 1964 e foi batizado em 1985. Foi ordenado em 1991 e trabalhou na diocese de Jiangmen desde 1995. Ele foi nomeado vigário geral da diocese pelo seu antecessor, Dom Li, e eleito bispo de Jiangmen em novembro de 2009.

Novos trens do Metrô- SP desligaram ar condicionado

Não se pode elogiar.

No ano passado, talvez devido as eleições, foram sendo incluídos novos trens no Metrô de São Paulo, mais espaçosos e confortáveis.

Eles vinham com o ar condicionado ligado, bem fresquinhos.

Agora, por razões que desconhecemos, praticamente desligaram a refrigeração destes trens novos.

Os passageiros assim, continuam suando até ficarem todos com as roupas molhadas.

Alguém sabe porque desligaram?

Será que houve reclamações dos usuários de que estava muito frio?

E os que não reclamaram, não são em número maior?

A propósito, os trens fantasmas continuam passando vazios em várias estações lotadas, só para atender o Anhangabaú e a Sé.

Despem um santo para vestir outro. Depois chama a isto de gestão de processo. Os responsáveis pelo Metrô deveriam ler A Meta, de Ely GoldRat. Outro livro seu, O Processo, também é bem adequado para a solução deste problema de fluxo de trens.

Quando os instrumentos de RH servem para perseguir, em vez de valorizar

A OSB, Orquestra Sinfônica Brasileira, sabe-se lá por que motivo (deve ser redução da verba da instituição), encontrou um jeito sui generis para realizar o corte de pessoal.

Primeiro veio com um Programa de Demisssão Voluntária, o chamado PDV, que sempre serviu para a saída dos mais competentes, os visionários, os que arriscam e inovam.

Não surtiu o efeito que desejavam.

Então vieram com mais uma jóia do mal uso dos instrumentos de RH.

Impuseram um sistema de avaliação dos músicos para ser respondido por todos, como se o trabalho dos músicos não fosse ele mesmo avaliado diariamente nos ensaios, e nas apresentações públicas.

De 82 músicos, 41 recusaram-se a responder.

Agora acabam de demitir por "justa causa", dois músicos, um violinista de 4 anos de casa e um trombonista com mais de 20 anos

Nota-se que este instrumento de avaliação foi confeccionado com o estrito objetivo de justificar escolhas para demissões com base em "critérios justos", e assim isentar os algozes da fatídica decisão por conta própria.

Avaliação feita para demissão de pessoal tem um nome só: NAZISMO.

Tive oportunidade de trabalhar em uma Igreja , que não vem ao caso citar nominalmente, como consultor, onde um chefete no cargo de gerente, usou intencionalmente um sistema de avaliação para demitir uma funcionária,  pressionando seus avaliados, para confirmarem a sua intenção de demitir uma pequena e inofensiva colaboradora da instituição.

Mas em sua covardia, não queria decidir por conta própria, então utilizou-se de outros covardes, para fazer tamanha vileza.

Mal sabe ele que Deus lhe pedirá contas desta perseguição.

Ele e a todos os que puxaram o seu respectivo saco.

Disto não tenho nenhuma dúvida. e não será em outra vida não.

Será aqui mesmo, na terra.

Falo com muita tranquilidade.

Não tenho revanchismo, tenho profundo sentimento de justiça.

O caso da OSB é semelhante.

Deve ter lá, outro chefete cheio de mandonismo, achando que é dono do mundo.

O dia dele também chegará.

E nós, da área de RH é que pagamos o pato pelo uso indevido de instrumentos que deveriam ser utilizados para a valorização dos profissionais das empresas.

"Incursões aéreas humanitárias" dos EUA mataram 40 civis denuncia Vigário Apostólico de Tripoli

Aos poucos vão sendo do conhecimento público, informações de mortes de civis por aviões dos EUA, França, Inglaterra, etc.

Mas, não era para a proteção dos civis que estes bombardeios foram programados?

E estas bombas que caíram não possuem um desvio de 60 cm do alvo programado?

Então, seria possível um erro de cálculo dos objetivos estabelecidos para o bombardeio? Certamente que não.

Haveria um erro na definição dos alvos? Dificilmente.

Sobra a única informação que não gostaríamos que existisse, isto é, os EUA  bombardearam indiscriminadamente locais, sem se preocupar se eram alvos estritamente militares ou alvos civis.

Qualquer cidadão de bom senso, e voltado para a paz, não pode admitir chacinas como estas que Obama está pondo em prática, "em nome da democracia".


Vejam o texto com a opinião do Vigário Apostólico de Trípoli sobre os bombardeios

"As assim chamadas incursões humanitárias mataram dezenas de civis em algumas vizinhanças de Trípoli", declarou Giovanni Innocenzo Martinelli, Vigário Apostólico da cidade.

"Recolhi diversos testemunhos de pessoas confiáveis. Em particular na vizinhança de Buslim, um edifício civil desabou, causando 40 mortes", disse à Fides, a agência de notícias do braço missionário do Vaticano.


O novo comandante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o general canadense Charles Bouchard, disse que a Aliança verificará as informações.

Ele também fez a ressalva de que as supostas mortes de civis teriam acontecido antes de a organização assumir o controle da missão nesta quinta-feira.

Autoridades líbias têm levado repórteres estrangeiros aos locais do que dizem ser os resquícios de ataques aéreos ocidentais em Trípoli, mas as evidências de baixas civis não foram conclusivas.

As potências do Ocidente afirmam não ter provas confirmadas de baixas civis causadas pelas incursões aéreas, que têm realizado sob um mandato da ONU para proteger civis enredados nos conflito entre as forças do líder líbio Muamar Gaddafi e os rebeldes.



Povo pode tranquilizar-se: serão instaladas câmaras de vigilância nos JARDINS

Entendi bem?

Serão instaladas câmaras de vigilância só nos Jardins?

Ah, entendi. É porque lá é mais perigoso que nas outras regiões da cidade, não?

Ou será que lá os moradores tem mais privilégios.

Bom, vamos fazer assim, a próxima região será em Marsilac. Que tal?

Jóia da política municipal de Sampa

O vereador Marcelo Aguiar propõe a mudança do nome do parque da Aclimação, para Parque da Aclimação Estevam Hernandes, em homenagem ao "apóstolo" da Igreja "Renascer Em Cristo".

Sugiro simplesmente a manutenção do nome  "Parque da Aclimação".

Não vamos demolir também o parque da Aclimação com outros nomes.

Dilma não chora

Acompanhando o velório do querido e heróico José Alencar, observei, desde  Portugal, que enquanto Lula chorava copiosamente, a nossa Presidente mantinha-se consternada, é verdade, mas não deixava marejar os olhos de lágrimas.

Lembrei-me de uma encarregada de produção, na época em que trabalhei em uma fábrica de pilhas em Guarulhos.

Ela mantinha uma feminilidade contida, e uma rigidez até masculina, no decorrer do dia, quando no comando.

É aquela estória do nosso lado masculino e lado feminino.

Mas como um ex-dirigente sindical pode ser tão sensível assim, e uma mulher tão firme em seus sentimentos?

As mulheres, que demoraram a ocupar posições de destaque  durante muito tempo,  são obrigadas, num primeiro momento de libertação,  a serem elas também homens. É  o retrato do colonizador precedido no retrato do colonizado. É a primeira fase de libertação de gênero

Deve-se também considerar que é início de gestão, mas pelo perfil, a mulher é forte. Nada que o tempo não possa ir trabalhando.

Como se diz, Deus é um oleiro que vai moldando nossa personalidade, sentimentos, pensamentos, fé, ao longo do tempo, a ponto de fazer-nos avançar em todas estas dimensões como seres humanos.

Não é incomum os avós serem recriminados pelos filhos por tanta condencendência com os netos, por fazerem tudo o que eles pedem.

É que eles atingiram o ápice das relações, distinguindo o principal do acessório.

Dilma também está nesta caminhada.

Certamente ao final da sua gestão na presidência será mais mulher e menos homem. Por hora, até para manter o respeito, deixa quieto que está bom.

Por aí vamos percebendo a fortaleza de Dilma, como mantém suas responsabilidades de Presidente até na comoção diante da morte de alguém querido.

Brasil deve construir 4 usinas atômicas com tecnologia Russa

Pelo que andei lendo, a tecnologia Russa tem sistema de prevenção contra terremotos, com dispositivos existentes para proteger a usina da ocorrência de vazamentos de materiais radioativos.

O país poderia partir para sistemas de energia limpa, incentivando a energia eólica e marítma, aproveitando as correntes de ventos e das marés.

O Brasil precisa entender que é possível partir para novas alternativas, como a China está fazendo, e a Europa também.

Existe uma exigência por manter-se ao menos, 5% de crescimento ao ano para poder reduzir a miséria no país. Por isso as hidroelétricas e as usinas nucleares estão na agenda, mas é possível concomitantemente agir com a produção da energia limpa tembém.

Vamos marcar presença nesta área, Dilma.

Por onde anda Mizael Bispo?

O caso da advogada Mércia Nakashima está bastante esclarecido, mas onde está o truculento Mizael Bispo, ex namorado da Pobre Mércia.

Estará em algum Bunker?

Terá conseguido salvo conduto entre seus amigos de corporação para rastrear qualquer perseguição?

A justiça foi conivente com Mizael deixando-o entrar várias vezes para depoimento e nunca permitiram sua prisão. Quando decidiram por prendê-lo, ele já havia escafedido.

O sangue de Mércia clama por debaixo da terra, por justiça

EUA está começando a intervir em terra na Líbia

Obama autorizou a CIA a armar os "rebeldes". Isto porque a guerra aérea não consegue influir dentro das cidades. Com isto começa, ainda não sabemos em que proporções a intervenção armada por terra pelos EUA.

Agora Obama não precisa mais de diferenciar de Bush. Ele pode se tornar igual a Bush. Sim, ele pode.

É fácil entrar em uma guerra, difícil e sair da guerra.

Paulatinamente os EUA vão se sujando do sangue dos civis atingidos pelos bombardeios.

Ironia do destino: parece que a Al Qaeda faz parte dos "rebeldes". Caso seja verdade, já imaginaram os EUA armarem seus maiores inimigos?

Política econômica precisa mudar, com urgência

A queda do valor do dolar, e o governo tomando medidas que não alteram substancialmente a nossa economia, as nossas empresas, que não exportam, e importam demais, prejudicando o nosso mercado produtivo.

É hora do governo começar a tomar atitudes mais intervencionistas, como colocar impostos na importação de produtos que destroem o nosso parque industrial.

É preciso também adotar uma política cambial que ou desvalorize o real ou revalorize o dolar. a continuar a queda do dolar, o Brasil vai acabar esvaziando o caixa, as nossa reservas, tão duramente conquistadas.

Chega de aceitar a política econômica imposta pelos EUA que protege os americanos e prejudica os brasileiros.

O dolar chegou a sua mais baixa cotação 1,62 como o Brasil não tem feito sua lição de casa, em reduzir custos de produtos e impostos, não existe fôlego para competir com moedas no mesmo nível.

Creio que o Brasil será obrigado, por algum tempo, a tomar medidas intervencionistas, para garantir estabilidade da nossa economia.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Para os enfermos

Descoberta



O quarto é a casa,

e a cama, o quarto.

O lençol, a cortina,

a privacidade.



Nada é tudo

tudo é nada.



Portas se abrem,

se fecham

sem que autorize.



De repente,

os bens

Perdem Importância

Diante da realidade

suspensa

em meu corpo



Recuperação

De uma liberdade superficial,

Descoberta do emergir

de outra liberdade

incondicional,

Imaterial,

Liberdade despojada

De falsos valores.



Agora, vale a paciência

o reencontro

a paz,

o diálogo de louco

com um Deus silencioso

que paradoxalmente

dá-me lucidez



Não custa nada.

O tempo é extenso

E pode-se experimentar

um novo sabor.

Queima do Alcorão nos EUA: cristãos paquistaneses em perigo



Saiu no Zenit
Por Paul De Maeyer

"Quem semeia ventos colhe tempestades": assim diz um provérbio baseado no livro de Oseias (8,7). E os ventos foram semeados pelo polêmico reverendo evangélico americano Terry Jones, quando, a 20 de março, cumpriu a sua ameaça e organizou em Gainesville (Flórida) um "julgamento contra o Alcorão".

No final do julgamento, o livro sagrado do Islã recebeu o veredicto de "culpado" pelos crimes contra a humanidade e por ser um promotor de atos de terrorismo "contra pessoas cujo único crime foi não compartilhar a fé islâmica". Como "castigo", um exemplar do Alcorão foi queimado publicamente pelo pastor Wayne Sapp. O evento teve a participação de cerca de 20 pessoas (‘Agence France-Presse', 20 de março).

Em setembro passado, Jones ameaçou queimar uma cópia do Alcorão para marcar o aniversário dos ataques às Torres Gêmeas em Nova Iorque, em 11 de setembro de 2001, mas desistiu do seu propósito depois de uma enxurrada de condenações internacionais e nacionais, especialmente do presidente Barack Obama e de muitos expoentes cristãos.

A queima do Alcorão suscitou fortes reações. Nos últimos dias, foram realizados protestos em várias cidades, por exemplo, em Lahore, capital da província de Punjab, onde manifestantes queimaram um boneco que representava o reverendo Jones, atacaram a igreja e a casa do pastor da ‘Full Gospel Assembly', assaltaram uma igreja pentecostal e invadiram a igreja católica de São Tomás, no distrito militar de Wah. "É uma reação à profanação do Alcorão na Flórida, apesar de a comunidade católica condenar o ato", disse o pároco, Pe. Yousaf.

O gesto de Jones foi denunciado pelas mais altas autoridades do país. Também a Igreja Católica do Paquistão condenou o ocorrido. "Em nome dos bispos católicos e dos cristãos no Paquistão, condeno este ato de loucura pura, que não representa os valores cristãos e os ensinamentos da Igreja", diz um comunicado assinado por Dom Lawrence Saldanha, arcebispo de Lahore e presidente da Conferência Episcopal do Paquistão (‘AsiaNews', 23 de março). "Desagrada-nos ver que as pessoas que se definem como pastores sejam tão ignorantes do que é a sua religião, assim como a decência normal", continua o texto, com tom duro.

Palavras tão claras como estas foram usadas ​​pelos cristãos na vizinha Índia. "Tais atos reprováveis ​​não podem ser justificados sob nenhuma circunstância", disse o ativista John Dayal, presidente do ‘All-India Catholic Union', segundo o ‘Times of India' (24 de março). Por sua parte, o presidente da ‘Indian Christian Voice' e vice-presidente da ‘Maharashtra State Minorities Commission', Abraham Mathai, definiu a queima como "um ato insano e desprovido de razão", e advertiu ainda que o gesto terá "consequências desastrosas e de longo alcance" para a paz universal e o diálogo inter-religioso.

Do Paquistão chegou, no entanto, um "sinal de esperança para as minorias religiosas. Como relatou a agência ‘Fides', Paul Bhatti, ou seja, o irmão mais velho do ministro católico assassinado há três semanas e meia, foi nomeado, em 24 de março, "conselheiro especial" do primeiro-ministro Gilani para as Minorias Religiosas. Após a morte de seu irmão, Paul Bhatti também foi eleito presidente da ‘All Pakistan Minorities Alliance' (APMA), o organismo de defesa das minorias do fundado por Shahbaz Bhatti, em 2002.

O Metrô do final da noite

É a volta
corrida
do dia.

É o prazer
de cumprir,
e saber.

É a ponte
para outro
trajeto

É o ponto
reticente
não encerrado.

É a fórmula
ainda não
provada.

É a fonte
esgotada
na fadiga.

É o encanto
no livro
sem passageiros.

É o momento
noturno
discreto

É o silêncio
observador
injusto.

É o decifrar
dos corpos
sem almas.

É a esperança
da chegada
repetida.

É a corrida
para um
nada. 

É um
não é
inconsciente

Bispos dos EUA questionam uso da força na Líbia

Saiu no Zenit


WASHINGTON, D.C., terça-feira, 29 de março de 2011 - Os bispos dos EUA exortam os líderes do governo a analisar o uso da força militar na Líbia de acordo com os princípios da responsabilidade moral e da proteção da vida humana.

Dom Howard Hubbard, bispo de Albany, Nova York, presidente do Comitê da conferência episcopal para a Justiça Internacional, dirigiu uma carta na quinta-feira passada ao Conselheiro de Segurança Nacional, Thomas Donilon, enfatizando esses pontos.

O prelado recorda que a ONU aprovou uma Resolução (n. 1973) que – diante do “massacre” dos manifestantes e dos bombardeios realizados por Gaddafi – autoriza a comunidade internacional a usar todos os meios necessários para proteger os civis líbios.

O bispo sublinhou ao conselheiro americano o ensinamento católico, que diz que “o uso da força sempre dever ser o último recurso que sirva para uma causa justa”. A causa justa é “a necessidade de um cessar-fogo e um fim completo da violência e de todos os ataques e abusos contra os civis”, de acordo com a Resolução da ONU.

Dom Hubbard acredita que “a proteção dos civis é de suma importância”, mas ele acrescenta: “a coalizão irá se centrar neste limitado objetivo e missão?”.

“Em anos recentes – observou o prelado –, a Santa Sé deu ênfase ao papel dos organismos internacionais na autorização de intervenções humanitárias nas nações soberanas.”

“O Conselho de Segurança da ONU precisa acompanhar atentamente a missão e o uso da força na Líbia”, afirmou.

“Quais são as implicações do uso da força para o futuro bem-estar do povo líbio e para a estabilidade da região?”, questionou.

O bispo fez ainda outra pergunta: “esta força está sendo usada de forma que se protejam as vidas dos civis?”

“Como pastores, nos abstemos de fazer juízos definitivos, já que a situação sobre o terreno continua sendo complexa e implica muitas decisões prudentes, para além de nossa experiência.”

Ele concluiu: “sabemos que são perguntas difíceis, mas é nossa responsabilidade moral como nação examinar rigorosamente o uso da força militar à luz da necessidade de proteger a vida e a dignidade humana”.

Governo não tem coragem de estatizar a Vale do Rio Doce

Governo Federal quer a Vale mas não tem coragem de bater de frente com o Bradesco, e atrair a antipatia do empresariado nacional.

Ora a Vale não é qualquer estatização.

A vale foi um entrega desavergonhada de Fernando Henrique Cardoso e que precisa ser reparada,  restituída ao seu povo.

A briga acaba ficando na disputa da Presidência da empresa.

Neste momento o Bradesco levou vantagem.

O governo queria colocar alguém da Previ, forma encontrada de retomar ou começar a retomar a empresa.

Vamos ver qual será o próximo passo. 

Morre no esquecimento o padre Joseph Comblin

Doutor em Teologia, foi convidado de Dom Helder Câmara para ser seu assessor no Arcebispado de Olinda e Recife.

Participou ativamente de todo o movimento social de 1968 no Brasil.

Acabou provocando a antipatia dos setores de extrema direita, como a TFP, que fez na época um abaixo assinado por sua expulsão do país.

Na época elaborou um documento sobre o movimento social na américa Latina, que vasou para a imprensa, e que junto a outras questões , provocaram a sua expulsão do Brasil em 1971, pelo regime militar.

Voltou em 1980, sendo que sua expulsão foi suspensa "simbolicamente" apenas em 2010.

Passou a viver em Barra , na Bahia, onde faleceu, aos 88 anos, de infarto.

Escreveu "A ideologia da Segurança Nacional", e   "A Teologia da Enxada".

Acreditava que se devia trabalhar junto com o povo e propagar a Bíblia durante o trabalho.

Esteve também no Equador com os indígenas, tendo traduzido a Bíblia para o Quíchua.

Era um sacerdote muito considerado nos anos de chumbo, pela sua coragem e destemor.

Juíz que solta assassino para matar, deve ser condenado

A cidade de Cunha está de Luto.

Duas belas moças foram barbaramente assassinadas por um assassino que estava vivendo em prisão temporária, porque uma delas não quis "ficar" com ele.

Levaram 6 tiros na cabeça e no peito, e os pescoços cortados, num barbarismo que nos deixa revoltados com os juízes que resolvem slotar estes criminosos para continuar matando.

Estes metetríssimos deveriam ser julgados por tribunais populares, como aqueles de períodos revolucionários, com paredão e tudo. Um assassino que estava preso, ser solto para continuar matando, torna nossa justiça a cega dos cegos.

Esta "justiça" também não aceitou a prisão da amante do assassino.

Vamos nos recolher em luto pela morte prematura de Josely Laurentina de  Oliveira e Juliana Vânia de Oliveira. Nossos sentimentos a seus pais e parentes

Obama e Sarkosy envergonham o mundo na Líbia

Fazem reunião pública com o chefe dos "rebeldes" em Paris.

Retiram o dinheiro de Gaddafi e o entregam aos "rebeldes".

Bobardeiam civis e a própria casa de Gaddafi.

Insistem em armar os "rebeldes".

Está quase acontecendo uma intervencão com tropas da OTAN na Líbia.

A Mídia internacional, num imenso puxasaquismo, não diz absoutamente nada sobre mortes de civis.

Obama está tirando toda a poeirinha democrática que tinha e está mostrando sua voracidade belicosa para com os povos.

Estão destruinda a Líbia, como o fizeram com o Iraque, e o Afeganistão. Só que os conflitos estão chegando cada vez mais perto da Europa.

Provoquem bastante!!!



O homem que não queria morrer


Morre em SP ex-vice-presidente José Alencar; veja fotos

Quando nasceu, não chorou como de costume.

Não comentam o que aconteceu.

Dizem alguns que após alguns instantes de observação, soltou um grande grito, misto de alegria e libertação.

Muito cedo, deixou pai e mãe, nem esperou o casamento, casava-se consigo mesmo, e com o mundo.

O conhecimento era importante, porém não mais do que a experiência, que exercia verdadeiro fascínio no jovem, de forma que adiou sua formação educacional.

Preferia o mundo, a liberdade, o trabalho.

Tinha Deus, mas não tinha tempo para Deus.

Era uma companhia implícita, subjacente, enquanto se ocupava com tudo,

Sem formação sacerdotal.

Possuía uma matriz de insatisfação para com tudo o que fazia, de forma a exercer constantes críticas a tudo, sempre incompleto, sempre por melhorar.

Foi insuficiente seu primeiro trabalho, foi insuficiente sua primeira loja, foi insuficiente sua indústria textil.

Como Vice-presidente, achava insuficiente o que fazia, responsabilizando os altos juros, pela ausência de crescimento.

O Presidente Lula, não gostava de ouvir sua impertinência, mas calava-se, por prudência, para evitar polêmicas, por fim assentiu.

Percebia que o seu Vice não tinha vocação só de Vice, mas punha sua colher aqui e ali, sempre que podia.

Fez parte do time vencedor que alçou o país ao nível de grande nação emergente.

Foi quando o câncer atingiu seu corpo, não sua alma.

Aí iniciava uma luta entre José alencar e Deus.

Luta que aconteceu num logo poente da vida.

De um lado Deus lhe chamando ao seu Reino, por considerar que ele produzira os frutos necessários para a travessia: a justiça, a equidade para com todos, a alegria espiritual, a imensa dedicação.

De outro, um gosto pela vida, um apego desmedido pela vida, que foi retendo-o, até transformar-lo em Paladino da Perseverança.

No decorrer do tempo, todos se viam nele, na sua fé, e continuavam também superando suas próprias querelas.

Deus assim, concedeu-lhe cumprir todas as suas obrigações terrenas antes da chamada definitiva.

Não permitiu que morresse sem desejar morrer. Sua resistência a morte era muito grande e impedia-lhe de partir.

Era-lhe necessário encará-la positivamente, desejosamente, pórtico para a alegria infinita.

Trouxe-lhe a morte, quando não era mais necessário a ninguém, quando já não se lembravam mais dele, mas tendo assimilado sua fé na vida.

Agora foi-se.

Imagino Jesus Cristo descendo do seu trono no céu e vindo alegremente encontrar-se com ele.

- Voce é duro, José. Já estava ansioso com sua vinda.  Venha para a casa que preparei para você. Sabe que tem muitas moradas por aqui, e você poderá encontrar-se com todos e continuar a fazer o que voce sabe, lutar pelos outros.

- Obrigado Mestre


terça-feira, 29 de março de 2011

Mais de um bilhão de pessoas devem ficar sem água até 2050


Obtido no vermelho


Mais de um bilhão de pessoas, a maioria vivendo nas grandes cidades, ficarão sem água em 2050. A estimativa é de um estudo publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences. De acordo com os cientistas, as más condições sanitárias de algumas metrópoles mundiais agravam o risco para a fauna e a flora.

“Existem soluções para que esse 1 bilhão de pessoas tenham acesso à água. Mas isso requer muitos investimentos na infraestrutura e melhor utilização da água”, afirmou o coordenador da pesquisa, Rob McDonald, do centro de estudos privado The Nature Conservancy.

Segundo os pesquisadores, se a tendência atual da urbanização continuar, em 2050 cerca de 993 milhões de habitantes das cidades terão acesso a menos de 100 litros de água por dia para viver. Essa quantidade corresponde ao volume de um banho por pessoa.

Os cientistas advertem ainda que se forem acrescentados os efeitos prováveis da mudança climática, cerca de outros 100 milhões de pessoas não terão acesso a esse volume de água. O consumo de 100 litros diários é considerado pelos analistas como o mínimo necessário a um indivíduo para as necessidades de bebida, alimentação e higiene.

De acordo com a pesquisa, atualmente cerca de 150 milhões de pessoas consomem menos de 100 litros diariamente. Um cidadão médio que vive nos Estados Unidos, informou o estudo, consome aproximadamente 376 litros de água por dia.

Fonte: Agência Brasil

A Campanha da Fraternidade 2011

O homem que usa da natureza, também a descarta em várias formas, inundando o planeta de todo tipo de poluição e deixando para os nossos filhos uma carga ainda mais pesada para eles resolverem.

A preservação da natureza e a forma como intervimos nela, seja para a construção de uma usina hidroelétrica ou atômica, seja para uma estrada, tem um impacto que deve ser cada vez mais considerado, tendo em vista a preservação da vida.

Oração da Campanha da Fraternidade de 2011

Bento XVI exige diálogo na Líbia para calar as armas

Saiu no Zenit


Bento XVI pediu ontem aos "organismos internacionais" e a todas as partes envolvidas que retomem o diálogo na Líbia e, em geral, nas crises que ocorrem no Oriente Médio, para suspender "o uso das armas".

Ao concluir, no último domingo, a oração mariana do Ângelus junto a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Pontífice pediu que se desse prioridade à "busca de uma convivência justa e fraterna".

Em sua intervenção mais ampla sobre este conflito, desde que, em 19 de março, começaram as operações armadas da coligação internacional contra alvos militares regime líbio, o Papa confessou que neste momento "cresce meu temor pela proteção e segurança da população civil, e minha inquietude pela evolução da situação, atualmente marcada pelo uso das armas".

De acordo com o Bispo de Roma, "nos momentos de maior tensão, torna-se mais urgente a necessidade de recorrer a todos os meios da ação diplomática e apoiar qualquer sinal, por mais fraco que seja, de abertura e de desejo de reconciliação entre todas as partes envolvidas na busca de soluções pacíficas e duradouras".

O Papa garantiu sua oração "pelo retorno à harmonia na Líbia e em toda a região norte-africana" e dirigiu um apelo urgente "aos organismos internacionais e a todos os que têm responsabilidades políticas e militares em favor da abertura imediata de um diálogo, para suspender o uso das armas".


Finalmente, Bento XVI se dirigiu "às autoridades e aos cidadãos do Oriente Médio, onde nos últimos dias tem havido casos de violência, para que lá também se privilegie o caminho do diálogo e da reconciliação na busca de uma convivência justa e fraterna".

Preocupação pela população

É a segunda vez que o Papa levanta a sua voz para promover a paz na Líbia. No último dia 20 de março, instou os líderes políticos e militares "para que deem prioridade, acima de tudo, à proteção e à segurança dos cidadãos e garantam o acesso à ajuda humanitária".

O Santo Padre assegurou ao povo da Líbia "minha proximidade, enquanto peço a Deus que um horizonte de paz e harmonia surja o mais rapidamente possível na Líbia e em toda a região do norte da África".

Bispos do norte da África contra guerra na Líbia



Retirei do Zenit hoje


RABAT, segunda-feira, 28 de março de 2011 (ZENIT.org) - Os bispos da Conferência Episcopal das Regiões do Norte de África (CERNA), que inclui o Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia, emitiram uma declaração em que se manifestam contra a guerra na Líbia e pedem solução diplomática para o conflito.

O comunicado, assinado pelo presidente da CERNA, Dom Vincent Landel, arcebispo de Rabat (Marrocos), foi divulgado hoje pela agência vaticana ‘Fides'.

Também hoje, a Santa Sé confirmou que participará, como observador, na Conferência Internacional sobre a Líbia, que será realizada amanhã, 29 de março, em Londres. O representante vaticano será o atual núncio na Grã-Bretanha, o arcebispo Antonio Mennini.

No comunicado, os bispos norte-africanos reafirmam sua oposição à violência e à guerra: "Nós sabemos que a guerra não resolve nada e que, quando estoura, é tão incontrolável como a explosão de um reator nuclear".

Eles também reafirmam o seu "apelo urgente para encontrar, para este conflito doloroso, uma solução justa e digna para todos", unindo-se "ao pedido feito pelo Papa Bento XVI" no domingo, 27 de março.

Os bispos norte-africanos reconhecem que, nos recentes acontecimentos nos países do Magrebe, há uma "reivindicação legítima de liberdade, justiça e dignidade, especialmente por parte das gerações mais jovens".

"Isso se traduz na vontade de ser reconhecidos como cidadãos responsáveis, com a possibilidade de um emprego que lhes permita viver decentemente, sem qualquer forma de corrupção ou nepotismo."

"Hoje - prossegue a declaração - este clima de mudança atravessa a Líbia. E nós nos unimos de forma especial aos nossos irmãos bispos de Tripoli e Benghazi, e a toda a população do país."

Finalmente, os bispos pedem uma mediação diplomática e lançam um apelo à ajuda humanitária. "Nós pedimos ao Todo-Poderoso que inspire os líderes das nações, para que encontrem o caminho que leva à justiça e à paz", conclui a nota.

Mundo assistirá banho de sangue em Sirte, patrociando pela ONU(EUA)

Sob o manto de zona aérea de exclusão, a ONU permitiu, através de seu Conselho de Segurança que os EUA e Europa tornassem a Líbia um inferno.

A imagem, para não ficar mais arranhada foi transferida para a OTAN, que está preparada para um conflito de proporções maiores, deixando o Oriente médio com a pulga atrás da orelha.

E agora patrocinam um banho de sangue em Sirte, cidade natal de Kadafi, com "rebeldes", bem distante do objetivo de proteger a população civil.

Como é que países com vocação belicista como os EUA não compreendem as torres gêmeas? Está aí, nesta ferocidade internacional.

Depois o banho de sangue será em Trípoli.

Desta forma tornaram a Líbia uma nação devastada.

"Santa revolta" esta que aconteceu, e os EUA e França puderam pegar carona na rabeira, para tomar a dianteira.

Depois será como no Iraque: títeres representando o ocidente receberão homens bombas todos os dias durante todo o tempo

segunda-feira, 28 de março de 2011

Porque Marina não ganhou a eleição: As contradições entre o crescimento econômico e o nosso ambientalismo

As eleições para presidente do Brasil já foram e estão bem distantes de agora, mas a Campanha da Fraternidade com o lema "Fraternidade e a vida no planeta", e um desentendimento de Marina no PV, com possibilidade até de sair do partido, me fazem refletir sobre este tema.

O movimento ambiental no Brasil de hoje fala em se produzir o suficiente e consumir o suficiente.

Este tem sido, aliás, meu hábito conforme minha vida tem caminhado para o outro lado do Cabo das Tormentas. Estou dando roupas, vivendo modestamente, sendo econômico.

Os ambientalistas falam em preservar as reservas de água, as matas, se colocam contra a construção de Bel Monte, contra o mal uso dado aos resíduos de toda espécie, os lixos que entopem tudo nas cidades.

Olhando á distância, considero existir uma oposição entre ambientalismo e crescimento econômico, dando a impressão de que os ambientalistas tem outra proposta de crescimento, bastante diferente da atual empreendida por Dilma.

Dilma tem claro  a posição: crescer pelo menos 5% ao ano, para alçar o país em posição de destaque no mundo, e erradicar a pobreza.

E aí está a razão do porque Marina não ganhou a eleição.

Retirando o fato dos Serristas migrarem seus votos em sua direção quando perceberam que o ex-governador de São Paulo não venceria, ela perdeu porque não convenceu, apesar de seu discurso bonito de preservacionista, que faria o país continuar a crescer.

Aí a corda arrebentou e ela saiu.

Esta questão continua no mesmo pé, sem alterações significativas.

Lembro-me que Lula perdeu duas eleições, e só venceu quando se transformou em "Lulinha paz e amor".

Pode ser engraçado, mas o eleitorado viu que ele tinha propostas confiáveis e não aventureiras para dirigir a nação.

O Brasil pede passagem, mas não podemos crescer destruindo.

É preciso fazer a preocupação ambiental assumir importância na agenda do desenvolvimento.

Ir questionando novas formas de solução de problemas, com soluções amplas. As pequenas também, mas devem ser implementadas em grande quantidade para poderem vingar.

Como disse um ambientalista que ouvi estes dias, O Fabiano Facó: voce compraria uma furadeira elétrica para usá-la uma vez por ano, e depois a colocaria no depósito, acumulando um produto improdutivo dentro de sua casa?

Como vêem esta é uma das muitas questões que se colocam hoje.

Podem parecer bobas, mas tem no fundo uma crítica ao industrialismo inócuo.

Me sugeriram a leitura do texto da Campanha da Fraternidade. Lerei e digo depois.



O dia em que a Ditadura começou a cair

O dia 28/03/1968 significou o início da queda da ditadura militar brasileira.

O assassinato de um jovem inocente acendeu o coração dos estudantes que estavam reclamando contra o aumento das refeições do Calabouço.

Acenderam velas em sua volta, e após alguns instantes tomando seu corpo sobre os ombros, saem às ruas caminhando em passeata que vai crescendo durante o caminho até chegarem 50.000 na Assembléia Legislativa do Rio, para velar o corpo.

A morte de Edson Luiz foi o estopim para o movimento estudantil se alastrar e iniciar o ano mais revolucionário que o Brasil já conheceu no século XX.

Na ocasião eu era um pequeno estudante recém saído de um colégio de luxo em São Paulo, O Santo Américo, e descubria uma dimensão popular de escolha de vida.

Estudava contabilidade no Alvarez Penteado, no Largo do São Francisco, ao lado da Faculdade de Direito, quando os estudantes desta universidade tomando um caminhão de tijolos, fizeram uma barreira na porta e declararam  a Faculdade de Direito do Largo um território livre.

Naquele mesmo dia convocaram os estudantes para uma grande passeata no centro de São Paulo, da qual participei.

O povo jogava papeis picados dos edifícios enquanto a passeata passava gritando: "Mataram um estudante, podia ser seu filho".

O sangue de Edson Luiz, assim como o sangue de Che Guevara,  de Jesus Cristo, e de inúmeros outros martires da História do Brasil, são o cimento em que se edifica a democracia brasileira atual, razão pela qual deve-se ter zelo redobrado para faze-la avançar, enquanto corrige suas mazelas.

O sangue dos mártires clama permanentemente por justiça, e por um mundo melhor para o seu povo e ao mundo.

Quem aplica a justiça sobre o judiciário?

Fato: A Associação dos Juízes Federais da 1a Região assinou 810 contratos de financiamento com a Fundação Habitacional do Exército, de 2000 até 2009. Destes, cerca de 700 foram fraudados. Perto de 140 juízes tiveram seus nomes usados nestes financiamentos sem saber. São contratos de R$300 a R$400 mil. Sabem o que o TRF-1 fez até agora? Nada. Apenas a proteção corporativa tradicional. Não se sabe ainda qual é o tamanho do buraco, isto é, o tamanho do golpe

Para este tipo de crime não dá para gritarmos -"Cadeia para ele!"- porque não encontraremos que os condenem. Estão protegidos pela cega justiça.

Cadeia é para os 3Ps ("preto, pobre e puta"), como se dia por aí, não para gente graúda.

Por isso é que devemos exigir do Congresso Nacional que vote a lei de Controle Externo do Judiciário, que pode fazer a nossa incipiente democracia avançar um pouco mais.

Retirei este artigo do blog jus navigandi, que traz um bom esclarecimento sobre este projeto. Veja abaixo

Tão polêmico quanto desconhecido, o controle externo do Judiciário é mais que um interessante ponto a ser estudado. Apresenta-se como um passo fundamental e, talvez, mesmo uma fronteira a ser descortinada e vencida para a evolução do Poder Judiciário brasileiro.


Insurgem-se, contra a idéia do controle externo, incontáveis membros, de diversas instâncias e tribunais, bem como alguns leigos por eles influenciados. Argumentam, fundamentalmente, que, com a instituição do controle, os magistrados ficariam vulneráveis, melindrados e teriam tolhidas suas liberdades constitucionalmente garantidas. Assim sendo, estariam impossibilitados de julgar segundo seu “livre-convencimento”, o que afetaria a autonomia do Judiciário e o próprio futuro da democracia.

Ora, essa argumentação demonstra claramente a notória falta de conhecimento a respeito do tema por parte dos que profetizam esse enfraquecimento do Judiciário.

Antes de qualquer coisa, deve-se destacar que a denominação “controle externo do Judiciário” apresenta-se como imprecisa, pois não se defende o controle efetivado exclusivamente por membros estranhos ao círculo judiciário. A proposta que se expõe é de um órgão misto, constituído por representantes de várias instituições, inclusive da própria magistratura.

Em segundo lugar, pretende-se destruir o mito da subordinação do Judiciário e do enfraquecimento da democracia. Um ponto que deve ser explicitado, não deixando margem a dúvidas ou obnubilações de qualquer ordem, é o fato do pretendido controle se dar apenas na esfera das atividades administrativas do Judiciário. A atividade jurisdicional permaneceria, como fundamento democrático que é, inatingível, só sendo possível questioná-la através das já existentes vias recursais.

A esta altura, cabe declarar que a magistratura já possui seus próprios meios de controle interno, albergados no art. 5º, XXXV, da Constituição Federal de 1988; entretanto, pelo próprio corporativismo existente entre os juízes, raramente esse mecanismo funciona, com a eficácia devida.

O controle administrativo do judiciário, cuidando da parte que lhe seria devida, fiscalizaria e promoveria a celeridade nos julgamentos; controlaria a prática do nepotismo tão comum no poder e, entre outras prováveis funções, cuidaria de eventuais casos de corrupção. Isto posto, parece bastante claro que, longe de fazer soçobrarem os pilares do Judiciário, o controle externo seria instrumento para uma maior transparência e eficácia das ações do Poder em questão e, conseqentemente, apresentar-se-ia como um instrumento para a ratificação e desenvolvimento da democracia.

Indo de encontro aos que persistem em querer manter o coro contra a adoção do controle externo, tem-se ainda um argumento que por si só os subjugaria. Trata-se de uma reflexão defendida pelo atual Ministro da Justiça, Nelson Jobim, em recente encontro com juristas do Estado de São Paulo, quando nos conclama a pensarmos não nos interesses individuais, mas na pergunta: “interessa ao cidadão?”. A resposta afigura-se positivamente.

A esse respeito, parece oportuno citar Cândido Bittencourt de Albuquerque, professor de Direito Penal da Universidade Federal do Ceará:

“Ora, considerando-se que o Judiciário é o mais forte dos poderes — tem força para desfazer os atos dos outros poderes —, além de ser o que mais diretamente atinge os direitos individuais e intervém na vida da coletividade, não é justo que a sociedade não tenha sobre ele qualquer controle ou mecanismo que o torne mais sensível e eficaz.”


Da análise dos argumentos expostos, extrai-se a intelecção de que o implemento do controle externo do Judiciário surge como uma insofismável aspiração da sociedade brasileira; contudo, a míngua de embasamento teórico e mesmo de pesquisas aprofundadas sobre a matéria emperra o processo de adoção do referido instituto pelo ordenamento jurídico brasileiro.

Urge, pois, que se renegue essa inércia estática e que se enverede pelas árduas, porém gratificantes, trilhas da pesquisa científica. Precisamente esta é a “força motriz” que estimula o espírito para o presente estudo: a certeza de contribuir concretamente para o desenvolvimento do Poder Judiciário e para o fortalecimento de uma das principais instituições alicerçadoras da democracia brasileira.

Meu blog é gratúito. Todo incentivo aos SEM ESPAÇOS CULTURAIS

O Pó das Estradas captar R$ 1,3 milhão via lei de incentivos junto ao Ministério da Cultura, é um sonho irreal, pois usaria muito dinheiro para algo que tornei gratúito.

Este é o preço que o blog de Bethânea custará.

Boa sorte a ela.

De minha parte, Ana de Hollanda ficará em estado de observação pelas seguintes razões:

Esta é uma politica para blogues em geral, ou é mais para as celebridades?

Porque tem  blog chique "do úrtimo", e blog de blogueiro, da massa "ignara", como o meu, dando seus tiros por aí.

Declaro desde já, que rejeito toda e qualquer oferta de "incentivo", uma vez que me incentivo, sem a ação do Estado.

Preferiria projetos populares de fato, além da "ajuda" aos legítimos representantes culturais, de quem sou também admirador.

É que anseio por conquistar espaços aos Sem Espaços Culturais, aos desconsiderados de seus trabalhos, os desvalorizados, os desqualificados, desinstitucionalizados, em fim os esquecidos.

Eu quero é a chamada ralé da periferia indo para as praças públicas recitarem seus poemas, os cantores do fundão da cidade em palanque no Anhangabaú.

Quero um Ministério de Cultura que vá fundo, nas pessoas que vem do povão, e estão produzindo cultura de uma outra forma, com outra leitura.

Cultura institucional, tudo bem, para inglês ver.

Cultura popular, é outra dimensão muito, muito diferente.

Ela é a principal para um governo que deseja ser popular.

Fazem umas besterias por aí, depois não gostam que a gente fale.

Rogério Ceni na contramão do futebol dinheiro

Um jogador que permanece no mesmo time é raro nos dias de hoje.

Isto é característica dos jogadores dos anos 60 ou 70.

Mesmo assim, já naquela época começava a exploração econômica dos jogadores,  utilizando seus talentos, numa especulação econômica que foi ganhando uma proporção a ponto de tornar o salário de muitos jogadores, uma verdadeira fábula, de tão alto.

A camisa do time, que antes tinha um valor para o jogador, foi perdendo esta importância, uma vez que desapareceu a referência do jogador com o time, porque há um verdadeiro troca-troca, que destitui o jogador da torcida, a única a manter completamente a fidelidade.

Ao jogador de alto salário, o talento vai caminhando no sentido da remuneração e da perda do ardor pelo time, pela descoberta do ardor pelo dinheiro.

O time perdeu a importância para os empresários do esporte que, se aproveitaram das alterações nas leis que regulamentam o futebol nacional (lei Pelé), tornando-se intermediários entre do jogador , criando muitos problemas para os clubes.

Os clubes para sobreviverem, substituíram as rendas com suas torcidas por grandes patrocínios, sujando os símbolos maiores que estavam as suas camisas, confundindo-os com marcas de produtos.

Os jogadores, em consequência, perderam a liberdade pra usar todo o sua criatividade, porque esta exploração do esportista acabou por aprisioná-los nas regras do marketing.

Quem ocupou este espaço foram os técnicos, que tornaram-se porta-vozes dos jogadores, e os verdadeiros líderes, mesmo sem jogarem, fato triste e estranho.

O que se assiste nas entrevistas é um tal do jogador pensar 10 vezes antes de dizer alguma coisa pois pode ser excluído pelo técnico, muito poderoso. Qeu saudade do Feola, que dormia nos jogos, deixando os jogadores livres para fazerem o que bem queriam. E a democracia corinthiana? Tudo isso coisa do passado

O Jogador Lucas do São Paulo, é um dos poucos que foi formado por fora de toda esta máquina exploratória, e ainda conserva muito da sua alegria e liberdade de jogar.

Ocorre que o garoto ao ser convocado pelo técnico Mano Meneses, disse que iria para a Inglaterra para jogar, e que se não fosse assim, preferia estar jogando no São Paulo, pois não gostaria de viajar tanto para ficar na reserva.

Não deu outra. O superpoderoso Mano, ex-técnico do Corinthians, acabou pondo o menino para escanteio, colocando-o em campo apenas ao final do jogo, tempo suficiente para ele desmontar Mano com sua criatividade.

Mano já está com propaganda de cerveja, usando sem nenhuma ética o cargo que ocupa para ganhar por fora.

E tem os seus jogadores apadrinhados, seguindo na mesma linha de Dunga.

E novamente estamos vendo um filme antigo, com roupa nova.

O futebol não deixou de ser o esporte das multidões, mas agora é também o esporte das multinacionais.

O Campeonato mundial no Brasil, tem um significado político e de alavancagem do desenvolvimento para o país muito grande, e por isso joga-se pesado no controle de tão importante área de esporte.

Os pequenos continuam de fora, os talentos continuam de fora. Há muita exploração econômica e destruição moral dos jogadores que suam o dinheiro e não a camisa.

Rogério, é a grande exceção, pois continua no mesmo clube, não abre mão do seu pensamento, não é nenhuma pessoa extraordinária, muito ao contrário, é simples.

Por isso ele irrita os grandes dirigentes.

Por isso não foi mais convocado, nem se deu de rogado por causa disto.

Muitos vão para o caminho das notas de R$100,00, e o Rogério vai no caminho certo, o 100ni.

domingo, 27 de março de 2011

As guerras eletrônicas

As guerras convencionais ficam para as nações pobres.

As guerras eletrônicas são a forma como as grandes potências deverão agir de agora em diante.

Não mais invadir e sair depois de 10 anos cheios de mortes nas costas.

Agora, bombardeiam com uma precisão de 60 cm tudo o que lhes interessa, destroem as reservas e a segurança das nações atacadas, deixando-as a mercê das potências.

Esta será cada vez mais a estratégia.

A aviação de repente perderá também esta proeminência diante de tanta tecnologia nova que pode fazer o missel ir realizando todas as funções dos próprios pilotos e aviões.

Não vai demorar a contecer. Já está acontecendo.

E não há concorrência para isto.

Ou será que ninguém entendeu que os EUA deram um recado ao mundo neste conflito com a Líbia?

O consumo sob o ponto de vista da vida

O capitalismo impõe uma regra de consumo que vai contra toda lei da natureza.

Na natureza um animal se alimenta quando sente fome.

Não come a toda hora.

Uma vez alimentado o leão, ele acaba aceitando a presença do antílope pastando na proximidade.

No capitalismo, não.

De um lado, muitos ficam sem condições de comer, mas os que tem condições, os que tem condições... o sistema incentiva o consumo contínuo, provocando vários graus de obesidade, até a mórbida.

Não me lembro de tanta gente obesa quanto hoje.

É cirurgia de redução do estômago pr'a cá, são dietas as mais estranhas pr'a lá.

Ao mesmo tempo fazem manequins esqueléticas, como padrão de beleza.

De outro lado fazem academias e exigem corpos esculturais, no velho padrão grego.

Tendo em vista o planeta, e não o capitalismo penso que o consumo deve ser suficiente, sem exageros, tanto para a natureza quanto para o corpo.

Não possuir roupas exageradamente, não comer exageradamente, enfim não ser extravagante.

Não importa que o sistema precise de que eu consuma mais para girar o mercado, e ampliar a oferta de trabalho.

O que importa é ter um planeta que sacie a todos, sem exageros.

Se o sistema capitalista não aceita este princípio, é preciso começar a se rever este sistema.

Ter atividades mais produtivas e criativas é uma característica do capitalismo e o inverso disso foi o sistema produtivo no antigo socialismo soviético, que ainda que avançasse em tecnologia, era um sistema que por ser mais diretivo, não deu liberdade de produção, e defasou-se em relação ao capitalismo, em termos de produtos com mais valor agregado. 

O desafio está em fazer o consumidor se reeducar, para não exceder em si e prejudicar-se.

Este o desafio no mundo, de fazer um planeta que atenda a todos de forma suficiente, sem exageros, sem precisar deformar pessoas.

E atenda com produtos sempre mais aperfeiçoados, e com redução de custos de fabricação crescentes.

Os EUA é um país de obesos, e o Brasil vai pelo mesmo caminho.

É preciso também mostrar que o valor da vida e a felicidade não estão nos bens materiais, mas nos chamados valores abstratos, nos valores espirituais, que conseguem se realizar mais facil mente, quando há suficiente suporte material.

Este apego exagerado por bens materiais está no âmago de um sistema que não responde pela felicidade das pessoas.

Nisto os ambientalistas estão dando um banho nos velhos partidos políticos, ao apresentarem novos paradigmas de vida. O problema é que eles não conseguem propor uma futura sociedade, e em alguns casos se tornam saudosistas medievais, verdadeiros Dom Quixotes

O enfermo e a solidão

Visitei o Hospital de Clínicas este sábado como parte de meu trabalho pastoral. quero me deter em uma irmã que visitei lá, a Cacilda.

Ela perdera a perna direita em um acidente onde o carro a atingiu na calçada, em frente de sua casa. A perna foi arrancada na batida. Seu filho de 5 anos teve 9 pontos na cabeça. Praticamente não teve nada. Ele tem ainda outro filho adolescente, e seu marido.

É vendedora e anda muito, de forma que agora, sem uma perna, irá precisar se readaptar.

Dizia a mim que perguntava para Deus: "Porque eu?

Respondi-lhe que vivemos em um mundo em liberdade, e que a liberdade é uma condição da vida humana.

Caso contrário, estaríamos nós todos manipulados, e sem fazermos nada por nós próprios.

E a condição da liberdade é o risco de errarmos, e prejudicarmos a nós e a outros que estão à nossa volta.

Perguntei-lhe se tinha chorado.

Ela respondeu-me que se considerava uma vencedora, apesar de ter perdido a perna.

Confortei-lhe por um tempo e fomos embora depois.

Como é grande o sofrimento deste povo brasileiro.

Senti eu, sim, vontade de chorar, quando saí do HC. 

sábado, 26 de março de 2011

AS AVENTURAS DO URUBUZINHO

Imagem do Urubu
(Contos para dormir)

Capítulo 1 – Viver é aventurar

Meu pai, Sólon Fernandes, foi um bom homem. Nascido em Uberaba, Minas Gerais, nos idos de 1910, cultivou desde cedo o apreço por animais de toda espécie. Quando nasci, em uma casa que ficava ao fundo do Fórum de José Bonifácio, em 1949, São Paulo, ele já era Juiz de Direito em início de carreira.

Suspendeu uma Audiência, só para acompanhar o parto do terceiro filho. Conhecera minha mãe, Sebastiana Souza Naves, na Capital, naquelas visitas costumeiras que existiam entre as famílias Naves e Fernandes. Foi amor à primeira vista. Mamãe era linda e papai um sortudo.

Bem, eu passaria meus dias contando e recontando suas vidas sem me cansar, porque me trazem muitas lições, porém, quero ater-me a um destes acontecimentos que deles aprendi.

Refiro-me às incontáveis histórias do Urubuzinho, personagem principal deste livro, que por diversas vezes ouvi papai me contar, ao deitar-me na cama para dormir.

Pois é, nos idos de 1950, existia um salutar hábito dos filhos pequenos terem horário para dormir. Havia até uma propaganda dos Cobertores Paraíba, às 21hs, apresentado na TV Tupi, com uma música de dormir, indicando aos pais o horário de levar os filhos para a cama.

“Já é hora de dormir

Não espere mamãe mandar.

Um bom sono prá você

e um alegre despertar”.

A pequena resistência inicial de ir para a cama era prontamente vencida pelo argumento poderoso da autoridade paterna, seguida pelo beijo materno de concordância.

Acreditava-se, naquela época, que a programação da TV depois das 21 h., era algo verdadeiramente impróprio para menores. Hoje, envolvidos numa dimensão de permissividades, identificamos naquela atitude muita ingenuidade e pureza. Cada época tem suas próprias dimensões de valores, e o olhar ao passar do tempo, acaba por absolver o passado.

Como me encontrava aconchegado no sofá, junto de mamãe, era fácil ser retirado. O convencimento final acontecia quando papai prometia contar a história do Urubuzinho.

Eu sei que isto de dormir cedo hoje é impossível de ser compreendido, como algo natural e necessário à educação e aos bons costumes, mas àquela época os meios de comunicação ainda não tinham incutido sua voracidade por devorar telespectadores por horas incontáveis.

Aquele era um momento especial, em que encoberto pelo lençol, com medo de ficar sozinho no quarto, acompanhava-me ali o papai com as histórias do Urubuzinho, que invadia meus ouvidos, e adentrava meus sonhos.

Tudo começou em Uberaba, Minas Gerais, provavelmente no ano de 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, quando papai tinha seus cinco anos de idade.

Um dia, Senhor Cinza, meu avô, que não conheci, trouxe um filhote de urubu, que encontrara caído no chão, quando voltava de uma de suas muitas viagens pela região, já nas cercanias da cidade. Vovô era dentista, e atendia muita gente, andando pelos povoados, vilas, fazendas, sítios.

Não parecia um urubu, com aquele aspecto repugnante que vemos, quando está em cima da carniça, mas também não tinha nenhuma beleza especial.

Era meio feinho mesmo: barrigudinho, de penugens brancas de fazer esquecer seu futuro enegrecido, com o bico meio torto e comprido. Vinha enrolado em uma folha de jornal, para protegê-lo do frio, e também de qualquer sujeira inesperada na roupa. Ao chegar em casa aquele filhote de urubu foi recebido com surpresa pela minha avó, e alegria por todas as crianças.

A casa de meu avô Cinza e de minha avó Felicidade era sempre cheia de gente, pois sendo espíritas, atendiam a todos os necessitados, mesmo os leprosos, que viviam fora da cidade.

Quando os leprosos adentravam na cidade, badalando seus sinos para as pessoas se afastarem deles, vovô vinha com sacolas de comida e remédios e a prendia nos alforjes das selas dos cavalos

Papai vivia com mais seis irmãos. O filhote de urubu foi dado aos cuidados de uma das irmãs, Alice, conhecida como Tia Quetena. Logo ele recebeu o nome de Urubuzinho, porque era pequenininho.

Urubuzinho foi criado no chão, ao lado da cama de tia Quetena, que deveria ter aproximadamente uns 15 ou 16 anos. Foi sendo alimentado com pedaços de carne, e das sobras da comida servida na mesa. Não existia uma preocupação com a sua alimentação como hoje, que é tudo com ração, e veterinários. Ele teve, sim, toda a liberdade de movimento dentro da casa. Tia Quetena cuidava de limpar as sujeiras deixadas pelo caminho, e assim, todos conviviam muito bem.

Conforme foi crescendo, Urubuzinho foi sendo levado para o quintal, que ficava nos fundos, e lá permanecia a maior parte do dia. Quando as penas ficaram pretas e grandes, aprendeu a voar. Inicialmente dava vôos rasantes pelos quintais da vizinhança, e mantinha ainda muito o hábito de caminhar pelo chão. Com o passar do tempo, entretanto, aprendeu voar longe, indo às alturas. Na hora das refeições, tia Quetena trazia seu prato de comida para o quintal e, batendo nele com acolher, assobiava chamando a ave, que do alto do céu despencava com incrível velocidade para se deliciar da comida de Vó Dade.

Assim papai me contava, na cama, antes de dormir, como começaram as aventuras do urubuzinho, porque teve a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente.

Urubuzinho era um animal inteligente e esperto, amigo e fiel, sempre pronto a ajudar. Tinha principalmente uma grande disposição para viajar, descobrir novidades. Ele não conhecia limites em suas ações, era determinado.

A primeira viagem de Urubuzinho foi quando ele tinha seus dois anos de idade. Voou para longe, a perder de vista, e voltou, dois meses depois, magro e feliz.

Contara ter ido para a região do Mato Grosso. Não existia a divisão territorial de hoje, em dois Estados, duplicando o número de governadores, vereadores e deputados.

- Sólon, você não acredita como é o Mato Grosso – dizia o Urubuzinho – é incrível, água que não acaba mais, encharcando a vegetação rasteira, e muitos arbustos e árvores. Vi muito gado pelo caminho. Fiz amizade com o boi José, muito simpático, que me acolheu em uma noite, eu nos galhos, ele no pé da árvore. Ali se dorme com um dos olhos abertos, muito engraçado. Dizem que é a onça que provoca isso, mas eu não cheguei a vê-la, mesmo lá de cima. Por isso deve ser tão perigosa. Mas o boi José não, ele é um cara bom. Deu-me tranqüilidade. À noite, ouvem-se muitos ruídos que vem da mata, que não deixam a gente dormir sossegado, sobressaltado.

- Mas papai, o urubuzinho ficava sozinho? Comentava com ele, já na cama.

- Não, meu filho, sozinho não. Mas você sabe, numa mata, mesmo com a companhia de alguém, a gente tem a sensação de estar desprotegido. Mas o boi José era muito experiente e pacato, e transmitia paz. Urubuzinho ouviu muita história de boiada, de como os bezerrinhos tinham que lutar desde cedo para sobreviverem contra toda espécie de perigo. Boi José era um fugitivo, e já estava com seis anos de idade. Ficava escondido no meio da mata, fugindo da perseguição dos peões.

- Mas porque o Boi José tinha que se esconder?

- Bem, a verdade é que os bois vivem até serem enviados para os frigoríficos, para serem transformados em carne. Você não gosta de comer um bife a milanesa? – argumentou papai.

- Gosto, mas nunca pensei que poderia, sem querer, comer, de repente, o boi José.

- Não se preocupe meu filho, jamais vão conseguir fazer isto com ele.

- Mas como é que ele aprendeu a se esconder assim das pessoas? Ele conhecia bem a geografia do local?

-Boi José aprendera a se esconder observando as capivaras que vivem nos rios e lagos da região. Elas ficam grande parte do tempo na água, mergulhando. Quando saem, geralmente à noite, para não serem percebidas, dirigem-se ao pasto para comer a vegetação, como se diz, gramas.

Permanecendo próximo aos lagos, ele fez amizade com uma capivara muito interessante. Esgueirando-se por entre os arbustos para passar despercebido, ouviu alguém o chamando.

- Ei vocês aí! O que vocês estão fazendo por aqui! Atchim!

Boi José olhava ao lado para ver se tinha mais alguém o acompanhando, e voltava-se para localizar de onde vinha aquela estranha voz.

- Ei vocês aí! Alto! Atchim! Onde vocês pensam que vão? Este lago tem dono.

Preocupado em ser seguido, escondeu-se, entrando na água até cobrir todo o seu corpo, deixando apenas a cabeça de fora.

- Agora vocês também querem nadar no meu lago?

De repente surgiu ao lado do Boi José, uma capivara, emergindo do fundo da água.

- O que vocês estão fazendo aqui! Atchim!

Boi José percebeu que era uma capivara.

- Bem, dona capivara, aqui só estou eu. Não sei de onde a senhora está vendo mais gente.

Ao olhar melhor a capivara que estava ao seu lado, boi José notou que ela era caolha, pois seus olhos estavam esbugalhados, um olhando para ele outro não.

- Desculpe Senhor Boi. - Atchim! Mas eu nunca tenho a certeza de quantas pessoas estão por perto, então já vou falando no plural. Atchim!

- Bom dia dona Capivara, meu nome é Boi José. Recebi este nome porque fui criado pelo José, filho de um peão destas fazendas da região. Eu era o bezerro do José, depois, Boi do José, e finalmente, Boi José. E a senhora como se chama.

- Bem os animais aqui me chamam de Capivara Caolha Espirradeira, porque eu vejo tudo duplicado e espirro tão alto que todos ouvem. O que o senhor está fazendo por estes lados, Boi José?

- Eu sou um boi fugitivo. Descobri a liberdade, e agora não existem mais pastos cercados para mim. Eu sou agora selvagem. Não deixo ninguém me passar o laço. Gostei de ser livre. E a senhora, dona Capivara Caolha Espirradeira, como consegue viver por aqui?

- Bem, eu vivo nadando e pastando. Fico muito preocupada em não ser atacada pela onça, principalmente quando estou pastando, ou nas margens do lago, porque a onça é esperta e paciente. Por ficar olhando pro pasto e pros lados, para não ser atacada, fiquei caolha. Sair e entrar na água toda a hora também me tornou espirradeira.

- Deixe-me apresentá-la ao Urubuzinho. - disse o boi José.

- Urubuzinho? Atchim! Aonde, que eu não tina visto.

- Sim, sou eu. Aqui, em cima da árvore!

- Os urubus daqui do Mato Grosso não conversam com a gente. Só aparecem quando alguém morre, ou está quase morrendo. Por isso são vistos como lixeiros da floresta, ou como mal agourentos, que desejam o mal da gente, para se alimentarem. Porque vocês não descem daí de cima da árvore, para eu vê-los melhor.

- Desculpa dona Capivara Caolha Espirradeira, mas só tem um urubu aqui, que sou eu mesmo, e o meu nome é urubuzinho. Olhe bem, eu não me alimento de animal que morreu, porque minha avó Dade me ensinou a comer comida de gente. Eu sou um urubu criado, de família.

- Desculpe a mim, Urubuzinho, por pensar mal de você, antes de conhecê-lo. A gente aqui na mata tem uma lei própria, muito simples. Qualquer animal pode ser perigoso, desde que tenha fome.

- Não se preocupe dona Capivara Espirradeira, que isto de pensar mal das pessoas, tem bastante na cidade. Lá em “Beraba”, por exemplo, tirando a casa do “vô” Cinza, onde todo mundo é muito legal, ocorre demais disso, de gente pensar mal de gente. Espiam a vida de todo mundo, e depois ficam comentando com os outros, do que viram. Gente que não tem mais o que fazer, passam o dia fofocando pelos quatro cantos da cidade.

- Bem dona Caolha – falou o Boi José – eu acho que no início da criação nenhum bicho comia outro bicho, nem o homem comia bicho. Meu pai, que Deus o tenha, era letrado nas histórias divinas, e dizia que houve uma época de ouro, onde pastavam juntas, a onça e a ovelha, sem se maltratar, quanto mais matar. Que a criança punha as mãos na toca da serpente e nada acontecia.

- Você está falando de um sonho, ou de desejo, Boi José? Porque estamos bem longe disto. A lei por aqui, é a do mais forte, da sobrevivência. Aqui, os bichos aprenderam na marra a tal lei da Seleção Natural daquele tal de Darwin. É “cada um pra si, e Deus pra todos”. Só os mais fortes sobrevivem.

- É verdade, Don Espirradeira, está tudo invertido. Quem é mais fraco, acaba cedo, quando deveriam ser mais protegidos.



ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ



Depois de eu pegar no sono, papai volta para a sala, para junto de mamãe, que está assistindo a um programa de perguntas e respostas, com premiações, chamado “O Céu é o Limite”. Eram os idos de 1958, aproximadamente.

- Está ótimo o programa hoje, Sólon.

-Sebastianinha, estou compondo uma música para o programa “O Céu é o Limite”, veja o que você acha:

Quem acerta no palpite

lá no céu é o limite

é cabra, é cabra

é cabra muito esperto

está absolutamente certo

diga logo sabichão

quem foi Napoleão

Ramalho Ortigão

Sansão, Absalão

a minha ficha é forte

tem pergunta de morte

aqui quem não responde

meia volta e pega o bonde.



Mamãe sorri da música, e completa.

- Porque você não vai a TV Tupi, e procura o maestro Erlon Chaves, para mostrar sua música. Quem sabe eles gostam e colocam na abertura do programa.

Entre minhas muitas lembranças deste tempo, vejo-me em uma sala de espera da TV Tupi, junto de meu pai, esperando o Erlon Chaves, que ao aparecer demonstrou tão pouca receptividade, que fez papai voltar silencioso para casa, em seu velho Austin of England.

Mamãe, neste tempo era professora primária, do Estado, e também muito criativa, ensinava História, tabuada, português, tudo cantado em versos através da músicas que estava na parada da época. Muito provavelmente papai deve ter confidenciado com ela sua frustração ao ir à TV Tupi, e como sempre ela deve tê-lo acalmado, carinhosamente. Não me lembro de vê-los brigando. Ele era espírita, ela católica. Não misturavam suas convicções, tanto que fiz todo o meu curso de catecismo, sem sequer imaginar que ambos possuíam crenças diferentes.

Havia mútuo respeito, algo tão necessário para os dias de hoje, onde cada qual tem sua verdade absoluta, prescindindo do outro, considerado inferior. Há mesmo uma demonização de quem é diferente, obviamente, de sua “santidade”. Deixa pra lá...

Meus dias de infância transcorriam alegres. Tinha o Colégio pela manhã, com matérias que a mim pareciam hieróglifos. Passava meus dias sonhando em sala de aula, distraído. Não me acostumava com o esquema de estar preso em uma sala por tanto tempo. Aprendia muito nos horários de recreio, mas de maneira em geral, não era um bom aluno, como aqueles que se vestiam bem, cabelos cortados à americana, e fixados com gumex (um gel daquela época), sentando-se nas carteiras da frente da classe, trazendo as lições de casa prontas, e principalmente, tirando boas notas nas provas mensais. Não; desde cedo fui meio revoltado, e sentava-me mais pelo meio da classe. Fazia tudo o que me pediam, misturado a uma série de outros sonhos muito distantes da realidade do estudo. Ao final meus trabalhos e lições de casa eram mal compreendidos pelos professores, mas apenas por mim.

Nas carteiras da frente sentava o Núncio, depois o Sabino e em seguida o Hildebrando, o “bandinho”, respectivamente os três primeiros classificados nas notas gerais. Depois vinha a turma do meio: o Ricardo Pugliesi, o “Risadinha”, o Renato Östernack, e eu. Por fim, sentavam-se os de notas piores, o “Caco”, o Júlio, e o Álvaro Leonel.

Era um beco sem saída, quando saíam as notas, pois tinha que levar a caderneta escolar para minha mãe assinar. Papai já não vivia mais neste tempo, tinha viajado para o céu em 1961, motivo de minhas revoltas. Não compreendia a sua morte, ou melhor, a própria morte.

Nunca olhei para a educação com a ambição de me aproveitar dela para ser grande nisto ou naquilo. Nunca a tratei como um objeto que se apropria para usufruir de benefícios materiais futuros, com projetos profissionais desvinculados de uma solidariedade universal, voltados exclusivamente para a realização pessoal, mas como fonte de conhecimento livre.

Adorava jogar futebol e taco na rua. Permanecíamos até o dia se pôr, ou, quando descia o Raimundo, o “louco”, que morava na ladeira José de Freitas Guimarães, no bairro das Perdizes, acompanhado de seu pai.

Raimundo, já adulto, quando nos via na rua, largava das mãos de seu pai e saía em disparada ao nosso encontro para ver se pegava algum de nós. Creio que ele queria brincar conosco também, mas pensávamos que ele vinha nos perseguir. Era um “pega pra capar”, como se diz na roça. Raimundo era rápido, e era um terror quando o avistávamos correndo ao nosso encontro. Fugíamos para a casa mais próxima, e lá permanecíamos até o perigo passar.

À noite repetia-se o figurino, com minha ida à cama mais cedo, e papai continuando a história do Urubuzinho.

- Mas papai, a Capivara Caolha Espirradeira não tinha medo da onça?

- Tinha sim, filho, mas ela era muito esperta. Na selva, o urubuzinho dizia que os animais eram bem mais espertos que na cidade. A onça vivia sempre à espreita de algum animal distraído que viesse da mata para tomar água no lago, para caçá-lo. A Capivara Espirradeira descobriu também que quando os pássaros paravam de cantar era porque tinha alguma coisa estranha. Daí, ela não saía de jeito nenhum da água, até os pássaros voltarem. Sabe, filho, na cidade tem gente parecida com a onça. Não procuram ninguém, ficam sempre esperando o erro das pessoas, então dão um salto, para pegar o seu lugar. Quando você crescer, você tem que se cercar de gente como o boi José e a Capivara Caolha Espirradeira, e evitar gente com a dona onça.

- Está bem papai. Vou ficar de olho como a Capivara, mas será que vou ficar caolho como ela?

- Não, caolho você não precisará ficar por ficar atento a estas coisas, mas vamos dizer assim, você deverá ter um olho interior para ver melhor as pessoas, suas características, para discernir quem é bom e quem não é, ou o que é bom de uma pessoas e o que não é bom da mesma pessoa.

- Discer...o quê?

-Discernir, filho, diferenciar, separar, saber como é cada pessoa. Porque a gente sempre tem uma idéia de alguém, mas depois de um tempo acaba tendo uma surpresa desagradável, e descobre que aquela mesma pessoa que você gostava, está lhe fazendo uma desfeita. Precisamos ter esperança nos homens, mas não podemos ser ingênuos, para não sofrer depois, entendeu?

- Entendi.

- Bem - comentou ainda papai - quando o Urubuzinho voltou, ele também me disse, que o Boi José e a Capivara Caolha Espirradeira estavam marcando uma reunião com a bicharada do lugar, para decidir um esquema de todos sobreviverem sem precisar atacar um ao outro.

- Mas isso é possível? Perguntei quase dormindo.

Lembro-me de papai afirmar, que não se soube por muito tempo de notícias de animais se matarem por aquelas paragens. Também, o Urubuzinho já tinha voltado do Mato Grosso e não chegou a saber se realmente aconteceu isto. Fica por conta de nossa imaginação.

Urubuzinho não tinha limites. Depois de tantas viagens e histórias, ele teve uma fixação própria dos urubus. Como se sabe, eles voam muito alto, a perder de vista. Pois bem, não é que um dia o Urubuzinho pensou em voar em direção do céu, sem parar?

É difícil imaginar que, um animal pode fazer o que somente os foguetes conseguem? Pois bem, o Urubuzinho sonhava com uma viagem celestial.



CONTRADIÇÃO DAS CONTRADIÇÕES





Há o rico e

Há o pobre.



Mas,

Há um rico

que é pobre,

e um pobre

que é rico



Mas

Também,

Há um rico

Que é rico

E um pobre

Que é pobre



Os que

Não são

Nem ricos

Nem pobres

Oscilam

Fingindo

serem ricos

Sendo pobres,

E de serem pobres

sendo ricos.



Muitos são

Os pobres

Poucos são

Os ricos



Há Poucos Ricos

Que são ricos,

E muitos Pobres

Que são pobres



De maneira geral

Muitos ricos

São pobres

E vice-versa

Poucos pobres

São ricos



Deu para entender?

DESTERRO


Pequeno poema meu para reflexão sobre a ausência nas relações.
Tuas palavras
são incógnitas.

Sigo o sentido
Na modulação
Do timbre,
Mais real.

Teus momentos
Imprevistos,
Tão sonoros;
Olhos fixos
No infinito,
Não atendem,
Molduram.

Oscilo ermo
Entre paz
e chamas
uivo isolado
no monte
dos desejos,
e sigo,
abstraído,
a rota
da despedida.



sexta-feira, 25 de março de 2011

Uma reflexão sobre a didática: Como agem alguns professores em classe

Tenho comigo que o professor que possui profundo domínio da matéria de sua área, com opiniões sobre cada linha de pensamento, e abrindo mão de si, discorre sobre todas, sem distorcê-las, ou apresentá-las já com seus defeitos, mantendo a autenticidade de seus autores, está na linha de uma didática com ética.

Agora, o professor, que se assenhora, achando-se o dono do conhecimento(mesmo que tenha muito), e precisa reduzir o estudante à condição de ignorante, sem que o mesmo descubra a sua ignorância (no bom sentido) através da grandiosidade dos conhecimentos oferecidos, e não pela ridicularização, este não tem ética nem didática.

A quantidade de professores que ao falar de um autor, falam de tudo, menos do próprio, tergiversando sobre tudo em volta, geralmente expressando suas vaidades pessoais, sem chegar ao âmago do pensamento do mesmo, é imensa.

Escondem problemas sexuais por trás deste mandonismo intelectual, escondem grandes soberbas do reinado que não possuem, fraquezas intelectuais de pensar livremente, acorrentados que estão, olhem, a quantidade de razões são também inúmeras.

Aí vem o impasse: você precisa fazer aquela matéria durante todo o semestre com o cidadão, que você sabe não irá mudar de perfil, porque seria uma revolução que ele não estão disposto a experimentar.

Assim, quem deve mudar?

Eu, logicamente, fazendo o papel do menino que erra, só para satisfazer o ego do outro.

É antiético, não? Doloroso, impróprio, derrotista, subserviente, mas é o mais fácil.

Ao final, estarão criando o subestudante, o subprofissional, com a subdidática do autoritarismo, dentro de uma capa intelectual.

Tudo muito "democrático e participativo".

Para inglês ver.

Agora, o que provoca esta dificuldade? Transcrevo um artigo que mostra os grandes  problemas que atingem o professor. Leiam, retirei do vermelho

Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) detectou que os professores da rede estadual de ensino oficial de São Paulo têm a menor porcentagem da jornada de trabalho destinada a atividades fora da sala de aula de todo país. Apenas 17% da jornada dos docentes paulistas está comprometida com atividades preparatórias e de formação. Já 83% do tempo do professor é dedicado a atividades com alunos em salas de aula.


Para o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o índice é baixo e leva a uma excessiva carga de trabalho com alunos. "As atividades extraclasses são fundamentais para a qualidade do ensino", alerta a entidade, por meio de nota à imprensa.

O desequilíbrio entre o tempo destinado à preparação de aulas – que deveria incluir formação continuada do docente – e as atividades em sala de aula ajuda a explicar o adoecimento dos professores, aponta a Apeoesp. "Pesquisas mostram alta incidência de doenças da voz, estresse, LER (Lesão por Esforço Repetitivo), tendinites e outras enfermidades entre os professores", descreve a Apeoesp.

A melhor situação identificada pelo estudo ocorre no Mato Grosso do Sul. No estado, os professores têm 50% da jornada destinados à preparação de aulas, correção de trabalhos, tarefas pedagógicas coletivas e formação continuada.

Segundo a Apeoesp, o mínimo necessário é o que estabelece a Lei 11.738/2008, que também trata do piso salarial nacional para docentes. "De imediato, lutamos por no mínimo 33% para atividades extraclasses", propõe o sindicato



Se é para restaurar a paz. Coitada da paz

Sport paga boi para pai-de-santo e consegue ganhar jogo


Saiu no Ig.

Uma dívida não paga com o Pai Carlos, de um búfalo....hum....

Desde a última quarta-feira, mascote do time pernambucano deixou de ser o leão e passou a ser um boi malhado

Renata Baptista, iG Pernambuco
25/03/2011 16:53

Pai Carlos e o boi que foi usado como pagamento por parte do Sport

Na tentativa de sair da má fase que atravessa nos campos - com risco até mesmo de não disputar a segunda etapa do Campeonato Pernambucano -, a diretoria do Sport assumiu uma dívida com um pai-de-santo, mesmo sem saber quem a contraiu. Desde a quarta-feira, o mascote do time deixou de ser o leão e passou a ser um boi malhado.

A informação foi confirmada pelo presidente do Sport, Gustavo Dubeux. Segundo ele, na terça-feira um representante do clube entregou uma maleta com R$ 5.000 para o pagamento da dívida com o Pai Carlos, que teria sido contraída pela vitória do Sport na Copa do Brasil, em 2008.

"Não sei quem prometeu, mas temos que fazer tudo que estiver ao nosso alcance", afirmou.

Inicialmente, a dívida deveria ser paga a Exu com um búfalo, mas para evitar problemas com o Ibama, o pai-de-santo resolveu quitá-la com um boi malhado. A troca, claro, teve a concordância dos orixás, segundo Pai Carlos.

O valor do boi foi R$ 1.100. Ele não será sacrificado e será doado para um abrigo de idosos da comunidade. Outros animais, como bodes e galinhas, substituirão o boi no ritual.

Em frente à Catedral de Iansã, no bairro de Jordão Baixo, em Jaboatão dos Guararapes (região metropolitana do Recife), o boi foi coberto por uma bandeira rubro-negra e tem sido constantemente saudado por torcedores do Sport.

Segundo Pai Carlos, os caminhos do Sport agora "devem conter menos espinhos".

Por mérito do boi ou não, na primeira atuação do animal com as cores do Sport, na quinta-feira, o Leão bateu o Cabense por 3X0, no jogo realizado na Ilha do Retiro.

Para continuar na disputa pelo hexacampeonato, o Sport precisa vencer o Central, no próximo domigo, em jogo que vai ser disputado em Caruaru.

Oriente Médio: Otan envolvida pelo EUA. Agora é só riscar o fósforo

Parece que a estratégia americana de se aproveitar dos conflitos sociais do Oriente Médio para provocar uma generalização dos conflitos, talvez envolvendo a Síria neste momento, está caminhando segundo o seu figurino.

A Síria é mais um daqueles países que acompanharam a tendência nasserista, da nacionalismo de "esquerda", mas que foi desviando-se dos princípio da participação popular e da democracia.

E a Síra está em um entroncamento entre o Iraque  e o Líbano, que tem deixado os EUA raivosos. Daí para uma generalização do conflito falta bem pouco.

Tropas da Otan estacionadas na região. Líbia sendo explodida, e com tendência de confrontos de médio a longo prazo, com os dois lados agora guardando posições.

Se algum governante, destes que estão sendo pressionados, se levantar contra Israel, para desviar a atenção revoltosa da população, vai obter grande adesão, em vários países do Oriente Médio.

O problema poderá arrastar o Irã para o confronto, que tem se afastado disto tudo, por perceber que a temperatura está aumentando.

O problema todo deve ser resolvido por cada nação, e através do diálogo entre as partes.

Não dá para entender 48 anos de estado de sítio na Síria, e a manutenção do mesmo governo.

E nesta os EUA querem aparecer como os paladinos da democracia.

Neste momento, muita atenção é pouco, para se resolver os problemas.

Diálogo entre as parte, e respeito à soberania do povo, para o qual todo o poder deve ser exercido.